Pulpit

Ganância Torpe

Spencer W. Kimball

1953 October General Conference·Second Day Morning Meeting·1953-10-03

Meus amados irmãos e irmãs: Meu coração está cheio de gratidão nesta manhã por esta ocasião, por vós, pelo evangelho, pela Igreja, pelo sacerdócio, minha família, e por todos os privilégios que me têm chegado.

Recentemente, ao realizar uma reunião com um grupo de membros de bispados, tive ocasião de ler-lhes aquela escritura de Paulo, dada a Timóteo, na qual ele disse:

Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;

Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância. ... (I Tim. 3:2-3.)

Minha mente começou a explorar, e eu me perguntei: "O que é torpe ganância?" Li um pouco mais adiante e descobri que ele dizia o mesmo dos diáconos, que não deveriam ser "cobiçosos de torpe ganância."

Descobri também que Paulo falou a Tito, seu filho na fé:

Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como administrador da casa de Deus . . . não cobiçoso de torpe ganância. (Tito 1:7.)

Pedro também deu as mesmas instruções aos anciãos, tornando a advertência bastante universal para a Igreja:

Aos anciãos que estão entre vós, admoesto eu, . . .

Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de bom ânimo. (I Pedro 5:1-2.)

Fiquei pensando sobre o termo. Fui ao dicionário para ver exatamente o que Webster diria, e descobri que "ganância", em si, já tem uma conotação ruim, e "torpe ganância" é pior ainda; e ser "cobiçoso de torpe ganância" é, naturalmente, ainda pior.

Esta instrução foi dada por João, o Revelador, aos santos de Laodiceia:

Eu conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera fosses frio ou quente!

Assim, porque és morno, e nem és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

Porque dizes: Rico sou, eu estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu:

Aconselho-te a que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.

Eu repreendo e castigo a todos quantos amo:

sê, pois, zeloso, e arrepende-te. (Ap. 3:15-19.)

E comecei a pensar em muitos de nosso povo cujas mentes estão voltadas para suas riquezas; que estão enriquecidos de bens; que, embora vestidos elegantemente, estão nus e não com vestes brancas; que, de olhos bem abertos, não veem; que são "cobiçosos de torpe ganância."

Ora, nem todo dinheiro é ganância — nem todo dinheiro é torpe. Há dinheiro limpo — dinheiro limpo com o qual se compra alimento, roupa, moradia e outras necessidades, e com o qual se fazem contribuições para a edificação do reino de Deus.

Dinheiro limpo é aquela remuneração recebida por um dia inteiro de trabalho honesto. É aquele pagamento razoável por um serviço fiel. É aquele lucro justo da venda de bens, mercadorias ou serviços. É aquela renda recebida de transações em que todas as partes lucram.

Torpe ganância é dinheiro de sangue; aquele obtido por meio de roubo e furto. É aquele obtido por meio do jogo de azar ou da exploração de casas de jogo. Torpe ganância é aquele obtido por meio do pecado ou de operações pecaminosas, e aquele proveniente do manuseio de bebidas alcoólicas, cerveja, entorpecentes e outras muitas coisas que são desagradáveis aos olhos do Senhor. Torpe ganância é aquele dinheiro que provém do suborno e da exploração.

Compromissos ilícitos rendem dinheiro torpe, dinheiro de propina é impuro, lucros e comissões derivados da venda de ações sem valor são contaminados, assim como o dinheiro derivado de outros enganos, cobranças excessivas, opressão aos pobres e remuneração que não é plenamente merecida. Sinto fortemente que os homens que aceitam salário ou ordenado e não dão tempo, energia, dedicação e serviço correspondentes estão recebendo dinheiro que não é limpo. Certamente aqueles que negociam com o que é proibido são recebedores de torpe ganância.

Não trarás salário de prostituta nem preço de cão à casa do Senhor teu Deus por qualquer voto; porque estes ambos são igualmente abominação ao Senhor teu Deus. (Dt. 23:18.)

E Miqueias fustigou este pecado. Ele disse:

. . . Qual é a transgressão de Jacó?

Não é Samaria? E quais são os altos de Judá? Não é Jerusalém?

Por isso farei de Samaria um montão de pedras do campo, uma terra de plantar vinhas: . . .

E todas as suas imagens de escultura serão esmiuçadas, e todos os seus salários serão queimados pelo fogo, e de todos os seus ídolos eu farei uma assolação:

porque da paga de prostitutas os ajuntou, e para a paga de prostitutas voltarão.

Porque a sua chaga é incurável. . . . (Miqueias 1:5-7, 9.)

Estou certo de que o dinheiro é impuro quando é obtido por meio de opressão, fraude, suborno, ou por meio de falsas representações. Vós vos lembrareis da história do Profeta Samuel:

... constituiu seus filhos por juízes sobre Israel.

Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à ganância, e aceitaram suborno, e perverteram o juízo. (I Samuel 8:1, 3.)

E disse Samuel a todo o Israel: Eis que ouvi a vossa voz em tudo quanto me dissestes, e pus sobre vós um rei.

E agora, pois, eis que o rei vai diante de vós, e já envelheci e encaneci; e eis que meus filhos estão convosco; e eu tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até o dia de hoje.

Eis-me aqui: testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido:

de quem o boi tomei? ou de quem o jumento tomei? ou a quem defraudei? a quem oprimi? ou da mão de quem aceitei suborno e com ele encobri os meus olhos? e vo-lo restituirei.

Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. (Ibid., 12:1-4.)

Nos dias de Isaías havia aqueles que aceitavam presentes como suborno e que provocaram os comentários do profeta:

O que anda em justiça, e o que fala o que é reto; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir acerca de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal;

Este habitará nas alturas, as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio; o seu pão se lhe dá, as suas águas são certas. (Isaías 33:15-16.)

Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens fortes para misturar bebida forte:

Dos que justificam ao ímpio por suborno, . . .

Pelo que como a língua do fogo consome a estopa, e a palha se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó . . . (Ibid., 5:22-24.)

Em Êxodo lemos novamente sobre presentes de suborno:

Também suborno não tomarás, porque o suborno cega os que veem claramente, e perverte as palavras dos justos. (Êx. 23:8.)

Em Mateus, o Mestre denunciou os presentes impuros que provêm de corações impuros e não perdoadores:

Eu vos digo, porém, que qualquer que se encolerizar contra seu irmão, sem motivo, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do Sinédrio; qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.

Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti;

Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai, reconcilia-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta. (Mt. 5:22-24.)

A oferta é aceitável quando é feita limpa e não contaminada.

Trato justo em assuntos de negócios, na venda, na compra e nas representações em geral, é assunto frequentemente mencionado nas escrituras. A advertência a Israel ainda é aplicável em nossos próprios dias:

E quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo, ou a comprardes da mão do vosso próximo, ninguém oprima seu irmão:

. . . mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor vosso Deus. (Lv. 25:14, 17.)

E em Provérbios lemos:

O que oprime o pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá. (Pv. 22:16.)

Muito se diz nas escrituras sobre o contratante e o contratado, e sobre o empregador e o empregado:

Vede, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.

As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas pela traça.

O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.

Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e o qual por vós foi diminuído, clama: e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. (Tg. 5:1-4.)

. . . e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o jornaleiro em seu salário, e a viúva, e o órfão, que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias 3:5.)

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem das trevas luz, e da luz, trevas; e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! (Isaías 5:20-21.)

Outra vez:

Não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que estão na tua terra e nas tuas portas:

No seu dia lhe darás o seu jornal, e o sol se não porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua alma se atém a isso. . . .

(Dt. 24:14-15.)

E para mim isso significa: ai daqueles que racionalizam, que procuram justificar seus erros nestas matérias, que justificam suas opressões. Trabalhadores rurais, empregados domésticos, e pessoas desprotegidas são muitas vezes oprimidos, quando as circunstâncias econômicas os colocam na posição de terem que aceitar o que lhes é oferecido ou permanecer desempregados. E às vezes nos justificamos ao subpagar, e até nos gabamos disso:

Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniquidade, e planejam o mal! à luz da alva o põem em obra, porque está no poder da sua mão!

E cobiçam campos, e os arrebatam; e casas, e as tomam;

assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança. (Miqueias 2:1-2.)

E há então aqueles de nós que exigem remuneração excessiva por serviços e que deixam de dar "valor correspondente ao recebido" e que não dão lealdade alguma, com o seu serviço insuficiente e ineficiente.

Os escritores das escrituras admoestam os empregados a obedecer aos seus senhores, a agradar aos seus patrões, a trabalhar com sinceridade de coração, a serem honestos no tempo dedicado e no serviço prestado, e a evitar o furto.

O Senhor sabe que necessitamos de alimento, roupa, moradia e outras coisas. Ele espera que ganhemos o nosso sustento. Ele nos ordena que demos as necessidades às nossas famílias. Talvez Ele permita que tenhamos luxos razoáveis, mas não com dinheiro impuro.

O Salvador disse:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. (Mt. 6:24.)

E ao observarmos ao nosso redor, vemos muitos que são cobiçosos de riqueza excessiva, especialmente daquela que vem com práticas desonestas e à custa da honestidade estrita e da integridade completa. É difícil satisfazer-nos. Quanto mais temos, mais queremos.

Paulo parecia compreender a natureza humana, e endossou plenamente a declaração do Mestre: "... um rico dificilmente entrará no reino dos céus." (Ver Mt. 19:24.) Ele diz:

Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.

Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; o que apetecendo alguns, se desviaram da fé, e se transpassaram a si mesmos com muitas dores. (I Tim. 6:7-10.)

"Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes." — Por que outra fazenda, outro rebanho de ovelhas, outra manada de gado, outro rancho? Por que outro hotel, outro café, outra loja, outra oficina? Por que outra fábrica, outro escritório, outro serviço, outro negócio? Por que outro de qualquer coisa, se já se tem o que provê as necessidades e os luxos razoáveis?

Por que continuar a expandir e aumentar posses, especialmente quando essas responsabilidades acrescidas desviam os interesses de alguém dos devidos compromissos familiares e espirituais, e daquelas coisas às quais o Senhor gostaria que déssemos precedência em nossa vida? Por que devemos estar sempre expandindo até o ponto em que nossos interesses se dividem e nossa atenção e nossos pensamentos se voltam para as coisas do mundo? Certamente, quando as posses temporais de alguém se tornam grandes, é muito difícil dar a devida atenção às coisas espirituais.

Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico. (Pv. 28:6.)

E então isto, de Provérbios, me impressionou:

O homem fiel terá abundância de bênçãos: mas o que se apressa a enriquecer não será considerado inocente. (Ibid., 28:20.)

E pergunto-me se muitos de nós não estamos nos apressando a enriquecer. Estamos fazendo compromissos a fim de acumular?

Pergunto-me se o dinheiro ganho no Sabá, quando se trata de ganho desnecessário no Sabá, não seria também dinheiro impuro. Reconheço que algumas pessoas precisam trabalhar no Sabá; e quando o fazem, se são obrigadas a isso, essa é, é claro, uma situação diferente. Mas homens e mulheres que deliberadamente usam o dia do Sabá para desenvolver negócios, para aumentar suas posses, para aumentar sua renda — por eles temo. Penso que o Senhor falava a eles quando disse: "Ai dos que ao mal chamam bem, ..." (Is. 5:20.) Às vezes aliviamos nossas consciências dizendo que quanto mais ganhamos, mais podemos dar às causas dignas, mas isso, é claro, é um subterfúgio. Há pessoas que trabalham no Sabá, não por compulsão, mas porque a renda é atraente, e outras que trabalham voluntariamente para obter o "tempo e meio" que o trabalho no Sabá lhes proporciona.

Numa estaca, recentemente, entrevistei um homem para uma posição importante na reorganização da estaca. E eu lhe disse: "Qual é a sua ocupação?" E ele disse: "Administro um posto de gasolina." E perguntei: "O senhor trabalha no Sabá?" Sua resposta foi: "Não, não trabalho." "Bem, como consegue se sustentar? A maioria dos operadores de postos de gasolina parece pensar que precisam abrir no Sabá." "Vou muito bem," ele disse. "O Senhor é bom para mim." "O senhor não tem forte concorrência?" perguntei. "Sim, de fato," ele respondeu. "Do outro lado da rua há um homem que mantém aberto o dia inteiro de domingo." "E o senhor nunca abre?" perguntei. "Não, senhor," ele disse, "e sou grato, e o Senhor é bondoso, e tenho o suficiente para minhas necessidades."

Estive em outra estaca, também num programa de reorganização, e outro irmão foi considerado para uma das posições mais altas; e quando lhe perguntamos qual era a sua ocupação, ele disse que era comerciante de mantimentos por profissão. "Bem, a maioria das lojas mantém-se aberta no Sabá. O senhor faz o mesmo?" "Trancamos nossa loja aos domingos," ele disse. "Mas como pode competir com essas pessoas que abrem sete dias por semana?" "Competimos. Pelo menos nos saímos muito bem," foi sua resposta. "Mas o Sabá não seria o seu dia de maior movimento?" "Sim," respondeu ele, "provavelmente venderíamos o dobro no Sabá do que num dia comum, mas nos saímos bem sem isso, e o Senhor tem sido bondoso; Ele tem sido gracioso; Ele tem sido bom." "O que o senhor vende nesta loja?" perguntei-lhe. Ele disse: "Mantimentos e mercadorias diversas." "Seus concorrentes vendem outras coisas, inclusive coisas proibidas, não vendem?" perguntei. "Sim, mas sentimos que não era correto," ele disse. "Perdemos clientela, é claro. As pessoas saem de nossa loja e vão para a outra loja e compram muitos dólares em mantimentos onde podem conseguir também algumas latas de cerveja ou algum vinho, mas nós não os vendemos." E não pude deixar de dizer: "Deus o abençoe, meu fiel irmão. O Senhor não Se esquecerá destes aparentes sacrifícios. Seus dólares são limpos. Certamente eles não o impedirão de encontrar o seu caminho para o reino de Deus."

O Salvador sabia que o boi cai no lodaçal no Sabá, mas sabia também que nenhum boi vai deliberadamente ao lodaçal toda semana.

Em minhas extensas viagens, encontro muitas pessoas fiéis que renunciam aos lucros do dia do Sabá e àqueles que provêm do manuseio das coisas proibidas.

Encontrei comunidades pecuaristas onde os criadores de gado nunca fazem seus rodeios no Sabá; barracas de frutas à beira da estrada que ficam abertas dia e noite, mas que fecham aos domingos mesmo na curta estação das frutas; farmácias e confeitarias que ganham seu dinheiro nos seis dias úteis; casas de refeições e postos de beira de estrada, fechados no dia do Senhor. E há muitas outras pessoas que poderiam racionalizar e justificar-se ao lucrarem no domingo, mas que sentem satisfação e alegria em se abster. E toda vez que vejo pessoas boas dispostas a renunciar a esses lucros, regozijo-me e sinto em meu coração abençoá-las por sua firmeza, sua coragem e sua fé.

Há muitas outras maneiras, é claro, pelas quais o dinheiro pode ser corrompido. Oro para que mantenhamos o nosso dinheiro limpo. E oro ao Senhor para que Ele abençoe Seus filhos, para que tenham fé para viver Seus mandamentos, por mais que pareça haver sacrifício. Sei que Deus recompensará por isso. Sei que os homens jamais sofrerão, em última análise, por quaisquer aparentes sacrifícios financeiros que possam fazer, pois Ele nos ordenou viver Suas leis e depois nos desafiou:

. . . provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, até que não haja mais lugar para a recolherdes. (Malaquias 3:10.)

E que Deus nos abençoe a todos para que vivamos próximos de Seus ensinamentos e, assim, mereçamos as bênçãos que Ele nos prometeu, é o que rogo, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoSpencer W. Kimball, “Ganância Torpe”, 1953 October General Conference, Second Day Morning Meeting (1953-10-03). Pulpit Vault, 1953-10-kimball-my-beloved-brothers-and-sisters-my-heart. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).