Cumprimento de Predições e Notáveis Mudanças nas Doutrinas Sectárias
Hyrum M. Smith
SESSÃO DA TARDE. ¶
A conferência foi retomada às 14h. ¶
O Presidente Joseph F. Smith chamou a reunião à ordem. ¶
O coro e a congregação cantaram o hino: ¶
Vinde, vinde, ó Santos, não temais labor nem fadiga, Mas com alegria trilhai vosso caminho; Embora árdua vos pareça esta jornada, A graça há de ser como vosso dia. ¶
A oração foi oferecida pelo Élder Frank Y. Taylor. ¶
O coro cantou o hino "O come, let us sing unto the Lord" (Ó vinde, cantemos ao Senhor). ¶
O cumprimento da predição a respeito de uma obra grande e maravilhosa. — Notáveis mudanças nas doutrinas sectárias. — Leis de temperança e do domingo desejadas pela maioria dos cidadãos de Utah. — Desprezo pela vontade do povo demonstrado pelos legisladores. — Os Santos aconselhados a continuar a lutar pelo que é certo. ¶
Ao dirigir-me à congregação, nesta tarde, espero ter um bom grau do Espírito do Senhor, para que continuemos a desfrutar da inspiração de Deus, e por meio dela sermos instruídos e abençoados. Tenho desfrutado das reuniões da conferência até agora. Regozijei-me grandemente com as observações que foram feitas, e com os testemunhos que foram dados pelos irmãos que se dirigiram aos santos. ¶
No ano de 1829, antes da organização da Igreja, o Senhor disse repetidamente a Joseph Smith, e por meio de Joseph Smith a outros, que uma obra grande e maravilhosa estava prestes a surgir entre os filhos dos homens. Se esta declaração merece ser repetida, até mesmo pela boca de Deus, antes da organização desta grande obra, certamente nos é permitido repeti-la agora, quando vemos tão maravilhoso cumprimento destas predições. Ontem, enquanto estava sentado e olhava para a vasta multidão de santos, esta passagem me vinha continuamente à mente. Quão grande e maravilhosa é esta obra que surgiu entre os filhos dos homens, começando, como ouvimos, na organização da Igreja com seis membros, e crescendo até agora — embora sejam apenas alguns anos desde a organização da Igreja — conta seus membros por centenas de milhares, muitos dos quais se reuniram em conferência nesta ocasião, e que, há anos, têm se reunido anual e semestralmente nesta capacidade. Embora seja um povo numeroso, preenchendo muitas vilas, cidades e povoados, todos veem olho a olho quando se consideram os princípios do Evangelho da vida e da salvação. Foram reunidos de todas as nações da terra, de todos os credos, todas as fés, todas as igrejas, todas as línguas e povos; e foram unidos, pelo Espírito de Deus, numa única Igreja harmoniosa de Jesus Cristo. Isso é maravilhoso, maravilhosamente maravilhoso; e não é a única coisa maravilhosa relacionada a esta grande obra dos últimos dias. Enquanto contamos os membros da Igreja às centenas de milhares, que abraçaram a verdade tal como revelada por meio de Joseph Smith, o profeta, ainda há no mundo outras centenas de milhares de homens e mulheres que creem nas doutrinas do Evangelho de Cristo, tal como reveladas pelo Senhor por meio de Joseph Smith, o profeta, e tal como pregadas e ensinadas por nosso povo. O notável efeito do Evangelho sobre o mundo faz com que alguém que esteja ciente do fato fique maravilhado, ao perceber em que medida as palavras do Senhor, ditas em 1829, foram cumpridas. ¶
"Outra parábola lhes propôs: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher, pegando-o, introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado." Esta pequena organização, efetivada em 1830, tem sido o fermento nas mãos de Deus, que foi introduzido no mundo e está rápida e maravilhosamente levedando toda a massa. As ideias e pontos de vista do mundo cristão mudaram de forma notável. As doutrinas em que se cria antes, e imediatamente depois, da introdução do Evangelho de Cristo, eram bastante diferentes, em alguns aspectos, do que são agora. O Senhor, por meio do Profeta Joseph Smith, revelou a verdade, e a verdade tem tido o seu efeito entre os homens. Notei, há pouco tempo, um pequeno item que muito contribui para mostrar em que medida o Evangelho de Cristo tem levedado, e está levedando, as ideias e pontos de vista religiosos do mundo. Recortei um artigo das colunas editoriais do Deseret News; foi originalmente tirado do Montreal Star, e depois publicado e comentado pelo Editor do News, como se segue: ¶
Frequentemente observamos que a luz do Evangelho está penetrando o mundo do pensamento hoje, e o esclarecendo gradualmente. A verdade está se levantando, e diante de seus raios as sombras fogem. ¶
Uma ilustração disso se encontra na atitude dos cristãos para com a doutrina do castigo eterno. Notamos, no Montreal Star, um artigo assinado por um tal Joseph Hamilton, no qual o escritor trata da questão do castigo eterno, da seguinte forma: ¶
"Essa doutrina está contida no credo tanto da igreja metodista quanto da presbiteriana, mas será que os ministros a creem? Se a creem, não a pregariam? Sim, a pregariam de manhã, ao meio-dia, e à noite? Mas, de fato, não a pregam. Nunca ouvi um sermão sobre ela, ou qualquer tentativa de prová-la, desde que era criança. Há algumas semanas, numa grande congregação em Toronto, o pregador pediu que levantassem a mão aqueles que houvessem ouvido um sermão sobre o inferno nos últimos dez anos. Duas mãos se levantaram. Há algum tempo, um notável ministro metodista me disse que os ministros metodistas do Canadá não creem no castigo eterno. Os ministros presbiterianos parecem, em grande parte, manter a mesma visão. O assunto sequer é debatido em alguma igreja presbiteriana?" ¶
Isso levou outro leitor do Montreal Star, Thomas Albert Shackelton, a escrever: ¶
"Editor do Daily Star: Prezado Senhor — Respondendo à carta de Joseph Hamilton, de Lindsay, Ontário. Diria eu que penso que a definição de castigo eterno, ou castigo sempiterno, é muito mal compreendida, e que a ideia comum de que significa um castigo sem fim não é ensinada na Sagrada Bíblia. A Sagrada Bíblia ensina que o Autor e Pai de toda a vida é eterno; é sempiterno; portanto, o castigo aplicado às almas impenitentes é o castigo do Pai eterno ou sempiterno, e as palavras 'castigo eterno' não se referem de forma alguma a tempo, mas simplesmente se referem ao castigo, como sendo o castigo de Deus; portanto, é castigo eterno, ou castigo do Eterno. Como prova, refiro-me à Epístola de Pedro, na qual ele fala de Cristo, enquanto Seu corpo estava no túmulo, pregando aos espíritos daqueles que por algum tempo, durante os dias de Noé, foram impenitentes; mostrando que havia uma esperança de salvação final para todos por meio da fé em Cristo, e assim é certo orar por nossos mortos." ¶
Onde foi que o nosso amigo obteve esta ideia de castigo eterno? Foi ao ler Pedro, e ali aprendeu que Cristo pregara aos espíritos na prisão, ou no mundo espiritual? Se foi, onde obteve a ideia de que a doutrina enunciada por Pedro se referia à salvação para os mortos? Essa doutrina é bem familiar aos Santos dos Últimos Dias. Lemos em Doutrina e Convênios uma revelação dada a Joseph Smith, em Nova York, em 1830; ouvi-a: ¶
"Eu sou o Alfa e o Ômega, Cristo, o Senhor; sim, eu sou ele, o princípio e o fim, o Redentor do mundo. ¶
Eu, tendo cumprido e consumado a vontade daquele a quem pertenço, ou seja, o Pai, a meu respeito — tendo feito isso para sujeitar a mim todas as coisas — ¶
Retendo todo o poder, até para destruir Satanás e suas obras no fim do mundo; e no último grande dia do juízo, que pronunciarei sobre seus habitantes, julgando a cada homem de acordo com suas obras e as ações que houver praticado. ¶
E certamente todo homem deve arrepender-se ou sofrer, pois eu, Deus, sou infinito. Portanto, não revogarei os julgamentos que pronunciar, mas sobrevirão desgraça, pranto, lamentação e ranger de dentes, sim, àqueles que se acharem à minha esquerda. Contudo, não está escrito que não haverá fim para esse tormento, mas está escrito tormento infinito. ¶
Também, está escrito condenação eterna; portanto, está mais explícito do que outras escrituras, a fim de influenciar o coração dos filhos dos homens inteiramente para a glória de meu nome. Explicar-vos-ei, portanto, este mistério, porque vos convém conhecê-lo, assim como meus apóstolos. ¶
Falo a vós que fostes escolhidos com referência a este assunto, como se fôsseis um, para que entreis em meu descanso. Pois eis que o mistério da divindade, quão grande é! Pois eis que eu sou infinito e o castigo que é dado pela minha mão é castigo infinito, pois Infinito é meu nome. Portanto — Castigo eterno é castigo de Deus. ¶
Castigo infinito é castigo de Deus. ¶
Portanto, ordeno que te arrependas e guardes os mandamentos que recebeste pela mão de meu servo Joseph Smith Júnior em meu nome; e é pela minha onipotência que os recebeste." ¶
O nosso amigo cita quase textualmente Doutrina e Convênios, e, contudo, para prova de suas opiniões, remete a sua congregação à Bíblia, a saber, às palavras de São Pedro. E esse é o estado do mundo. Abandonaram muitas doutrinas que outrora sustentavam; abandonaram-nas, desde que Joseph Smith ensinou que eram falsas; abraçaram muitas das verdades do evangelho eterno, desde que Joseph Smith as revelou ao mundo. Mas não, de forma alguma dariam o crédito a quem pertence. Se este homem fosse honesto, teria dito: E, como prova desta doutrina, remeto-vos à 19ª seção de Doutrina e Convênios, uma obra padrão da Igreja Mórmon, sendo as palavras de Deus a Joseph Smith, o profeta; e por meu conhecimento da doutrina da salvação para os mortos, remeto-vos também a Joseph Smith, o profeta, que a pregou ao mundo, e primeiro esclareceu o significado das palavras de Pedro. ¶
Não, não ouvimos mais falar de condenação, fogo do inferno, e crianças ardendo, ou castigo sempiterno ou sem fim. Não mais predestinação, e total depravação do coração humano. O trono sem cúpula e o poço sem fundo são coisas do passado. Essas doutrinas foram abolidas; não são cridas, ou, pelo menos, se são cridas, não são pregadas. Asseguro-vos, meus irmãos e irmãs, que não são cridas por centenas de milhares de pessoas cujas mentes foram esclarecidas pela pregação do Evangelho pelos servos de Deus, os Élderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Assim o fermento está atuando, e o povo do mundo está passando a ver a verdade. Estão abandonando algumas de suas falsas doutrinas. Estão pregando muitas das verdades que nós pregamos e que não se sabia serem verdadeiras, de fato, eram consideradas a maior das heresias quando Joseph Smith as introduziu, e muito tempo depois disso, até que os élderes pregaram as doutrinas entre muitas nações e línguas, e depois que o Espírito do Senhor repousou sobre o povo, e os fez compreender e crer nelas. Como resultado, embora estes milhares de homens tenham, por razões que só a si mesmos conhecem, não visto claramente o caminho para se unir à Igreja de Cristo e se tornarem membros, estão se afastando de outras igrejas que ensinaram e ainda retêm falsas doutrinas em seus credos. É maravilhoso, também, que há muitos homens honrados na terra, homens bons, que creem no mormonismo, e nos desejam bom êxito; mas, dizem eles, "no que nos diz respeito, não conseguimos vivê-lo; não somos bons o suficiente; ou por outras razões não podemos aceitar a filiação na Igreja." Mas está chegando o tempo em que muitos deles se unirão à Igreja. Esta grande obra está avançando; o processo de levedação está em ação; e tão certamente quanto o Senhor comparou o reino dos céus a esta parábola, tão certamente será tudo levedado. ¶
Ora, meus irmãos e irmãs, quero dizer uma ou duas palavras sobre outro assunto. Quero ler outra passagem de escritura, e, com o discurso do Presidente Lund, ontem, como precedente, fazer algumas observações: ¶
"E Roboão foi para Siquém, porque todo o Israel foi a Siquém, para o fazerem rei. ¶
Sucedeu, pois, que, ouvindo-o Jeroboão, filho de Nebate, estando ainda no Egito (porque fugira de diante do rei Salomão, e habitava Jeroboão no Egito), mandaram chamá-lo; e Jeroboão e toda a congregação de Israel foram, e falaram a Roboão, dizendo: 'Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai, e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.' ¶
E ele lhes disse: 'Ide-vos até o terceiro dia, e voltai a mim.' E o povo se foi. ¶
E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estavam na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: 'Como aconselhais vós que se responda a este povo?' E eles lhe falaram, dizendo: 'Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias teus servos serão.' ¶
Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham aconselhado, e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele. ¶
E disse-lhes: 'Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?' ¶
E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram, dizendo: 'Assim falarás a este povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. ¶
Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, ainda eu aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.' Foram, pois, Jeroboão e todo o povo, ao terceiro dia, a Roboão, como o rei havia falado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia. ¶
E o rei respondeu ao povo duramente, porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam aconselhado; e lhe falou conforme o conselho dos jovens, dizendo: 'Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.' ¶
O rei, pois, não deu ouvidos ao povo, porque essa reviravolta vinha do Senhor, para confirmar a sua palavra que o Senhor tinha dito pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate. ¶
Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, tornou-lhe o povo a responder, dizendo: 'Que parte temos nós com Davi? E não há para nós herança no filho de Jessé. Às tuas tendas, ó Israel! Provê agora a tua casa, ó Davi.'" (1 Reis, 12:1-17). ¶
Isso me faz lembrar bastante do que passamos nos dias recentes. Não me esqueço, e não preciso pedir perdão por vos lembrar disso, de que, em nossa última conferência, nos manifestamos a favor do fechamento das casas de bebidas, e da restrição da venda de bebidas alcoólicas. Como povo, como conferência da Igreja, falamos no interesse da proibição. Não apenas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas também muitas pessoas que amam a virtude, a temperança, e a pureza de vida, que creem nas doutrinas enunciadas nas observações de abertura de nossa conferência, também o desejavam. Outras igrejas e organizações de homens e mulheres de bem declararam sua vontade e pediram que nos fosse dado alívio da servidão sob a qual agora sofremos, aquela dos bares abertos e da profanação do dia de Sábado. Pedimos à nossa legislatura que gentilmente nos concedesse alívio destes jugos de servidão. Mais de 75.000 pessoas peticionaram por isso; o tempo estava maduro para obtê-lo. O Salvador disse em certa ocasião: "E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?" Pedimos uma lei do domingo; deram-nos uma pedra. Pedimos a proibição, e a câmara baixa da legislatura, com pouquíssimas exceções desonrosas, permaneceu unida, até o fim, pela virtude e pela verdade, pela honestidade e pela sobriedade, e teria dado de bom grado ao povo o que pediu: a saber, aliviai o nosso jugo; libertai-nos desta servidão que agora está destruindo os nossos filhos e as nossas filhas, e poluindo o nosso estado. ¶
O senado foi exatamente o oposto, com muito poucas e honrosas exceções. A resposta deles foi, na prática, esta: Derrotaremos a Câmara e negaremos o pedido do povo. Se no passado foram castigados com açoites, nós os castigaremos com escorpiões. Não apenas não lhes daremos alívio, mas aumentaremos seus fardos ao fixar mais firmemente sobre eles o jugo do uísque. Entregaremos o estado ao comerciante de bebidas, e o povo ao dono do bar. Daremos àqueles engajados neste terrível negócio toda a ajuda, conforto e apoio que pudermos, e maior licença do que nunca. Não temos respeito, mas, ao contrário, apenas desprezo pela vontade do povo. Quando pedem pão, dar-lhes-emos uma pedra. E se pedirem peixe, dar-lhes-emos uma serpente. E uma serpente nos deram; e, como declarou Salomão, "morderá como a cobra, e como o basilisco picará." Foi isso o que recebemos. Fingiram sinceridade, mantendo a esperança da opção local, sem jamais a menor intenção de conceder sequer isso. Mesmo uma pedra de opção local, quando pedimos o pão da Proibição, teria sido bem melhor do que a serpente que nos deram. ¶
Bem, no que me diz respeito, ainda defendo a pureza de vida, a proibição, o fechamento das casas de bebidas, a prevenção da embriaguez, e toda virtude e toda coisa boa que ajude o povo. Na medida em que tenho autoridade para falar pelo povo da Igreja de Cristo, os Santos dos Últimos Dias ainda desejam alívio deste jugo; desejam que seus fardos sejam aliviados. Desejamos que o dia de Sábado seja guardado santo. Desejamos que os nossos filhos cresçam temendo a Deus e guardando santo o Seu dia de Sábado; e lamentamos a condição que prevalece onde legisladores se levantam e zombam, e ridicularizam, o desejo honesto, sincero e devoto de um grande povo, quando pedem alívio desta profanação do dia do Senhor. Temo pela paz e segurança da nossa comunidade quando nossos legisladores se recusam a ouvir a voz do povo, e seguem, em vez disso, o conselho dos ímpios e imorais. Digo-vos, Santos dos Últimos Dias, não percais a coragem; temos tido de travar batalhas pela verdade durante toda a nossa vida, e assim como o fermento está levedando a massa no que diz respeito a algumas das doutrinas da Igreja e do Reino de Deus, e como acabará por levedá-la toda, assim também isto fará parte disso. Viveremos para ver o dia em que encontraremos homens que não serão como Roboão, o rei, mas homens que ouvirão o povo. Quando o povo lhes disser: Dai-nos alívio, aliviai os fardos que outros nos impuseram, salvai os nossos filhos da tentação e da ruína, eles darão ouvidos à vontade do povo; e, em nome de Deus, seremos então livres da servidão com a qual alguns de nossos pretensos irmãos ainda nos gostariam de acorrentar. Então, o que faremos? Ora, às vossas tendas, ó Israel! De volta aos vossos lares, aumentai a vossa vigilância e atenção ao redor de vossas próprias lareiras, redobrai e triplicai os vossos esforços para preservar vossos filhos e filhas, e vosso bom nome, das mãos daqueles que arrancariam de vossas soleiras a inocência e a pureza de vossos filhos, e a afundariam na lama, por lucro. ¶
Ora, que Deus abençoe o povo. Que o Senhor abençoe Sua causa, e que ela continue a crescer e a operar para o assombro do mundo, de tal maneira que faça todos os homens se levantarem e declararem: Eis que Deus deve ter falado a Joseph Smith, o Profeta, porque suas palavras se cumpriram; uma obra grandíssima e maravilhosa surgiu entre os filhos dos homens. Deus abençoe Israel, em nome de Jesus. Amém. ¶