Pulpit

Mensagem da Primeira Presidência

Heber J. Grant

1936 October General Conference·First Day Morning Session·1936-10-02

Tenho grande satisfação em ter o privilégio de reunir-me novamente com os Santos em Conferência Geral. Primeiro, lerei uma mensagem da Primeira Presidência à Igreja:

A MENSAGEM DA PRIMEIRA PRESIDÊNCIA À IGREJA

Conforme prometido na última Conferência de abril, inauguramos um Plano de Segurança da Igreja. Para facilitar a implementação do Plano, organizamos uma Comissão Geral cujas funções eram representar o Bispado Presidente no trabalho administrativo detalhado de coordenar e supervisionar os esforços das várias organizações regularmente estabelecidas da Igreja em suas amplas e importantes operações de segurança.

O Plano de Segurança não previa nenhuma nova estrutura na Igreja para esse trabalho, mas dispunha o uso de todas as organizações já existentes na Igreja — as organizações de estaca e ala, os quóruns do sacerdócio, a Sociedade de Socorro e as várias organizações auxiliares — cada uma das quais deveria prestar o máximo de serviço que pudesse oferecer no interesse do bem-estar geral da Igreja.

OBJETIVO: PROVER O NECESSÁRIO

O objetivo anunciado, estabelecido para a Igreja sob este Programa, era prover, até 1º de outubro de 1936, por meio de um sistema inteiramente voluntário de doações em dinheiro ou em espécie, alimento, combustível, roupas e roupas de cama suficientes para suprir, durante o inverno seguinte, toda família necessitada e merecedora da Igreja que fosse incapaz de prover essas coisas por si mesma, a fim de que nenhum membro da Igreja sofresse nestes tempos de dificuldade e emergência.

O TRABALHO PARA SUBSTITUIR A OCIOSIDADE

Nosso propósito primordial foi estabelecer, na medida do possível, um sistema pelo qual a maldição da ociosidade fosse eliminada, os males da esmola fossem abolidos, e a independência, a diligência, a economia e o respeito próprio fossem restabelecidos entre nosso povo. O objetivo da Igreja é ajudar as pessoas a ajudarem a si mesmas. O trabalho deve ser reentronizado como o princípio regente da vida dos membros de nossa Igreja.

Nosso grande líder, Brigham Young, em condições semelhantes, disse:

Ponham os pobres para trabalhar — plantando pomares, rachando cercas, cavando valas, fazendo cercas, ou qualquer coisa útil, e assim possibilitem-lhes comprar farinha e as necessidades da vida.

Esta admoestação é tão oportuna hoje quanto quando Brigham Young a proferiu.

CONTRIBUIÇÕES EM TRABALHO

Como as colheitas ainda não foram totalmente concluídas, não é possível fazer um relatório final sobre nossa situação atual sob o Plano, mas temos a satisfação de apresentar a seguinte declaração preliminar:

De acordo com o Plano, tudo o que foi feito foi realizado por meio da doação ou do trabalho puramente voluntário de membros da Igreja, bem como pelas doações de muitos não membros que contribuíram muito generosamente com seus bens para auxiliar a Igreja em seus esforços. Desejamos agradecer especialmente a estes por sua ajuda.

Mais de 15.000 pessoas realizaram trabalho em vários projetos de estaca e ala relacionados a este Plano. Muitas delas doaram seu trabalho gratuitamente; outras receberam, por seus serviços, certificados de trabalho que lhes dão direito a auxílio durante o próximo inverno. Centenas de milhares de horas de trabalho foram fornecidas pelo povo para esse propósito necessário e louvável.

O Plano de Segurança da Igreja prevê que aqueles atualmente em projetos da WPA continuem nesses projetos, tendo o cuidado de prestar um dia inteiro de trabalho pelo valor recebido, mas espera-se que contribuam com seu tempo, quando não estiverem assim empregados, para a execução do Plano.

A Igreja procura ajudar a prover cuidado e sustento para os que estão sob assistência direta — federal, estadual e municipal —, bem como para aqueles de quem a Igreja já cuidava anteriormente. O número exato dessas pessoas não pode ser dado com certeza no momento, mas pode chegar a 15.000. Temos as mais fortes razões para acreditar que seremos capazes de dar-lhes a ajuda de que necessitam.

RELATÓRIOS DAS ESTACAS

Em 1º de outubro, data estabelecida para a apresentação dos relatórios, 98 estacas de um total de 117 já haviam relatado suas organizações e realizações, e 83 responderam que estão preparadas para suprir alimento, roupas, roupas de cama, etc., a toda pessoa necessitada.

Elogiamos as presidências de estaca e os bispados de ala por este notável registro de presteza e eficiência.

Está também previsto que, sob este plano, se busque e se obtenha trabalho para os desempregados na indústria privada, aliviando assim tanto o governo quanto a Igreja. Até o momento, mais de 700 pessoas foram assim colocadas pelas agências de Segurança. Os esforços nesse sentido continuarão a ser perseguidos com constância.

RESULTADOS DETALHADOS

Como já mencionado, as colheitas ainda não estão concluídas, e por isso os números são necessariamente incompletos, mas os dados disponíveis mostram, quanto aos gêneros alimentícios já efetivamente em mãos, os seguintes itens:

Trigo, mais de 4.000 alqueires.

Feijão, mais de 13.000 libras.

Frutas secas, mais de 23.000 libras.

Carne, mais de 10.000 libras.

Legumes, mais de 14.000 libras.

Batatas, mais de 6.000 alqueires.

Milho debulhado, mais de 3.000 libras.

Farinha, mais de 62.000 libras.

Frutas e legumes enlatados, quase 300.000 latas.

Há ainda diversos outros itens de gêneros alimentícios em quantidades menores.

Há mais de 23.000 peças de roupas de homem, de mulher e de criança, incluindo vestidos, roupas íntimas, casacos, ternos, meias, meias curtas e sapatos.

Há mais de 2.000 colchas já feitas; e outras roupas de cama estão sendo acumuladas em quantidades substanciais.

Estão sendo feitos os arranjos para o fornecimento de combustível, conforme necessário.

O resumo parcial acima indica o que o povo conseguiu realizar no curto espaço de apenas cinco meses. É uma promessa animadora do que o povo é capaz de fazer quando dedica sua vontade e seu coração a este trabalho.

ALAS E ESTACAS DEVEM AJUDAR-SE MUTUAMENTE

Espera-se que toda ala e estaca enfrente a necessidade não apenas de prover para os seus, mas também de ajudar outras alas e estacas. De nenhuma outra forma seria possível realizar o trabalho que a Igreja pretende fazer. Poucas estacas e alas estão em posição de se dar por satisfeitas apenas cuidando dos seus próprios membros.

Esta grande obra deve continuar sem diminuição durante os meses de inverno, em todas as linhas e atividades possíveis nessa estação inclemente. Quando chegar a primavera, as medidas tomadas para o fornecimento de gêneros alimentícios devem ser redobradas. Poderemos então, com facilidade, fazer melhor do que neste ano, porque poderemos iniciar nosso trabalho já no começo da época de plantio. Não devemos cogitar cessar nossos esforços extraordinários até que a necessidade e o sofrimento desapareçam do meio de nós.

A responsabilidade de assegurar que ninguém passe fome, frio ou falta de vestimenta adequada recai sobre os bispos, cada um pelos membros de sua própria ala. Cada bispo utilizará todas as organizações de sua ala para ajudá-lo em seu trabalho. Para ajuda além de sua ala, recorrerá à sua presidência de estaca, que por sua vez recorrerá à sua organização regional, e estas ao Bispado Presidente da Igreja, a quem cabe a responsabilidade primordial de cuidar dos pobres da Igreja como um todo.

OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ABUNDANTEMENTE ABENÇOADOS

Por este grande empreendimento, o Senhor já abençoou abundantemente o seu povo, e continuará a derramar suas bênçãos enquanto o povo cumprir seu dever para com os pobres.

Gerações e gerações atrás, o Senhor disse ao antigo Israel, exortando-o a pagar seus dízimos em sua casa do tesouro:

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, até que não haja mais lugar para a recolherdes.

A esta geração, o Senhor disse:

E se deres de teus bens aos pobres, a mim o farás.

E o Senhor acrescentou esta admoestação:

Portanto, se algum homem tomar da abundância que fiz e não repartir sua porção com os pobres e os necessitados, de acordo com a lei de meu evangelho, ele, com os iníquos, erguerá seus olhos no inferno, estando em tormento.

Jacó, falando ao povo de Néfi, disse:

Mas antes de buscardes riquezas, buscai o reino de Deus. E depois de haverdes obtido uma esperança em Cristo, conseguireis riquezas, se as procurardes; e procurá-las-eis com o fito de praticar o bem — de vestir os nus e alimentar os famintos e libertar os cativos e confortar os doentes e aflitos.

APRECIAÇÃO PELO SERVIÇO

Somos gratos a nosso Pai Celestial por sua bondade para com este povo durante este ano, pelas colheitas abundantes que lhe concedeu e pela medida de prosperidade que veio ao nosso meio.

Provamos o Senhor, e ele abriu as janelas do céu.

Somos gratos a todos os que contribuíram com seus bens para nossa realização. Agradecemos a todos os que serviram com tanta dedicação e afinco na execução deste programa, e especialmente a esses mais de 15.000 membros da Igreja que estiveram diretamente envolvidos.

Invocamos as bênçãos do Senhor sobre cada um de vós. Oramos continuamente ao Senhor para que inspire seu povo, a fim de que possamos, mais uma vez, cuidar de todos os merecedores entre nós a quem estes tempos de dificuldade têm afligido.

(Fim da Mensagem)

TRABALHO HONESTO

Quando apelamos ao povo para que continue trabalhando pela WPA, pedimos-lhes que trabalhem com energia. Contaram-me que meu pai, que era superintendente das obras públicas nos primeiros tempos (e foram as obras públicas da Igreja que construíram este edifício — a ferraria, a carpintaria e outras instalações), dizia: "Consigo identificar todo homem que trabalha por dia, e todo aquele que trabalha por empreitada. Encontro homens trabalhando por dia — por dia — por dia; e encontro-os trabalhando por empreitada, por empreitada, por empreitada, empreitada, empreitada — por empreitada, por empreitada, por empreitada, por empreitada."

Ora, queremos que nosso povo que está na WPA trabalhe por empreitada, e não por dia.

CITA BRIGHAM YOUNG

Desejo chamar a atenção para uma declaração do Presidente Brigham Young:

Minha experiência tem me ensinado, e tornou-se para mim um princípio, que nunca é benéfico dar simplesmente, sem mais, a um homem ou a uma mulher, dinheiro, alimento, roupas ou qualquer outra coisa, se são capazes fisicamente e podem trabalhar e ganhar o que necessitam, quando há algo na terra que possam fazer. Este é o meu princípio, e procuro agir de acordo com ele. Seguir um caminho contrário arruinaria qualquer comunidade no mundo e tornaria seus membros ociosos.

E o que arruinaria uma comunidade arruinaria um estado, e poderia mencionar de passagem, também uma nação.

A CONSTITUIÇÃO, INSPIRADA

A Constituição dos Estados Unidos é um padrão glorioso; está fundada na sabedoria de Deus. É um estandarte celestial; é, para todos os que gozam das doçuras da liberdade, como as sombras refrescantes e as águas revigorantes de um grande rochedo numa terra cansada e sedenta. É como uma grande árvore, sob cujos galhos homens de todo clima podem abrigar-se dos raios ardentes do sol. — Joseph Smith.

Desde a infância compreendo que cremos absolutamente que a Constituição de nosso país foi um instrumento inspirado, e que Deus dirigiu aqueles que a criaram e os que defenderam a independência desta nação. Em outras palavras, que ele lutou ao lado de Washington e de outros na Guerra da Independência.

Na Seção 134 de Doutrina e Convênios, encontramos o seguinte:

Nós cremos que os governos foram instituídos por Deus em benefício do homem; e que ele considera os homens responsáveis por seus atos em relação aos mesmos, tanto na formulação de leis como em sua execução, para o bem e segurança da sociedade.

Cremos que nenhum governo pode existir em paz a não ser que tais leis sejam feitas e mantidas invioladas, de modo a garantir a todo indivíduo o livre exercício de consciência, o direito e domínio de propriedade e a proteção da vida. [...]

Não cremos ser justo misturar influência religiosa com governo civil, o que faz com que uma sociedade religiosa seja favorecida e outra, restrita em seus privilégios espirituais; e os direitos individuais de seus membros, como cidadãos, sejam negados.

ELOGIA O AUMENTO DOS DÍZIMOS E OFERTAS

Tenho grande e verdadeira satisfação em anunciar que tivemos um notável e esplêndido aumento nos dízimos do povo desde que este Plano de Segurança foi anunciado pela primeira vez. Também tivemos, se bem me lembro, um aumento de cem por cento no total das ofertas de jejum. Regozijo-me com isso, e, quando pedimos ao povo que abandone, por assim dizer, a "esmola do governo", pedimos a todo homem que possui uma fazenda que a cultive, e não a deixe ociosa para receber dinheiro do governo dos Estados Unidos.

Contaram-me que o caixa de um banco relatou que um homem entrou em seu banco querendo pedir dinheiro emprestado. Disse-lhe o caixa: "Sim, o senhor pode obtê-lo como de costume, se me der uma hipoteca sobre a colheita."

Ele respondeu: "Ah, não estou mais plantando; recebo mais dinheiro do governo do que poderia obter das colheitas de minha fazenda. Vou dar-lhe uma ordem sobre o governo."

GRATIDÃO PELA MUDANÇA DE SENTIMENTO

Desde nossa conferência de seis meses atrás, coube-me visitar muitíssimos lugares. Primeiro fui a Detroit, Michigan, onde participei de uma convenção do Farm Chemurgic Council, sendo um dos oradores. Meus comentários foram recebidos com tal entusiasmo e com tantos aplausos que creio que, pela primeira vez em minha vida, quando me recolhi naquela noite, fiquei sem conseguir dormir por muitas horas, por causa da gratidão que enchia meu coração pela maravilhosa mudança que ocorrera na atitude do mundo em geral para com nosso povo. Quando pensei nas perseguições e provações e tribulações de nosso povo; quando pensei em minha própria mãe, rejeitada por seus irmãos e expulsa como coisa má; quando pensei em meu trabalho na Inglaterra por três longos anos, durante os quais algumas das coisas mais perversas, vis e diabólicas que se possa imaginar foram publicadas nos jornais sobre nosso povo; e quando me lembrei de que não consegui obter uma única linha de retratação em nenhum desses jornais, e então, quando pensei na grande assembleia de homens de destaque — alguns dos maiores, senão os maiores homens de finanças de nosso país — aplaudindo minhas palavras, que praticamente relatavam as realizações da Igreja, e aplaudindo-as calorosamente, foi-me impossível dormir.

EXPERIÊNCIA COM EDITOR DE LONDRES

Para dar-vos uma ilustração de minhas experiências na Inglaterra — talvez já a tenha contado antes, mas a repetirei — levei uma carta da firma de navegação com a qual fazíamos negócios havia mais de 50 anos, ao editor de um jornal em Londres, atestando minha integridade, minha honestidade e a confiabilidade de qualquer coisa que eu pudesse dizer àquele jornal. Ao apresentar minha carta, disseram-me que o editor não estava, mas que o subeditor, o Sr. Robinson, me receberia. A propósito, essa carta não apenas atestava minha integridade, mas também a integridade e a honra de todo homem que, nos últimos 50 anos, havia presidido a Missão Europeia de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

O cavalheiro perguntou-me o que poderia fazer por mim. Disse-lhe que seria um grande prazer para mim se me permitisse escrever uma réplica em refutação das muitas falsidades vis e perversas que haviam sido publicadas em seu jornal a respeito da Igreja.

Ele disse: "Ora, não publicamos nada falso; publicamos exatamente o que é verdade a respeito de vocês, os mórmons."

Respondi: "Sim, meu amigo, quando um homem chama outro de mentiroso, ele acha que está fazendo o certo, mas, se o homem não é mentiroso, isso não o torna um. Sei com absoluta certeza que tudo o que vocês publicaram em seu jornal a nosso respeito é falso."

"Não importa o que o senhor alegue, não publicaremos nada que o senhor escrever."

Eu disse: "Desafio-o a obter uma carta de recomendação de alguma pessoa responsável, atestando qualquer indivíduo que lhes forneceu essas falsidades. Posso fornecer-lhe cartas de recomendação de todo banqueiro não mórmon de Salt Lake City. Não tenho recomendações de mórmons, porque isso não teria mais valor do que se eu mesmo escrevesse uma carta dizendo: 'A quem interessar possa: o portador, Sr. Heber J. Grant, é estritamente honesto. Respeitosamente, Heber J. Grant.' Tenho cartas de banqueiros de Nova York, Chicago e São Francisco, que não são membros de nossa Igreja, da H. B. Claflin and Company, a maior casa de fazendas secas de Nova York, assinadas pelo presidente, atestando minha integridade e honestidade, e garanto-lhe que tudo o que vocês publicaram em seu jornal sobre os mórmons é falso."

Ele disse: "Não importa o que o senhor me garanta. Não publicaremos nada do que tem a dizer."

Eu disse: "Bom dia, senhor."

Fui até a porta e a abri, então tirei meu chapéu "cartola".

Quando estive lá, há trinta anos ou mais, um homem não era considerado digno de ser chamado ministro se não usasse casaca e cartola. Pela primeira vez em minha vida eu vestia ambos.

O rapaz me disse que o Sr. Robinson, o subeditor, me receberia — isso foi lá embaixo, antes de eu subir até seu escritório. E eu tinha em mente um pensamento que pretendia usar mais tarde, se necessário. Voltei-me e disse: "Com licença", e usei o pensamento que me ocorrera lá embaixo.

"A propósito", eu disse, "o rapaz que me recebeu lá embaixo me disse que o Sr. Robinson, o subeditor, me receberia, já que o editor não estava; o senhor é apenas o subeditor. Seu nome é Robinson?" "Sim."

"É parente de Phil Robinson?" "Ah, não."

"Conhece Phil Robinson?"

"Se conheço Phil Robinson? Todo mundo conhece Phil Robinson."

"Bem, fico feliz em saber disso. Foi ele o correspondente do London Daily Telegraph durante a Guerra dos Bôeres, um dos dois maiores jornais de Londres?" E enfatizei "maiores", porque o jornal dele não era um dos dois.

"Sim, foi ele."

"E o senhor acreditaria em tudo o que ele escrevesse?" "Acreditaria."

"Então compre o livro dele, intitulado Sinners and Saints; custará apenas dois xelins. Phil Robinson visitou Utah e viajou por todo o estado com um dos Apóstolos (o falecido John Henry Smith foi o homem), e, se o senhor comprar esse livro, verá que tudo o que disse em seu jornal é uma falsidade maliciosa."

Ele disse: "O senhor me surpreende."

Eu disse: "O senhor não é o único homem que já ficou surpreso ao se deparar com o problema mórmon." Ele disse: "Escreva-me meia coluna."

Eu disse: "Pequenos favores são recebidos com gratidão, os grandes na devida proporção. Sete a dez colunas de mentiras e meia coluna de refutação. Obrigado, o senhor a terá dentro de duas horas."

Ele a recebeu sem falta, guardou-a pelo período usual de um ou dois meses e a devolveu com a declaração de que o editor lamentava muito, mas não conseguira encontrar espaço para o manuscrito devolvido. Toda vez que recebi cartas desse tipo, de pesar, lembrei-me do ditado: "Mentir cortesmente é um talento de cavalheiro, lubrifica os negócios, disfarça fatos desagradáveis e promove a amizade."

Isso não promove nenhuma amizade comigo; promove um total desgosto, quando os homens dizem que sentem muito quando tenho certeza de que estão mentindo.

HONRADO EM CONVENÇÃO

Estes comentários meus em Detroit causaram uma impressão muito profunda e favorável a respeito dos Santos dos Últimos Dias e de suas realizações. O presidente da associação pediu-me a gentileza de falar novamente no banquete que fora anunciado, e ao qual compareceram cerca de 1.200 pessoas, e tive o prazer de falar novamente, brevemente. Todos os meus comentários perante a convenção foram publicados em forma de panfleto, e meus comentários no banquete foram publicados de forma resumida. Os comentários na íntegra apareceram na Improvement Era. Tenho uma carta do diretor-gerente dizendo: "Sr. Grant, é o consenso de opinião de várias dezenas de homens que encontrei desde a convenção que o senhor veio a Detroit e roubou a cena de nossa convenção."

Coube-me fazer uma viagem muito agradável com minha esposa e quase todos os meus filhos ao Alasca, e falar, durante essa viagem, em Seattle, Portland e Boise. Tivemos um tempo muito agradável e vimos uma região notável e maravilhosa, no que diz respeito à paisagem.

Depois, coube-me participar de uma reunião da família Grant em Galesburg, Illinois, e creio que consegui fazer algum bem ao encontrar-me com os filhos e netos dos irmãos e irmãs de meu pai. Aproveitei bastante a ocasião e espero, algum dia, causar-lhes uma impressão favorável, e que possa ser bem-sucedido em trazer alguns deles para a Igreja. Recebi diversas cartas de algumas dessas pessoas e enviei-lhes livros e folhetos, e algumas comentaram que gostariam de estar aqui para poder assistir às nossas reuniões. Não tenho certeza se não gostariam de se filiar à Igreja. Realizei reuniões com os Santos em Galesburg. A maioria da audiência era de não mórmons.

Coube-me ir a Estes Park, Colorado, onde proferi um discurso de uma hora inteira perante o Institute of Human Relations, em defesa de nosso povo, sendo esta a única vez em minha vida em que tive permissão de reunir-me com pessoas que explicavam a fé de várias organizações religiosas, estando entre os oradores um cavalheiro da China. Meus comentários foram recebidos com a mesma gentileza de Detroit.

Quando contemplo a mudança de atitude que ocorreu, meu coração se enche de gratidão.

EXPERIÊNCIAS NO JAPÃO

Quando fui ao Japão, fizemos todos os arranjos para hospedar-nos e alimentar-nos num lugar muito bom, com vista para a cidade, num alto, um local encantador. Entreguei meu cartão ao cavalheiro depois que os arranjos foram feitos e nossos quartos escolhidos, e ele disse: "Ora, de Salt Lake City! Fico feliz em vê-lo. Estamos esperando alguns pregadores de Salt Lake City."

Eu disse: "Vire o cartão, e talvez descubra que eles já chegaram."

Ele virou o cartão e viu as Regras de Fé de nossa Igreja. Ele disse: "Ah, o senhor não pode ficar em minha casa; eu não permitiria que um mórmon dormisse sob meu teto."

Eu disse: "Obrigado."

Ele correu a um jornal, publicado por um inglês, e em inglês, aliás, contando que não deixaria um mórmon dormir sob seu teto.

O irmão Louis A. Kelsch, assim que chegamos a Yokohama, foi ver um ministro cujo retrato vira num jornal, creio que em St. Paul; havia visto um retrato desse ministro tirado no Japão com dois conversos. O irmão Kelsch recortou o retrato do jornal, porque uma voz, por assim dizer, sem fazer ruído algum — uma comunicação àquela parte dele que há de sobreviver depois que ele partir — disse: "O senhor há de encontrar esse homem no Japão."

Quando voltou a Chicago, disse à esposa: "O irmão Grant foi chamado para uma missão no Japão, vi pelo The News, e conheço dois homens que irão com ele." Isso foi à mesa do jantar. Ele ainda não havia recebido notificação alguma de seu chamado.

"Quem são eles?", perguntou ela.

Ele disse: "Um deles é Horace S. Ensign, o outro prefiro não mencionar."

Naquela noite, depois de deitar-se, sua esposa perguntou: "Lou, o outro é você?"

Ele disse: "Sim."

ENCONTRA O MINISTRO

Como eu dizia, assim que chegou ao Japão, ele foi visitar esse cavalheiro, e o ministro ficou encantado em conhecê-lo. Mostrou-lhe o retrato e disse: "Uma voz me disse que eu haveria de encontrá-lo no Japão. Aqui estou. Tenho o prazer de conhecê-lo."

O ministro continuou a conversar com ele e disse: "Sabe, estamos esperando mórmons por aqui, e todos nós nos unimos e petitamos ao governo para que não lhes seja permitido falar aqui."

O irmão Kelsch disse: "Vire esse cartão, e talvez descubra que eles já chegaram", e deu-lhe sua opinião, em bom inglês claro, sobre seu espírito cristão.

O editor do jornal literalmente "desancou" o homem que se recusara a nos deixar hospedar em sua pensão. Fui ver o editor do jornal e agradeci-lhe por atacar aquele homem por sua falta de cristianismo e de respeito decente pelos outros, e ele disse: "Não precisa me agradecer. Tenho lido histórias a seu respeito, e vou publicar muitas delas."

Eu disse: "Vá em frente. Quanto mais o senhor publicar, mais grato ficarei, se apenas me conceder o privilégio de responder a elas."

"O senhor terá todo o espaço que quiser."

ESCREVE RESPOSTA

Ele publicou uma série de coisas nada boas, e eu ocupei um espaço, tomando uma página inteira e mais uma fração, respondendo a elas. Depois houve outra pequena publicação contra nós, e escrevi outra longa resposta. O cavalheiro, sem dúvida, concluiu que o espaço era valioso demais para deixar-me dizer tudo o que eu queria dizer, de modo que não houve mais ataques.

Meu coração transborda de gratidão pela esplêndida acolhida dada ao meu discurso no Colorado.

VISITA AO CANADÁ

Depois, coube-me viajar a Butte, Montana, depois a Great Falls, Montana, onde realizei uma reunião, e então fomos ao Canadá, à Estaca Taylor, onde se realizava uma celebração em honra do irmão Heber S. Allen, ex-presidente da estaca, e também realizamos reuniões em Cardston. Tive então o grande prazer de visitar as Montanhas Rochosas canadenses, e de contemplar a bela paisagem ali, visitando também o Glacier Park. O Glacier Park e as Montanhas Rochosas canadenses estão, em minha opinião, muito à frente de tudo o que vi na Suíça; e, no entanto, há inúmeras pessoas, centenas de milhares delas, que atravessam o oceano para ver algo que não chega ao nível do que poderiam ver aqui em casa e no Canadá, sem falar da Margem Norte do Grand Canyon, de Bryce, de Cedar Breaks e do Zion Park, que superam todos eles e que nos pertencem aqui em casa. Ao voltar do Canadá, realizamos reuniões em Spokane, Washington, Butte, Montana, e Idaho Falls.

DEDICAÇÃO DO MONUMENTO PIONEIRO

Um dos acontecimentos mais importantes, e talvez o mais importante, desde nossa última conferência, foi que, em 19 de setembro, um trem especial partiu de Salt Lake City rumo a Omaha, onde ônibus nos levaram da estação até o Cemitério Pioneiro de Winter Quarters, onde estão sepultadas quase seiscentas pessoas de nosso povo. Naquele trem especial, de vários vagões, não vi um único cigarro, o que foi notável nos dias de hoje. Nos últimos anos, não me lembro de uma única refeição num vagão-restaurante em que não houvesse de uma a meia dúzia, às vezes dez, senhoras fumando cigarros, sem falar dos homens.

Tivemos um pequeno concerto no vagão-mirante, com um excelente canto de um esplêndido quarteto, além do canto do grupo em geral. Creio que foi, sem dúvida, a primeira vez na história daquele vagão em que as pessoas ali estiveram sem um único fumante.

Creio que havia mais de três mil pessoas presentes aos serviços de dedicação. O Senhor abençoou os que falaram e os que ouviram. Tivemos um tempo glorioso. Não creio que exista monumento mais belo ou mais admirável em todos os Estados Unidos do que aquele monumento do irmão Avard Fairbanks. Creio que é a sua obra-prima, e que lhe dará reputação com todos os que o virem. A tristeza retratada no rosto da mãe, ao olhar para a sepultura de seu bebê, é absolutamente maravilhosa.

Quando pensei em pessoas que, em anos passados, se recusavam a alugar, por dinheiro algum, salões em que os mórmons pudessem se reunir, e então pensei naquele maravilhoso Joslyn Memorial Building sendo oferecido a nós para realizarmos serviços num domingo à noite, novamente não consegui dormir tão bem quanto de costume. Creio que o mármore dos degraus que levam até a entrada daquele edifício seria mais do que suficiente para erguer um edifício comum.

CRESCIMENTO DA IGREJA

Com exceção das ocasiões em que estive fora de casa, creio que, durante os últimos seis meses desde nossa conferência, não houve mais do que um ou dois domingos em que não me coube dedicar uma casa de estaca ou um edifício de reuniões de ala. A Igreja está crescendo em poder, capacidade e força em todos os aspectos. O crescimento nos dízimos e nas doações fala por si mesmo.

Regozijei-me com os muitos e esplêndidos e notáveis edifícios de reuniões que estamos construindo. A Igreja tem proporcionado bastante emprego ao aumentar a quantia que concede ao povo quando ergue edifícios de reuniões. Estamos agora dando sessenta por cento do custo total, provenientes dos dízimos, em vez de nada, como era o caso quando eu era presidente da Estaca Tooele de Sião. Tínhamos que construir nossos próprios edifícios de reuniões ali, e nada nos era dado pela Igreja, porque ela não tinha condições de dar coisa alguma. A Igreja finalmente começou a dar um quarto, depois um terço, depois cinquenta por cento, e agora, por causa do aumento dos dízimos do povo, podemos dar sessenta por cento do custo de construção dos edifícios de reuniões. E, dos quarenta por cento restantes, não creio que o povo precise arrecadar sequer a metade. A quantidade de trabalho que o povo pode oferecer em suas alas compensa a diferença. Certamente Sião está crescendo, e tudo vai bem.

O PLANO TOWNSEND

Temos, no momento, uma grande campanha política, e quero dizer aos Santos que espero que não permitam que suas afiliações políticas, seu apreço por assuntos políticos, causem sentimentos de má vontade uns para com os outros. Recebi algumas das cartas mais ofensivas que já me chegaram, condenando-me por não ser favorável ao Plano Townsend, e dizendo que devo ser ignorante quanto ao Plano. Não sou ignorante quanto ao Plano. Não li cada palavra dele, mas pedi a uma de minhas secretárias que lesse cada palavra do Plano e me desse os pontos importantes, e, a meu ver, ele se opõe diretamente a tudo o que citei aqui hoje, de Brigham Young e das revelações do Senhor. A ideia de permitir que todo homem e mulher que chegou aos sessenta anos e deseja aposentar-se do trabalho receba $200 por mês do governo! Não há nada mais verdadeiro do que a declaração de Brigham Young, de que não devemos dar nada às pessoas, a menos que sejam incapazes de trabalhar, sem exigir que façam algo em troca.

Quero dizer ao povo que um de meus parentes mais próximos e mais queridos me criticou por não ser favorável ao Plano Townsend. Eu o amo tanto quanto se ele não me tivesse criticado. Estou perfeitamente disposto a deixá-lo pensar, crer e agir exatamente como quiser; quero que todos façam o mesmo; não quero que o povo da Igreja, quando trabalha para o governo, trabalhe por dia — por dia — por dia; mas quero que trabalhe por empreitada, por empreitada, por empreitada.

Que todo Santo dos Últimos Dias que possui uma fazenda a cultive, e não tente pedir dinheiro emprestado a ser pago de volta pelo governo. Que todo homem sinta que é o arquiteto e o construtor de sua própria vida, e que se propõe a fazer dela um sucesso trabalhando. "Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra", e descansarás no sétimo, e não se disponha a trabalhar quatro ou cinco dias e depois trabalhar apenas pela metade. Que todo Santo dos Últimos Dias dê valor recebido por tudo o que obtém, seja em trabalho, seja em qualquer outra coisa que faça.

Falando da campanha política em curso, tenho observado com frequência que a política é um pouco como o sarampo. Já me garantiram que o sarampo nunca é ruim se não se instalar por dentro; se a pessoa tomar um pouco de chá de açafrão e mantiver os sintomas na superfície, tudo bem, mas, quando se instala por dentro, deixa a pessoa vesga, e ouvi dizer que também deixa a pele amarela.

HINOS DIGNOS DE SEREM MEMORIZADOS

Gostaria que todo Santo dos Últimos Dias aprendesse este hino e o repetisse para si mesmo repetidas vezes durante esta campanha — vós o encontrareis na página 66 do Hinário. Vou dizer-vos como me lembro dessa página. Realizamos conferências em 6 de abril e em 6 de outubro, desde que o dia 6 de outubro caia de modo a termos um domingo próximo dessa data; podeis todos lembrar-vos do seis de outubro e do seis de abril, e isso dá sessenta e seis, que é a página em que se encontra o hino; assim, não podereis dizer "gostaria de aprender isso, mas não sei onde está"; não podereis esquecer-vos de onde está.

Se sentires inclinação a censurar Faltas que vês nos outros, Pergunta a teu próprio coração, antes de te aventurares, Se ele também não tem falhas.

Não deixes que votos de amizade se quebrem; Antes, esforça-te por conquistar um amigo; Muitas palavras ditas com ira Voltam a seu ponto de partida.

Não brinques, então, em prazer vão, Com a boa fama de um irmão, Guarda-a como um tesouro precioso, Sagrado como teu próprio bom nome.

Não formes opiniões cegamente; A pressa tende a causar transtornos, Aqueles de quem pensamos mal Muitas vezes se tornam nossos amigos mais calorosos.

Há ainda outro hino que gostaria que todos aprendêsseis, que se encontra no mesmo livro — não posso dizer-vos a página, mas está lá. Tentei incluí-lo no Hinário por mais de quarenta anos até conseguir, e distribuí milhares e milhares de cópias dele na América e enquanto estive na Europa, no campo missionário, e pedi a todo missionário que o aprendesse antes de ele ser publicado em nossa hinódia. Ouvi-o pela primeira vez enquanto viajava para Oakley, em Idaho, com o Presidente Francis M. Lyman, há 55 anos. Ele cantou a canção, e naquela noite, acampados, dormindo no chão, pedi-lhe que a repetisse para mim. Anotei-a e a aprendi no dia seguinte, enquanto viajávamos.

A propósito, não há maior prova do crescimento da Igreja do que a que posso dar contando aquela viagem. Viajei quarenta milhas de Tooele a Salt Lake, depois através das Estacas de Salt Lake, Davis e Weber, vinte milhas até Brigham City, e dois dias e meio a oeste de Brigham City, dormindo no chão duas noites, até um ramo da Ala de Grantsville, da Estaca Tooele de Sião, conhecido como Oakley. Creio que temos hoje pelo menos meia dúzia de estacas, senão mais, a oeste de Brigham City. Minha primeira moção oficial, creio, depois de ter sido feito Apóstolo, foi apresentar Oakley e outras alas — três ou quatro delas, e alguns ramos — à Estaca Box Elder. O crescimento naquela região é notável.

Este hino é o seguinte:

Aprenda cada homem a conhecer a si mesmo; Para obter esse conhecimento, que ele se esforce, Corrija em si mesmo aquelas falhas Que tanto condena em seu vizinho. Quão indulgentes somos com nossas próprias faltas, E a voz da consciência habilmente sufocamos; Mas, ah! quão severamente examinamos Esses mesmos erros em outrem!

E se encontrares alguém em erro, Cujos atos sejam censuráveis ou irrefletidos, Considera, antes de lançar a pedra, Se tu mesmo és puro e sem falhas.

Ah! escuta aquela pequena voz interior, Cujos sussurros tantas vezes confundem os homens, E não apregoes o pecado alheio, Corarias profundamente se o teu fosse proclamado.

E, ao julgares a ti mesmo, se descobrires Que teus atos são superiores aos dos outros, A ti a Providência foi bondosa, Assim como tu deverias ser para com os inferiores;

O exemplo lança um raio benigno De luz que os homens costumam tomar emprestado; Assim, primeiro aperfeiçoa a ti mesmo hoje, E depois aperfeiçoa teus amigos amanhã.

A primeira parte do primeiro verso é o refrão, mas prefiro a última metade do último verso como refrão, por isso a repetirei:

O exemplo lança um raio benigno De luz que os homens costumam tomar emprestado; Assim, primeiro aperfeiçoa a ti mesmo hoje, E depois aperfeiçoa teus amigos amanhã.

O TRABALHO É UM BENEFÍCIO

Não peço a nenhum homem ou criança nesta Igreja, embora eu vá completar oitenta anos no mês que vem, que trabalhe mais horas do que eu. Já trabalhei mais de um dia desde as três e meia da manhã até as nove da noite. Sabeis, não creio que o trabalho jamais prejudique alguém. Não conheço nada que destrua a saúde de uma pessoa mais rapidamente do que a falta de trabalho. Parece-me que as pessoas preguiçosas morrem jovens, ao passo que aquelas prontas e dispostas a trabalhar, e que pedem ao Senhor, dia após dia, que as ajude a fazer mais no futuro do que fizeram no passado, são as pessoas a quem o Senhor ama, e chegam a uma boa velhice.

FAZ UM APELO

Por favor, todo agricultor Santo dos Últimos Dias, cultive sua terra, porque, se não o fizer, perderá sua herança, e mais cedo ou mais tarde outra pessoa tomará posse dela. Não aceiteis nada que sois capazes de produzir vós mesmos.

UM TESTEMUNHO

Sou grato, além de todo o poder e capacidade que Deus me deu para me expressar, pelo conhecimento de que ele vive, de que Deus é nosso Pai e de que Jesus Cristo é nosso Redentor e Salvador.

Que o Senhor vos ajude, a mim e a todas as almas que possuem esse conhecimento, a trabalhar com toda a capacidade que possuímos para trazer outros a esse mesmo conhecimento, por meio de nosso exemplo. Ah, quão grato sou a nosso Pai Celestial por ter escolhido Joseph Smith como o instrumento em suas mãos para restabelecer novamente sobre a terra o plano de vida e salvação. Que o Senhor vos abençoe, a todos e a cada um, e abençoe toda alma honesta sobre a terra, e ajude todo Santo dos Últimos Dias a viver de modo que seu exemplo brilhe e ajude a trazer outros ao conhecimento da verdade, é minha humilde oração, e a peço em nome de nosso Redentor. Amém.

Um solo vocal, "Still, Still With Thee", foi cantado pela Sra. D. Sterling Wheelwright.

Como citar este discursoHeber J. Grant, “Mensagem da Primeira Presidência”, 1936 October General Conference, First Day Morning Session (1936-10-02). Pulpit Vault, 1936-10-heber-j-grant-message-of-the-first-presidency. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).