Precauções tomadas para a segurança dos missionários na Europa
Joseph F. Smith
Suponho que se espera de mim, de certa forma, que eu faça algumas observações na abertura desta, a primeira sessão da octogésima quinta conferência semestral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; e, embora me sinta inteiramente inadequado para a tarefa, tentarei, com a ajuda do Senhor, dizer algumas palavras, conforme me forem dadas pelo bom Espírito. Sinto-me verdadeiramente grato por minha vida ter sido poupada para reunir-me convosco esta manhã, sob circunstâncias tão favoráveis quanto estas em que nos reunimos. Sou também grato por meus conselheiros terem sido igualmente poupados para estarem presentes conosco, e também por o número dos Apóstolos ter permanecido intacto desde nossa última conferência. E sou verdadeiramente grato por contemplar tantos dos Santos dos Últimos Dias reunidos aqui esta manhã, aparentemente desfrutando das muitas bênçãos e privilégios da vida que têm sido concedidos ao povo de Deus e à Igreja até o presente. Espero sinceramente que, durante as sessões desta conferência, sejamos alimentados com o pão da vida, que o Espírito do Senhor repouse sobre Seus servos, que possam dirigir-se à conferência de tempos em tempos, e que o mesmo Espírito repouse abundantemente sobre todos os que se reúnem de dia em dia para ouvir o que possa ser dito. ¶
Pode ser apropriado que eu diga algumas palavras a respeito de nossas missões estrangeiras. Não preciso deter-me muito nesse assunto, pois quase tudo o que temos sabido a respeito das condições na Europa, no que se refere a nossos élderes e à obra do ministério lá, tem sido publicado de tempos em tempos no Deseret News e em outros jornais. Mas creio que será seguro dizer que todas as precauções possíveis foram tomadas para a proteção de nossos élderes naquelas missões estrangeiras onde há guerra. Na Alemanha, na França, na Áustria, e em partes de outros países tão terrivelmente envolvidos na guerra, todos os nossos élderes foram convidados a retirar-se, a afastar-se daquelas partes do país, e, tanto quanto sabemos, nossos missionários alemães retiraram-se em grande parte, e quase inteiramente, daquele país, e também da França. Alguns deles estão localizados temporariamente na Holanda e na Escandinávia, e alguns, na verdade um bom número, atravessaram o Atlântico e foram distribuídos pelas diversas missões nos Estados Unidos, ao passo que aqueles que praticamente haviam concluído suas missões na Europa foram honrosamente desobrigados para regressar ao lar. Os relatórios que recebemos da Inglaterra, apesar das condições de guerra que ali existem, informam que nossos élderes estão em segurança no momento, e que o campo se abre diante deles com perspectivas um pouco melhores do que antes. Muitas pessoas começam a sentir a necessidade de orar por libertação e segurança, e, à medida que o espírito de oração repousa sobre suas mentes, começam a atentar tanto para o seu bem-estar espiritual quanto temporal. Os relatórios que recebemos da Holanda são realmente muito encorajadores, e, embora a presidência daquela missão e das missões escandinavas tenham recebido instruções para ser muito cuidadosas quanto ao bem-estar dos élderes, e, caso surja necessidade, para providenciar que sejam prontamente desobrigados a fim de escapar de qualquer dificuldade que possa sobrevir-lhes, os relatórios dessas missões são muito encorajadores. Por ora, não temem qualquer dificuldade; e os que ali trabalham parecem estar contentes e realizando um bom trabalho. Contudo, todos estão sob instruções de que, quando surgir a necessidade, nossos élderes que ali trabalham agora, aparentemente com êxito, serão prontamente desobrigados e resguardados de todo perigo ou mal, tanto quanto possível. Os pobres Santos que ficam praticamente sem a orientação dos élderes sentem tristemente a falta de sua presença, e lamentam profundamente que estes tenham sido obrigados a retirar-se do meio deles. Os homens mais experientes que puderam ser encontrados foram aconselhados a assumir, tanto quanto possível, a responsabilidade dos interesses locais das missões no estrangeiro, e é possível que alguns de nossos élderes permaneçam entre eles até o fim da guerra, desde que possam fazê-lo sem pôr em risco suas vidas. Ora, não sei se preciso dizer mais alguma coisa a respeito desses assuntos. Outros que me seguirem, e que têm mais claramente em mente outros exemplos, poderão expressar-se conforme se sintam levados. Creio que se fez o melhor que se podia fazer, e que se seguiu o caminho mais sábio possível no que diz respeito a nossas missões no continente europeu, quanto à sua desobrigação e libertação de dificuldades. Sinto-me grato a Deus por todas as Suas misericórdias e bondade amorosa para com Seu povo. Tenho diante de mim algumas anotações às quais farei breve referência. Lembro-me de que a estação de inverno se aproxima, e é aconselhável que todos os bispos exerçam consideração paternal e bondosa para com as necessidades dos pobres dignos em seu meio, sejam eles Santos dos Últimos Dias ou não. O propósito das Sociedades de Socorro é auxiliar os bispos a socorrer as necessidades dos pobres dignos; isso faz parte do primeiro dever delas. Devemos esforçar-nos por cuidar, tanto quanto possível, dos ¶
refugiados que foram expulsos de seus lares no México, muitos dos quais se estabeleceram em várias partes do país, e em várias estacas de Sião. Alguns poucos retornaram a seus lares no México, não sem correr mais ou menos risco de novos problemas, e, no momento, o Bispo Bentley está encarregado das colônias, ou do povo que retornou ao México. Não podemos dizer por quanto tempo lhes será permitido permanecer ali em paz, mas esperamos e oramos sinceramente por paz em toda aquela terra, e, nessa esperança, desejamos que o povo exerça toda a fé de que for capaz em favor de nossos associados, nossos companheiros de fé na Igreja, em seu esforço para recuperar seus lares e propriedades, dos quais foram expulsos e, em grande parte, espoliados. ¶
Juntamente com o Bispo Presidente e um de seus conselheiros, tive o privilégio de visitar, em agosto passado, nossos assentamentos no Canadá, e de realizar conferências ali, nas duas estacas. As paredes do templo, que está sendo erguido em Cardston, estão em processo de construção. Decidimos construí-las de granito, e já despendemos pouco mais de cinquenta mil dólares na erecção daquele edifício. Não fosse a grande seca que assolou aquele país nos últimos dois ou três anos, e especialmente nesta estação, o templo, sem dúvida, estaria hoje mais avançado do que está. ¶
Tenho também a alegria de anunciar à conferência que concluímos uma magnífica nova ala do hospital dos Santos dos Últimos Dias. Ela possui setenta e três quartos particulares, esplêndidos conjuntos de salas de cirurgia no sexto andar, e uma enfermaria ao ar livre, no terraço, com capacidade para cerca de trinta leitos. Possui amplas cozinhas e instalações de armazenamento, e subporões, etc. É um dos mais belos edifícios hospitalares dos Estados Unidos, e os Santos dos Últimos Dias devem lembrar-se de que temos um hospital próprio. ¶
Estamos também erguendo o que se chama o Edifício dos Escritórios da Igreja. Progride lentamente, mas satisfatoriamente. Fornecerá escritórios para a Primeira Presidência, o Conselho dos Doze, o Patriarca Presidente, o escritório do historiador, a Sociedade Genealógica, e outras organizações da Igreja. Poderia acrescentar, talvez sem inconsistência, que o progresso deste edifício poderia ter sido um pouco mais rápido se tivéssemos visto claramente o caminho para fornecer os meios necessários a fim de acelerá-lo um pouco mais. Mas só podemos prover meios para as melhorias que estão sendo feitas, não apenas para este edifício, para a dispendiosa ampliação do hospital, e para aquela exigida pela construção do templo no Canadá, mas também para os meios necessários às escolas e à assistência às diversas alas e estacas de Sião na construção de numerosas casas de reunião, salões de recreação, e outros lugares necessários para o uso do povo em toda a Igreja. Temos estado bastante escassos de meios, e só podemos fornecer o dinheiro para essas melhorias e necessidades à medida que o obtemos da Igreja. À medida que o povo paga seus dízimos, somos capazes de direcionar sua aplicação para as melhorias que precisam ser feitas, bem como para atender a todas as despesas correntes e razoáveis da Igreja, cujas contas são mantidas corretamente, até o último centavo, no Escritório do Bispado Presidente, e também no escritório do Fiduciário. ¶
Têm sido envidados esforços, no melhor de nossa capacidade, para obter emprego para os imigrantes e para os missionários no seu retorno de suas missões; e pede-se aos bispos, em toda a Igreja, que cuidem daqueles que a eles chegam vindos de países estrangeiros, que imigram para Sião, para que sejam auxiliados tanto quanto possível, e colocados em posição de obter seu sustento, de construir lares para si mesmos, e de sentir-se em casa entre nós. Chegam aqui como estranhos, enfrentando novas condições, e dependendo grandemente do companheirismo de seus irmãos para o êxito na obtenção de novos lares. ¶
É também uma boa coisa que os bispos, em todas as alas, cuidem de seus ex-missionários. É lamentável que, depois de tantos de nossos rapazes irem ao estrangeiro e cumprirem boas missões, ao regressarem ao lar sejam aparentemente abandonados ou ignorados pelas autoridades presidentes da Igreja, e sejam permitidos a afastar-se novamente para o descuido e a indiferença, e, por fim, talvez, a afastar-se inteiramente de seus deveres na Igreja. Devem ser mantidos em atividade, devem ser tornados ativos na obra do ministério, de alguma forma que possam melhor conservar o espírito do Evangelho em sua mente e em seu coração, e ser úteis tanto em casa quanto no estrangeiro. ¶
Não há dúvida quanto ao fato de que o serviço missionário é exigido e é tão necessário em Sião, ou aqui em casa, quanto no estrangeiro. Muitas pessoas parecem descuidadas quanto à devida educação de seus filhos. Vemos rapazes demais caindo em hábitos e costumes muito descuidados, se não perniciosos. Todo rapaz ex-missionário que retorna de sua missão cheio de fé e de bom desejo deveria tomar sobre si tornar-se, tanto quanto possível, um salvador de seus companheiros mais jovens e menos experientes em casa. Quando um ex-missionário vê um rapaz caindo em maus caminhos e habituando-se a maus hábitos, deveria sentir que é seu dever tomá-lo pela mão, em conjunto com as autoridades presidentes da estaca ou da ala em que reside, e exercer todo o poder e influência que puder para a salvação daquele jovem que se desvia, que não tem a experiência que nossos élderes no estrangeiro tiveram, tornando-se assim um meio de salvar muitos e de firmá-los mais solidamente na verdade. ¶
O Bispado Presidente e outros têm-se esforçado por localizar os Santos que se reúnem vindos de outras terras, onde possam obter seu sustento. Todos estão empregados, tanto quanto os registros mostram. Muitos bispos têm demonstrado interesse paternal pelos Santos que imigraram para Sião. Lares têm sido providenciados, emprego assegurado tanto quanto possível, e, mediante os esforços unidos dos Santos, suprimentos e mobília têm sido obtidos e dados a eles para ajudá-los a recomeçar a vida. Esta deveria ser a política de todas as organizações da Igreja. ¶
Desde a última conferência de abril, a estaca Shelley de Sião foi organizada a partir de parte da estaca Blackfoot. Nove novas alas e sete novos ramos foram organizados. Trinta e quatro bispos foram ordenados para substituir os que foram desobrigados. As presidências das estacas Jordan, Juab, Union e North Sanpete foram reorganizadas. Três bispos faleceram desde nossa última conferência. Há agora sessenta e seis estacas de Sião, e setecentas e trinta e cinco alas de bispos. Foram registrados nos livros da Igreja, por batismo, nas estacas e missões, seis mil cento e noventa e oito almas durante os seis meses do ano. O bispado presidente tem emitido boletins trimestrais que têm mantido as presidências de estacas em contato mais estreito com as condições gerais de todas as estacas de Sião do que no passado. O ensino de ala está sendo rapidamente desenvolvido em muitas estacas de Sião. Algumas estacas ainda são indiferentes a este importante movimento. Há uma esplêndida oportunidade nesta obra para empregar todo sacerdote e mestre ordenados, e todo homem que possua o sacerdócio, e pareceria bastante estranho que houvesse alguma das presidências de estacas, ou algum dos oficiais presidentes na Igreja, que fosse indiferente ao assunto de manter contato e harmonia com o progresso de todas as demais estacas. É bom possuir o conhecimento das coisas tal como são e tal como vão progredindo. ¶
Inauguramos um movimento para incentivar o pagamento mensal do dízimo. Os oficiais de estaca e de ala estão atendendo a este pedido tanto quanto podem. Realmente, o único método prático e a maneira correta de pagar nossos dízimos é quando recebemos em nossas mãos aquilo que ganhamos. É bastante apropriado lembrar aquilo que devemos ao Senhor antes de gastarmos nossos meios de outra forma. ¶
Há duas companhias, todos os dias, passando por este Templo para realizar as ordenanças da Casa do Senhor pelos vivos e pelos mortos, e nossa obra genealógica está dando fruto, como vemos pela frequência aos templos para a realização dessas ordenanças, e esperamos que esta boa obra prossiga. A obra do bispado é tanto temporal quanto espiritual. O bispo comum dedica todo o seu tempo e esforços para o benefício do povo sobre o qual preside. O bispo não deveria tentar fazer sozinho todo o trabalho necessário em sua ala. Seus conselheiros estão ali para ajudá-lo, e uma parcela devida da responsabilidade do bispo da ala deveria ser depositada sobre seus conselheiros. Tampouco é sensato que o bispado da ala sinta que é obrigado a fazer tudo o que é necessário em suas alas. Deveriam exercer seu direito de convocar o sacerdócio para visitar o povo como mestres e pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, para que possam dar a todos, tanto quanto possível, oportunidade de exercer seus talentos e de fazer o bem em suas alas. Às vezes é aconselhável dar a cada conselheiro deveres específicos, e atribuir a cada um dos conselheiros sua parte das responsabilidades que pertencem ao bispado, cada um realizando algum trabalho especial para o qual está apto, de modo que todos possam estar ativos. ¶
Ora, estas são algumas coisas que julgo dignas de nota, e há muitas outras. Mas desejo chamar a atenção para uma coisa; é esta: temo que os Santos dos Últimos Dias, em meio à prosperidade com que são abençoados, às vezes deixem de observar aquele grande mandamento dado pelo Mestre, de lembrar-se sempre do Senhor, de orar de manhã e à noite, e de sempre lembrar-se de agradecer-Lhe pelas bênçãos que recebem dia a dia. Temo que haja mais negligência do que deveria haver entre os Santos dos Últimos Dias no cumprimento desta norma da Igreja. É mandamento do Senhor que nos lembremos de Deus de manhã e à noite, e, como o Livro de Mórmon nos diz, "em todos os momentos". Devemos levar conosco o espírito de oração em cada dever que temos de cumprir na vida. Por que deveríamos? Uma das razões simples que se impõe à minha mente com grande força é que o homem é totalmente dependente de Deus! Como somos incapazes sem Ele; como pouco podemos fazer sem Sua misericordiosa providência em nosso favor! Tenho sido muitas vezes levado a observar que nenhum de nós, nenhum ser humano no mundo inteiro, pode fazer crescer sequer uma única lâmina de relva sem a ajuda de Deus. Temos de usar Sua terra, temos de valer-nos do benefício de Seu solo, de Seu ar e de Sua luz solar, e da umidade que Deus provê e concede à terra, para que possamos produzir sequer uma única lâmina de relva; e o mesmo se aplica a tudo o que serve à nossa existência no mundo. Não se pode fazer crescer uma espiga de milho ou de trigo sem a ajuda de Deus. Não se pode produzir uma única coisa essencial à existência do homem ou do animal sem a ajuda de Deus. Então, por que não deveríamos sentir-nos dependentes do Senhor? Por que não deveríamos invocar o Seu nome? Por que não deveríamos lembrar-nos d'Ele em nossas orações? Por que não deveríamos amá-Lo com todo o nosso coração, mente e força, visto que Ele nos deu a vida, visto que nos formou à Sua própria semelhança e imagem, visto que nos colocou aqui para que possamos tornar-nos semelhantes a Seu Filho Unigênito e herdar a glória, a exaltação e a recompensa providas para os próprios filhos de Deus. ¶
Meus irmãos e irmãs, lembremo-nos e invoquemos a Deus, e imploremos Suas bênçãos e Seu favor sobre nós. Façamo-lo, contudo, com sabedoria e retidão, e, quando oramos, devemos invocá-Lo de maneira coerente e razoável. Não devemos pedir ao Senhor aquilo que é desnecessário ou que não nos seria benéfico. Devemos pedir aquilo de que precisamos, e devemos pedir com fé, "sem vacilar, pois aquele que vacila", como disse o Apóstolo, "é como a onda do mar, impelida pelo vento e agitada. Não pense esse homem que receberá coisa alguma do Senhor." Mas, quando pedimos a Deus bênçãos, peçamos na fé do Evangelho, naquela fé que Ele prometeu conceder aos que creem n'Ele e obedecem a Seus mandamentos. ¶
Queremos paz no mundo. Queremos que amor e boa vontade existam por toda a terra, e entre todos os povos do mundo; mas nunca poderá vir ao mundo aquele espírito de paz e amor que deveria existir, até que a humanidade receba a verdade de Deus e a Sua mensagem, e reconheça o Seu poder e autoridade, que é divino, e nunca encontrado somente na sabedoria dos homens. ¶
A condição do mundo hoje apresenta um espetáculo lamentável, no que diz respeito às convicções religiosas, à fé e ao poder dos habitantes da terra. Aqui temos nações enfileiradas contra nações, e, contudo, em cada uma dessas nações há povos ditos cristãos, professando adorar o mesmo Deus, professando crença no mesmo Redentor divino, muitos deles professando ser mestres da palavra de Deus, e ministros de vida e salvação para os filhos dos homens, e, contudo, essas nações estão divididas umas contra as outras, e cada uma ora a seu Deus por ira contra os inimigos e por vitória sobre eles, e pela própria preservação. Seria possível — poderia ser possível que essa condição existisse, se o povo do mundo possuísse realmente o verdadeiro conhecimento do Evangelho de Jesus Cristo? E se realmente possuísse o Espírito do Deus vivo — poderia essa condição existir? Não; não poderia existir, mas a guerra cessaria, e a contenda e a luta chegariam ao fim. E não apenas o espírito de guerra deixaria de existir, mas o espírito de contenda e luta que agora existe entre as nações da terra, que é o elemento primordial da guerra, deixaria de ser. Sabemos que o espírito de luta e contenda existe em grau alarmante entre todos os povos do mundo. Por que existe? Porque não são um só com Deus, nem com Cristo. Não entraram no verdadeiro rebanho, e, em consequência, não possuem suficientemente o espírito do verdadeiro Pastor para governar e controlar seus atos nos caminhos da paz e da retidão. Assim, contendem e lutam uns contra os outros, e, por fim, nação se levanta contra nação, em cumprimento das predições dos profetas de Deus de que a guerra seria derramada sobre todas as nações. Não quero que penseis que creio que Deus tenha planejado ou desejado que a guerra viesse entre os povos do mundo, que as nações do mundo se dividissem umas contra as outras em guerra, e se engajassem na destruição umas das outras! Deus não planejou nem causou isto. É lamentável, aos olhos dos céus, que tal condição exista entre os homens, mas as condições existem, e os homens precipitam sobre si mesmos a guerra e a destruição por causa de sua maldade, e porque não permanecem na verdade de Deus, não andam em Seu amor, nem procuram estabelecer e manter a paz, em vez da luta e da contenda no mundo. ¶
Ora, desejamos, esta manhã, lembrar-nos da admoestação do Presidente dos Estados Unidos, de oferecer oração pela paz, para que venha sobre as nações perturbadas do mundo, para que a paz permaneça sobre os que já estão em paz, e abunde mais ainda. Oro a Deus para que esse espírito entre especialmente nos corações deste povo, para que se esforcem pela paz entre si, para que a paz habite em seus próprios corações e lares, para que a paz exista entre vizinhos, para que a paz, a boa vontade, o amor e a união caracterizem as relações dos membros da Igreja com seus companheiros, e para que não haja entre eles contenda, nem luta, nem amargura, nem retrocesso, nem maledicência, nem queixa de espécie alguma, mas que a paz na terra e a boa vontade para com os homens permeiem os corações e as mentes de todos os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; e para que, deles, esse espírito de paz e amor por Deus e pelo próximo saia ao mundo, tanto quanto tivermos poder de enviá-lo por meio dos élderes da Igreja e de outros meios, para que os homens ouçam as boas novas e as recebam em seus corações, obedeçam à verdade, e se juntem às fileiras dos pacíficos, dos que amam a paz, dos pacificadores, dos que temem a Deus, e dos que amam a Deus, que todos os Santos dos Últimos Dias deveriam ser, em cada parte do mundo. ¶
Que Deus vos abençoe, meus irmãos e irmãs, humildemente oro; e agora chamaremos o Presidente Charles W. Penrose para oferecer ao Senhor uma oração em favor desta assembleia e de todo o povo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para que Deus mova os corações do povo do mundo a aceitar o espírito de paz em suas almas, para que a paz venha ao mundo perturbado, e para que a vida e a união prevaleçam em vez do derramamento de sangue, da morte e da destruição. Quando o irmão Penrose orar, orará ao Pai de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, à cuja imagem e semelhança fomos feitos, ou nascemos no mundo, e à cuja semelhança e imagem somos, pois somos filhos de Deus e, portanto, devemos assemelhar-nos a Seu Filho tanto em pessoa quanto espiritualmente, na medida em que obedecermos aos princípios do evangelho da verdade eterna. Pois fomos pré-ordenados e predestinados a tornar-nos conformes à Sua semelhança, mediante o uso sábio e apropriado de nosso livre-arbítrio. De modo que possamos desfrutar das bênçãos do reino de Deus, onde Ele habita, e herdar Sua glória, e a salvação, a recompensa e o domínio que foram prometidos aos fiéis de Seus filhos, o que Deus conceda, é minha oração. Amém. ¶