Pulpit

Relatório sobre a Missão da Califórnia e Testemunho Individual

Joseph E. Robinson

Conferência Geral de Abril de 1907·Sessão Extra da Tarde de Domingo·1907-04-07

(Presidente da Missão da Califórnia.) Desejo sinceramente, meus irmãos e irmãs, vossas orações de fé, para que o que vos digo seja ditado pelo Espírito da Verdade, para que seja benéfico tanto para vós quanto para mim. Regozijei-me nos testemunhos de meus irmãos nesta tarde. Bebi deles inspiração para o trabalho missionário. Regozijei-me extremamente em me reunir com os Santos nesta conferência. É grato à alma vir do mundo onde há oposição, ou, se não oposição, indiferença que é mais prejudicial a nós em nossos trabalhos do que a oposição, para encontrar tal vasta multidão de pessoas de um só pensamento, um só propósito e uma só mente, que estão servindo ao Senhor e guardando Seus mandamentos, que podem verdadeiramente dizer que sabemos que Deus vive, que Jesus é o Cristo, e que nossas almas viverão novamente. Tem sido, parece-me, uma conferência que marca época. O espírito que sairá dela será sentido, sem dúvida, onde quer que os mensageiros da verdade e da salvação sejam enviados, e pode ser que até mesmo o espírito alcance além dos passos e vá mais longe do que as vozes de nossos élderes são ouvidas; pois, em minha experiência, aprendi que nunca sabemos o resultado de nossos esforços, nem quão longínquos são seus efeitos. Fui abordado hoje no palanque por um jovem que nos ouviu poucos meses atrás em São Francisco, agora vindo com alegria no coração para me dizer que havia se unido à Igreja. Perdemos o contato com ele pouco antes do terrível terremoto que veio sobre nós. Lembro-me de certa vez, viajando pelo estado de Nevada, parando por um breve momento numa daquelas pequenas estações secundárias, ser interceptado por um jovem que veio até mim e quis saber se ele me havia ouvido falar na esquina da Grant com a Geary, em São Francisco, numa certa data. Disse-lhe que estivera lá por volta daquela época. Ele apertou minha mão com muito calor, e me disse que queria vir a Utah e saber mais a respeito daquilo que havia ouvido naquela noite na esquina da rua. Quando cheguei à cidade, subindo a rua aqui, vi um cavalheiro me olhando de forma um tanto peculiar, e ele se aproximou e perguntou se não me tinha ouvido na ocasião antes mencionada. Disse-lhe que sim. Ele disse que estava indo para o leste, e que se sentira impelido a parar e visitar a cidade, e que, se pudesse ter encontrado emprego ali, era seu propósito ter permanecido. Direi que esses dois incidentes foram provocados por uma única reunião, tendo cada um desses jovens me ouvido falar apenas aquela vez; e pensei comigo mesmo, quão longe e quão amplamente vão nossos testemunhos e para onde são levados? Encontrei homens de várias partes do país que disseram que, quando ouviram nosso testemunho, "isso é a mesma coisa que ouvi algum élder dizer no Sul," e outro, "na Nova Inglaterra," e outro me disse "na Austrália"; e um homem disse: "Como é que, onde quer que vosso povo esteja, sempre dais o mesmo testemunho; não divergis como nós, sujeitos do mundo. Sou professor de Escola Dominical, mas outro professor discorda de mim na interpretação das Escrituras, mas vós todos falais da mesma maneira." Ele quis saber se éramos instruídos e treinados em nossas academias ou seminários de ensino para esse fim. Remeti-o às palavras de Isaías a respeito dos últimos dias: "Uma voz dos teus atalaias se ouve, alçam a voz, juntamente exultam; porque olho a olho verão, quando o Senhor tornar a trazer Sião," e que Ele já havia trazido novamente Sião. E o mesmo testemunho que Isaías deu, junto com os antigos profetas, e que foi dado pelos élderes nesses vários lugares, é dado pelos Santos dos Últimos Dias em Sião. Isto foi para mim um testemunho de que somos da casa de Israel, de que somos aquilo que afirmamos ser, os verdadeiros adoradores do Senhor Jesus Cristo, vendo olho a olho, para Sua glória, compreendendo igualmente os preceitos de Seu Evangelho.

Regozijo-me muito, como meus irmãos, no Discurso que foi emitido ao mundo. É viril e capaz; carrega convicção consigo. A prova de cada declaração está na própria matéria nele exposta. Pensei que belo panfleto isso faria para nós no campo missionário, que aqui, autoritativamente, pela Presidência da Igreja, endossado pelo corpo dela, estão estes mesmos princípios reunidos diante do mundo. Nós, élderes, temos possivelmente sido, em parte, desacreditados por causa de nossa juventude e inexperiência, e as pessoas têm dito: "Essa pode ser a maneira como vós o vedes," e frequentemente fazem tais comentários, quando os encontramos. Às vezes dizem: "Bem, sois diferente dos demais; se todos fossem como vós, estaria tudo bem. Se ensinassem em casa o mesmo que ensinam no mundo, poderíamos aceitá-lo." Ora, agora eles o têm autoritativamente dos cabeças da Igreja, endossado pelo povo reunido em conferência. Tenho o prazer de relatar, meus irmãos e irmãs, que a condição da missão da Califórnia é muito melhor do que era há um ano. Isto eu mal julgava possível, seguindo-se ao incêndio e ao terremoto, que destruíram nosso lar e os lares de muitos dos Santos em São Francisco, que nos deixaram sem nenhum salão, que impediram todo nosso trabalho de rua, ou qualquer esforço particular naquela cidade por algum tempo. Mas, apesar de tudo isso, os Santos naquele distrito pagaram um dízimo maior no ano passado do que no ano anterior. Os dízimos da missão são várias centenas de dólares a mais do que eram no ano anterior, evidência de fé e zelo aumentados. O trabalho realizado pelos élderes também tem sido muito maior, no que diz respeito às estatísticas, do que nunca antes. O número de lares visitados por "convite" aumentou mais de 100 por cento. O número de lares visitados na distribuição de panfletos aumentou cerca de 60 por cento acima do ano anterior, e o número de panfletos distribuídos cerca de 35 por cento, e o número de livros distribuídos cerca de 300 por cento, e os batismos mais de 100 por cento acima do ano anterior. Quase nunca falei de assuntos estatísticos, porque pensava que não fossem particularmente interessantes, mas os relatórios de meus irmãos me fizeram sentir que devia dizer isto a respeito de nossa missão na Califórnia.

Quando se trata de falar de vossos filhos, meus irmãos e irmãs, quero dizer-vos que algumas das almas mais escolhidas que há sobre a terra têm trabalhado comigo naquela missão, e o sei porque Deus os amou, Ele os magnificou aos olhos do povo. Ele tornou os fracos fortes, e deu sabedoria àqueles que pareciam meninos de peito. Alguns dos poderosos daquela terra ficaram confundidos, e quase ficaram maravilhados com a sabedoria de alguns de nossos rapazes. Alguns dos líderes daquele estado me elogiaram pela aparência que apresentam nas ruas. Um médico, membro do Conselho Estadual de Examinadores Médicos, disse-me: "Élder Robinson, sempre que vejo um de vossos rapazes na rua, quero tomá-lo em meus braços e abençoá-lo, porque posso ver limpeza de vida em seu rosto e porte. Antes de conhecer o senhor, antes de conhecer a missão dos mórmons neste estado, eu já tinha esse mesmo desejo e sentimento em meu coração, sempre que via algum deles." Ele me escreveu algumas cartas chamando-me de "Caro Irmão," e dizendo: "Deus vos recompensará, a vós e a vossos rapazes, pela obra que estais fazendo em elevar a humanidade. Sem dúvida, sentar-vos-eis com eles aos pés de Jesus, e confio que possa estar ali, ou que me seja permitido estar onde ao menos possa observar." O Chefe do Executivo, ou Ex-Governador de nosso estado, tem sido amigo de nosso povo. O Secretário de Estado, um amigo de longa data. Também os prefeitos das maiores cidades. E dos mais de dois milhões de habitantes da Califórnia, três quintos deles estão agrupados dentro de setenta milhas de São Francisco e Los Angeles.

Fizemos algum trabalho no Arizona. Fomos ao grande acampamento de mineração de Bisbee, e encontramos ali um pequeno ramo quase desfeito, o élder presidente parcialmente desanimado. Ajudamo-los por um breve tempo, e depois fomos a Douglas, onde o trabalho do ramo havia cessado por completo, e os ajudamos. O irmão Kimball, que preside naquela Estaca, seguiu nossos passos, e fez uma organização completa de ala em Bisbee e estabeleceu um ramo em Douglas. Sentimos que isso se deu em grande parte por meio do trabalho dos élderes naquelas duas cidades. Tivemos bom sucesso em Tucson, Arizona. Terminamos recentemente nossos trabalhos na cidade de Phoenix, a capital do estado; e, enquanto ali, neste inverno, tivemos o privilégio de nos reunir com alguns dos legisladores daquele território, e com alguns dos principais comissários dos condados, que ali se reuniram para deliberar sobre meios e formas de melhorar seus vários distritos. De modo que, desta maneira, entramos em contato com alguns dos principais espíritos desses dois estados. Em Nevada, fizemos pouco. Está se povoando rapidamente, e, quando a louca corrida pelo ouro relaxar um pouco, esperamos poder fazer algum bem ali. Desejo dizer que, possivelmente, a maior alegria que nos veio é o fato de termos conseguido interessar novamente alguns de nossos irmãos que se foram para aqueles estados ou territórios, de termos conseguido reconquistar algumas das moças que foram levadas embora pelo glamour do mundo, pelo pensamento de melhor emprego, por meio das histórias enganosas que homens de más intenções lhes contaram. Nisso, tivemos muito conforto e consolo, no pensamento de que conseguimos salvar algumas, ou provocar seu retorno. Quem é mais precioso para nós do que os filhos e filhas dos Santos?

Quero referir-me apenas brevemente a um dos pensamentos expostos em nosso Discurso ao Mundo. É um assunto que trouxe diante dos principais homens com quem tive contato no estado da Califórnia, e é o que diz respeito à nossa posição para com o governo geral da terra e a esperança que nutrimos em relação a ele.

Não sei se os próprios Santos dos Últimos Dias percebem plenamente tudo o que o Senhor tem em mãos, ou pretende, para os gentios, o povo destes Estados Unidos. No Livro de Mórmon, promessas maravilhosas lhes são feitas. O Senhor fala desta terra como a terra escolhida de José, onde a árvore da liberdade deveria ser plantada, para que todas as nações da terra encontrassem proteção sob seus ramos, para que, em sua benevolência, ela se estendesse sobre as nações da terra com seu socorro e proteção a todos os que a ela viessem; que, para este propósito, o Senhor inspirou a constituição, sendo os homens que a redigiram levantados por Ele, para que Seu reino ou Sua Igreja pudesse ser estabelecido aqui sob a proteção do governo mais benigno e livre do mundo, e assim fazer sua propaganda da verdade. Estas são as palavras que o Senhor fala a respeito disso:

"De acordo com as leis e a constituição do povo, que permiti fossem estabelecidas e que devem ser mantidas para os direitos e a proteção de toda carne, segundo princípios justos e santos; para que todo homem aja, em doutrina e princípio relativos ao futuro, de acordo com o arbítrio moral que lhe dei, para que todo homem seja responsável por seus próprios pecados no dia do juízo. Portanto, não é certo que homem algum seja escravo de outro. [De modo que pudesse alegar que não era responsável por seus atos, ou que outro pudesse ser responsabilizado por eles.] E com esse propósito estabeleci a Constituição deste país, pelas mãos de homens prudentes que levantei para esse propósito; e redimi a terra pelo derramamento de sangue."

Na oração que foi proferida, e que foi dada por revelação ao Profeta e Vidente, Joseph Smith, e que foi lida no templo de Kirtland por ocasião de sua dedicação, em 27 de março de 1836, ocorrem estas palavras:

"Tem misericórdia, ó Senhor, de todas as nações da Terra; tem misericórdia dos governantes de nosso país; que os princípios que foram tão honrosa e nobremente defendidos por nossos pais, ou seja, a Constituição de nosso país, sejam estabelecidos para sempre."

Como podem dizer que buscamos derrubar nossa Constituição e nossas leis, tendo em vista estas palavras? Novamente:

"Agora, ó Senhor, estas palavras proferimos diante de ti a respeito das revelações e mandamentos que nos deste, a nós que somos identificados com os gentios."

"Nós," os Santos de Deus, então reunidos no templo, "que somos identificados com os gentios." Os interesses deles, meus irmãos e irmãs, são nossos interesses; nossos interesses são os interesses deles, como comunidade, e não podemos ser separados deles. Um reino não pode crescer dentro de um reino estabelecido sobre princípios democráticos, como tem sido este governo. Talvez eu faça uma interpretação mais ampla do que seja justificável, ao ler-vos do grande Profeta Daniel, mas leio do sétimo capítulo, versículo 27, falando dos tempos em que o Senhor há de novamente estabelecer Seu reino, das obras que se seguiriam em seu curso, e de como a pequena pedra que foi cortada dos montes sem mãos rolaria e encheria toda a terra; ele diz: "E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão." Ora, em nossa declaração, afirmamos que Deus nada faz arbitrariamente. Assim, Ele faz todas as coisas naturalmente, e elas se seguem como consequência natural das condições ou dos acontecimentos. Ele predestinou os acontecimentos da nação. Ele intencionalmente estabeleceu reinos para vários propósitos, e fez de José um salvador para a casa e o povo de seu pai no Egito. Não fosse pelo poder do reino em que sua vida e destino foram lançados, ele não poderia tê-lo feito. O rei Nabucodonosor, a quem Deus colocou à frente das nações da terra, tornou possível a Daniel exercer o maravilhoso poder que exerceu. De outra forma, creio que não o teríamos conhecido como príncipe da Casa de Judá. Até mesmo Roma, que estava tão amargamente contra a Igreja Cristã, assim como contra os judeus, permitiu que Paulo realizasse com muito sucesso sua missão na terra. Quando os quarenta membros dos escribas judeus disseram que não comeriam nem beberiam até terem consumado a morte do apóstolo, aquele poder lhes foi tirado pela mão forte de Roma. E quando Félix e Agripa o teriam libertado, ele fizera o apelo de ser julgado de acordo com os direitos de um romano, pela lei romana. Por esse meio, sua vida foi salva, e ele foi levado à casa de César, e teve o privilégio de declarar, por mais de dois anos, se bem me lembro, o Evangelho na própria casa do imperador, para a recuperação ou conversão de muitas almas da casa de César. As condições neste tempo e nesta era, graças ao Senhor, são diferentes dos casos a que me refiro, pois o Senhor não designou que Sua obra fosse frustrada ou reduzida a nada nesta dispensação, mas creio que este governo e o povo deste governo nos ajudarão a mantê-la. Creio que o reino de Deus não poderia ter sido estabelecido sob outras condições ou sob qualquer outro governo. Como, então, sai a lei de Sião e a palavra do Senhor de Jerusalém? Vos lembrareis de que Cristo há de vir e reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Quando Ele vier, nem todos seremos Santos dos Últimos Dias; mas haverá protestantes, e haverá católicos, nas nações da terra e nesta terra. Cristo reinará sobre os reis da terra, e eles O reconhecerão como Rei dos reis. Pagar-Lhe-ão tributo, e reis e rainhas serão pais e mães adotivos dos Santos do Altíssimo, e o reino que será estabelecido protegerá a Igreja, tal como o entendo, que será então protegida daquele reino e o Evangelho será pregado pelo povo da Igreja, e o Grande Rei fará com que tenhamos liberdade naqueles estados e países que hoje nos fecham suas portas. Há pouco mais de uma década, o Chanceler de Ferro, Bismarck, da Alemanha, falando dos Estados Unidos, disse que era apenas um grande "Boi Comercial," que não deveria ser levado em consideração em assuntos diplomáticos. Qual é a condição hoje? Quando John Hay, Secretário de Estado, deu voz à política geral desta nação a respeito da guerra japonesa, declarando que a Manchúria não deveria ser dividida, que a integridade da China deveria ser mantida, o mundo inteiro ficou espantado com sua ousadia. E a Rússia, mesmo se tivesse vencido, teria perdido sob aquela política, pois então mantinha a Manchúria em seu próprio punho; mas a política que foi enviada pelos Estados Unidos foi mantida e aceita pelos povos do velho mundo. Novamente, a questão das repúblicas ao sul de nós, nossa posição em relação a elas foi plenamente definida pelo presidente Roosevelt, pelo secretário Taft, também pelo secretário Root, em convenção no Rio de Janeiro, recentemente, assim como a política que nos propomos seguir na Oceania. E os povos do mundo aceitaram a posição do governo dos Estados Unidos com relação a esses assuntos, e receberam nosso sentimento, e ele moldou sua legislação, enquanto dez anos atrás não nos teriam escutado, nem ousaríamos ter presumido empreender expor o que faríamos em seu território ou em seus continentes. O presidente Roosevelt indicou às potências da terra qual posição os Estados Unidos tomariam a respeito do governo do Estado Livre do Congo, na África, e o aceitaram. Estamos começando a moldar o sentimento do mundo?

Estamos nos preparando para que a lei saia de Sião, assim como para enviar a palavra do Senhor de Jerusalém? Quem é o povo dos Santos do Deus Altíssimo? São o povo da Alemanha?

São o povo da Inglaterra? São o povo escandinavo? São o povo nas repúblicas ao sul de nós? São o povo da China, ou da Índia, ou da África? Direis, sem dúvida, em vossos corações, que são o povo dos Estados Unidos, os gentios, com cujos interesses nossos interesses são identificados na constituição e no governo pelo qual se orou, para que pudesse estar de pé para sempre. Faço, então, aplicação demasiado ampla ao dizer que o governo deveria ser dado ao povo dos Santos do Deus Altíssimo? É, ao menos, algo em que pensar, pois somos apenas um punhado de gente, e as profecias feitas a nosso respeito devem certamente se cumprir logo, se cumpridas dentro do tempo declarado. Somos escassamente 400.000 pessoas, e olhai para os quatro milhões e meio de almas somente na cidade de Nova Iorque. Mal poderíamos policiar devidamente aquela cidade, quanto mais governar os oitenta milhões desta República. Digo-vos que nossos interesses estão identificados com os interesses dos gentios, e, quando vierem a compreender nosso propósito e nossa missão, tal como esta proclamação lhes dará a conhecer, não nos verão como uma ameaça à nação, nem como ameaçadores dos poderes do governo, mas, bem ao contrário, serão levados ao conhecimento do fato de que somos os verdadeiros adoradores do Senhor Jesus Cristo, de que seríamos os verdadeiros conservadores da paz na terra e da boa vontade para com os homens — dando aquilo que é justo e verdadeiro a todos os nossos semelhantes, dando-lhes uma maior e melhor concepção daquilo que Deus destinou para esta nação e povo, e não apenas para os que estão vivos, mas também para aqueles que já há muito faleceram.

Que o espírito desta conferência, o espírito da verdade, o espírito da liberdade e da justiça, se espalhe pelo mundo. Que o espírito da fé, da coragem e da integridade repouse sobre nosso povo, e encontre lugar em seus corações, para que não coloquemos nossos pés em caminhos proibidos, para que nossos rostos não se voltem da luz, mas que sigamos o digno exemplo de nossos antepassados, e emulemos as virtudes de nossas mães, até que nosso Pai diga: "Basta, meu filho, ou minha filha, vem para casa, pois guardaste a fé, terminaste tua carreira, combateste o bom combate, e doravante te está guardada uma coroa de justiça, e não somente a ti, mas também a todos os que amam o Senhor Jesus Cristo." Amém.

Como citar este discursoJoseph E. Robinson, “Relatório sobre a Missão da Califórnia e Testemunho Individual”, Conferência Geral de Abril de 1907, Sessão Extra da Tarde de Domingo (1907-04-07). Pulpit Vault, 1907-04-robinson-report-california. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).