Ordenado Interesse Ativo na Obra de Deus
Joseph F. Smith
Não sinto, neste momento, que ocuparei muito tempo. Estou sofrendo, em certa medida, de um resfriado. É claro que é sempre um resfriado ruim, por mais leve que seja; nunca temos um bom. ¶
Sou extremamente grato a meu Pai celestial, por mim mesmo, pelas muitas bênçãos que me vieram pessoalmente desde nossa reunião na última conferência, em outubro. Naquela ocasião, eu sofria extremamente com problemas de ciática, e senti que tinha minha porção de sofrimento naquele momento. Agradeço poder dizer que me sinto quase novo outra vez, no que diz respeito àquela aflição. Mas nunca podemos saber por quanto tempo estaremos livres das enfermidades próprias da vida humana; e, embora mencionemos os favores do Senhor e Suas bênçãos sobre nós, e nos regozijemos imensamente na saúde, no vigor e na força que possuímos, não o fazemos com jactância, mas sempre lembrando o fato de que estamos sujeitos ao favor e à misericórdia de Deus, a cada hora e a cada momento de nossas vidas. Pois sinto que é dever de todos os Santos dos Últimos Dias, especialmente, e certamente de toda a humanidade, reconhecer a mão de Deus em todas as coisas. Às vezes, permitem-se aflições sobre nós com o propósito de uma prova, talvez, ou por alguma outra razão, na sabedoria da Providência, para o nosso bem. Creio que tudo aquilo com que temos de lidar nos assuntos naturais e próprios da vida será dirigido, pela providência de Deus, para o bem daqueles que O amam, que se esforçam por guardar Seus mandamentos, e que exercem sabedoria e discernimento de acordo com a inteligência que possuem, no cuidado e na proteção de suas próprias vidas, na preservação de sua saúde e força, e na manutenção de um caráter e modo de vida puros e morais. ¶
Sinto-me grato pela bela manhã que amanheceu sobre nós na abertura deste octogésimo primeiro aniversário da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sinto-me grato, também, pela presença de tantos Santos dos Últimos Dias aqui reunidos, o que é uma indicação, para mim ao menos, e penso que deveria ser para todos, de que temos, de fato, o interesse que deveríamos sentir por estas assembleias, ou conferências, da Igreja. Não há um só de nós que não devesse sentir um interesse pessoal e vivo pela edificação de Sião, e pelo bem-estar de todo o seu povo. Nenhum homem ou mulher que seja membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias deveria sentir-se indiferente à causa de Sião, mas todos, um a um, deveriam sentir um vivo interesse pelo bem-estar da obra do Senhor, em que estão empenhados. Deveriam contribuir com toda a influência que puderem, e todo o esforço que lhes for possível, para a edificação de Sião, e para a alegria, a paz, o conforto, a felicidade e o bem-estar de todos os seus habitantes. Penso que posso dizer, com toda a verdade, que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias se encontra numa condição próspera no mundo. Creio que posso dizer, com justiça, que Sião desfruta do favor e da bênção do Deus Todo-Poderoso. Sinto-me confiante de que aqueles a quem se confia o cuidado vigilante do povo nas várias organizações da Igreja são fiéis à sua confiança, e exercem diligentemente sua influência e poder para o bem do povo sobre o qual foram colocados para presidir. Posso dizer isto, no que diz respeito a meu conhecimento pessoal, a respeito de toda presidência das estacas de Sião. Penso que posso, consistente e apropriadamente, dizer o mesmo a respeito dos bispos das alas em Sião. Estes importantes oficiais da Igreja, que possuem as chaves do sacerdócio, da autoridade e da presidência sobre o povo em suas várias organizações, são homens de verdade, homens de sobriedade, homens honestos, fiéis, dados à oração, retos, e homens que desfrutam do Espírito do Senhor Deus em seus corações, e que estão dispostos a fazer o certo, e a evitar até mesmo a aparência do pecado. Penso que posso dizer isto com toda sinceridade e honestidade diante do Senhor e diante de todos os Santos dos Últimos Dias. Se há alguns que sejam negligentes ou infiéis no desempenho de seus deveres — refiro-me àqueles que ocupam essas posições proeminentes na casa da fé — isso não chegou ao nosso conhecimento, e não conhecemos nenhum de quem não se possa dizer que são bons homens fiéis, cumprindo fielmente seu dever pelo bem-estar do povo sobre o qual presidem. Isto, creio eu, pode-se dizer consistentemente a respeito de todas as estacas e alas regularmente organizadas de Sião; e o mesmo se pode dizer, verdadeiramente também, no que diz respeito ao conhecimento que temos — e pensamos estar bastante bem informados a respeito destas coisas — quanto às nossas várias missões. Os homens designados para presidir sobre elas são homens de integridade, homens de honra, homens fiéis no cumprimento de seus deveres, homens que têm o amor de Deus em seus corações e o amor do povo em suas almas, homens dispostos a sacrificar seu tempo, suas associações, queridas para eles, e muitos laços preciosos, para poderem dedicar seu tempo, sua energia, e os dons do Senhor que lhes são concedidos, para a salvação dos filhos dos homens que estão sentados nas trevas e não conhecem a verdade. ¶
Não preciso dar qualquer declaração a respeito da presidência da Igreja. Eles estão diante do povo. Suas vidas são um livro aberto para toda a Igreja, e sua integridade e seus trabalhos são conhecidos por aqueles que se associam com eles nos assuntos comerciais e espirituais da Igreja. São acessíveis a todos os que os procuram, com assuntos pertinentes à edificação da Igreja, ou que desejam auxílio a respeito de assuntos espirituais, ou o cumprimento de outros deveres que lhes recaem; todos nos conhecem, e deixamos a eles dizer, ou julgar, se a presidência está em boa condição diante de Deus e da Igreja, ou não. Não temos mais nada a dizer sobre isso. Darei, contudo, meu testemunho a respeito dos Doze Apóstolos. São homens fiéis, dispostos a fazer o que lhes for exigido, com o máximo de sua força e capacidade. Isso também se pode dizer de todas as autoridades gerais da Igreja. Em seus corações, cremos que todos são verdadeiros e fiéis a seus convênios, verdadeiros e fiéis ao povo e ao Senhor que os comissionou para trabalhar pela salvação das almas dos homens e pela edificação de Sião. ¶
Fiz preparar algumas poucas declarações que vos indicarão, penso eu, talvez melhor do que eu poderia dizer-vos de memória, embora me sejam familiares, a condição da Igreja e dos trabalhos e realizações desta durante o ano que se encerrou recentemente. Tenho aqui um item de que duas novas estacas foram organizadas em 1910, a saber, as estacas de Sião de Duchesne e de Carbon. Quinze novas alas foram organizadas durante o mesmo período. Há agora 62 estacas organizadas de Sião, e 696 alas, e 21 missões. Todas estas exigem a supervisão e atenção constantes, não apenas dos bispos e dos presidentes de estaca, e dos altos conselhos destas várias organizações, mas também da presidência da Igreja, pela qual são constantemente recebidas comunicações de todos estes presidentes, ou da maioria deles, e frequentemente de muitos deles, e frequentemente de quase todas estas alas. O número de pessoas batizadas nas estacas de Sião e nas missões, durante o ano de 1910, foi de 15.902. ¶
A taxa de natalidade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para o ano de 1910 foi de 38 por mil, a mais alta taxa de natalidade do mundo, tanto quanto mostram as estatísticas disponíveis. ¶
A taxa de mortalidade da Igreja, para o ano de 1910, foi de 9 por mil, a mais baixa taxa de mortalidade do mundo, tanto quanto pudemos apurar a partir de estatísticas publicadas. ¶
Houve 1.360 casais casados nos templos em 1910, e houve 1.100 casais, membros da Igreja, casados por cerimônia civil, durante o mesmo ano. ¶
Houve um divórcio para cada 5.000 membros da Igreja. A taxa média de divórcio nos Estados Unidos é de um para cada 1.100 almas. Isto mostra que nossa taxa de divórcio é apenas cerca de um quinto da taxa média em nossa nação. ¶
Havia 2.028 missionários trabalhando nas várias missões, em 31 de dezembro de 1910. ¶
Foi gasto pela Igreja, na manutenção das missões e nas passagens dos missionários que retornavam, durante o ano de 1910, a soma de $215.000,00. Esta quantia não inclui a soma muito grande, no total, fornecida pelo povo para auxiliar seus filhos e filhas, ou maridos e pais, enquanto estivessem no campo missionário. ¶
Mais de $300.000,00 foram pagos pela Igreja durante 1910 para a manutenção de nossas escolas da Igreja; e mais de $200.000,00 foram desembolsados na Igreja para assistir aos pobres, durante o ano de 1910. ¶
Todas as despesas incorridas por conta das autoridades gerais da Igreja, das despesas operacionais do escritório do presidente, do escritório do historiador, e do escritório do bispo presidente, foram pagas com as receitas provenientes de investimentos feitos pelo fiduciário, nos últimos anos. Isso deixa os dízimos da Igreja para serem usados na construção de casas de reunião de ala e tabernáculos de estaca, na manutenção das escolas da Igreja e dos templos, nas missões no estrangeiro, e no sustento dos pobres. ¶
Em 31 de dezembro de 1910, relatou-se que havia 444 sumos sacerdotes, 632 setentas, 2.200 élderes que não estão inscritos em nenhum quórum organizado do sacerdócio. ¶
Não diremos nada a respeito de uma longa lista de não pagadores de dízimo, que temos registrada nos arquivos da Igreja, dentre aqueles que são membros da Igreja. Não me interessa fazer enumerações desta natureza, mas gostaria de dizer aos Santos dos Últimos Dias que são pagadores de dízimo, que honram esta lei, e que fornecem, de seus próprios recursos, voluntariamente, as receitas necessárias para levar adiante a obra da Igreja — na manutenção dos templos, na causa missionária, na condução e manutenção de nossas escolas, no auxílio à construção de nossas casas de reunião e outros anexos às nossas escolas, tais como ginásios, que se tornaram, ao que parece, uma necessidade muito urgente ultimamente, e também locais de diversão. Pois não devemos apenas prover locais de adoração para a juventude de Sião, assim como para seus pais e mães, mas também devemos prover e encontrar locais para diversão racional para nossos filhos, para que possam ser mantidos sob influências apropriadas, e afastados das práticas contaminadoras, degradantes e aviltantes, comuns demais no mundo, no que diz respeito e em conexão com as diversões do povo. Há uma coisa que desejo dizer — não que vá adiantar algo, suponho; mas será uma satisfação para mim mesmo, ao menos, dizer aquilo que sinto ser a verdade, e é isto: lamento profundamente os sentimentos expressos pelo povo em geral quanto à sua escolha de diversões. Temos algum interesse no antigo Teatro Salt Lake aqui, construído pelo Presidente Brigham Young, para oferecer um tipo elevado de entretenimento que fosse inteligível e divertido, interessante e instrutivo para aqueles que desejassem tal entretenimento. Ele tem sido conduzido segundo estas linhas, por muitos anos, com o mais elevado tipo de apresentações que fosse possível, mas, quando temos apresentações realmente de alto nível naquele teatro, os bancos estão praticamente vazios, enquanto teatros de variedades, onde há exibições de nudez, obscenidade, vulgaridade, e tudo o mais que não tende a elevar o pensamento e a mente do homem, ficam lotados do chão ao teto. Quando há apresentações de alto nível, intelectuais, o povo não as frequenta em grande número; mas, quando se traz um tipo de apresentação que apela às propensões vulgares, sensuais e perversas dos homens, os assentos ficam cheios. Não falo disso como algo que exista apenas aqui em Utah; falo disso como algo comum por todo o comprimento e a largura desta terra. Isso mostra uma degradação de sentimento, um rebaixamento dos padrões de intelectualidade, de pureza de pensamento, de nobreza de desejo por uma associação apropriada, do povo em geral. Lamento isso; sinto muito por isso; e desejo dizer aos Santos dos Últimos Dias que espero que se distingam, evitando a necessidade de serem classificados com pessoas que preferem o vulgar ao casto, o obsceno ao puro, o mal ao bem, e o sensual ao intelectual. Espero que permaneçamos fiéis a nossos princípios, atenhamo-nos àquilo que é bom, elevado e nobre em caráter, em vez de nos alinharmos com os hábitos do mundo, e patrocinarmos aquilo que está abaixo da dignidade de pessoas de mente pura e inteligente. ¶
Mais uma vez, desejo referir-me àqueles que voluntariamente fornecem receitas para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para seus propósitos legítimos, como já enumeramos — para a manutenção dos pobres, dos templos, das escolas, das missões, e de todas as outras coisas necessárias à edificação de Sião nos últimos dias. Que Deus vos abençoe por vossa fidelidade a esta lei do Senhor, pois é uma lei do Senhor, e, ainda assim, como todas as outras leis do evangelho de Jesus Cristo, é obedecida voluntariamente por aqueles que a obedecem, e aqueles que não a obedecem escolhem voluntariamente desobedecê-la, e as consequências recairão sobre todos nós de acordo com nossas obras e nossa fidelidade. ¶
Hoje estamos sob a necessidade de reduzir, dentro do limite, o auxílio às várias alas e estacas de Sião na construção de suas casas de reunião. Não podemos dar-lhes toda a ajuda que pedem, porque não a temos; mas temos dado, e estamos dando, na medida dos recursos sob nosso controle, para ajudar a construir casas de ala. Como ouvistes aqui sobre as muitas novas alas que foram estabelecidas, todas as quais têm de construir casas de reunião para a conveniência do povo; e, além destas, há centenas de alas que ainda não têm casas de reunião apropriadas. Estão planejando construí-las, e algumas delas estão em processo de construção, e estamos contribuindo com o que podemos, como temos feito até agora, para ajudá-las a concluir sua obra. Mas o peso principal do fardo ainda recai sobre o povo destas alas e estacas, porque não temos os meios para ajudá-los como gostaríamos. Se estas multidões de não pagadores de dízimo apenas honrassem a lei do Senhor, e vivessem de acordo com seus privilégios, creio que logo teríamos meios amplos para atender a toda necessidade da Igreja. Se apenas o fizessem! Mas farão, ou não farão? Se não o fizerem, é claro, as consequências recairão sobre eles mesmos. Estamos tratando de nossa fé e de nossas consciências; vós estais tratando, não comigo, não com a presidência da Igreja, mas com o Senhor. Não estou tratando com homens a respeito de meu dízimo; ¶
meus tratos são com o Senhor; isto é, quanto à minha própria conduta na Igreja como pagador de dízimo, e quanto à minha observância das outras leis e regras da Igreja; se eu deixar de observar as leis da Igreja, sou responsável perante meu Deus, e terei de responder a Ele, mais adiante, por minha negligência do dever, e posso ter de responder à Igreja por minha comunhão. Se eu cumprir meu dever, de acordo com meu entendimento das exigências que o Senhor fez de mim, então devo ter uma consciência isenta de ofensa; devo ter satisfação em minha alma, na consciência de que simplesmente cumpri meu dever tal como o entendi, e correrei o risco das consequências. Comigo, é uma questão entre mim e o Senhor; assim é com cada um de nós. ¶
Lamento ter de anunciar que o irmão John Henry Smith foi acometido subitamente por um problema pulmonar, que o deixou de cama, e que, por alguns instantes, foi considerado muito grave; mas ele está melhorando, e está melhor nesta manhã. Isso explica sua ausência do púlpito. ¶
Ora, que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Falamos das autoridades gerais e locais da Igreja, previstas nas revelações do Senhor a nós, que foram organizadas de acordo com o padrão que o Senhor deu para a organização de Sua Igreja. É também meu dever referir-me às organizações auxiliares que foram concebidas para o benefício da juventude de Sião, assim como para o benefício de todos os envolvidos. Creio que os oficiais de nossas associações de Melhoramento Mútuo, tanto dos rapazes quanto das moças, estão cumprindo seu dever tão fielmente quanto sabem. Creio que os oficiais e a diretoria da União das Escolas Dominicais estão cumprindo seu dever; e posso falar deles com conhecimento, pela razão de que nos reunimos com eles, semana após semana, e são pontuais no cumprimento de seus deveres, sempre presentes, sempre dispostos a assumir as partes ou responsabilidades que lhes são atribuídas, a ir e vir conforme sejam enviados para ministrar à juventude de Sião, ou auxiliar no trabalho da Escola Dominical por toda as estacas. Posso dizer o mesmo de nossa Associação Primária. Creio que muito bem resulta dos trabalhos nesse sentido. Posso dizer o mesmo a respeito de nosso trabalho de Classe de Religião; e posso dizer o mesmo a respeito da primeira e mais importante organização auxiliar da Igreja, a Sociedade de Socorro. Elas têm feito o melhor que podem; mas agora sugerimos uma organização completa dessa sociedade, isto é, das autoridades gerais dessa organização; e confiamos que, a partir de agora, poderão começar, com energia, discernimento e sabedoria renovados, o cumprimento dos deveres que lhes recaem, mesmo aquelas que são chamadas a supervisionar esta grande obra em Sião, a organização da Sociedade de Socorro. ¶
Ora, se deixei de mencionar alguma organização que deveria ter mencionado, podeis presumir que creio, na medida do meu conhecimento a respeito delas, que todas estão cumprindo seu dever, de acordo com o melhor entendimento, sabedoria e força que possuem. Assim, repetirei: Sião está prosperando. O Senhor está abençoando Seu povo. Creio que a maioria dos Santos dos Últimos Dias está crescendo em sua fé. Creio, também, que a maioria dos Santos dos Últimos Dias é suficientemente sábia, que tem inteligência suficiente e uma porção suficiente do Espírito do Deus vivo em seus corações, para decidir entre a verdade e o erro, entre o certo e o errado, e entre a luz e as trevas; e direi que creio que têm bom senso suficiente para se atirem aos simples, puros e verdadeiros princípios do evangelho de Jesus Cristo, de preferência a todas as fantasias de filósofos, ou de cientistas, ou de qualquer outra pessoa. Não há ciência, nem filosofia, que possa suplantar a verdade do Deus Todo-Poderoso. O Senhor disse: "A tua palavra é a verdade," e, de fato, é; e creio que os Santos dos Últimos Dias sabem o suficiente a respeito da palavra de Deus para saber que é Sua palavra quando a veem, e evitar o que não o é; e que se aterão à palavra de Deus, pois é a verdade. Como disse o Salvador: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Creio que os Santos dos Últimos Dias, e especialmente os principais homens em Israel, têm conhecimento e compreensão suficientes dos princípios do evangelho para saberem a verdade, e são libertos por sua posse — livres do pecado, livres do erro, livres das trevas, das tradições dos homens, da filosofia vã, e das teorias não comprovadas dos cientistas, que necessitam de demonstração além da possibilidade de dúvida. Tivemos ciência e filosofia por todas as eras, e elas passaram por mudança após mudança. Dificilmente se passou um século sem que introduzissem novas teorias de ciência e de filosofia que substituíssem as antigas tradições, a antiga fé, e as antigas doutrinas sustentadas por filósofos e cientistas. Estas coisas podem sofrer mudanças contínuas, mas a palavra de Deus é sempre verdadeira, é sempre certa. Quero dizer-vos que os princípios do evangelho são sempre verdadeiros — o princípio da fé em Deus, do arrependimento do pecado, do batismo para a remissão dos pecados por autoridade de Deus, e da imposição de mãos para o dom do Espírito Santo; estes princípios são sempre verdadeiros, e são sempre absolutamente necessários para a salvação dos filhos dos homens, sejam quem forem ou estejam onde estiverem. Estes princípios são sempre verdadeiros, e não podeis afastar-vos deles. Nenhum outro nome, debaixo do céu, é dado, senão o de Jesus Cristo, pelo qual podeis ser salvos ou exaltados no Reino de Deus. Nenhum homem pode entrar no reino dos céus, a menos que nasça de novo da água e do Espírito. Estes princípios são indispensáveis, pois Deus os declarou. Não apenas Ele os declarou, não apenas Cristo os declarou por Sua própria voz, mas Seus discípulos, de geração em geração, nos tempos antigos, mas também nestes últimos dias, tomaram sobre si o mesmo testemunho e declararam estas coisas ao mundo. São tão verdadeiros hoje quanto eram então, e devemos obedecer a estas coisas. ¶
Outra coisa: devemos obedecer às regras da Igreja a respeito do casamento, ao menos deveríamos fazê-lo. Nem todos o fazemos. Vereis, pelo que declarei, que, durante o último ano, mil e cem casamentos de nosso povo foram contraídos ou solenizados de maneira não prevista na lei da Igreja; refiro-me a casamentos civis, de modo que ainda não cumprimos todos plenamente nosso dever a esse respeito. E outra coisa, como anunciamos em conferências anteriores — como foi anunciado pelo Presidente Woodruff, como foi anunciado pelo Presidente Snow, e como foi reanunciado por mim e por meus irmãos, e confirmado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias — os casamentos plurais cessaram na Igreja. Não há hoje um único homem nesta Igreja, nem em lugar algum fora dela, que tenha autoridade para solenizar um casamento plural — nem um! Não há homem ou mulher na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias autorizado a contrair um casamento plural. Não é permitido, e temos nos esforçado ao máximo de nossa capacidade para impedir que homens sejam levados, por alguma pessoa de más intenções, a uma condição infeliz, proibida pelas conferências, e pela voz da Igreja, condição que, em certa medida ao menos, trouxe censura sobre o povo. Quero dizer que temos feito tudo o que está ao nosso alcance para impedi-la, ou para detê-la; e, para que pudéssemos fazer isso, temos procurado, ao máximo, encontrar os homens que foram os agentes e a causa de levar as pessoas a isso. Constatamos que é muito difícil rastreá-los, mas, quando os encontramos, e podemos prová-lo contra eles, havemos de tratá-los como temos tratado outros que fomos capazes de encontrar. ¶
Ora, a respeito da ameaça que se faz contra nós, de tempos em tempos, de que, para impedir os casamentos plurais entre os Santos dos Últimos Dias, se recomenda emendar a Constituição dos Estados Unidos, dando ao governo central o direito exclusivo de tratar da poligamia e impedi-la. No que me diz respeito, estou tão pronto, neste momento, quanto qualquer outro homem do mundo, a consentir que o Congresso tome as medidas necessárias para promover a emenda à Constituição, e aprove leis para regular o casamento plural. Queremos que, enquanto estiverem nisso, regulem também o casamento e o divórcio. Entregaremos tudo isso a eles, e estamos tão prontos para isso hoje quanto qualquer povo na terra de Deus, não importa aonde vades. Ora, a este respeito, quero fazer esta distinção, pois é uma distinção com diferença, e é esta: não pretendo interferir com os homens que tinham suas esposas antes de o Manifesto ser emitido pelo Presidente Woodruff, homens que entraram neste convênio quando era a lei da Igreja, ou que tomaram esposas sob a autoridade dos oficiais presidentes da Igreja. Não pretendemos interferir com eles. A eles diria: cuidai de vossas esposas. Se não o fizerdes, não sois homens verdadeiros de forma alguma. Cuidai de vossas famílias; cuidai de vossos filhos, eduquem-nos, alimentem-nos, vistam-nos, abriguem-nos, e façam tudo o que estiver ao vosso alcance para fazer deles homens e mulheres que serão uma honra para nossa nação, para nosso estado e para nossa Igreja. Refiro-me a que os futuros casamentos plurais devem cessar; é a isso que me refiro, ao casar-se com mais de uma esposa no futuro, em casamento plural. Isso é o que nos propusemos a impedir, em conformidade com as leis da terra; e estamos fazendo o melhor que podemos. Ora, que os Estados Unidos autorizem o Congresso a aprovar uma emenda à Constituição regulando o casamento e o divórcio, por toda a nação. Penso que será uma grande bênção para nosso país. Quando lemos a respeito do vasto número de divórcios, e das dores de coração, e das tristezas ocasionadas por eles, e pela vaidade, pela devassidão, pela luxúria e pela corrupção, por todo o mundo, sentimos que seria uma bênção enviada por Deus ao povo ter alguma mão forte que tomasse conta do assunto e o regulasse, de modo que não haja tanto deste mal como existe hoje. ¶
Ora, que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Amo esta obra, sei que é certa. Amo o evangelho com todo o meu coração; e proponho continuar, enquanto viver, no cumprimento de meu dever, o melhor que puder. Seja qual for esse dever, proponho cumpri-lo tão bem quanto possa, e deixar o resultado nas mãos do Senhor. ¶
Que Deus abençoe os presidentes das estacas de Sião, e seus conselheiros, e os altos conselhos nas estacas de Sião; que o Senhor abençoe todos os nossos bispos, que são pais para o povo, e seus conselheiros, os juízes comuns em Israel. Que o Senhor os abençoe, e lhes dê sabedoria, espírito paternal e bondade, para que tratem misericordiosamente os que erram, e para que busquem, ardente e diligentemente, resgatar os que erram do erro de seus caminhos, e para manter firmes e constantes, nos caminhos retos, aqueles que estão nas veredas da retidão e da verdade, como pais fariam com seus próprios filhos. ¶
Que o Senhor continue a abençoar os presidentes de nossas missões por toda a terra. Ah, como sentimos apreciá-los, e como é satisfatório o sentimento que nos vem quando percebemos que temos homens presidindo missões que são tão verdadeiros, de acordo com a luz e o conhecimento que possuem, quanto o próprio Filho de Deus — verdadeiros a seus convênios, verdadeiros a seu povo, verdadeiros à sua missão. São fiéis, brilhantes, inteligentes, e ativos no cumprimento de seus deveres. Que o Senhor vos abençoe, irmãos, no cumprimento de vossos deveres. E aqueles que trabalham nos templos, que o Senhor os abençoe. Não pretendo desconsiderar os oficiais e corpos docentes de nossas escolas da Igreja. Que o Senhor os abençoe abundantemente. Creio que são homens fiéis e confiáveis, e estão cumprindo seu dever da melhor forma que podem. Não penso que haja, ou possa haver, qualquer desconto sobre o caráter de nossas escolas da Igreja, sob a direção daqueles que atualmente as dirigem. ¶
Que o Senhor abençoe todo o Israel, e especialmente — não preciso pedir especialmente bênção sobre aqueles que cumprem seu dever, pois sei que serão abençoados; mas rogo que o Senhor abençoe aqueles que são mornos, que são indiferentes e desinteressados na obra do Senhor, para que despertem para seu dever, e aprendam a merecer a recompensa dos fiéis, para que não sejam ignorados quando Deus escolher os Seus, e colocar as ovelhas à Sua direita, e os bodes à esquerda, e disser a estes últimos "apartai-vos de mim" (Mateus 25:31-41). ¶
Que o Senhor nos abençoe a todos, é minha oração, em nome de Jesus. Amém. ¶
O belo hino, escrito pelo Apóstolo Parley P. Pratt, "A manhã desponta, as sombras fogem," foi cantado, em dueto, por dois de seus netos, Mathoni W. e Noel Pratt; música composta pelo Prof. Evan Stephens. ¶
O seguinte aviso foi lido pelo Presidente Joseph F. Smith: ¶
Para a conveniência dos visitantes da conferência que não têm acomodações apropriadas enquanto comparecem à conferência, um escritório de hospedagem foi aberto no escritório da empresa Elias Morris & Sons, na esquina das ruas Richards e South Temple. ¶
Aqueles que desejarem acomodações devem procurar aquele local, e quaisquer que tiverem acomodações a oferecer aos visitantes, queiram deixar seus nomes e endereços no mesmo local. ¶