Pulpit

O Lar como um Fator Importante para um Governo Estável

David O. McKay

Conferência Geral de Abril de 1935·Sessão da Tarde do Terceiro Dia·1935-04-07

Ao estar diante de vocês nesta tarde, meus irmãos e irmãs, meu coração está verdadeiramente humilde. Esta grande conferência, por si só, com tudo o que ela representa, faz-me sentir assim. As mensagens elevadas e emocionantes em sermão e canto, as sessões lotadas, a reunião do sacerdócio, tão concorrida, de ontem à noite, o próprio fato de que, destes terrenos do Tabernáculo, esta manhã, irradiaram mensagens que tocaram os corações de centenas de milhares de nossos concidadãos — estes e outros aspectos notáveis se combinam para aumentar em minha alma a percepção do significado mundial da missão da Igreja de Jesus Cristo. Sinto, portanto, mais intensamente do que nunca, a necessidade de inspiração e orientação divinas para todos os que carregam responsabilidade, para que cada um de nós possa cumprir seu dever de maneira aceitável.

O LAR, UM FATOR IMPORTANTE PARA UM GOVERNO ESTÁVEL

Fiquei particularmente satisfeito com a mensagem do Presidente Clark hoje de manhã, a respeito dos fundamentos de nosso governo. De acordo com isso, desejo chamar a atenção para o fato de que o lar americano unido e bem-ordenado é um dos maiores fatores que contribuem para a preservação da Constituição dos Estados Unidos. Já foi dito com propriedade que "dos lares da América virão os futuros cidadãos da América, e somente na medida em que esses lares forem o que deveriam ser, esta nação será o que deveria ser." Sobre a importância do lar e os perigos que ameaçam a santidade do casamento, sinto-me impressionado a dizer algumas palavras nesta tarde.

O CASAMENTO, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA

A visão elevada do casamento sustentada por esta Igreja é dada de modo expressivo em cinco palavras encontradas na Seção 49 de Doutrina e Convênios: "O casamento foi instituído por Deus." Aquela revelação foi dada em 1831, quando Joseph Smith tinha apenas vinte e cinco anos de idade. Considerando as circunstâncias em que foi dada, encontramos nela mais um exemplo, entre centenas de outros, corroborando o fato de que ele era inspirado pelo Senhor. "Sentinelas de Sião, eu confio em vós," foi uma mensagem dada em canto na abertura desta sessão. Diante de vocês estão, como sentinelas em Sião, os presidentes de estacas, alas, quóruns e organizações auxiliares; é dever meu e vosso sustentar a verdadeira concepção do casamento tal como dada nesta revelação, e resguardar-nos dos perigos que ameaçam rebaixar o padrão do lar.

A INSPIRAÇÃO DE ALTOS IDEAIS

Os ideais mais dignos de serem valorizados são aqueles voltados a altos padrões. Verdadeiramente, nenhum ideal mais elevado a respeito do casamento pode ser acalentado pelos jovens do que vê-lo como uma instituição divina. Na mente dos jovens, tal padrão é uma proteção para eles no namoro, uma influência sempre presente, induzindo-os a se absterem de fazer qualquer coisa que possa impedi-los de ir ao Templo para consumar seu amor numa união duradoura e eterna. Isso os levará a buscar orientação divina na escolha de seus companheiros, de cuja sábia escolha depende, em grande parte, a felicidade de sua vida aqui e no porvir. "As alegrias de nosso lar," diz Pestalozzi, "são as mais deliciosas que a terra oferece, e a alegria dos pais em seus filhos é a mais sagrada alegria da humanidade. Ela torna seus corações puros e bons; ela os eleva até seu Pai Celestial." Tais alegrias estão ao alcance da maioria dos homens e mulheres, se altos ideais de casamento e de lar forem devidamente cultivados e valorizados.

PERIGOS QUE SE APROXIMAM

E, no entanto, se não me engano quanto aos sinais dos tempos, a santidade do convênio do casamento está perigosamente ameaçada. Há alguns que questionam se a vida familiar é permanente como organização social. Alegam que os laços matrimoniais serão, e deveriam ser, apenas temporários, que os filhos nascerão não em famílias, mas na vida do estado. Recentemente, numa viagem ao leste, observei com consternação um número crescente de "Gretna Greens", lugares onde a cerimônia de casamento pode ser realizada a qualquer hora do dia ou da noite, sem qualquer arranjo prévio. A licença é emitida e a cerimônia realizada enquanto o casal espera; já conheço pelo menos dois casais que foram enganados por tais tentações, e ambos os casos terminaram em decepção e tristeza. Em alguns casos, esses lugares não são mais do que oportunidades para a imoralidade legalizada. Ah, como estão distantes do verdadeiro ideal! Na medida do que está a nosso alcance, devemos advertir os jovens casais contra casamentos secretos e precipitados.

É vital também neutralizar as influências insidiosas da literatura impressa que fala da "falência do casamento", que defende casamentos de experiência, e que coloca "relações extraconjugais" no mesmo patamar de "amizades extraconjugais".

Preciso dizer pouco sobre o crescente mal do divórcio e os lares destroçados que dele resultam. Vocês sabem que é quase tão fácil obter um divórcio quanto se casar. Hoje, um em cada cinco casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio ou anulação. Um dos oficiais da lei em Salt Lake relatou recentemente que oitenta e seis por cento dos casos de delinquência vêm de lares assim destroçados. A América parece estar deslizando para um nível baixo no que diz respeito à lei da família e do lar, com o resultado de que o pecado e o crime estão aumentando de forma alarmante entre a juventude de nossa bela terra.

Menciono essas coisas não com espírito de pessimismo, nem como arauto de uma calamidade iminente, mas com o desejo de chamar a atenção para a necessidade de mantermos o alto padrão do casamento estabelecido nas revelações do Senhor.

A RESPONSABILIDADE DA PARENTALIDADE

Tão importante quanto a elevada concepção do convênio do casamento é o ensinamento da Igreja a respeito da responsabilidade da parentalidade:

E também, se em Sião ou em qualquer de suas estacas organizadas houver pais que, tendo filhos, não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo pela imposição das mãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais seja o pecado. (D. & C. 69:25.)

A parentalidade, e especialmente a maternidade, deve ser tida como uma sagrada obrigação. Há algo no íntimo da alma humana que se revolta contra a parentalidade negligente. Recentemente, ocorreu um incidente em um dos países europeus que ilustra como o sentido de humanidade é ferido quando uma mãe, egoísta e deliberadamente, deixa de cuidar de seus filhos. Quando li que a pena capital fora aplicada a essa mulher, pensei que o estado era quase bárbaro, mas, na verdade, não foi a execução da lei que foi tão terrível, mas sim a própria mulher que, pela cruel negligência de seus filhos, cometeu o crime contra a humanidade. Quão profundamente arraigada é essa condenação da alma daquela que sacrifica um filho por sua própria conveniência, ou mesmo para salvar a própria vida, é apresentado de forma impressionante por Robert Browning em seu dramático idílio, descrevendo uma mãe que teve de pagar a pena máxima por ter vivido para contar a história da morte de seus filhos.

Uma mãe dá à luz um filho: a perfeição está completa Até esse ponto, em tal nascimento. Habilitada a repetir O milagre da vida — ela mesma nasceu tão justo Um tipo de feminilidade, que Deus considera adequado confiar-lhe A sagrada tarefa de, por sua vez, dar a vida.

****** Como dizeis vós, deveria a mão de Deus, à qual foi confiada a tocha da vida,

Acesa para iluminar o mundo consciente de faíscas que queimam, Deixá-la cair? Em verdade, sua carne uma faísca de fogo pica — A mãe deixa cair o filho! Entre que coisas monstruosas Deveria ela ser classificada?


A raposa-mãe, faminta, matará o pai traiçoeiro Que ousar assaltar seu filhote; o castor, esticado no fogo, Morrerá sem um gemido; nenhuma dor basta para arrancar Seus filhotes de onde se escondem — seu peito santuário. O que há aqui, então? Respondei-me, ó morta, como creio, De pé perante o tribunal de Deus, ele vos ordena que respondais agora!

Trata-se de uma apresentação dramática extrema, mas ilustra aquilo que Deus implantou profundamente em todo peito humano: que os pais não podem, impunemente, esquivar-se da responsabilidade de proteger a infância e a vida familiar. Parece haver uma tendência crescente de transferir essa responsabilidade a influências externas, como a escola e a igreja. Por mais importantes que sejam essas influências externas, elas jamais podem substituir a influência do treinamento constante da mãe e do pai; a vigilância constante, a companhia, o sermos sentinelas de nossos próprios filhos são necessários para manter nossos lares intactos.

Não se pode enfatizar demais o fato de que a verdadeira fonte de segurança de nossa nação repousa no lar bem-ordenado e devidamente conduzido. O caráter da criança se forma, em grande parte, durante os primeiros doze anos de sua vida. Estima-se que, nesse período, a criança passa dezesseis vezes mais horas de vigília no lar do que na escola, e mais de cem vezes mais horas no lar do que na igreja. Toda criança é, em grande medida, o que é por causa da influência sempre constante do ambiente do lar e do treinamento cuidadoso ou negligente dos pais.

"Ensinai à criança o autorrespeito," diz Luther Burbank, o grande mago das plantas. "Treinai-a no autorrespeito, assim como se treina uma planta em modos melhores. Nenhum homem que se autorrespeita jamais é um trapaceiro. Acima de tudo, tenham em mente a repetição, o uso de uma influência repetidamente, mantendo-se nisso incansavelmente. É isso que fixa as características nas plantas, a repetição constante de uma influência, até que, por fim, ela fique irrevogavelmente fixada e não mude mais. Vocês não podem se dar ao luxo de se desanimar. Vocês estão lidando com algo muito mais precioso do que uma planta — a preciosa alma de uma criança."

TRÊS COISAS A QUE TODA CRIANÇA TEM DIREITO

Há três coisas fundamentais a que toda criança tem direito. Primeira, um nome respeitado; segunda, um senso de segurança; terceira, oportunidades de desenvolvimento.

A família dá à criança seu nome e sua posição na comunidade. Uma criança quer que sua família seja tão boa quanto a de seus amigos. Ela quer poder apontar com orgulho para seu pai e sentir inspiração cada vez que olha para sua mãe. É dever de uma mãe viver de tal maneira que seus filhos associem a ela tudo o que é belo, doce e puro. E os pais, mesmo os mais pobres de nós, do ponto de vista financeiro, podem conduzir suas vidas de modo a poder dizer a seus filhos, nas palavras de um poeta:

Não tenho riqueza para vos deixar, nem fama. Esta deve ser vossa herança: meu nome. . . . (Por razão de brevidade não lido, mas agora acrescentado) Tentei fazer de meu nome sinônimo, Na mente de todos os homens, das coisas mais valiosas; De força para fazer o certo, mesmo que ninguém me visse; De coragem para enfrentar o desastre com um sorriso; De lealdade para com aqueles que têm direitos sobre mim; De justiça igual para com inimigo e amigo; De honra, verdade, integridade, retidão nos tratos — "Minha palavra é meu compromisso."

Agora, ao chegar ao fim, bem sei que falhei em esforços Onde grandemente desejei ter sucesso; Muitas vezes vi meus sonhos, brilhantes ao se formarem, Provarem-se nada além de vãs imaginações, de fato. Mas isto eu creio: quando eu tiver percorrido A estrada sinuosa da vida, e cumprido o grande plano da vida —

Quando eu tiver ido além do louvor ou da censura da vida — Dirão de mim: "Ele foi um homem." E assim, por causa disso, não sinto vergonha Ao vos legar, meu filho, meu nome.

SENSO DE SEGURANÇA

No que diz respeito ao senso de segurança, toda criança tem direito a alimento, abrigo e vestimenta, e deveria sentir em seu lar uma proteção segura e confortável contra o mundo exterior. "Ela precisa de pais que sejam felizes em seu ajuste um com o outro, que estejam trabalhando com esperança para a realização de um ideal de vida, que amem seus filhos com um amor sincero e altruísta." A respeito da segurança econômica, o relatório da Conferência da Casa Branca sobre a Saúde e a Proteção Infantil diz:

Fundamental para a própria existência da família é sua situação econômica — sua capacidade de fornecer uma renda adequada e de gastá-la com sabedoria. Uma renda básica deveria estar ao alcance de toda família, para garantir o padrão mínimo de sobrevivência e segurança. Este é um problema econômico de âmbito nacional. Uma nação que valoriza seu desenvolvimento futuro tomará medidas para garantir que, ao menos, essa renda básica esteja disponível a todo o seu povo. Somente então poderemos exigir de todas as famílias a observância dos métodos de cuidado infantil dos quais dependem a saúde e a proteção da criança.

Nesse aspecto da vida familiar, a Igreja pode prestar excelente serviço. Nenhuma outra organização no mundo está tão bem preparada para conhecer a condição física e econômica de cada pessoa quanto a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Este é um momento oportuno para a Igreja demonstrar sua eficiência, não apenas em conhecer as necessidades dos necessitados, mas também em supri-las.

COMPLEMENTANDO O LAR

Ao ensinar as crianças, deve-se sempre ter em mente que "o comportamento se capta, não se ensina." O exemplo é mais poderoso do que o preceito. Os pais têm o dever de ser aquilo que gostariam que seus filhos se tornassem, quanto à cortesia, à sinceridade, à temperança e à coragem de fazer o certo em todos os momentos.

Embora seja verdade que "não precisamos de poder ou esplendor, de amplo salão ou domínio senhorial; o bem, o verdadeiro, o terno — esses formam a riqueza do lar," permanece o fato de que existem certas necessidades materiais e culturais indispensáveis para uma vida familiar bem-sucedida. Durante a presente crise, para evitar a desintegração dos lares, essas necessidades materiais devem ser supridas pelo grupo, seja por meio da Igreja ou do estado. É aqui que a organização completa da Igreja deve funcionar da maneira mais adequada. As necessidades materiais, tanto quanto as espirituais, de cada família na Igreja não devem apenas ser conhecidas, como já mencionei, mas supridas pelo bispado da ala, direta ou indiretamente. De maneira superior e eficaz, a Igreja também pode suprir, e supre, as necessidades culturais, tais como educação, convívio social, música, etc. Estas podem ser obtidas por toda criança, todo jovem, toda pessoa na Igreja que se disponha a aproveitar as oportunidades oferecidas. Pergunto-me se os pais, de modo geral, estão fazendo tudo o que podem para se assegurar de que seus filhos e filhas sejam membros de quóruns e organizações auxiliares, organizados com o propósito expresso de complementar o lar no treinamento da juventude. Cinquenta mil homens e mulheres estão oferecendo seus serviços gratuitamente para dar instrução social e moral, e, acima de tudo, instrução religiosa a nossos rapazes e moças, sem custo algum. É nosso dever cooperar com eles para a proteção de nossos próprios filhos.

Com a divindade de nosso convênio do casamento e a responsabilidade da parentalidade sempre em mente, com o casamento no templo como um ideal para todo casal digno na Igreja, associamos ao namoro e ao casamento os mais sublimes ideais que influenciam as relações humanas.

SALVAGUARDAS ENUMERADAS

Para que a juventude possa experimentar, tanto na expectativa quanto na realização, toda a alegria que se pode encontrar numa vida familiar afinada e abençoada pelo céu, ela e nós devemos ser guiados pelas seguintes salvaguardas:

Primeira, substituir a tendência atual a uma visão rebaixada do casamento pelo elevado ideal que Deus lhe deu. Escolham seu cônjuge não apenas por atração física, mas por companheirismo afinado e espiritual.

Segunda, ensinemos aos jovens de ambos os sexos a sacralidade dos ideais do casamento, para que compreendam que o casamento envolve obrigações e não é um arranjo a ser encerrado a bel-prazer. Nesse sentido, é dever dos pais dar, no lar, um exemplo que os filhos possam ver e, por assim dizer, absorver a sacralidade da família e a responsabilidade a ela associada.

Terceira, instruir as jovens moças nas artes fundamentais do trabalho doméstico, para que, quando chegarem as responsabilidades de esposa, estejam livres das dificuldades e perplexidades que surgem da ignorância e da inexperiência.

Quarta, que o casamento seja solenizado, tanto quanto possível, no local de residência, o que minimizará os males decorrentes de casamentos precipitados e fugazes. Para os membros da Igreja, o Templo deveria ser o lugar escolhido para se assumir essa sagrada obrigação.

Quinta, cultivar o espírito da religião verdadeira desde o próprio início da vida em família.

Sexta, ensinar aos jovens que o alicerce de um casamento feliz é lançado antes mesmo de a noiva e o noivo se ajoelharem diante do altar. Mantenham pura a fonte da vida, e a corrente fluirá, com maior probabilidade, sem poluição.

A CONSTRUÇÃO DO LAR É O MAIS IMPORTANTE

Se quiserem uma nação forte e viril, mantenham seus lares puros — se quiserem reduzir a delinquência e o crime, diminuam o número de lares destroçados. É tempo de os povos civilizados perceberem que a prevenção é mais proveitosa do que a punição, e que o lar é a incubadora tanto de crianças de caráter elevado quanto de criminosos. A construção do lar, portanto, deveria ser o propósito supremo dos pais e da nação. Em "O Lar, Salvador da Civilização", lemos:

Quando alguém coloca os negócios ou o prazer acima de seu lar, é nesse exato momento que começa a descer para a ruína da alma. A perda de fortuna não é nada comparada à perda do lar. Quando o clube se torna mais atraente para um homem do que seu lar, é hora de ele confessar, com amarga vergonha, que falhou em corresponder à suprema oportunidade de sua vida e fracassou no teste final da verdadeira masculinidade. Nenhum outro sucesso pode compensar o fracasso no lar. Isto é a única coisa de potencial ilimitado na terra. O mais pobre casebre onde o amor prevalece sobre uma família unida vale mais para Deus e para a futura humanidade do que o mais rico banco da terra. Num lar assim, Deus pode operar milagres e operará milagres. O maior milagre que o rei Herodes jamais viu foi João Batista. O lar religioso, embora pobre, produziu João Batista. O milagre mais deslumbrante de toda a história é Jesus de Nazaré. Sua educação foi a de um lar religioso e unido. Corações puros num lar puro estão sempre a um sussurro de distância do céu. Num lar assim, sempre há uma chave que se pode usar para abrir os reservatórios do infinito e provocar um Pentecoste. O grande e bom Deus que fez este mundo ordenou o homem e a mulher para o lar, e ele está cuidando para que, embora possam procurar por todo o mundo, jamais encontrarão as mais doces alegrias da vida em lugar nenhum, senão no lar. Em obediência à lei de Deus para a vida humana, cada um deveria fazer de sua maior ambição a construção de um lar ideal. Fazei do lar vosso passatempo predileto, pois quem constrói um lar amoroso de todo o coração jamais deixará de alcançar o céu.

O CASAMENTO INSTITUÍDO POR DEUS

Em verdade vos digo que aquele que proíbe o casamento não é aprovado por Deus, porque o casamento foi instituído por Deus para o homem. Portanto, é legítimo que ele tenha uma esposa e os dois serão uma só carne; e tudo isto para que a Terra cumpra o fim de sua criação.

Repito: "é legítimo que ele tenha uma esposa," e que a harmonia, a unidade e a confiança abençoada permeiem o lar. Enfatizo esta parte da revelação para que vocês, sentinelas do sacerdócio, se assegurem de que um grupo de homens e mulheres desorientados, hoje escondidos atrás de uma pretensão hipócrita de possuir conhecimento superior a respeito do convênio do casamento, não traiam jovens inocentes, levando-os a alianças ilícitas e ímpias.

Que Deus nos guie e nos inspire a manter intacto o verdadeiro lar dos Santos dos Últimos Dias, oro em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoDavid O. McKay, “O Lar como um Fator Importante para um Governo Estável”, Conferência Geral de Abril de 1935, Sessão da Tarde do Terceiro Dia (1935-04-07). Pulpit Vault, 1935-04-david-o-mckay-the-home-as-an-important-factor-in-stable-government. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).