Crescimento das Escolas Dominicais e da Formação Religiosa
George Reynolds
Necessidade do Ensino de Trabalhos Manuais nas Escolas — Referência Incidental ao Atletismo — Novos Métodos de Ensino nas Escolas Dominicais
Foi com mais do que o interesse e o prazer comuns, meus irmãos e minhas irmãs, que ouvi ontem de manhã as observações do Presidente Smith, talvez pelo motivo de já sentir, havia algum tempo, a grande necessidade de que se dessem instruções sobre muitos dos pontos que ele abordou. Uma coisa em particular me impressionou, e foi a necessidade de dar-se mais incentivo ao ensino de trabalhos manuais em nossas escolas. Lembro-me bem de quando o Presidente Brigham Young estabeleceu nossas escolas da Igreja, de como era forte seu desejo de que essas coisas fossem incentivadas e de que esse departamento fosse ensinado nas instituições cujos alicerces ele então lançava; e sempre lamentei que não se tenha dado mais atenção a esse departamento nessas escolas. Todos sabemos quão homem prático era o Presidente Young; quão essencial ele considerava que nós, como povo, fôssemos autossuficientes. Em seus dias, nosso território estava repleto dos melhores mecânicos, reunidos de várias partes da terra. Era bem sabido que, em nenhuma parte dos Estados Unidos, havia melhores artesãos e artífices do que em Utah. A obra feita naqueles tempos ainda permanece como monumento de quão bem sabiam realizar seus propósitos. Mas hoje, infelizmente, não é bem assim. Nossa nova geração, nascida no meio destes vales, aparentemente não se volta naturalmente para essa direção. Embora tenhamos aumentado em número, não nos desenvolvemos nessas condições; de fato, não estamos tão bem quanto estávamos há um quarto de século ou mais. Um remédio para esse mal é que aqueles que dirigem os sentimentos e os pensamentos deste povo imprimam nos jovens a necessidade de aprender ofícios, pelos quais a comunidade possa ser edificada, e que nem tantos se voltem para o que se chama de profissões liberais. Não podemos ter uma comunidade próspera se ela estiver sobrecarregada e desequilibrada, com tantos inclinados numa só direção, e se as artes e indústrias que estão no alicerce de toda comunidade progressista e bem-sucedida forem negligenciadas ou tratadas com descaso. Portanto, sentindo a necessidade de que nosso povo seja instruído dessas verdades, fiquei extremamente satisfeito ao ouvir nosso Presidente falar como falou ontem de manhã. Reconheço que tenho sentido que algumas de nossas instituições de ensino têm dado mais atenção ao atletismo — ao basquete e jogos semelhantes — e pensado mais no mérito que recebem por vencer seus competidores nessa área do que em treinar os jovens confiados a seus cuidados naquilo que os tornará mais úteis. Certamente, dizem-nos que o atletismo é necessário. Admito isso. Mas o argumento me parece essencialmente fraco quando aplicado a jogos de bola e semelhantes, quando recordamos que os que neles se envolvem são os alunos mais fortes, mais saudáveis e mais bem desenvolvidos da instituição, e que aqueles que não são tão bem desenvolvidos, e que precisam do treinamento para se fortalecerem, se é que algum precisa, são os que ficam ao redor, aplaudindo, batendo palmas e gritando até ficarem roucos quando seus representantes jogam bem ou obtêm uma vitória. Creio, meus irmãos e minhas irmãs, que, no desenvolvimento dos músculos e da vitalidade de nosso povo, uma pequena mudança do atletismo para os trabalhos manuais será de grande vantagem para esta comunidade. ¶
Visto que vários presidentes de estaca já relataram suas estacas, desejo dizer algumas palavras a respeito de nossas escolas dominicais, pois sou um dos assistentes do Presidente Joseph F. Smith na superintendência geral. Desejo relatar que, de modo geral, as escolas estão progredindo satisfatoriamente. Durante o ano passado, fizemos uma mudança notável em nossos métodos e na condução de nossas escolas, introduzindo um plano de estudos uniforme em todas as escolas, de modo que qualquer aluno que passe de uma escola para outra possa continuar, na nova escola, a mesma série de lições que estudava na escola que acabou de deixar. Houve queixas de que, em nossas escolas dominicais, algumas crianças receberam uma educação unilateral, tendo estudado apenas um ou dois de nossos livros sagrados durante todo o tempo em que estiveram na escola. Algumas se limitaram à Bíblia, outras ao Livro de Mórmon, outras à história da Igreja, outras às Regras de Fé. Isso não foi intencional, mas resultou da falta de um programa de estudos detalhado e progressivo. Foi isso que o Conselho Geral procurou remediar por meio dos "Programas de Lições" recentemente publicados. Atualmente, qualquer criança que prossiga na escola dominical durante todo o curso terá recebido, ao passar pelos vários departamentos, todos os aspectos desejáveis da história e da doutrina religiosa. Começará pelo jardim de infância, onde será ensinada em forma de histórias; depois passará pela Primária, pelos intermediários e pelo departamento teológico, até tornar-se familiarizada com a história da Igreja, com as doutrinas do evangelho, com a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, a Pérola de Grande Valor e seu conteúdo. Embora nenhum livro, por mais sagrado que seja, seja feito objeto especial de estudo, o que se ensina em todos os departamentos visa aumentar a fé da criança no evangelho do Filho de Deus e o amor por Ele. Quando o aluno tiver passado por todos os departamentos, sairá com uma compreensão bem equilibrada dos tratos do Senhor com Seu povo, nesta e em dispensações passadas. Este tem sido nosso objetivo ao preparar os "Programas de Lições"; e, embora ocasionalmente ouçamos alguma crítica de que estamos nos apegando demais ao mero registro histórico, desejo dizer, como um dos representantes das escolas dominicais, que essa não é nossa intenção. Nossa intenção é, primeiro e antes de tudo, implantar no coração das crianças o amor a Deus e à Sua santa causa, a reverência por todas as coisas sagradas, e desenvolver nelas um testemunho da veracidade da grande obra dos últimos dias. Exortaria os mestres nesta grande causa a lembrarem-se de que todas as demais considerações são secundárias. Embora demos à parte histórica um lugar de destaque, isso visa simplesmente conduzir a mente e os sentimentos da criança na direção das grandes verdades que Deus revelou, e desejamos tornar todo o ensino subserviente a este fim e propósito. ¶
Não posso, nesta manhã, dar-vos nenhum número quanto ao aumento de nossas escolas, ou de nossa frequência, porque nos faltaram alguns dos relatórios estatísticos. E isso nos ensina uma lição de quão dependente é todo o povo do esforço individual. Se a falta de um relatório faz com que o relatório geral da Igreja ou das escolas fique incompleto, impreciso e não confiável, isso mostra quão necessário é que aqueles que têm o trabalho de escrituração da Igreja a fazer, seja nas alas e estacas, seja nas organizações auxiliares, sejam corretos e pontuais; pois estatísticas de qualquer espécie, se não forem exatas e verdadeiras, são piores do que inúteis, porque induzem a erro e dão ideias falsas quanto às condições existentes e ao que está sendo feito. Mas verifico — visto que lido bastante com essas coisas em minhas obrigações diárias — que os relatórios enviados, tanto pelos oficiais das escolas quanto pelos oficiais de estaca, frequentemente chegam em condição muito insatisfatória. Recebemos, por vezes, relatórios sem assinatura, sem data e sem nome, e temos de adivinhar de onde vieram, a partir da pouca informação registrada. Pensai num relatório sem assinatura alguma, sem data alguma, sem nome algum, e podereis ver quão difícil é elaborar relatórios gerais. Depois, às vezes, são enviados apenas um ou dois dias antes de o relatório geral ser exigido, quando deveriam chegar pelo menos um mês antes, sendo dois meses melhor ainda, para que pudessem ser devidamente tabulados, examinados, e seus resultados compreendidos. ¶
No geral, no que diz respeito às escolas dominicais, sentimos que temos grande motivo para nos animar, e, com o passar dos anos, elas têm feito cada vez mais bem no estabelecimento da retidão e na confirmação da fé do povo de Deus. ¶
Que Deus vos abençoe. Amém. ¶