Veteranos da Igreja: A União Eterna do Espírito e do Corpo
Charles W. Penrose
veteranos da Igreja, veteranos na grande obra dos últimos dias que o Senhor começou sobre a face da terra, homens de fé, homens de honestidade, homens de caráter e mente honrados; homens de virtude que resistiram às tentações e aos atrativos do mundo; homens provados, homens que foram postos em posições em que sua coragem e sua fidelidade foram testadas, e que foram dignos e resistiram à provação e à luta e, até agora, foram capazes de vencer. Agora se preparam para entrar em seu descanso, no que se refere a seus corpos, para encerrar sua carreira terrena, e entrar numa esfera mais ampla e mais elevada, no espírito, ainda engajados na grande obra dos últimos dias, a obra da dispensação da plenitude dos tempos, da qual apenas parte pode ser realizada na terra, na carne, sendo que grande parte tem de ser realizada numa esfera diferente, no mundo espiritual, pois a obra do Senhor pertence tanto aos que partiram quanto aos que permanecem aqui na terra no corpo. São Seus filhos e filhas do mesmo modo, quando se separam de suas formas terrenas, e entram no mundo além do véu, e todos têm de preparar-se para os grandes acontecimentos que estão diante deles, e todos têm de aprender a mente e a vontade do grande Pai de todos. ¶
Esta ideia, que apenas repito — nada de original nela hoje em dia, porque o Senhor tem treinado nossa mente nesse sentido por muitos anos — esta ideia pode parecer estranha a algumas pessoas, que se apegam à noção que lhes foi plantada na mente por falsos mestres, ao longo de séculos, de que esta vida, este estágio de nossa existência, é o único em que o homem pode receber os princípios e a doutrina da salvação por meio de Jesus Cristo, nosso Redentor, e de que, quando a morte chega, isso encerra sua oportunidade. O Senhor nos revelou que isso não é verdade, que somos Seus filhos e filhas, tanto no corpo quanto fora do corpo; que Ele é nosso Pai, o Pai de nossa parte espiritual, que é a parte mais importante, não desprezando a importância da parte temporal, pois o corpo há de perdurar, seus elementos persistem, e há de vir o tempo em que todas as pessoas que viveram no corpo terão seus tabernáculos terrenos revividos. ¶
Ora, é preciso a união eterna da parte espiritual e da parte física e material do homem, unidas em um só, para que ele possa avançar em todas as direções no futuro. Se deixarmos nossos corpos na sepultura, e nunca mais nos forem restituídos, nossa existência terá de ser inteiramente ao longo da linha espiritual — espírito sem estar unido ao corpo. Mas, quando o corpo for novamente levantado, vivificado pelo espírito e não pelo sangue, erguido pelo poder de Deus, como foi o corpo de Jesus Cristo, e o corpo e o espírito forem reunidos, e tivermos diante de nós um futuro eterno, então poderemos extrair, das maiores alturas e das mais profundas profundezas de todas as partes do grande universo de Deus, tudo o que contribua para a alegria, para o prazer, para o progresso e o desenvolvimento, para o conhecimento, para a sabedoria, para o poder, e para o domínio acima de tudo, se tivermos aquele glorioso dom da glória celestial, o poder do aumento sem fim, mundos sem fim. E isto é o que nós, Santos dos Últimos Dias, buscamos, ¶
o que estamos tentando obter, essa plenitude de glória e alegria e poder e domínio; em outras palavras, sermos feitos exatamente como o Pai. Lemos, nos escritos dos primeiros apóstolos, muito a respeito disso. O apóstolo João, por exemplo, escrevendo aos santos de seu tempo, disse: ¶
"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos; e qualquer que nele tem essa esperança, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." (I João 3:2, 3). ¶
Aí está a grande lição, meus irmãos e irmãs, e amigos. Se queremos entrar na completa e perfeita sociedade de Deus, em Sua personalidade, estar onde Ele está, desfrutar de Sua companhia, de Sua divina presença, de Suas instruções, da alegria que vem de contemplar Seu semblante, e sentir a influência que procede d'Ele, que é nossa vida, se queremos isso, temos de ser como Ele. Neste sentido, ser puros, assim como Ele é puro; guardar Seus mandamentos; andar em Seus caminhos; fazer aquilo que Ele deseja que façamos. E esta é a lição que Jesus de Nazaré ensinou, em Seu exemplo, em Sua vida: "Não vim para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou." Este era o Seu lema; deveria ser o nosso. Ele nos deixou isso "como exemplo, para que sigamos em Seus passos"; para que sejamos cristãos. E, se realmente somos cristãos, seguiremos a Cristo; faremos aquilo que Ele ordenou, aquilo que veio ensinar aqui; e, como Ele deu Sua vida por nós, valorizaremos a expiação que Ele realizou por nós, e mostraremos nossa gratidão por ela, guardando Seus mandamentos. "Se me amais, guardai os meus mandamentos." "Todo aquele que me ama guarda a minha palavra." "Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras." Foi isso que Ele declarou, e assim, se quisermos ser verdadeiros cristãos, devemos descobrir o que Cristo ensinou, descobrir o que Ele mostrou em Sua personalidade e caráter, para que, assim como Ele é, também nós sejamos; para que O encontremos face a face, para que sejamos um com Ele no tempo e na eternidade. ¶
Lemos, nos escritos de João, que Ele disse certa vez a Seus discípulos: "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para meu Pai." (João 14:12). Qual é o significado disso? É que ele não apenas fará as obras que Cristo fez enquanto habitava na carne, aquelas obras que Cristo realizou enquanto habitava na mortalidade, mas que, assim como Ele iria ao Pai, eles também iriam ao Pai; que, quando Ele partisse desta terra, o que quer que fizesse então, eles seguiriam e fariam obra semelhante, e, assim como Ele iria ao Pai, eles também iriam ao Pai, e estariam com o Pai e o Filho e o Espírito Santo, e sempre sob a direção deles. Estariam progredindo eternamente, obtendo luz e sabedoria e conhecimento e poder e alegria eterna. Quando Cristo morreu, assim aprendemos nós, Santos dos Últimos Dias, Ele foi e pregou aos espíritos que estavam em prisão. Que espíritos? Ora, disseram-nos que eram os espíritos que foram desobedientes nos dias de Noé, enquanto a arca se preparava. Cristo foi e lhes pregou, "pregou libertação àqueles cativos," "a abertura da prisão aos que estavam presos"; ¶
que pregou o evangelho aos mortos, "para que fossem julgados como os homens na carne, mas vivessem segundo Deus no espírito." Quando Seus discípulos partiram da terra, seguiram em Seus passos e foram pregar aos espíritos que estavam no mundo espiritual, que necessitavam de esclarecimento e ensino. E assim, nos últimos dias, tendo o Evangelho sido restaurado em sua plenitude, e todos os poderes e autoridades e dons e bênçãos a ele pertencentes tendo sido restaurados com ele, a autoridade do santo apostolado e todos os ofícios e ordenanças do Santo Sacerdócio, assim, quando os servos de Deus partirem nos últimos dias, seguirão os passos do Redentor nos tempos antigos, e dos apóstolos nos primeiros dias, e proclamarão liberdade aos cativos. ¶
Oh, que poderosa hoste deve haver no mundo espiritual, que não compreendeu o Evangelho de Cristo! Pensai nos milhões de pagãos que nunca ouviram falar de Cristo! Pensai nos milhões da casa de Judá, que nunca creram em Cristo, que foram educados desde a infância a crer que Jesus de Nazaré era um impostor, e que seus antepassados o mataram com justiça, ou auxiliaram naquela grande tragédia! Pensai nos milhões daquele povo chamado "cristão", que por séculos tem vagado nas trevas, e muitos deles afundados em corrupções e abominações! Pensai naqueles cujo sangue foi derramado nas guerras entre nações "cristãs", nação levantando-se contra nação, e povo contra povo, e cada nação orando a Deus por força e poder e entendimento para ir e destruir a vida de outros "cristãos"! Onde estão eles? Onde estão todas essas multidões que partiram da terra? Terá perecido o espírito do homem, junto com o corpo? Terão partido o conhecimento e o entendimento e a sabedoria e a experiência obtidos ao habitar na carne? Descem a sabedoria e o conhecimento e o entendimento e a experiência, e todos os laços que se formaram entre os mortais, até a sepultura, e perecem quando o corpo é despojado, quando o tabernáculo terreno é retirado do espírito vivo? Não. Nossa razão nos diz o contrário, e a revelação o nega, e proclama que o homem é imortal, que, quando morre, seu corpo vai para o pó, mas que, algum dia, na grande eternidade que se estende diante de nós, esse corpo será ressuscitado, que os elementos essenciais que o formam e lhe dão identidade peculiar serão novamente reunidos, por um processo natural para Deus, mas misterioso para nós, e que, como o corpo do Redentor, será reunido ao espírito, e o homem se porá de pé, em condições de prestar contas dos atos praticados no corpo. ¶
Pois o homem, em forma espiritual, em sua natureza espiritual, é uma entidade independente. É um ser organizado, um filho de Deus ou uma filha de Deus, conforme o caso, e, no nascimento espiritual, obteve não apenas uma organização eterna, mas poder e inteligência pelos quais pode determinar e compreender a luz das trevas, a verdade do erro, e escolher entre o que é certo e o que é errado. Na Pérola de Grande Valor, lemos que Deus lhe deu esse poder. O Senhor revelou a Moisés, no princípio, quando lhe manifestou como esta terra veio a existir e como as diversas ordens das criações terrenas foram ¶
formadas, em seu tempo e estação, cada uma da criação animal e vegetal, dando semente em si mesma para se reproduzir sempre da mesma espécie, que, antes que isso acontecesse, houve um conselho nos céus, e o Senhor diz que deu a Seu Filho Unigênito o direito de vir aqui e realizar a obra da redenção, um poder que era cobiçado pelo Maligno: ¶
"Mas eis que meu Filho Amado, que foi meu Amado e meu Escolhido desde o princípio, disse-me: Pai, faça-se a tua vontade e seja tua a glória para sempre." ¶
"Portanto, por ter Satanás se rebelado contra mim e procurado destruir o arbítrio do homem, o qual eu, o Senhor Deus, lhe dera; e também por querer que eu lhe desse meu próprio poder, fiz com que ele fosse expulso pelo poder do meu Unigênito." (Livro de Moisés, cap. 4.) ¶
Aqui lemos que aquele poder de escolha, o dom, a capacidade de compreender o certo do errado, de compreender a luz das trevas, foi dado ao espírito do homem pelo Senhor, e Ele lhe deu aquele arbítrio, poder em si mesmo para escolher o bem e recusar o mal, para escolher a luz ou as trevas, conforme desejasse. Por isso, o homem pode ser levado a juízo pelos atos que pratica, pois não é forçado a fazer o mal, nem tampouco é forçado a fazer o bem. O poder da volição está no homem espiritual, e ele o traz consigo quando nasce na esfera terrena, e assim podemos fazer o bem ou fazer o mal, conforme escolhermos, e, por isso, seremos levados a juízo, e todo homem será julgado segundo os atos praticados enquanto estiver no corpo: segundo suas obras, assim se determinará seu futuro. ¶
Ora, para explicar brevemente, direi que o Senhor revelou que há vários graus nas condições da humanidade no futuro, mas todos hão de ser ressuscitados dos mortos — todos, sem exceção, os bons e os maus, os velhos e os jovens, os ricos e os pobres, de todas as raças e cores e condições de homens. Morrem por causa da transgressão de um; vivem novamente por causa da retidão de Um que os redimiu; e, quando forem novamente levantados dos mortos, todos virão em sua própria ordem; mas há a ressurreição dos que são de Cristo. Cristo foi as primícias dos que dormiram; depois, diz o apóstolo Paulo, "os que são de Cristo, na Sua vinda." Quem são eles? São os que guardam Seus mandamentos. São os que são batizados n'Ele, em água e em Espírito. São os que O seguem. São os que bebem da influência que provém de Sua presença; que lutam a boa luta, que vencem, que são d'Ele de fato. Ele contará Suas joias naquele grande dia, e serão d'Ele em Sua vinda, Ele chamará e eles responderão; e virão na primeira ressurreição, para herdar glória e imortalidade e vidas eternas, o que significa aumento sem fim. ¶
Depois há outra classe, que não virá até outro ajuntamento na ressurreição. A glória da primeira é chamada a glória do sol. Apenas para deixar claro em nossa mente, é chamada a glória do sol porque o sol nos parece o maior luminar dos céus, embora não o seja de fato, mas assim nos parece. A seguinte é a glória da lua — homens honrados da terra, cegados pela astúcia dos homens, pessoas que não receberam o Evangelho na carne, mas que depois o receberam; eles vêm ¶
naquela parte da ressurreição. E depois há uma companhia inumerável de corruptos e ímpios, que rejeitaram a verdade, e foram lançados no inferno; os rebeldes e os abomináveis, os que rejeitaram a luz e a verdade, os que andaram nos caminhos das trevas. Descem à morte, mas há de vir o tempo em que, por meio da expiação de Cristo, e da pregação da verdade e de sua obediência voluntária a ela na vida espiritual, dobrarão o joelho a Deus e ao Rei Emanuel, e serão trazidos a vir na ressurreição chamada telestial, a glória das estrelas; e, assim como uma estrela difere de outra estrela em glória, assim também é esta ressurreição dos mortos. Mas todos serão trazidos. ¶
Há uma classe que será diferente de todas as demais. Serão trazidos, diz o Senhor, mas voltarão ao seu próprio lugar. Não quiseram receber aquilo que poderiam ter tido; não quiseram obedecer àquilo que poderiam ter obedecido. Receberam a luz e a verdade, e depois não quiseram usá-la da maneira que Deus havia estabelecido. Não quiseram avançar rumo à perfeição, guardando toda palavra que procede da boca de Deus, mas prostituíram o poder que Deus lhes dera, para elevar-se às maiores alturas, mas afundaram nas mais profundas profundezas; negando a verdade que lhes foi revelada; derramando sangue inocente; consentindo na morte de Cristo; assim pecando contra o Espírito Santo, e tornando-se tão corruptos e abomináveis que não podem ser redimidos. Mas serão trazidos da sepultura, e se tornarão sujeitos ao diabo e a seus anjos na eternidade. Qual é o seu fim, não sabemos; ninguém sabe, diz o Senhor. Algumas pessoas indagam a respeito do fim desses filhos da perdição. O Senhor diz que nenhum homem o sabe, que o fim disso, e a altura, e a extensão, e a profundidade disso, nenhum homem conhece, e, se o Senhor o revela a alguns, Ele fecha a visão. Que é, então, "a segunda morte"? Ora, o Senhor nos diz o que é isso, em Sua revelação na vigésima nona seção de Doutrina e Convênios. É o banimento eterno de Sua presença. Ele é a fonte da luz, da verdade, do poder, da glória, da felicidade, da alegria, do domínio e do aumento para sempre, de tudo o que serão privados. Sendo lançados fora da luz, hão de ir para as trevas exteriores, onde nenhum raio de luz chega, nem espiritual nem físico — nenhum raio de luz do sol, nem da lua, nem de estrela cintilante, nem sequer de um cometa; estarem nas trevas exteriores, e não é de admirar que haja "choro e pranto e ranger de dentes", para usar a expressão da escritura. ¶
Ora, irmãos e irmãs, e amigos, estamos aqui na terra com um propósito. É para que aprendamos as coisas que pertencem a este mundo inferior, para que possamos obter um corpo por meio do qual possamos familiarizar-nos com esses elementos terrenos e as leis que governam a terra em que vivemos, e outros planetas de caráter semelhante; para que possamos enfrentar a verdade e o erro, e escolher o bem e recusar o mal, ou tomar o mal e recusar o bem; para que sejamos provados e testados, a fim de ver para que estaremos aptos no futuro, no grande futuro que está diante de todos nós, e para formar nossas associações familiares de acordo com a mente e a vontade de Deus, de acordo com Sua lei. E, se o fizermos de acordo com essa lei, ela se tornará perpétua — a esposa selada ao marido pela lei que Deus revelou virá na ressurreição, e serão marido e mulher para sempre, e os filhos dessa união, se aptos a entrar naquele círculo familiar, ali estarão, compartilhando com os pais das alegrias e das glórias do mundo celestial. Se não, então terão de receber aquilo que a justiça lhes destinar. Depois que a justiça tiver seu curso, a misericórdia estenderá a mão e os resgatará das trevas e do desespero e do banimento, mas terão de entrar na condição para a qual se prepararam. Não há tempo para entrar em detalhes sobre isso; mas aqui está um ponto que desejo tocar antes de sentar-me, e é este: ¶
Somos, em grande medida, deixados a nós mesmos. Podemos recorrer a nosso Pai e obter Seu Espírito, e, pelo poder desse Espírito entrando em nossa personalidade, podemos vencer as luxúrias da carne, os poderes das trevas, os males do mundo; podemos abster-nos de fazer mal a nosso próximo; podemos cultivar o espírito de paz, que é o Espírito de Deus. Podemos evitar as tribulações e as contendas e as guerras que existem no mundo, estando em comunhão e harmonia com nosso grande Criador, obedecendo ao Evangelho e sendo batizados em Cristo. Se nos revestirmos de Cristo, e seguirmos em Seus passos, e nos imbuirmos de Seu Espírito, seremos os filhos da paz, os filhos da humildade, os filhos da obediência, buscando a Deus, nosso Pai celestial, que nos guie no caminho certo. Se tomarmos a outra estrada, poderemos misturar-nos com o mundo, e imbuir-nos de seu espírito, e descer às trevas e à morte. ¶
Alguns poderão dizer: pois bem, por que não pode Deus deter tudo isso? Por que permite que esses males estejam aqui sobre a terra? Fazem parte das condições atuais deste mundo em que vivemos, e das coisas que a ele pertencem. Destinava-se a ser um mundo de provação e teste e experimentação. Deus poderia deter as guerras que existem no continente da Europa, mas as permite. Por quê? Porque Ele não interferirá com o arbítrio do homem, que lhe deu no princípio, antes de dá-lo a nossos primeiros pais no Jardim do Éden, e que herdamos — poder em nós mesmos, para que possamos exercer este grande dom da liberdade, na liberdade. Ele não nos restringirá; Ele não nos impedirá. Satanás não pode nos forçar, mas andamos nos caminhos de Satanás quando cedemos a ele, e andamos nos caminhos de Deus quando cedemos a Ele, e havemos de descobrir, quando chegarmos a compreender todos os propósitos de Deus a respeito desta terra, e de outros mundos que Ele criou, que essas inteligências, nascidas d'Ele, são colocadas nessas condições opostas para que possam manifestar aquilo para que estão aptas no grande futuro, e um lugar será encontrado para cada um, e cada um encontrará seu lugar na vasta Eternidade para a qual todos nos apressamos. ¶
E agora aqui, hoje, temos este poder dentro de nós mesmos; e, se o exercermos para o bem, o bem virá a nós. Se buscarmos o bem, o bem virá a nós. Se nos elevarmos ao Pai Eterno em busca de Sua luz e orientação e poder, isso virá a nós. Se cedermos ao poder daquele Maligno, e andarmos nos caminhos dos ímpios, e nos entregarmos ao pecado, e formos imbuídos do espírito do Adversário, então desceremos às trevas e à morte. É nosso dever e nosso privilégio, e deveria ser nosso prazer e alegria, fazer a vontade do Pai, ¶
guardar Seus mandamentos, andar em Seus caminhos. E estes bons homens a que aludi no início de minhas observações, que lutaram a boa luta por tanto tempo, que tenham cuidado para que, em seus últimos dias, não se desviem para as trevas, e desçam à morte, e percam o dom e o poder e a glória que hão de vir aos Santos de Deus, mas que perseverem fiéis até o fim. ¶
Prossigamos, meus irmãos e irmãs, nesta grande e gloriosa obra para a qual Deus nos chamou. Sei que Ele nos chamou hoje; que Ele levantou Joseph Smith no século dezenove para introduzir e inaugurar esta grande e poderosa obra dos últimos dias, na qual temos trabalhado por tanto tempo. Ora, prossigamos enquanto tivermos força e poder e capacidade, e perseveremos até o fim de nossa carreira terrena, e então, quando partirmos, teremos uma esfera mais ampla, obras maiores a realizar do que tínhamos enquanto habitávamos na carne. Estaremos livres, por algum tempo, daquilo que nos atraía à terra pela lei da gravitação. Subiremos ao mundo espiritual, e levaremos o Evangelho a incontáveis milhões dos que antes habitaram a terra, e, nos passos de nosso Senhor Jesus Cristo, andaremos sempre, até que amanheça o dia da ressurreição, e, em sua manhã gloriosa, sairemos, vestidos de poder e glória e imortalidade e vidas eternas, e, com nossos entes queridos reunidos ao nosso redor, entraremos diretamente na família de nosso Pai Eterno, e, enquanto as eras sem fim se desenrolarem, glorificaremos a Deus, e guardaremos Suas leis, e andaremos em Seus caminhos, e obteremos poder e domínio para sempre. Que Deus nos abençoe e nos capacite a ser fiéis em todas as coisas, e a cumprir nosso dever em todos os aspectos. Escutemos o conselho que hoje recebemos de nosso Presidente e de nossos irmãos, e cumpramos nossos deveres fiel e incansavelmente, e teremos alegria nisso enquanto vivermos, poder e glória quando partirmos, e, no futuro eterno, seremos um com Deus e Cristo e os Santos Seres para sempre. Amém. ¶