Pulpit

A Fé que Nos Impele à Ação

Adam S. Bennion

1955 October General Conference·Sunday Afternoon Session·1955-10-02

Esta tem sido uma conferência estimulante, meus irmãos e irmãs, e confio que, nos poucos minutos que ocuparei, eu possa captar o seu espírito na oração que foi proferida no início desta sessão. Sempre tivemos música bela nestas sessões. O canto de hoje foi música em seu melhor. Enquanto este grupo de mães cantava, olhei para os irmãos lá embaixo, e penso ter obtido um novo significado para o Oitavo Salmo:

Que é o homem mortal, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?

Pois pouco o fizeste menor do que os anjos. . . . (Salmos 8:4-5.) Quando cantaram aquela primeira canção, "Quando as Crianças Oram", lembrei-me da experiência do pequenino, de dois anos e meio, que estava sentado à mesa e foi convidado a fazer a bênção. Ele tinha as mãos cruzadas sobre os olhos, disse o autor, "para poder espiar melhor por elas", e então proferiu sua oração, compreensível apenas para sua mãe — e mais um. Tenho certeza de que este coral nos trouxe ao espírito Daquele que compreende.

É uma honra seguir a liderança desta grande Primeira Presidência e trabalhar na companhia de meus irmãos das Autoridades Gerais. A evidência desta conferência, penso, deve ser convincente para todos vós de que são homens fortes e devotados. Dou-vos meu testemunho de que são homens de Deus.

Ao sairmos da sessão da manhã, apertei a mão da irmã John A. Widtsoe, esposa do homem a quem tive a honra de suceder neste quórum. Enquanto seguíamos pelo estreito caminho que ali embaixo se abre em meio à grande multidão que se reúne em torno do carro de nosso Presidente, a irmã Widtsoe disse: "A alma do povo tem fome de um ideal." Impressionou-me que talvez seja essa mesma fome que nos impele a crer em Deus. Há tantas evidências, que o mistério para mim não é que os homens possam crer em Deus, mas, como Ballard uma vez escreveu, "o grande milagre da humanidade é o milagre da incredulidade."

Dinmore o expressou belamente: "Se nenhum auxílio jamais tivesse vindo de Deus, o impulso de orar já teria desaparecido há muito tempo."

Entre as coisas estimulantes desta conferência está a evidência viva, hoje aqui, de Thomas E. McKay e do Bispo Joseph L. Wirthlin. Estiveram tão criticamente doentes que o poder humano, por si só, jamais poderia ter tornado possível que dessem o testemunho que deram nesta conferência.

Outra noite, enquanto lia no Livro de Mórmon, voltei-me ao livro de Éter, onde se encontra esta passagem notável:

Portanto, todos os que creem em Deus podem, com segurança, esperar por um mundo melhor, sim, até mesmo um lugar à mão direita de Deus, esperança essa que vem pela fé e é uma âncora para a alma dos homens, tornando-os seguros e constantes, sempre abundantes em boas obras, sendo levados a glorificar a Deus. (Éter 12:4.) Ao ponderar o significado de uma âncora, impressionou-me que a fé é essa âncora. É maravilhoso estar ancorado à verdade do Deus Todo-Poderoso por meio da fé que nos ordena saber que ele vive. Mas a fé é mais do que uma âncora. Aliás, se tenho um tema para estes poucos minutos, ele se concentra no pensamento da fé que nos impele à ação. A fé é algo dinâmico. A fé é um termo aventuroso.

Fiquei tão impressionado, há algumas noites, com a declaração de Pee Wee Reese, o grande e pequeno shortstop do Brooklyn Dodgers. (Caso alguém não tenha recebido a notícia durante o horário do almoço hoje, os Dodgers venceram novamente.) Vos lembrareis de que, nesta série, os Yankees haviam vencido os dois primeiros jogos, e, historicamente, os registros pareciam indicar que nenhum time que já houvesse perdido os dois primeiros jogos jamais conseguira voltar e vencer a série. Assim, o comentarista perguntou a Pee Wee Reese o que ele pensava a respeito disso.

"Bem," disse Reese, "eu sei qual é o histórico, mas em algum momento ele deve ser quebrado, e creio que temos o time, este ano, para fazê-lo." — Não quero ser partidário.

Na verdade, a fé existe em todos os campos de atividade. É a fé — é a confiança — que arrisca tudo pela pérola de grande valor. O cientista que observa o tubo de ensaio o faz em termos de fé. Os homens que, atualmente, buscam uma cura contra a poliomielite têm seguido a liderança da fé por muitos anos. Um vizinho meu devota toda a sua vida, e planeja dedicar sua vida, à busca de algo que previna o endurecimento das artérias. É a fé que impele os homens a avançar sempre rumo à sua meta cobiçada. Na verdade, é a fé que impele um professor a tentar inspirar os alunos com o pensamento de que há uma vida melhor pela frente.

Gostaria de ter a magia para dar aos professores de nossas próprias escolas, e a todos os outros, a preciosa fórmula que me foi dada quando pela primeira vez fomos para o leste para prosseguir com treinamento avançado. Minha mãe, que não tivera nada disso, disse: "Está bem, filho, obtenha tudo o que puder."

Então ela me deu uma mensagem de despedida que ecoa em meus ouvidos desde então:

"Obtenha toda a instrução que puder, filho, mas nunca deixe que ela destrua sua fé."

Que Deus a abençoe por essa admoestação.

(Depois de perder os dois primeiros jogos da World Series para o New York Yankees, o Brooklyn venceu três jogos seguidos. No dia seguinte ao discurso do élder Bennion, o Yankees venceu novamente, mas o Brooklyn venceu o sétimo e decisivo jogo.)

A Fé das Escrituras

Agora, nestes poucos minutos, vou conduzir vosso pensamento para a fé das escrituras. Penso que solicitarei permissão para publicar, no interesse do tempo.

Há passagens maravilhosas. Aliás, quanto mais leio as escrituras, mais me impressiono com o fato de que o grande eco que atravessa as escrituras é um eco de fé, de amor e de obediência. Quando se juntam os três, tem-se uma grande fórmula para revisar todas as experiências da vida.

Pois os que a recebem com fé e agem retamente receberão uma coroa de vida eterna. (Ver D&C 20:14.) Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, a prova das coisas que não se veem.

Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho.

Pela fé, entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira que aquilo que se vê não foi feito daquilo que é visível. (Hebreus 11:1-3.) Adoro ler a vida e a história de Abraão e de Néfi, e ambos ecoam o mesmo sentimento.

Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para o lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

(Ibid., 11:8.) Lede 1 Néfi, capítulos 2 e 3, a gloriosa experiência de Néfi, que acreditava poder obter as placas de Labão, contra a dúvida de seu irmão Lamã, que tinha certeza de que não poderia.

Lede esses dois capítulos para encontrar o poder da fé e a vacuidade da dúvida e da incredulidade.

O tipo de fé que tenho em mente é o tipo que sempre leva às obras.

Tenho em mente a exortação de Tiago: "Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?" (Tiago 2:20.) "Porém dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Ibid., 2:18.) "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam."

(Hebreus 11:6.) Considerai estas outras escrituras significativas:

"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta."

(Tiago 2:26.) E Cristo verdadeiramente disse a nossos pais:

"Se tendes fé, podeis fazer todas as coisas que me são convenientes." (Morôni 10:23.) "E a não ser que tenhais caridade, não podeis de modo algum ser salvos no reino de Deus; tampouco podeis ser salvos no reino de Deus se não tendes fé e se não tendes esperança." (Ibid., 10:21.) "Pedi ao Pai em meu nome com fé, acreditando que recebereis, e tereis o Espírito Santo, que manifesta todas as coisas que são convenientes aos filhos dos homens.

E se não tendes fé, esperança e caridade, nada podeis fazer." (D&C 18:18-19.) "Mas depois de arrepender-se e humilhar-se sinceramente, pela fé, Deus abençoou-o por meio de um santo anjo cujo semblante era como relâmpago e cujas vestes eram mais puras e brancas do que qualquer outra brancura; . . ." (Ibid., 20:6.) "E aconteceu que o Senhor me falou, dizendo: Bendito és tu, Néfi, por causa de tua fé, porque me procuraste diligentemente, com humildade de coração." (1 Néfi 2:19.) "E aconteceu que eu, Néfi, disse a meu pai: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas." (Ibid., 3:7.) Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo por imersão para a remissão de pecados; quarto, Imposição de mãos para o dom do Espírito Santo.

(Quarta Regra de Fé.)

A Fé de Nossos Pais

O segundo pensamento que desejo deixar convosco é a fé de nossos pais. Que lugar maravilhoso para contemplar a fé de nossos antepassados.

Antes de saírdes destes terrenos esta tarde, não dareis mais um olhar ao Monumento da Gaivota e não lereis a inscrição no lado norte:

"Erguido em grata memória da misericórdia de Deus para com os Pioneiros Mórmons."

Quando vos reunis neste edifício, deveis pensar na fé dos homens que, de 1863 a 1867, labutaram para construí-lo — até 1870 para concluir a galeria. Ao olhardes agora para os tubos deste grande órgão, deveis lembrar-vos de que alguns deles só se tornaram possíveis porque os pioneiros descobriram certos tipos de madeira a trezentas milhas ao sul.

Conversei outro dia com um neto de um homem que ajudou a serrar aquela madeira, e ele disse que foram necessárias dezoito juntas de bois para arrastar a árvore de onde crescia até o local da serraria montada. Depois, com a junta de bois, tiveram o problema de trazê-la trezentas milhas até esta praça — e por que estradas! Homens sem fé jamais o teriam feito! Percorro estes terrenos, e, embora já o tenha dito muitas vezes, permiti-me dizê-lo de novo: o privilégio que às vezes temos de trazer visitantes a este local sempre me inclina a levá-los ao canto sudeste, pois, quando nossos avós viviam em cabanas de troncos como as que vedes ali fora, eles sonhavam com o templo, no qual investiram quarenta anos de esforço e quatro milhões de dólares que não possuíam. Isso é fé!

Referência tem sido feita à gloriosa experiência do coro, e entendo que, em todo lugar onde cantaram "Vinde, Ó Santos", foram bisados repetidas vezes. Nós o cantamos com frequência.

Deixai-me ler novamente a terceira estrofe. William Clayton não estava especulando sobre a chegada deles aqui. Ele disse:

"Encontraremos o lugar que Deus para nós preparou, Longe, no Oeste, Onde ninguém virá para ferir ou amedrontar; Ali os santos serão abençoados.

Faremos o ar ressoar com música, Gritaremos louvores a nosso Deus e Rei; Acima de tudo, estas palavras diremos — Tudo está bem! Tudo está bem!"

Sabeis o que ele estava fazendo quando escreveu isso? Foi no dia 15 de abril, entre Nauvoo e Winter Quarters, uma das viagens mais árduas que qualquer povo já empreendeu. Peço-vos que vos lembreis de que seiscentas pessoas perderam a vida naquelas trezentas milhas. Ele estivera doente na maior parte do tempo. Pegai seu diário e lede as primeiras vinte páginas — o pequeno diário de William Clayton. Ele estivera doente. Sua esposa, Diantha, ainda estava doente — doente demais para viajar. Ao lerdes essas vinte páginas, notareis com que frequência ele escrevia uma carta para enviar de volta a sua esposa, esperando que ela ficasse boa. Então vieram as boas notícias de que ela havia dado à luz um filho, ela mesma doente demais para se mover. Ela lutava contra a febre e contra a caxumba. Ele mesmo estava doente, mas na manhã — adoro ler isso — na manhã em que chegou a notícia de que tinha um filho — notai o lado prático disso — ele disse que haviam passado o dia em uma busca, pois "os cavalos de Henry Terry estão desaparecidos. Foram procurados o dia todo, mas ainda não foram encontrados. Esta manhã compus uma nova canção, 'Tudo Está Bem'. Sinto-me grato a meu Pai Celestial por meu filho, e oro para que ele poupe e preserve sua vida e a de sua mãe, e que assim ordene que seja em breve para que possamos estar juntos novamente." Ele perguntou ao Presidente Brigham Young: "Não poderiam mandar buscá-la e trazê-la?" E o Presidente Young disse: "Podeis."

Tentei imaginar, ontem à noite, enquanto William Clayton conversava com Brigham Young sobre a nova canção que acabara de escrever, se algum dos dois poderia sequer ter imaginado, mesmo em fantasia, que, cem anos depois, 379 vozes do coro tomariam aquele mesmo hino e o cantariam para 60.000 pessoas na Europa. E, no entanto, eles o fizeram. E vivemos hoje sob a glória refletida daquele coro. Essa é a fé em seu cumprimento.

Brigham Young disse estas coisas notáveis:

"Não desejo que os homens entendam que tive algo a ver com nossa mudança para cá; aquilo foi a providência do Todo-Poderoso; foi o poder de Deus que operou a salvação para este povo; jamais poderia ter concebido tal plano. . . . Temos fé, vivemos pela minha fé; viemos a estas montanhas pela fé. Viemos para cá, costumo dizer, embora aos ouvidos de alguns a expressão possa soar rude, nus e descalços, e comparativamente isso é verdade. . . . Tivemos de ter fé para vir para cá. Quando encontramos o senhor Bridger no rio Big Sandy, disse ele: 'Senhor Young, eu daria mil dólares se soubesse que uma espiga de milho poderia amadurecer na Grande Bacia.' Disse eu: 'Espere dezoito meses e eu lhe mostrarei muitas delas.' Disse eu isso por conhecimento? Não, foi minha fé; mas não tínhamos o menor encorajamento — pelo raciocínio natural e por tudo o que pudéssemos saber sobre este país — de sua esterilidade, de seu frio e de sua geada — para crer que jamais pudéssemos cultivar algo. Mas prosseguimos viagem, abrindo caminho pelas montanhas e construindo pontes até chegarmos aqui, e então fizemos tudo o que podíamos para nos sustentar. Tivemos fé de que poderíamos cultivar grãos; havia algum mal nisso? Absolutamente nenhum. Se não tivéssemos tido fé, o que teria sido de nós? Teríamos sucumbido à incredulidade, teríamos fechado todo recurso para nosso sustento, e jamais teríamos cultivado coisa alguma." (History of Brigham Young, Ms. 3:95.)

A Fé do Amanhã

Depois, quis que déssemos apenas uma breve olhada no que gosto de chamar de a fé do amanhã. Fiquei impressionado, há pouco tempo, com uma convenção em Chicago dos jovens daquela cidade. Disseram que estavam ficando um pouco cansados daquelas manchetes escandalosas, todos os dias, sobre alguma proeza desvairada de algum jovem desvairado, então se reuniram e fizeram um estudo. Examinaram os registros policiais de Chicago e descobriram que, de todos os casos de delinquência juvenil que chegaram aos tribunais de Chicago, no Condado de Cook, todos eram atribuíveis a três por cento da população, e fizeram um apelo naquela convenção: "Não esqueçamos os noventa e sete por cento enquanto rotulamos a imaturidade dos três." Então disseram o que, para mim, foi algo maravilhoso: "Comprometemo-nos a viver de modo a honrar e reverenciar nossos pais, a sermos decentes nós mesmos, e a nos prepararmos para defender esta nação — a viver de tal forma que aqueles cujo nome portamos se orgulhem de que existimos." Isso dá a um homem fé em uma nova geração!

Este tem sido um ano maravilhoso para mim. Há um ano, não estava aqui. Dou-vos meu testemunho, junto com o irmão Wirthlin e o irmão Thomas E. McKay, de que o Deus que vive responde orações. Dou-vos meu testemunho de que esse mesmo Deus pode levar a bênção da fé deste povo ao Presidente Eisenhower. Que assim seja.

Quero encerrar com dois ou três casos concretos que, ao longo deste ano, me emocionaram. Vamos a estas estacas semana após semana e voltamos tão edificados, tão reforçados, tão fortalecidos! Amamos-vos, meu povo, por vossa fé. Somos gratos pelas orações que proferis por nós, e as retribuímos nos conselhos destes bons irmãos.

Um jovem casal veio ao escritório outro dia, e a moça disse: "Sempre quisemos que ele fosse em missão. Ou ele não recebeu o chamado, ou as circunstâncias não estavam bem certas, mas ele não foi. Agora temos um bebê, mas essa ambição ainda arde." Então ela disse: "Fiz os arranjos para poder trabalhar e me sustentar, a mim e ao bebê, e ter uma boa parte para o sustento dele. É possível que ele possa ir?" Amais esse tipo de fé!

Referência tem sido feita, nesta conferência, ao irmão Nebeker, de Bear Lake. Ele foi em missão depois que os filhos haviam nascido, e uma das coisas dramáticas, a meu ver, em Bear Lake, é o dia em que sua esposa envolveu frouxamente a saia em torno dos filhos, ao acenar adeus ao marido, que partiu a cavalo para pegar a conexão do trem, e disse: "Em uma situação como esta, as únicas coisas que ajudam são o trabalho e a oração."

Há poucas semanas, no Havaí, tive o privilégio de dar uma bênção a duas moças japonesas, jovens encantadoras, as únicas de suas famílias a ingressar na Igreja. Estavam dispostas a se despedir do círculo familiar. Tinham fé de que esta é a obra de Deus, e desejavam ir em missão. Querem ir entre seu próprio povo e levar-lhe esta grande mensagem.

Então, permiti-me levar-vos, ao encerrar, à Cumorah. Eu poderia prestar tributo aos maravilhosos rapazes e moças nas missões do grande Noroeste. Presidente McMurrin, somos gratos ao senhor pelo notável trabalho que tem realizado. Olho para o irmão Steed e o Presidente Taylor, e sou grato pelo grande teatro que construíram junto à Colina Cumorah. Há coisas estimulantes na vida, mas ficar diante daquela colina, tendo apenas a escuridão da noite como cortina, e então ver os quatro trombeteiros surgirem no topo daquela colina e tocar "Um Anjo Lá do Céu"! Depois, assistir às noites que atraíram 54.000 pessoas para testemunhar o espetáculo, e então passar por quatro dias de testemunho no Bosque Sagrado!

Quero levar-vos ao Bosque Sagrado por apenas um minuto. Ao longo daqueles quatro dias, ouvimos 248 maravilhosos jovens e moças — missionários e estudantes da Universidade Brigham Young — se pudésseis tê-los ouvido, também vos orgulharíeis. Todos deram um testemunho maravilhoso, mas, incluídas naquele culto de domingo, ao qual compareceram cerca de 750 pessoas, estavam duas mulheres que jamais esquecerei, ambas trazidas em cadeiras de rodas até a pequena plataforma que se ergue no Bosque.

Uma delas, a irmã Louise Lake, tem uma fé sublime, a fé de que um dia voltará a andar. Que Deus lhe conceda esse pedido. A outra moça, uma senhorita Brown, de Connecticut, disse, ao ser levada em sua cadeira: "Sei que jamais voltarei a andar" — membros deformados, que, sob a paralisia, ela tem tanta dificuldade em controlar. Disse que, quando aquela doença a atingiu pela primeira vez, ficou entorpecida por um tempo, e amargurada por um tempo, mas disse: "Eu me elevei acima de tudo isso" — e penso que, quando terminou, não havia um olho seco no Bosque. Os jovens que ouviram a senhorita Brown naquele dia jamais esquecerão. Ela disse: "Por mais aleijada que esteja em meu corpo, regozijo-me por meu espírito ainda estar intacto. Tenho a fé de crer que, um dia, aqui ou em outro lugar, Deus operará a cura de meu corpo — e, enquanto eu viver, que eu nunca me queixe, mas que eu prossiga dando meu testemunho de sua bondade."

Esta tem sido uma conferência maravilhosa. Que Deus vos abençoe ao saírdes no espírito de fé, o espírito que nos convida a fazer uma rededicação de nossas vidas e de nossos serviços. Todos nós podemos orar; todos nós podemos trabalhar; todos nós podemos reunir a família ao nosso redor; podemos comparecer a nossos cultos; e podemos fazer algum bem a alguém. No espírito desse tipo de fé, peço a Deus que vos abençoe, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoAdam S. Bennion, “A Fé que Nos Impele à Ação”, 1955 October General Conference, Sunday Afternoon Session (1955-10-02). Pulpit Vault, 1955-10-bennion-his-has-been-a-stirring-conference-my. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).