Meus Amados Irmãos, Portadores do Santo...
Henry D. Taylor
• Meus amados irmãos, portadores do Santo Sacerdócio: ¶
Agradeço a oportunidade de falar-lhes a respeito do Plano de Bem-Estar da Igreja. Gostaria de apresentar o que considero alguns dos princípios fundamentais desse programa. ¶
Razão para o Estabelecimento do Plano de Bem-Estar
Ao anunciar o plano, a Primeira Presidência explicou a razão de seu estabelecimento, declarando que desejava instituir um sistema pelo qual práticas e procedimentos indesejáveis fossem eliminados. A ociosidade, que eles qualificaram como maldição, seria eliminada; a esmola, que classificaram como mal, não apenas seria abolida, mas virtudes como independência, economia, diligência e respeito próprio também seriam novamente estabelecidas entre o povo. Salientaram que o objetivo da Igreja não era apenas cuidar das pessoas, quando e se necessário, mas também ajudá-las a "ajudarem a si mesmas". E, por fim, expressaram a esperança de que o princípio do trabalho fosse tão enfatizado que assegurasse seu restabelecimento como princípio predominante na vida dos membros da Igreja. ¶
Observar-se-á que a ociosidade é condenada e o trabalho é glorificado nesse anúncio. O Senhor pretendia que o homem trabalhasse e não fosse ocioso. ¶
Ao nosso antepassado Adão, ele disse: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que retornes à terra." (Gênesis 3:19.) Mais tarde, o Senhor disse à Igreja em 9 de fevereiro de 1831: ¶
"Não serás ocioso; porque o ocioso não comerá o pão nem usará as vestes do trabalhador." (Doutrina e Convênios 42:42.) ¶
Princípio Básico do Bem-Estar da Igreja
É um princípio básico do bem-estar da Igreja que a responsabilidade pela própria manutenção econômica recaia (1) sobre a própria pessoa, pois o mundo não lhe deve o sustento, (2) sobre sua família e (3) sobre a Igreja, se ela for membro fiel dela. (Manual de Bem-Estar.) O Programa de Bem-Estar está pronto para ajudar aqueles que não podem ajudar a si mesmos ou que não conseguem obter auxílio suficiente de familiares, mas nenhum dos Santos dos Últimos Dias deve esperar que alguém, além dele próprio, lhe supra as necessidades. ¶
Preparação para Suprir as Necessidades
Cada um de nós poderia proveitosamente fazer a si mesmo a pergunta: "O que posso fazer para preparar-me para suprir minhas próprias necessidades?" Entre outras coisas, poderíamos fazer o seguinte: ¶
- Obter uma educação adequada.
Aprender um ofício ou profissão que nos possibilite obter emprego estável e remunerado, suficiente para cuidar de nós mesmos e de nossa família. ¶
Viver estritamente dentro de nossa renda e economizar algo para "dias difíceis". ¶
Evitar dívidas excessivas. Dívidas necessárias devem ser contraídas somente depois de cuidadosa reflexão, oração e de obter todos os melhores conselhos possíveis. Devemos manter-nos bem dentro de nossa capacidade de pagá-las. ¶
Sabiamente, fomos aconselhados a "evitar dívidas como uma praga". ¶
- Adquirir e armazenar uma reserva de alimentos que sustente a vida; adquirir roupas; e formar uma poupança de modo sensato e bem planejado que nos possa servir bem em tempos de emergência.
Os membros da Igreja devem ser autossuficientes na medida de suas próprias capacidades. Nenhum verdadeiro Santo dos Últimos Dias, enquanto fisicamente capaz, transferirá voluntariamente de si mesmo para outros o fardo de seu próprio sustento. Enquanto puder, sob a inspiração do Todo-Poderoso e com suas próprias forças e trabalho, suprirá para si as necessidades da vida. ¶
Assistência da Família
Um membro da Igreja que não consegue prover para si mesmo deve então buscar a assistência de sua família. Ninguém deve tornar-se um encargo para a assistência pública ou para a Igreja enquanto seus parentes puderem cuidar dele. ¶
Todos os membros da Igreja devem aceitar a responsabilidade, na medida de suas possibilidades, de cuidar dos necessitados entre seus próprios parentes. O apóstolo Paulo compreendeu e ensinou essa doutrina nestas palavras: ¶
"Porém, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua familia, negou a fé, e é pior do que o infiel." (1 Timóteo ¶
5:8.) Certa vez, um membro da Primeira Presidência declarou acertadamente: "Creio que a comida me engasgaria se eu soubesse que, enquanto eu pudesse obter pão, meu idoso pai e minha idosa mãe, ou parentes próximos, estivessem recebendo assistência pública." ¶
Figura-Chave do Plano de Bem-Estar
Quando uma pessoa não consegue prover para si mesma e sua família, da mesma forma, não consegue ajudá-la, ela pode então recorrer a seu bispo, que representa a Igreja; e, se cumprir os requisitos necessários, poderá receber assistência. ¶
O bispo, pai da ala, é responsável pelo bem-estar espiritual e temporal de todos os membros de sua ala. Ele é a figura-chave do Plano de Bem-Estar. É dever dele, e somente dele, determinar quem receberá assistência da Igreja e em que medida. ¶
O Senhor lhe deu esse encargo. ¶
Recursos Principais
O bispo tem à sua disposição dois recursos principais dos quais pode valer-se em sua responsabilidade de cuidar dos pobres: ¶
Produtos que são colocados nos armazéns do bispo. Esses produtos geralmente são produzidos em projetos agrícolas e processados em conservas pertencentes aos membros das alas e estacas. Os projetos agrícolas e as fábricas de conservas são chamados de "projetos permanentes de bem-estar". ¶
O outro recurso principal à disposição do bispo são os fundos de oferta de jejum. Essas contribuições vêm dos membros da Igreja que se abstêm de duas refeições a cada mês e pagam ao bispo o custo equivalente dessas refeições ou uma contribuição generosa em dinheiro. O bispo usa esses fundos para suprir as necessidades em dinheiro dos beneficiários da assistência e para pagar aluguel, serviços públicos, contas hospitalares e médicas. ¶
Oposição à Esmola
Uma das características que distingue o Plano de Bem-Estar da Igreja de todos os outros programas de assistência é a exigência de que os fisicamente capazes sejam incentivados e se espere que trabalhem, dentro dos limites de sua capacidade, pela assistência da Igreja que possam receber. A Igreja opõe-se firmemente a qualquer tipo de esmola, que se interpreta como receber algo sem dar nada em troca. Evitamos auxílios ou gratificações. ¶
Assistência do Sacerdócio
Há muitas maneiras pelas quais nós, como portadores do sacerdócio, podemos auxiliar o bispo em suas responsabilidades de bem-estar: ¶
É privilégio e dever de vocês, diáconos, visitar mensalmente os lares dos membros da ala e receber suas contribuições de oferta de jejum, que são entregues ao bispo. ¶
Ao visitarem suas famílias designadas como mestres familiares, vocês podem estar atentos para descobrir qualquer doença, desemprego ou emergência que possa resultar em necessidade de assistência da Igreja. ¶
Os membros dos quóruns ou grupos do sacerdócio devem auxiliar o bispo na produção de materiais para seu uso ao realizar o programa de armazém. Ao cumprir essa responsabilidade, o bispo tem o direito de chamar todos os membros de sua ala, inclusive sumos sacerdotes, setentas, élderes, sacerdotes, mestres e diáconos. Ninguém é isento. ¶
Preocupação com os Pobres
Desde o princípio, o Senhor tem demonstrado constantemente profunda preocupação com os pobres; e, nas instruções relativas à lei da consagração, expressou novamente sua preocupação com os necessitados quando disse: "Eu, o Senhor, estendi os céus e formei a Terra, obra de minhas mãos; e todas as coisas que neles há são minhas. ¶
"E é meu propósito suprir a meus santos, pois todas as coisas são minhas. ¶
"Mas é necessário que seja feito a meu modo. . . ." (Doutrina e Convênios 104:14–16.) Meu testemunho, irmãos, e presto-o a vocês, é que o Programa de Bem-Estar é a maneira do Senhor prover para seus Santos necessitados em nossos dias. ¶
É um plano inspirado que veio por revelação, por meio do Espírito Santo, ao nosso Profeta, o porta-voz do Senhor aqui na Terra. Disso testifico, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. ¶