As I Listened to the Very Able Presentation...
David O. McKay
PRESIDENTE DAVID O. McKAY ¶
Ao ouvir a hábil apresentação do plano erudito para correlacionar os estudos do sacerdócio e das organizações auxiliares de toda a Igreja, pensei: qual é o fim e o propósito de tudo isso? Visualizei o fato de que 30.000 ou 40.000 homens e rapazes nas assembleias do sacerdócio, nesta noite, constituem uma organização no mundo com um grande propósito em mente, que é cumprir ou responder ao chamado que Jesus fez a Nicodemos: ". . . aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus." E Nicodemos não compreendia, não conseguia entender aquilo. E Jesus respondeu: ". . . aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." (João 3:3, 5.) ¶
Nessa primeira frase, "aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus", temos a resposta ao fim e propósito deste grande plano — fazer com que nossos rapazes e nossas moças percebam que há um propósito mais elevado na vida do que ceder aos prazeres e tentações da carne. ¶
Em nossa conferência hoje tivemos um grande sermão — dois sermões, na verdade — sobre o Espírito Santo e o que ele significa. ¶
Associai a essas palavras de Jesus a Nicodemos as palavras de Pedro, depois de ter sido ordenado e de estar guiando seus associados a uma vida mais elevada. Ele escreveu em certa ocasião: ". . . para que por elas vos torneis participantes da natureza divina." (2 Pedro 1:4.) Ele percebeu o que significa estar em contato com o espiritual, elevar-se acima do temporal, do sensual, e participar do divino Espírito de Deus. ¶
Companheiros no sacerdócio, esse é o propósito de nos tornar mais capazes de responder ao Espírito e subjugar o sensual. ¶
Fico contente que o Élder Lee tenha se referido à ordenação de membros do Primeiro Conselho dos Setenta como sumos sacerdotes. Parece haver vários homens do sacerdócio na Igreja que se perguntam a respeito disso, porque sabem que o Profeta disse que o que estava acontecendo nos primeiros dias, ao fazer sumos sacerdotes de setentas, não estava de acordo com a vontade de Deus. ¶
Sabeis o que faziam? Antes de um homem ser ordenado membro do Primeiro Conselho dos Setenta, ele era ordenado sumo sacerdote. Essa prática, disse o Profeta, não estava de acordo com a vontade do Senhor. Deveria bastar-vos, se tendes o Espírito do Senhor, saber que o trabalho de hoje é exigido daqueles membros do Primeiro Conselho dos Setenta que necessita do Alto Sacerdócio. Eles não se filiam ao quórum dos sumos sacerdotes, mas são enviados pelo Conselho dos Doze Apóstolos para colocar em ordem a Igreja nas estacas e missões, e deveriam receber autoridade para apartar um presidente de estaca, um sumo conselheiro, um bispo de ala, o que requer o Alto Sacerdócio. ¶
O Senhor nunca disse, nem o Profeta Joseph, que isso é contra a vontade do Senhor. Estes homens são agora enviados para cuidar de 300 e tantas estacas, e recebem a autoridade, como membros do Primeiro Conselho dos Setenta, de atender a qualquer coisa necessária para colocar em ordem os assuntos da estaca e da ala, e isso está de acordo com a vontade do Senhor. ¶
Os membros do Primeiro Conselho dos Setenta recebem agora a autoridade de sumos sacerdotes para colocar em ordem todas as coisas pertencentes à estaca e às alas, sob a direção dos Doze Apóstolos. ¶
Vêm-me agora à mente as seguintes palavras do escritor John Dryden, que penso serem aplicáveis à parte espiritual de nossa obra, à obtenção do Espírito Santo e à elevação acima das coisas temporais, egoístas e invejosas que são contrárias ao chamado de qualquer sumo sacerdote, setenta, élder, sacerdote, mestre ou diácono na Igreja: ¶
"Fracos como os raios emprestados da lua e das estrelas para os viajantes solitários, cansados e errantes, é a razão para a alma." Observai essa comparação — "Fracos como os raios emprestados da lua e das estrelas para os viajantes solitários, cansados e errantes" (na terra) "é a razão para a alma. E assim como no alto aqueles fogos girantes revelam apenas o céu, não nos guiam aqui, também o raio bruxuleante da Razão nos foi emprestado, não para assegurar nosso caminho incerto, mas para nos conduzir para cima, a um dia mais brilhante." ¶
Esse dia é a fé, uma realização do gozo do Espírito de Deus. O que o sol é para a terra, assim é o Espírito Santo para o homem, e os 40.000 reunidos esta noite — ou 30.000, seja qual for o número — têm direito — cada indivíduo tem direito — àquela gloriosa luz do Espírito Santo. ¶
É por isso que gostamos que cada rapaz e cada moça utilize seu tempo com inteligência, com utilidade, para colocar a alma em harmonia com o espírito, para que todos possamos ser participantes do Espírito de Deus, participantes de sua natureza divina. Esse é o privilégio, companheiros de trabalho, de todos os que possuem o sacerdócio de Deus. ¶
Penso que esta foi uma reunião gloriosa — uma das melhores, senão a melhor, já realizada na Igreja. Há um futuro glorioso. Nossas mentes foram levadas a visualizar as oportunidades do sacerdócio, e a sermos fiéis ao sacerdócio, a sermos leais a ele, para que, à nossa própria e pequena maneira, possamos dar ao mundo a mensagem espiritual do evangelho de Cristo. As pessoas estão negando sua divindade. As nações agora ensinam — rapazes e bebês de quarenta anos atrás são hoje homens de quarenta anos de idade, que, durante esses quarenta anos, foram ensinados que Deus não existe; que Cristo não era um ser eterno. Pobres homens e mulheres iludidos! ¶
Vossa responsabilidade e a minha, de todo aquele que possui o sacerdócio de Deus, é a responsabilidade de fazer os homens verem aquela luz que é para o espírito o que o vital sol é para a velha terra, "não como raios emprestados da lua e das estrelas", mas como a luz solar do Espírito. ¶
Que Deus nos ajude a cumprir nossas responsabilidades de modo aceitável perante ele, oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶