Sete Acontecimentos de Grande Importância
J. Thomas Fyans
Eu, como vocês, ouvi falar das erupções do Monte Santa Helena. Lemos em jornais e revistas, ouvimos no rádio e vimos na televisão descrições desse grande fenômeno. Toda a minha percepção do que havia ocorrido era de segunda mão. ¶
Há três semanas, porém, estive em Longview, Washington, que, falando figurativamente, fica ao pé do Monte Santa Helena. Por oitenta quilômetros o rio corre a partir desse vulcão. Vi enormes dragas e escavadeiras retirando material do leito do rio e depositando-o, cobrindo hectares de terreno, empilhando-o mais alto que a estatura de um homem comum. Eu vi. Compreendi em parte o poder desencadeado por aquela grande manifestação de perturbação do Monte Santa Helena. Estima-se que 1,5 milha cúbica de material foi expelida do vulcão. ¶
Gostaria de pintar outro quadro de poder que transcende o Monte Santa Helena e o Vesúvio e todos os terremotos e tornados e outras perturbações semelhantes de nossa tranquilidade física. ¶
Poderia eu fazer uma ou duas perguntas primeiro aos nossos amigos não membros? ¶
Talvez vocês já tenham se perguntado no que seu amigo mórmon acredita. ¶
Vamos agora ir à montanha do mormonismo e ver e talvez compreender por que seu amigo acredita como acredita. Porque o poder que vem dessa montanha afetará a vida de vocês — sim, sua vida eterna. ¶
Oremos com fervor juntos para que, ao verem e sentirem, venha, esperamos, a compreensão. ¶
Há sete acontecimentos de grande importância eterna que seu amigo mórmon gostaria de compartilhar com vocês. ¶
Acontecimento número um: Essa magnífica manifestação de poder começou numa bela manhã de primavera do ano de 1820. Um sincero buscador da verdade foi a um bosque de árvores tornado sagrado por esse acontecimento e ajoelhou-se em humilde súplica ao seu Pai Celestial, o Criador das montanhas, dos vales e dos oceanos e de tudo o que vemos de dia, e das luzes celestiais das estrelas e dos planetas que observamos de noite. ¶
Os céus se abriram e esse grande e nobre espírito, Joseph Smith, entrou em comunicação direta com seres celestiais. Deixem que seus olhos vejam e seus corações sintam, e que haja ao menos uma compreensão parcial enquanto ouvimos a descrição desse acontecimento. ¶
“Mas usando todas as forças para clamar a Deus que me livrasse do poder desse inimigo que me subjugara, no momento exato em que estava prestes a sucumbir ao desespero e abandonar-me à destruição — não a uma ruína imaginária, mas ao poder de algum ser real do mundo invisível, que possuía uma força tão assombrosa como eu jamais sentira em qualquer ser — exatamente nesse momento de grande alarme, vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. ¶
“… Assim que apareceu, senti-me livre do inimigo que me sujeitava. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!” (JS—H 1:16–17). ¶
Toda incerteza se dissipou. Joseph Smith tinha conhecimento pessoal da realidade desses seres divinos. O Pai e o Filho, os criadores do universo, apareceram a Joseph Smith. ¶
Acontecimento número dois: Três anos se passaram desde essa primeira grande visão. Já é 1823. Outra luz apareceu — e um anjo instruiu o jovem profeta. Ouçamos novamente. ¶
“Enquanto eu estava assim orando a Deus, descobri uma luz surgindo em meu quarto, a qual continuou a aumentar até o aposento ficar mais iluminado do que ao meio-dia; imediatamente apareceu ao lado de minha cama um personagem em pé, no ar, pois seus pés não tocavam o solo. ¶
“Chamou-me pelo nome e disse-me que era um mensageiro enviado a mim da presença de Deus e que seu nome era Morôni; que Deus tinha uma obra a ser executada por mim. … ¶
“Disse-me que havia um livro escondido, escrito em placas de ouro, que continha um relato dos antigos habitantes deste continente, assim como de sua origem e procedência. Disse também que o livro continha a plenitude do evangelho eterno, tal como fora entregue pelo Salvador aos antigos habitantes.” (JS—H 1:30, 33–34.) ¶
Placas de ouro foram agora entregues, contendo uma mensagem preciosa a ser sussurrada como que do pó por meio do instrumento divino dos poderes de tradução. ¶
Captemos o espírito do processo de tradução tal como descrito por Oliver Cowdery: “Foram dias jamais esquecidos — sentar-se sob o som de uma voz ditada pela inspiração do céu despertou a mais profunda gratidão neste peito! Dia após dia continuei, ininterruptamente, a escrever da sua boca, enquanto ele traduzia … a história ou registro chamado ‘O Livro de Mórmon’.” (JS—H, nota de rodapé.) ¶
Acontecimento número quatro: Mais dois anos se passam. E agora vem outra visitação, trazendo poder do alto. O Sacerdócio Aarônico, que detém chaves especiais, é restaurado à terra. É descrito nestas palavras. ¶
“Continuávamos ainda o trabalho da tradução, quando, no mês seguinte (maio de 1829), fomos certo dia a um bosque para orar e consultar o Senhor a respeito do batismo para a remissão dos pecados, mencionado na tradução das placas. Enquanto orávamos e invocávamos o Senhor, um mensageiro do céu desceu em uma nuvem de luz e, colocando as mãos sobre nós, ordenou-nos, dizendo: ¶
“A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão, que possui as chaves do ministério de anjos e do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão dos pecados; … ¶
“O mensageiro que nos visitou nessa ocasião e conferiu-nos esse sacerdócio disse que seu nome era João, o mesmo que é chamado João Batista no Novo Testamento; e que agia sob a direção de Pedro, Tiago e João, que possuíam as chaves do Sacerdócio de Melquisedeque, sacerdócio esse que, declarou ele, nos seria conferido no devido tempo.” (JS—H 1:68–69, 72.) ¶
Pedro, Tiago e João vieram e os ordenaram ao Sacerdócio de Melquisedeque, que detém o poder de agir em nome da Divindade. ¶
Um conhecido de Joseph Smith fez esta observação interessante: “Se você perguntasse a Joseph que tipo de homem era Adão, ele lhe diria imediatamente; diria seu tamanho e sua aparência e tudo sobre ele. Você poderia ter perguntado a ele que tipo de homens eram Pedro, Tiago e João, e ele poderia ter lhe dito.” (John Taylor, em Journal of Discourses, 18:326.) ¶
Vejam, meus amigos não mórmons, ele os conhecia porque tinha um relacionamento pessoal com eles. ¶
Acontecimento número cinco: É o ano de 1836. Agora vem uma manifestação pessoal do Salvador a Joseph Smith e Oliver Cowdery, que eles descrevem nestas belas palavras: ¶
“Retirou-se o véu de nossa mente e abriram-se os olhos de nosso entendimento. ¶
“Vimos o Senhor de pé no parapeito do púlpito, diante de nós; e sob seus pés havia um calçamento de ouro puro, da cor de âmbar. ¶
“Os seus olhos eram como uma labareda de fogo; os cabelos de sua cabeça eram brancos como a pura neve; o seu semblante resplandecia mais do que o brilho do sol; e a sua voz era como o ruído de muitas águas, sim, a voz de Jeová, que dizia: ¶
“Eu sou o primeiro e o último; sou o que vive, sou o que foi morto; eu sou o vosso advogado junto ao Pai.” (D&C 110:1–4.) ¶
Permitam-me compartilhar com vocês o relato de uma testemunha ocular de alguns desses acontecimentos, e cito: ¶
“Não tentarei retratar a vocês os sentimentos deste coração, nem a majestosa beleza e glória que nos cercou nessa ocasião; mas acreditarão em mim quando digo que nem a terra, nem os homens, com toda a eloquência do tempo, podem sequer começar a vestir a linguagem de maneira tão interessante e sublime quanto esse ser santo. Não; nem esta terra tem poder para dar a alegria, conceder a paz, ou compreender a sabedoria que estava contida em cada frase proferida pelo poder do Espírito Santo! … A certeza de que estávamos na presença de um anjo, a certeza de que ouvimos a voz de Jesus, e a verdade imaculada tal como fluía de um ser puro, ditada pela vontade de Deus, é para mim algo indescritível.” (JS—H, nota de rodapé.) ¶
Acontecimento número seis: Profetas bíblicos, através dos tempos, previram a coligação de Israel. Examinemos uma visitação de Moisés a Joseph Smith e Oliver Cowdery e sua entrega das chaves da coligação. ¶
“Depois de encerrar-se esta visão, os céus tornaram-se a abrir e Moisés apareceu diante de nós e conferiu-nos as chaves para coligar Israel das quatro partes da Terra e trazer as dez tribos da terra do norte” (D&C 110:11). ¶
Acontecimento número sete: Agora veio Elias, o profeta, em cumprimento direto da predição de Malaquias. Ouçamos esta verdade enviada do céu. ¶
“Concluída essa visão, outra grande e gloriosa visão abriu-se para nós; pois Elias, o profeta, que fora levado ao céu sem experimentar a morte, apareceu diante de nós e disse: ¶
“Eis que é chegado plenamente o tempo proferido pela boca de Malaquias — testificando que ele [Elias, o profeta] seria enviado antes que viesse o grande e terrível dia do Senhor — ¶
“Para voltar o coração dos pais para os filhos e os filhos para os pais.” (D&C 110:13–15.) ¶
O poder de Elias é o poder selador do sacerdócio pelo qual as coisas ligadas ou desligadas na terra são ligadas ou desligadas no céu. Assim, as chaves desse poder estão novamente operantes na terra e são usadas na realização de todas as ordenanças do evangelho pelos vivos e pelos mortos. ¶
Grande poder tem se manifestado a partir de montanhas. O poder físico veio do Monte Santa Helena, mas esse poder logo poderá ser subjugado e descansar pacificamente por um número indeterminado de anos. O poder espiritual que veio do Sinai em tempos antigos e os poderes restauradores de todas as eras que desceram do céu em nossos dias não serão subjugados, mas nos afetarão por todas as eternidades. ¶
Ergo minha voz em solene testemunho de que esses acontecimentos que abrangem a terra e o céu realmente ocorreram, de que o Salvador vive literalmente, e de que seu poder está investido em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Que o Senhor os abençoe, meus amigos, para que vejam, ouçam e compreendam. Por que não começar essa jornada hoje mesmo? Oro, em nome de Jesus Cristo, amém. ¶