Um Fundamento para a Fé no Deus Vivo
N. Eldon Tanner
O coro cantou tão lindamente "God of Our Fathers" no início da reunião, e a oração foi dirigida a "Nosso Pai que estás nos céus". Depois o coro cantou o hino "'Tis Sweet to Sing the Matchless Love", referindo-se a Cristo. Nesta manhã, gostaria de falar sobre Deus e sua relação com o homem. Rogo humildemente que o Espírito e as bênçãos do Senhor estejam conosco enquanto falo a vocês. ¶
Uma simples afirmação inicial na Bíblia é: "No princípio, Deus criou os céus e a terra" (Gênesis 1:1); e nela se encontra o fundamento para a crença do homem em Deus, sua onipotência, seu amor e a razão da existência do homem neste estado mortal. ¶
Ao continuarmos a leitura desse primeiro capítulo de Gênesis, aprendemos sobre a grande organização desta terra — a separação da luz das trevas, da terra dos céus; o surgimento da relva, da erva que dá semente, e do fruto; o aparecimento do sol, da lua e das estrelas; a criação dos peixes, das aves e dos animais. E, finalmente, "Deus criou o homem à sua imagem … macho e fêmea os criou" (Gênesis 1:1–27). ¶
Além de ler estas e outras evidências escriturísticas da existência de Deus, quão bem realmente conhecemos a Deus, nosso Criador, e quão bem realmente compreendemos sua personalidade, características e atributos? A crença de que Deus existe é de primordial importância, mas não é tudo o que é necessário para exercer uma fé inteligente que nos conduza de volta à sua presença para a vida eterna com ele. ¶
Além da crença na existência de Deus, precisamos saber algo sobre seu caráter e seus atributos, ou nossa fé será imperfeita e infrutífera. A fé não nos servirá de nada, a menos que esteja baseada em princípios verdadeiros. Isso é ilustrado numa história que já contei antes, sobre o encontro dos índios com os europeus quando estes começaram suas explorações no Novo Mundo. Os índios ficaram maravilhados com o poder e as qualidades explosivas da pólvora e fizeram muitas perguntas sobre como ela era produzida. Aproveitando-se da ignorância dos nativos e vendo uma oportunidade de aumentar sua riqueza por meio do engano, os europeus lhes disseram que ela vinha da semente de uma planta. Os índios acreditaram e compraram algumas sementes em troca de ouro. Plantaram a semente com cuidado e observaram-na crescer, mas, é claro, não obtiveram pólvora alguma. Por mais sincera que seja a crença de alguém num erro, isso não transformará o erro em verdade. ¶
O mesmo ocorre com nossa crença em Deus. A menos que o conheçamos e compreendamos sua natureza e seu caráter, não podemos ter fé perfeita nele. Não havia dúvida a respeito de Deus nos tempos do Velho Testamento. Ele andou e falou com Adão e Eva, e mesmo depois da transgressão deles, eles continuaram a invocá-lo e a lhe oferecer sacrifícios. Ele lhes deu mandamentos, que eles obedeceram. ¶
Caim e Abel aprenderam sobre Deus com os ensinamentos de seus pais, assim como por meio de revelações pessoais. Depois da aceitação da oferta de Abel e da rejeição da de Caim, seguida do crime de fratricídio cometido por Caim, Deus falou com Caim, e Caim respondeu. ¶
Adão viveu novecentos e trinta anos, durante os quais pôde dar testemunho pessoal a oito gerações de seus descendentes, até Lameque, o pai de Noé. (Ver Gênesis 5:5–31.) Por meio de Noé e de sua família, um conhecimento de Deus, por tradição direta, foi levado além do Dilúvio; além disso, Noé manteve comunicação direta com Deus e viveu para instruir dez gerações de seus descendentes. (Ver Gênesis 6:9.) Seguiram-se Abraão, Isaque e Jacó (ou Israel), e entre os filhos de Israel Deus realizou grandes maravilhas. (Ver Gênesis 17:1; Êxodo 3:15.) ¶
Ele se deu a conhecer por vários meios de comunicação a Moisés, que chegou a contemplar a "semelhança" de Deus (ver Números 12:8); e este relato de comunicação direta foi preservado por Israel através de todas as gerações. ¶
Além da história e da tradição, a razão humana declara a existência de Deus. Encontramos isso confirmado na natureza ao nosso redor. Cito o Élder James E. Talmage, um respeitado cientista de sua época: ¶
"O observador é impressionado pela ordem e pelo sistema manifestos na criação; ele nota a sucessão regular do dia e da noite, proporcionando períodos alternados de trabalho e descanso para o homem, os animais e as plantas; a sequência das estações, cada uma com seus mais longos períodos de atividade e recuperação; a mútua dependência entre animais e plantas; a circulação da água do mar para a nuvem, da nuvem novamente para a terra, com efeito benéfico. À medida que o homem procede a um exame mais detido das coisas, ele descobre que, por meio do estudo e da investigação científica, essas provas se multiplicam muitas vezes. Ele pode aprender sobre as leis pelas quais a terra e os mundos a ela associados são governados em suas órbitas; pelas quais os satélites são mantidos subordinados aos planetas, e os planetas aos sóis; ele pode contemplar as maravilhas da anatomia vegetal e animal, e o mecanismo incomparável de seu próprio corpo; e, à medida que esses apelos à sua razão aumentam a cada passo, seu espanto quanto a quem ordenou tudo isso dá lugar à adoração pelo Criador, cuja presença e poder são assim tão vigorosamente proclamados; e o observador se torna um adorador." (The Articles of Faith, 42ª ed., Salt Lake City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1961, pp. 32–33.) ¶
Com todas essas evidências, é difícil entender como alguns podem duvidar da própria existência de Deus. As primeiras escrituras não procuram demonstrar a existência de Deus, nem argumentar sobre os sofismas do ateísmo; assim, parece que os erros da dúvida se infiltraram em época posterior. Com a morte de Cristo e dos apóstolos, e durante o período de apostasia em que a revelação cessou, a doutrina simples, consistente e autêntica sobre o caráter e os atributos de Deus tornou-se distorcida, e surgiram numerosas teorias e dogmas de homens, muitos dos quais totalmente místicos e incompreensíveis. ¶
Buscando pôr fim às muitas discordâncias e disputas a respeito da Divindade que eram então predominantes, o imperador Constantino, no ano 325 d.C., convocou o Concílio de Niceia para que aquele corpo elaborasse "uma declaração de … crença que seria aceita como autoritativa". Esse concílio produziu o que se conhece como Credo Niceno, seguido, algum tempo depois, pelo Credo Atanasiano, que diz em parte: ¶
"Adoramos um Deus em Trindade, e a Trindade em Unidade, sem confundir as pessoas, nem dividir a substância. Pois há uma pessoa do Pai, outra do Filho e outra do Espírito Santo. Mas a Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só; a glória igual, a majestade coeterna. Tal como é o Pai, assim é o Filho, e assim é o Espírito Santo. O Pai incriado, o Filho incriado, e o Espírito Santo incriado. O Pai incompreensível, o Filho incompreensível, e o Espírito Santo incompreensível. O Pai eterno, o Filho eterno, e o Espírito Santo eterno. E, contudo, não há três eternos, mas um eterno. Assim como também não há três incompreensíveis, nem três incriados; mas um incriado, e um incompreensível. Da mesma forma, o Pai é Todo-Poderoso, o Filho é Todo-Poderoso, e o Espírito Santo é Todo-Poderoso; e, contudo, não há três Todo-Poderosos, mas um Todo-Poderoso. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus, e, contudo, não há três Deuses, mas um Deus." (Talmage, The Articles of Faith, pp. 47–48.) ¶
O Élder Talmage disse: "Seria difícil conceber um número maior de inconsistências e contradições expressas em tão poucas palavras" (Articles of Faith, p. 48). E, para muitos, Deus é exatamente esse mistério, e igualmente incompreensível. ¶
Nestes últimos dias, Deus novamente se revelou ao homem, como fez nos tempos antigos. As profecias bíblicas predizem um afastamento do evangelho verdadeiro, ou uma apostasia, e também uma restauração, incluindo a maneira pela qual ela deveria ocorrer. Esse grande acontecimento de fato ocorreu quando o Pai e o Filho apareceram ao Profeta Joseph Smith, que em sua geração pôde e testificou que eram dois seres separados, e que um deles disse, apontando para o outro: "Este é Meu Filho Amado! Ouve-O!" (Joseph Smith—História 1:17.) ¶
Quando ele relatou sua visão, os incrédulos zombaram, ridicularizaram e o perseguiram, e ele disse que se sentiu muito como Paulo quando fez sua defesa diante do rei Agripa. (Ver Joseph Smith—História 1:21–24.) ¶
"Ele tivera uma visão, sabia que tivera, e toda a perseguição debaixo do céu não poderia fazer com que fosse diferente." ¶
Joseph disse: ¶
"Assim aconteceu comigo. … Fui levado a dizer em meu coração: Por que me perseguem por dizer a verdade? Eu realmente vi uma visão; e quem sou eu para poder resistir a Deus? Ou por que o mundo pensa fazer-me negar o que realmente vi? Pois eu vira uma visão; eu sabia que a tinha visto e sabia que Deus sabia que eu a tinha visto, e eu não podia negá-la, nem tampouco ousava fazê-lo; ao menos, sabia que, fazendo-o, ofenderia a Deus e cairia em condenação." (Joseph Smith—História 1:25.) ¶
Mais tarde, por meio de mensageiros celestiais, Joseph Smith foi instruído a respeito do restabelecimento da Igreja de Jesus Cristo com a mesma organização que existia na igreja primitiva que Cristo organizou enquanto esteve na terra, com apóstolos, profetas, etc. Conforme predito por antigos profetas, outras escrituras vieram à luz, novas revelações foram dadas, e a restauração do evangelho foi anunciada por todos os que aguardavam o cumprimento da profecia. ¶
Logo após a organização da Igreja em 1830, Joseph Smith preparou treze declarações que se tornaram conhecidas como as Regras de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A primeira delas diz o seguinte: ¶
"Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo." ¶
Por meio da revelação e das escrituras, sabemos que esses três são indivíduos separados, fisicamente distintos uns dos outros. Está registrado que, quando o Salvador foi batizado, João reconheceu o sinal do Espírito Santo, viu Jesus na carne e ouviu a voz do Pai. Cada personagem da Divindade se manifestou separadamente (ver Mateus 3:13–17). Mais tarde, o Salvador definiu separadamente os três membros da Divindade quando disse a seus discípulos que, quando ele os deixasse, o Pai enviaria um consolador, que é o Espírito Santo (ver João 14:26). ¶
Cada membro dessa trindade é chamado Deus, e juntos constituem a Divindade. Como indicado, são três seres separados, mas são um em propósito, e Jesus repetidamente testificou da unidade existente entre os três. ¶
Àqueles que questionam ou não compreendem, quero assegurar que toda alma humana pode receber esse testemunho pessoal. Deus talvez não venha em pessoa, como fez a Joseph Smith e a outros; mas, pelo poder do Espírito Santo, pelo qual toda verdade é discernida, toda pessoa pode obter, por si mesma, o conhecimento de que Deus vive, de que Jesus Cristo é o Filho do Pai, e de que ele veio e habitou entre os homens para lhes dar o plano de vida e salvação. ¶
Recentemente eu estava lendo um discurso proferido em setembro de 1919 pelo Presidente Heber J. Grant, o sétimo presidente da Igreja. Ele falou sobre a leitura de um livro intitulado The Young Man and the World, escrito pelo senador Albert J. Beveridge. Num capítulo chamado "The Young Man and the Pulpit", o Sr. Beveridge disse, segundo o Presidente Grant, que "qualquer homem que sobe ao púlpito para pregar, se não estiver convertido no íntimo de seu coração à verdade daquilo que prega, comete um sacrilégio cada vez que se levanta em seu púlpito". ¶
Então o Sr. Beveridge disse: "Certo homem, com boas oportunidades de obter respostas corretas, durante todo um verão de férias fez três perguntas a todos os ministros com quem teve contato. A primeira pergunta era: 'O senhor crê em Deus, o Pai — Deus, uma pessoa — Deus, uma inteligência definida e tangível — não um amontoado de leis flutuando como uma névoa pelo universo — mas Deus, uma pessoa à imagem de quem o senhor foi feito? Não discuta; não explique; mas sua mente está numa condição em que possa responder sim ou não?' Nenhum ministro respondeu 'Sim'. … ¶
A pergunta seguinte no livro do senador Beveridge era: "'Sim ou não, o senhor crê que Cristo era o Filho do Deus Vivo, enviado por Ele para salvar o mundo … , que Cristo era o próprio Filho de Deus, com uma missão divinamente designada e definida, morrendo na cruz e ressuscitado dos mortos — sim ou não?' Nenhum ministro respondeu 'Sim'." ¶
A terceira pergunta era: "'O senhor crê que, quando morrer, viverá novamente como inteligência consciente, sabendo quem é e quem são as outras pessoas? Responda sim ou não.' Nenhum respondeu 'Sim'." ¶
O Presidente Grant prosseguiu explicando, como hoje também podemos fazer, que todo santo dos últimos dias — homem, mulher e criança — que tenha estudado as escrituras e que tenha o desejo de conhecer a Deus e seu plano de vida e salvação poderia responder "Sim" às três perguntas. (In Conference Report, out. de 1919, pp. 27–28.) ¶
Nós sabemos que tivemos uma pré-existência, que estamos aqui na mortalidade para provarmos a nós mesmos dignos de voltar à presença de nosso Pai Celestial e ali desfrutar da vida eterna. ¶
Isso nos traz a outro artigo de nossa fé, que declara: ¶
"Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade poderá ser salva, mediante obediência às leis e ordenanças do Evangelho" (Regras de Fé 1:3). ¶
Essa declaração é esclarecida numa revelação ao Profeta Joseph Smith, registrada na septuagésima sexta seção de Doutrina e Convênios: ¶
"E este é o evangelho, as alegres novas, que a voz do céu nos testificou — ¶
"Que ele veio ao mundo, sim, Jesus, para ser crucificado pelo mundo e para tomar sobre si os pecados do mundo e para santificar o mundo e purificá-lo de toda iniquidade." (D&C 76:40–41.) ¶
A Expiação e a redenção foram ensinadas por Paulo, que disse, escrevendo aos coríntios: ¶
"Se tão-somente nesta vida esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais miseráveis. ¶
"Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. ¶
"Porque, assim como pela morte veio pelo homem, também pela morte dos homens veio a ressurreição dos mortos. ¶
"Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados." (1 Coríntios 15:19–22.) ¶
Cristo disse: ¶
"Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida, para tornar a tomá-la. ¶
"Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (João 10:17–18.) ¶
Em outra ocasião, ele disse: ¶
"Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu também ao Filho ter a vida em si mesmo; ¶
"E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem. ¶
"Não vos maravilheis disso; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz, ¶
"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação." (João 5:26–29.) ¶
Lembramo-nos das palavras de Jesus a Marta, quando ela lhe contou da morte de seu irmão: ¶
"Eu sou a ressurreição, e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ¶
"E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá." (João 11:25–26.) ¶
Numa gloriosa promessa, lindamente expressa, o Salvador declarou: ¶
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ¶
"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3:16–17.) ¶
Por meio destas escrituras, podemos ver claramente a importância de compreendermos exatamente o que é a Expiação e qual é nossa responsabilidade em relação a ela. Aprendemos que a Expiação é para todos — que todos ressuscitarão da sepultura. Passaremos pela ressurreição da vida ou pela ressurreição da condenação. Está claramente declarado que devemos crer em Jesus Cristo, segui-lo e guardar seus mandamentos. ¶
Pode haver alguns que se sintam tão sobrecarregados de culpa por transgressões do passado que perderam a esperança; e pode haver alguns que sintam que o tempo já passou demais para que possam mudar o rumo de sua vida. A todos, o plano do evangelho dá encorajamento e esperança de uma gloriosa ressurreição e vida eterna com Deus, por meio do princípio do arrependimento. O apelo do Salvador ao longo de seu ministério foi: "Arrependei-vos, e sede batizados, e vinde a mim." O arrependimento inclui o reconhecimento dos próprios pecados, uma confissão e um abandono. As recompensas por aceitarmos e vivermos os ensinamentos de Jesus Cristo excederão de longe as riquezas da terra, à medida que ajuntarmos para nós tesouros no céu. ¶
Como testemunha especial de Cristo, presto meu solene testemunho de que Deus vive; de que somos seus filhos espirituais; de que Jesus Cristo é seu Filho Unigênito na carne, e é o Salvador de todos nós; de que "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16); e de que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode desfrutar da vida eterna mediante obediência às leis e ordenanças do evangelho. ¶
Presto ainda testemunho de que o evangelho em sua plenitude foi restaurado nestes últimos dias; de que esta igreja, sob a direção de Jesus Cristo, é liderada por um profeta de Deus, mesmo Spencer W. Kimball. Que todos aceitemos o evangelho de Jesus Cristo e assim vivamos, para desfrutarmos da vida eterna com Deus, humildemente rogo em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶