Pulpit

Autoridade Divina e Sacerdócio

Melvin J. Ballard

Conferência Geral de Outubro de 1934·Sessão da Tarde do Terceiro Dia·1934-10-07

Jesus disse:

Na verdade, na verdade vos digo que, se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim recebe aquele que me enviou.

E outra vez:

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para meu Pai. * * * *

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?

Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.

UMA LIÇÃO DE UM SERMÃO DE VIDA

Creio que o mais poderoso sermão que qualquer um de nós há de pregar será o sermão de nossa própria vida. Gostaria de extrair uma lição que sinto ser necessária justamente agora, do sermão de vida do Presidente Anthony W. Ivins. Recordo que uma das coisas mais impressionantes que tocaram minha vida foi um ato seu, ocorrido há anos. Se me refiro a algo pessoal, é apenas para ensinar a lição que desejo apresentar-vos.

Anos atrás, quando eu era jovem, participava do mesmo partido político ao qual o Presidente Ivins pertencia. De uma convenção realizada por volta da época em que Utah se tornou estado, foi enviado ao Presidente Ivins um convite para aceitar a indicação a Governador do estado. Ele poderia tê-la por voto unânime, mas recusou-a e afastou-se daquela oferta tão convidativa, cheia de promessas e esperanças, para aceitar um chamado de sua Igreja para desfazer seu lar no sul de Utah e ir para o Velho México, sofrendo prejuízo financeiro ao colonizar aquele lugar tão difícil. Esse ato desse homem

causou uma impressão mais profunda em minha vida do que o ato de qualquer outro homem, e devo a ele hoje, por causa daquele ato, a maior parte do que sou.

AMBICIOSO POR UMA EDUCAÇÃO

Essa é a homenagem que desejo prestar-lhe, pois foi pouco depois disso que me formei no Brigham Young College, em Logan, e planejava ir para o leste continuar meus estudos em Harvard, pois tinha aspirações e esperanças de adquirir uma educação superior. Vi-me sem recursos para realizar isso; então, tendo recebido uma oferta para lecionar, aceitei-a e lecionei por dois anos. Pensei que conseguiria economizar o suficiente para custear ao menos um ano de estudos.

Em meu segundo ano de magistério, entrou em minha turma uma jovem muito encantadora. Fui seu professor naquele inverno, e ela vem tentando me ensinar desde então.

UMA DECISÃO IMPORTANTE

Duas semanas antes de a escola encerrar e do feliz acontecimento de nosso casamento, recebi um chamado do Presidente Wilford Woodruff para ir com os Irmãos B. H. Roberts e George D. Pyper abrir a obra missionária nas grandes cidades dos Estados Unidos. Aquilo foi um golpe esmagador para todas as minhas esperanças e aspirações, pois eu havia trabalhado tanto tempo, planejado e economizado para obter os meios de continuar minha educação. Debatemos a questão por pouco tempo, e antes de anoitecer a resposta já havia sido enviada, dizendo adeus, então, às nossas esperanças de continuar os estudos; e os recursos que havíamos economizado, que nos custeariam o primeiro ano de faculdade, usamos naquela missão. É verdade que nos casamos normalmente, mas ela ficou em casa — a noiva de duas semanas. Aquilo não foi uma pequena provação para mim. Ela se ofereceu para lecionar e assim me ajudar a completar aquela missão.

MULHERES MARAVILHOSAS

Quero fazer aqui uma pausa para prestar homenagem às esposas destas Autoridades Gerais da Igreja, e às esposas de vós, presidentes de estaca, e de vós, bispos, pois todas essas mulheres são da mesma espécie. Nenhum homem em qualquer parte do mundo foi abençoado com mulheres tão maravilhosas quanto as esposas dos homens que têm liderado e dirigido os assuntos desta obra. Quão dispostas têm estado a fazer seu sacrifício, a permanecer em glória refletida e "tocar o segundo violino", deixando-nos prosseguir enquanto elas realizam o grande serviço, muitas vezes como pai e mãe no lar. Deus as abençoe por isso.

DECEPÇÃO E TENTAÇÃO

Contudo, não estive naquela missão por muito tempo antes que viesse a maior decepção de minha vida, na desobrigação do trabalho específico que estávamos realizando, e uma designação para tornar-me missionário viajante, o que ocorreu numa época em que eu estava sozinho. Chorei a noite toda por causa disso, e o diabo me tentou a desistir e voltar para casa. Mas agradeço ao Senhor por ter recorrido a ele em busca de ajuda e auxílio. Antes de amanhecer, eu havia dominado

meu próprio espírito e escrito uma carta aceitando a decepção. Foi então que encontrei a canção que venho cantando por todos estes trinta e oito anos, e que trouxe para a literatura da Igreja. Encontrei-a num pequeno livro chamado "Make His Praise Glorious" (Tornai Gloriosos os Seus Louvores):

Irei aonde queiras que eu vá, ó Senhor; serei o que queiras que eu seja.

Foi como uma mensagem vinda do céu para mim, e que alegria trouxe à minha vida procurar viver de acordo com os sentimentos nela expressos.

Recordo também ter ficado impressionado quando veio o chamado para deixar o negócio que eu havia construído, e que era tão lucrativo, para ir para o Noroeste. Sofri prejuízo financeiro, e alguns de meus colegas acharam aquilo tolice. Observei que, ainda que o sacrifício fosse dez vezes maior, não seria sacrifício algum para mim deixá-lo, pois eu devia ao Senhor mais do que jamais poderia pagar-lhe, ainda que lhe desse toda a minha vida.

Agradeço ao Senhor porque o exemplo desse homem, a quem sempre admirei, e cujo procedimento e conduta me impressionaram naquele período inicial de minha vida, tem me influenciado até o dia de hoje.

EM HARVARD, TRINTA E CINCO ANOS DEPOIS

Voltei a Harvard mais tarde, mas trinta e cinco anos atrasado. Eu estava instalando um presidente de missão, e era época de férias. Ao permanecer no limiar daquela grande instituição, vi-me como poderia ter chegado trinta e cinco anos antes, com esperanças, com êxitos que poderiam ter sido; e, ainda que aprecie títulos e graus, não fiquei desapontado. Vi, por outro lado, o que havia acontecido comigo: onze anos como conselheiro de bispo e sumo conselheiro; quatorze anos como missionário da Igreja; quinze anos como membro do Conselho dos Doze — quarenta anos de vida gloriosa! A alegria que resultou disso, as honras e os favores do Todo-Poderoso, eu não trocaria por todos os títulos e graus que Harvard oferece, por mais que os admire, se para obtê-los tivesse de sacrificar as alegrias e a felicidade que vieram a mim por meio da obediência.

UMA LIÇÃO IMPORTANTE

Esta é a lição que aprendi: se eu fizer o que o Senhor quer que eu faça, viverei para cumprir minha vida da maneira mais plena e mais gloriosa. Nem sempre consigo ver o que ele quer que eu faça, mas ele frequentemente inspira aqueles a quem chamou e designou para dirigir os trabalhos de minha vida, de modo que, se eu lhes for obediente e os escutar, hei de encontrar-me preparado.

Oh, quão grato sou por, quando essas responsabilidades vieram, eu já ter tido algum treinamento para elas! Quão grato sou pelo exemplo do Presidente Ivins! Foi proveitoso para ele? Pensais que o Presidente Ivins teria alguma vez ocupado seu lugar no Conselho dos Doze, ou como Primeiro Conselheiro do Presidente desta Igreja, se não tivesse aceitado o chamado do Senhor? Nunca! Eu não estaria aqui de pé hoje se não tivesse seguido seu exemplo. Agradeço a Deus por ter tido força para fazê-lo.

NÃO É OBEDIÊNCIA CEGA

Não estou pedindo obediência cega. Certo dia, o anjo do Senhor ordenou a Adão que construísse um altar e oferecesse sacrifício, e ele o fez, sem saber por quê. Mas em outra ocasião, quando o anjo veio e disse: "Adão, por que fazes isto?", ele deu aquela resposta majestosa e sublime: "Não sei, senão que Deus o ordenou." Bastava que o Senhor tivesse exigido o sacrifício. Mas o que isso rendeu a Adão? Trouxe, dos lábios do anjo, a primeira explicação a respeito da vinda do Messias, o Cordeiro que havia de ser morto. Sua obediência trouxe conhecimento. Não estou pleiteando obediência cega, mas há duas maneiras pelas quais a obediência pode ser obtida.

Foi dito, há muito tempo, por uma eminente autoridade neste país, que as duas organizações mais eficientes do mundo eram o exército alemão e a Igreja "Mórmon", mas ele desejava que pudéssemos ter igual eficiência sem a perda da liberdade individual, pois nos considerava sob o domínio de uma hierarquia que nos dirigia, e supunha que a obediência era aqui obtida como no exército alemão.

PELA DESOBEDIÊNCIA

É verdade que a obediência pode ser obtida pela força e pela compulsão. Bem no princípio, quando o Senhor desejou saber a quem enviaria para representá-lo aqui na terra, quem se ofereceu? Dois gloriosos filhos de Deus. Um foi aceito e o outro foi rejeitado, e aquele que foi rejeitado rebelou-se e foi desobediente. Gostaria de dizer-vos que o fundamento de todas as tristezas e aflições que já vieram sobre os homens, desde o princípio até este dia, veio pela desobediência. Nenhum homem comete pecado sem que seja desobediente à lei de Deus e dos homens. Eu poderia citar, se o tempo o permitisse, os homens da história, mesmo até nossos dias, que perderam seu lugar e posição nos altos conselhos da Igreja por causa da desobediência.

O MÉTODO DE CRISTO

Sim, a obediência pode ser obtida pela força e pela compulsão, e esse foi o método de Satanás, mas não foi o método de Cristo. Jesus Cristo teve o poder de açoitar o mundo à obediência absoluta nos três anos de seu ministério, se apenas tivesse usado seu poder. Ele tinha poder para falar, e não apenas os ventos e as ondas lhe obedeceriam a voz, mas se tornariam seus instrumentos para castigar as nações e trazê-las de joelhos por meio do temor. Ele tinha poder para falar, e as próprias árvores não apenas murchariam, mas a fome poderia ter-se espalhado por toda a terra. Ainda assim, ele podia falar aos elementos e obter alimento para suprir seus seguidores. Ele podia não apenas falar e os mortos voltariam à vida, mas podia falar e os vivos pereceriam. Esse era seu poder, mas ele não o usou para levar os homens a curvar-se diante dele, pois onde não havia fé, não havia milagre. Ele chamava, persuadia, de numerosas maneiras era bom e bondoso, mas não forçava a mente humana.

PELA FORÇA E PELA COMPULSÃO

Contrastai a obra que avançou sob a administração de Constantino, o Grande, que construiu sobre as ruínas da igreja que Cristo estabeleceu, aquela poderosa instituição que governou durante as longas eras sombrias. Aquela instituição não foi estabelecida pelo amor, pela mansidão e pela persuasão, mas pela força, pelo poder e pela violência das armas romanas. Nação após nação foi conquistada e só encontrou paz quando aceitou o cristianismo. Prestaram-lhe apenas serviço de lábios. Não é de admirar que o Senhor Jesus Cristo, muito tempo depois, tenha dito a respeito dessa espécie de cristãos: "Este povo aproxima-se de mim com a sua boca, e honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim." Era a única espécie de adoração que conheciam. Não apenas haviam sido trazidos para dentro dos limites da instituição estabelecida sob aquele método e regra, pela força e pelo poder, mas por essa mesma força foram compelidos a nela permanecer por longas eras.

OBEDIÊNCIA PELO AMOR

Qual é o método nesta Igreja? É a obediência pelo amor, não a obediência pela força. Não conhecemos a força. O que foi que levou os Santos dos Últimos Dias a amar seu profeta e que os fez tão unidos em segui-lo a ele e a seus ensinamentos? Frequentemente contrasto sua vida com a vida de John Alexander Dowie, que também se apresentou como profeta. Ele realizou alguns milagres e conquistou seguidores, e depois abusou da confiança deles enriquecendo-se. Mais tarde foi rejeitado e foi morrer em outro lugar, sem honra, sem pranto e sem canção. Mas não o profeta "mórmon", Joseph Smith. Ele poderia ter pedido e recebido. Tudo o que seu povo possuía, teria dado a ele. Mas ele nada pediu, senão o estritamente necessário à vida, e mesmo isso repartiu com seus amigos. Nunca estiveram em dificuldade alguma sem que ele estivesse à frente, entre eles e seus inimigos. Quando seus seguidores foram exilados do Missouri, ele foi o resgate. Podiam ir livres, mas ele foi condenado a permanecer por meses em um dos mais imundos calabouços que já desonraram o estrado dos pés de Deus. Quando percebeu que precisava ir para outro lugar e encontrar um lar para seu povo, partiu rumo às Montanhas Rochosas, para onde predisse que iriam. Quando atravessou o rio Mississippi e estava pronto para vir para o oeste, correu a notícia de que era um pastor a abandonar o rebanho. Isso o feriu profundamente. Teria ele alguma vez abandonado o rebanho? Nunca. Poderia ter estalado os dedos diante de todos os seus inimigos e ficado livre. Rendeu-se e voltou. Não apenas voltou para seu rebanho, mas foi a Carthage e atraiu sobre si mesmo os disparos que vinham sobre eles, até dar a vida. O último ato de sua vida, depois que a turba havia invadido aquela prisão e morto seu amado irmão Hyrum, foi caminhar até aquela janela aberta de onde vinham as balas da turba — e ele sabia que era morte certa — mas salvou dois de seus amados irmãos, John Taylor e Willard Richards. Assim, desde o começo de sua vida até o último ato, ele se entregava por seus amigos, e "ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."

Vos admirais de que o amemos? Não o adoramos. Nós o consideramos um dos maiores profetas de Deus, e seus sucessores até hoje têm tido esse mesmo espírito em seus corações. Sei que ele está no coração do Presidente Heber J. Grant. Sei que o único motivo que domina sua vida é fazer a vontade de Deus e servir a este povo.

A VONTADE DA MAIORIA

Há um princípio que se encontra no próprio fundamento desta Igreja, e que se encontra também no fundamento deste governo, pois, ao lançar-se o fundamento deste governo, reconheceu-se que seria impossível avançarmos, a menos que se concordasse que a vontade da maioria, expressa em lei, devesse ser considerada a regra que rege também a conduta da minoria. Daí a existência de nossa Constituição.

Assim é nesta Igreja. Nenhum homem é amordaçado. O Presidente Grant não amordaça seus irmãos. Ele busca toda a luz e sabedoria que eles têm. Mas há também uma regra: quando chegamos a uma conclusão, prevalece a decisão da maioria, e é dever da minoria — seja no governo, seja nesta grande igreja americana também edificada sobre esse mesmo glorioso princípio — que obedeçamos à vontade da maioria expressa em lei.

A PRIMEIRA GRANDE LIÇÃO DE AMERICANISMO

Lembro-me de que a primeira grande lição de americanismo que recebi foi na primeira grande campanha sob a condição de estado de Utah, quando estávamos numa eleição presidencial. Recordo como meu pai, líder de um dos partidos aqui, havia estado urgentemente recomendando e fazendo tudo o que podia para eleger seu candidato, mas ele foi derrotado. Recordo o costume de meu pai de sempre orar tão fervorosamente pelo Presidente dos Estados Unidos quanto pelo Presidente da Igreja. Ora, na manhã da posse daquele presidente vitorioso, que não era o candidato de meu pai, era a vez de meu pai orar, e eu observava. Mas, para meu espanto, ele orou mais fervorosamente por aquele homem do que jamais havia orado por um presidente antes; e eu disse: "Pai, certamente esqueceste-te de ti mesmo esta manhã. Não pretendias orar por aquele sujeito. Não votaste nele. Não o querias. Achavas que teu candidato seria um presidente melhor." Ele disse: "Certamente não me esqueci. É verdade que pensei que meu candidato teria sido um presidente melhor, e ainda o penso, mas a maioria do povo não concordou comigo; e, tendo a maioria do povo falado, ele agora é meu Presidente, e vou apoiá-lo como se tivesse votado nele; e orar por ele, sim. E ele precisará muito mais de minhas orações do que o outro sujeito precisaria delas."

SATANÁS EM ALERTA

Digo que essa foi minha primeira grande lição de americanismo, e é uma lição que gostaria que os Santos dos Últimos Dias hoje levassem para seus lares. Estamos num período de paz, no que diz respeito à Igreja, mas o inimigo,

que nos combateu com prisões, encarceramentos e martírio, não abandonou a luta. Oh, se ele pudesse abrir uma brecha entre o povo e seus líderes, levar-nos a discutir, levar-nos a desrespeitar aquele princípio que nos trouxe todo o sucesso que já tivemos, desde o princípio, o princípio da união e da obediência — se pudesse fazer isso, seria seu grande prazer. Não vos deixeis enganar por ele. Sei que há alguns que pensam: "Ah, se ao menos o Presidente Young estivesse aqui, ou o Presidente Taylor, ou o Presidente Joseph F. Smith, eles fariam assim e assado." Aqui está outro princípio que os Santos dos Últimos Dias devem aprender: seguir seu líder vivo. "A quem quer que eu, o Senhor, designar, deveis aceitar", disse o Mestre. "E aquele que recebe a quem eu vos envio, recebe a mim e recebe o Pai."

O HOMEM PARA O TEMPO

Todo homem que já presidiu esta Igreja teve uma missão, um destino, e cumpriu-o gloriosamente, mas foi o homem para o seu tempo. O Presidente Young dificilmente teria suportado o que o Presidente Taylor suportou, e o Presidente Taylor teria achado quase impossível levar adiante o programa do Senhor como o fez o manso e brando Presidente Woodruff. Do mesmo modo até hoje, cada homem para seu tempo, e o Senhor sabia o que queria feito no programa seguinte da Igreja.

Nenhum homem — e digo isso com todo o respeito e consideração pelos homens que presidiram no passado — nenhum homem, a meu ver, dentre todos esses gloriosos homens, poderia ter servido a este povo e realizado a obra de Deus melhor, neste tempo, do que o fez o Presidente Heber J. Grant. Ele é o homem para este tempo — progressista. Vós, jovens, que pensais que ele não o é, ide estudar a história e descobrireis que ele tem sido um dos presidentes mais progressistas que esta Igreja já teve. Ele a conduziu através de seu maior programa de construção. Que o Senhor preserve sua vida até que ele tenha cumprido plenamente sua missão. Ainda não está cumprida. E então o Senhor levantará outro, pois esta é sua obra, e é mais poderosa que a do homem.

BÊNÇÃOS AGUARDAM OS FIÉIS

Que Deus nos ajude a sufocar esse espírito que critica e encontra faltas. Alguns de vós talvez estejam desapontados por não terem sido chamados para o Conselho dos Doze. Há centenas de homens nesta Igreja dignos, se o Senhor os chamasse, de preencher esses lugares. O Senhor chamou os homens certos. Eu o sei. Vós, irmãos, tende paz e conforto. Sejam quais forem os desapontamentos que venham, permanecei fiéis a ele, e eu vos prometo, em nome do Senhor, que, se não no tempo, na eternidade, tereis honras, glória e privilégio semelhantes. Se fordes fiéis sobre poucas coisas aqui, sereis governantes sobre muitas coisas ali, e vos tornareis reis e sacerdotes para Deus. E vós, irmãs, que tendes habitado em glória refletida, brilhareis com luz própria, rainhas e sacerdotisas do Senhor para todo o sempre.

Que Deus nos ajude a ser leais uns para com os outros, leais à causa, obedientes aos conselhos daqueles a quem Deus chama para nos dirigir; e o inimigo

que tem procurado destruir-nos não terá mais sucesso com novos métodos do que teve por meio de prisões, encarceramentos e violência de turbas.

NAS MÃOS DE DEUS

Não vos preocupeis com o futuro da Igreja. Está nas mãos do Todo-Poderoso. Não vos preocupeis com o futuro do Governo. Isso também está nas mãos de Deus, e ele o guiará e dirigirá corretamente, e o levará adiante até que também encontre sua gloriosa missão. Deus acelere sua causa. Guerras, sim, e derramamento de sangue virão, e tronos cairão, mas de cada conflito virá o avanço da verdade e da retidão na preparação deste mundo para sua era dourada, para a vinda do Filho de Deus!

Que Deus nos ajude a sermos fiéis em toda provação, é minha oração, em nome de Jesus Cristo. Amém.

O coro e a congregação então cantaram dois versos do hino "The Spirit of God like a fire is burning" ("O Espírito de Deus, qual fogo ardente").

Como citar este discursoMelvin J. Ballard, “Autoridade Divina e Sacerdócio”, Conferência Geral de Outubro de 1934, Sessão da Tarde do Terceiro Dia (1934-10-07). Pulpit Vault, 1934-10-ballard-divine-authority-and-priesthood. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).