Pulpit

Um Fundamento para a Fé no Deus Vivo

N. Eldon Tanner

Conferência Geral de Outubro de 1978·Sunday Morning Session·1978-10-01

O coro cantou tão lindamente "God of Our Fathers" no início da reunião, e a oração foi dirigida a "Nosso Pai que estás nos céus". Depois o coro cantou o hino "'Tis Sweet to Sing the Matchless Love", referindo-se a Cristo. Nesta manhã, gostaria de falar sobre Deus e sua relação com o homem. Rogo humildemente que o Espírito e as bênçãos do Senhor estejam conosco enquanto falo a vocês.

Uma simples afirmação inicial na Bíblia é: "No princípio, Deus criou os céus e a terra" (Gênesis 1:1); e nela se encontra o fundamento para a crença do homem em Deus, sua onipotência, seu amor e a razão da existência do homem neste estado mortal.

Ao continuarmos a leitura desse primeiro capítulo de Gênesis, aprendemos sobre a grande organização desta terra — a separação da luz das trevas, da terra dos céus; o surgimento da relva, da erva que dá semente, e do fruto; o aparecimento do sol, da lua e das estrelas; a criação dos peixes, das aves e dos animais. E, finalmente, "Deus criou o homem à sua imagem … macho e fêmea os criou" (Gênesis 1:1–27).

Além de ler estas e outras evidências escriturísticas da existência de Deus, quão bem realmente conhecemos a Deus, nosso Criador, e quão bem realmente compreendemos sua personalidade, características e atributos? A crença de que Deus existe é de primordial importância, mas não é tudo o que é necessário para exercer uma fé inteligente que nos conduza de volta à sua presença para a vida eterna com ele.

Além da crença na existência de Deus, precisamos saber algo sobre seu caráter e seus atributos, ou nossa fé será imperfeita e infrutífera. A fé não nos servirá de nada, a menos que esteja baseada em princípios verdadeiros. Isso é ilustrado numa história que já contei antes, sobre o encontro dos índios com os europeus quando estes começaram suas explorações no Novo Mundo. Os índios ficaram maravilhados com o poder e as qualidades explosivas da pólvora e fizeram muitas perguntas sobre como ela era produzida. Aproveitando-se da ignorância dos nativos e vendo uma oportunidade de aumentar sua riqueza por meio do engano, os europeus lhes disseram que ela vinha da semente de uma planta. Os índios acreditaram e compraram algumas sementes em troca de ouro. Plantaram a semente com cuidado e observaram-na crescer, mas, é claro, não obtiveram pólvora alguma. Por mais sincera que seja a crença de alguém num erro, isso não transformará o erro em verdade.

O mesmo ocorre com nossa crença em Deus. A menos que o conheçamos e compreendamos sua natureza e seu caráter, não podemos ter fé perfeita nele. Não havia dúvida a respeito de Deus nos tempos do Velho Testamento. Ele andou e falou com Adão e Eva, e mesmo depois da transgressão deles, eles continuaram a invocá-lo e a lhe oferecer sacrifícios. Ele lhes deu mandamentos, que eles obedeceram.

Caim e Abel aprenderam sobre Deus com os ensinamentos de seus pais, assim como por meio de revelações pessoais. Depois da aceitação da oferta de Abel e da rejeição da de Caim, seguida do crime de fratricídio cometido por Caim, Deus falou com Caim, e Caim respondeu.

Adão viveu novecentos e trinta anos, durante os quais pôde dar testemunho pessoal a oito gerações de seus descendentes, até Lameque, o pai de Noé. (Ver Gênesis 5:5–31.) Por meio de Noé e de sua família, um conhecimento de Deus, por tradição direta, foi levado além do Dilúvio; além disso, Noé manteve comunicação direta com Deus e viveu para instruir dez gerações de seus descendentes. (Ver Gênesis 6:9.) Seguiram-se Abraão, Isaque e Jacó (ou Israel), e entre os filhos de Israel Deus realizou grandes maravilhas. (Ver Gênesis 17:1; Êxodo 3:15.)

Ele se deu a conhecer por vários meios de comunicação a Moisés, que chegou a contemplar a "semelhança" de Deus (ver Números 12:8); e este relato de comunicação direta foi preservado por Israel através de todas as gerações.

Além da história e da tradição, a razão humana declara a existência de Deus. Encontramos isso confirmado na natureza ao nosso redor. Cito o Élder James E. Talmage, um respeitado cientista de sua época:

"O observador é impressionado pela ordem e pelo sistema manifestos na criação; ele nota a sucessão regular do dia e da noite, proporcionando períodos alternados de trabalho e descanso para o homem, os animais e as plantas; a sequência das estações, cada uma com seus mais longos períodos de atividade e recuperação; a mútua dependência entre animais e plantas; a circulação da água do mar para a nuvem, da nuvem novamente para a terra, com efeito benéfico. À medida que o homem procede a um exame mais detido das coisas, ele descobre que, por meio do estudo e da investigação científica, essas provas se multiplicam muitas vezes. Ele pode aprender sobre as leis pelas quais a terra e os mundos a ela associados são governados em suas órbitas; pelas quais os satélites são mantidos subordinados aos planetas, e os planetas aos sóis; ele pode contemplar as maravilhas da anatomia vegetal e animal, e o mecanismo incomparável de seu próprio corpo; e, à medida que esses apelos à sua razão aumentam a cada passo, seu espanto quanto a quem ordenou tudo isso dá lugar à adoração pelo Criador, cuja presença e poder são assim tão vigorosamente proclamados; e o observador se torna um adorador." (The Articles of Faith, 42ª ed., Salt Lake City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1961, pp. 32–33.)

Com todas essas evidências, é difícil entender como alguns podem duvidar da própria existência de Deus. As primeiras escrituras não procuram demonstrar a existência de Deus, nem argumentar sobre os sofismas do ateísmo; assim, parece que os erros da dúvida se infiltraram em época posterior. Com a morte de Cristo e dos apóstolos, e durante o período de apostasia em que a revelação cessou, a doutrina simples, consistente e autêntica sobre o caráter e os atributos de Deus tornou-se distorcida, e surgiram numerosas teorias e dogmas de homens, muitos dos quais totalmente místicos e incompreensíveis.

Buscando pôr fim às muitas discordâncias e disputas a respeito da Divindade que eram então predominantes, o imperador Constantino, no ano 325 d.C., convocou o Concílio de Niceia para que aquele corpo elaborasse "uma declaração de … crença que seria aceita como autoritativa". Esse concílio produziu o que se conhece como Credo Niceno, seguido, algum tempo depois, pelo Credo Atanasiano, que diz em parte:

"Adoramos um Deus em Trindade, e a Trindade em Unidade, sem confundir as pessoas, nem dividir a substância. Pois há uma pessoa do Pai, outra do Filho e outra do Espírito Santo. Mas a Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só; a glória igual, a majestade coeterna. Tal como é o Pai, assim é o Filho, e assim é o Espírito Santo. O Pai incriado, o Filho incriado, e o Espírito Santo incriado. O Pai incompreensível, o Filho incompreensível, e o Espírito Santo incompreensível. O Pai eterno, o Filho eterno, e o Espírito Santo eterno. E, contudo, não há três eternos, mas um eterno. Assim como também não há três incompreensíveis, nem três incriados; mas um incriado, e um incompreensível. Da mesma forma, o Pai é Todo-Poderoso, o Filho é Todo-Poderoso, e o Espírito Santo é Todo-Poderoso; e, contudo, não há três Todo-Poderosos, mas um Todo-Poderoso. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus, e, contudo, não há três Deuses, mas um Deus." (Talmage, The Articles of Faith, pp. 47–48.)

O Élder Talmage disse: "Seria difícil conceber um número maior de inconsistências e contradições expressas em tão poucas palavras" (Articles of Faith, p. 48). E, para muitos, Deus é exatamente esse mistério, e igualmente incompreensível.

Nestes últimos dias, Deus novamente se revelou ao homem, como fez nos tempos antigos. As profecias bíblicas predizem um afastamento do evangelho verdadeiro, ou uma apostasia, e também uma restauração, incluindo a maneira pela qual ela deveria ocorrer. Esse grande acontecimento de fato ocorreu quando o Pai e o Filho apareceram ao Profeta Joseph Smith, que em sua geração pôde e testificou que eram dois seres separados, e que um deles disse, apontando para o outro: "Este é Meu Filho Amado! Ouve-O!" (Joseph Smith—História 1:17.)

Quando ele relatou sua visão, os incrédulos zombaram, ridicularizaram e o perseguiram, e ele disse que se sentiu muito como Paulo quando fez sua defesa diante do rei Agripa. (Ver Joseph Smith—História 1:21–24.)

"Ele tivera uma visão, sabia que tivera, e toda a perseguição debaixo do céu não poderia fazer com que fosse diferente."

Joseph disse:

"Assim aconteceu comigo. … Fui levado a dizer em meu coração: Por que me perseguem por dizer a verdade? Eu realmente vi uma visão; e quem sou eu para poder resistir a Deus? Ou por que o mundo pensa fazer-me negar o que realmente vi? Pois eu vira uma visão; eu sabia que a tinha visto e sabia que Deus sabia que eu a tinha visto, e eu não podia negá-la, nem tampouco ousava fazê-lo; ao menos, sabia que, fazendo-o, ofenderia a Deus e cairia em condenação." (Joseph Smith—História 1:25.)

Mais tarde, por meio de mensageiros celestiais, Joseph Smith foi instruído a respeito do restabelecimento da Igreja de Jesus Cristo com a mesma organização que existia na igreja primitiva que Cristo organizou enquanto esteve na terra, com apóstolos, profetas, etc. Conforme predito por antigos profetas, outras escrituras vieram à luz, novas revelações foram dadas, e a restauração do evangelho foi anunciada por todos os que aguardavam o cumprimento da profecia.

Logo após a organização da Igreja em 1830, Joseph Smith preparou treze declarações que se tornaram conhecidas como as Regras de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A primeira delas diz o seguinte:

"Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo."

Por meio da revelação e das escrituras, sabemos que esses três são indivíduos separados, fisicamente distintos uns dos outros. Está registrado que, quando o Salvador foi batizado, João reconheceu o sinal do Espírito Santo, viu Jesus na carne e ouviu a voz do Pai. Cada personagem da Divindade se manifestou separadamente (ver Mateus 3:13–17). Mais tarde, o Salvador definiu separadamente os três membros da Divindade quando disse a seus discípulos que, quando ele os deixasse, o Pai enviaria um consolador, que é o Espírito Santo (ver João 14:26).

Cada membro dessa trindade é chamado Deus, e juntos constituem a Divindade. Como indicado, são três seres separados, mas são um em propósito, e Jesus repetidamente testificou da unidade existente entre os três.

Àqueles que questionam ou não compreendem, quero assegurar que toda alma humana pode receber esse testemunho pessoal. Deus talvez não venha em pessoa, como fez a Joseph Smith e a outros; mas, pelo poder do Espírito Santo, pelo qual toda verdade é discernida, toda pessoa pode obter, por si mesma, o conhecimento de que Deus vive, de que Jesus Cristo é o Filho do Pai, e de que ele veio e habitou entre os homens para lhes dar o plano de vida e salvação.

Recentemente eu estava lendo um discurso proferido em setembro de 1919 pelo Presidente Heber J. Grant, o sétimo presidente da Igreja. Ele falou sobre a leitura de um livro intitulado The Young Man and the World, escrito pelo senador Albert J. Beveridge. Num capítulo chamado "The Young Man and the Pulpit", o Sr. Beveridge disse, segundo o Presidente Grant, que "qualquer homem que sobe ao púlpito para pregar, se não estiver convertido no íntimo de seu coração à verdade daquilo que prega, comete um sacrilégio cada vez que se levanta em seu púlpito".

Então o Sr. Beveridge disse: "Certo homem, com boas oportunidades de obter respostas corretas, durante todo um verão de férias fez três perguntas a todos os ministros com quem teve contato. A primeira pergunta era: 'O senhor crê em Deus, o Pai — Deus, uma pessoa — Deus, uma inteligência definida e tangível — não um amontoado de leis flutuando como uma névoa pelo universo — mas Deus, uma pessoa à imagem de quem o senhor foi feito? Não discuta; não explique; mas sua mente está numa condição em que possa responder sim ou não?' Nenhum ministro respondeu 'Sim'. …

A pergunta seguinte no livro do senador Beveridge era: "'Sim ou não, o senhor crê que Cristo era o Filho do Deus Vivo, enviado por Ele para salvar o mundo … , que Cristo era o próprio Filho de Deus, com uma missão divinamente designada e definida, morrendo na cruz e ressuscitado dos mortos — sim ou não?' Nenhum ministro respondeu 'Sim'."

A terceira pergunta era: "'O senhor crê que, quando morrer, viverá novamente como inteligência consciente, sabendo quem é e quem são as outras pessoas? Responda sim ou não.' Nenhum respondeu 'Sim'."

O Presidente Grant prosseguiu explicando, como hoje também podemos fazer, que todo santo dos últimos dias — homem, mulher e criança — que tenha estudado as escrituras e que tenha o desejo de conhecer a Deus e seu plano de vida e salvação poderia responder "Sim" às três perguntas. (In Conference Report, out. de 1919, pp. 27–28.)

Nós sabemos que tivemos uma pré-existência, que estamos aqui na mortalidade para provarmos a nós mesmos dignos de voltar à presença de nosso Pai Celestial e ali desfrutar da vida eterna.

Isso nos traz a outro artigo de nossa fé, que declara:

"Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade poderá ser salva, mediante obediência às leis e ordenanças do Evangelho" (Regras de Fé 1:3).

Essa declaração é esclarecida numa revelação ao Profeta Joseph Smith, registrada na septuagésima sexta seção de Doutrina e Convênios:

"E este é o evangelho, as alegres novas, que a voz do céu nos testificou —

"Que ele veio ao mundo, sim, Jesus, para ser crucificado pelo mundo e para tomar sobre si os pecados do mundo e para santificar o mundo e purificá-lo de toda iniquidade." (D&C 76:40–41.)

A Expiação e a redenção foram ensinadas por Paulo, que disse, escrevendo aos coríntios:

"Se tão-somente nesta vida esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais miseráveis.

"Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.

"Porque, assim como pela morte veio pelo homem, também pela morte dos homens veio a ressurreição dos mortos.

"Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados." (1 Coríntios 15:19–22.)

Cristo disse:

"Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida, para tornar a tomá-la.

"Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (João 10:17–18.)

Em outra ocasião, ele disse:

"Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu também ao Filho ter a vida em si mesmo;

"E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem.

"Não vos maravilheis disso; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz,

"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação." (João 5:26–29.)

Lembramo-nos das palavras de Jesus a Marta, quando ela lhe contou da morte de seu irmão:

"Eu sou a ressurreição, e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

"E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá." (João 11:25–26.)

Numa gloriosa promessa, lindamente expressa, o Salvador declarou:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3:16–17.)

Por meio destas escrituras, podemos ver claramente a importância de compreendermos exatamente o que é a Expiação e qual é nossa responsabilidade em relação a ela. Aprendemos que a Expiação é para todos — que todos ressuscitarão da sepultura. Passaremos pela ressurreição da vida ou pela ressurreição da condenação. Está claramente declarado que devemos crer em Jesus Cristo, segui-lo e guardar seus mandamentos.

Pode haver alguns que se sintam tão sobrecarregados de culpa por transgressões do passado que perderam a esperança; e pode haver alguns que sintam que o tempo já passou demais para que possam mudar o rumo de sua vida. A todos, o plano do evangelho dá encorajamento e esperança de uma gloriosa ressurreição e vida eterna com Deus, por meio do princípio do arrependimento. O apelo do Salvador ao longo de seu ministério foi: "Arrependei-vos, e sede batizados, e vinde a mim." O arrependimento inclui o reconhecimento dos próprios pecados, uma confissão e um abandono. As recompensas por aceitarmos e vivermos os ensinamentos de Jesus Cristo excederão de longe as riquezas da terra, à medida que ajuntarmos para nós tesouros no céu.

Como testemunha especial de Cristo, presto meu solene testemunho de que Deus vive; de que somos seus filhos espirituais; de que Jesus Cristo é seu Filho Unigênito na carne, e é o Salvador de todos nós; de que "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16); e de que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode desfrutar da vida eterna mediante obediência às leis e ordenanças do evangelho.

Presto ainda testemunho de que o evangelho em sua plenitude foi restaurado nestes últimos dias; de que esta igreja, sob a direção de Jesus Cristo, é liderada por um profeta de Deus, mesmo Spencer W. Kimball. Que todos aceitemos o evangelho de Jesus Cristo e assim vivamos, para desfrutarmos da vida eterna com Deus, humildemente rogo em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoN. Eldon Tanner, “Um Fundamento para a Fé no Deus Vivo”, Conferência Geral de Outubro de 1978, Sunday Morning Session (1978-10-01). Pulpit Vault, 1978-10-tanner-a-basis-for-faith-in-the-living-god. Tradução desta edição, por método de glossário, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).