Relato sobre a Missão dos Estados Centrais
Elias S. Woodruff
Oro muito humildemente para que o Senhor me abençoe nas poucas palavras que talvez eu diga a vós esta tarde, ao relatar meus trabalhos missionários na Missão dos Estados Centrais. Estive ausente desde o dia 8 de março de 1928, onze anos e meio. Durante esse tempo, trabalhei primeiro na Missão dos Estados Ocidentais, e depois na Missão dos Estados Centrais. Fui desobrigado e retornei ao lar no dia 2 de julho deste ano. Tem sido uma experiência gloriosa, e tive o prazer e a alegria de compartilhar afeto sincero com muitas pessoas. ¶
Ao revisar meus livros e registros, verifico que recebi e apresentei ao campo missionário 703 élderes e missionárias, nesse período. Quando penso que talvez eu tenha tido alguma influência para o bem em suas vidas, sinto-me humilde e gratamente feliz por isso. ¶
Antes de minha missão, trabalhando como bispo, tive grande prazer em trabalhar com os jovens do Sacerdócio Aarônico. Nesse tempo, não tenho registro de quantos, mas tenho certeza de que entre 100 e 150 Sacerdotes foram ordenados Élderes e enviados ao campo, os quais, tenho certeza, foram influenciados para o bem no Quórum de Sacerdotes da ala onde presidi. Isto não é dito com jactância. É dito porque aprecio, do fundo do coração, ter tido a oportunidade de fazer algum bem. ¶
Posso dizer-vos que a Missão dos Estados Centrais encontra-se em excelente condição, e que a administração dos assuntos daquela missão, agora nas mãos do presidente John F. Bowman, está sendo habilmente conduzida. O irmão Bowman está assumindo seus trabalhos com vigor e seriedade, e não ouço senão bons relatos de seus trabalhos. O povo está satisfeito com ele. Estão aprendendo a amá-lo, e são inspirados por suas palavras. O irmão Bowman tem o dom da palavra, e é capaz de comover suas congregações e seu povo, que gosta de ouvi-lo falar. Ele também tem o dom da amizade. Faz amigos rapidamente, e tenho certeza de que essas amizades serão permanentes e duradouras, e lhe trarão muita alegria. ¶
Frequentemente, visitantes que chegavam ao campo missionário costumavam dizer-nos que percebiam em nossas reuniões um espírito que não parecia predominar nas alas ou estacas de Sião, e nós, de certo modo, tínhamos a impressão de que éramos mais espirituais do que vós, e sentíamos, talvez, que isso era muito bom. Mas quero testificar-vos que, desde que retornei, encontro o mesmo espírito humilde, doce e fervoroso na estaca onde trabalho, e entre as pessoas com quem tenho contato. ¶
Tem sido um grande prazer para mim notar o grande progresso e o avanço que a Igreja tem realizado. Penso que talvez não compreendais bem quão depressa estamos crescendo, quando o vedes dia após dia. Ausentai-vos por algum tempo e voltai. É como o filho pródigo que retorna à família e não reconhece seus próprios irmãos e irmãs, de tanto que cresceram. Encontro nossas estacas prosperando em atividade -- ao menos a estaca em que vivo. Encontro os rapazes do Sacerdócio Menor ativos, esforçando-se para se tornarem quóruns padrão. Encontro um espírito fervoroso entre os irmãos. ¶
Tive alguma experiência, numa das estacas, com a organização de Bem-Estar, e encontro o mesmo espírito ali. Tive o prazer de sentar-me com alguns bispos e examinar alguns de seus orçamentos e problemas, e encontro-os muito desejosos de cumprir seus deveres. No conjunto, tem sido uma alegria voltar para casa e começar a associar-me ativamente ao trabalho do ministério aqui. ¶
Lembro-me de que, há muitos anos, quando costumava ir ao Leste todos os anos a serviço do Deseret News, certo homem me disse certa vez: "Chicago é uma cidade muito perversa, não é?" Eu disse: "Não sei. Nunca vi nada de perverso em Chicago." "Bem," disse ele, "é." Eu disse: "Não sei nada a esse respeito. Nunca vi senão coisas boas, todas as vezes que lá estive." Isso me fez lembrar de uma história que contam no Sul. Um homem do Arkansas e sua família resolveram mudar de residência; então colocaram todos os seus pertences numa carroça e seguiram pela estrada. Ao entardecer de certo dia, chegaram a um povoado. Sentado numa varanda estava um morador do povoado. O condutor parou e disse: "Olá." O homem na varanda disse: "Olá." "Que lugar é este?" perguntou o condutor. O homem lhe disse o nome. "Que tipo de gente mora aqui?" "Ora," disse ele, "que tipo de gente mora de onde vindes?" "Ora," respondeu ele, "um bando de mentirosos, mendigos e ladrões." "Bem," disse ele, "eles moram aqui também, tal como o povo com quem convivíeis antes." ¶
Assim, o condutor seguiu adiante um pouco mais, e na cidade seguinte, em resposta à pergunta: "Que tipo de gente mora de onde vindes?" ele disse: "Um bando de gente boa." "Bem," disse o homem, "há muita gente boa aqui também. Vinde, entrai, e sede um dos nossos." ¶
Penso, irmãos e irmãs, que encontramos, em grande parte, o que buscamos. Quero testificar-vos que a Igreja aqui, até onde posso ver, está se comportando muito bem. É um grande prazer estar associado ao ministério local. ¶
Sou grato a meu Pai Celestial por ter sido considerado digno, por ele e por meio de seus servos, de realizar essas missões. Agora sou grato por poder retornar novamente ao lar e ser ativo nos assuntos daqui, pois descobri que não é agradável ficar inativo. ¶
Que Deus vos abençoe. Que a Igreja continue a crescer e a prosperar, como é seu destino fazer, peço humildemente, em nome de Jesus. Amém. ¶