Construtores e Destruidores da Fé
Spencer W. Kimball
Meus irmãos e irmãs, é uma grande inspiração ver todos vós diante de mim, vós que sois líderes nas estacas, alas e missões. Oro pelas bênçãos do Senhor. ¶
O Trabalho entre os Índios Progride ¶
Tem sido difícil para mim resistir a falar sobre os índios desta vez, mas devo mencionar um ou dois pontos, visto que o Presidente S. Dilworth Young já falou a respeito deles. ¶
Lá na Reserva Navajo, os índios chamam os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de "Gamalii". Recentemente, na sede da missão, procuravam saber, junto aos próprios nativos, o que essa palavra significava para eles. E um navajo disse: "Um 'Gamalii' é alguém que te convida para jantar e não te cobra por isso." E outro disse: "Um 'Gamalii' é alguém que tem o mesmo pai e a mesma mãe que nós temos." ¶
Direi apenas que o trabalho entre os índios está progredindo, pelo que somos profundamente gratos. ¶
A Erupção do Monte Vesúvio ¶
Quero comentar outro tema, prefaciando-o com uma pequena experiência: Lá por 1937, a Irmã Kimball e eu tivemos o privilégio de viajar por alguns países da Europa, e foi nosso privilégio ir, entre outros lugares, à Itália. E uma das visões mais fascinantes daquele país foi o Monte Vesúvio em erupção. Vimos ali uma montanha alta, de forma cônica, e à noite, por quase cem milhas, podíamos ver o espetáculo de fogos de artifício no céu. Contornamos a baía semicircular de Nápoles até a cidade de Pompeia. Quando criança, eu havia lido o livro Os Últimos Dias de Pompeia, que narrava a erupção do ano 79 d.C., quando as cidades de Pompeia e Herculano foram destruídas. Ali estávamos, visitando a cidade dos mortos, que havia ficado coberta e oculta por quase dois milênios. Caminhamos pelas ruas dessa cidade deserta, agora escavada; entramos nas lojas, nas casas e nos templos; vimos seus estabelecimentos de bebidas e casas de prostituição, com as pinturas ainda nas paredes, em suas cores originais. Tudo isso havia ficado soterrado sob cinzas por longos séculos. Subimos essa montanha com suas cinzas e lava, e quando chegamos à grande cratera no topo, ficamos espantados ao descobrir que, a poucas polegadas sob nossos pés, havia lava derretida, ainda em chamas. ¶
Subimos até a cratera dessa montanha vulcânica. Em eras passadas, houvera uma terrível convulsão da natureza, e uma montanha nascera. Adormecida por longos séculos, a monstra observara com olhar maligno a chegada dos habitantes, o plantio das vinhas em suas encostas ensolaradas e a construção de casas em seus contrafortes. Mas, por fim, em fúria ciumenta ao ver as coisas verdes crescerem, as crianças rirem e brincarem, e a vida brotar em contraste com seu ambiente milenar de desolação e morte, o ogro irrompeu em explosões de fogo, vomitando de sua garganta corrupta a lava fervente que escorria por suas encostas e enchia os céus de cinzas, vapor e pedras. O vulcão era impiedoso. Não deixaria nada crescer sobre seu peito. ¶
Em questão de horas, a fúria desse poderoso destruidor havia chamuscado as árvores, as vinhas e todos os seres vivos, muito antes de a lava, que se movia lentamente, alcançá-los para esmagá-los e queimá-los até reduzi-los a nada. Os céus se encheram de cinzas, que logo sufocaram toda a vida, inclusive os seres humanos, que ficaram totalmente indefesos diante dos caprichos desse elemento destruidor. ¶
Tudo era destruição: plantas e pessoas foram destruídas; casas, lojas, termas e circos foram arrasados; o solo ficou coberto por uma massa conglomerada de dureza tal que os elementos levariam eras para pulverizá-la de volta em terra. Tudo era morte! ¶
A Maravilha do Rio Nilo ¶
Depois, do outro lado do azul Mediterrâneo, há um quadro contrastante do construtor na natureza. O Rio Nilo, uma das maiores maravilhas do mundo, transforma as areias mortas e áridas do deserto em terra fértil, com árvores, capim e vida animal. As fortes chuvas de abril na bacia do Nilo Branco dão início à cheia, e as chuvas de maio na Abissínia incham a corrente com sua água rica e barrenta, que fertiliza ao irrigar, transformando essa areia estéril em terra fértil, trazendo vida da morte. O lodo e a água constituem a diferença entre o Deserto do Saara e os verdes jardins e campos do Egito. Aqueles dentre nós que já estiveram no Vale do Gila, no Arizona — talvez um dos exemplos mais notáveis de erosão do solo existentes no mundo — saberão avaliar o que se fez no vale do Nilo. O rico sedimento é depositado suavemente sobre a terra, para que possa produzir colheitas. O vale produtivo é um presente do rio Nilo. É, ao mesmo tempo, um jardim e um museu; uma combinação do antigo e do moderno; a terra de Abraão, José e Moisés, com suas esfinges, catacumbas e pirâmides, e a terra de hoje, com seus 19.000.000 de habitantes; uma terra de sol brilhante, céu azul profundo e cores vívidas, com o ar mais seco do mundo. Em contraste com a areia sob o brilho do sol e a cor opaca do rio, os campos e as palmeiras parecem as coisas mais verdes do mundo. A areia se derrama sobre as rochas amarelas em uma torrente de ouro, e as rochas projetam sombras púrpuras. Tudo isso é a generosidade do Nilo, que nutre a vida bem nas fauces da morte do deserto quente e seco por onde corre. Seu transbordamento anual é uma das maiores maravilhas do mundo. Ele tem subido, ano após ano, ao longo de eras desconhecidas, dentro de poucas horas do mesmo horário e poucas polegadas da mesma altura. ¶
Outra primavera, outra cheia, a corrente encharcando a terra, mais lodo fértil, e o Nilo continua a dar, a edificar e sustentar, enquanto o Vesúvio queima, esmaga e sufoca. O vulcão é um destruidor — o rio, um construtor. ¶
Os Homens Podem Edificar ou Destruir ¶
Acho que os homens são como rios e vulcões. Constroem e destroem; purificam e inspiram, e contaminam e confundem; dão vida e trazem a morte. Recentemente recebi a visita de um jovem de boa aparência, produto de um construtor. Seus olhos eram brilhantes; seu passo era leve; caminhava com serena segurança. Havia nele coragem, otimismo e positividade. Era limpo. Tinha uma atitude sadia perante a vida, sem azedume, sem amargura. Encarava a vida de frente e enfrentava seus desafios. "Durante toda a minha vida," disse-me ele, "fui ensinado que 'a limpeza vem logo depois da santidade.' Por meio de todas as organizações do sacerdócio e auxiliares, aprendi a declaração de Paulo: '. . . que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?' ¶
" 'Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.' " (I Coríntios 3:16-17.) Ele estava ansioso para cumprir uma missão, pois disse: "Desde que me lembro, tenho reservado minhas economias para minha missão; tenho escutado atentamente cada missionário que retorna e aguardado com ansiedade a minha oportunidade de ir. Durante toda a minha vida fui ensinado por homens de Deus que despertaram minha ambição, estimularam meu pensamento, edificaram meu caráter e aumentaram minha fé. Sempre houve marcos nas encruzilhadas que eu sabia reconhecer, pois essas pessoas valorosas me haviam preparado para identificá-los. Oh, quão grato sou por esses construtores terem tido parte na formação de minha vida! Eles ajudaram a dissipar as névoas, dispersar as brumas, banir as dúvidas e fortalecer-me contra as tentações. Minha vida está plena — não há remorso — não tenho temores — a vida é gloriosa e rica de promessas." ¶
E recordei-me das palavras do Senhor por meio de seu antigo profeta: ¶
Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz; . . . que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! (Isaías 52:7.) ¶
Vítima dos Destruidores Humanos ¶
Em contraste, recebi a visita de uma das vítimas dos destruidores humanos. Era um jovem louro de vinte e dois anos; os últimos quatro daqueles anos haviam sido preenchidos por experiências sórdidas e horríveis demais para um rapaz de idade tão tenra — experiências que desafiariam a resistência de um veterano. Seu modo era brando, sua abordagem tímida, mas sua voz denotava sinceridade. Meu coração imediatamente se abriu e o acolheu. "Irmão Kimball," perguntou ele, "seria possível eu ir para uma missão? Acho que isso me ajudaria a me reencontrar. Desejo muito ir para o campo missionário." ¶
"Tu tens passado por algumas experiências frustrantes, não tens?" perguntei-lhe. E ele derramou sua alma numa série de histórias comovedoras. Tantas sobre a cabeça de um jovem — e tão concentradas! Ora, mal se recuperava de uma quando outro golpe caía sobre ele. Continuou: "Espero que, se eu puder sair e pregar o evangelho, consiga colocar meus pensamentos em ordem, ser verdadeiramente feliz outra vez, recuperar o que perdi. Vede, Irmão Kimball, cresci na Igreja limpo e sem jamais duvidar. Fui ativo, fiel, crente. Minha confiança era completa. Sentia-me seguro em minha fé, nunca questionando seriamente a verdade. Era como se o barco da minha vida estivesse em um porto seguro, firmemente amarrado por um cabo pesado a docas imóveis. Meus pais e os líderes de minha Igreja me deram uma âncora que me mantinha seguro. Ah, se eu pudesse apenas ter de novo aquele doce espírito de tranquilidade, paz e certeza!" ¶
Então ele me contou das tempestades que o haviam engolfado. Havia lutado numa guerra. Houve horrores nas batalhas; houve tentações nos acampamentos. Aos dezoito anos, viu-se subitamente cercado por todos os pecados acumulados do mundo. A pressão era esmagadora. Durante dois anos, ouvira linguagem vil e vulgar, e o nome de Deus profanado pelo uso constante. Contou como artistas bem-intencionados haviam ido aos acampamentos, mas cantavam para eles canções sensuais, contavam-lhes piadas obscenas e agiam para satisfazer o grosseiro, o rude e o vulgar. Havia visto filmes em que fumar era universal, beber era aprovado como algo elegante e correto, a imoralidade era tolerada, e lares desfeitos e infidelidade no casamento eram comuns; passara suas horas de folga em cidades perto dos acampamentos e fora abordado por mulheres da vida. E passou a questionar! Havia frequentado uma aula em sua ala e ouvido uma palestra sobre os mistérios. Discutiam-se assuntos sobre os quais havia pouca revelação registrada e sobre os quais havia opiniões conflitantes, e ouvira críticas aos líderes da Igreja, às políticas da Igreja e às doutrinas da Igreja, e questionou! Havia lido um livro cujo autor era homem de rica formação, de muito saber e de considerável prestígio. As coisas que nossa juventude sempre aceitara eram ridicularizadas. Usava-se a lógica; fazia-se a racionalização; citavam-se escritores corruptos de outrora; o sobrenatural era explicado; as revelações eram ditas sabedoria dos homens; os profetas eram rebaixados à condição de leigos; e até mesmo os Deuses eram destronados e feitos criação do homem. Tudo isso em estrita negação e total destruição das coisas básicas que sempre haviam constituído sua vida — e continuou a questionar. Fora à escola quando a guerra terminou, sob o G.I. Bill of Rights [a lei federal americana de benefícios aos veteranos]. Ali ficou ainda mais confuso. Não havia Deus pessoal, disseram-lhe, mas Deus era uma figura da imaginação, uma criação do homem intelectual. E Deus, sendo uma criação do homem, não podia ajudá-lo, mas o homem estava sozinho para resolver seu próprio destino. Levaram-no a crer que a religião era apenas para os simples e ingênuos. Descobriu isto, nas escolas: ¶
O ateísmo pode ser ensinado a nossos filhos, mas não a palavra de Deus, não a Bíblia, não os Profetas, não os Apóstolos. Karl Marx é permitido nas escolas, mas não Isaías, nem São Marcos. Eles padecem de afiliação bíblica. (George E. Sokolsky, Atheism by Law.) ¶
E os apoios haviam sido removidos de sob ele. Seu farol fora destruído; sua âncora, solta; seu porto, arrasado. Seu barco estava no mar, em tempestade, sem âncora, vela ou leme; e com um piloto que perdera a bússola e não sabia seu caminho. Seu céu estava nublado, e suas estrelas, ocultas. Suas luzes estavam quase todas apagadas, e sua visão, turva. E disse novamente: "Ah, se eu pudesse apenas recuperar o que perdi de paz, de esperança, de virtude, de fé! Eu esperava que uma missão pudesse dissipar a névoa e as brumas; provar meu arrependimento; reconstruir minha fé nas coisas sagradas e devolver-me o testemunho que um dia tive, com toda a sua paz, segurança e felicidade. Eu esperava poder consertar meu barco, retomar o pleno controle dele e conduzi-lo novamente a águas calmas e portos seguros." ¶
A Visão do Redentor sobre os Que Ofendem ¶
E, ao sentir a sinceridade desse jovem que lutava por um ponto de apoio, por um alicerce, por algo a que se apegar, vieram à minha memória estas palavras do Redentor: ¶
E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar. (Marcos 9:42.) ¶
E vieram novamente as palavras do Senhor: ¶
Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; porque nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando. (Mateus 23:13.) ¶
Nem todos os escribas e fariseus viveram na Antiguidade. Há hoje, tanto entre os homens quanto na natureza, destruidores assim como construtores. Na biblioteca da Igreja há mais de 1.700 livros e panfletos de caráter difamatório. Os livros estão mortos. São raramente consultados. Podem ser comprados em sebos por baixo custo. Os autores também estão mortos. Bruxulearam por um instante e se apagaram, morrendo de sua própria corrupção, depois de terem poluído as mentes de alguns poucos. Foram descartados, enquanto a causa que combateram seguiu firme adiante. Simão Pedro nos advertiu: ¶
. . . como entre vós haverá também falsos mestres, que introduzirão encobertamente heresias destruidoras, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. (II Pedro 2:1.) ¶
O Senhor disse: ¶
Ai de vós, doutores da lei! porque tirastes a chave do conhecimento: a plenitude das escrituras; vós mesmos não entrastes, e os que estavam entrando, vós impedistes. (Ver Lucas 11:52; Revisado.) ¶
Os Mestres Devem Ser Dirigidos pelo Espírito ¶
Ao que parece, havia na igreja primitiva aqueles que ensinavam como doutrinas os sofismas dos homens. Há hoje aqueles que parecem se orgulhar de discordar dos ensinamentos ortodoxos da Igreja e que apresentam suas próprias opiniões, em desacordo com a verdade revelada. Alguns talvez sejam parcialmente inocentes no assunto; outros estão alimentando seu próprio egotismo; e alguns parecem agir deliberadamente. Os homens podem pensar como bem quiserem, mas não têm o direito de impor a outros suas opiniões heterodoxas. Tais pessoas deveriam perceber que suas próprias almas estão em risco. O Senhor nos disse por meio do Profeta Joseph: ¶
. . . ensinarão os princípios de meu evangelho, que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon, no qual se acha a plenitude do evangelho. ¶
E observarão os convênios e regras da igreja e cumpri-los-ão e estes serão seus ensinamentos, conforme forem dirigidos pelo Espírito. ¶
. . . E se não receberdes o Espírito, não ensinareis. . . . (D. & C. 42:12-14. Itálico do orador.) ¶
O Objetivo de Edificar a Fé ¶
O grande objetivo de toda a nossa obra é edificar o caráter e aumentar a fé na vida daqueles a quem servimos. Se alguém não consegue aceitar e ensinar o programa da Igreja de maneira ortodoxa, sem reservas, não deveria ensinar. Seria uma questão de honra renunciar ao seu cargo. Não apenas seria desonesto e enganador, como também estaria, de fato, sob condenação, pois o Salvador disse que seria melhor que uma pedra de moinho lhe fosse pendurada ao pescoço e ele fosse lançado ao mar, do que desviar doutrinariamente, trair a causa ou dar ofensa, destruindo a fé de um destes "pequeninos" que creem nele. E lembrai-vos de que isso não significa apenas as crianças pequenas; inclui até mesmo os adultos que creem e confiam em Deus. ¶
O homem é como o vulcão que, em poucas semanas, pode devastar o campo, arrasar cidades e sufocar vidas humanas. E o destruidor humano pode, da mesma forma, injetar em outras vidas humanas, em pouco tempo, a dúvida e o ceticismo que podem significar a perda total da fé. As demais forças da natureza podem levar séculos para pulverizar a lava ao redor de um vulcão, de modo que ela venha, por fim, a dar vida novamente a plantas e animais; e, com igual certeza, o dano causado à fé de um indivíduo por um iconoclasta, deliberado ou não, pode levar anos ou eras para ser reconstruído, se é que algum dia chega a ser plenamente restaurado. ¶
O Salvador disse também: ¶
E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno. (Mateus 10:28.) ¶
Em nossa própria sociedade, o assassino que mata o corpo é caçado, preso e executado, mas o indivíduo que mata a alma, implantando a dúvida e despedaçando a fé, não apenas tem permissão para andar livre, como muitas vezes é mantido em posições elevadas. O corpo que é morto ressuscitará na ressurreição, com pouco dano ao seu bem-estar eterno, mas aquele cuja fé foi despedaçada poderá sofrer longas eras antes que se possa ter a restauração completa de sua estatura espiritual, se é que ela algum dia se dá por completo. E Jesus disse: ¶
Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! (Mateus 18:7.) ¶
É muito melhor tirar de um homem seus rebanhos ou manadas, suas terras ou riquezas, até mesmo sua visão ou seus membros, do que ser responsável pela perda de sua fé. O Filho de Deus expressou isso desta maneira: ¶
Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. ¶
E se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no fogo do inferno. (Mateus 18:8-9.) ¶
E assim admoestamos os líderes das estacas, alas e missões a permanecerem sempre vigilantes, para que nenhuma doutrina incorreta seja divulgada em suas aulas ou congregações. Lobos virão vestidos de peles de ovelhas e enganarão até os próprios eleitos, se isso fosse possível. E advertimos novamente aqueles que escrevem, pregam ou de outra forma ensinam doutrinas subversivas, que seu castigo é certo, pois "o seu verme não morre." ¶
E, como o homem rico que desprezou o mendigo Lázaro, acabarão por chegar à compreensão da declaração do Senhor Jesus Cristo: ¶
E além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. (Lucas 16:26.) ¶
Que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Que possamos todos, como o Rio Nilo, edificar e nutrir, fortalecer e fortificar, em vez de sermos como o vulcão, que só traz morte, desolação e destruição; assim oro, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶