As Defesas de Deus Contra o Poder do Mal
Harold B. Lee
Gostaria de introduzir as poucas palavras que direi recordando algumas escrituras, uma das quais já foi repetida por dois oradores anteriores hoje. ¶
O Senhor declarou: ¶
Toda verdade é independente para agir por si mesma na esfera em que Deus a colocou, como também toda inteligência; caso contrário, não há existência. (D&C 93:30.) ¶
Liberdade de Escolha ¶
E a outra, citada pelo Élder Romney como um dos grandes ensinamentos do Livro de Mórmon, foi a explicação do Pai Leí a seu filho Jacó sobre este mesmo grande princípio: ¶
E para conseguir seus eternos propósitos com relação ao homem, depois de haver criado nossos primeiros pais e os animais do campo e as aves do ar, enfim, todas as coisas criadas, era necessária uma oposição; até mesmo o fruto proibido em oposição à árvore da vida, sendo um doce e outro amargo. ¶
O Senhor Deus concedeu, portanto, que o homem agisse por si mesmo; e o homem não poderia agir por si mesmo a menos que fosse atraído por um ou por outro. (2 Néfi 2:15-16.) ¶
Havia aqueles que, ao que tudo indica, a julgar por sua conduta, pensavam nesse princípio do livre-arbítrio como uma espécie de licença para fazer o que bem entendessem. Mas, novamente, o Pai Leí explica este assunto a seu filho: ¶
Portanto, os homens são livres segundo a carne; e todas as coisas de que necessitam lhes são dadas. E são livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do grande Mediador de todos os homens, ou para escolherem o cativeiro e a morte, de acordo com o cativeiro e o poder do diabo; pois ele procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio. (Idem, 27.) ¶
Devemos ensinar aos homens em toda parte que a liberdade só se obtém rendendo obediência à verdade. Devemos ensinar aos Santos dos Últimos Dias o significado das palavras do Salvador: ¶
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32.) ¶
Qualquer um que olhe ao seu redor e pense neste assunto verá grande evidência do poder do mal atraindo os homens a fazer o mal. Devemos compreender, como Igreja, que, se havemos de erguer uma força que anule o poder do mal, precisamos desenvolver os instrumentos dados por Deus, colocados em sua Igreja, para atrair os homens a buscar os caminhos que conduzem à vida eterna. ¶
Comissão Geral dos Homens em Serviço Militar ¶
Recordei estas escrituras que tenho citado muitas vezes nos últimos anos por causa do sentimento e do peso da responsabilidade que tem recaído sobre mim na designação da Primeira Presidência como membro da comissão geral dos homens em serviço militar, dirigindo a obra da Igreja entre nossos rapazes Santos dos Últimos Dias em serviço militar, e como membro da comissão geral do sacerdócio. Foi com uma oração de alívio que agradecemos ao Senhor por termos atravessado a guerra com tão poucas baixas, espiritualmente falando, quanto tivemos; mas foi com considerável ansiedade que vimos novamente serem convocados às fileiras militares os nossos rapazes jovens e destreinados, muitos deles sem experiência e sem muita fé desenvolvida, num alistamento dito "de tempos de paz". Logo viemos a ver e a aprender, para nosso pesar, que os riscos morais numa situação dessas eram ainda maiores do que durante a parte de combate da guerra. Naquela época havia uma espécie de disciplina moral que os rapazes tinham quando, à sua frente, havia a perspectiva de uma morte iminente. ¶
É verdade que, hoje, a situação do alistamento se abrandou um pouco, mas vemos, com temor e ansiedade, as forças em ação que provocariam um alistamento militar universal de todos os jovens sadios deste país, o que virá a acontecer, a menos que Deus, em sua misericórdia, nos livre disso. É por causa dessa ansiedade, dessa possibilidade, e do fato de ainda termos muitos de nossos jovens em serviço, que me levaram a pensar nestes assuntos que o Senhor chamou à nossa atenção. ¶
Opinião de um Capelão ¶
Quanto ao assunto da guerra e dos processos da guerra, um capelão que serviu em duas guerras, e por mais tempo ainda, escreve o seguinte: ¶
A guerra (e, por inferência, o treinamento para ela) produz poucas conversões. A guerra apenas torna as pessoas mais fortemente aquilo que já eram quando a luta começou. Se eram intemperantes quando vestiram o uniforme, geralmente se tornarão bebedores ainda mais contumazes ao voltarem para casa. Se eram descuidados na moralidade sexual, quase certamente se tornarão ainda mais aviltados nesse aspecto. Se eram fanfarrões ruidosos, pode-se esperar que voltem fanfarrões insuportáveis. Se eram egoístas, seu egoísmo terá aumentado. Se eram homens honestos, decentes e modestos, a guerra geralmente terá aprimorado essas qualidades. Se desprezavam Deus, terão saído mais firmes em seu desdém; se amavam um pouco a Deus, terão aprendido a amá-lo muito. Mas não haverá mais conversões do que em tempos de paz — antes, menos. Toda a história mostra ser verdade que jamais um avivamento religioso começou ou foi fomentado pela batalha. ¶
O que este capelão diz aqui a respeito daqueles que estão ausentes de seus lares em serviço militar poderia, em parte, ser dito a respeito de todos os que estão ausentes de seus lares e afastados da influência da Igreja. ¶
Ao examinarmos os relatórios do sacerdócio, trimestre após trimestre, há evidência de que muitos de nossos membros do sacerdócio, embora não estejam em serviço militar, estão igualmente ausentes de casa e afastados dos laços e das influências da Igreja. Há também relatórios de muitas moças que estão ausentes de seus lares, na escola e no trabalho e, portanto, privadas das influências que, de outra forma, as manteriam ligadas à influência da Igreja. ¶
Lugar de Refúgio ¶
Quando o Senhor revelou o nome pelo qual sua Igreja deveria ser chamada, ele deu também algumas outras instruções sobre o que essa Igreja deveria fazer. Ele disse: ¶
E para que a reunião na terra de Sião e em suas estacas seja uma defesa e um refúgio contra a tempestade e contra a ira, quando for derramada, sem mistura, sobre toda a Terra. (D&C 115:6.) ¶
Ao pensar nesse refúgio que o Senhor planejou que sua organização fosse, pensei nos instrumentos dentro dela, um dos quais o Élder Benson falou tão eloquentemente em seu discurso do Church of the Air, nesta manhã: o lar. Ele citou a escritura que temos ouvido repetida vezes sem conta, como citação da revelação do Senhor. Depois de o Senhor haver declarado ser pecado, sobre a cabeça dos pais, se falhassem em ensinar a lei do arrependimento e batizar seus filhos aos oito anos de idade, ele disse: ¶
E também ensinarão seus filhos a orar e a andar em retidão perante o Senhor. ¶
E os habitantes de Sião também observarão o dia do Senhor para santificá-lo. ¶
E os habitantes de Sião, se forem designados para trabalhar, também se lembrarão de fazer suas tarefas com toda fidelidade, pois o ocioso será lembrado perante o Senhor. (D&C 68:28-30.) ¶
Propósitos da Organização da Igreja ¶
O Apóstolo Paulo definiu outro dos propósitos da organização da Igreja em seus escritos aos efésios. Ele declarou que o Senhor deu esta organização "... para a edificação do corpo da igreja" (ou, em outras palavras, para educar os membros da Igreja até que) "todos cheguemos à unidade da fé." (Ver Efésios 4:12-13.) ¶
Claramente, o Apóstolo Paulo via a importância do mestre e daqueles que instruíssem nossos membros nas doutrinas da Igreja como mais um desses instrumentos divinos na Igreja, para atrair contra o poder do mal. Seria bom que todos os mestres compreendessem o que o Apóstolo Paulo quis dizer quando disse aos coríntios: ¶
E eu... quando fui ter convosco, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria, anunciando-vos o testemunho de Deus. ¶
Porque não me propus saber coisa alguma entre vós, senão a Jesus Cristo, e este, crucificado. (1 Coríntios 2:1-2.) ¶
Objetivo dos Mestres ¶
Esse deveria ser o único objetivo dos instrutores e mestres nesta Igreja: ensinar "a Jesus Cristo, e este, crucificado". Não precisamos de "sublimidade de palavras nem de sabedoria", mas precisamos do testemunho de Deus, como disse Paulo. E, então, veio este aviso em seus escritos posteriores: ¶
Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? (Idem, 14:8.) ¶
O Presidente Joseph F. Smith, comentando sobre isso e lamentando o fato de que havia alguns, ao que parecia, tentando confundir nosso povo e afastá-lo destruindo a fé, em vez de edificar um testemunho de Deus, disse: ¶
Entre os Santos dos Últimos Dias, a pregação de falsa doutrina disfarçada de verdades do evangelho pode ser esperada de pessoas de duas classes, e praticamente apenas destas; são elas: primeiro, os desesperadamente ignorantes, cuja falta de inteligência se deve à sua indolência e preguiça, que fazem apenas um esforço débil, se é que fazem algum, para melhorar a si mesmos por meio da leitura e do estudo; aqueles que estão afligidos por uma doença temível que pode se converter em um mal incurável — a preguiça. ¶
Segundo, os orgulhosos e presunçosos, que leem à luz de sua própria vaidade; que interpretam por regras de sua própria invenção; que se tornaram uma lei para si mesmos e, assim, se colocam como os únicos juízes de seus próprios atos, mais perigosamente ignorantes do que os primeiros. ¶
Cuidado com o preguiçoso e o orgulhoso; a infecção de cada um deles é contagiosa; é melhor, para eles e para todos, que sejam obrigados a hastear a bandeira amarela de alerta, para que os limpos e não infectados possam ser protegidos. ¶
Gostaria que pudéssemos ter, em todas as nossas classes e reuniões, o espírito que caracterizou uma de nossas reuniões missionárias, lá em ¶
Ventura, Califórnia, onde estive recentemente com o Presidente Oscar W. McConkie, da Missão da Califórnia, quando uma mulher que havia se sentado numa de nossas reuniões dos Santos dos Últimos Dias pela primeira vez em sua vida fez este comentário ao final da reunião: ¶
Estudei as escrituras a vida inteira, mas hoje as palavras das escrituras foram feitas viver. ¶
Assim podem ser todas as instruções dos mestres inspirados do evangelho de Jesus Cristo. ¶
Deveres do Sacerdócio ¶
E agora há um terceiro instrumento na Igreja para atrair os homens para longe do mal. ¶
O Senhor estabeleceu o sacerdócio e deu-lhes o mandamento — aos élderes, sacerdotes, mestres, diáconos — de que deveriam "zelar pela igreja" — e, em explicação mais detalhada aos mestres — "certificar-se de que não haja iniquidade, nem maledicência, e que todos os membros da Igreja cumpram seu dever." (Ver D&C 20:54.) ¶
Mas, mesmo depois de terem saído instruções das Autoridades Gerais, a respeito dos homens em serviço militar, para nossos bispos e presidentes de estaca, sobre como os rapazes ausentes de casa podem ser contatados e orientados; e depois de terem saído nossas instruções sobre as moças que igualmente estão ausentes de casa, e como devemos pastoreá-las e manter contato com elas; e como os quóruns devem cuidar de seus membros ausentes, lamentamos dizer que nossos relatórios indicam que, às vezes, os líderes de quórum levam com demasiada leveza o exercício desses instrumentos que nosso Pai Celestial fez estabelecer aqui para atrair ao bem aqueles que, de outra forma, estão sendo atraídos pelo mal. ¶
No início da guerra, houve um relato interessante de jornal sobre um rapaz que voava de volta de um voo de treinamento sobre o campo de aviação e, de repente, gritou pelo rádio para o homem na torre de controle abaixo: "Não consigo ver. Perdi a visão." ¶
E o homem na torre de controle disse: "Ora, filho, controle-se, e eu lhe direi o que fazer." ¶
Calmamente, o homem na torre de controle o guiou e o fez circular o campo muitas vezes, perdendo altitude por meio da manipulação dos controles, e, finalmente, o piloto rolou até parar em segurança bem em frente à torre de controle, no chão. ¶
É esse tipo de sabedoria e conselho sereno de que tanto precisamos hoje. Gostaria de ilustrar o que quero dizer trazendo-vos trechos de duas cartas de dois de nossos rapazes que atravessaram um período de "cegueira" espiritual, graças à influência firme de conselheiros sábios na Igreja. Um desses rapazes escreveu uma carta há bem pouco tempo e começou sua carta dizendo: ¶
Experiência de um Homem em Serviço Militar ¶
"Meu bispo é o melhor bispo desta Igreja." Ele então explicou que, quando se tornou sacerdote, seu bispo lhe ensinou, entre as primeiras coisas, que Deus responde à oração. Assim, o bispo o instruiu antes de ele partir para o serviço militar, e ele partiu fortalecido por esses ensinamentos; mas, quando chegou lá, aprendeu, para seu pesar, que alguns dos que se diziam membros da Igreja não agiam como deveriam agir os servos do Senhor. Eram desordeiros. Havia irreverência. E ele começou a pensar: "Será que pode ser a Igreja de Jesus Cristo, se não reverenciam o seu nome e são irreverentes em sua casa?" Foi visitar outras igrejas e encontrou um espírito de adoração que, às vezes, não se encontrava na sua própria. À sua maneira, formou a conclusão de que, portanto, a Igreja devia estar errada. Escreveu para casa, para seu bispo, e disse: "Bispo, decidi entrar para outra igreja. Sinto que esta deve estar errada, ou o nosso povo seria mais reverente em suas reuniões." ¶
Seu bispo respondeu e disse: "Bem, meu rapaz, não aja com demasiada pressa. Estude este assunto e pense nele. Ore ao seu Pai Celestial, e tudo ficará bem." O rapaz então escreveu isto: ¶
"Na noite de Ação de Graças, eu estava muito cansado, pois acabara de sair de uma guarda noturna, e, quando fui deitar-me, tudo o que eu queria era dormir. Naquela noite, Deus respondeu à minha oração. Era tarde, e o que para mim foi uma visão, e para as pessoas comuns seria um sonho, veio a mim. Vi um lindo jardim, e no meio deste jardim havia um caminho dourado. Descendo pelo caminho vinha meu avô, que havia morrido em 1937. Do outro lado estava meu tio, que havia morrido em uma missão em 1939. ¶
"Ora, eu fora deitar-me muito cansado, e nunca tinha pensado em meu tio ou em meu avô, pois haviam morrido quando eu ainda tinha menos de dez anos de idade. ¶
"Mas isso não foi tudo. No meio deles estava Joseph Smith. Todos falaram comigo, e a última coisa de que me lembro distintamente foi Joseph Smith me dizendo para me apegar à verdade, não importa o que as outras pessoas dissessem ou fizessem, e para escutar a verdade mesmo que os outros não a escutassem. ¶
"Então ele disse que ainda havia obra a ser feita ali, assim como eu tinha obra a fazer aqui, e eles se desvaneceram, e pareceu que eu estava sozinho no jardim, até que o jardim começou a se desvanecer, e pareceu que eu caía. ¶
"Quando acordei, ainda era o meio da noite, e também fazia frio; contudo, eu sentia um calor por dentro, e soube que Deus havia respondido às minhas orações. Terminei a noite num sono tranquilo. ¶
"Agora, vós podeis pensar que eu também estava sonhando, mas ainda sinto e sei que tive uma resposta à minha oração." ¶
Lembrei-me da carta desse rapaz quando ouvimos um grupo de missionários, lá na Missão da Califórnia, dizer: "Quando ficamos desanimados, abatidos e tristes, temos por hábito ir jejuar para as montanhas antes do amanhecer e ficar lá o dia todo, voltando depois de escurecer à noite, e nunca deixamos de sair fortalecidos dessa experiência pelo poder de Deus." ¶
Homem Ferido Lembrado ¶
Outro de nossos homens, voltando do serviço de combate no exterior, foi lançado ao meio do oceano quando seu navio foi torpedeado. Ficou gravemente queimado e foi enviado a um sanatório, com a mente muito perturbada e abalada. Ele escreve este testemunho: ¶
"Enquanto estava no hospital, chegou-me a notícia de que meu filho fora gravemente ferido no Pacífico Sul. Eu não podia ir até ele. Meu mundo desabou. Não, mais uma vez, não é a história de sempre. Não permaneci firme na fé. Tornei-me rebelde. Culpei meu Pai Celestial por toda a miséria e angústia que eram minhas. Concluí que ele me havia decepcionado. Voltei-lhe as costas. Cheguei até ao ponto de já não conseguir orar. Parecia que minha linha de comunicação fora rompida, e eu havia perdido todo o contato com Deus. Aquele foi o fundo da miséria humana. A futilidade absoluta e o ressentimento eram meus. Não há destituição igual à de estar sem contato com nosso Pai Celestial. É como receber um sinal de ocupado quando se liga para o médico numa emergência. ¶
"Mas então aconteceu um milagre! Meus amigos na Igreja não haviam se esquecido de mim! Oraram com fé pela minha recuperação. Meu nome foi colocado nos templos de nosso Senhor, onde se orou em meu favor. Meus filhos continuaram a orar, tal como eu lhes havia ensinado a fazer. Meus pais oraram com fé inabalável. ¶
"Os élderes da Igreja me procuraram e me deram uma bênção. Eu tinha pouca fé neles, mas Deus não havia se esquecido de mim. Ele ouviu aquelas orações, e não se afastou. E a saúde logo voltou ao meu corpo." ¶
Pergunto a vós, membros e líderes da Igreja: suponde que o bispo estivesse ocupado demais para escrever a seu rapaz, perturbado pela irreverência de tantos que frequentavam as reuniões onde ele havia estado. Suponde que ele não tivesse sido ensinado, como sacerdote, as coisas que o bispo lhe ensinara sobre a oração e como poderia obter resposta para seus problemas. Suponde que o quórum de élderes deste outro homem tivesse falhado, e se tivessem esquecido de orar, lá em casa. Peço-vos que considereis a seriedade de nossa responsabilidade nestes assuntos. ¶
Dia de Decepção ¶
Hoje é um dia de engano astuto, um dia em que o Mestre declarou que um dos sinais de sua vinda seria que até mesmo os próprios eleitos, segundo o convênio, seriam enganados. ¶
Um de nossos rapazes, agora estudando numa grande universidade da costa, ¶
declarou que a "coisa que o impedira de perder a fé na Bíblia, que os críticos superiores dizimaram quase a ponto de a tornar irreconhecível", disse ele, "a coisa que manteve minha fé é que sei que o Livro de Mórmon é verdadeiro, e por causa desse testemunho sei que o que dizem sobre a Bíblia é falso e não é a verdade." ¶
O Senhor nos deu um guia seguro sobre como podemos discernir a verdade do erro. Ele disse: ¶
E aquilo que não edifica não é de Deus... ¶
Aquilo que é de Deus é luz; e aquele que recebe luz e persevera em Deus recebe mais luz; e essa luz se torna mais e mais brilhante, até o dia perfeito. (D&C 50:22-24.) ¶
Guardai os Mandamentos de Deus ¶
Gostaria que pudéssemos tirar uma lição do testemunho de um homem, nesta cidade, que dirige um negócio aqui, que me escreveu e me contou uma pequena experiência que teve durante a chamada depressão dos anos passados, quando pensou que iria perder tudo o que tinha; e assim ele jejuou e orou para que o Senhor lhe mostrasse como salvar seu negócio, e disse: "Certa manhã, exatamente quando o dia estava amanhecendo, senti a voz mansa e delicada que me disse: 'Se apenas guardares os mandamentos de Deus, ser-te-á dada toda a sabedoria necessária para salvar teu negócio.'" ¶
Simples, mas uma grande e poderosa verdade — se apenas guardarmos os mandamentos de Deus, ser-nos-á dada a sabedoria suficiente para as nossas necessidades! ¶
Nas palavras de um poeta, não esqueçamos a grande verdade que ele expressou nestas palavras: ¶
Não é estranho que príncipes e reis, E palhaços que saltitam em picadeiros de serragem, E gente simples como tu e eu Sejam construtores para a eternidade? ¶
A cada um é dado um saco de ferramentas, Uma massa informe e um livro de regras, E cada um deve construir, antes que a vida se vá, Uma pedra de tropeço ou um degrau. ¶
("Stumbling-Block or Stepping Stone," de R. L. Sharpe.) ¶
Que Deus nos conceda força. Que possamos elevar-nos às nossas responsabilidades, para cumprirmos nosso trabalho, para atrairmos os membros desta Igreja e o mundo a buscarem as coisas que trazem a vida eterna e a felicidade aqui e no mundo vindouro, oro humildemente, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. ¶