Pulpit

A Fé Que Precede o Milagre

Spencer W. Kimball

1952 October General Conference·Saturday Morning Session·1952-10-04

Estou profundamente consciente do fato mencionado pelo Irmão Thomas E. McKay, de que não só o Irmão McKay, mas a maioria de vós, preferiria ouvir alguns oradores mais do que outros, e isso me deixa realmente muito apreensivo. Apreciei grandemente seu testemunho. É bom ter o Irmão McKay novamente conosco.

Apreciei muito as observações sobre a oração feitas pelo Presidente Clark, que nos precedeu, e recentemente chegou ao meu conhecimento que algumas estatísticas dos últimos oito anos eram muito animadoras, mostrando que houve um aumento considerável na oração familiar entre os sumos sacerdotes, um aumento maior entre os setentas, e um aumento de quase cem por cento na percentagem de élderes desta Igreja que atualmente têm suas orações familiares, em comparação com há oito anos.

Presto-vos homenagem, meus irmãos e irmãs. Expresso-vos minha estima por todo o tempo que dedicais, o esforço que despendeis, a energia consagrada que dais à Igreja. É, contudo, às vezes uma decepção encontrar alguns que não estão dispostos a confiar no Senhor — a confiar em sua promessa quando ele diz: "Provai-me e vede." Muitas vezes me pergunto por que os homens não conseguem confiar em seu Senhor. Ele prometeu a seus filhos toda bênção, condicionada à sua fidelidade, mas o homem inconstante põe sua confiança "no braço da carne" e trata de abrir seu próprio caminho, sem a ajuda daquele que tanto poderia fazer.

O Senhor prometeu:

. . . provai-me . . . se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, até que não haja mais lugar para a recolherdes. (Malaquias 3:10.)

O Profeta Morôni interrompeu abruptamente seu resumo para oferecer seus próprios comentários inspirados a respeito da questão da fé:

Quisera mostrar ao mundo que fé são coisas que se esperam, mas não se veem; portanto, não disputeis porque não vedes, porque não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé. (Éter 12:6.)

O Pai Adão compreendia esse princípio básico.

. . . um anjo do Senhor apareceu a Adão, dizendo: Por que ofereces sacrifícios ao Senhor? E Adão respondeu-lhe: Eu não sei, exceto que o Senhor me mandou. (Moisés 5:6.)

Ele demonstrou sua fé inabalável — sua fé quase inacreditável — e, como o testemunho e o milagre vêm depois, e não antes, da fé, o anjo então procurou esclarecê-lo:

E então o anjo falou, dizendo: Isso é à semelhança do sacrifício do Unigênito do Pai. (Idem 5:7.)

Em fé plantamos a semente, e logo vemos o milagre do florescimento.

Os homens muitas vezes têm compreendido mal e invertido o processo. Quereriam a colheita antes da plantação, a recompensa antes do serviço, o milagre antes da fé. Até os sindicatos mais exigentes dificilmente pediriam o salário antes do trabalho. Mas muitos de nós quereríamos o vigor sem observar as leis da saúde, a prosperidade pelas janelas abertas do céu sem o pagamento de nossos dízimos. Quereríamos a estreita comunhão com nosso Pai sem jejuar e orar; quereríamos chuva na estação apropriada e paz na terra sem observar o dia de sábado e guardar os demais mandamentos do Senhor. Quereríamos colher a rosa antes de plantar as raízes; quereríamos colher o grão antes de plantá-lo e cultivá-lo.

Se ao menos pudéssemos compreender, como escreve Morôni:

Pois, se não houver fé entre os filhos dos homens, Deus não pode fazer milagres entre eles. . . .

Ninguém, em tempo algum, fez milagres antes de exercer fé; portanto, primeiro creram no Filho de Deus. (Éter 12:12, 18.)

O Mestre disse:

Mas eis que a fé não vem por sinais, mas sinais seguem os que creem. (D. & C. 63:9.)

E estes sinais seguirão os que crerem. (Marcos 16:17.)

Aos escribas e fariseus que exigiam sinais sem a fé e as obras que os precedem, o Senhor disse:

. . . Uma geração má e adúltera pede um sinal. (Mateus 12:39.)

O Senhor deixou claro que a fé não se desenvolve por meio de milagres. João disse:

E ainda que tivesse feito tantos sinais diante deles, não criam nele. (João 12:37.)

Em nossos próprios tempos modernos, temos evidência eloquente disso. Sidney Rigdon não conservou sua condição de membro no reino, ainda que tivesse, com Joseph Smith, testemunhado sinais maravilhosos. Não havia ele participado da Grande Visão, e não havia sido receptor de muitas revelações? E, apesar de todas essas manifestações de nosso Pai Celestial, ele não permaneceu no reino.

Oliver Cowdery viu muitos sinais. Manuseou as placas sagradas; foi visitado por Morôni, o antigo; viu João Batista; recebeu o Sacerdócio Maior de Pedro, Tiago e João; e foi receptor de muitos grandes milagres, e, ainda assim, isso não bastou para mantê-lo na fé.

Um amontoado de evidências em sinais, obras e milagres não conseguiu tocar os corações endurecidos das cidades galileias do Salvador:

Então começou ele a repreender as cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios, por não se haverem arrependido, dizendo:

Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida!

. . . E tu, Cafarnaum, que te ergues até os céus, serás abatida até o inferno; porque, se entre os de Sodoma fossem feitos os prodígios que em ti se fizeram, teriam permanecido até hoje. (Mateus 11:20, 21, 23.)

Paulo, falando aos hebreus, disse:

Pela fé, Noé, divinamente advertido das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, construiu a arca. (Hebreus 11:7.)

Até então não havia nenhuma evidência de chuva e dilúvio. Seu povo zombava dele e o chamava de louco. Sua pregação caía em ouvidos surdos. Seus avisos eram considerados irracionais. Não havia precedente; jamais se soube que um dilúvio pudesse cobrir a terra.

Que loucura construir uma arca em terra seca, com o sol brilhando e a vida seguindo seu curso normal! Mas o tempo se esgotou. A arca foi terminada. As águas vieram. Os desobedientes e rebeldes se afogaram. O milagre da arca veio depois da fé manifestada em sua construção.

Paulo disse ainda:

Pela fé, também a própria Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.

Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam em tão grande multidão como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar. (Idem 11-12.)

Era tão absurdo ouvir dizer que centenários pudessem ter filhos, que a própria Sara duvidou a princípio. Mas a fé daquele casal nobre prevaleceu, e o filho do milagre nasceu para ser pai de multidões de nações.

Fé extraordinária foi demonstrada por Abraão quando lhe foi aplicada aquela prova sobre-humana. Seu jovem "filho da promessa", destinado a ser pai de impérios, teria agora de ser oferecido sobre o altar do sacrifício. Era um mandamento de Deus, mas parecia tão contraditório! Como poderia seu filho, Isaque, ser pai de uma posteridade incontável, se em sua juventude sua vida mortal fosse ceifada? Por que ele, Abraão, seria chamado a praticar esse ato revoltante? Era irreconciliável, impossível! E, no entanto, ele creu em Deus. Sua fé inabalável levou-o, de coração partido, à terra de Moriá, com esse jovem filho que pouco suspeitava das agonias pelas quais seu pai devia estar passando. Jumentos selados levaram o grupo e os suprimentos. O pai e o filho, carregando o fogo e a lenha, subiram ao lugar do sacrifício.

"Eis aqui o fogo e a lenha," disse Isaque, "mas onde está o cordeiro para o holocausto?" (Gênesis 22:7.)

Que coração pesado e que voz triste deve ter sido aquela que respondeu: "Deus proverá para si um cordeiro para o holocausto, meu filho." (Idem 8.)

O lugar foi alcançado, o altar construído, o fogo aceso, e o rapaz, agora certamente sabendo, mas confiando e crendo, estava sobre o altar. A mão erguida do pai foi detida no ar por uma voz autoritária:

. . . Não estendas a tua mão sobre o moço, . . . porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. (Idem 12.)

E quando o quase perfeito profeta encontrou o carneiro no matagal e o ofereceu sobre o altar, ouviu novamente a voz de Deus falando:

E em tua semente serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz. (Idem 18.)

Este grande e nobre Abraão:

O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito pai de muitas nações. . . .

E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara:

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. (Romanos 4:18-21.)

O Pai Abraão e a Mãe Sara sabiam — sabiam que a promessa se cumpriria. Como — isso não sabiam, nem exigiam saber. Isaque certamente viveria para ser pai de uma numerosa posteridade. Sabiam que assim seria, ainda que ele tivesse de morrer. Sabiam que ele poderia ainda ser levantado dentre os mortos para cumprir a promessa, e aqui a fé precedeu o milagre.

Paulo novamente disse aos hebreus:

Pela fé, [os filhos de Israel] passaram o Mar Vermelho, como por terra seca. (Hebreus 11:29.)

Os israelitas sabiam, assim como Faraó e suas hostes, que . . . "Estão desnorteados na terra, o deserto os encerrou." (Êxodo 14:3.)

E, à medida que o exército adestrado de Faraó se aproximava com todos os cavalos e carros do Egito, as multidões em fuga bem sabiam que estavam cercadas pelos pântanos, pelos desertos e pelo mar. Não havia possibilidade terrena de escaparem à ira de seus perseguidores. E, em seu terror, acusaram Moisés:

. . . Não havia sepulcros no Egito, para que nos tirasses de lá, para que morramos neste deserto?

. . . Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. (Idem 11-12.)

Nenhuma esperança terrena de libertação! O que poderia salvá-los agora? As forças armadas do Egito, exultantes, sabiam que Israel estava encurralado. Israel sabia disso muito bem. Mas Moisés, seu líder inspirado, de fé suprema, sabia que Deus não os teria chamado a este êxodo apenas para vê-los destruídos. Sabia que Deus proveria a saída. Talvez, naquele momento, não soubesse exatamente como, mas confiava.

Moisés ordenou a seu povo:

. . . Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque os egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre;

O Senhor pelejará por vós. (Idem 13-14.)

Os poderosos guerreiros avançavam. A esperança já devia ter há muito morrido no peito das almas tímidas de Israel, que não conheciam a fé. Desertos, ermos e o mar — o mar intransponível! Nenhum barco, nenhuma jangada, nem tempo para construí-los!

O desespero, o medo e a angústia devem ter tomado seus corações, e então veio o milagre. Nasceu da fé de seu indomável líder. Uma nuvem os escondeu da vista de seus inimigos.

Um forte vento leste soprou a noite toda; as águas se dividiram; o leito do mar ficou seco; e Israel atravessou para outro mundo e viu o mar retornar, envolvendo e destruindo seus perseguidores.

Israel estava a salvo. A fé fora recompensada, e Moisés fora justificado. O impossível havia acontecido. Uma fé quase sobre-humana dera origem a um milagre inexplicável e misterioso, que seria o tema dos sermões e advertências de Israel e seus profetas por séculos.

Mais tarde, Israel estava pronto para atravessar para a Terra Prometida, cuja fertilidade e beleza provavelmente podiam ser vistas das colinas mais altas. Mas como chegar lá? Não havia pontes nem balsas para atravessar o Jordão transbordante. Já fundo demais para se atravessar em tempos normais, agora, na época da colheita, era impossível vadeá-lo. Um grande profeta, Josué, recebeu a mente do Senhor e ordenou, e outro milagre nasceu da fé.

. . . e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se molharam na borda das águas. . . .

. . . pararam-se as águas, que vinham de cima; levantaram-se num montão . . . e as que desciam foram de todo cortadas; . . .

. . . e todo o Israel passou em seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão. (Ver Josué 3:15-17.)

E quando . . . as plantas dos pés dos sacerdotes se puseram em seco, as águas do Jordão retornaram ao seu lugar, e corriam, como antes, sobre todas as suas ribanceiras. (Ibid., Josué 4:18.)

Os elementos encontram seu controle por meio da fé. O vento, as nuvens, os céus obedecem à voz da fé. Foi pela e por meio da fé de Elias que a seca, que devastou Israel, prolongada por três anos intermináveis, finalmente terminou quando o arrependimento chegou a Israel.

. . . Acabe fez muito mais para irritar ao Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que foram antes dele. (1 Reis 16:33.)

E o profeta Elias declarou:

. . . que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra. (Ibid., 17:1.)

Os ribeiros secaram; os rios deixaram de correr; a forragem escasseou; a fome assolou a terra; e um rei e seu povo imploravam alívio — um povo que se perdera na adoração de Baal. No monte Carmelo veio a disputa de poder, mencionada aqui pelo Presidente Clark, quando ocorreu um incidente espetacular. À ordem de Elias, o fogo desceu do céu e incendiou o sacrifício, chocando mais uma vez os adoradores de Baal a uma submissão arrependida.

Mais uma vez o milagre veio depois da fé, e, embora os céus ainda estivessem limpos e não houvesse indício de chuva sobre a terra ressequida, o profeta advertiu o rei Acabe:

. . . Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te apanhe. (Ibid., 18:44.)

Com o rosto entre os joelhos, sentado no Carmelo, Elias enviou seu servo sete vezes para olhar em direção ao mar. Seis vezes o céu estava sem nuvens e o mar calmo, mas na sétima ele relatou: "Eis ali uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar." (Idem.)

Logo os céus estavam escuros de nuvens, e o vento as levava para a Palestina, e "houve uma grande chuva", e uma terra seca e ressequida ficou encharcada de umidade, e o milagre da fé mais uma vez cumpriu as promessas do Senhor.

Foi pela fé suprema dos três hebreus que foram libertos da fornalha ardente de seu rei, Nabucodonosor. E o rei perguntou:

. . . Porventura não lançamos três homens atados dentro do fogo? Responderam e disseram ao rei: Verdade é, ó rei.

Respondeu, e disse: Eis que eu vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhuma lesão; e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses.

. . . esses homens, como o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se danificaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles. (Daniel 3:24-26, 27.)

Ora, se quisésseis descartar esses milagres do Velho Testamento, como poderíeis aceitar o Novo Testamento? Também teríeis dificuldade em aceitar Paulo e seus Apóstolos associados, e o Senhor Jesus Cristo, pois eles confirmaram e documentaram esses eventos milagrosos.

Ora, irmãos e irmãs, como podem essas histórias de fé ser trazidas para nossa própria vida? A fé é necessária aqui tanto quanto sempre foi. Pouco podemos ver. Não sabemos o que o amanhã trará. Acidentes, doenças, até mesmo a morte, parecem pairar continuamente sobre nós. Pouco sabemos quando poderão nos atingir.

É preciso fé — fé sem ver — para que os jovens assumam de imediato suas responsabilidades familiares diante de incertezas financeiras. É preciso fé para que a jovem esposa cuide de sua família em vez de aceitar um emprego, especialmente quando os estudos do jovem marido ainda precisam ser concluídos. É preciso fé para guardar o dia de sábado quando se poderia ganhar salário e meio trabalhando, quando se poderiam fazer vendas, quando se poderia vender mercadoria. É preciso grande fé para pagar os dízimos quando os recursos são escassos e as necessidades são grandes. É preciso fé para jejuar, ter orações familiares e observar a Palavra de Sabedoria. É preciso fé para fazer o trabalho de professor visitante de ala, o trabalho missionário de estaca, e outros serviços, quando é exigido sacrifício. É preciso fé para cumprir missões no exterior. Mas sabei isto — que tudo isso pertence à plantação, ao passo que famílias fiéis e devotas, segurança espiritual, paz e vida eterna são a colheita.

Lembrai-vos de que Abraão, Moisés, Elias e outros não podiam ver claramente o fim desde o princípio. Eles também caminharam pela fé e sem ver.

Lembrai-vos ainda de que nenhum portão estava aberto; Labão não estava embriagado; e nenhuma esperança terrena se justificava no momento em que Néfi exerceu sua fé e finalmente partiu para obter as placas. Não havia roupas de amianto nem outros dispositivos comuns de proteção na fornalha ardente para proteger os três hebreus da morte; não havia focinheiras de couro ou de metal para a boca dos leões quando Daniel foi trancado na cova.

Lembrai-vos de que não havia nuvens no céu, nem qualquer higrômetro em sua mão, quando Elias prometeu o fim imediato da longa e prolongada seca; e, ainda que Josué talvez tivesse testemunhado o milagre do Mar Vermelho, como poderia ele, por meios mortais, perceber que o Jordão transbordante recuaria pelo tempo exato necessário para a travessia, e depois retomaria seu curso rumo ao Mar Morto.

Lembrai-vos de que não havia nuvens no céu, nenhuma evidência de chuva, nenhum precedente para o dilúvio quando Noé construiu a arca segundo o mandamento. Não havia carneiro no matagal quando Isaque e seu pai partiram para Moriá, para o sacrifício. Lembrai-vos de que não havia vilas nem cidades, nem fazendas nem hortas, nem lares nem armazéns, nem deserto florescente em Utah, quando os pioneiros perseguidos atravessaram as planícies.

E lembrai-vos de que não havia seres celestiais em Palmyra, no Susquehanna ou em Cumora, quando o faminto de alma Joseph entrou silenciosamente no Bosque, ajoelhou-se em oração à margem do rio, e subiu as encostas da colina sagrada.

Mas sabei isto: que a fé destemida pode fechar a boca dos leões, tornar ineficazes as chamas ardentes, abrir corredores secos através de leitos de rios e mares.

A fé inabalável pode proteger contra dilúvios, terminar secas, curar os enfermos e trazer manifestações celestiais. A fé indomável pode ajudar-nos a viver os mandamentos e, assim, trazer bênçãos incontáveis, com paz, perfeição e exaltação no reino de Deus. Que este seja nosso desejo, desenvolver esse tipo de fé, e que finalmente alcancemos as bênçãos que essa fé perfeita pode trazer, oro em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoSpencer W. Kimball, “A Fé Que Precede o Milagre”, 1952 October General Conference, Saturday Morning Session (1952-10-04). Pulpit Vault, 1952-10-kimball-i-am-deeply-conscious-of-the-fact. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).