O Ensino Sistemático do Evangelho aos Investigadores
Stephen L Richards
Meus caros irmãos e irmãs, proponho-me nesta ocasião apresentar à atenção dos membros da Igreja, e de outros amigos que ouvem nossos trabalhos, alguns aspectos de nosso sistema missionário. Não apresentarei dados estatísticos. Eles aparecem periodicamente em nossas publicações. ¶
Minha preocupação é que nossos esforços missionários sejam mais plenamente compreendidos e apreciados por todas as pessoas. ¶
Reconheço que não posso esperar transmitir uma compreensão adequada desta grande atividade na Igreja sem o Espírito do nosso Senhor, que a fundamenta, e por isso solicito o auxílio de vossa fé e vossas orações ao apresentá-la, bem como a direção de nosso Pai. ¶
Menciono primeiro uma tendência bastante acentuada, nos últimos anos, de enfatizar o valor do processo de ensino na proclamação do evangelho. Não pretendo insinuar que nossos missionários nunca tenham procurado ensinar por meio de sua pregação. Visto que o ensino se ocupa em grande parte da transmissão de conhecimento, é claro que toda boa pregação abrange o ensino. A tendência de que falo dirige-se mais particularmente à organização e ao planejamento de nosso ensino do evangelho na obra missionária. Sinto que há ampla justificativa para este ensino planejado do evangelho aos investigadores. ¶
O Salvador ordenou a seus discípulos: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado." (Mateus 28:19-20.) Ensinar com testemunho é a epítome do esforço missionário. ¶
Se me permitirdes, revisarei brevemente convosco alguns dos principais itens incluídos no programa planejado, ou padronizado, usado pelos missionários ao entrarem em contato com os bons homens e mulheres ao redor do mundo que ouvirão sua mensagem. Eis o esboço de seu ensino do evangelho, geralmente apresentado a seus ouvintes em grupos familiares, nos lares das pessoas, no que se chama de "reuniões domésticas." ¶
Primeiro, a Trindade. O missionário chama a atenção para a necessidade de uma compreensão correta do Soberano Supremo do Universo, sua personalidade e atributos, na medida em que é possível ao homem compreender a Divindade. ¶
Quase todos os investigadores prontamente concordam que essa compreensão é importante e altamente desejável em todas as considerações religiosas. ¶
O missionário então revisa os conceitos e ensinamentos das várias igrejas denominacionais sobre esse assunto, e então apresenta, com a cooperação do investigador por meio de referências indicadas em sua própria Bíblia, o apoio que as escrituras oferecem à personalidade da Divindade, em oposição à ideia de que ele seria apenas uma essência ou espírito que permeia o universo. Para qualquer pessoa que creia na Bíblia, a composição da Trindade com três personalidades distintas torna-se clara, e então o missionário, com convicção e testemunho, apresenta ao investigador a experiência confirmadora do Profeta Joseph Smith, na qual ele viu tanto o Pai quanto o Filho, sentiu e experimentou a glória de sua presença, contemplou suas formas e semblantes, e ouviu com seus próprios ouvidos a doce, reconfortante e sublime ressonância de suas vozes. ¶
Que satisfação duradoura para o buscador da verdade é esta primeira lição e testemunho do missionário! A confusão a respeito deste princípio teológico de suma importância é resolvida, e abre-se o caminho para uma compreensão mais ampla de todo o âmbito da religião, abrangendo o relacionamento do homem com a Divindade, sua origem, seu propósito na vida terrena e seu destino final. ¶
Em seguida, o missionário apresenta a seu grupo de investigadores uma lição sobre a apostasia. Ele revisa a Igreja Primitiva estabelecida pelo próprio Salvador, e as características essenciais que o Senhor prescreveu para que sua autêntica obra de salvação prosseguisse. Ele tem pouca dificuldade em obter a concordância de seus ouvintes de que, se os homens e as igrejas se afastam dos elementos essenciais que o Salvador estabeleceu, eles não estão em posição de representá-lo autenticamente, e que as ordenanças carecem de validade se não forem administradas por sua autoridade delegada. ¶
Depois de considerar as muitas variações e desvios das características essenciais da Igreja Primitiva do Senhor, não é difícil para o investigador compreender por que uma restauração era necessária, com uma nova outorga de poder e autoridade para estabelecer a obra do Senhor e administrar as ordenanças do evangelho. ¶
Segue-se então, novamente, o testemunho sincero e fervoroso do missionário quanto às experiências do Profeta Joseph e seu colaborador, cujas manifestações de poder divino servem não apenas para corroborar a apostasia, mas também para comprovar, sem qualquer dúvida, a necessidade e a realidade da restauração; e assim, a restauração é a lição seguinte, com sua nova comissão para deter e exercer o Santo Sacerdócio, com uma interpretação desse poder divino que, a meu ver, jamais foi igualada em nenhum escrito, sagrado ou de outra natureza. ¶
Diz-se que as palavras mais belas na língua inglesa são aquelas do Salvador quando, em seu Sermão da Montanha, ele respondeu à sua própria pergunta: "E, quanto ao vestuário, por que andais ansiosos?" com estas frases incomparáveis: "Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles." (Idem, 6:28-29.) Comparo com as palavras do Salvador aquelas usadas na revelação dada ao Profeta Joseph Smith, a respeito do Santo Sacerdócio restaurado ao homem depois da longa apostasia do verdadeiro conceito daquele sacerdócio, tal como o Senhor o exerceu e o delegou a seus Apóstolos. Eis as palavras que coloco na mesma categoria das do Salvador. Elas definem a natureza do sacerdócio e a maneira de exercê-lo, e vieram do Salvador: ¶
"Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu." (D. & C. 121:45.) A lição seguinte apresenta o Livro de Mórmon e seu lugar no estabelecimento da obra de nosso Pai entre seus filhos. O investigador prontamente concorda que nosso Pai Celestial, que é um Deus justo, não faz acepção de pessoas, e que todos os seus filhos, ao redor do mundo, são beneficiários de sua misericórdia e de seus planos para a salvação deles. As predições escriturísticas a respeito do surgimento deste sagrado volume de escritura são apresentadas ao investigador. Ele é lembrado dos povos pré-históricos que habitaram as terras das Américas, e das exigências da justiça em levar-lhes a mensagem do Salvador. ¶
O investigador é particularmente lembrado da ordem estabelecida no livro de Ezequiel (Ezequiel 37:15-20) de que duas varas, significando livros, deveriam ser preparadas, uma para a casa de Judá e outra para a casa de José, e que o Livro de Mórmon cumpre o requisito desta última designação. ¶
Ele também é lembrado da referência do Salvador às suas "outras ovelhas," que não são dos judeus, as quais ele deveria visitar, e de que o Livro de Mórmon expõe o cumprimento da obrigação do Senhor para com suas "outras ovelhas." ¶
O missionário transmite a compreensão dos grandes propósitos a que serve o Livro de Mórmon, ao trazer ao mundo a história dos primeiros habitantes dos continentes ocidentais, as experiências de suas nações ao lidarem com os grandes problemas políticos, morais e religiosos de seus dias, e mais particularmente ao apresentar, com ainda mais clareza do que se encontra nas escrituras judaicas, a palavra de Deus e os princípios do santo evangelho. ¶
O investigador é levado a perceber, por vezes com surpresa, que o Livro de Mórmon de forma alguma é antagônico às escrituras da Bíblia Sagrada, mas é antes um livro complementar, contendo revelações dos profetas e um relato da administração da obra do Salvador entre suas "outras ovelhas," ¶
sendo, em essência, uma nova e adicional testemunha da divindade do Senhor Jesus Cristo. A experiência do Profeta Joseph Smith e de seus colaboradores na descoberta e produção deste livro, relatada sob os testemunhos convincentes dos missionários, raramente deixa de trazer ao investigador uma nova compreensão e um novo respeito por este sagrado livro, este poderoso mensageiro de Jesus Cristo para toda a humanidade. ¶
Com esta base de compreensão que o missionário transmite ao investigador a respeito da verdadeira natureza da Divindade, do estabelecimento da verdadeira Igreja e do reino do Senhor na terra por meio de seu Filho Amado no meridiano do tempo, do afastamento da verdadeira adoração a Cristo, da retirada de sua autoridade, de sua subsequente restauração e do estabelecimento de seu reino na última dispensação, com um novo volume de escritura como testemunho adicional da divindade do Senhor e uma expansão necessária e inestimável do conhecimento do homem a respeito do evangelho de Jesus Cristo, o investigador está agora preparado para o ensino dos princípios do evangelho e do eterno plano de salvação, tal como afetam a vida individual de todos os homens. ¶
Muitas vezes o investigador recebe uma nova e satisfatória compreensão da queda do homem e da expiação do Salvador. Ele é levado a apreciar a diferença entre a imortalidade da alma e a vida futura concedida a todos os homens, bons ou maus, mediante a intercessão de Jesus Cristo, nosso Senhor, de um lado, e, de outro, a salvação individual e a exaltação possibilitadas pela obediência aos princípios do evangelho e aos mandamentos de Deus. ¶
Ensina-se-lhe o real significado e a aplicação da fé e do arrependimento, e a necessidade do batismo pelos servos autorizados do Senhor, para admissão em seu reino. Ensina-se-lhe o âmbito do Espírito Santo. Ele aprende das revelações e declarações dos profetas a respeito das coisas celestiais que só podem ser conhecidas por meio das revelações de nosso Pai ao homem. Ele aprende da pré-existência, antes da vida terrena, de Cristo, nosso Irmão Mais Velho, o Primogênito do Pai. ¶
Ele aprende de sua missão predeterminada e das condições sob as quais deveria cumpri-la, e então passa a entender que o homem também teve uma existência pré-mortal, que seu espírito é o filho espiritual do Pai, e que o propósito da vida terrena é dar a esse espírito eterno uma oportunidade de desenvolvimento, crescimento e provação na mortalidade. Ele aprende que o corpo no qual o espírito está tabernaculado é, em verdade, um "templo de Deus," e que não pode ser violado sem afronta ao Pai, cujo filho espiritual nele habita. ¶
Ele é levado, talvez pela primeira vez, a apreciar o real significado de uma vida limpa. Ensina-se-lhe o princípio do arbítrio, com o poder investido nele mesmo de determinar o rumo de sua vida, mas também se lhe ensina que o abuso dessa liberdade dada por Deus lhe trará reprovação e degradação. ¶
Neste novo ensino dos planos de Deus para seus filhos, é-lhe dado um incentivo incomparável para o desenvolvimento de um caráter nobre e um elevado serviço ao próximo. Ensina-se-lhe que as revelações estabelecem com certeza as posições às quais homens de ambição e ideais podem aspirar; que há condições e lugares preferenciais na vida futura, assim como nesta vida; e que a recompensa para os verdadeiramente fiéis será a colocação no mais alto grau de glória, na presença do Pai e do Filho, ali habitando para sempre em uma eternidade de progresso em conhecimento, poder e bondade. ¶
Ora, depois destes ensinamentos e de sua assimilação pelo investigador, ele está preparado para o chamado ao arrependimento. Está preparado para revisar e avaliar sua vida à luz do conhecimento que recebeu. Talvez nunca antes, em sua experiência, tenha ele pensado seriamente na necessidade de arrepender-se. Agora ele sabe que todos os homens são chamados ao arrependimento, não apenas uma vez, mas durante todo o curso de suas vidas, e que, à medida que adquirem conhecimento dos princípios e leis da vida perfeita, precisam afastar-se da fragilidade, da fraqueza e da imperfeição. ¶
Ele se torna mais profundamente consciente dos mandamentos que o Senhor deu, de sua transcendente importância, não apenas para si mesmo, mas para a grande sociedade dos homens em toda parte. Começa a perceber o real significado do reino de Deus na terra e nos corações dos homens. ¶
Quando compreende a paternidade do homem, sua apreciação da fraternidade e da irmandade humana é ampliada. ¶
E assim surge no coração do investigador, assim conduzido e instruído nos princípios da verdade, um desejo — um desejo fervoroso, ardente — de valer-se dos elevados privilégios que lhe são estendidos, de aliar-se ao reino de nosso Senhor. Ele almeja o tipo de convicção e testemunho que ouviu e experimentou por meio do missionário. ¶
Ele vê a felicidade, o contentamento e a satisfação que fluem de tal testemunho. Foi-lhe ensinado, e agora ele sabe, que essa grande felicidade só pode vir a ele por meio de oração humilde e estudo, e assim adquire a filosofia da humildade. ¶
Ele não mais se considera autossuficiente. Depende do Senhor, e sua fé lhe assegura que sua confiança será recompensada. ¶
É claro que não expus a experiência de cada investigador, nem de cada missionário, neste esboço de nossos procedimentos. Expus as oportunidades do plano, e tenho o prazer de dizer-vos que milhares de pessoas amantes da verdade têm sido beneficiadas por ele. ¶
Há uma característica deste ensino missionário que não se limita a uma única lição, mas que percorre todo o programa, e que merece menção especial. ¶
É a ênfase constante no princípio de que é dever e obrigação de todos os homens buscar e conhecer a verdade. ¶
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32.) "E a verdade é o conhecimento das coisas como são, como foram e como serão; ... O Espírito da verdade é de Deus." ¶
(D. & C. 93:24, 26.) Os homens não têm apenas o privilégio, mas também a obrigação de estudar e conhecer a verdade. Todos comparecerão ao juízo. A verdade é a lei de Deus, pela qual todos serão julgados. Aqueles que têm a verdade têm o dever solene de compartilhá-la com os outros. Nossos missionários sentem sinceramente esta obrigação. São sensíveis às conveniências envolvidas em visitar os lares das pessoas. Eles só entram mediante convite, mas buscam diligentemente oportunidades para transmitir sua mensagem de verdade. Estou certo de que haveria menos recusas — e não são muitas — se sua atitude altruísta e generosa fosse mais plenamente compreendida. ¶
Se eu tivesse apenas uma maneira de enviar uma mensagem aos lares que os missionários visitam e às pessoas com quem entram em contato em seus trabalhos, eu apelaria a todos eles — a todos — para que ouvissem com mente aberta e com certa medida de paciência. Posso assegurar a quem o fizer que os preconceitos preconcebidos desaparecerão, e surgirá apreço e gratidão pelo serviço altruísta e amistoso desses embaixadores da verdade. ¶
Há um aspecto deste processo de ensino no esforço missionário pelo qual sou extremamente grato. É este. Neste método de reuniões domésticas para ensinar o evangelho a famílias e indivíduos, não precisamos de um grande corpo de oradores treinados e polidos para transmitir nossa mensagem a grandes congregações. Creio que, de modo geral, nossos missionários se saem bem diante de plateias, mas, neste ensino familiar, o que mais precisam é, primeiro, de conhecimento dos princípios, e, segundo, de testemunho quanto à sua origem divina. ¶
Nossos missionários geralmente trabalham com os indivíduos em caráter individual. ¶
A conversão é um assunto individual. ¶
Não existe conversão em massa. Muitas pessoas podem ter cedido às impressões do espírito ao mesmo tempo, mas a experiência de cada uma é um assunto pessoal entre ela e seu Senhor, de modo que sinto que o Senhor aprova o ensino individual do evangelho, tal como o estamos realizando no serviço missionário. ¶
Outra coisa pela qual sou igualmente grato é que praticamente não há variação nem incerteza em nosso ensino missionário. Não é necessário que haja longos debates ou discussões quanto a interpretações de doutrina. ¶
O que ensinamos são as revelações que, em sua maior parte, são diretas, certas e inequívocas em seu significado. Se algum mistério parecer surgir, deixamos a solução de tais mistérios para revelação futura. O Senhor nos deu o suficiente para este dia e tempo, e para as pessoas que vivem no mundo. ¶
Quando leio a respeito das discussões, debates e, por vezes, controvérsias que surgem entre líderes religiosos e homens eruditos, quanto aos problemas e programas das igrejas cristãs, asseguro-vos que sou profundamente grato por identificar-me com uma causa elevada, cujo rumo está tão plena, precisa e permanentemente traçado que tudo o que se precisa fazer para conhecer o caminho e perceber a luz é perguntar e descobrir o que dizem as revelações e o que o sacerdócio determina. Parece-me que tudo o que deveria ser necessário para guiar o rumo de qualquer causa cristã é uma simples declaração da natureza divina de Cristo e de sua supremacia no mundo como autor da lei divina que governa os assuntos dos homens. ¶
Assim, meus irmãos e irmãs, enviamos, do seio da Igreja, não tantos quantos gostaríamos, ou quantos precisamos, mas, ainda assim, um grande exército de jovens rapazes e moças, e algumas pessoas mais idosas, para ensinar às pessoas honestas do mundo o restabelecimento do reino de nosso Pai, e os princípios vitais da vida que nos vieram com as revelações do evangelho restaurado. ¶
Também chamamos para auxiliar esses missionários um número considerável de pessoas que residem nas missões e que estão dispostas a dedicar todo, ou parte, de seu tempo ao esforço missionário. Que povo maravilhoso são estes missionários — altruístas, sinceramente interessados em seu próximo, humildes, dedicados à oração, estudiosos, dando tudo o que têm a seu Pai Celestial e à promoção de sua grande causa no mundo. ¶
E vós, meus companheiros membros da Igreja, tornais possíveis suas realizações. Vossos lares contribuem para o sustento dos jovens rapazes e moças, e de muitos mais idosos, que, com alguma assistência dos quóruns, prosseguem em seus trabalhos. Estes missionários estão constantemente em nossos pensamentos. ¶
Oramos por eles, e os abençoamos, e temos ampla prova de que o Senhor os abençoa, reconhece e recompensa seu serviço. Não é pequena a parte de nosso tempo e esforço dedicada à obra missionária da Igreja. ¶
Estamos sempre buscando maneiras de aprimorar, e temos hoje a satisfação de reconhecer este ensino organizado do evangelho, que vos esbocei, como uma contribuição distinta para a eficácia do esforço missionário. Aperfeiçoamentos adicionais certamente virão, e o Senhor cumprirá suas poderosas predições: "Pois em verdade a voz do Senhor dirige-se a todos os homens e ninguém há de escapar; e não haverá olho que não veja nem ouvido que não ouça nem coração que não seja penetrado." (D. & C. ¶
1:2.) Há algo mais que talvez todos nós possamos fazer pelos missionários e pela grande causa que representam. Com a menção disso, encerrarei. Cada um de nós, por assim dizer, constitui um pano de fundo para a obra dos missionários. Se vivermos e servirmos de tal maneira que o missionário, em seu ensino, possa apontar com orgulho para a aplicação dos princípios do evangelho em nossa sociedade, seremos de infinita ajuda no processo de conversão. ¶
A coerência de nossa vida trará uma contribuição inestimável. A influência de nossa vida se espalhará longe e por toda parte, e fornecerá um testemunho eloquente e eficaz dos princípios que proclamamos. Ao vivermos corajosamente vidas honradas e retas, todos temos o direito de sermos contados entre os membros dessa incomparável força missionária da Igreja de Cristo. ¶
Por mim, oro por força para ser um contribuinte e apoiador constante da causa que tão profundamente amo. Ofereço a mesma oração por vós, meus irmãos e minhas irmãs. Que o Senhor nos ajude a ser exemplos e mestres da verdade que possuímos. Sei que a possuímos. Que o Senhor nos ajude a compartilhá-la com nosso próximo, peço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶