Pulpit

Redenção Universal Mediante a Obediência; a Trindade da Divindade

Charles W. Penrose

Conferência Geral de Abril de 1916·Sessão da Tarde do Primeiro Dia·1916-04-06

Sinto-me muito como se sentiu o Presidente Smith nesta manhã, ao levantar-se para dirigir-se à congregação — não tenho linguagem para expressar as emoções de meu coração por ter o privilégio de reunir-me convosco, meus irmãos e irmãs, nesta grande congregação de Santos dos Últimos Dias. Sou muito grato a Deus, nosso Pai Eterno, por esta bênção, e por ter em minha alma o testemunho da verdade daqueles princípios que nos foram tão grandiosamente apresentados esta manhã por nosso Presidente. Não há nada no mundo, que eu saiba, tão caro a meu coração quanto a verdade que foi revelada nestes últimos dias por Deus, por intermédio de Seu servo Joseph, o profeta. E quando penso na bondade de Deus para comigo, durante todos os anos em que estive associado aos Santos e trabalhei no ministério, sinto-me tomado de gratidão, ação de graças e louvor. Louvor seja dado a Deus, nosso Pai Eterno, e a Seu Filho Jesus Cristo, e ao Espírito Santo, e a Seus servos que foram chamados nestes últimos dias para lançar os fundamentos da Igreja e do Reino de nosso Deus!

Quisera eu que todo o mundo pudesse ver e compreender estas coisas como nós as vemos, mas isso, no momento — ia dizer impossível — não pode ser feito no momento; mas regozijo-me na garantia dada no Evangelho de Jesus Cristo, nas revelações do Senhor a nós, de que virá o tempo em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor, o Cristo, para a glória de Deus o Pai, e isso não será por compulsão nem coação, mas pelo desejo voluntário daqueles que se dobram, tendo sido conduzidos, através da tristeza, da dor e do sofrimento, penalidades de seus pecados, a uma condição de arrependimento e desejo pela verdade e disposição de obedecer-lhe. Isso, para mim, é uma perspectiva gloriosa. E a obra de pregar o Evangelho de Jesus Cristo, que agora recai sobre poucos, jamais será inteiramente consumada até que venha o tempo em que toda alma da raça de Adão tenha a oportunidade de receber e dobrar-se à verdade tal como ela está em Jesus Cristo.

Há uma obra muito grande a ser realizada, quando pensamos naquilo que precisa ser feito a esse respeito. O evangelho deve ser pregado a toda criatura na carne, e depois a toda pessoa no espírito que ainda não o ouviu, até que todos os milhões sobre milhões da raça de Adão tenham tido a oportunidade de se dobrar em obediência aos mandamentos de Deus e de entrar, em certo grau, em comunhão com Ele. No presente, como nos foi dito esta manhã, o dever recai sobre o Sacerdócio desta Igreja, em ambos os seus ramos, no ramo de Melquisedeque e no ramo Aarônico do sacerdócio, para ministrar em nome do Senhor, mediante autoridade divina; e aquilo que fazem sob essa autoridade, da maneira que o Senhor ordenou, é válido, e tem poder e força nos céus. Aquilo que administram na terra, da maneira que o Senhor determinou, é reconhecido nas alturas, e tem a mesma força e o mesmo efeito como se fosse realizado pela própria Divindade.

A verdade que o Senhor revelou naturalmente entra em choque com o erro onde quer que este se encontre, e virá o tempo em que todo erro, toda inverdade, terá de ceder lugar, e a verdade há de abundar. É pela verdade que seremos santificados, isto é, pela obediência a ela, como nos foi explicado hoje, não meramente sua recepção na mente, mas sua posse real sobre nós em todo o nosso ser; que vivamos pela verdade e de acordo com a verdade, e, na medida em que o fizermos, sejamos santificados em nossa natureza e nos aproximemos mais d'Aquele que é para nós a fonte da verdade. A verdade em si, no abstrato, é eterna, mas houve indivíduos que foram a personificação da verdade e de tudo o que é bom e grandioso, e nosso Pai Celestial é essa personificação, e Jesus Cristo também, e a expressão, para nós, de tudo o que é reto, verdadeiro e bom. As verdades eternas estão personificadas neles e nos são comunicadas na medida em que estamos dispostos a recebê-las. Quando as recebemos, não meramente em teoria, mas também na prática, e as fazemos nossas em nossa vida, em nossa constituição, em nosso próprio ser, é nessa medida que nos aproximamos da perfeição da Divindade.

O primeiríssimo princípio de nossa fé, anunciado naquilo que se chama os artigos de nossa fé, é que cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo. Essas três personalidades distintas estão colocadas no próprio fundamento de nossa fé, como sua primeira doutrina ou princípio, e devemos nos tornar plenamente familiarizados com aquilo que foi revelado a respeito delas, e devemos compreendê-las de igual modo. Uma das grandes belezas de nossa Igreja é que estamos avançando rumo à união — a unidade da fé pelo conhecimento da verdade. Quando conhecemos a verdade e a vemos claramente, somos semelhantes em nossas percepções e em nosso entendimento, e, na medida de nossa obediência, no governo de nossa própria natureza pela verdade. Às vezes, porém, mesmo na Igreja de Cristo, na qual somos "todos batizados em um só Espírito para um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres", de toda raça e tribo e reino e cor, embora sejamos batizados pela água e pelo espírito em um só corpo e devêssemos estar perfeitamente unidos, especialmente em doutrina e princípio, ainda assim, como sucedia na Igreja cristã primitiva, há por vezes divisões entre nós a respeito de muitas coisas importantes, e por vezes há divisões muito acentuadas sobre coisas que não são tão importantes. Nossos irmãos, em algumas de suas reuniões de classe e de quórum, às vezes até nos departamentos teológicos das escolas dominicais, dividem-se em suas opiniões a respeito de algumas coisas muito simples — ia dizer coisas tolas, mas não desejo ser severo — coisas que não valem o tempo gasto com elas. Sei disso porque, pessoalmente, recebo com frequência cartas de bons amigos em diferentes partes da Igreja, fazendo perguntas e declarando que há divisão de opinião entre nossos irmãos a respeito delas. E a Primeira Presidência recebe com frequência comunicações de irmãos pedindo uma decisão sobre certos pontos que, na realidade, não valem a pena discutir, que não significam nada, mas há algumas coisas que são importantes para compreendermos corretamente.

Foi-nos mostrado muito claramente esta manhã que temos um só Pai Eterno, e que Jesus Cristo é Seu Filho, e que nós também somos Seus filhos, com esta diferença: que somos todos filhos de Deus no espírito, isto é, na parte espiritual de nossa natureza, mas Cristo é também Seu Filho na carne. Não creio que haja qualquer divisão de sentimento ou de opinião entre nossos irmãos e irmãs na Igreja quanto a este fato: que a parte espiritual do homem — o que, naturalmente, inclui também a mulher — é geração de Deus; Deus é o Pai de nossos espíritos. Frequentemente citamos as palavras de Paulo, que parece ter tido uma ideia muito boa a respeito de todas essas coisas — ou melhor, se não credes, como eu creio, que foi Paulo quem escreveu a Epístola aos Hebreus (há grande disputa quanto a isso no mundo) — na Epístola aos Hebreus somos informados de que "tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigir, e os reverenciamos", e a pergunta é feita: "não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?" (Hebreus 12:9). Há muitos outros textos nas antigas escrituras, no Antigo Testamento e no Novo Testamento, que não tomarei tempo para citar esta tarde, porque, como já disse, penso que todos estamos de acordo quanto a este fato muito importante, esta verdade muito animadora, esta coisa que eleva a alma do homem acima das coisas terrenas, até a percepção de que sua origem não é do pó, mas do Deus Eterno, o Criador, o Governante, o Arquiteto do universo. Aquele que fez os mundos, e que, como ouvimos hoje, os controla, governa e dirige, é de fato nosso Pai, não em algum sentido místico, não em mera teoria, mas fomos gerados por Ele. Na revelação contida na 76ª Seção da Doutrina e Convênios, somos informados de que os habitantes dos mundos são "filhos e filhas gerados para Deus" (D&C 76:24). Pode haver mais nisso do que vemos à primeira vista, mas o resultado de tudo isso, em nossa mente, se formos de algum modo lógicos, é que o grande Deus Eterno é nosso Pai, e fomos gerados por Ele, ou para Ele, e a Ele devemos lealdade, a Ele devemos obediência, porque Ele é nosso Pai, nosso Deus e nosso Rei. Devemos obedecer-Lhe por causa de Sua paternidade para conosco; devemos obedecer-Lhe porque somos Seus filhos, e Ele tem o direito à nossa obediência, e, sendo tão elevado, exaltado e sublime, Ele nos compreende melhor do que nós mesmos nos compreendemos, e tem em Suas mãos nosso destino, e tem poder sobre a vida e sobre a morte, e devemos ser-Lhe obedientes por causa de nosso relacionamento com Ele. Isso me parece claro, e creio que também vos parece claro, a vós e a todo o grande corpo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja.

Ainda persiste, posso dizê-lo pelas cartas a que me referi, uma ideia entre algumas pessoas de que Adão foi e é o Deus Todo-Poderoso e Eterno. Ele é, certamente, o pai de sua raça, o grande patriarca sobre a família humana, e, sendo nós gerados a partir dele, ele é nosso pai em nossa condição terrena, em nossa mortalidade, e permanece como o patriarca primevo. Mas Deus diz que O colocou ali. Ora, quanto a isso, está tudo certo. Na 107ª Seção da Doutrina e Convênios, lereis a respeito disso. Três anos antes de sua morte, somos informados de que Adão reuniu a maioria de sua posteridade que era justa no vale de Adão-ondi-Amã, e eles se levantaram e o abençoaram, e o chamaram Miguel, o príncipe, o arcanjo, e o Senhor lhes apareceu. Ora, notai bem: havia Adão e sua posteridade, na medida em que tinham sido trazidos à existência até então, e o Senhor lhes apareceu — não foi Adão, foi? "E o Senhor confortou Adão e disse-lhe: coloquei-te à cabeça" — a cabeça de sua raça, a cabeça da família humana em sua condição mortal — "coloquei-te à cabeça; uma multidão de nações procederá de ti e deles serás por príncipe eternamente" (D&C 107:53-55).

Eis Adão com sua posteridade, reconhecendo-o e admitindo-o como seu patriarca, pai e príncipe, e reconhecendo o fato de que, em seu primeiro estado, ele era Miguel, reconhecendo também que o Senhor aparece e declara que coloca Adão à cabeça. Ora, Adão havia transgredido uma lei, e por causa disso teve de pagar a penalidade, e por causa disso a morte veio sobre sua posteridade segundo princípios naturais (como compreenderemos melhor quando entendermos plenamente como essas coisas ocorrem, e como nossas tendências, traços e defeitos são transmitidos dos pais aos filhos, através das diferentes gerações que vêm). Mas, embora ele tivesse transgredido, isso havia sido previsto, e, de acordo com as revelações que temos, um plano havia sido preparado antes que essa transgressão ocorresse, pelo qual os resultados dela pudessem ser removidos e pelo qual uma bênção pudesse vir naquela própria coisa que se chamou "a maldição". Para que o conhecimento do bem e do mal pudesse vir à humanidade, para que tivessem a oportunidade de mostrar se amavam a verdade e amavam o bem, ou amavam o mal e a inverdade, e para que pudessem ser julgados segundo suas obras, e para que suas diferentes capacidades e seus diferentes graus de merecimento ou demérito pudessem ser exibidos, desenvolvidos e manifestados, de modo que a justiça pudesse ser feita e a misericórdia pudesse ser concedida onde fosse necessária, que a misericórdia não roubasse a justiça e a justiça não roubasse a misericórdia — o Senhor, em vista do fato de que um Redentor havia sido preparado desde a fundação do mundo para a redenção de toda a família humana, em seus diferentes graus, sorriu para Adão e o abençoou, e o colocou à cabeça de sua posteridade como o grande patriarca da raça, como príncipe sobre eles para sempre.

Ora, por causa disso, e de algumas outras pequenas questões que poderiam ser mencionadas, apoderou-se de alguns de nossos irmãos a noção de que Adão é o ser a quem devemos adorar. Isto já foi explicado, penso, várias vezes deste púlpito, mas, apesar disso, ideias peculiares entram na mente das pessoas, nem sempre porque são teimosas, obstinadas e más, ou porque desejam algo errado, mas porque a ideia entra em suas cabeças, e é muito difícil tirá-la de lá — como aquele escocês que pediu ao Senhor que o mantivesse no caminho certo, para que não se desviasse, "pois o Senhor bem sabia que, se ele uma vez pusesse algo na cabeça, seria trabalho muito árduo tirá-lo de lá". É assim com muita gente entre nós, embora nem todos sejam escoceses; a ideia se firmou na mente de alguns dos irmãos, e devemos corrigi-la. Lamento que isso não tenha sido retificado há muito tempo, porque respostas claras têm sido dadas a irmãos e irmãs que escrevem desejando saber a respeito, e, no entanto, ela ainda persiste, e surgem contendas a esse respeito, e não deveria haver contendas entre os Santos dos Últimos Dias. Está certo que as pessoas tenham suas próprias opiniões e as expressem, se o fizerem com espírito próprio; está certo que defendam aquilo em que realmente creem ser verdade; mas, quando surge esse espírito de contenda, então, como nos é dito no Livro de Mórmon, ele é do diabo.

Ora, se Adão, como afirmam alguns de nossos irmãos, é o ser a quem devemos adorar, a quem devemos orar, quem foi a pessoa que colocou Adão à cabeça de sua raça? Quem foi a pessoa a quem Adão orava? Adão orava a Deus, e somos informados, como podemos encontrar na Pérola de Grande Valor, que nos dá muita informação sobre esse assunto, tal como revelado a Moisés e tal como revelado a Enoque, que Adão, depois de sua transgressão, foi ensinado no evangelho, o mesmo evangelho que temos, e o Senhor disse que não permitiria que Adão morresse quanto à morte temporal até que Ele "mandasse anjos para pregar-lhes o arrependimento e a redenção por meio da fé no nome de Seu Filho Unigênito" (ver D&C 29:42). Assim, Adão teve de crer, arrepender-se e ser batizado, como nós também temos de fazer, e somos informados de que foi batizado "em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Assim, Adão não era nem o Pai, nem o Filho, nem o Espírito Santo, era? Então, quem era ele? Ora, somos informados de que ele era Miguel em seu primeiro estado, e que, como Adão, permanecerá à cabeça de sua raça. Daniel o viu "em visões noturnas" — Miguel, que era o arcanjo antes de vir para cá. Lembrai-vos: quando falais de Adão, esse nome se aplica apenas ao homem Adão na terra, com um corpo feito do pó; mas Miguel, o arcanjo, o Ancião de Dias, sim, sentou-se — assim o viu Daniel — e "milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam em pé diante dele". E então somos informados: "um como o Filho do Homem vinha nas nuvens do céu... e chegou até o Ancião de Dias... e foram-lhe dados o domínio e a honra, e o reino, e que todos os povos, nações e línguas o servissem" (Daniel 7:9-14). Verificaremos que assim há de ser; pois, quando conhecermos um pouco mais a respeito desta pessoa — o Filho do Homem — veremos que isso Lhe é devido — que Ele estará à cabeça do Reino; Ele será Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é "o primeiro e o último", assim Ele o proclama. Encontrareis, no Antigo Testamento e no Novo, e no Livro de Mórmon, e na Pérola de Grande Valor, que Ele é "o Primeiro e o Último", e que todas as coisas foram feitas por Ele, e são dEle, e por meio dEle, e para Ele.

Ora, quem é esta pessoa, este Jesus Cristo? Seria Ele Adão, ou um filho de Adão? De modo algum, exceto no sentido de que Jesus de Nazaré nasceu de Maria, e nisso estava Sua humanidade, que remonta, é claro, até Adão, na genealogia das escrituras. Mas quem era o Pai de Jesus Cristo antes de Ele vir à terra na carne? Lemos no Livro de Mórmon que, quando Ele apareceu aos nefitas neste continente, disse-lhes que era a pessoa que deu a lei a Moisés. Quem foi que deu a lei a Moisés? Somos informados de que era Jeová. Pois bem, era Jesus Jeová? Sim, de acordo com as escrituras, tanto antigas quanto modernas, e isso parece ser uma pedra de tropeço no caminho de alguns de nossos irmãos. (Ver D&C 10:3-4.) Somos informados, por revelação, de que, na criação da terra, houve três indivíduos pessoalmente envolvidos. Isso é mais particularmente para o Templo de Deus, mas já foi publicado o suficiente, repetidas vezes, para que eu possa fazer referência a isso. Elohim — não "Floheim", como às vezes se escreve — é palavra no plural, significando os deuses, mas é atribuída ao indivíduo que é o Pai de todos, a pessoa a quem olhamos como o grande Pai Eterno. Elohim, Jeová e Miguel estiveram envolvidos na construção deste globo. Jeová, comandado por Elohim, desceu até onde havia espaço, dizendo a Miguel: "Desçamos, pois há espaço ali, e organizaremos uma terra onde estes [os espíritos que estão ao nosso redor] possam habitar, e os provaremos com isso para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar." Podeis ler a esse respeito na Pérola de Grande Valor — livro de Abraão, capítulo 3. Ora, quando a obra estava terminada, sobre a qual ledes no livro de Gênesis e, mais particularmente, no livro de Moisés e no livro de Abraão, na Pérola de Grande Valor — quando isso estava feito, Miguel se tornou Adão e foi colocado no Jardim do Éden, como lemos em revelações antigas e modernas, e Eva lhe foi dada para ser sua esposa, osso de seus ossos e carne de sua carne, e é anunciado que nenhum homem deveria separar o que Deus uniu.

Vedes, não vedes, que Miguel se tornou Adão, e que Adão não era o Filho, Jeová, nem era Elohim, o Pai? Ele ocupou seu próprio lugar e posição na organização da terra e na produção de seres mortais sobre a terra. Jesus de Nazaré era o Jeová que esteve envolvido com o Pai no princípio, e somos informados, na 93ª Seção da Doutrina e Convênios, que Jesus diz a respeito de Si mesmo: "Eu estava no princípio com o Pai e sou o Primogênito" (D&C 93:21). "Vós também no princípio estáveis com o Pai; aquilo que é Espírito" (D&C 93:23). Aquela parte de nós que é espírito estava no princípio com Deus, porque somos Seus filhos, e Jesus estava lá, a pessoa que é chamada Jesus na carne, e Ele era o primogênito; é assim que Ele é o primeiro. "Eu sou o primeiro e o último. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim." Ele foi o princípio dos espíritos que povoam esta terra, "o princípio da criação de Deus", como lemos em Colossenses e no livro do Apocalipse, "o primogênito de toda criatura", no espírito. Mas, na carne, Ele foi o "Filho Unigênito" do Pai. Maria foi Sua mãe. Ela era da casa de Davi, e por isso Jesus cumpriu a predição de que o Messias seria da casa de Davi, e da semente de Abraão, e da semente da mulher que feriria a cabeça da serpente, como lemos no livro de Gênesis: "porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3:15).

Desejo traçar uma distinção clara entre esses indivíduos, para que possamos pôr fim a esta discussão que não leva a lugar nenhum. Quem é Adão? Adão é certamente nosso pai. Ele é o grande pai da raça, mas tivemos pais que nos corrigiram em casa, e a eles rendemos reverência. Sim, isso é certo; mas nós os adoramos e oramos a eles? Ah, não. Então, por que haveríamos de querer orar a Adão, que, lá atrás, em séculos remotos, esteve à cabeça de sua raça, e nesse sentido é nosso pai? Ele ocupa o lugar que se esperava que ocupasse, e realizou a obra que se esperava que realizasse; mas, depois que transgrediu e trouxe a morte ao mundo — "como pela desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos" — de modo que "assim como todos morrem em Adão, assim também em Cristo todos serão vivificados", todos ressuscitados, cada um, maus e bons e indiferentes, de todas as raças e cores, tamanhos e idades, tal como foram postos a repousar, assim hão de vir à luz, e é por meio do poder da ressurreição em Jesus Cristo que virão à luz.

Citemos o livro de João, o Apóstolo; é uma tese esplêndida. O Senhor a ela se refere na 93ª Seção da Doutrina e Convênios, onde João proclamou que Jesus estava no princípio com Deus. Ele diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:1,3), e Jesus declara, nesta revelação, na 93ª seção, que Ele era a pessoa chamada o Verbo. Ele não era meramente a palavra que sai da boca de Deus, mas era a expressão do Pai, era a expressão da palavra e da vontade de Deus. Todas as coisas são de Deus, como disse Paulo, e nós dEle; e todas as coisas por Jesus Cristo, e nós por Ele. Quando Joseph, o profeta, recebeu sua primeira manifestação de Deus, o Pai e o Filho apareceram. O Pai não disse muita coisa, mas havemos de constatar que esse foi Seu proceder desde o princípio, porque o Filho era Sua Palavra. Ele declarou: "Este é o meu Filho amado; ouvi-O." E Ele, o Filho, era aquele ser que, como disse aos nefitas, deu a lei a Moisés — "eis que eu sou aquele que deu a lei e eu sou aquele que fez convênio com meu povo, Israel" (3 Néfi 15:5) — e Ele era o Ser que teve a seu cargo os assuntos desde o princípio. Na Divindade estão o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo, e nosso pai Adão foi batizado em seu santo nome, e ele não é nenhum deles. Lembrai-vos apenas disso.

No quinto capítulo do Evangelho segundo São João, Jesus fala com muita clareza sobre assuntos que podem parecer misteriosos a algumas pessoas. Sabeis que há alguns de nossos irmãos que pensaram que Jesus, em Seu primeiro estado, como o chamamos, ou em Seu estado anterior, era um ser ressuscitado. Não sei de onde tiraram essa ideia, mas provavelmente vem disto: que Ele foi chamado Deus por João, o Revelador, e por um grande número de escritores no Livro de Mórmon, e na Doutrina e Convênios, e em outras revelações. "Ele estava no princípio com Deus, e era Deus;" e Ele não poderia ser um deus, dizem eles, a menos que tivesse um corpo, tivesse passado pela mortalidade e tivesse ressuscitado. Que escritura encontraram eles para sugerir tal noção? Não conheço revelação alguma que o declare. Não conheço nenhuma que sequer sugira que Ele não poderia ser Deus a menos que tivesse passado por uma provação mortal, e tivesse sido provado e tentado, e tivesse sofrido; que Ele não poderia ser Deus de antemão; mas somos informados de que, no princípio, Ele estava com Deus, e Ele diz que o Pai Lhe mostrara todas as coisas que Ele mesmo faz. Isso está no quinto capítulo do Evangelho segundo São João. Não tomarei tempo para parar e consultá-lo. Lede-o vós mesmos. Ele estava em conversa com alguns dos fariseus, e não lhes agradava que Ele Se proclamasse Filho de Deus. No décimo capítulo, é dito que pegaram pedras para atirar nEle, porque Ele disse que era o Filho de Deus. E Jesus proclamou a verdade de que há várias pessoas chamadas deus, assim como faz Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios (capítulo 8:5-6). "Porque, ainda que haja também alguns que são chamados deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores)," diz Paulo, "todavia para nós há um só Deus, o Pai, do qual são todas as coisas, e nós, para ele; e um só Senhor Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós, por ele." Jesus citou os Salmos a esse respeito. O salmista disse: "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós sois filhos do Altíssimo." (82:6.) Ora, disse Jesus, se Ele chamou deuses àqueles a quem veio a palavra do Senhor, por que me condenais e desejais apedrejar-me por eu dizer que sou o Filho de Deus? No Salmo 82, começa assim: "Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses."

Há muitos deuses e muitos senhores, mas para nós, para nossa obediência e adoração, e nossa fidelidade à Sua palavra, há um só Deus vivo e verdadeiro — o Criador deste e de muitos outros mundos —, e a Ele olhamos como o autor de nossa vida, por meio de Seu Filho Amado, que esteve com Ele desde o princípio. O Espírito Santo é um personagem de espírito, como nos é dito na 130ª seção da Doutrina e Convênios: o Pai é uma pessoa com um corpo de carne e ossos, e o Filho também (Ele o é agora, sem dúvida), e o Espírito Santo é um personagem de espírito. Ora, esse Espírito Santo, personagem de espírito, também é chamado Deus. Tomai a 20ª Seção da Doutrina e Convênios. No próprio lançamento do fundamento da organização da Igreja, é declarado, de modo bem claro, que "o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um Deus" (D&C 20:28). Assim como na presidência de uma estaca, ou de um quórum, ou da Igreja, há três indivíduos distintos e separados, mas uma só presidência do quórum, ou da estaca, ou da Igreja, assim também há três pessoas distintas e separadas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — como uma só Divindade. Ora, quem é o Filho? O primogênito, o Filho amado de Deus, a quem Ele colocou à cabeça de todas as coisas, o herdeiro de todas as coisas, "por quem também fez os mundos" (Hebreus 1:2). Estou citando as escrituras. Ora, quando Deus, o Pai, colocou Jesus Cristo em uma posição, ou colocou Jeová em qualquer posição, e Lhe deu mandamento de fazer isto ou aquilo, Ele jamais Lhe diria para fazer algo que Ele não pudesse fazer. Esse é um dos fundamentos de nosso Evangelho. "Certamente o Senhor Deus nada ordenará aos filhos dos homens sem que Ele prepare um caminho pelo qual o possam cumprir." Deus deu pleno poder e autoridade a Jesus Cristo, como agora O chamamos — esse é Seu nome — e Ele foi nomeado de antemão nas revelações de Deus, como podemos ler na Pérola de Grande Valor, Seu Filho Amado; Ele esteve com Ele desde o princípio. Ele foi obediente em todas as coisas. Não fez nada de errado enquanto esteve naquela condição, nem quando esteve no corpo. Ele era inocente de toda transgressão. Ele amou a retidão.

Odiou a iniquidade; e "por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros" (Hebreus 1:9).

Não sei há quantos milhões de eras Ele se tornou o primogênito; isso não foi revelado. Muitas coisas a respeito de nossa história antes de virmos para cá não são reveladas, e talvez não o sejam até chegarmos a um estado mais avançado de progressão; mas o Pai colocou Seu Filho, Seu "Filho Amado", para cuidar dos assuntos deste mundo e dirigi-los, e Ele esteve na criação, como já expliquei e como já citei das escrituras. Neste quinto capítulo de João, Jesus passa a explicar ao povo que nada fazia de Si mesmo, mas aquilo que o Pai O enviara para fazer, isso Ele fazia; e disse: "o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se não o vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente" (João 5:19). Ora, se o Pai, no curso de Sua grande experiência, tal como revelado por meio do Profeta Joseph, havia passado pelo "estado" de mortal, para que pudesse ser colocado nas mesmas condições de provação, assim também Jesus foi colocado, e o Senhor mostrou a Jesus tudo a esse respeito. Mostrou-Lhe tudo sobre a organização dos mundos. "O Pai ama o Filho, e mostra-lhe todas as coisas que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis" (João 5:20) — assim lemos. Então Ele passa a falar, a respeito da ressurreição dos mortos, sobre o que será de todas as pessoas. Todos serão trazidos à luz de suas sepulturas por Seu poder, como "a ressurreição e a vida" (João 11:25), alguns para a vida e glória eternas, e alguns para a condenação eterna.

Sendo esse o caso, Ele compreendia tudo por tê-lo visto, e, estando determinado o tempo em que viria à terra e tomaria um corpo, Ele estava qualificado para fazer aquilo para que fora designado desde o princípio. Não precisamos ter dúvida alguma quanto a Ele compreender tudo isso. Não há necessidade da teoria de que Ele precisava ter tido um corpo antes de vir a esta terra, e nada há que a estabeleça por revelação. As meras opiniões dos homens não valem grande coisa.

O Espírito Santo, como "um personagem de espírito", a quem Jesus Cristo disse que enviaria da parte do Pai, e que não viria a menos que Jesus fosse — "porém digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei" (João 16:7) — não era, nem é, um "ser de tabernáculo", mas, sem um corpo de carne e ossos, ele representa tanto o Pai quanto o Filho, e é um dos membros da Trindade — "porque três são os que testificam no céu: o Pai, o Verbo, e o Espírito Santo; e estes três são um" (1 João 5:7). A Santa Trindade opera pelo poder e pela presença do Espírito Divino, que permeia todas as coisas e é a vida e a luz de todas as coisas. Assim, nosso Pai está presente em toda parte, embora, como indivíduo, habite nos céus "no meio de todas as coisas", e o mesmo se dá com os demais personagens da Trindade.

Se ledes o primeiro e o segundo capítulos da Epístola aos Hebreus, aprendereis ali que se tornou necessário, a fim de conduzir muitos filhos à glória e à salvação, que Jesus, tendo sido feito um pouco menor que os anjos, fosse, em todos os pontos, semelhante a eles. Se assim é, então Ele era um espírito no mundo espiritual quando nós éramos espíritos, e Ele era o primogênito. Por isso se diz: "porquanto os filhos participam de carne e sangue, também ele participou dos mesmos", para que pudesse sofrer tentações como os demais, para que pudesse passar por todas essas condições da mortalidade em Sua própria experiência, e ressuscitar dos mortos. "Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos." (Hebreus 2:14-17.) Mais um ponto a respeito disso: Quando Jesus estava na cruz, o que disse Ele, pouco antes de Seu último e derradeiro momento? "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" e, tendo dito isso, expirou (Lucas 23:26). Ele era um espírito habitando em um corpo mortal, e entregou o espírito exatamente como também nós teremos de fazer — "expirou". Como já disse, Ele foi o primeiro de todos, e será o último, porque, quando receber o reino do Ancião de Dias, depois que tudo estiver purificado e aperfeiçoado, e a terra estiver redimida, e seus habitantes estiverem limpos de suas transgressões por meio de Sua expiação, Ele apresentará o reino ao Pai. "O primeiro e o último!" Ele é o unigênito do Pai na carne, o primogênito no espírito, um Ser grande e poderoso. Operou mais maravilhas quando veio à terra do que temos qualquer compreensão. Ele era o Deus Forte, como proclamado pelo profeta Isaías, o Conselheiro Maravilhoso, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz, a quem podemos alegremente adorar. Quando oramos, somos instruídos diretamente sobre como orar, e um modelo nos é dado na bênção do pão e da água no sacramento: "Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo" — e assim por diante; esse é o modelo para nossas orações. Oramos ao Pai Eterno, a quem chamamos Elohim. Oramos a Ele em nome de Jesus Cristo, pois Jesus Cristo é Sua Palavra; Ele é a expressão da vontade de Deus; Ele esteve com o Pai desde o princípio. O Pai colocou Seu nome sobre Ele. Deus, por vezes, coloca Seu nome em seres angélicos, espíritos ministrantes, como podeis ler no primeiro capítulo do Apocalipse, primeiro versículo: "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João, seu servo" (Apocalipse 1:1). No último capítulo do livro, lemos que João se inclinou para adorar aquele ser, mas ele lhe disse que não o fizesse, pois era um de seus conservos, e de seus irmãos, os profetas. Então o anjo disse: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último." (Apocalipse 22:13.) Ora, seria Ele mesmo? Ele estava falando em nome de Jesus, o Cristo, assim como Cristo fala em nome do Pai, quando assim designado. Vede também a designação do anjo mencionado em Êxodo 23:20: "Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho." "Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz;" "não o provoques à ira, porque não perdoará a vossa rebelião, porque o meu nome está nele." (Êxodo 23:21.)

Não há tempo para que eu prossiga mais neste assunto. Tomei muito mais tempo do que pretendia, mas comecei a tratar deste ponto com o propósito de que possamos evitar contendas e discussões que surgem entre nós sem necessidade alguma. Deus, o Pai Eterno, que fez o mundo, por meio de e através de Jesus Cristo, é nosso Pai e nosso Deus, e nós O adoramos e reverenciamos. e, como fomos ensinados a fazer hoje, devemos obedecer-Lhe. Esse é o ponto principal. Tomai Sua palavra e vivei por ela. Vivei por cada palavra que sai da boca de Deus. Jesus ensinou que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4:4). Jesus de Nazaré, nascido da virgem Maria, foi literal e verdadeiramente o Filho do Pai, o Deus Eterno, não de Adão. Não penseis assim nem por um momento. Cristo era o Filho de Deus, de Deus, o Pai; o Pai de Seu espírito era o Pai de Seu corpo. Ele foi um homem exaltado que havia passado por todas as coisas pelas quais Jesus Cristo, Seu Filho Amado, mais tarde também passou. Foi uma repetição das coisas que já haviam sido feitas desde eras remotas e eternas, o grande plano de salvação para todos os povos de todos os mundos que Deus criou. Ele não é uma mera força, nem uma imaterialidade etérea, mas é a personificação, em Sua personalidade, da luz, da verdade, da virtude, da justiça, da misericórdia, da energia e de todas as verdades eternas.

Que Deus nos ajude a ver e compreender a verdade e a evitar o erro! E não sejamos demasiado veementes em nossos sentimentos quanto às nossas opiniões sobre estas coisas. Procuremos estar certos. Tenho orado desde menino, quando ouvi pela primeira vez o Evangelho, para que eu pudesse ver a verdade como Deus a vê, para que eu a tivesse tal como ela realmente é, e o Senhor tem me abençoado em resposta a essa oração. Não pretendo dizer que não cometo erros como as demais pessoas. Não quero dizer isso, mas quero dizer que meu coração está decidido a descobrir o que é certo e o que é verdadeiro; e, embora "Deus opere de modo misterioso para realizar Suas maravilhas", não espero que me sejam dadas a conhecer coisas que não devam ser reveladas; mas as coisas que foram reveladas, eu as tenho estudado, refletido e orado a respeito delas, e sei que a luz de Deus, pelo poder do Espírito Santo, tem repousado sobre mim e me qualificado em minhas labutas, e tem acendido minha alma com a luz da eternidade, e me tem aproximado dEle. Ele é meu Pai e meu Deus. E eu venero e me regozijo na expiação de Jesus Cristo, Seu Filho, e creio nEle com todo o meu coração. Jesus de Nazaré, que foi morto na cruz, é o Filho de Deus, no espírito e no corpo. Ele é, portanto, nosso Irmão Mais Velho, e devemos segui-Lo e emular Seu exemplo, personificar todas as Suas virtudes tanto quanto pudermos, pois Ele é nossa cabeça sobre esta Igreja, a cabeça espiritual viva. Ele a fez, Ele a organizou sob a direção do Santo, nosso grande Pai Eterno. E agora, louvor e glória sejam dados a Deus, o Pai, e a Seu Filho Jesus Cristo, e ao Espírito Santo, que fala tanto pelo Pai quanto pelo Filho, e está com a Igreja para iluminá-la pelo poder do Espírito Eterno, assim seja. Amém.

Como citar este discursoCharles W. Penrose, “Redenção Universal Mediante a Obediência; a Trindade da Divindade”, Conferência Geral de Abril de 1916, Sessão da Tarde do Primeiro Dia (1916-04-06). Pulpit Vault, 1916-04-04-charles-w-penrose-remarks-4. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).