Pulpit

Tradições Indígenas do Livro de Mórmon

Milton R. Hunter

1955 April General Conference·Fourth Day — Morning Meeting·1955-04-06

Meus queridos irmãos e irmãs, peço humildemente um interesse em vossa fé e orações, e que o Espírito de Deus dirija o que eu possa dizer hoje.

Gostaria de falar brevemente sobre o tema "Tradições Indígenas do Livro de Mórmon".

Desde a publicação daquela escritura sagrada, em 26 de março de 1830, vários missionários foram informados por diversos índios de que, segundo suas tradições, seus antepassados, num passado distante, haviam possuído um livro sagrado e religioso, o qual havia desaparecido; e um fator proeminente nessas tradições é a afirmação de que aquele registro sagrado seria novamente possuído pelos índios americanos. Em várias ocasiões, essas pessoas identificaram o Livro de Mórmon como o registro de seus antepassados, pelo qual, de acordo com suas tradições, haviam estado esperando e buscando.

O Élder Glen G. Fisher, ex-presidente da Missão Canadense Ocidental, escreveu um artigo publicado em The Improvement Era, em março de 1952, no qual descreveu graficamente as experiências vividas em 1908 pelo Chefe Yellow Face e seus índios Cree em sua busca pelo livro sagrado de seus antepassados. (Glen G. Fisher, "Chief Yellow Face," The Improvement Era, Salt Lake City, março de 1952, pp. 148-150, 180-184.) Vieram do norte do Canadá ao sul de Alberta, acamparam no rancho mórmon e, por vários meses, esperaram pacientemente a oportunidade de conseguir um exemplar do Livro de Mórmon e serem ensinados quanto ao seu conteúdo, pois sabiam que aquele livro era o registro de seus antepassados. Depois de saberem do propósito da estada do Chefe Yellow Face e dos membros de sua tribo, alguns dos Santos dos Últimos Dias que trabalhavam no rancho mórmon passaram noite após noite ensinando aos índios o conteúdo do Livro de Mórmon. O chefe índio e seus seguidores expressaram muita alegria e profunda satisfação quanto ao que lhes foi ensinado, declarando que o Livro de Mórmon era verdadeiramente o registro sagrado de seus antepassados, que havia sido preservado para sua instrução.

Na edição de abril de The Improvement Era, o Élder Golden R. Buchanan, presidente da Missão Indígena do Sudoeste, descreveu algumas das tradições dos índios com os quais trabalhava. Ele escreveu: "O povo perdeu seus registros e seus 'livros'." Mas, como dizem os hopis,

Não fomos deixados sem esperança; foi-nos dito que, algum dia, jovens de pele branca e olhos azuis viriam bater às portas dos hopis e nos trariam de volta nossos registros e nossa verdadeira história. Viriam do leste, e nós os reconheceríamos por suas mãos estendidas, e nos chamariam "meu irmão" e "minha irmã". (Golden R. Buchanan, "Indian Traditions," ibid., Salt Lake City, abril de 1955, p. 285.)

Pode haver pessoas que questionem a validade das evidências nos exemplos que dei de tradições indígenas do Livro de Mórmon, sustentando que essas evidências surgiram todas depois da publicação daquele livro e podem ter sido instigadas por ele ou pelos missionários mórmons. Seja como for!

A questão importante para nossa consideração, contudo, é: existem documentos importantes disponíveis, escritos pelos índios antes da publicação do Livro de Mórmon, que forneçam evidência de que esses povos tinham tradições transmitidas por seus antepassados no sentido de que seus progenitores, em determinada época num passado distante, haviam possuído um importante livro sagrado e religioso, que pudesse ser identificado como o Livro de Mórmon?

Responderei essa pergunta afirmativamente. Sim, temos alguns documentos muito importantes, escritos entre duzentos e trezentos anos antes da publicação do Livro de Mórmon, que fazem a afirmação de que, muitos anos atrás, os antepassados dos índios americanos possuíam um importante livro sagrado. Esses escritos são tão explícitos que se poderia facilmente crer que os registros antigos mencionados pelos escritores indígenas são os mesmos registros dos quais o Livro de Mórmon foi traduzido pelo Profeta.

O primeiro desses escritos indígenas de grande significado ao qual me referirei é a Obra de Ixtlilxochitl, escrita por um índio da família real, no México, por volta de 1600 d.C. Nesses escritos, ele relata a história, as tradições e as crenças religiosas de seu povo, desde a época da migração do primeiro grupo vindo da Torre de Babel — continuando com as emigrações, através do mar, de outros dois grupos — até a conquista espanhola.

A porção mais pertinente de seu livro, em relação ao nosso tema de hoje, trata de uma personagem muito importante chamada Hueman. Ele e sua obra são descritos longamente em vários trechos diferentes da Obra de Ixtlilxochitl, sendo suas realizações extraordinárias altamente enaltecidas. Se alguém estudasse cuidadosamente o relato de Ixtlilxochitl sobre Hueman e o comparasse com o retrato do caráter, da personalidade, das atividades e das várias realizações de Mórmon, tal como descrito no registro nefita, poderia facilmente identificar os dois homens como sendo o mesmo indivíduo. (Works of Ixtlilxochitl, citado em Milton R. Hunter e Thomas Stuart Ferguson, Ancient America and the Book of Mormon, Oakland, Califórnia, 1950, pp. 337-346.) Por exemplo, seus nomes são bastante semelhantes — o do manuscrito indígena sendo chamado Hueman, e o outro, no relato nefita, sendo chamado Mórmon. Ambos são apresentados como tendo sido grandes profetas de Deus. Ambos são apresentados como tendo sido general-chefe do exército. (Ibid., pp. 342-354.) Ambos são apresentados como tendo sido instrumentais em promover um tratado de paz em 350 d.C., tratado esse que teria durado dez anos. (Ibid., pp. 349-370.) E a última comparação que farei, e provavelmente a mais pertinente ao nosso tema hoje, é: ambos são apresentados como tendo sido os compiladores de um registro religioso muito importante, que delineava as crenças religiosas e a história dos habitantes da América antiga. (Ibid., pp. 337-338, 341-342.)

Visto que cada um de nós está mais ou menos familiarizado com o relato dado no registro nefita das atividades de Mórmon, sob a direção do Senhor, ao reunir os registros acumulados por mil anos e, a partir deles, compilar e abreviar num único livro a história de seu povo — tarefa monumental que foi concluída por seu filho Morôni e trazida à luz nos últimos dias sob o título de Livro de Mórmon —, não me deterei a discutir mais esse ponto. Gostaria, porém, de citar diretamente a Obra de Ixtlilxochitl, onde ele descreve Hueman como coletor e compilador dos registros sagrados de seu povo. Ao meditar sobre essa citação em particular, ocorreu-me o pensamento de que, ao lê-la, alguém poderia facilmente imaginar que estava lendo o relato nefita das atividades de Mórmon como escritor e guardião de registros. Para citar do documento indígena do século dezesseis:

E, antes de prosseguir, quero fazer um relato de Hueman, o astrólogo. . . . Antes de morrer, ele reuniu todas as histórias que os tultecas possuíam, desde a criação do mundo até aquele [seu] tempo, e mandou retratá-las num livro muito grande, onde estavam retratadas todas as suas perseguições e provações, prosperidades e bons acontecimentos, reis e senhores, leis e bom governo de seus antepassados, ditados antigos e bons exemplos, templos, ídolos, sacrifícios, ritos e cerimônias que tinham, astrologia, filosofia, arquitetura e as outras artes, tanto boas quanto más, e um resumo de todas as coisas da ciência, do conhecimento, das batalhas prósperas e adversas, e muitas outras coisas; e intitulou seu livro, chamando-o Teoamaxtli, que, bem interpretado, significa Várias Coisas de Deus e Livro Divino. Os nativos hoje chamam as Sagradas Escrituras [referindo-se à Bíblia] de Teoamoxtli, porque é quase a mesma coisa. . . . (Ibid., pp. 337-338.)

Esta maravilhosa citação, descrevendo as atividades de Hueman ao escrever ou compilar um livro muito importante, é tão semelhante ao relato dos nefitas sobre as atividades de Mórmon, que tal citação constitui uma notável evidência do Livro de Mórmon.

O segundo exemplo que darei de um antigo documento indígena que contém numerosas e maravilhosas evidências que sustentam as afirmações feitas pelo Livro de Mórmon é conhecido hoje como o Popol Vuh. (Popol Vuh, The Sacred Book of the Ancient Quiche-Maya, trad. inglesa de Delia Goetz e Sylvanus G. Morley, Norman, Oklahoma, 1950, pp. 1-767.) O manuscrito original foi escrito na língua quiche por um índio quiche-maia na distante Guatemala, América Central, quase trezentos anos antes de o Profeta Joseph Smith publicar o relato traduzido dos registros dos nefitas. Entre os anos de 1554 e 1558 d.C., um índio de Chichicastenango, na Guatemala, escreveu o que passou a ser aceito pelos estudiosos como um documento muito importante e incomum, no qual delineou a mitologia, as crenças e as tradições de seu povo. (Para citar o falecido Dr. Morley: "Este manuscrito é, sem dúvida, o esforço mais vigoroso, literário e significativo já realizado pelo índio americano no campo da mitologia e da história." Ibid., p. 75.) O autor indígena quiche-maia afirmou que havia entre seu povo uma tradição predominante de que seus antepassados, num passado distante, haviam em determinado momento possuído um importante livro sagrado e religioso, que havia desaparecido, não sendo mais possuído por seu povo, razão pela qual ele escreveu seu manuscrito para substituir aquele livro perdido.

O Padre Francisco Ximenez, um sacerdote católico que oficiava na igreja de São Tomás, em Chichicastenango, obteve o manuscrito dos índios quiche-maias por volta de 1600 d.C. Sem dúvida, ele havia conquistado sua boa vontade e, com isso, conseguiu tomar emprestado esse manuscrito com o propósito de traduzi-lo do quiche para a língua espanhola.

Depois de concluído seu trabalho, a tradução do Padre Ximenez do documento indígena permaneceu na forma manuscrita por aproximadamente duzentos e cinquenta anos, antes de ser descoberta e publicada em língua espanhola. Desde então, apareceu em diversas edições em espanhol, bem como em francês e alemão. Não foi, porém, senão há cinco anos (1950), que foi traduzida e publicada pela primeira vez em inglês, tradução feita por Delia Goetz e pelo famoso estudioso maia Sylvanus G. Morley.

Quando o manuscrito quiche-maia foi escrito pela primeira vez, não tinha título. O escritor indígena afirmou que o livro quiche perdido se chamava Popol Vuh, e assim foi natural que o publicador deste documento do século dezesseis o chamasse Popol Vuh, a partir do nome do livro quiche-maia perdido. O significado de Popol Vuh, segundo o documento do século dezesseis, é O Livro do Povo, ou O Livro dos Príncipes, ou O Livro da Comunidade.

Parece que esses títulos, de acordo com o conteúdo do Livro de Mórmon, também seriam muito apropriados para os registros nefitas.

Citarei agora diretamente do Popol Vuh, e deixarei que cada um avalie em sua mente a possibilidade de que este registro se refira aos registros do Livro de Mórmon, tal como eram quando possuídos pelo povo da América antiga:

Isto escreveremos agora sob a Lei de Deus e a Cristandade; o traremos à vida porque agora o Popol Vuh, como era chamado, não pode mais ser visto, no qual claramente se via a vinda do outro lado do mar e a narração de nossa obscuridade, e nossa vida era claramente vista. O livro original, escrito há muito tempo, existia, mas sua vista está oculta ao pesquisador e ao pensador. Grandes eram as descrições e o relato de como todo o céu e a terra foram formados, . . . (Ibid., pp. 19, 225.)

Ao falar do Popol Vuh original que os antepassados dos índios quiche-maias haviam possuído num passado distante, o falecido Dr. Sylvanus G. Morley, possivelmente o maior dos estudiosos maias, escreveu o seguinte:

O Popol Vuh era também o livro da profecia e o oráculo dos reis e senhores, [certamente isso é exatamente o que era o Livro de Mórmon. Ele então continua:] segundo uma referência que o autor do Manuscrito faz em outra passagem, onde afirma que [Morley citando diretamente do documento do século dezesseis] "Grandes senhores e homens maravilhosos eram os reis maravilhosos. . . . Sabiam se haveria guerra, e tudo era claro diante de seus olhos; viam se haveria morte e fome, se haveria conflito. Sabiam bem que havia um lugar onde se podia ver, que havia um livro ao qual chamavam Popol Vuh." (Ibid., pp. 19, 234-235, 18.) Esta citação lembra o Rei Mosias e o Rei Benjamim, grandes profetas, videntes e reveladores nefitas.

O falecido Dr. Morley acrescenta o seguinte comentário interessante:

E, no parágrafo final, o cronista quiche acrescenta, com um acento melancólico, que o que ele disse em suas obras é tudo o que se preservou do antigo quiche, "porque já não se pode ver (o livro do Popol Vuh) que os reis tinham antigamente, pois havia desaparecido." Desde que o Padre Francisco Ximenez traduziu o Popol Vuh do século dezesseis do quiche para o espanhol, os estudiosos têm especulado muito a respeito desse livro indígena perdido.

Fizeram conjeturas quanto à sua autoria, à língua em que foi escrito, aos materiais de escrita usados, ao seu provável conteúdo, e a numerosas outras coisas. Por exemplo, já em 1600 d.C. o Padre Ximenez escreveu:

A verdade é que tal livro nunca apareceu nem foi visto, e assim não se sabe se esta forma de escrita era por pintura, como a dos mexicanos, ou por atar cordas, como os peruanos; podeis crer que era por pintura sobre pano tecido branco.

Provavelmente um dos temas mais intrigantes a respeito do livro perdido dos quiche-maias sobre o qual os estudiosos especularam é: "O que aconteceu ao Popol Vuh original?" É claro que nenhum deles conheceu a resposta a essa pergunta, mais do que conheceram as respostas às outras perguntas sobre esse tema sobre as quais especularam. É minha firme opinião que nós, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, temos uma chance muito melhor de conhecer as respostas a tais perguntas do que os estudiosos, por causa da restauração do evangelho de Jesus Cristo, das numerosas aparições do Anjo Morôni, e do surgimento do Livro de Mórmon.

Visto que creio firmemente que os índios quiche-maias da Guatemala são descendentes dos povos do Livro de Mórmon na América antiga, assim como creio também que outros índios remontam à mesma ascendência, é natural para mim considerar o perdido Popol Vuh quiche-maia, que desapareceu de entre os antepassados dos quiches há muitos e muitos anos, como sendo os registros do Livro de Mórmon. É evidente que eles se perderam ou desapareceram quando Morôni, o último historiador da raça nefita, os escondeu na Colina Cumorah, em 421 d.C. O conhecimento das atividades dos compiladores dos registros antigos, de seu conteúdo, e, finalmente, de seu súbito desaparecimento, foi transmitido de geração em geração pelos índios, através da tradição, até o século dezesseis, quando, naquele tempo, um quiche-maia registrou as tradições de seu povo, segundo o falecido Dr. Morley, "... como um substituto para o Libro Nacional [Popol Vuh original ou livro perdido do qual 'os reis costumavam ler'], como uma revisão e uma nova versão dos relatos que haviam sido preservados no venerável livro que já havia desaparecido." (Ibid., p. 61.)

Em nossa presente discussão, apresentei propositalmente tradições indígenas do Livro de Mórmon provenientes de quatro regiões amplamente separadas do país: a primeira, do Canadá; a segunda, do Arizona; a terceira, do México; e a quarta, da Guatemala. Meu propósito foi mostrar que as tradições prevaleceram de modo mais ou menos universal entre as várias tribos indígenas americanas, no sentido de que seus antepassados, num passado distante, haviam possuído um importante livro sagrado e religioso, o qual havia desaparecido, mas que, segundo muitas das tradições, seria misteriosamente preservado e, eventualmente, trazido novamente aos descendentes dos habitantes da América antiga. (Ibid., p. 20.) É evidente que essas tradições se ajustam bem ao que de fato ocorreu em relação ao Livro de Mórmon.

Por que não haveriam os índios de receber, por tradição, o conhecimento do fato de que seus progenitores na América antiga tiveram um livro sagrado escrito para eles, uma vez que há abundante evidência no Livro de Mórmon que mostra claramente que os lamanitas estavam bem cientes de que seus rivais eram guardadores de registros e que os profetas haviam predito a eventual destruição da nação nefita e a preservação dos registros para os descendentes dos lamanitas? Por exemplo, Enos, filho de Jacó e guardador de registros, sabendo que os lamanitas . . . juraram em sua ira que, se fosse possível, destruiriam nossos registros [os dos nefitas] juntamente conosco, e também todas as tradições de nossos pais, [orando diligentemente, pedindo] . . . que o Senhor Deus preservasse um registro de meu povo, os nefitas . . . para que pudesse ser revelado aos lamanitas em alguma época futura . . .

. . . e ele fez convênio comigo de que os revelaria [os registros] aos lamanitas em seu próprio e devido tempo . . .

E disse-me o Senhor: Teus pais também me fizeram o mesmo pedido; e ser-lhes-á feito de acordo com sua fé; . . .

. . . eu, Enos, andei no meio do povo de Néfi, . . . testemunhando as coisas que havia ouvido e visto. (Enos 13-19.)

Os dois últimos historiadores da nação nefita, como os profetas do período inicial, tinham firmes convicções de que os registros seriam preservados e trazidos à luz nos últimos dias aos descendentes dos lamanitas. Pouco antes de sua morte, Mórmon registrou nos anais um sermão aos descendentes dos lamanitas, no qual disse:

. . . eu desejaria falar algo aos remanescentes deste povo, que são poupados, . . . Pois eis que este é escrito com o propósito de que vós . . . sabereis o que se passou com vossos pais e também as maravilhosas obras que entre eles foram realizadas pelo poder de Deus. (Mórmon 7:1, 9.)

Depois da morte de Mórmon, e após Morôni ter concluído o resumo dos registros jareditas, ele escreveu:

Escrevo, pois, algumas coisas mais, ao contrário do que pensava; . . . que talvez sejam úteis para meus irmãos, os lamanitas, em algum dia futuro, segundo a vontade do Senhor. (Morôni 1:4.)

Testifico que o Livro de Mórmon contém a palavra de Deus e que foi escrito originalmente por santos profetas com o conhecimento de que seria preservado para ser trazido à luz nos últimos dias, em benefício dos descendentes dos lamanitas — os índios americanos. De fato, um dos propósitos declarados de se escrever e preservar aquele livro sagrado é proclamado em seu prefácio, o qual declara que foi ". . . escrito aos lamanitas."

Visto que o conhecimento de todas as coisas de que falei era tão amplamente possuído pelos nefitas, é minha firme convicção de que os lamanitas também estavam plenamente cientes dos registros e das promessas neles contidas em favor de sua posteridade. Após o encerramento da história nefita, certamente os lamanitas e seus descendentes indígenas transmitiriam tal conhecimento de geração em geração, por tradição, até os dias atuais, o que de fato aconteceu; e assim é facilmente compreensível por que os índios que vivem em várias partes das Américas têm tradições semelhantes do Livro de Mórmon. Essas tradições indígenas, a meu ver, fornecem importantes evidências que sustentam as afirmações feitas pelos escritores nefitas — constituindo, assim, evidências adicionais e importantes do Livro de Mórmon.

Testifico dessas coisas, e o faço em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoMilton R. Hunter, “Tradições Indígenas do Livro de Mórmon”, 1955 April General Conference, Fourth Day — Morning Meeting (1955-04-06). Pulpit Vault, 1955-04-hunter-my-dear-brethren-and-sisters-i-humbly. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).