Uma Vida de Testemunho e Gratidão
Heber J. Grant
PRESIDENTE HEBER J. GRANT ¶
Eu tinha esperança de que, durante nossa conferência, tivéssemos tempo de sobra — visto que tivemos quatro dias em vez dos três habituais — para que eu pudesse fazer alguns comentários finais na última sessão. Parece que nunca temos tempo suficiente em nossas conferências. Não conheço nada que tenha sido mais interessante para mim nestas reuniões do que os breves discursos que tivemos em muitas ocasiões de presidentes de estaca. Desde que deixamos de ter reuniões de transbordamento no Salão das Assembleias, não temos convidado presidentes de missão retornados e presidentes de estaca a falar em nossas conferências, por nos faltar o tempo necessário para ouvi-los. ¶
Não sei se, no futuro, não seria sensato que nossas reuniões começassem às nove e meia e à uma e meia, pois uma hora e meia é tempo suficiente para a maioria das pessoas almoçar, e isso permitiria duas horas e meia para cada sessão da conferência. ¶
Desde que me tornei Presidente da Igreja, sempre estivemos apertados de tempo perto do fim de nossas conferências e tivemos de limitar alguns de nossos irmãos das Autoridades Gerais a discursos muito breves, o que lamento. Compreendo que vinte minutos mal bastam para que um homem desenvolva qualquer ideia com bastante amplitude, e, no entanto, creio que os discursos de cinco minutos de nossas irmãs e os comentários muito breves de nossos presidentes de missão durante nossa conferência têm encontrado um caloroso eco nos corações dos que os ouviram. ¶
UMA MUDANÇA MARAVILHOSA ¶
Uma das coisas que eu desejava dizer na conferência, direi agora, e é que nunca me senti mais feliz em minha vida do que com a maravilhosa mudança que parece ter ocorrido em todo o mundo na atitude das pessoas para com os Santos dos Últimos Dias. Coube-me trabalhar por quarenta e sete anos e meio como uma das Autoridades Gerais da Igreja. Em meu ministério inicial como um dos oficiais, quase sem exceção, ao viajar pelo país, encontrei nos corações das pessoas um espírito que chegava quase ao ódio para com os mórmons. Encontrei pessoas que cerravam os punhos e diziam: "Se dependesse de mim, eu colocaria todos vocês, mórmons, no Tabernáculo, e depois voltaria os canhões do Forte Douglas contra vocês." ¶
Lembro-me de que, durante meus três anos de ministério na Europa, não consegui obter uma única linha de retratação em nenhum dos jornais da Grã-Bretanha, apesar de terem sido impressas contra nosso povo algumas das histórias mais vis, perversas e abomináveis. ¶
UM CASO EM PARTICULAR ¶
Recordo-me de um caso em particular. Fui a Londres com uma carta de apresentação da firma de navegação com a qual fazíamos negócios havia mais de cinquenta anos, dirigida ao editor de um dos grandes jornais. Essa carta de apresentação não apenas atestava que eu era um cavalheiro de integridade e honra, cuja palavra valia tanto quanto sua garantia, mas também atestava que todos os meus predecessores como presidentes da missão europeia pertenciam ¶
a essa mesma classe. O editor a quem a carta era dirigida estava ausente, mas seu assistente, um Sr. Robinson, me recebeu. Quando lhe disse que estava ansioso por refutar as sete a dez colunas que haviam sido publicadas em diferentes ocasiões em seu jornal, ele recusou-se a aceitar uma única palavra que eu escrevesse. Declarou estar convencido de que haviam publicado exatamente as coisas que deveriam ser publicadas a respeito do povo "mórmon". ¶
CARTAS DE APRESENTAÇÃO ¶
Respondi-lhe que um homem pode chamar seu vizinho de mentiroso, mas isso não o torna mentiroso. Contudo, ele poderia estar sendo honesto ao pensar que seu vizinho havia mentido. Disse-lhe que o desafiava a apresentar um atestado de caráter, de qualquer homem ou mulher de reputação, para qualquer um dos homens ou mulheres que lhe haviam fornecido as informações publicadas em seu jornal. Disse-lhe que eu tinha cartas de apresentação de banqueiros influentes de Nova York, Chicago e São Francisco, e de todo banqueiro não mórmon de Salt Lake City, atestando minha integridade. Não tinha, disse-lhe, nenhum testemunho de banqueiros "mórmons". Isso equivaleria a eu mesmo escrever um testemunho: "A quem interessar possa: o portador, Heber J. Grant, é um homem honrado. Respeitosamente, Heber J. Grant." ¶
Todas as minhas credenciais vinham de pessoas que não eram de nossa Igreja. Ele disse: "Não importa o que você tenha. Não publicaremos nada do que você tem a dizer. Cremos ter publicado as coisas certas." "Sei", respondi eu, "que vocês publicaram o que é falso." ¶
Naquela época, esperava-se que todos os nossos missionários na Grã-Bretanha usassem cartola e casaca à moda do Príncipe Alberto. Pareciam ser muito exigentes, naquele tempo, quanto à indumentária. Mudaram um pouco nos últimos vinte anos, ou mais. ¶
O EDITOR ASSISTENTE ¶
Ao chegar à porta, coloquei meu chapéu, virei-me, tirei-o de novo e fingi ter tido uma ideia. Na verdade, já tivera a ideia enquanto subia as escadas, depois que o rapaz me disse que o editor estava fora, mas que o editor assistente, Sr. Robinson, me receberia. Voltei-me e disse: "A propósito, minha carta não era para o senhor. O editor está fora. O senhor é apenas o editor assistente e, se bem me lembro, o rapaz que me acompanhou até aqui disse que seu nome era Robinson. Está correto?" ¶
Ele disse: "Está." ¶
"O senhor conhece Phil Robinson?" ¶
"Todo mundo conhece Phil Robinson." ¶
Eu disse: "O senhor aceitaria qualquer afirmação feita por Phil Robinson?" ¶
"Certamente que sim." ¶
"Ele representou o London Telegraph, um dos dois maiores jornais de Londres (e enfatizei os dois maiores, porque o jornal do senhor não era um deles), durante a Guerra dos Bôeres?" ¶
"Sim, ele era o correspondente deles." ¶
"Todas as suas afirmações foram aceitas a cem por cento?" ¶
"Certamente." ¶
"Então o senhor acreditaria em tudo o que ele diz?" "Certamente." ¶
"Muito bem. Compre o livro dele intitulado 'Sinners and Saints' [Pecadores e Santos], e verá que tudo o que o senhor publicou em seu jornal é pura e simplesmente mentira. Custará apenas dois xelins, e, se isso for caro demais, terei muito prazer em comprá-lo e presenteá-lo ao senhor com meus cumprimentos." ¶
Ele disse: "O senhor me surpreende." ¶
Eu disse: "O senhor não é a única pessoa que se surpreendeu ao se deparar com a questão mórmon." Ele disse: "Escreva-nos meia coluna." ¶
Eu disse: "Sete a dez colunas de falsidades e meia coluna de retratação. Pequenos favores recebidos com gratidão, e maiores na mesma proporção. Em duas horas, o senhor terá sua meia coluna." ¶
O MANUSCRITO DEVOLVIDO ¶
Enviei-o a ele. Ele o guardou os habituais trinta a sessenta dias e devolveu-o com o habitual formulário impresso, muitos dos quais já vi: "O editor lamenta muito não poder encontrar espaço para este artigo." O manuscrito me foi devolvido. ¶
A CONDIÇÃO NA EUROPA HOJE ¶
Que mudança maravilhosa! Quando o irmão Talmage, que está sentado neste púlpito, presidiu a missão europeia, e hoje, enquanto o irmão John A. Widtsoe preside essa missão, temos conseguido publicar nos jornais praticamente tudo o que desejamos. Eles nos dão os melhores tipos de notícias a respeito de nossas conferências ali, notícias favoráveis e honrosas. ¶
NOSSO JORNAL MATUTINO LOCAL ¶
Sou grato além do que posso exprimir pela mudança de atitude de nosso jornal matutino local. Quero prestar-lhes um tributo por publicarem doze páginas com ilustrações de todos os presidentes da Igreja, de meus conselheiros, de nosso grande templo nesta cidade e de todos os nossos outros templos, e por aceitarem um artigo escrito por uma das Autoridades Gerais da Igreja, ocupando as doze páginas. ¶
Lembro-me de que, há alguns anos, preguei um sermão neste tabernáculo, e o relato dele foi tão distorcido por aquele jornal no dia seguinte que foi quase tão honesto quanto se um homem tivesse dito: "Matei John Jones em legítima defesa", e alguém tivesse publicado que esse homem disse: "Matei John Jones", sem mencionar que foi "em legítima defesa". ¶
Lembro-me de que o presidente da grande companhia de seguros Hartford Fire Insurance, da qual eu era o agente naquela época (tive a honra de representá-los por mais de cinquenta anos), estava na plateia no ¶
momento em que preguei o sermão. Na manhã seguinte, ele leu esse relato distorcido e me disse: "O senhor deveria processar esse jornal caluniador; não foi de modo algum isso o que o senhor disse. Torceram completamente o que o senhor disse, tornando-o algo totalmente diferente." ¶
Hoje, ninguém poderia pedir publicidade mais justa, nem um artigo melhor escrito, com ilustrações, do que as doze páginas que o Tribune publicou recentemente, às quais me refiro. Sou muito grato por esta maravilhosa mudança. ¶
UM OPOSITOR FEROZ ¶
Lembro-me de que, quando George Q. Cannon foi eleito delegado ao Congresso, seu direito a um assento no Congresso foi contestado. O advogado que foi a Washington para se opor ao irmão Cannon, em nome do homem que havia recebido, pelo que me lembro, apenas dez por cento dos votos que o presidente Cannon recebera, disse aos congressistas que éramos um povo vil, e afirmou que, se um homem se opusesse à hierarquia mórmon, corria o risco de desaparecer sem que ninguém soubesse o que lhe havia acontecido; que um homem arriscava a vida se ousasse se opor ao povo mórmon. Quando terminou, o presidente Cannon lhe disse, chamando-o pelo nome: ¶
"O senhor se orgulha de que não há oponente mais amargo, mais implacável e mais feroz deste terrível sistema mórmon do que o senhor, não é mesmo?" ¶
"Certamente que sim." ¶
O irmão Cannon disse, dirigindo-se ao comitê que julgava seu caso: "Senhores, não creio que seja de forma alguma necessário que eu responda aos argumentos do cavalheiro. Ele viveu conosco por mais de vinte anos. Tem uma bela residência que custou cerca de 25.000 dólares para ser construída." Então sentou-se, e o comitê votou para que o irmão Cannon mantivesse seu assento. ¶
O DIREITO DE VOTO ÀS MULHERES ¶
Anos depois, sugeriu-se que o horrível problema mórmon poderia ser resolvido concedendo o direito de voto às mulheres. Aconteceu que a legislatura estava em sessão naquela época, e não havia um único não mórmon na legislatura. Dentro de 48 horas, se minha memória não me falha, as mulheres foram habilitadas a votar por nossa legislatura. O mesmo cavalheiro que fora empregado para lutar contra a posse de George Q. Cannon no Congresso foi enviado a Washington para que se retirasse o direito de voto das mulheres mórmons, alegando que isso apenas acrescentava poder à terrível hierarquia. Declarou que os mórmons tinham de duas a vinte esposas, etc., e que essas mulheres eram todas escravas e votavam exatamente como seus maridos as mandavam. ¶
Quando ele terminou de falar, o presidente Cannon comentou: "Não é surpreendente, senhores, sendo todos vocês casados, como alguns homens inteligentes acreditam que as esposas de outros homens possam ser mandadas?" Depois se sentou. Havia destruído o argumento do cavalheiro. ¶
Contudo, quando a discussão chegou ao Congresso dos Estados Unidos, o direito de voto foi retirado das mulheres de Utah, mas mais tarde foi restaurado quando Utah alcançou a condição de estado. ¶
CASAMENTO PLURAL ¶
A afirmação de que todo mórmon tem de duas a vinte esposas, proferida muitas e muitas vezes, é uma falsidade absoluta. Presidi eclesiasticamente, por dois anos, um dos condados durante o tempo em que pregávamos e praticávamos o casamento plural, e nenhum indivíduo tinha permissão de tomar uma esposa plural sem a recomendação escrita do bispo da ala em que residia, atestando seu caráter. E não somente isso: o presidente de estaca também tinha de atestar seu caráter. E, antes que pudesse entrar no templo para se casar com uma esposa plural, o Presidente da Igreja tinha de lhe dar uma recomendação. Recebi apenas dois pedidos de permissão para casamento plural durante todo o tempo em que presidi a estaca de Tooele de Sião, que abrangia todo o condado de Tooele, e recusei ambos. Disse ao primeiro requerente: "O que falta em sua família é juízo suficiente para cuidar de uma esposa e uma família, e certamente o senhor não obterá de mim uma recomendação para se casar com outra esposa." ¶
Ao segundo homem, eu disse: "Aconteceu que morei em Salt Lake antes de vir para cá, e, embora o senhor seja atestado por seu bispo, ele não está familiarizado com sua conduta quando o senhor está em Salt Lake. Aconteceu que o vi sob a influência de bebida, e homens como o senhor não obterão de mim uma recomendação para tomar outra esposa. Já é ruim o bastante ter um homem que quebra a Palavra de Sabedoria e se embriaga criando uma família, sem lhe dar a oportunidade de criar outra." ¶
Nunca houve, na história do povo de Utah, uma época em que dois por cento da população estivesse sujeita ao ato Edmunds-Tucker. Mas era um argumento muito conveniente dizer que importávamos, como ainda se diz que fazemos, mulheres para Utah e as forçávamos ao casamento plural. ¶
UM INCIDENTE EM CHICAGO ¶
Na primeira vez em que estive no leste, na cidade de Chicago, em maio de 1883, um cavalheiro que mais tarde se tornou gerente geral de uma das maiores companhias de seguros do mundo, cujo representante eu era, levou-me para jantar no Palmer House. Depois do jantar, havia cerca de vinte senhoras no salão, e ele me disse: "Convidei minhas amigas aqui, Sr. Grant, para conhecê-lo." ¶
Eu era um jovem de 26 anos, e era minha primeira viagem ao leste. Nunca havia lido um livro de etiqueta — e, a propósito, nunca li nenhum desde então — e por isso observava o que as pessoas faziam para não cometer um erro. Notei que, depois de comermos, nos trouxeram tigelas com um pedaço de laranja dentro. Achei que não se parecia muito com laranjada e me perguntei o que era. Vi meu amigo molhar os dedos na água e enxugá-los, e fiz o mesmo. ¶
Quando saímos para o salão, notei que ele manteve o chapéu na cabeça, apesar de haver senhoras presentes. Assim, mantive o meu também. Uma das senhoras se voltou para mim, depois de conversarmos alguns instantes, e disse: ¶
"Ora, ora, realmente, Sr. Grant, não desejo ofendê-lo, mas o senhor se importaria de tirar o chapéu?" ¶
Eu disse: "De modo algum, senhora. Tenho apenas 26 anos, e os chifres não nascem nos mórmons até os 32. A senhora terá de esperar mais seis anos." ¶
Ela corou e disse: "Ah, já ouvi dizer que os mórmons têm chifres." ¶
Eu disse: "Imaginei que a senhora já tivesse ouvido isso, mas eles só nascem, cara senhora, quando fazemos 32 anos. Lamento ter de desapontá-la." ¶
PUBLICIDADE JUSTA ¶
As coisas mudaram. Tivemos algumas das melhores publicidades em todo o país. De vez em quando via uma foto ou outra de mim mesmo, de Brigham Young e de outros, junto com artigos a nosso respeito, que, se eu estivesse em um júri julgando a pessoa dona do rosto representado naquelas fotos, tenho certeza de que a condenaria, seja qual fosse a acusação. Por outro lado, houve melhor publicidade e melhores artigos publicados a nosso respeito durante esta celebração centenária do que qualquer coisa que eu já tenha lido antes, e sou muito grato por isso. ¶
Quero prestar este tributo àqueles que publicaram esses artigos, e pretendo agradecer com gratidão os muitos telegramas que recebemos. ¶
NOSSO POVO RESPEITADO ¶
Quando penso que, por anos e anos, nenhuma única pessoa de Utah jamais conseguiu obter emprego em Washington, e que hoje temos várias centenas de nosso povo empregadas ali, e quando penso que o delegado de Utah foi expulso anos atrás, e que hoje um dos apóstolos da Igreja é reconhecido como um dos senadores mais proeminentes e destacados dos Estados Unidos, respeitado pelo presidente e seus colegas, regozijo-me com essa maravilhosa mudança. ¶
Regozijo-me por ter ouvido o ex-presidente Taft me dizer, quando o encontrei em uma viagem a Washington: "Sr. Grant, o senhor não me visitou da última vez que esteve aqui. Agora quero que fique entendido que o senhor nunca deve vir a Washington sem vir me ver. Há em meu coração um caloroso sentimento por seu povo. Tenho grande respeito por eles, e quero que me visite sempre que estiver aqui." ¶
Ele estava em tal estado de saúde debilitada que não pude visitá-lo na última vez em que estive em Washington. Regozijo-me com a amizade para com nosso povo de todo presidente dos Estados Unidos, desde o presidente Roosevelt até os dias de hoje. ¶
A AMIZADE DE U. S. GRANT ¶
Regozijo-me com a amizade de Ulysses S. Grant. Ele enviou vários funcionários cujo trabalho e único objetivo pareciam ser destruir nosso povo politicamente e tirar-nos o direito de voto, e fazer tudo o que pudessem contra nós. Mas ele mesmo veio aqui e conheceu o povo. Viu 20.000 crianças vigorosas e belas na colina ¶
próxima de onde hoje fica a catedral católica, agitando bandeiras americanas, e jovens moças, todas vestidas de branco, cantando uma canção. E quando sua carruagem parou, e elas deram as boas-vindas ao presidente dos Estados Unidos, ele perguntou: "De quem são essas crianças? São mórmons?" Quando lhe disseram que sim, ele disse: "Mentiram para mim de maneira ultrajante." Voltou para casa e cortou a cabeça dos funcionários — figurativamente falando — que havia enviado para cá, e depois nos enviou bons homens. A todos os que se dispuseram a lhe contar inverdades a nosso respeito, ele dizia: "Eu estive lá. Eu os conheci. Eu sei." ¶
PADRÕES ELEVADOS ¶
A única coisa em que me regozijo é que as pessoas estão começando a saber que, se formos julgados pelo padrão estabelecido pelo Salvador do mundo, elas não podem deixar de nos respeitar. Qual foi o primeiro grande mandamento de Deus? Multiplicar-se e encher a terra. Temos uma taxa de natalidade mais alta, mais alta do que a média de qualquer estado da União. Temos uma taxa de mortalidade baixa. Estive envolvido no ramo de seguros por 58 anos. Temos uma taxa de mortalidade mais baixa do que as grandes companhias de seguro de vida. Um povo perverso jamais tem uma taxa de mortalidade baixa. Temos uma taxa de divórcio baixa. Temos uma taxa de insanidade baixa. ¶
OS PIONEIROS DO ARIZONA ¶
O ex-governador do Arizona observou, em certa ocasião, em um discurso público, que os pioneiros mórmons de Utah que haviam ido para o Arizona e ali se estabelecido, os primeiros pioneiros do Arizona, estavam entre as pessoas mais escolhidas e melhores daquele estado. Disse ele: "Em um aspecto em particular, estão sendo roubados de sua parte no dinheiro público deste estado. Em proporção ao seu número, estão sendo roubados de 2.500 a 3.000 por cento de sua parte nos impostos criminais, porque teriam direito a ter de 25 a 30 internos na penitenciária estadual e têm apenas um. E ainda, estão sendo roubados no sentido de que teriam direito a seis, sete ou oito no hospício, e não têm nenhum." ¶
Na primeira vez em que fui ao Arizona, depois de ouvir isso, citei o governador, e o juiz distrital se levantou na plateia e disse: "Sr. Grant, sou o juiz distrital. Aquele único era do condado de Apache, e desde então foi indultado." ¶
Um ano ou mais depois disso, o governador Campbell, sucessor do governador Hunt, que fizera a declaração que citei, estava aqui em uma convenção de todos os governadores dos diversos estados. Vieram ao nosso magnífico edifício de escritórios prestar homenagem à Presidência da Igreja, e, ao apertar a mão do governador Campbell, contei-lhe o que ouvira dizer que o governador Hunt havia dito, e do único interno na penitenciária estadual que fora indultado. Ele disse: "É correto. Ele era do condado de Apache, e foi indultado." ¶
PELOS SEUS FRUTOS ¶
Quando as pessoas param para refletir sobre a afirmação do Salvador: "Pelos seus frutos os conhecereis", e depois examinam o registro ¶
deixado pelos Santos dos Últimos Dias, não temos medo da decisão que se fará a respeito de nosso povo. Regozijamo-nos por estarmos nos tornando conhecidos exatamente pelo que somos. ¶
Sei, por meu contato com as pessoas nos primeiros dias, da vingatividade a respeito do casamento plural. Ouvi muitos homens dizerem: "Ora, Sr. Grant, é um crime, moral, intelectual e fisicamente, contra a posteridade desses casamentos polígamos." Eu disse: "Vejo-me obrigado a reconhecer a veracidade dessa afirmação, porque sou o último filho da última esposa, e sou um exemplo terrível, intelectual, física e moralmente, dos frutos do casamento plural entre os mórmons." ¶
Não consigo pensar em nada que me seja mais gratificante do que essa maravilhosa mudança que ocorreu entre os povos do mundo. ¶
Lembro-me de um incidente em que um jovem se candidatou a um cargo de destaque, pelo qual seu antecessor havia recebido um salário e comissão de pouco mais de trinta mil dólares por ano. Isso ocorreu em um dos estados periféricos, onde os mórmons têm poucos membros em comparação com outros. Nesse estado em particular, não creio que tenhamos cinco por cento de toda a população. O homem que oferecia o cargo disse ao jovem: "O senhor é mórmon?" ¶
"Ah, não", disse o jovem. "Já superei isso." ¶
O cavalheiro disse: "Bem, estamos considerando sua candidatura com outras. Volte mais tarde." ¶
Enquanto isso, mandou chamar o presidente de estaca e perguntou: "O que há com esse jovem?" Pensava que, ao anunciar que havia superado o mormonismo, conseguiria o emprego. "A menos que o senhor possa atestar sua honestidade", disse esse cavalheiro ao presidente de estaca, "ele não conseguirá o emprego. O que ele fez?" ¶
O presidente de estaca disse: "Bem, ele tem estudado psicologia, e acha que superou o mormonismo. Mas posso lhe dizer que o considero um jovem honrado e enérgico." ¶
"Então", disse o cavalheiro, "nós lhe daremos o cargo." ¶
OBSERVADORES DA PALAVRA DE SABEDORIA ¶
A palavra "mórmon" hoje é sinônimo de pessoa honrada, íntegra, sóbria e trabalhadora, desde que essa pessoa mórmon viva de acordo com sua religião. ¶
Somos, fundamentalmente, a favor da proibição. Como Santos dos Últimos Dias, temos, como todos sabem — e, se há aqui algum estranho, eu o anuncio a eles —, o que se conhece em nossa Igreja como Palavra de Sabedoria, uma revelação dada a Joseph Smith, na qual somos instruídos a deixar as bebidas quentes (e Joseph Smith interpretou "bebidas quentes" como significando chá e café), o tabaco e as bebidas alcoólicas; que o tabaco não faz bem ao homem, e que a bebida alcoólica não faz bem ao homem, salvo para a lavagem do corpo. Prometeu-se-nos que, se obedecermos à Palavra de Sabedoria, ela nos dará força física, pela qual o anjo destruidor passará por nós, como passou pelos filhos de Israel. E prometeu-se-nos que teremos tesouros escondidos de conhecimento se vivermos de acordo com a Palavra de Sabedoria. ¶
É apenas justo dizer a nossos amigos que possam ter nos honrado com sua presença aqui esta tarde que temos mais de 1.000 bispos de alas e presidentes de ramo nesta Igreja, desde o Canadá até o México, e cada um deles tem dois conselheiros, e cada bispado e presidência de ramo tem um secretário. Assim, temos mais de 4.000 homens nas diferentes alas desta Igreja que devem se comprometer a guardar a Palavra de Sabedoria, ou não os empossamos no cargo. Ocasionalmente, alguns homens não cumprem seu compromisso, mas, a menos que se arrependam, oferecemos-lhes sua renúncia, e é claro que a aceitam, pois não têm outra opção. ¶
ENDOSSAMOS O QUE DISSE LINCOLN ¶
Além disso, temos mais de cem estacas na Igreja. Uma estaca inclui de cinco a dez ou doze alas. Há um presidente e dois conselheiros e um sumo conselho de doze e um secretário de estaca em cada uma dessas estacas. Temos mais de 2.000 homens como oficiais dessas estacas que fazem o mesmo compromisso de obedecer à Palavra de Sabedoria. Portanto, no que nos diz respeito, acreditamos e endossamos com todo o coração, sempre acreditamos e sempre esperamos fazê-lo, esta notável e maravilhosa declaração que vou ler agora, de um homem que foi amado talvez tanto quanto qualquer outro que já ocupou a cadeira presidencial dos Estados Unidos após o fim da guerra. Coisas terríveis foram ditas a respeito dele pouco antes de a guerra começar e enquanto estava em curso. Disse Lincoln: ¶
"Que cada americano, cada amante da liberdade, cada aquele que deseja o bem de sua posteridade, jure pelo sangue da revolução nunca violar, em nenhum detalhe, as leis do país, e nunca tolerar que outros as violem. Assim como os patriotas de setenta e seis sustentaram a Declaração de Independência, que todo americano empenhe sua vida, seus bens e sua honra sagrada em apoio à Constituição e às leis. Que todo homem lembre que violar a lei é pisotear o sangue de seu pai, e rasgar a carta de sua própria liberdade e da liberdade de seus filhos. Que a reverência pela lei seja soprada por toda mãe americana ao bebê que balbucia em seu colo. Que seja ensinada nas escolas, nos seminários e nas faculdades. Que seja escrita nas cartilhas, nos livros de soletração e nos almanaques. Que seja pregada do púlpito, proclamada nos salões legislativos e aplicada nos tribunais de justiça. Em suma, que se torne a religião política da nação." ¶
Como já disse, somos fundamentalmente a favor da proibição, e sentimos que qualquer homem que viole a lei da proibição, a Décima Oitava Emenda, enquanto ela estiver em vigor, está incentivando a anarquia e demonstra falta daquele patriotismo que deveria estar na mente e no coração de todo verdadeiro americano. ¶
A CONSTITUIÇÃO É INSPIRADA ¶
Quero dizer a nossos amigos que nos visitam aqui hoje que os Santos dos Últimos Dias creem, e têm ensinado desde o princípio, que Deus levantou os homens que escreveram a Constituição deste país; que se trata de um documento inspirado, e que o Senhor lutou ao lado de nossos pais revolucionários. ¶
Foi meu privilégio ser um dos homens que trabalharam para que tivessem ¶
êxito as campanhas do Empréstimo da Liberdade. Fui presidente de duas dessas campanhas no estado de Utah, até me tornar presidente dos apóstolos. Estive presente, na Califórnia, em uma convenção de pessoas conhecida como o Comitê Patriótico dos Mil. E depois tivemos uma reunião menor, na qual tive a permissão de ser orador em ambas as reuniões. Nesta última reunião, havia um sentimento bastante forte de que parecia que os inimigos dos Estados Unidos e de nossos exércitos iriam vencer. Esses homens diziam que o desfecho parecia muito duvidoso. Eu disse: "Há algumas pessoas que não têm medo algum a este respeito, e essas pessoas são os mórmons. Por quê? Porque não apenas cremos na Bíblia, mas cremos no Livro de Mórmon, como um registro divinamente inspirado, que é a escritura sagrada dos antepassados dos índios americanos, que dá uma história sagrada de muitos de seus profetas e outros. No Livro de Mórmon, encontramos a afirmação de que esta terra — a América — é uma terra de liberdade, escolhida acima de todas as outras terras, e que nenhum rei reinará aqui. Assim, não tememos que o Kaiser algum dia vença a guerra. Estamos convencidos de que Deus está do nosso lado neste grande conflito." ¶
TRIBUTO A JOSEPH SMITH ¶
Regozijo-me com a maravilhosa mudança que ocorreu e com a manifestação de boa vontade para com nosso povo. Alegramo-nos por as pessoas começarem a reconhecer que Joseph Smith foi um homem muito notável e extraordinário. Embora eu já a tenha citado muitas vezes, vou encerrar meus comentários citando Josiah Quincy, em certa ocasião prefeito da grande cidade de Boston, homem que conheceu muitos dos principais homens de seu tempo. Ele prestou uma homenagem verdadeiramente notável ao Profeta Joseph Smith. Por causa de nossos amigos que estão aqui como turistas — os Santos dos Últimos Dias já ouviram esta citação muitas vezes —, decidi lê-la antes de concluir meus comentários aqui hoje. ¶
"De modo algum é improvável que algum futuro livro didático, para uso das gerações ainda por nascer, contenha uma pergunta mais ou menos assim: Qual americano histórico do século dezenove exerceu a influência mais poderosa sobre os destinos de seus compatriotas? E de modo algum é impossível que a resposta a essa pergunta venha a ser escrita assim: 'Joseph Smith, o Profeta Mórmon.' E essa resposta, por mais absurda que sem dúvida pareça à maioria dos que vivem hoje, poderá ser um lugar-comum óbvio para seus descendentes. A história é feita de surpresas e paradoxos tão surpreendentes quanto este. O homem que fundou uma religião nesta era de livre debate, que foi e é hoje aceito por centenas de milhares como um enviado direto do Altíssimo — um ser humano tão singular não pode ser descartado apedrejando sua memória com epítetos desagradáveis. Fanático, impostor, charlatão, ele pode ter sido; mas esses rótulos duros não oferecem solução alguma para o problema que ele nos apresenta. Fanáticos e impostores vivem e morrem todos os dias, e sua memória é sepultada com eles; mas a maravilhosa influência que este fundador de uma religião exerceu e ainda exerce o coloca em relevo diante de nós, não como um vilão a ser incriminado, mas como um fenômeno a ser explicado. As questões mais vitais que os americanos hoje se perguntam uns aos outros dizem respeito a este homem e ao que ele nos deixou... Uma geração diferente da minha terá de lidar com essas questões. São questões candentes, que hão de ocupar lugar de destaque na história do país, para aquele robusto autoafirmador a quem visitei em Nauvoo. Joseph Smith, alegando ser um mestre inspirado, enfrentou adversidades como poucos homens já enfrentaram, e, finalmente, quarenta e três dias depois de eu o ter visto, foi ¶
alegremente a uma morte de mártir. Ao entregar-se ao governador Ford, a fim de evitar o derramamento de sangue, o Profeta teve um pressentimento do que o esperava. 'Vou como um cordeiro para o matadouro', disse-se que ele afirmou, 'mas estou calmo como uma manhã de verão. Tenho a consciência isenta de ofensa e morrerei inocente.' Não tenho teoria alguma a apresentar sobre este homem extraordinário. Simplesmente relatarei os fatos de meu contato com ele. ¶
"'Que belo homem', teria murmurado instintivamente o transeunte ao encontrar o notável indivíduo que havia moldado a forma que iria configurar os sentimentos de tantos milhares de seus semelhantes mortais. Mas Smith era mais do que isso, e não se podia deixar de ter a impressão de que capacidade e recursos eram naturais a sua figura robusta. Já mencionei a semelhança que ele tinha com Elisha R. Potter, de Rhode Island, a quem conheci em Washington em 1826. A semelhança não era do tipo que se reconheceria em um retrato, mas antes daquela que se sentiria em uma grave emergência. De todos os homens que já conheci, esses dois pareciam ser os mais dotados daquela faculdade régia que dirige, como por direito intrínseco, as almas fracas ou confusas que buscam orientação. ¶
"Então passamos a falar de política. Smith reconhecia a maldição e a iniquidade da escravidão, embora se opusesse aos métodos dos abolicionistas. Seu plano era que a nação pagasse pelos escravos com a venda de terras públicas. 'O Congresso', dizia ele, 'deveria ser obrigado a seguir esse rumo, por petições de todas as partes do país, mas os peticionários devem renunciar a toda aliança com aqueles que perturbariam os direitos de propriedade reconhecidos pela Constituição e que fomentam a insurreição.' Talvez valha a pena observar que o plano de Smith foi publicamente defendido onze anos mais tarde por alguém que misturou tanta sagacidade prática a sua elevada filosofia. Em 1855, quando os ânimos haviam sido profundamente agitados pela questão da escravidão, Ralph Waldo Emerson declarou que ela deveria ser resolvida em conformidade 'com o interesse do Sul e com a consciência estabelecida do Norte. Não é realmente uma grande tarefa, uma grande luta, para este país realizar, comprar essa propriedade do fazendeiro, como a nação britânica comprou os escravos das Índias Ocidentais.' Diz ele ainda que os 'Estados Unidos serão levados a ceder cada palmo de suas terras públicas para um propósito como este.' Nós, que podemos olhar para trás e ver o terrível custo da guerra fratricida que pôs fim à escravidão, dizemos agora que tal solução para a dificuldade teria sido digna de um estadista cristão. Mas, se o erudito reclusso estava à frente de seu tempo ao defender essa destinação da propriedade pública em 1855, o que direi eu do líder político e religioso que já se havia comprometido, por escrito e em conversas, com o mesmo rumo em 1844?" ¶
DE ESTADISTA E INSPIRADO ¶
Nós, como Santos dos Últimos Dias, dizemos que Deus, por meio de seu profeta inspirado, Joseph Smith, apontou o caminho para poupar a enorme perda de vidas humanas, os corações partidos e o imenso desperdício de dinheiro que a rebelião trouxe, vendendo terras públicas para comprar os escravos. ¶
"Se a atmosfera das opiniões dos homens foi agitada por tal proposta, quando nuvens de guerra já eram visíveis no céu, não foi uma palavra de estadista, onze anos antes, quando os céus pareciam tranquilos e benignos?" ¶
Foi uma palavra de estadista e inspirada, proferida pelo profeta do Deus vivo. ¶
"Nascido nas mais baixas fileiras da pobreza, sem instrução livresca e com o mais comum de todos os nomes humanos, ele havia se tornado, aos trinta e nove anos, um poder sobre a terra. De toda a numerosa família Smith, nenhum conquistou tanto os corações humanos e moldou tantas vidas humanas quanto este Joseph. Sua influência, seja para o bem seja para o mal, é potente hoje, e o fim ainda não chegou. ¶
"Procurei dar os detalhes de minha visita ao profeta mórmon com absoluta exatidão. Se o leitor não sabe exatamente o que pensar de Joseph ¶
Smith, não posso ajudá-lo a sair dessa dificuldade. Eu mesmo permaneço perplexo diante do enigma." ¶
Por todo o vasto mundo, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo tem sido proclamado por élderes fracos e humildes, muitos dos quais nunca haviam se posto de pé para falar em público antes de serem enviados ao mundo. Homens e mulheres de toda denominação sob o céu, de toda seita religiosa, e em todo país aonde o Evangelho chegou, receberam o testemunho do Espírito Santo de que Joseph Smith foi e é um profeta do Deus verdadeiro e vivo, e sacrificaram suas famílias, seus amigos, seus lares e seus companheiros. Muitos deles, nos primeiros dias, foram expulsos por suas famílias, como coisas más, por causa do testemunho que havia entrado em seus corações da divindade desta obra. ¶
TESTEMUNHO ¶
Agradeço a Deus pelo conhecimento que possuo, pela inspiração de seu Espírito, de que Deus vive, de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Redentor do mundo, o Unigênito do Pai na carne. E agradeço-lhe por saber que Joseph Smith foi um profeta do Deus verdadeiro e vivo. Regozijo-me por ter tido o privilégio de dar este testemunho desde o Canadá, ao norte, até o México, ao sul, na Inglaterra, na Irlanda, na Escócia, no País de Gales, na Alemanha, na França, na Bélgica, na Holanda, na Suíça, na Noruega, na Suécia, na Dinamarca, nas Ilhas Havaianas e na distante terra do Japão. Que Deus me ajude, e a todo Santo dos Últimos Dias que tenha um testemunho da divindade da obra em que estamos empenhados, a viver de tal maneira que nossas vidas proclamem a verdade deste Evangelho, é minha humilde oração, e a peço em nome de Jesus Cristo, nosso Redentor. Amém. ¶
Quero dizer que fiquei tomado de gratidão por nossa maravilhosa e prodigiosa pageant. Meu coração se enche de profunda gratidão para com aqueles que dela participaram. Já mencionei isso na conferência, mas quero mencioná-lo novamente hoje. ¶
Temos agora arquivados mais de cinquenta mil pedidos de ingressos adicionais para a pageant. Não sei como conseguiremos acomodar todas as pessoas que desejam vê-la. Mas nos regozijamos com a lealdade e o patriotismo de nosso coro e de todos os que participaram desta grande pageant. E somos gratos pela excelente recepção que ela teve de todos os cidadãos que a assistiram. ¶