Observância da Palavra de Sabedoria
Heber J. Grant
Regozijo-me, além da capacidade que Deus me deu para expressar meus sentimentos, por ter um testemunho da divindade da obra em que estamos empenhados. Regozijo-me por poder dar testemunho a vós aqui hoje de que o Senhor me abençoou com o conhecimento de que Ele vive, de que Ele ouve, e de que Ele responde às nossas orações. Regozijo-me em saber que Jesus é o Redentor do mundo, nosso Irmão ¶
Mais Velho, e que Seu nome, e somente Seu nome, é o único debaixo do céu pelo qual podemos obter a salvação e voltar a habitar com nosso Pai Celestial e nosso Salvador, e com nossos entes queridos que já partiram. Regozijo-me no conhecimento de que Joseph Smith foi o profeta do Deus verdadeiro e vivo, e que as revelações que nos vieram por meio dele, registradas na Doutrina e Convênios, são, de fato, os mandamentos do Senhor e de Seu Filho, nosso Redentor, e que é nosso dever e uma obrigação que recai sobre nós obedecer a esses mandamentos. Cada palavra que ouvi, os testemunhos e a exposição das doutrinas de Cristo, desde que esta conferência se abriu, encontraram eco em meu coração, e agradeci a Deus pelos testemunhos que nos têm sido dados até agora nesta conferência. ¶
Reconheço a mão de Deus na preservação de nosso povo no México. É um milagre, e deveria haver, em nosso coração, um sentimento de gratidão a nosso Pai Celestial pela preservação daqueles de nossos irmãos e irmãs que estiveram naquela terra. Confesso que a fé deles tem sido superior à minha. Temo que, se eu tivesse estado no México, já teria deixado aquele país há muito tempo. ¶
Fiquei particularmente impressionado, ontem, com as observações feitas aqui pelo Presidente do Conselho ao qual tenho a honra de pertencer, e desejo, durante o tempo que ocupar, se o Senhor apenas me abençoar com Seu Espírito, fazer algumas observações na mesma linha em que falou o Presidente Lyman ontem. ¶
Lembro-me, anos atrás, de uma das mais sarcásticas e esplêndidas cartas ¶
que já li, entregue a mim pelo Irmão Junius F. Wells, escrita por seu pai enquanto presidia a Missão Europeia, e que expunha a hipocrisia daqueles que, naquela época, fingiam defender a pureza do lar americano. O Irmão Junius publicou a carta no Contributor, sem assinar o nome de seu pai, mas assinando "Forty-niner" ("o de quarenta e nove"); e, quando o Contributor chegou a Liverpool, o Irmão Wells escreveu de volta querendo saber quem era aquele velho que assinara como "Forty-niner". Ele disse: "Que o levem os diabos, ele está me roubando o trovão." Eu tinha em meu coração, ontem, sentado neste púlpito, o desejo de falar sobre a salvação temporal deste povo, que certamente há de vir, se apenas obedecermos aos mandamentos do Senhor que Ele deu para nossa salvação temporal; e eis que o Irmão Lyman me roubou quase todo o meu trovão. Ele citou exatamente a mesma parte da Palavra de Sabedoria que eu pretendia citar, mas, como o frequente cantar de nossos hinos — "Ó vós, montanhas altas," e "Ó Deus, agradecemos-Te por um profeta," jamais podemos repetir demais os mandamentos do Senhor a este povo, e exortar os Santos a viverem à altura deles. Tenho dito deste púlpito, vezes sem conta, que creio que, se nós, como povo, tivéssemos apenas obedecido à Palavra de Sabedoria, a salvação temporal teria vindo a nós, e nos teríamos tornado o estado mais rico a oeste do rio Mississippi; que, embora tenhamos sido expulsos de Nauvoo e viéssemos para o que então se considerava um país árido e sem valor, se tivéssemos obedecido a esta única e simples lei de Deus, a riqueza desta comunidade teria sido tão grande que nenhuma outra ¶
região do país entre aqui e Illinois teria tido, nem de longe, a riqueza que teríamos possuído. ¶
Consomem-se hoje, nos Estados Unidos, vinte e um dólares per capita pelos usuários de bebidas alcoólicas. Tenho certeza de que o bom povo de Utah não está consumindo sua parte proporcional dessa quantia. Se fôssemos tão progressistas e tão prósperos quanto a média dos Estados Unidos, segundo as ideias de algumas pessoas que se autodenominam financistas, estaríamos gastando o mesmo que os demais, e assim seríamos hoje piores do que desperdiçadores, pois temos cerca de quatrocentas mil pessoas, oito milhões de dólares por ano, e tudo o que teríamos para mostrar por essa "prosperidade" seriam garrafas vazias e barris vazios. ¶
Creio na indústria caseira. Creio em vestir roupas de fabricação caseira. Creio em prestigiar nossas diferentes fábricas construídas aqui. E, desde minha mais tenra infância, nos dias em que eu ouvia o Presidente Brigham Young e outros, gravou-se em meu íntimo que o sucesso financeiro viria a esta comunidade pela edificação de nossas indústrias. Mas como, sob os céus, qualquer homem com a inteligência comum que Deus lhe concedeu acredita e pode acreditar que barris vazios e garrafas vazias trarão riqueza a esta comunidade, quando o conteúdo primeiro destruiu a masculinidade, a intelectualidade e a eficiência das pessoas que esvaziaram as garrafas e os barris, é um dos incontáveis mistérios para mim. O sucesso na vida vem com a eficiência do indivíduo; e o que se aplica ao indivíduo aplica-se à cidade, aplica-se ao condado, aplica-se ao estado. Tudo, sob os céus, que destrói a eficiência individual de um homem destrói a eficiência individual de toda a comunidade, na proporção em que os indivíduos são destruídos. ¶
Há, na última edição do Collier's Weekly, um artigo intitulado "A ruína que a lei seca trouxe ao Kansas", e gostaria de ler apenas um pouco a respeito da ruína que a lei seca trouxe ao Kansas. ¶
"Embora o povo do Kansas fale muito pouco sobre isso, por ser gente reservada, é geralmente reconhecido que a lei seca matou, neste estado, quase todas as indústrias, exceto o cultivo de trigo, milho, alfafa, frutas e a criação de gado; batatas, ervilhas, repolhos e 'verduras de horta'; galinhas, patos, gansos, cavalos e mulas. Quase imediatamente, a lei seca arruinou nossos mais notáveis jogadores, arrasou nossos jardins de cerveja e liquidou o sindicato dos barmen. ¶
"A lei seca deixou muito pouco do Kansas, exceto as lavouras crescendo em seus campos, o gado em seus currais, o cansativo ciclo de trabalho, trabalho, trabalho em suas fábricas, lojas e outras indústrias. Deixou-nos pouco a fazer nas horas de lazer, além de simplesmente nos apaixonarmos, nos casarmos, mandarmos nossos filhos à escola, viajarmos ao exterior de vez em quando, entrarmos para a igreja quando nos der vontade, colidirmos uns com os outros em automóveis caros, e guardarmos nosso dinheiro em cofres empoeirados de banco, em vez de entregá-lo a cavalheiros alegres de aventais brancos que costumavam ficar em frente a balcões de cristal lapidado e dizer, ocasionalmente (e devo dizer que muito ocasionalmente): 'Esta é por conta da casa.' ¶
"Onde antes o próspero negócio do bar lançava o odor estridente de sua prosperidade sobre a calçada e por toda a rua (geralmente o produto era expulso a pontapés para a rua, e nem conseguia chegar à metade do caminho do outro lado), agora não encontramos nada além de sapatarias, lojas de roupas, armarinhos, açougues, mercearias, e outras atividades sórdidas de um povo infeliz. * * * * * ¶
"Não houve sequer um caso de delirium tremens no estado desde 1896, e, naquela época, cirurgiões inexperientes achavam que se devia ¶
à campanha da 'prata livre'. * * * Além disso, expulsamos do Kansas uma classe que nos era muito útil, que nos aliviava inteiramente da responsabilidade do governo local. Nos dias antes de o estado se tornar 'seco', ninguém se preocupava com quem seria vereador, chefe de polícia ou prefeito. Sabíamos que os donos de bares cuidariam disso — fazia parte do negócio deles. Eles detinham o fiel da balança do poder, e as manobras políticas que hoje, às vezes, entram na escolha de nossos funcionários locais no Kansas eram totalmente desnecessárias naquele tempo antigo. Os donos de bares se reuniam, montavam a chapa e a elegiam. Tudo o que tínhamos a fazer era pagar as contas. ¶
"Agora só o céu sabe, quando se abre uma campanha, quem será eleito, e, quando ele é eleito, passa tanto tempo se preocupando com as cláusulas de destituição da carta que isso estraga grande parte do prazer, e todo o proveito, que seus antigos predecessores costumavam tirar do cargo. ¶
"Com o exemplo do Kansas sendo constantemente apontado pelos comerciantes de bebidas, por que há de estado após estado se levantar e dar um pontapé no rosto desses benfeitores, do modo ingrato como estão fazendo agora?" ¶
O Irmão Edward H. Anderson escreveu ao Collier's pedindo permissão para publicar o artigo inteiro na Era, de modo que não lerei mais nada dele. ¶
No American Patriot, encontramos um artigo sobre os vermes que estão destruindo a colheita nos Estados Unidos. Ele prossegue relatando os terríveis estragos, mas a ciência trouxe remédios pelos quais estes podem ser eliminados, e todo esse problema dos vermes deixa de ter efeito. Conta que, em uma das antigas cartilhas de leitura, havia um artigo que trazia o relato de um verme mortal que se alimentava dos homens, encontrado em toda parte do país. O artigo na velha cartilha assinalava que este verme era um dos agentes mais destrutivos à vida do homem já conhecidos na história do mundo, de modo que os jovens leitores pudessem compreender, e dava um quadro gráfico desse estranho verme, junto com um relato inequívoco de seus temíveis efeitos sobre a humanidade. "Por este meio, muitos jovens conheceram a coisa mais venenosa em existência, e aprenderam, por este claro aviso, a evitá-la. Muitos nomes lhe haviam sido dados, mas, neste relato, foi dado o verdadeiro nome da criatura. Chamava-se o verme do alambique." "O verme do alambique", quando os homens o usam, os destrói, de modo que se tornam incapazes de ter salvação temporal, porque destrói seu intelecto, destrói tanto seu poder físico quanto mental. Estima-se, por estudiosos das finanças, que cada dólar do meio circulante gira várias vezes numa comunidade e realiza, em um ano, um trabalho de vinte e cinco a cem dólares. Nos Estados Unidos, gastam-se setecentos e cinquenta milhões de dólares por ano só com tabaco, e dois bilhões e cem milhões de dólares com bebidas alcoólicas. Quase cada dólar que gastamos com bebida e tabaco é enviado para fora do estado — e, digamos que gastemos apenas um quarto do que gastam outras pessoas — isso equivaleria a pelo menos dois milhões e meio de dólares por ano, drenados de nosso belo estado — assim, supostamente, acrescentando à nossa prosperidade, segundo os argumentos dos comerciantes de uísque. Multiplicai esses dois milhões e meio por vinte e cinco ou por cem, e vereis então que capacidade o bom povo de Utah teria para sustentar nossas indústrias, por causa da imensa quantidade de meio circulante que o povo possuiria. Verdadeiramente, nossa capacidade, por causa da posse dessa vasta soma acrescida anualmente ao nosso meio circulante, seria de fato maravilhosa. O Senhor sabia exatamente o que estava dizendo quando nos disse que, se obedecêssemos à Sua lei — a Palavra de Sabedoria —, ela nos traria salvação temporal. É exatamente isso o que ela fará por nós, a partir do dia em que a obedecermos. Não é o que um homem ganha que lhe dá força e poder financeiro na comunidade, mas sim o que ele poupa. Esta regra certa se aplica a todo o povo, tanto quanto ao indivíduo. Se tivéssemos mantido aqui o dinheiro que, pior do que desperdiçado, foi enviado para o exterior em troca de tabaco e bebida, teríamos tido poder — pois dinheiro é poder — teríamos assegurado a salvação temporal. Homens que adquiriram o vício terão tabaco e bebida, ainda que tenham de sacrificar as necessidades comuns de suas famílias para consegui-los. Tenho em minhas mãos um pequeno panfleto do qual já distribuí centenas de cópias. Chama-se "O caso contra o pequeno escravizador branco". É um livro contra o cigarro, publicado em forma de panfleto, por Henry Ford, o fabricante do automóvel Ford. Há alguns anos, tínhamos em nosso programa de leitura da Associação de Melhoramentos Mútuos um livro intitulado "A força de ser puro", de David Starr Jordan; e o Presidente Joseph F. Smith observou que era uma das mais belas confirmações, por um grande educador, da inspiração de Deus a Joseph Smith ao dar-nos a Palavra de Sabedoria, já publicadas por um não "mórmon". David Starr Jordan é uma personalidade não apenas nacional, mas internacional. Escrevi, na primeira página do panfleto do Sr. Ford, uma observação do Sr. Jordan: "O rapaz que fuma cigarros não precisa se preocupar com seu futuro. Ele não tem nenhum." Gostaria que isso "penetrasse fundo". Pensai bem nisso: "O rapaz que fuma cigarros não precisa se preocupar com seu futuro. Ele não tem nenhum." Recentemente, o Bureau de Informações recebeu uma carta fazendo alguma indagação sobre certas doutrinas da Igreja. Tenho aqui uma ou duas citações do que estava impresso no verso da carta, e estas também escrevi neste panfleto do Sr. Ford. ¶
"Um banqueiro proeminente — 'Nunca contratei um jovem que dissesse usar tabaco ou bebida.' " ¶
Pais e mães, quereis que banqueiros contratem vossos filhos? Lembrai-vos de que está chegando o dia em que não o farão, se eles usarem tabaco ou bebida. ¶
"Companhia de Seguros Fidelity — 'Não afiançaremos um homem que use cigarros, pois tais homens não são seguros nem física nem moralmente.' " ¶
Pensai nisso! Os usuários de cigarro não conseguem sequer pagar dinheiro suficiente para que esta companhia assegure sua honestidade. ¶
"Charles W. Murphy — 'Todos os jogadores de beisebol dos 'Cubs' devem abster-se de bebida em todos os momentos, devem abster-se do uso de cigarros.' " ¶
Não é de admirar que sejam um dos maiores clubes do mundo. ¶
"Conclusão — 'Meu filho, enquanto tiveres em teu crânio o juízo de um gaio-azul, afasta-te do cigarro, pois eis que ele faz teu hálito feder como uma fábrica de cola; torna tua mente menos inteligente do que a de um manequim de tabacaria; sim, és um zero à esquerda.' — Bob Burdette." ¶
Thomas A. Edison — uma das ¶
maiores mentes que o mundo já produziu — escreve ao Sr. Ford: ¶
"O agente nocivo dos cigarros provém principalmente do papel de embrulho em combustão. A substância assim formada chama-se 'acroleína'. Ela tem ação violenta sobre os centros nervosos, produzindo degeneração das células do cérebro, o que é bastante rápido entre os rapazes. Ao contrário da maioria dos narcóticos, essa degeneração é permanente e incontrolável. Não emprego pessoa alguma que fume cigarros." ¶
Pensai nisso! A degeneração do cérebro de nossos filhos vem do uso de cigarros, e essa degeneração se torna permanente e incontrolável, e, mesmo assim, as pessoas continuam dizendo que podemos beber, fumar e mascar, e que só prejudicamos a nós mesmos. Isso é falso! Se degeneramos o poder de nosso cérebro, prejudicamos nossa posteridade depois de nós. ¶
John Wanamaker, Henry Ford, a Marshall Field & Company, a Cadillac Motor Company, algumas das grandes ferrovias com centenas de milhões de capital investido, recusam-se a empregar fumantes de cigarro. ¶
"Uma nova aritmética. 'Não sou lá grande matemático', disse o cigarro, 'mas posso somar problemas nervosos a um rapaz, posso subtrair sua energia física, posso multiplicar suas dores e aflições, posso dividir suas faculdades mentais, posso tirar o interesse de seu trabalho e descontar suas chances de sucesso.' " ¶
Gostaria que a última parte da frase penetrasse fundo — "e descontar suas chances de sucesso." ¶
O chefe do truste do tabaco escreve uma longa carta ao Sr. Ford e exige que ele se desculpe por seu ataque ao cigarro, alegando que este não é nocivo, e relata o extraordinário aumento no uso de cigarros, e diz que isso é um argumento a favor deles. Diz que, em 1900, usaram-se dois bilhões, ¶
e seiscentos milhões de cigarros. Em 1913, usaram-se quinze bilhões e oitocentos milhões de cigarros — (pregos nos caixões dos que os usaram, e uma destruição parcial de sua intelectualidade) — um aumento de setecentos por cento. O secretário do Sr. Henry Ford responde e chama a atenção deste homem do tabaco para o fato de que um dos magistrados da cidade de Nova York anuncia que "noventa e nove por cento de todos os rapazes entre dez e dezessete anos que comparecem diante dele acusados de crime têm os dedos desfigurados por manchas de cigarro." O Dr. T. D. Crothers diz que, "em jovens que começam com cigarros, há sempre sintomas pronunciados de envenenamento, como palidez e lentidão de atividade," e o cérebro deixa de funcionar. Constatamos que o Dr. Fred J. Pack, de nossa própria Universidade de Utah, fez uma investigação que foi publicada em uma das revistas do leste. The Temperance Journal. ¶
"Duzentos e dez homens disputaram posições na equipe atlética. Entre os não fumantes, sessenta e cinco por cento foram bem-sucedidos; entre os fumantes, apenas trinta e três por cento foram bem-sucedidos. Isso não se verificou apenas nas seis instituições que forneceram os dados sobre as seletivas, tomadas em conjunto, mas, em cada uma das seis, os não fumantes superaram amplamente os fumantes. Em uma das instituições, nem um único fumante conseguiu lugar na equipe." ¶
Liguei para o Doutor Pack esta manhã e obtive algumas informações adicionais. O Dr. Pack é o chefe do Departamento de Geologia da Universidade de Utah, e, durante as férias de verão, ele sai com os rapazes, e eles escalam montanhas, fazem excursões e têm longas provas de resistência. Escalam muitas montanhas cujo cume leva mais de um dia para ser alcançado; ¶
e o Dr. Pack avisa os rapazes, desafia-os antes de partirem, anunciando que "nenhum fumante de cigarro chegará ao topo da montanha com os rapazes que não fumam"; e sua previsão de fracasso para os fumantes sempre se cumpriu. Podeis identificar os fumantes ao longo da encosta pelo número de pregos, por assim dizer, que estiveram pondo em seus próprios caixões pelo uso do cigarro. ¶
Falando do fracasso dos homens, lembro-me de um artigo que tomei emprestado esta manhã do Irmão Joseph W. McMurrin. Vejo que meu tempo está passando, e não devo tentar lê-lo. (Presidente Smith: "Prossiga.") Este artigo, publicado em agosto de 1914 no The Literary Digest, conta que, em cinquenta longos anos, nenhum único rapaz que usasse tabaco se formou à frente de sua turma na Universidade de Harvard. Como agradeço ao Senhor que, por todo o mundo, as doutrinas do Senhor Jesus Cristo, que nos vieram por meio do Profeta Joseph Smith, estão sendo confirmadas! Cinquenta longos anos, e nenhum fumante à frente de sua turma em Harvard! E, no entanto, havia cinco fumantes em cada seis estudantes, de modo que temos o direito de multiplicar os cinquenta anos por cinco e anunciar que, em duzentos e cinquenta anos, homem por homem, o fumante fracassou. Que registro maravilhoso! Que extraordinária confirmação da inspiração do Deus Todo-Poderoso àquele jovem, Joseph Smith. Não é apenas na Palavra de Sabedoria, mas em toda doutrina que Deus nos revelou, que essa confirmação vem, dia após dia e ano após ano. O Dr. Kress diz que o cigarro prejudica moralmente os jovens. Mike Donovan, chefe do ¶
grande New York Athletic Club, diz: ¶
"Nenhum rapaz que fuma pode ter esperança de ter sucesso em qualquer área de atuação, pois o fumo enfraquece o coração e os pulmões, arruína o estômago e afeta todo o sistema nervoso. Se um rapaz ou jovem deseja alcançar algo no atletismo, precisa deixar de lado o fumo e todo tipo de bebida. São veneno puro para suas ambições atléticas." ¶
A Sra. Paterson, presidente da União Feminina Cristã de Temperança da Geórgia, diz: ¶
"Há vários anos, entrei em uma mercearia e pedi para comprar um maço de papéis de cigarro, dos que se davam de brinde naquela época com o tabaco de fumar Durham. Peguei dois frasquinhos, cada um contendo cerca de três colheres de sopa de água. Em um, coloquei quinze desses papéis de cigarro, e no outro, uma espessura equivalente de folhas de papel de seda entre cartões de visita, pois o papel de seda era muito mais fino e exigia um número maior de folhas. ¶
"Descobri que algumas gotas da água do frasco que continha o papel de cigarro matariam um camundongo mais rápido do que se pudesse dizer 'Jack Robinson', e uma colher de chá da água do outro frasco parecia não causar qualquer incômodo a um camundongo. ¶
"Já matei dezenas de camundongos com essa água, e há outros que fizeram a experiência com o mesmo sucesso. Poderia o Sr. Hill dizer-me o que causou a diferença na mesma água, nos mesmos tipos de frasco, exceto os papéis que foram colocados no frasco?" (O Sr. Hill é o presidente da companhia de tabaco que escreveu ao Sr. Ford exigindo um pedido de desculpas, por alegar que os cigarros não eram nocivos.) ¶
Eis a única coisa, acima de todas as outras, no panfleto do Sr. Ford, que mais me impressionou: ¶
"Vários de meus jovens conhecidos estão em suas sepulturas, eles que prometiam tornar-se cidadãos felizes e úteis", declara Luther Burbank, o mago do reino vegetal, cujas experiências têm feito o mundo civilizado se maravilhar, e cujas experiências beneficiaram o mundo civilizado em milhões e milhões, no aumento da prosperidade, pelo incremento nas várias coisas que ele realizou no melhoramento de flores, sementes e frutas, e na redenção do cacto no Arizona, retirando-lhe os espinhos; ele é, de fato, o mago do mundo agrícola e um dos benfeitores da humanidade. Ele diz: "E não há dúvida alguma de que os cigarros, sozinhos, foram a causa de sua destruição. Nenhum rapaz vivo começaria a usar cigarros se soubesse a coisa inútil, sem alma e sem valor em que eles o transformariam." ¶
Que o Senhor nos ajude a impedir que nossos filhos se tornem "coisas inúteis, sem alma e sem valor" é minha oração, e a peço em nome de Jesus. Amém. ¶