Regozijo-me por poder novamente
Heber J. Grant
Regozijo-me por poder novamente reunir-me com os Santos em conferência geral. Rogo com toda a sinceridade e humildade que o Senhor me ajude a dar expressão a alguns dos pensamentos que me vieram à mente durante os últimos meses e enquanto ouvia as observações feitas desde que se abriu nossa conferência, e os belos cânticos entoados em nossa audiência. Não desejo dizer uma só palavra que ofenda, ou que não esteja em harmonia com a inspiração do Senhor. Com toda a humildade, desejo o auxílio de vossa fé e de vossas orações, para que o que eu disser possa ser para o benefício dos Santos dos Últimos Dias aqui reunidos. ¶
Hinos Apropriados às Condições Atuais
Pareceu-me que os hinos entoados em nossa audiência desde que se abriu esta conferência são maravilhosamente apropriados à condição atual dos assuntos em todo o mundo. Creio deveras que é um tempo em que os Santos dos Últimos Dias devem sentir em seus corações a inspiração que veio ao Irmão William Clayton quando o grande pioneiro, Brigham Young, lhe disse que escrevesse um hino que animasse e abençoasse os Santos em sua grande jornada pioneira a estes belos vales. O Irmão Clayton escreveu: "Vinde, vinde, ó Santos, não temais labuta nem labor, mas segui vosso caminho com alegria." E ainda: "Por que pensaríamos merecer grande recompensa, se agora fugimos da luta?" E ainda: "E se morrermos antes de concluída nossa jornada, dia feliz, tudo está bem." Sinto que hoje estamos entrando, como parte de nossa grande Nação, em uma grande e maravilhosa jornada, que estamos empenhados em uma guerra de retidão na qual a Nação arrisca sua vida, uma guerra que sem dúvida significará a morte de muitos dos nobres rapazes que se alistaram voluntariamente ou foram convocados para o exército e a marinha. Sinto que todo Santo dos Últimos Dias pode, com espírito fervoroso, cantar este esplêndido hino pioneiro, "Vinde, vinde, ó Santos, não temais labuta nem labor", e que aqueles que têm fé constante em nosso Senhor Jesus Cristo e em seu sangue redentor devem ir à guerra sob a inspiração do Senhor, e que podem orar honesta e conscienciosamente para que o Senhor os preserve e abençoe e lhes dê êxito, mesmo em guerra. ¶
Penso que um dos mais grandiosos hinos já escritos por algum de nossos poetas locais é o de John Jaques, ¶
Ó, Dize, o que é a Verdade? ¶
Ó dizei, que é a verdade? É a mais bela joia ¶
Que as riquezas dos mundos podem produzir; E o valor da verdade será inestimável quando O diadema mais custoso do orgulhoso monarca ¶
For contado apenas escória e refugo. ¶
Sim, dizei, que é a verdade? É o mais brilhante prêmio ¶
A que mortais ou deuses podem aspirar; Ide buscá-la nas profundezas onde reluzente jaz. Ou ascendei em sua busca aos céus mais altos; ¶
É um alvo para o mais nobre desejo. ¶
O cetro pode cair das mãos do déspota ¶
Quando com os ventos da justiça severa se defronta, Mas o pilar da verdade perdurará até o fim, E seus firmes baluartes resistirão à rude rajada, E ao naufrágio das esperanças do cruel tirano. ¶
Então, dizei, que é a verdade? É o último e o primeiro, ¶
Pois transpõe os limites do tempo: Ainda que os céus se apartem, e rompam-se as fontes da terra, A verdade, a soma da existência, resistirá ao pior, ¶
Eterna, imutável, para sempre. ¶
"pelas suas próprias bocas." ¶
Há alguns dias, um amigo meu emprestou-me este livro que ainda não li. Intitula-se Out of their own Mouths [Pelas Suas Próprias Bocas], e a citação bíblica, "pela tua boca te julgarei," está na capa do livro. Sentimentos que são tudo, menos verdadeiros. Falando de verdade, permiti-me citar Frederico, o Grande. Frederico foi um dos homens que roubaram aquelas províncias e despojaram outros povos de seus bens, como referido pelo Presidente Lund esta manhã. ¶
Se há algo a ganhar com isso, seremos honestos; se o engano for necessário, sejamos embusteiros. — Frederico II, Carta ao Ministro Radziwill. ¶
Lembrai-vos deste padrão de "Verdade" de Frederico, o Grande: ¶
Não vos envergonheis de fazer alianças com o propósito de obter vantagem delas somente para vós mesmo. ¶
Não cometais o grosseiro erro de não as abandonar quando convier a vosso interesse. ¶
Toma-se quando se pode, e só se erra quando se é obrigado a devolver. ¶
Entendo pela palavra "política" que é preciso fazer do engano dos outros o próprio estudo; é assim que se leva vantagem sobre eles.— Obras de Frederico II, edição de Berlim (1848). ¶
Nenhum ministro em casa, senão escriturários. Nenhum ministro no exterior, senão espiões. ¶
Formai alianças apenas para semear animosidades. ¶
Acendei e prolongai a guerra entre meus vizinhos. ¶
Prometei sempre ajuda e nunca a envieis. ¶
Só há uma pessoa no reino, que sou eu mesmo. — Notas marginais em um exemplar de Tácito, escritas pelo Rei e citadas por Diderot. ¶
"Todas as constituições escritas não passam de pedaços de papel." — Frederico Guilherme IV, Discurso do Trono, 11 de abril de 1847. Lembrai-vos, em contraste, das palavras inspiradas de nosso amado poeta "mórmon" John Jaques: "A verdade, a soma da existência, resistirá ao pior, eterna, imutável, para sempre." ¶
Eis algumas das (?) verídicas declarações do atual kaiser da Alemanha. Ao encontrar-se com um general e o governador da província de Liège, disse, quando visitaram Berlim: ¶
"Sois o governador de uma província com a qual sempre mantivemos boas relações de vizinhança. Recentemente, entendo, sentistes em vosso país sérias apreensões. Crede-me, essas apreensões eram desnecessárias." ¶
E em um banquete após a entrevista, disse ao general da Bélgica: "Fizestes muito bem em confiar em nós." A solene palavra de honra de uma nação garantiu a neutralidade da Bélgica, mas aquela palavra de honra foi um "pedaço de papel." "Fazeis bem em confiar em nós." Ao confiar naquele imperador, o que veio? A destruição de milhares e dezenas de milhares de cidadãos da Bélgica, a destruição de suas propriedades, a cobrança sobre eles de somas vastas, a tomada de milhões da nação como prisioneiros, e o fazê-los trabalhar em uma escravidão tão odiosa quanto a que existia no Sul antes dos dias da rebelião. ¶
Havemos de conquistar em toda parte, ainda que sejamos cercados de inimigos por todos os lados; pois vive um poderoso aliado, o velho e bom Deus no céu, que * * * sempre esteve ao nosso lado. — Guilherme II, Discurso, 28 de março de 1901. ¶
Ele fala com a mesma familiaridade do homem que profana o nome do Deus vivo. É uma profanação do Deus vivo falar de que ele estaria ao lado de uma nação que quebra seus solenes compromissos, e trata constituições e tratados como "pedaços de papel." ¶
Creio, como crê nosso amado Presidente Joseph F. Smith, que a Constituição dos Estados Unidos foi escrita pela inspiração de Deus Todo-Poderoso. Isso me foi ensinado ao colo de minha querida mãe, que já partiu para sua recompensa no céu. Sei que qualquer governante que pretenda ser representante de Deus Todo-Poderoso e que tire as liberdades de seus semelhantes não é representante de Deus. Podeis tirar vossas próprias conclusões sobre a quem ele representa. Eu ia dizer, mas talvez seja melhor não dizer. ¶
Lembrai-vos de que sois o povo escolhido! O Espírito do Senhor desceu sobre mim porque eu sou o Imperador dos alemães! ¶
Sou o instrumento do Todo-Poderoso. Sou sua espada, seu agente. Ai e morte a todos os que se opuserem à minha vontade! Ai e morte aos que não creem em minha missão! Ai e morte aos covardes! ¶
Que pereçam todos os inimigos do povo alemão! Deus exige sua destruição, Deus que, por minha boca, vos ordena que façais sua vontade! — Guilherme II, Proclamação ao Exército do Oriente, 1914. ¶
Nenhuma pessoa honesta precisa que lhe digam de onde vem a inspiração para uma declaração tão condenável. ¶
O triunfo da Grande Alemanha, que um dia há de dominar toda a Europa, é o único fim pelo qual lutamos. — Guilherme II, Proclamação, junho de 1915. ¶
Não é por discursos e resoluções de maiorias que se decidem as grandes questões do tempo — esse foi o erro de 1848 e 1849 — mas por ferro e sangue. — Bismarck, na Comissão Militar da Câmara dos Deputados da Prússia, 1862. ¶
Poemas Inspirados
Quando estive na Alemanha, há alguns anos, enquanto presidia a Missão Europeia, tive o prazer de visitar muitas das cidades do continente, e uma das cidades que visitei foi Berlim, uma das ¶
mais belas de todo o mundo; outra foi Dresden. Enquanto viajava de Dresden a Berlim, li e memorizei um poema de Goethe, o maior poeta da Alemanha. Creio que John Jaques, William Clayton, Parley P. Pratt, Eliza R. Snow e outros, cujos belos hinos ouvimos cantar aqui hoje, foram inspirados pelo Senhor. Creio que homens como Goethe, ao escrever, são inspirados pelo Senhor, quando são retos e honestos e se esforçam por escrever aquilo que é edificante e nobre. Prouvera a Deus que todo alemão aprendesse os quatro breves versos do poema de Goethe, como eu aprendi, e percebesse que são palavras divinamente inspiradas: ¶
Três Lições. ¶
Há três lições que eu escreveria, ¶
Três palavras, como que com pena em brasa; Em traços de luz eterna ¶
Sobre o coração dos homens. ¶
Tende fé, ainda que nuvens vos cerquem E a alegria esconda o rosto com desdém, ¶
Afastai a escuridão de vossa fronte, Não há noite que não tenha sua manhã. ¶
Tende esperança, aonde quer que vosso barco seja levado, A calmaria disfarça o júbilo da tempestade; ¶
Sabei isto: Deus governa as hostes do céu, Os habitantes da terra. ¶
Espero que o kaiser Guilherme viva o suficiente para que estas palavras se gravem em seu próprio cérebro: "Sabei isto: Deus governa as hostes do céu, os habitantes da terra." Goethe encerra com esta suprema declaração de amor, uma declaração em harmonia com os ensinamentos de nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo; uma declaração em harmonia com a vontade de nosso Pai celestial: ¶
Tende amor — não amor somente para um, ¶
Mas chamai o homem, como homem, de irmão, E espalhai, como um sol que gira, ¶
Vossas caridades sobre todos. ¶
O Que o Kaiser Diz Ser
Que espécie de caridades tem espalhado a casa reinante da Alemanha? Assassinato, pilhagem, roubo, é a espécie de caridade e amor que têm espalhado. Permiti-me ler-vos as palavras do Kaiser tiradas de um livro intitulado My Ideas and Ideals [Minhas Ideias e Ideais] — Guilherme II; ¶
Como me considero um instrumento do Senhor, sou indiferente ao ponto de vista da época presente. ¶
Eu também, como meu avô imperial, represento a realeza pela graça de Deus. ¶
Cada um dos príncipes Hohenzollern foi, desde o início de sua carreira, consciente de que era apenas o vigário de Deus na terra. ¶
Repito que a inspiração de Guilherme II vem de fonte diferente de Deus — (o orador aqui apontou para baixo). ¶
Meu rumo é o certo, e nele continuarei a dirigir. Só há um senhor neste país; sou eu, e não tolerarei outro. ¶
Só havia um senhor, pensava também Napoleão Bonaparte, mas ele não triunfou no final. "Sabei isto: Deus governa as hostes do céu, os habitantes da terra;" e o kaiser há de descobrir isso se viver o bastante, e espero e rogo que viva. ¶
Só há uma lei — minha lei; a lei que eu mesmo estabeleço. ¶
Há a lei da justiça, há a lei da virtude, há a lei da honra, há a lei de Deus Todo-Poderoso, que este homem e os que o sustentam estão violando, e eles hão de descobri-lo! ¶
A melhor palavra é um golpe — o Exército e a Marinha são os pilares do Estado. ¶
Que imensa quantidade de inspiração de Deus Todo-Poderoso nesta infame declaração. A seguinte frase, de menos de três linhas, revela se este homem representa ou não o Senhor Todo-Poderoso: ¶
Viva a pólvora seca e a espada afiada, pelo fim que temos em vista e pelas forças que a ele dirigimos, pelo Exército Alemão e pelo Estado-Maior General. ¶
Belo representante de Deus! ¶
O Pangermanismo
Tive o privilégio de travar conhecimento, no navio, com um alemão que regressava do Japão, onde havia estado treinando o exército japonês. Soube que ele acreditava que a força faz o direito, e que as nações fracas não tinham direito a existir. Os ensinamentos de nosso Pai celestial e de nosso Redentor são exatamente o oposto de quaisquer doutrinas desse tipo. Recomendo-vos a leitura de um livro intitulado Pan-Germany [Pangermânia], um pequeno panfleto de vinte e cinco centavos. Vereis que a Alemanha começou por fazer exatamente o que o Presidente Lund disse que ela esperava fazer: obter domínio através do coração da Europa, desde o Mar do Norte até o Golfo Pérsico; e se hoje conseguir a paz, sem indenizações, terá vencido a guerra. A Alemanha, desde o início deste conflito, colocou mais de 75.000.000 de pessoas sob seu domínio, e está fazendo milhões dessas pessoas trabalharem em seus campos e fábricas. ¶
O Que a Alemanha Faria
Por exemplo, fizeram uma moça trabalhar nos campos de colheita do nascer ao pôr do sol, e pagaram-lhe, por seis longos meses de trabalho, menos de dois dólares. Desde a eclosão da guerra até fevereiro, há um ano, o Banco Imperial Nacional aumentou suas reservas de 1.300.000.000 de marcos para 2.500.000.000 de marcos. Estão escravizando financeiramente a Turquia e a Áustria- ¶
Hungria, vendendo-lhes as munições de guerra que são usadas em benefício do império alemão. Seus aliados têm sido praticamente arruinados pela Alemanha, que faz funcionar uma máquina impressora e lhes fornece dinheiro. Hoje, se a Alemanha pudesse obter a paz sem indenizações, poderia escravizar o mundo. O kaiser afirma ser o representante de Deus, mas nada sabe das leis de Deus, nem da justiça, e é por isso que será, por fim, derrotado. O Senhor disse que esta terra da América é uma terra escolhida acima de todas as outras terras, e que, se o povo for puro de coração e o servir, ela será preservada de que jamais reine aqui qualquer rei. Essa é a palavra de Deus a seus antigos servos neste continente, conforme registrado no Livro de Mórmon. O Kaiser enganou-se quanto ao caráter do povo belga. Julgou que a força era tão grande no império que governava, que os belgas não ousariam opor-se-lhe; mas aqueles belgas deram suas vidas pela verdade e pela honra. Julgou que a França não ousaria lutar, mas os franceses ofereceram suas vidas sobre o altar da honra. Jamais imaginou, por um só momento, que a Inglaterra, despreparada, entraria na guerra, mas de novo enganou-se quanto ao caráter do povo inglês. Instruiu suas legiões a "destruir o pequeno e desprezível exército inglês." Acreditava ter a força para esmagá-los, mas o povo da Inglaterra levantou-se com aquele senso de honra, retidão e justiça que lhe é inato, e cumpriu seus compromissos com a Bélgica. ¶
Uma Concepção Infame
Quero agora ler-vos uma das coisas mais infames já concebidas por uma classe dominante: ¶
Em 1895, quando a Alemanha decidiu o que queria (a saber, conquistar o mundo), passou a elaborar uma lista de todos os alemães na face do globo, a fim de escolher, entre eles, os que mais provavelmente se prestariam a instrumentos úteis para a execução do plano pangermânico. O resultado deste registro do elemento alemão em todo o mundo pode ser encontrado no Atlas Pangermânico de Paul Langhans, publicado por Justus Perthes, em Gotha, em 1909. (O plano pangermânico era dividir a Europa pelo centro e, por fim, conquistar o mundo.) ¶
As sociedades pangermânicas mantiveram uma vigorosa propaganda entre todos esses alemães, especialmente desde 1900, e na Argentina e no Brasil, que se pretendia fossem os principais protetorados alemães, foram organizadas com particular cuidado. A lei alemã de 22 de julho de 1913, conhecida como lei Delbrück, que trata da nacionalidade sob o Império e sob o Estado, favoreceu grandemente a organização alemã na América, e é importante conhecer ao menos sua essência, pois é cheia de significado e marca o último estágio da organização pangermânica antes da guerra. ¶
A segunda parte de seu artigo 25 diz o seguinte: "Se qualquer pessoa, antes de adquirir a nacionalidade de um Estado estrangeiro, tiver recebido a permissão escrita de uma autoridade competente de seu Estado nativo para conservar a nacionalidade desse Estado, não perderá a nacionalidade do referido Estado nativo. O cônsul alemão deverá ser consultado antes que essa permissão seja concedida." ¶
"Destas palavras podemos medir a profundidade da astúcia alemã," e, perdoai-me dizer, podemos medir a profundidade da depravação dos ale- ¶
mães estadistas, que pedem aos homens que levantem as mãos diante dos céus e jurem lealdade a outro país, quando jamais tencionaram cumprir esse juramento feito em solene convênio perante Deus. "Segundo esta disposição, um alemão pode tornar-se cidadão de um Estado estrangeiro, mas, se obtiver permissão escrita 'de uma autoridade competente de seu Estado nativo', continuará a gozar, para si e seus descendentes, de todos os direitos de cidadão alemão, e poderá reclamar a proteção do Império Alemão." Tal lei é infame além do que minha linguagem pode exprimir. ¶
O Que Se Tem Feito pela Guerra em Utah
Quero ler o que temos feito aqui em Utah pela guerra em que estamos empenhados — um breve resumo feito em 21 de dezembro de 1917: ¶
Homens Fornecidos por Utah. ¶
Exército — cota solicitada de 746 homens ¶
Fornecidos 2.344 homens ¶
Fuzileiros Navais — cota solicitada de 126 homens ¶
Fornecidos 346 homens ¶
Marinha — sem cota — Utah e o sul de Idaho forneceram 641 homens ¶
Utah também forneceu um regimento de artilharia de campanha e um hospital de campanha .. 1.500 ¶
Solicitados, 872; dados, 4.831 homens. ¶
Cruz Vermelha — cota $350.000 ¶
Arrecadados $520.000 ¶
Primeiro Empréstimo da Liberdade — cota $6.500.000 ¶
Montante subscrito $9.400.000 ¶
Este é um dos maiores montantes arrecadados, em proporção, por qualquer Estado neste Distrito da Reserva Federal. ¶
Segundo Empréstimo da Liberdade — cota mínima $10.000.000 ¶
Montante subscrito $16.200.000 ¶
Fundo de Bem-Estar dos Soldados, incluindo a Y. M. C. A. [Associação Cristã de Moços] e o Campo de Treinamento ¶
Fundo de Recreação — cota $100.000 ¶
Montante arrecadado $105.000 ¶
Campanha de Associação à Cruz Vermelha — cota de 60.000 associados ¶
Inscritos 66.000 associados ¶
Solicitados, $17.010.000; Dados, $26.291.000 ¶
Nenhuma Questão Jamais Resolvida Até Ser Resolvida Corretamente
Permiti-me ler-vos as palavras inspiradas de Ella Wheeler Wilcox. Ela intitulou seu poema ¶
Uma Inspiração. ¶
De qualquer modo que a batalha termine, ¶
Ainda que orgulhoso o vencedor venha, Com bandeiras esvoaçantes e corcéis empinados ¶
E o eco de tambores rufando, Ainda assim a verdade proclama o lema, ¶
Em letras de luz viva: Nenhuma questão jamais se resolve ¶
Até que se resolva corretamente. ¶
Ainda que o calcanhar do forte opressor ¶
Esmague o fraco no pó; E as vozes da fama, em uníssono aclame, ¶
O chamem grande e justo; Que os que aplaudem se advirtam ¶
E guardem este lema à vista — Nenhuma questão jamais se resolve ¶
Até que se resolva corretamente. ¶
Que os que fracassaram tomem coragem, ¶
Ainda que o inimigo pareça ter vencido; Ainda que suas fileiras sejam fortes, se ele estiver errado, ¶
A batalha ainda não terminou; Pois tão certo quanto a manhã segue ¶
A hora mais escura da noite, Nenhuma questão jamais se resolve ¶
Até que se resolva corretamente. ¶
Ó homem, curvado sob o labor, ¶
Ó mulher, jovem, mas já envelhecida; Ó coração, oprimido no peito do trabalhador, ¶
E esmagado pelo poder do ouro, Prossegui vossa batalha exausta ¶
Contra o poder triunfante; Nenhuma questão jamais se resolve ¶
Até que se resolva corretamente. ¶
Permiti-me citar Goethe novamente: "Sabei isto: Deus governa as hostes do céu, os habitantes da terra." ¶
Lealdade dos Santos dos Últimos Dias Alemães
Em minha ansiedade de abordar o maior número possível de pontos em vinte e cinco minutos, quase deixei de dizer uma coisa que desejo dizer: nunca viajei com um homem que me impressionasse mais como alguém que amava a Deus, e mais decidido a dedicar sua vida a esta obra de nosso Redentor, do que o falecido Karl G. Maeser. Creio que os homens e mulheres que o evangelho encontrou na Alemanha, e que o abraçaram com toda a honra, são tão leais, tão verdadeiros e tão patriotas quanto qualquer outro povo que tenha se filiado à Igreja de Cristo. Na noite seguinte ao meu chamado para uma missão ao Japão, fiquei acordado até depois das três horas da manhã, e, pensando naqueles que eram idosos, e a quem esperava e rogava que vivessem até meu regresso, pensei em minha própria e querida mãe, em John R. Winder, em George Romney, em Karl G. Maeser, e em outros a quem amava de todo o coração. Sinto que os alemães que abraçaram a Verdade, e que têm o amor de Deus e o amor de nosso Redentor em seus corações, estão tão dispostos a ir à batalha contra o erro e o engano quanto o povo de qualquer outra nação que tenha abraçado o evangelho de Jesus Cristo. ¶
Que o Senhor nos ajude, a nós que conhecemos a Verdade, a continuar proclamando-a, e a trazer as pessoas ao conhecimento do Redentor, e a ensiná-las a amar seus semelhantes em vez de roubá-los e matá-los, é minha oração e meu desejo, e o peço em nome de Jesus. Amém. ¶