Discurso de Abertura
Joseph F. Smith
É com certo grau de fraqueza, timidez e senso de dependência do Senhor que me apresento diante de vós nesta manhã, na abertura do Octogésimo Terceiro Aniversário da Conferência de Abril da Igreja. Sinto-me inteiramente dependente, e sem premeditação, das inspirações do Espírito do Senhor quanto ao que possa ser levado a dizer-vos. Não posso deixar de expressar minha gratidão ao Senhor pela preservação de nossas vidas e pelas muitas bênçãos temporais, bem como espirituais, que todos desfrutamos ao nos reunirmos, congregando-nos aqui, neste tabernáculo, nesta ocasião tão interessante e importante. Sinto-me, eu mesmo, muito grato pelas bênçãos que desfruto pessoalmente, pela medida de saúde e força que possuo, e pela vida espiritual que sinto na obra em que estamos engajados. Sinto-me grato, também, por nosso amado irmão Anthon H. Lund, que esteve indisposto por algum tempo, estar tão recuperado a ponto de poder estar conosco aqui esta manhã, desfrutando de uma medida acrescida de saúde. É também motivo de grande prazer e gratidão para mim termos conosco, no vigor da juventude, nosso amado irmão, Charles W. Penrose, já passados seus oitenta e um anos, e ainda assim parecendo muito mais jovem do que muitos de nós, homens mais jovens, isto é, mais jovem em anos, não mais jovem mentalmente nem fisicamente, mas apenas em anos. É também motivo de congratulação e de gratidão termos conosco os irmãos dos doze, com exceção do Élder Smoot, que está engajado numa boa obra e está fazendo muito no sentido da elevação moral da humanidade, bem como no serviço ao povo de seu estado, pois sua influência, seus hábitos pessoais, seu modo de vida, seu espírito são sermões para o bem entre todos os seus associados, e seu exemplo é sempre louvável; e Rudger Clawson, que preside a Missão Europeia, e é fiel no cumprimento de seu dever tanto quanto é possível a qualquer homem ser, e está fazendo uma boa obra em seu campo missionário. ¶
Os irmãos dos Setenta estão conosco, todos eles, creio eu, na posse de vigor e saúde e do espírito de seu chamado e missão; e temos também conosco o Bispado Presidente, desfrutando da mesma bênção, juntamente com o Patriarca Presidente, um jovem que está se desenvolvendo louvavelmente no desempenho de seus deveres, e promete ser uma luz que brilhará em seu caminho, para aqueles que buscam a verdade. É também motivo de gratidão para mim poder olhar para tantos dos presidentes das estacas de Sião reunidos aqui esta manhã, nesta sessão de abertura de nossa Conferência. Já organizamos sessenta e quatro estacas de Sião, e uma grande proporção das presidências dessas estacas estão presentes conosco esta manhã, muitas das quais estão se tornando, como alguns dos demais entre nós, avançadas no serviço em que estão engajadas há muitos anos, e é gratificante para nós ter o privilégio de nos reunirmos com elas e de lhes oferecer uma saudação de boas-vindas a esta casa do Senhor nesta manhã; e invoco sinceramente as bênçãos de nosso Pai celestial sobre esses homens, sobre quem recai tão grande responsabilidade no exercício dos direitos de presidência sobre as estacas que presidem. ¶
Então olho para esta grande congregação e vejo um grande número dos bispos da Igreja, aqui reunidos para representar o povo de suas alas, muitos dos quais, é claro, não têm o privilégio de assistir a esta conferência por causa da distância de seus lares. Felicito-vos, presidentes de estaca e vossos conselheiros, membros dos sumos conselhos das várias estacas de Sião, por vossa presença aqui, e confio que, em vossa participação na conferência, sejais preenchidos de alegria e satisfação, e que seja um tempo de renovação para vós, assim como para todos os santos. Em conexão com estes, temos também conosco as várias organizações no sacerdócio, dos sumos sacerdotes até os élderes na Igreja, representando os sumos sacerdotes e os setentas e os élderes e os patriarcas, muitos dos quais suponho estarem aqui hoje para se juntar ao número dos que vieram assistir à conferência e tomar parte em seus deveres, juntamente com os bispados e o sacerdócio menor, muitos dos quais estão aqui. ¶
A força de Israel, creio eu, está aqui hoje, representando toda a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, não somente nas estacas organizadas de Sião, mas em muitas das missões do mundo. Não preciso dizer a meus irmãos engajados no ministério que se espera deles que todos, sem exceção, atendam aos trabalhos e sejam fiéis às responsabilidades que recaem sobre eles no cumprimento de seus deveres como oficiais na Igreja. Esperamos que as presidências das estacas de Sião sejam exemplos para o povo. Esperamos, de fato, que sejam pais para aqueles sobre quem presidem, homens de sabedoria, de sólido julgamento, imparciais e justos, homens que de fato se qualifiquem, ou que de fato sejam qualificados por seus dotes naturais e pela inspiração de Deus, que é seu privilégio desfrutar, para presidir em retidão e para exercer justo julgamento sobre todos os assuntos trazidos à sua atenção ou que legitimamente pertençam ao seu ofício e chamado. ¶
Antecipamos a mesma fidelidade, a mesma lealdade, a mesma administração inteligente de seus deveres da parte dos bispos e seus conselheiros, e, de fato, sobre eles recai talvez a maior responsabilidade possível, pela razão de que se espera deles, por suas presidências, que atendam aos vários interesses e necessidades de seu povo. Espera-se de um bispo que conheça todo o povo que reside em sua ala, não somente os que são membros fiéis da Igreja, diligentes no cumprimento de seus deveres e proeminentes por suas boas ações, mas que conheça também os que são frios e indiferentes, os que são mornos, os que são inclinados a errar e a cometer enganos, e não somente estes, mas espera-se que os bispos, por meio de seus auxiliares em suas alas, se familiarizem, não somente com seus membros, homens e mulheres, mas que conheçam também o estranho que está dentro de seus portões, e estejam preparados para ministrar consolo, conforto, bom conselho, sabedoria e toda outra ajuda possível de ser prestada àqueles que estão em necessidade, sejam eles da casa da fé ou estranhos à verdade. ¶
Assim, muito se espera dos bispos e de seus conselheiros e dos élderes e do sacerdócio menor em suas alas, a quem chamam para sua ajuda ao ministrar ao povo, tanto espiritual quanto temporalmente, e quero observar, nesta conexão, que é dever desses bispos e das presidências das estacas de Sião, juntamente com seus sumos conselhos, administrar justiça e reto julgamento a todo membro de suas alas e de suas estacas. Incluídos nisso estão os sumos sacerdotes e os setentas e os élderes e os apóstolos e os patriarcas e a presidência da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Nenhum homem que seja membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou que tenha posição na Igreja como membro, está isento de suas responsabilidades como membro e de sua fidelidade ao bispo da ala em que reside. ¶
Estou tão obrigado a reconhecer meu bispo como membro da ala em que resido, quanto o mais humilde e recente membro da Igreja. Nenhum homem que se afirme membro da Igreja em boa posição pode elevar-se acima, ou tornar-se independente, da autoridade que o Senhor Todo-Poderoso estabeleceu em Sua Igreja. Esse cuidado vigilante sobre o povo, sobre sua reta vivência, sobre sua fidelidade a seus convênios e ao evangelho de Jesus Cristo, pertence aos presidentes de estaca e seus conselheiros e os sumos conselhos, ou membros do sumo conselho, ao bispo e seus conselheiros e os mestres de sua ala. Depois temos as organizações do santo sacerdócio. Temos o conselho da primeira presidência, composto de três sumos sacerdotes presidentes que são chamados por Deus e designados para presidir sobre a Igreja e sobre o sacerdócio de Deus, e quero dizer aqui que não decorre, nem jamais decorreu, que os membros da primeira presidência da Igreja devam necessariamente ser apóstolos ordenados. ¶
Eles possuem, em virtude de seus direitos como presidentes da Igreja, todas as chaves e toda a autoridade pertinente ao sacerdócio de Melquisedeque, que compreende e abrange todos os apêndices desse sacerdócio, o sacerdócio menor e todos os ofícios no sacerdócio, do primeiro ao último e do menor ao maior; e gostaria, perante o Senhor, que alguns de nossos pretensos sábios aprendessem esta verdade e a estabelecessem em suas mentes, para que não ficassem eternamente perdidos a esse respeito e sempre fazendo perguntas do tipo mais absurdo a respeito dos direitos do sacerdócio. Tudo o que precisais fazer é ler as revelações dadas por meio do Profeta Joseph Smith, dando à Igreja as autoridades do sacerdócio que Deus restaurou nos últimos dias. É tão perfeito, tão claro quanto o ABC de nossa língua, e só precisa ser lido com o espírito de entendimento para ser perfeitamente compreendido. ¶
O dever dos doze apóstolos da Igreja é pregar o evangelho ao mundo, enviá-lo aos habitantes da terra e prestar testemunho de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como testemunhas vivas de Sua missão divina. Esse é seu chamado especial, e estão sempre sob a direção da presidência da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, quando essa presidência está intacta, e nunca há, ao mesmo tempo, duas cabeças iguais na Igreja — nunca. O Senhor nunca ordenou tal coisa, nem a projetou. Há sempre uma cabeça na Igreja, e, se a presidência da Igreja for removida pela morte ou outra causa, então a próxima cabeça da Igreja são os doze apóstolos, até que uma presidência seja novamente organizada, de três sumos sacerdotes presidentes que têm o direito de ocupar o cargo de primeira presidência sobre a Igreja; e, de acordo com a doutrina estabelecida pelo Presidente Wilford Woodruff, que viu a necessidade disso, e a do Presidente Lorenzo Snow, se o presidente vier a falecer, seus conselheiros são então desobrigados daquela presidência, e é dever dos doze apóstolos proceder de imediato, da maneira que foi indicada, para ver que a Primeira Presidência seja reorganizada, para que não haja deficiência no funcionamento e na ordem do sacerdócio na Igreja. ¶
Ora, mais uma vez, os bispados, e os presidentes de estaca, têm jurisdição exclusiva sobre o quadro de membros ou a posição de homens e mulheres em suas alas e em suas estacas. Quero afirmar isso bem claramente — isto é, não é meu dever, não é dever dos sete presidentes dos setentas, nem do conselho dos doze apóstolos, entrar numa estaca de Sião e julgar a filiação ou posição na Igreja de qualquer membro de uma estaca ou ala. Não nos cabe fazer isso; pertence às autoridades locais, e elas têm plena autoridade para tratar da filiação em suas alas e em suas estacas. Os bispos podem julgar um élder por má conduta, por conduta anticristã, por apostasia, ou por qualquer tipo de maldade que o desqualificasse para a filiação na Igreja, e podem proferir sobre ele seu julgamento de que é indigno de comunhão na Igreja, e podem retirar-lhe sua comunhão. ¶
Então podem encaminhar seu caso à Presidência e ao Sumo Conselho, e será dever da Presidência e do Sumo Conselho da estaca lidar com ele, mesmo até o ponto da excomunhão da Igreja; e não há remédio para isso, apenas o direito de apelação à Presidência da Igreja. Se porventura houver alguma injustiça, parcialidade, falta de informação ou compreensão da parte do bispado, que não seja corrigida e que, portanto, possa ser perpetuada pela decisão do Sumo Conselho, e a parte prejudicada não sinta que lhe foi feita justiça, ela então tem o direito, sob as leis da Igreja, de apelar à Presidência da Igreja, mas não de outra forma. Queremos que fique claramente entendido que não podemos ouvir as queixas dos membros da Igreja contra seus bispos, nem contra seus presidentes, nem contra seus companheiros membros na Igreja. ¶
Se cedêssemos a uma coisa desse tipo, usurparíamos e eliminaríamos a autoridade dos Bispos e das Presidências das estacas, e teríamos a responsabilidade de julgar qualquer ou todos os membros da Igreja que tivessem problemas a resolver, e isso seria uma impossibilidade prática; não poderíamos fazê-lo; e, além disso, não seria certo fazê-lo, porque Deus o planejou de outra maneira. O Senhor nos deu uma organização mais perfeita do que essa. Portanto, queremos que os excêntricos e os malucos, os insanos, se houver algum, que desejem passar por cima de seus Bispos e de seus Presidentes até a Presidência da Igreja, ou até os Doze, compreendam distintamente que, se o fizerem, encaminharemos seu caso às suas autoridades locais para que seja tratado no local, onde a evidência possa ser obtida a favor e contra, e onde a justiça possa lhes ser distribuída. ¶
Já temos o suficiente para fazer, Deus sabe, sem ouvir as queixas e clamores, lamentações e discussões de indivíduos por toda parte, embora relativamente poucos. Os limites da Igreja estão agora espalhados e estendidos até as ilhas do mar e a continentes e países distantes, pois o evangelho está sendo pregado às nações do mundo, e não podemos suportar todas as queixas dos indivíduos. O Senhor organizou esses conselhos na Igreja, tais como os conselhos dos bispos e os sumos conselhos, com as presidências na Igreja, para cuidar do povo, para ver que nenhuma injustiça seja feita de uns para com os outros na Igreja, para ver que não exista iniquidade alguma que possa ser evitada ou corrigida, e para ver que a justiça, o juízo e a retidão reinem nas organizações da Igreja, e que nenhuma maldade ou vileza seja permitida perdurar e corroer o corpo da Igreja por negligência em ser tratada da maneira apropriada. ¶
Não que devamos ferir, ou machucar, ou oprimir — o pensamento mais distante do mundo de meu coração é a opressão. Nenhum homem deveria ser oprimido. Nenhuma autoridade do Sacerdócio pode ser administrada ou exercida em qualquer grau de iniquidade, sem ofender a Deus. Portanto, quando lidamos com os homens, não devemos lidar com eles com raiva. Não devemos lidar com eles com preconceito em nossas mentes contra eles. Devemos descartar o preconceito, dissipar a raiva de nossos corações, e, quando julgamos nossos irmãos quanto à filiação ou comunhão na Igreja, deveríamos fazê-lo com serenidade, caridade, amor, bondade, com vistas a salvar, e não a destruir. Esse é o nosso negócio; nosso negócio é salvar o mundo, salvar a humanidade, trazê-la à harmonia com as leis de Deus e com os princípios da retidão, da justiça e da verdade, para que possa ser salva no reino de nosso Deus, e se torne, por fim, mediante obediência às ordenanças do evangelho, herdeira de Deus e coerdeira com Jesus Cristo. ¶
Essa é a nossa missão. Ora, temos então nossos quóruns ou conselhos de sumos sacerdotes, e temos nossos Conselhos de Setentas e nossos élderes, e depois temos os conselhos dos sacerdotes, mestres e diáconos no Sacerdócio Menor. Esses conselhos, cada um e todos em sua capacidade organizada, têm jurisdição sobre a comunhão dos membros desses conselhos — se o membro é um élder, ou se um homem tem posição no quórum dos Setentas, ou é membro do Sumo Conselho, ou do quórum dos Sumos Sacerdotes, e está se comportando mal, mostra falta de fé, falta de reverência pela posição que ocupa em seu Conselho, ou quórum, sua comunhão naquele quórum a que pertence, ou sua posição, deveria ser examinada ou investigada, pois ele é responsável perante seu quórum por sua boa posição e comunhão nele. Assim, temos o freio que o Senhor colocou sobre os membros da Igreja, e, quando digo membros da Igreja, quero dizer eu, quero dizer os apóstolos, quero dizer os sumos sacerdotes, e os setentas, e os élderes. ¶
Quero dizer todos os que são membros da Igreja; e digo que, quando esses membros da Igreja estão em erro ou fazendo o mal, temos o freio sobre eles, em primeiro lugar, nas alas — os bispos cuidam deles, depois seus quóruns a que pertencem têm jurisdição, e são obrigados a cuidar deles também, e, depois que os quóruns cuidam deles, as Presidências das estacas cuidam deles e veem que sejam ajudados, que sejam fortalecidos, que sejam admoestados, que sejam advertidos, e que sejam aplaudidos quando cumprem seus deveres e guardam os mandamentos do Senhor. Assim, o Senhor colocou muitos freios sobre os membros da Igreja, com vistas a lhes ensinar princípios corretos, a ajudá-los a fazer o certo, a viver corretamente e a serem puros, e limpos dos pecados do mundo, para que o corpo da Igreja possa ser aperfeiçoado, para que possa estar livre de doença, de todos os males contagiosos, tal como o corpo do homem Cristo Jesus está livre de toda mácula, mal e pecado. ¶
Assim, Deus colocou essas salvaguardas na Igreja, desde os diáconos até os apóstolos, e até a Presidência da Igreja, com vistas a persuadir homens e mulheres a se manterem puros e imaculados do mundo, e a ajudá-los a serem fiéis aos convênios que fizeram uns com os outros e com seu Deus. Que organização maravilhosa é esta! Quem já a teria pensado, exceto aquele a quem o Senhor a revelou? Quando existiu ela em sua perfeição, antes, como existe hoje? E a quem devemos a inteligência, a sabedoria e o conhecimento que aperfeiçoaram esta organização e a estabeleceram para o governo e a edificação de Sião e para a purificação da humanidade — a quem devemos isso? Ao Senhor, Deus Todo-Poderoso, ao Filho de Deus, que falou a Joseph, o profeta, por Sua própria voz e pela voz de mensageiros a ele enviados, pelos quais Joseph foi instruído e iluminado e capacitado para efetuar uma organização como o mundo nunca conheceu antes, a não ser nos dias de Enoque. ¶
Até mesmo os princípios que foram ensinados a Enoque foram revelados por meio do Profeta Joseph Smith; mas o povo não está preparado para eles, e assim são adiados, retardados, ou postos de lado por enquanto, e estamos tentando nos elevar ao padrão diante de Deus, ao ponto em que sejamos dignos de nos engajar na ordem de Enoque, em que possamos nos tornar mais perfeitos do que possivelmente poderíamos ser sob o presente sistema pelo qual somos governados. Ora, muito mais poderia ser dito. Tenho em mente nossas organizações auxiliares — o que são elas? Auxílios às organizações padrão da Igreja. Não são independentes. Quero dizer às Associações de Melhoramentos Mútuos dos Rapazes e das Moças, e à Sociedade de Socorro, e às Primárias, e às Escolas Dominicais, e Aulas de Religião, e a todas as demais organizações na Igreja, que nenhuma delas é independente do Sacerdócio do Filho de Deus; nenhuma delas pode existir e ter posição na aceitação do Senhor quando se afastam da voz e do conselho daqueles que possuem o Sacerdócio e presidem sobre elas. ¶
Estão sujeitas aos poderes e à autoridade da Igreja, e não são independentes deles; nem podem exercer direitos em suas organizações independentemente do Sacerdócio da Igreja; e quero que leveis isso convosco para casa agora — cada um de vós. Podeis ouvir algo mais forte do que isso de mim, se não o fizerdes. Tenho tido bastante paciência a respeito de algumas coisas. De fato, há um ponto em que a paciência deixa de ser uma virtude, e se tornará necessário agir, ou pelo menos aconselhar. Ora, que cada homem cumpra seu dever; que cada presidente de estaca, e cada conselheiro seu, e cada bispo e seus conselheiros e cada membro do sumo conselho; que cada presidência dos sumos sacerdotes e setentas, e os élderes, e todas as autoridades gerais da Igreja cumpram seu dever, sejam fiéis, humildes e diligentes no desempenho do trabalho que lhes é exigido, sejam de fato vigias sobre as torres de Sião, vigiando pelas virtudes, vigiando pela retidão, vigiando pela justiça, vigiando pela verdade. ¶
Mudai o foco de vossa visão, e de vossos olhos, de vigiar pelo mal para vigiar por aquilo que é bom, aquilo que é puro, e conduzir e incentivar os que erram para aquele caminho que não tem erro nele, e que não admite enganos. Procurai o bem nos homens, e, onde falharem em possuí-lo, tentai edificá-lo neles; tentai aumentar o bem neles; procurai o bem; edificai o bem; sustentai o bem; e falai o menos possível a respeito do mal. Não adianta nada engrandecer o mal, publicar o mal, ou promulgá-lo pela língua ou pela pena. Nenhum bem se obtém com isso. É melhor sepultar o mal e engrandecer o bem, e incentivar todos os homens a abandonar o mal e a aprender a fazer o bem; e que nossa missão seja salvar a humanidade e ensiná-la e guiá-la pelos caminhos da retidão, e não nos assentarmos como juízes e proferirmos julgamento sobre os malfeitores, mas antes sermos salvadores dos homens. Ide e fazei a vontade do Pai, para que conheçais a verdade e a verdade vos liberte, e também para que andeis na luz, como Cristo está na luz, para que tenhais comunhão uns com os outros e também tenhais comunhão com Deus e com Cristo, e que o sangue do Filho de Deus vos purifique de todo pecado. Esta é minha oração em nome de Jesus. Amém. ¶
"Consider, and Hear Me" (Considera, e Ouve-me), um solo de barítono, foi interpretado pelo Élder Charles Kent. ¶