Uma Carta à Alemanha
Levi Edgar Young
HÁ ALGUMAS semanas, chegaram a Salt Lake City treze estudantes de diferentes partes do oeste da Alemanha. Eles haviam sido enviados aos Estados Unidos por seu governo e, enquanto estiveram neste país, tornaram-se hóspedes das diferentes cidades que visitaram, e as ferrovias lhes deram transporte gratuito. Ficaram impressionados com Salt Lake City, e as poucas horas que passaram aqui, visitando os centros de interesse e conhecendo algumas pessoas, foram para eles algo memorável. Uma das jovens observou que não gostavam das grandes cidades, pois as pessoas pareciam ter pouco interesse por elas. Expressaram palavras de gratidão pela maneira como foram recebidos e pelo espírito de fraternidade que experimentaram aqui em Salt Lake City. ¶
Um deles disse: "Conte-nos sobre os Estados Unidos e, em particular, sobre sua cidade aqui nas montanhas." Foi-lhes prometida uma carta, a ser enviada a eles na Alemanha, e aproveito esta oportunidade para lê-la a vós. ¶
Nosso governo dos Estados Unidos é, como sabeis, uma das nações mais jovens da história do mundo. O governo foi organizado em 1789, sob a supervisão do primeiro presidente, George Washington. Havia treze divisões chamadas estados, que haviam sido colonizadas por pessoas vindas da Inglaterra, da Alemanha, da França, da Itália, da Espanha e dos países escandinavos. O povo dominante era o inglês. A maioria deles tinha profunda crença na religião e na moralidade, ideais que se expressavam em seus documentos cívicos, como a Constituição dos Estados Unidos. Foi um período de homens grandes e sábios, e entre eles havia famílias de vossa terra natal. O notável soldado alemão, Barão Von Steuben, foi oficial no exército de Washington, e o nome de Hyam Solomon será sempre lembrado por ter doado toda a sua fortuna à causa americana na época do terrível sofrimento em Valley Forge. Vossos próprios antepassados ainda não haviam se recuperado dos tempos terríveis da Guerra dos Trinta Anos quando se voltaram para a América. Na Alemanha, havia intensa pobreza, sofrimento e perseguições religiosas no século dezoito. ¶
A América já havia sido colonizada ao longo da costa do Atlântico quando, da massa de miséria humana, vieram vossos antepassados, que se estabeleceram principalmente na Pensilvânia, em Maryland e na Virgínia. Trouxeram consigo o amor pelas artes e pela música e se adaptaram ao novo mundo. ¶
Os filhos de vossos pais ingressaram em nossas escolas e universidades e vieram a compreender nossa vida cívica e política americana. Neste país, tendes preservado vossas artes, música, literatura e grandes escolas de filosofia. Vosso Immanuel Kant era conhecido por nossos primeiros educadores. Os alemães vieram a conhecer os fundamentos da Constituição dos Estados Unidos. ¶
Se estivésseis frequentando nossas escolas, aprenderíeis que a declaração inicial do Pacto do Mayflower é: ¶
"Em nome de Deus, Amém." E um pouco mais adiante encontram-se as palavras: "... para a glória de Deus e o progresso da fé cristã." Os americanos sempre promoveram os ideais da fé cristã. Entre nossos notáveis documentos históricos estão os Artigos da Confederação, que começam com estas linhas: ¶
Considerando que todos viemos a estas partes da América com um único e mesmo propósito, a saber, fazer avançar o reino de nosso Senhor Jesus Cristo e desfrutar da liberdade do evangelho em sua pureza. ¶
Tenho, então, orgulho de chamar vossa atenção para a primeira reunião realizada na Virgínia, conhecida como a Assembleia Geral da Virgínia. A essa reunião compareceram muitos de vosso povo alemão; possivelmente havia ali alguns de vossos próprios antepassados. ¶
No relato da primeira reunião dos virginianos, temos estas linhas: ¶
... porquanto os negócios dos homens pouco prosperam onde o serviço de Deus é negligenciado, todos os burgueses tomaram seus lugares no coro, até que uma oração fosse feita pelo Reverendo Sr. Buche, um ministro alemão, "para que aprouvesse a Deus guiar e santificar todos os nossos procedimentos para sua própria glória." ¶
Por fim, lede a Declaração de Independência, que reconhece o Criador como fonte da vida e da liberdade, apoia-se "na proteção da Divina Providência" e é escrita num espírito de reverência, com um apelo ao direito tal como estabelecido por Deus. Vedes que nossos pais, sempre nessa vida cívica e política, reconheciam a liderança de Deus e buscavam humildemente segui-lo. Tomai vossa Bíblia e lede o Salmo 127: ¶
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. ¶
Aqui na América, os homens eram livres para crer como desejassem. A história dos Estados Unidos tem sido, em grande parte, uma história de crenças religiosas. De fato, o povo americano é, por natureza, crente em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho Jesus, o Cristo. ¶
Após o transcorrer das eras, quando um novo mundo de descobertas e invenções havia mudado a perspectiva social do homem, e o modo de vida havia sido recriado no mundo, era natural que alguém se levantasse para buscar em Deus uma revelação de sua santa palavra. Muitos seguidores de coração forte da Santa Bíblia voltavam-se para o novo dia. Em 1620, o Pastor John Robinson, ao despedir-se dos Peregrinos quando deixavam as costas da Holanda rumo à distante América, disse à sua congregação de homens e mulheres fiéis: ¶
Se Deus vos revelar qualquer coisa por meio de qualquer outro instrumento seu, estai tão prontos para recebê-la quanto sempre estivestes para receber a verdade por meu ministério; pois estou plenamente persuadido, estou muito confiante, de que o Senhor ainda tem mais verdade para fazer irromper de sua santa palavra. ... Rogo-vos que vos lembreis de que é um artigo em vosso Convênio da Igreja que estejais prontos para receber toda verdade que vos for dada a conhecer a partir da palavra escrita de Deus. ¶
Durante a Revolução Francesa, Michelet escreveu em sua história da França: ¶
O mundo espera que uma Fé volte a marchar para a frente, a respirar e a viver. Mas jamais uma fé pode ter seu início no engano, na astúcia ou em um tratado de falsidade. ¶
Pouco depois de essas palavras terem sido escritas, nasceu, na fronteira dos Estados Unidos, "uma nova Fé para voltar a marchar para a frente, a respirar e a viver." ¶
Certo dia, um jovem rapaz entrou no bosque — um rapaz que não tinha fome de alimento, mas de Deus, e, como os pastores de outrora, sentiu que devia ir ". . . até Belém." (Lucas 2:15.) O jovem profeta era Joseph Smith, que sabia que aquilo de que o mundo precisava, primeiro e até o fim, era Deus. ¶
Não um Deus somente nos céus e no passado, mas um Deus aqui, e pronto, por meio do homem "a quem ele ordenou," para repetir e ampliar a obra dada ao mundo dezoito séculos antes. Joseph Smith tinha aquele divino descontentamento, que lhe deu a certeza de que todo aquele que abre o coração ao Salvador da humanidade recebe vida, luz e força. ¶
Desde o dia em que o Profeta anunciou seu chamado divino até sua morte, ele escreveu e proferiu as revelações de Deus e se tornou o clarim de um novo dia. Ele despertou um novo entusiasmo nos corações dos homens. Enfrentou os problemas das condições éticas e religiosas da humanidade e mostrou de novo o caminho do mundo material para o reino de Deus. Os elementos mais nobres da vida foram restaurados à primazia. A conduta humana foi conquistada para resultados melhores, que são o cultivo da retidão em toda a vida e atividade da humanidade. ¶
A vinda de João Batista e, mais tarde, de Pedro, Tiago e João, resultou no estabelecimento de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pois esses homens santos haviam restaurado o sacerdócio de Deus, e a obra divina destes últimos dias foi iniciada para a redenção e a salvação da humanidade. A aflição do mundo naquela época era sua falta de visão, sua perda dos princípios do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Com a restauração do evangelho, veio uma convicção espiritual, um conhecimento dinâmico, que se entrelaçou na própria vida dos Santos dos Últimos Dias. ¶
O relacionamento do homem com seu Pai Celestial tornou-se conhecido. Há uma nova visão do reino de Deus, cujo propósito é culminar no reinado da retidão sobre a terra. ¶
Esta é a nota predominante no evangelho restaurado. Deus reina no céu e na terra. Ele é o Rei divino das nações. ¶
De nossa fé, extraímos tudo o que é santo, puro e de boa fama. Na manhã do primeiro dia de sábado após a chegada dos Pioneiros a este vale, sábado, 24 de julho de 1847, realizaram-se cultos divinos, e o povo se sentou em círculo entre a artemísia, e perto dali corriam as águas de um lindo riacho. A gratidão a Deus foi expressa em cânticos e orações, e as palavras de Isaías foram lidas pelo Apóstolo Orson Pratt, que proferiu o sermão: ¶
Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! Uma voz dos teus atalaias se ouve, alçam a voz, juntamente exultam; porque olho a olho verão, quando o Senhor tornar a trazer Sião. (Isaías 52:7-8.) Os Santos dos Últimos Dias creem e sabem, com honestidade, que Adão veio à terra enviado por Deus, do céu. Ele possuía o sacerdócio de Deus e se tornou o primeiro instrutor do evangelho para seus descendentes. ¶
Os ideais divinos, tal como ensinados pelo Pai de todos nós, eram tidos por sagrados e, desde aquele tempo até os dias do Messias na terra, as verdades de Deus foram plantadas nos corações de seus filhos. ¶
Maurice Maeterlinck, em seu livro O Grande Segredo, diz que o que lemos nos mais antigos arquivos da sabedoria nos dá apenas uma vaga ideia das doutrinas sublimes dos antigos mestres. Quanto mais antigos os textos, mais puras e mais inspiradoras de admiração são as doutrinas que revelam. Podem ser apenas um eco de doutrinas ainda mais sublimes. Chegamos à era dos profetas. Diz um notável historiador: ¶
Quão apropriado é que Malaquias selasse o livro da profecia do Antigo Testamento com uma declaração tão clara sobre a vinda do Senhor, o Mensageiro do Convênio, o Filho da retidão, dando assim a última predição daquele com quem os evangelistas iniciam sua história evangélica. ¶
Hugo Münsterberg, da Universidade de Harvard, um notável alemão, escreveu, em seu livro Psicologia e Vida [Psychology and Life], algo sobre a antiga glória das palavras sagradas: ¶
Existe uma verdade, uma beleza, uma moralidade, que é independente das condições psicológicas. Todo homem íntegro, para quem os deveres de sua vida real não são um mero metal que soa, fala com voz firme ao psicólogo: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vossa filosofia." ¶
Pelo poder do Santo Sacerdócio que Joseph Smith recebeu do céu, ele estabeleceu nosso verdadeiro relacionamento com Deus. Disso nasce a salvação do homem — sua verdadeira vida imortal. Todas as nações dão testemunho da necessidade de uma luz que não é do homem. ¶
Podemos dar nossa palavra ao mundo de que as forças que farão do mundo o que ele deve ser já estão presentes nele. ¶
Devemos estudar mais profunda e constantemente as verdades divinas do evangelho de Jesus Cristo. Precisamos conhecer a história da Igreja da qual somos membros. Precisamos compreender o significado do sacerdócio de Deus, que nos foi dado. Precisamos conhecer os ensinamentos divinos da Sagrada Bíblia, do Livro de Mórmon, de Doutrina e Convênios e de Pérola de Grande Valor. ¶
Quão belamente ensinam as palavras de Shakespeare: ¶
Que obra-prima é o homem! Quão nobre em razão! Quão infinito em faculdades! Em forma e movimento, quão expressivo e admirável! ¶
Em ação, quão semelhante a um anjo! Em compreensão, quão semelhante a um deus! (Shakespeare, Hamlet, Ato II, Cena 2.) Que propósito diretivo o Profeta Joseph Smith nos dá nas palavras encontradas na Seção 88 de Doutrina e Convênios: ¶
. . . buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé. ¶
Organizai-vos; preparai todas as coisas necessárias e estabelecei uma casa, sim, uma casa de oração, uma casa de jejum, uma casa de fé, uma casa de aprendizado, uma casa de glória, uma casa de ordem, uma casa de Deus. ¶
(Versículos 118-119.) Desde o início da história da Igreja, Joseph Smith organizou escolas de instrução. Ele se tornou aluno e membro das classes de latim, grego e hebraico estabelecidas no Templo de Kirtland. Fundou a Universidade da Cidade de Nauvoo e incentivou a construção do Salão das Ciências dos Setenta. Dessas instituições surgiram as maravilhosas escolas de instrução em Utah. ¶
Em 1851, a primeira grande biblioteca foi trazida a este estado por carroças puxadas a bois. ¶
Ela havia sido adquirida na cidade de Nova York pelo Dr. John M. Bernhisel e era uma maravilhosa coleção de livros. Havia as obras de Shakespeare, Milton, Bacon, Homer, Juvenal, Lucretius, Virgil, Euripides, Sophocles, Plato, Montaigne, Tacitus, Spenser, Herodotus, Goldsmith, e muitos outros dos grandes mestres da melhor literatura mundial. A biblioteca recebia exemplares do New York Herald, do New York Evening Post, do Philadelphia Saturday Courier e do North American Review. Entre as obras científicas estavam os Principia de Newton, os Outlines of Astronomy de Herschel e o Cosmos de Von Humboldt. Os tratados de filosofia incluíam as obras de John Stuart Mill, Martin Luther, John Wesley e Emanuel Swedenborg. ¶
Os pioneiros sempre se esforçaram por compreender as artes e as ciências, pois sentiam agudamente o poder de toda verdade. Conheciam as constantes humanas — fome e trabalho, semeadura e colheita, amor e fé — que entraram em suas vidas desde o início. ¶
Construíram o Tabernáculo que visitastes. Continuaram estabelecendo escolas e faculdades e fundaram um teatro no deserto que, com o tempo, veio a ser reconhecido pelos artistas dos palcos de Londres, bem como pelos famosos dramaturgos da América. O Sr. M. B. Leavitt escreveu em seu livro Cinquenta Anos do Palco Americano [Fifty Years of the American Stage]: ¶
Por mais abrangente que a afirmação possa parecer, não creio que o teatro jamais tenha assentado em um plano mais elevado, tanto quanto ao seu propósito como às suas ofertas, do que em Salt Lake City, a Capital do Mormonismo. ¶
Utah tornou-se hoje um grande estado. ¶
Ellsworth Huntington, da Universidade de Yale, escreveu recentemente em seu livro intitulado Civilização e Clima [Civilization and Climate]: ¶
A orgulhosa posição de Utah é presumivelmente o resultado do mormonismo. Os líderes dessa fé tiveram a sabedoria de insistir num sistema completo de escolas e obrigaram as crianças a frequentá-las. Os "gentios," em autodefesa, foram forçados a fazer igualmente bem, e o resultado tem sido admirável. Seja qual for a opinião que se tenha do mormonismo como crença religiosa, deve-se reconhecer-lhe o mérito de ter realizado um trabalho notável na disseminação de um grau moderado de instrução, quase universalmente, entre o povo de Utah. ¶
O Conde Hermann Keyserling, o notável filósofo e historiador alemão, veio a Salt Lake City há alguns anos e, depois, escreveu em seu Diário de Viagem de um Filósofo estas palavras: ¶
Os mórmons alcançaram uma civilização dificilmente alcançada por qualquer outro povo. Em pouco mais de meio século, transformaram um deserto de sal num jardim. São, ademais, cidadãos admiráveis, respeitadores da lei, honestos e progressistas. ¶
Todas as denominações religiosas do mundo têm sido bem-vindas em Utah. ¶
Uma de nossas Regras de Fé diz: ¶
Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem. ¶
Onde quer que os mórmons tenham se estabelecido, esta tem sido a atitude da Igreja para com todas as denominações e povos. ¶
Numa ordenança relativa às sociedades religiosas, aprovada pelo conselho municipal de Nauvoo, temos estas palavras: ¶
UMA ORDENANÇA RELATIVA ÀS SOCIEDADES RELIGIOSAS Fica ordenado pelo Conselho Municipal da Cidade de Nauvoo que os católicos, presbiterianos, metodistas, batistas, Santos dos Últimos Dias, quakers, episcopais, universalistas, unitaristas, maometanos e todas as demais seitas e denominações religiosas, sejam quais forem, terão livre tolerância e privilégios iguais nesta cidade; e, caso alguém seja culpado de ridicularizar, ofender ou de qualquer outra forma depreciar outrem por causa de sua religião, ou de perturbar ou interromper qualquer reunião religiosa dentro dos limites desta cidade, será, mediante condenação perante o Prefeito ou o Tribunal Municipal, multado ou preso, a critério do Prefeito ou do Tribunal. ¶
Sereis agora conduzidos ao nosso principal local de adoração, o Tabernáculo. ¶
O Élder Zimmerman, meu irmão no sacerdócio de Deus, vos conduzirá até lá e vos contará muito sobre o edifício. O Professor T. E. Tallmadge, membro do American Institute of Architects, diz em seu livro História da Arquitetura na América [Story of Architecture in America]: ¶
De uma ponta a outra do litoral do Atlântico, através da Reserva Ocidental, ao longo do Golfo do México, pelo Mississippi acima e pelas planícies, o Renascimento Grego se espalhou. Notei que o famoso Tabernáculo construído em Salt Lake City por aquele homem extraordinário, Brigham Young, apresenta os reveladores perfis gregos em suas molduras e cornijas. ¶
Em alguns de nossos primeiros edifícios, não encontramos falta de conhecimento e apreço pelas belas-artes. Podeis recordar como vós, alemães, fostes influenciados pelos gregos em vossa bela arquitetura. Recordo-me de vários grandes edifícios notáveis na história da arquitetura em que a influência grega é claramente vista. Poderia mencionar o antigo Museu e o Portão de Brandemburgo, em Berlim, e, em Viena, o Parlamento. ¶
Ao ouvirdes a música do grande órgão, construído por um notável organista nos dias dos Pioneiros, tenho orgulho de vos dizer que o Tabernáculo é hoje conhecido como uma das maiores salas de concerto sinfônico do mundo. Já em 1875, nosso povo ouvia a música de Beethoven e Bach, e, ao folhear um programa dos Cultos Corais de Páscoa de 1949, encontramos que Jesu, Priceless Treasure [Jesus, Tesouro Inestimável], de Johann Sebastian Bach, juntamente com o Requiem de Johannes Brahms, constituíram o programa. O grande Requiem de Brahms não é uma missa pelos mortos, mas antes uma ode aos que partiram. ¶
Isso é apenas para vos dizer que os Santos dos Últimos Dias têm sido amantes da música clássica, bem como de todas as artes e da literatura, desde que a Igreja foi organizada. Muitas vezes, o povo tem cantado em adoração, junto com o coro: ¶
"Quão Amável É Tua Morada, ó Senhor dos Exércitos." ¶
Permiti-me dizer, em conclusão, meus caros colegas estudantes, que o povo mórmon tem expressado seu amor a Deus por meio de fé e oração constantes, o que resultou em grande amor por todos os povos, onde quer que vivam na terra. ¶
Rogo que vós, estudantes, tenhais uma viagem próspera e feliz por toda a América e que retorneis aos vossos lares em paz e segurança. Que Deus sempre vos abençoe. ¶