As Regras de Fé e os Objetivos da Igreja
Stephen L Richards
Serei profundamente grato, meus irmãos e irmãs, se puder ter vossa fé e orações e a assistência do Espírito Santo, num esforço para dar continuidade aos elevados temas, ao vital conselho e orientação que meus irmãos têm dado nas sessões precedentes desta conferência. Saúdo meus irmãos e irmãs com amor e companheirismo, e estendo também a nossos amigos que nos ouvem minha apreciação por seu interesse, e minha preocupação pelo seu bem, na consideração dos grandes princípios de vida e salvação. ¶
À medida que nos reunimos nas sucessivas conferências gerais da Igreja, nossos pensamentos são repetidamente dirigidos aos princípios fundamentais e propósitos da poderosa causa que temos a honra de representar. É bom que assim seja, e espera-se fervorosamente que jamais fiquemos tão absortos e enredados na massa de detalhes relativos à organização e ao procedimento a ponto de obscurecer, ainda que por um momento, o verdadeiro propósito de nosso estabelecimento na terra. ¶
Dentro das últimas semanas, a fim de atender às exigências de um distante país estrangeiro para que a Igreja pudesse deter propriedades e de outra forma prosseguir com suas atividades naquele país, a Primeira Presidência mandou preparar e submeter à autoridade governante daquele país estrangeiro uma declaração de crenças e objetivos da Igreja. Para cobrir as principais crenças da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, submetemos as Regras de Fé emitidas pelo Profeta Joseph Smith, que, por um período de mais de cem anos, têm sido distribuídas por todo o mundo. Eu não imporia à paciência de uma audiência inteiramente composta de membros da Igreja repetir estes artigos, tão bem conhecidos de meus irmãos e irmãs, mas, estando convencido de que muitos milhares de nossos amigos que não são da Igreja escutam estas sessões, vou pedir-vos que me deis licença para apresentá-los: ¶
Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo. ¶
Cremos que os homens serão punidos por seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão. ¶
Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho. ¶
Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo por imersão para a remissão de pecados; quarto, Imposição de mãos para o dom do Espírito Santo. ¶
Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, por profecia, e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade, para pregar o Evangelho e administrar as suas ordenanças. ¶
Cremos na mesma organização que existia na Igreja Primitiva, isto é, apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc. ¶
Cremos no dom de línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação de línguas, etc. ¶
Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente; também cremos ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus. ¶
Cremos em tudo o que Deus revelou, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes relativas ao Reino de Deus. ¶
Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das Dez Tribos; que Sião (a Nova Jerusalém) será construída no continente americano; que Cristo reinará pessoalmente na Terra; e que a Terra será renovada e receberá a sua glória paradisíaca. ¶
Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem. ¶
Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes, e magistrados; na obediência, honra, e manutenção da lei. ¶
Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos, e em fazer o bem a todos os homens; na realidade, podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo — Cremos em todas as coisas, confiamos em todas as coisas, suportamos muitas coisas e esperamos ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos. — Joseph Smith. ¶
Não comentarei em geral as Regras de Fé. Elas falam por si mesmas, e confiamos que possam mostrar-se aceitáveis ao governo ao qual as submetemos como declaração de nossas principais crenças. ¶
Além da exigência de uma declaração de crenças e doutrinas, foi-nos pedido que expuséssemos nossos propósitos e objetivos como Igreja. O que segue é uma breve declaração de objetivos que foi enviada. Cito: ¶
"Os objetivos da Igreja são testificar da divindade do Senhor Jesus Cristo; ensinar a todos os homens os princípios de seu Evangelho; e converter e persuadi-los a seguir em seus caminhos e guardar os mandamentos de Deus, para que assim promovam o Reino de Deus na terra, tragam fraternidade e paz aos homens e às nações, e alcancem exaltação para si mesmos. ¶
"Para alcançar este objetivo, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias constrói e mantém igrejas, templos, instituições educacionais para todas as idades, edifícios e instalações recreativas, e projetos concebidos para ensinar e encorajar a preparação vocacional e industrial para uma vida autossuficiente. Ensina lealdade ao país e fomenta a boa cidadania em todas as comunidades onde está estabelecida." ¶
A declaração submetida foi necessariamente breve. Poderia eu ampliar algumas partes dela? ¶
Como, e em que medida, estamos testificando da divindade do Senhor Jesus Cristo? Segundo as últimas cifras disponíveis, dou-vos o seguinte: mantemos atualmente cerca de cinco mil missionários nos campos missionários da Igreja, estabelecidos em quase todos os países do mundo onde as leis e práticas do povo o permitem. O custo médio de cada missionário por mês é de US$58,96, para cobrir seu sustento e manutenção no campo missionário. O custo mensal total de nossa força missionária excede US$290.000,00, arcado principalmente pelos pais dos missionários, pelos próprios missionários, pelos quóruns e por outras pessoas generosas que contribuem para o fundo missionário. Esta vasta soma de dinheiro, que monta a mais de US$3.400.000,00 por ano, é gasta nos países onde os missionários trabalham, e assim contribui, substancialmente em alguns casos, para a economia nacional desses países. ¶
Nossos missionários não vivem "às custas" dos povos dos países para onde são enviados. Trazem, em vez de tirar das comunidades onde servem. ¶
Além dos cinco mil missionários que servem nessas missões que chamamos de estrangeiras, há 6.429 missionários de estaca, que não deixam seus lares, mas prestam serviço missionário entre vizinhos e amigos que não são da Igreja, nas comunidades onde vivem. Eles dão seu serviço sem remuneração, como fazem todos os missionários da Igreja. ¶
Será interessante aos membros da Igreja saber que, nos primeiros oito meses do ano de 1956, houve 9.910 batismos de conversos nas missões estrangeiras, e 5.549 nas missões de estaca, totalizando 15.459, número suficiente, se concentrado, para formar três ou quatro novas estacas na Igreja. ¶
O principal dever e a primeira obrigação que recai sobre todos esses 11.500 missionários é testificar da divindade do Senhor Jesus Cristo. São enviados ao mundo como embaixadores de Jesus Cristo, e ensinados desde o início de que não podem representá-lo e servi-lo efetivamente sem um firme testemunho pessoal de sua divindade. Se vivem os princípios do evangelho, jamais perdem seus testemunhos, e são sempre capazes, sob a influência do Espírito Santo, de dar testemunho com tal convicção que prende a atenção de pessoas tementes a Deus. Este prestar de testemunho sincero serve como influência persuasiva e convincente para tocar as vidas de muitos, muito antes de o missionário imaturo ter sido capaz de absorver e dominar plenamente os princípios do evangelho no processo de ensino. ¶
Quão essencial é este testificar da divindade do Senhor Jesus Cristo? Ora, é a primeira credencial essencial de um cristão. O próprio Jesus deu o exemplo, quando, ao justificar-se perante os judeus, disse: "Eu sou o que testifico de mim mesmo, e o Pai que me enviou também dá testemunho de mim." (João 8:18.) E, por tudo o que podemos aprender das escrituras, devemos concluir que há apenas um fato indispensável que está na base de toda a doutrina cristã, do qual se deve dar testemunho, e é este: que Jesus Cristo era o Filho de Deus, enviado por ele para cumprir sua missão no mundo. ¶
Como pode alguém que professa o cristianismo satisfazer uma consciência cristã sem esse testemunho e essa testificação? Por que os homens relutam tanto em comprometer-se assim? Alguns podem nutrir dúvidas de consciência quanto à natureza divina do Cristo. Estou certo de que fariam bem em buscar, humilde e abertamente, mais conhecimento a respeito dele. Muitos mais, receio, estão na categoria sugerida por Paulo, os que "se envergonham" de testificar abertamente dele. Parecem pensar que, de alguma forma, isso rebaixa sua inteligência, e receio também que alguns considerem uma confissão aberta de fé como um compromisso com um curso de vida que não têm a força e a vontade de seguir. ¶
Lamento essa relutância, particularmente de homens proeminentes e influentes, em declarar abertamente sua fé, porque estou certo de que sua influência é bastante considerável, particularmente na vida dos jovens que admiram seus êxitos, sua posição na comunidade, e que poderiam ser levados a ver propósitos mais ricos e nobres na vida por meio do exemplo e das declarações abertas daqueles a quem tanto estimam. ¶
Creio saber a razão subjacente a essa relutância. É a autossuficiência resultante da falta de humildade. Homens de êxito tendem tanto a esquecer sua dependência de uma providência benevolente. ¶
Muitas vezes parece necessário trazer para a vida dos altivos e orgulhosos a calamidade e a grande privação. Um homem rico às vezes perde suas posses, sua esposa e filhos queridos, até mesmo seu bom nome, antes que comece a orar e reconhecer o supremo dispensador de todas as coisas boas que perduram. Apelo por mais testemunho, por mais coragem para testificar, por mais humildade para reconhecer a bondade do Senhor para com seus filhos. ¶
O segundo item da declaração de objetivos que mencionei é "ensinar a todos os homens os princípios de seu evangelho; e converter e persuadi-los a seguir em seus caminhos e guardar os mandamentos de Deus." Muitos dos princípios do evangelho que nossos missionários e nosso povo ensinam estão estabelecidos nas Regras de Fé que li. O tempo não permitirá nenhum comentário extenso sobre eles. Desejo, porém, mencionar alguns pontos. ¶
Menciono o décimo primeiro e o décimo segundo artigos: "Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem." ¶
"Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes, e magistrados; na obediência, honra, e manutenção da lei." ¶
Consigo compreender, pela história dos tempos, a importância que o Profeta Joseph Smith atribuía a estes artigos em seus dias. A violação desses princípios por pessoas bigotas e inescrupulosas causou-lhe, a ele e a seu povo, infinito sofrimento e perseguição. Duvido se, exceto com percepção divina, ele poderia ter previsto o que a violação desses princípios significaria para o mundo inteiro um século ou mais depois de sua vida. Não estou suficientemente informado para saber se outras igrejas têm declarações comparáveis em suas constituições ou declarações de fé, mas a história de nossos tempos justifica a afirmação de que poucas, se alguma, coisas contribuíram mais para a condição caótica do mundo do que a violação dos princípios cardeais estabelecidos nesta declaração de crença. Contêm a própria essência da liberdade, e sustentam a majestade da lei. ¶
São declarações inspiradas, e dentro delas se compreende a única base verdadeira sobre a qual a paz permanente pode ser estabelecida. Pregamos e praticamos esses princípios em todo o mundo, sempre que nos é dada oportunidade. Proclamamos e os defendemos em defesa da liberdade onde quer que vamos. Fazem parte do evangelho de Jesus Cristo, e como tal os ensinamos. ¶
Talvez encontremos alguma resistência ao ensinar os princípios do evangelho porque temos aspectos importantes dele dados por revelação, que são explicativos e vão além do ensino convencional do cristianismo, como proclama nosso oitavo artigo de fé: "Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente." Ensinamos a Bíblia como a história das relações de Deus com o homem, e como base do evangelho cristão, mas temos revelação explicativa adicional, que não contraria a Bíblia, mas serve para interpretar e esclarecer muitas de suas declarações que são obscuras ou incompletas. ¶
Dar-vos-ei uma ilustração, típica de outras. O Salvador confortou seus discípulos no momento de sua partida com aquela suprema declaração de consolo: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar." (João 14:2.) Por muitos séculos, o mundo ficou sem uma explicação das "muitas moradas" na casa de nosso Pai. Em fevereiro de 1832, o Profeta Joseph escreveu: "De diversas revelações que haviam sido recebidas, era aparente que muitos pontos importantes relativos à salvação do homem haviam sido retirados da Bíblia, ou perdidos antes de ela ser compilada. ¶
Era evidente, pelas verdades que restaram, que, se Deus recompensasse a cada um segundo as obras praticadas no corpo, o termo Céu, tal como pretendido para o eterno lar dos Santos, deveria incluir mais de um reino." (Ver Introdução a D&C 76.) Foi em resposta a esta indagação, presente na mente do Profeta, que veio a ele a revelação às vezes caracterizada como "A Visão." É a explicação das palavras do Salvador, na medida em que define as moradas, reinos e glórias que prevalecem no céu, "a casa de meu Pai." Estes reinos são designados como o celestial, o terrestrial e o telestial. Estas designações estão de acordo com as declarações do apóstolo Paulo em sua primeira epístola aos Coríntios, em que ele estabelece: "Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela." (I Cor. ¶
15:41.) Gostaria de ter tempo para ler a todos os nossos amigos a descrição e os atributos desses reinos e glórias do porvir. Aqui está uma revelação que torna claro a todos os homens os benefícios transcendentes e duradouros derivados de lutar pelo melhor. Àqueles que têm a ambição, a coragem e a devoção para alcançar a mais elevada posição, há reservadas bênçãos que transcendem a compreensão da mente finita. ¶
O Senhor ama todos os seus filhos, e, na provisão ordenada que fez para a salvação, toda boa obra é recompensada, e todos os que não destruíram totalmente suas perspectivas de reconhecimento encontrarão lugar nas gradações de glória a que estão severalmente aptos. Aqui há justiça universal na lei e na ordem, temperada com grande misericórdia para os frágeis e os fracos. A revelação nos dá a certeza de que a mais elevada posição, ou glória, é possível de alcançar. Em todo nosso ensino e persuasão, nosso motivo e propósito único e predominante é preparar a nós mesmos e nossos semelhantes para entrada e exaltação na mais elevada glória que ele revelou — o reino celestial. Queremos o melhor para nós mesmos, e o queremos para outros, mas sabemos que não podemos adquirir essa gloriosa bênção para outros. Cada um deve obtê-la por si mesmo. ¶
Ora, como se obtém a entrada na glória celestial? Somente por meio do cumprimento das ordenanças do evangelho e da guarda dos mandamentos de Deus. Não raramente perguntam a nossos missionários: "Afirmais que sois os únicos que irão para o céu?" A resposta a esta pergunta bem pode ser dada pelo missionário, perguntando ao interrogador: "O que quereis dizer com céu? Se quereis dizer com céu uma ressurreição da sepultura para a imortalidade, a resposta é não. ¶
Por meio da expiação de Cristo, todos ressuscitarão. Quereis dizer com céu um dos reinos e glórias menores? Então, geralmente, a resposta é não. Cremos que muitos, se não a maioria, dos bons homens e mulheres do mundo obterão lugares e reconhecimento nos reinos menores do céu. Mas, se quereis dizer, indo para o céu, alcançar exaltação no reino celestial de nosso Pai, onde Deus e Cristo habitam, então a resposta deve ser sim. Nenhum homem pode alcançar a mais elevada posição sem o cumprimento das leis e ordenanças superiores, que só podem ser administradas na Igreja restaurada de nosso Senhor Jesus Cristo, sob sua autoridade e poder delegado, depositado no sacerdócio de sua Igreja." ¶
Se houver algum inclinado a criticar esta visão como estreita e intolerante, devemos chamar sua atenção para o fato de que não fomos nós que formulamos as regras, regulamentos e requisitos para a entrada no reino celestial de nosso Pai. O Senhor o fez, tanto na revelação antiga quanto na moderna. Procuramos ensinar aos homens que essas regras de elegibilidade, embora aparentemente estritas e rígidas, são, de fato, provisões generosas para a felicidade dos filhos do Pai aqui e no porvir. Se alguns dos requisitos parecem circunscrever a liberdade pessoal dos indivíduos, é porque essas assim chamadas liberdades pessoais, em sabedoria, não são, no final, boas para o indivíduo ou para as comunidades. Todo mandamento que o Senhor deu é para a bênção e o bem da humanidade. ¶
Apelo, meus concidadãos membros da Igreja, e a todos os homens, para que assim os considerem. Embora muitos estejam sob a forma de injunções de restrição, há, na guarda de todo mandamento, um elemento positivo de melhoria da vida, por meio do autodomínio e da subordinação do material ao espiritual. ¶
Assim, nossa missão é testificar da divindade do Senhor Jesus Cristo e ensinar seu evangelho restaurado em toda a sua plenitude. O Senhor tem sido bom para conosco. Fez com que provisão fosse feita, de modo que estão à nossa disposição todas as instalações essenciais para realizarmos nossos grandes propósitos. Abençoou a Igreja com a devoção de membros fiéis, dificilmente igualada em qualquer movimento de que tenhamos registro. ¶
São generosos em doar, respondem aos chamados ao dever, e suas vidas exemplificam os amorosos princípios pelos quais devem viver. ¶
É verdade, nem todos são fiéis. Alguns caem à beira do caminho, em fraqueza, a quem sempre estendemos a esperançosa doutrina do arrependimento. É um sentimento glorioso, meus irmãos e irmãs, ter lugar entre os fiéis, sentir o caloroso e generoso apoio dos verdadeiros irmãos e irmãs na Igreja de Cristo. Há muito tenho sido o recipiente de suas bênçãos, e humildemente faço este reconhecimento e dou graças pela associação em sua Igreja e pelo privilégio de servi-lo, pela saúde para prosseguir, pela confiança e amor de meus associados, e pelo privilégio de viver na sociedade dos Santos de Deus. ¶
Presto meu humilde testemunho de que Deus vive; que Jesus Cristo foi seu Filho Unigênito na carne; que o relato bíblico de seu nascimento e vida é verdadeiro e não fictício; que, por mais que proclamemos nossa admiração por seus atributos e seus ensinamentos, sua missão foi, acima de tudo, divina; que não podemos verdadeiramente adorá-lo sem reconhecer sua soberania e seu senhorio. Tenho a felicidade de ajoelhar-me diante do trono de seu poder e dar-lhe minha lealdade e meu débil esforço pelo estabelecimento de seu reino na terra. ¶
Presto testemunho de que Joseph Smith foi seu profeta, escolhido para trazer o evangelho completo à terra na Dispensação da Plenitude dos Tempos; que ele cumpriu sua missão; e que todos os homens hoje são beneficiários de suas inestimáveis contribuições. ¶
Presto testemunho de que o santo sacerdócio foi restaurado à Igreja de Cristo e nela continua; que esse santo sacerdócio e poder está aqui na terra hoje, no ano de 1956, depositado em milhares de bons homens, servos do Senhor, com o Presidente David O. McKay designado, sustentado e aprovado pelo Senhor, à frente de tudo, a fim de que o reino de nosso Pai possa ser estabelecido e avançado na terra. Cristo virá novamente. ¶
Nossa missão é preparar o reino para sua vinda. ¶
Que o Senhor nos ajude a todos a sermos devotados a essa exaltada empresa, humildemente oro, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶