Características Divinas do Mestre
Ezra Taft Benson
Meus amados irmãos: Nesta noite, ao olhar para este grande grupo de portadores do sacerdócio e pensar nas congregações semelhantes em todo o mundo, sinto-me tocado por um grande sentimento de gratidão e alegria pelas bênçãos que nosso Pai Celestial nos deu. ¶
O privilégio de portar o sacerdócio, que é o poder e a autoridade para agir em nome de Deus, é uma grande bênção e privilégio e um que traz consigo obrigações e responsabilidades igualmente grandes. Quando penso em que tipo de homens e rapazes devemos ser como portadores do sacerdócio, não posso deixar de pensar nas perguntas do Salvador aos doze nefitas, quando Ele indagou: "Portanto, que tipo de homens devereis ser? Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou" (3 Néfi 27:27). ¶
Ser como o Salvador — que desafio para qualquer pessoa! Ele é membro da Trindade. Ele é o Salvador e Redentor. Ele foi perfeito em todos os aspectos de Sua vida. Não havia falha nem defeito nEle. É possível a nós, como portadores do sacerdócio, sermos como Ele é? A resposta é sim. Não só podemos, mas essa é a nossa incumbência, a nossa responsabilidade. Ele não nos daria esse mandamento se não pretendesse que o cumpríssemos. ¶
O apóstolo Pedro falou do processo pelo qual uma pessoa pode se tornar participante "da natureza divina" (2 Pedro 1:4). Isso é importante, pois se de fato nos tornarmos participantes da natureza divina, seremos como Ele. Examinemos atentamente o que Pedro nos ensina sobre esse processo. Eis o que ele disse: ¶
"E vós também, pondo nisso mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, o conhecimento, ¶
"E ao conhecimento, temperança; e à temperança, paciência; e à paciência, piedade; ¶
"E à piedade, amor fraternal; e ao amor fraternal, caridade" (2 Pedro 1:5–7). ¶
As virtudes descritas por Pedro fazem parte da natureza divina, ou seja, do caráter do Salvador. São as virtudes que devemos imitar se quisermos ser mais parecidos com Ele. Discutamos algumas dessas importantes características. ¶
A primeira característica, à qual todas as demais são acrescentadas, é a fé. A fé é o alicerce sobre o qual se constrói um caráter semelhante ao de Deus. É um pré-requisito para todas as demais virtudes. ¶
Quando penso em como demonstramos fé, não posso deixar de pensar no exemplo de meu próprio pai. Recordo-me vividamente de como o espírito da obra missionária entrou em minha vida. Eu tinha cerca de treze anos de idade quando meu pai recebeu um chamado para servir em uma missão. Foi durante uma epidemia em nossa pequena comunidade de Whitney, Idaho. Os pais eram incentivados a ir à reunião sacramental, mas as crianças deviam ficar em casa para evitar contrair a doença. ¶
Meu pai e minha mãe foram à reunião sacramental numa charrete puxada por um cavalo. Ao término da reunião, o dono da loja abria o estabelecimento apenas o tempo necessário para que os fazendeiros pegassem sua correspondência, já que a agência de correios ficava dentro da loja. Não havia compras, mas dessa maneira os fazendeiros evitavam uma viagem ao correio na segunda-feira. Não havia entrega rural de correspondência naqueles dias. ¶
Enquanto meu pai conduzia o cavalo de volta para casa, minha mãe abriu a correspondência e, para surpresa de ambos, havia uma carta da Caixa Postal B, em Salt Lake City — um chamado para servir em uma missão. Ninguém perguntava se alguém estava pronto, disposto ou apto. Cabia ao bispo saber, e o bispo era o vovô George T. Benson, o pai de meu pai. ¶
Quando meu pai e minha mãe entraram no quintal, ambos estavam chorando — algo que jamais tínhamos visto em nossa família. Reunimo-nos ao redor da charrete — éramos sete então — e perguntamos o que havia acontecido. ¶
Eles disseram: "Está tudo bem." ¶
"Então por que estão chorando?", perguntamos. ¶
"Venham para a sala e nós explicaremos." ¶
Reunimo-nos ao redor do velho sofá na sala, e meu pai nos contou sobre seu chamado missionário. Então minha mãe disse: "Estamos orgulhosos de saber que o Pai é considerado digno de servir em uma missão. Estamos chorando um pouco porque isso significa dois anos de separação. Sabem, seu pai e eu nunca ficamos separados por mais de duas noites seguidas desde o nosso casamento — e isso foi quando o Pai foi ao desfiladeiro buscar toras, mourões e lenha." ¶
E assim meu pai partiu em sua missão. Embora naquela época eu não compreendesse plenamente a profundidade do compromisso de meu pai, entendo melhor agora que sua disposição em aceitar aquele chamado foi prova de sua grande fé. Todo portador do sacerdócio, jovem ou idoso, deveria esforçar-se para desenvolver esse tipo de fé. ¶
Pedro continua dizendo que devemos acrescentar à nossa fé a virtude. Um portador do sacerdócio é virtuoso. Um comportamento virtuoso implica que ele tem pensamentos puros e ações limpas. Ele não cobiçará em seu coração, pois fazê-lo é "negar a fé" e perder o Espírito (D&C 42:23) — e nada é mais importante nesta obra do que o Espírito. Vocês já me ouviram dizer isso muitas vezes. ¶
Ele não cometerá adultério "nem fará coisa alguma semelhante" (D&C 59:6). Isso significa fornicação, comportamento homossexual, autoabuso, abuso sexual infantil ou qualquer outra perversão sexual. Isso significa que um jovem honrará as moças e as tratará com respeito. Ele jamais faria algo que as privasse daquilo que, nas palavras de Mórmon, é "mais caro e precioso do que tudo, que é a castidade e a virtude" (Morôni 9:9). ¶
A virtude é semelhante à santidade, um atributo da piedade. Um portador do sacerdócio deve buscar ativamente o que é virtuoso e agradável, e não aquilo que é degradante ou sórdido. A virtude adornará seus pensamentos incessantemente (ver D&C 121:45). Como pode um homem entregar-se aos males da pornografia, do palavreado obsceno ou da vulgaridade e considerar-se totalmente virtuoso? ¶
Sempre que um portador do sacerdócio se afasta do caminho da virtude, de qualquer forma ou expressão, ele perde o Espírito e cai sob o poder de Satanás. Ele então recebe o salário daquele a quem escolheu servir. Como resultado, às vezes a Igreja precisa tomar uma ação disciplinar, pois não podemos tolerar nem perdoar ações não virtuosas e impenitentes. Todos os portadores do sacerdócio devem ser moralmente limpos para serem dignos de portar a autoridade de Jesus Cristo. ¶
O próximo passo que Pedro descreve no processo de crescimento é acrescentar o conhecimento à nossa fé e virtude. O Senhor nos disse que "é impossível ao homem ser salvo em ignorância" (D&C 131:6). Em outra passagem, Deus ordenou: "Buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé" (D&C 88:118). Todo portador do sacerdócio deve fazer do aprendizado uma busca para toda a vida. Embora o estudo de qualquer verdade seja valioso, as verdades da salvação são as verdades mais importantes que qualquer pessoa pode aprender. A pergunta do Senhor, "Pois que aproveita ao homem, se ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?" (Mateus 16:26), pode ser aplicada tanto às buscas educacionais quanto à busca pelos bens mundanos. O Senhor também poderia ter perguntado: "Pois que aproveita ao homem, se aprender tudo o que há no mundo e não aprender como ser salvo?" ¶
Devemos equilibrar nosso aprendizado secular com o aprendizado espiritual. Vocês, jovens, deveriam ser tão empenhados em se matricular no seminário e em aprender as escrituras quanto o são em se esforçar para concluir o ensino médio. Os jovens adultos matriculados em universidades e faculdades ou outros cursos pós-secundários deveriam aproveitar a oportunidade de fazer cursos no instituto de religião ou, se estiverem numa escola da Igreja, deveriam fazer pelo menos um curso de religião a cada período. Unir nossa educação espiritual ao nosso aprendizado secular nos ajudará a manter o foco nas coisas que mais importam nesta vida. Embora eu esteja falando a vocês, portadores do sacerdócio, a mesma admoestação se aplica às mulheres da Igreja assim como aos homens. ¶
O presidente J. Reuben Clark, Jr., falou do equilíbrio desejado nestas palavras: "Há aprendizado espiritual assim como há aprendizado material, e um sem o outro não é completo; contudo, falando por mim mesmo, se eu pudesse ter apenas um tipo de aprendizado, escolheria o aprendizado do espírito, porque no porvir terei oportunidade nas eternidades vindouras de obter o outro, e sem o aprendizado espiritual aqui, minhas limitações no porvir seriam quase insuperáveis" (em Conference Report, abr. 1934, p. 94). ¶
O presidente Spencer W. Kimball disse desta forma: "Jovens, amados jovens, conseguem perceber por que devemos deixar que o treinamento espiritual ocupe o primeiro lugar? — Por que devemos orar com fé e aperfeiçoar nossa própria vida como a do Salvador? Conseguem perceber que o conhecimento espiritual pode ser complementado pelo secular nesta vida e pelas eternidades adiante, mas que o secular sem o fundamento do espiritual é como a espuma sobre o leite, a sombra passageira? ¶
"Não se deixem enganar! Não é preciso escolher entre os dois, apenas a sequência, pois há oportunidade de obter ambos simultaneamente; mas conseguem perceber que os cursos do seminário deveriam receber até mesmo atenção preferencial em relação às matérias do ensino médio; o instituto em relação ao curso universitário; o estudo das escrituras antes do estudo de textos escritos por homens; a associação com a Igreja mais importante do que clubes, fraternidades e irmandades; o pagamento do dízimo mais importante do que o pagamento de mensalidades e taxas? ¶
"Conseguem perceber que as ordenanças do templo são mais importantes do que o doutorado ou quaisquer outros graus acadêmicos?" ("Beloved Youth, Study and Learn", em Life's Directions: A Series of Fireside Addresses, Salt Lake City: Deseret Book Co., 1962, p. 190). ¶
Quando nossa educação formal estiver concluída, deveríamos fazer do estudo diário das escrituras uma busca para toda a vida. O que eu disse em abril passado aos líderes do sacerdócio aplica-se igualmente a todo portador do sacerdócio: ¶
"Junto minha voz à desses sábios e inspirados irmãos e digo a vocês que uma das coisas mais importantes que podem fazer como líderes do sacerdócio é imergir-se nas escrituras. Examinem-nas diligentemente. Deleitem-se nas palavras de Cristo. Aprendam a doutrina. Dominem os princípios ali encontrados. [...] Poucos outros esforços [...] trarão maiores dividendos ao seu chamado. [...] Poucos outros meios [resultarão em] maior inspiração. [...] ¶
"Vocês devem [...] compreender que estudar e examinar as escrituras não é um fardo imposto [a nós] pelo Senhor, mas uma maravilhosa bênção e oportunidade" ("The Power of the Word", Ensign, maio de 1986, p. 81). ¶
Outro atributo descrito por Pedro como parte da natureza divina é a temperança. Um portador do sacerdócio é temperante. Isso significa que ele é comedido em suas emoções e expressões verbais. Ele faz as coisas com moderação e não se entrega ao excesso. Em uma palavra, ele tem autocontrole. Ele é o senhor de suas emoções, e não o contrário. ¶
Um portador do sacerdócio que xingasse sua esposa, a maltratasse com palavras ou ações, ou fizesse o mesmo com um de seus próprios filhos, é culpado de um pecado grave. "Podeis irar-vos e não pecar?", perguntou o apóstolo Paulo (TJS, Efésios 4:26). ¶
Se um homem não controla seu temperamento, é uma triste admissão de que ele não está no controle de seus pensamentos. Ele então se torna vítima de suas próprias paixões e emoções, que o levam a ações totalmente impróprias para um comportamento civilizado, muito menos para o comportamento de um portador do sacerdócio. ¶
O presidente David O. McKay certa vez disse: "Um homem que não consegue controlar seu temperamento dificilmente conseguirá controlar sua paixão, e não importa quais sejam suas pretensões religiosas, ele se move na vida diária muito próximo do plano animal" (Improvement Era, junho de 1958, p. 407). ¶
À nossa temperança devemos acrescentar a paciência. Um portador do sacerdócio deve ser paciente. A paciência é outra forma de autocontrole. É a capacidade de adiar a satisfação e refrear as próprias paixões. Em seus relacionamentos com entes queridos, um homem paciente não se envolve em comportamento impetuoso do qual mais tarde se arrependerá. A paciência é a compostura sob estresse. Um homem paciente é compreensivo com as falhas dos outros. ¶
Um homem paciente também espera no Senhor. Às vezes lemos ou ouvimos falar de pessoas que buscam uma bênção do Senhor e depois ficam impacientes quando ela não vem rapidamente. Parte da natureza divina é confiar no Senhor o suficiente para "aquietar-se e saber que [ele é] Deus" (D&C 101:16). ¶
Um portador do sacerdócio que é paciente será tolerante com os erros e falhas de seus entes queridos. Porque os ama, ele não encontrará defeitos, nem criticará, nem culpará. ¶
Outro atributo mencionado por Pedro é a bondade. Um portador do sacerdócio é bondoso. Aquele que é bondoso é compreensivo e gentil com os outros. Ele é atencioso com os sentimentos alheios e cortês em seu comportamento. Ele tem uma natureza prestativa. A bondade perdoa as fraquezas e falhas dos outros. A bondade se estende a todos — aos idosos e aos jovens, aos animais, aos de posição humilde assim como aos de posição elevada. ¶
Esses são os verdadeiros atributos da natureza divina. Conseguem perceber como nos tornamos mais semelhantes a Cristo à medida que somos mais virtuosos, mais bondosos, mais pacientes e mais senhores de nossos sentimentos emocionais? ¶
O apóstolo Paulo usou algumas expressões vívidas para ilustrar que um membro da Igreja deve ser diferente do mundo. Ele nos exortou a "revestir-nos de Cristo" (Gálatas 3:27), "despojar-nos [...] do velho homem" e "vestir-nos do novo homem" (Efésios 4:22, 24). ¶
A última e culminante virtude do caráter divino é a caridade, ou o puro amor de Cristo (ver Morôni 7:47). Se de fato buscarmos ser mais semelhantes a nosso Salvador e Mestre, então aprender a amar como Ele ama deveria ser nosso maior objetivo. Mórmon chamou a caridade de "a maior de todas" (Morôni 7:46). ¶
O mundo hoje fala muito sobre o amor, e ele é buscado por muitos. Mas o puro amor de Cristo difere grandemente daquilo que o mundo pensa ser amor. A caridade jamais busca a satisfação egoísta. O puro amor de Cristo busca apenas o crescimento e a alegria eternos dos outros. ¶
Quando penso na caridade, penso novamente em meu pai e naquele dia em que ele foi chamado para sua missão. Suponho que alguns no mundo poderiam dizer que sua aceitação daquele chamado era prova de que ele não amava verdadeiramente sua família. Deixar sete filhos e uma esposa grávida sozinhos em casa por dois anos, como poderia isso ser verdadeiro amor? ¶
Mas meu pai conhecia uma visão maior do amor. Ele sabia que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8:28). Ele sabia que a melhor coisa que poderia fazer por sua família era obedecer a Deus. ¶
Embora sentíssemos muito sua falta durante aqueles anos, e embora sua ausência trouxesse muitos desafios à nossa família, sua aceitação provou ser um dom de caridade. Meu pai partiu em sua missão, deixando minha mãe em casa com sete filhos. (O oitavo nasceu quatro meses depois de ele chegar ao campo missionário.) Mas veio para aquele lar um espírito de obra missionária que jamais o abandonou. Não foi sem algum sacrifício. Meu pai teve que vender nossa velha fazenda de sequeiro para financiar sua missão. Ele teve que instalar um casal em parte de nossa casa para cuidar das plantações, e deixou a seus filhos e à esposa a responsabilidade pelo feno, pelos pastos e por um pequeno rebanho de vacas leiteiras. ¶
As cartas de meu pai foram, de fato, uma bênção para nossa família. Para nós, crianças, elas pareciam vir de meio mundo de distância, mas eram apenas de Springfield, Massachusetts; e Chicago, Illinois; e Cedar Rapids e Marshalltown, Iowa. Sim, veio para nosso lar, como resultado da missão de meu pai, um espírito de obra missionária que jamais o abandonou. ¶
Mais tarde a família cresceu para onze filhos — sete filhos e quatro filhas. Todos os sete filhos cumpriram missões, alguns deles duas ou três missões. Mais tarde, duas filhas e seus maridos cumpriram missões de tempo integral. As outras duas irmãs, ambas viúvas — uma mãe de oito filhos e a outra mãe de dez — serviram como companheiras missionárias em Birmingham, na Inglaterra. ¶
É um legado que continua a abençoar a família Benson até a terceira e quarta gerações. Não foi isso verdadeiramente um dom de amor? ¶
É isso o que o Salvador quer dizer quando fala do tipo de homens que devemos ser. Não reflete a própria vida dEle diligência perfeita, fé perfeita, virtude perfeita? Se havemos de ser como Ele, também nós devemos nos tornar participantes da natureza divina. ¶
O Salvador declarou que a vida eterna é conhecer o único Deus verdadeiro e Seu Filho Jesus Cristo (ver João 17:3). Se isso é verdade, e eu vos dou meu solene testemunho de que é verdade, então devemos perguntar como chegamos a conhecer a Deus. O processo de acrescentar um atributo divino a outro, conforme descrito por Pedro, torna-se a chave para obter esse conhecimento que conduz à vida eterna. Notem a promessa de Pedro, que segue imediatamente ao processo descrito: ¶
"Porque se em vós houver e abundarem essas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Pedro 1:8; grifo nosso). ¶
Ó meus amados irmãos, oro para que essas qualidades e atributos do Salvador abundem em nós, para que, quando estivermos diante do Julgamento e Ele perguntar a cada um de nós: "Que tipo de homem és tu?", possamos erguer a cabeça com gratidão e alegria e responder: "Assim como tu és." Esta é minha humilde oração por cada um dos portadores do sacerdócio, em nome de Jesus Cristo, amém. ¶
Agora, irmãos, gostaria de ler a vocês uma declaração recentemente aprovada pela Primeira Presidência e pelo Quórum dos Doze: ¶
"Em harmonia com as necessidades do crescimento da Igreja em todo o mundo, a Primeira Presidência e o Conselho dos Doze Apóstolos deram consideração ponderada ao papel dos quóruns de setentas de estaca na Igreja e determinaram tomar as seguintes providências a esse respeito: ¶
"1. Os quóruns de setentas nas estacas da Igreja serão dissolvidos, e os irmãos que atualmente servem como setentas nesses quóruns serão convidados a retornar à condição de membros dos quóruns de élderes de suas alas. Os presidentes de estaca, de maneira ordenada, poderão então determinar quais desses irmãos deverão ser ordenados ao ofício de sumo sacerdote. ¶
"Essa mudança não afeta o Primeiro Quórum dos Setenta, cujos membros são todos Autoridades Gerais da Igreja. ¶
"2. Ênfase especial será dada às missões de estaca na cooperação com os missionários de proselitismo de tempo integral, na busca, no estabelecimento de amizades, na fraternização e no fomento da participação dos membros em todas as atividades missionárias. Um élder ou sumo sacerdote com vocação missionária será chamado como presidente de missão de estaca, sendo seus conselheiros selecionados entre os élderes ou sumos sacerdotes. ¶
"Instruções adicionais detalhadas a respeito deste anúncio serão fornecidas aos líderes locais do sacerdócio por meio de carta da Primeira Presidência. ¶
"Neste momento, louvamos todos os que serviram, tanto no passado quanto no presente, como membros dos quóruns de setentas de estaca da Igreja e que tão habilmente dedicaram seu tempo, seus talentos e seus recursos à propagação do evangelho de Jesus Cristo." ¶