Pulpit

Construtores e Destruidores da Fé

Spencer W. Kimball

1948 April General Conference·Second Day Afternoon Session·1948-04-05

Meus irmãos e irmãs, é uma grande inspiração ver todos vós diante de mim, vós que sois líderes nas estacas, alas e missões. Oro pelas bênçãos do Senhor.

O Trabalho entre os Índios Progride

Tem sido difícil para mim resistir a falar sobre os índios desta vez, mas devo mencionar um ou dois pontos, visto que o Presidente S. Dilworth Young já falou a respeito deles.

Lá na Reserva Navajo, os índios chamam os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de "Gamalii". Recentemente, na sede da missão, procuravam saber, junto aos próprios nativos, o que essa palavra significava para eles. E um navajo disse: "Um 'Gamalii' é alguém que te convida para jantar e não te cobra por isso." E outro disse: "Um 'Gamalii' é alguém que tem o mesmo pai e a mesma mãe que nós temos."

Direi apenas que o trabalho entre os índios está progredindo, pelo que somos profundamente gratos.

A Erupção do Monte Vesúvio

Quero comentar outro tema, prefaciando-o com uma pequena experiência: Lá por 1937, a Irmã Kimball e eu tivemos o privilégio de viajar por alguns países da Europa, e foi nosso privilégio ir, entre outros lugares, à Itália. E uma das visões mais fascinantes daquele país foi o Monte Vesúvio em erupção. Vimos ali uma montanha alta, de forma cônica, e à noite, por quase cem milhas, podíamos ver o espetáculo de fogos de artifício no céu. Contornamos a baía semicircular de Nápoles até a cidade de Pompeia. Quando criança, eu havia lido o livro Os Últimos Dias de Pompeia, que narrava a erupção do ano 79 d.C., quando as cidades de Pompeia e Herculano foram destruídas. Ali estávamos, visitando a cidade dos mortos, que havia ficado coberta e oculta por quase dois milênios. Caminhamos pelas ruas dessa cidade deserta, agora escavada; entramos nas lojas, nas casas e nos templos; vimos seus estabelecimentos de bebidas e casas de prostituição, com as pinturas ainda nas paredes, em suas cores originais. Tudo isso havia ficado soterrado sob cinzas por longos séculos. Subimos essa montanha com suas cinzas e lava, e quando chegamos à grande cratera no topo, ficamos espantados ao descobrir que, a poucas polegadas sob nossos pés, havia lava derretida, ainda em chamas.

Subimos até a cratera dessa montanha vulcânica. Em eras passadas, houvera uma terrível convulsão da natureza, e uma montanha nascera. Adormecida por longos séculos, a monstra observara com olhar maligno a chegada dos habitantes, o plantio das vinhas em suas encostas ensolaradas e a construção de casas em seus contrafortes. Mas, por fim, em fúria ciumenta ao ver as coisas verdes crescerem, as crianças rirem e brincarem, e a vida brotar em contraste com seu ambiente milenar de desolação e morte, o ogro irrompeu em explosões de fogo, vomitando de sua garganta corrupta a lava fervente que escorria por suas encostas e enchia os céus de cinzas, vapor e pedras. O vulcão era impiedoso. Não deixaria nada crescer sobre seu peito.

Em questão de horas, a fúria desse poderoso destruidor havia chamuscado as árvores, as vinhas e todos os seres vivos, muito antes de a lava, que se movia lentamente, alcançá-los para esmagá-los e queimá-los até reduzi-los a nada. Os céus se encheram de cinzas, que logo sufocaram toda a vida, inclusive os seres humanos, que ficaram totalmente indefesos diante dos caprichos desse elemento destruidor.

Tudo era destruição: plantas e pessoas foram destruídas; casas, lojas, termas e circos foram arrasados; o solo ficou coberto por uma massa conglomerada de dureza tal que os elementos levariam eras para pulverizá-la de volta em terra. Tudo era morte!

A Maravilha do Rio Nilo

Depois, do outro lado do azul Mediterrâneo, há um quadro contrastante do construtor na natureza. O Rio Nilo, uma das maiores maravilhas do mundo, transforma as areias mortas e áridas do deserto em terra fértil, com árvores, capim e vida animal. As fortes chuvas de abril na bacia do Nilo Branco dão início à cheia, e as chuvas de maio na Abissínia incham a corrente com sua água rica e barrenta, que fertiliza ao irrigar, transformando essa areia estéril em terra fértil, trazendo vida da morte. O lodo e a água constituem a diferença entre o Deserto do Saara e os verdes jardins e campos do Egito. Aqueles dentre nós que já estiveram no Vale do Gila, no Arizona — talvez um dos exemplos mais notáveis de erosão do solo existentes no mundo — saberão avaliar o que se fez no vale do Nilo. O rico sedimento é depositado suavemente sobre a terra, para que possa produzir colheitas. O vale produtivo é um presente do rio Nilo. É, ao mesmo tempo, um jardim e um museu; uma combinação do antigo e do moderno; a terra de Abraão, José e Moisés, com suas esfinges, catacumbas e pirâmides, e a terra de hoje, com seus 19.000.000 de habitantes; uma terra de sol brilhante, céu azul profundo e cores vívidas, com o ar mais seco do mundo. Em contraste com a areia sob o brilho do sol e a cor opaca do rio, os campos e as palmeiras parecem as coisas mais verdes do mundo. A areia se derrama sobre as rochas amarelas em uma torrente de ouro, e as rochas projetam sombras púrpuras. Tudo isso é a generosidade do Nilo, que nutre a vida bem nas fauces da morte do deserto quente e seco por onde corre. Seu transbordamento anual é uma das maiores maravilhas do mundo. Ele tem subido, ano após ano, ao longo de eras desconhecidas, dentro de poucas horas do mesmo horário e poucas polegadas da mesma altura.

Outra primavera, outra cheia, a corrente encharcando a terra, mais lodo fértil, e o Nilo continua a dar, a edificar e sustentar, enquanto o Vesúvio queima, esmaga e sufoca. O vulcão é um destruidor — o rio, um construtor.

Os Homens Podem Edificar ou Destruir

Acho que os homens são como rios e vulcões. Constroem e destroem; purificam e inspiram, e contaminam e confundem; dão vida e trazem a morte. Recentemente recebi a visita de um jovem de boa aparência, produto de um construtor. Seus olhos eram brilhantes; seu passo era leve; caminhava com serena segurança. Havia nele coragem, otimismo e positividade. Era limpo. Tinha uma atitude sadia perante a vida, sem azedume, sem amargura. Encarava a vida de frente e enfrentava seus desafios. "Durante toda a minha vida," disse-me ele, "fui ensinado que 'a limpeza vem logo depois da santidade.' Por meio de todas as organizações do sacerdócio e auxiliares, aprendi a declaração de Paulo: '. . . que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?'

" 'Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.' " (I Coríntios 3:16-17.) Ele estava ansioso para cumprir uma missão, pois disse: "Desde que me lembro, tenho reservado minhas economias para minha missão; tenho escutado atentamente cada missionário que retorna e aguardado com ansiedade a minha oportunidade de ir. Durante toda a minha vida fui ensinado por homens de Deus que despertaram minha ambição, estimularam meu pensamento, edificaram meu caráter e aumentaram minha fé. Sempre houve marcos nas encruzilhadas que eu sabia reconhecer, pois essas pessoas valorosas me haviam preparado para identificá-los. Oh, quão grato sou por esses construtores terem tido parte na formação de minha vida! Eles ajudaram a dissipar as névoas, dispersar as brumas, banir as dúvidas e fortalecer-me contra as tentações. Minha vida está plena — não há remorso — não tenho temores — a vida é gloriosa e rica de promessas."

E recordei-me das palavras do Senhor por meio de seu antigo profeta:

Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz; . . . que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! (Isaías 52:7.)

Vítima dos Destruidores Humanos

Em contraste, recebi a visita de uma das vítimas dos destruidores humanos. Era um jovem louro de vinte e dois anos; os últimos quatro daqueles anos haviam sido preenchidos por experiências sórdidas e horríveis demais para um rapaz de idade tão tenra — experiências que desafiariam a resistência de um veterano. Seu modo era brando, sua abordagem tímida, mas sua voz denotava sinceridade. Meu coração imediatamente se abriu e o acolheu. "Irmão Kimball," perguntou ele, "seria possível eu ir para uma missão? Acho que isso me ajudaria a me reencontrar. Desejo muito ir para o campo missionário."

"Tu tens passado por algumas experiências frustrantes, não tens?" perguntei-lhe. E ele derramou sua alma numa série de histórias comovedoras. Tantas sobre a cabeça de um jovem — e tão concentradas! Ora, mal se recuperava de uma quando outro golpe caía sobre ele. Continuou: "Espero que, se eu puder sair e pregar o evangelho, consiga colocar meus pensamentos em ordem, ser verdadeiramente feliz outra vez, recuperar o que perdi. Vede, Irmão Kimball, cresci na Igreja limpo e sem jamais duvidar. Fui ativo, fiel, crente. Minha confiança era completa. Sentia-me seguro em minha fé, nunca questionando seriamente a verdade. Era como se o barco da minha vida estivesse em um porto seguro, firmemente amarrado por um cabo pesado a docas imóveis. Meus pais e os líderes de minha Igreja me deram uma âncora que me mantinha seguro. Ah, se eu pudesse apenas ter de novo aquele doce espírito de tranquilidade, paz e certeza!"

Então ele me contou das tempestades que o haviam engolfado. Havia lutado numa guerra. Houve horrores nas batalhas; houve tentações nos acampamentos. Aos dezoito anos, viu-se subitamente cercado por todos os pecados acumulados do mundo. A pressão era esmagadora. Durante dois anos, ouvira linguagem vil e vulgar, e o nome de Deus profanado pelo uso constante. Contou como artistas bem-intencionados haviam ido aos acampamentos, mas cantavam para eles canções sensuais, contavam-lhes piadas obscenas e agiam para satisfazer o grosseiro, o rude e o vulgar. Havia visto filmes em que fumar era universal, beber era aprovado como algo elegante e correto, a imoralidade era tolerada, e lares desfeitos e infidelidade no casamento eram comuns; passara suas horas de folga em cidades perto dos acampamentos e fora abordado por mulheres da vida. E passou a questionar! Havia frequentado uma aula em sua ala e ouvido uma palestra sobre os mistérios. Discutiam-se assuntos sobre os quais havia pouca revelação registrada e sobre os quais havia opiniões conflitantes, e ouvira críticas aos líderes da Igreja, às políticas da Igreja e às doutrinas da Igreja, e questionou! Havia lido um livro cujo autor era homem de rica formação, de muito saber e de considerável prestígio. As coisas que nossa juventude sempre aceitara eram ridicularizadas. Usava-se a lógica; fazia-se a racionalização; citavam-se escritores corruptos de outrora; o sobrenatural era explicado; as revelações eram ditas sabedoria dos homens; os profetas eram rebaixados à condição de leigos; e até mesmo os Deuses eram destronados e feitos criação do homem. Tudo isso em estrita negação e total destruição das coisas básicas que sempre haviam constituído sua vida — e continuou a questionar. Fora à escola quando a guerra terminou, sob o G.I. Bill of Rights [a lei federal americana de benefícios aos veteranos]. Ali ficou ainda mais confuso. Não havia Deus pessoal, disseram-lhe, mas Deus era uma figura da imaginação, uma criação do homem intelectual. E Deus, sendo uma criação do homem, não podia ajudá-lo, mas o homem estava sozinho para resolver seu próprio destino. Levaram-no a crer que a religião era apenas para os simples e ingênuos. Descobriu isto, nas escolas:

O ateísmo pode ser ensinado a nossos filhos, mas não a palavra de Deus, não a Bíblia, não os Profetas, não os Apóstolos. Karl Marx é permitido nas escolas, mas não Isaías, nem São Marcos. Eles padecem de afiliação bíblica. (George E. Sokolsky, Atheism by Law.)

E os apoios haviam sido removidos de sob ele. Seu farol fora destruído; sua âncora, solta; seu porto, arrasado. Seu barco estava no mar, em tempestade, sem âncora, vela ou leme; e com um piloto que perdera a bússola e não sabia seu caminho. Seu céu estava nublado, e suas estrelas, ocultas. Suas luzes estavam quase todas apagadas, e sua visão, turva. E disse novamente: "Ah, se eu pudesse apenas recuperar o que perdi de paz, de esperança, de virtude, de fé! Eu esperava que uma missão pudesse dissipar a névoa e as brumas; provar meu arrependimento; reconstruir minha fé nas coisas sagradas e devolver-me o testemunho que um dia tive, com toda a sua paz, segurança e felicidade. Eu esperava poder consertar meu barco, retomar o pleno controle dele e conduzi-lo novamente a águas calmas e portos seguros."

A Visão do Redentor sobre os Que Ofendem

E, ao sentir a sinceridade desse jovem que lutava por um ponto de apoio, por um alicerce, por algo a que se apegar, vieram à minha memória estas palavras do Redentor:

E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar. (Marcos 9:42.)

E vieram novamente as palavras do Senhor:

Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; porque nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando. (Mateus 23:13.)

Nem todos os escribas e fariseus viveram na Antiguidade. Há hoje, tanto entre os homens quanto na natureza, destruidores assim como construtores. Na biblioteca da Igreja há mais de 1.700 livros e panfletos de caráter difamatório. Os livros estão mortos. São raramente consultados. Podem ser comprados em sebos por baixo custo. Os autores também estão mortos. Bruxulearam por um instante e se apagaram, morrendo de sua própria corrupção, depois de terem poluído as mentes de alguns poucos. Foram descartados, enquanto a causa que combateram seguiu firme adiante. Simão Pedro nos advertiu:

. . . como entre vós haverá também falsos mestres, que introduzirão encobertamente heresias destruidoras, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. (II Pedro 2:1.)

O Senhor disse:

Ai de vós, doutores da lei! porque tirastes a chave do conhecimento: a plenitude das escrituras; vós mesmos não entrastes, e os que estavam entrando, vós impedistes. (Ver Lucas 11:52; Revisado.)

Os Mestres Devem Ser Dirigidos pelo Espírito

Ao que parece, havia na igreja primitiva aqueles que ensinavam como doutrinas os sofismas dos homens. Há hoje aqueles que parecem se orgulhar de discordar dos ensinamentos ortodoxos da Igreja e que apresentam suas próprias opiniões, em desacordo com a verdade revelada. Alguns talvez sejam parcialmente inocentes no assunto; outros estão alimentando seu próprio egotismo; e alguns parecem agir deliberadamente. Os homens podem pensar como bem quiserem, mas não têm o direito de impor a outros suas opiniões heterodoxas. Tais pessoas deveriam perceber que suas próprias almas estão em risco. O Senhor nos disse por meio do Profeta Joseph:

. . . ensinarão os princípios de meu evangelho, que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon, no qual se acha a plenitude do evangelho.

E observarão os convênios e regras da igreja e cumpri-los-ão e estes serão seus ensinamentos, conforme forem dirigidos pelo Espírito.

. . . E se não receberdes o Espírito, não ensinareis. . . . (D. & C. 42:12-14. Itálico do orador.)

O Objetivo de Edificar a Fé

O grande objetivo de toda a nossa obra é edificar o caráter e aumentar a fé na vida daqueles a quem servimos. Se alguém não consegue aceitar e ensinar o programa da Igreja de maneira ortodoxa, sem reservas, não deveria ensinar. Seria uma questão de honra renunciar ao seu cargo. Não apenas seria desonesto e enganador, como também estaria, de fato, sob condenação, pois o Salvador disse que seria melhor que uma pedra de moinho lhe fosse pendurada ao pescoço e ele fosse lançado ao mar, do que desviar doutrinariamente, trair a causa ou dar ofensa, destruindo a fé de um destes "pequeninos" que creem nele. E lembrai-vos de que isso não significa apenas as crianças pequenas; inclui até mesmo os adultos que creem e confiam em Deus.

O homem é como o vulcão que, em poucas semanas, pode devastar o campo, arrasar cidades e sufocar vidas humanas. E o destruidor humano pode, da mesma forma, injetar em outras vidas humanas, em pouco tempo, a dúvida e o ceticismo que podem significar a perda total da fé. As demais forças da natureza podem levar séculos para pulverizar a lava ao redor de um vulcão, de modo que ela venha, por fim, a dar vida novamente a plantas e animais; e, com igual certeza, o dano causado à fé de um indivíduo por um iconoclasta, deliberado ou não, pode levar anos ou eras para ser reconstruído, se é que algum dia chega a ser plenamente restaurado.

O Salvador disse também:

E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno. (Mateus 10:28.)

Em nossa própria sociedade, o assassino que mata o corpo é caçado, preso e executado, mas o indivíduo que mata a alma, implantando a dúvida e despedaçando a fé, não apenas tem permissão para andar livre, como muitas vezes é mantido em posições elevadas. O corpo que é morto ressuscitará na ressurreição, com pouco dano ao seu bem-estar eterno, mas aquele cuja fé foi despedaçada poderá sofrer longas eras antes que se possa ter a restauração completa de sua estatura espiritual, se é que ela algum dia se dá por completo. E Jesus disse:

Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! (Mateus 18:7.)

É muito melhor tirar de um homem seus rebanhos ou manadas, suas terras ou riquezas, até mesmo sua visão ou seus membros, do que ser responsável pela perda de sua fé. O Filho de Deus expressou isso desta maneira:

Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno.

E se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no fogo do inferno. (Mateus 18:8-9.)

E assim admoestamos os líderes das estacas, alas e missões a permanecerem sempre vigilantes, para que nenhuma doutrina incorreta seja divulgada em suas aulas ou congregações. Lobos virão vestidos de peles de ovelhas e enganarão até os próprios eleitos, se isso fosse possível. E advertimos novamente aqueles que escrevem, pregam ou de outra forma ensinam doutrinas subversivas, que seu castigo é certo, pois "o seu verme não morre."

E, como o homem rico que desprezou o mendigo Lázaro, acabarão por chegar à compreensão da declaração do Senhor Jesus Cristo:

E além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. (Lucas 16:26.)

Que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Que possamos todos, como o Rio Nilo, edificar e nutrir, fortalecer e fortificar, em vez de sermos como o vulcão, que só traz morte, desolação e destruição; assim oro, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoSpencer W. Kimball, “Construtores e Destruidores da Fé”, 1948 April General Conference, Second Day Afternoon Session (1948-04-05). Pulpit Vault, 1948-04-spencer-w-kimball-conference-address. Tradução desta edição, por método de glossário, catalog.churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).