Pulpit

Vinde: Que Israel Edifique Sião

Bruce R. McConkie

Conferência Geral de Abril de 1977·Welfare Services Session·1977-04-01

Estamos em meio a um período de mudança e realinhamento no que diz respeito a uma das doutrinas básicas da Restauração.

Fomos orientados, nos dias de Joseph Smith, a fazer uma coisa com relação ao ajuntamento de Israel e à edificação de Sião. Hoje somos aconselhados a nos afastarmos do passado e a fazer algo inteiramente diferente.

Conosco é, de certa forma, como foi com os discípulos na meridiana dos tempos — Jesus primeiro lhes ordenou que pregassem o evangelho somente às ovelhas perdidas da casa de Israel; foi-lhes proibido levar a mensagem da salvação aos gentios. Depois Ele inverteu essa direção e lhes ordenou que fossem por todo o mundo e pregassem o evangelho a toda criatura, judeus e gentios igualmente.

Como mostra o relato do Novo Testamento, houve um período de cerca de um quarto de século no qual os primeiros santos — Pedro, Paulo, Tiago, os Doze e todos os principais Irmãos inclusive — lutaram para compreender o novo decreto, o decreto que lhes revelou que outros, além do povo escolhido de Israel, tinham direito às bênçãos do evangelho, e que os gentios eram candidatos iguais à salvação, junto com eles.

Algo semelhante a isso está acontecendo na Igreja hoje. Desde a vinda de Moisés a Joseph Smith e Oliver Cowdery, no dia três de abril de 1836, no Templo de Kirtland, desde a confirmação, por aquele santo profeta, sobre homens mortais, das chaves do ajuntamento de Israel e da condução das dez tribos da terra do norte, temos usado nossos talentos, meios e forças para recuperar o remanescente daquela nação outrora favorecida.

Considerável êxito tem acompanhado nossos labores; edificamos a santa casa do Senhor no cume dos montes; e todas as nações começaram a afluir a ela. Mensageiros velozes têm ido de nação em nação, buscando as ovelhas perdidas de Israel e convidando-as a virem "ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó," para que sejam ensinadas em Seus caminhos e andem em Suas veredas, em preparação para o grande dia em que "de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor." (Isaías 2:3.) Muitos da casa de Efraim têm sido ajuntados, e, no devido tempo, os das outras tribos virão para receber suas bênçãos, "e serão coroados de glória, sim, em Sião, pelas mãos dos servos do Senhor, os filhos de Efraim." (D&C 133:32.)

Ora, se aqueles de nós que foram novamente ajuntados ao aprisco de Israel hão de desempenhar o papel que nos foi designado no drama eterno do Senhor a respeito de Seu povo, precisamos saber que algumas coisas relativas ao ajuntamento de Israel são passadas, algumas são presentes, e outras ainda são futuras. Não devemos lutar por um quarto de século, mais ou menos, tentando determinar, como fizeram os santos do Novo Testamento numa situação análoga, que papel devemos desempenhar na edificação de Sião.

O ajuntamento de Israel e o estabelecimento de Sião nos últimos dias divide-se em três períodos ou fases. A primeira fase é passada; vivemos agora a segunda fase; e a terceira está por vir. As profecias falam de todas elas. Se não dividirmos corretamente a palavra de Deus, segundo a expressão de Paulo, enfrentaremos confusão e incerteza. Se, por outro lado, vislumbrarmos corretamente nosso papel próprio e soubermos o que deve ser feito hoje, poderemos então usar nosso tempo, nossos talentos e nossos meios da melhor forma possível, na edificação do reino e na preparação de um povo para a segunda vinda do Filho do Homem.

As três fases desta grande obra dos últimos dias são as seguintes:

Fase I — Desde a Primeira Visão, o estabelecimento do reino em 6 de abril de 1830, e a vinda de Moisés em 3 de abril de 1836, até o estabelecimento seguro da Igreja nos Estados Unidos e no Canadá, um período de cerca de 125 anos.

Fase II — Desde a criação de estacas de Sião em áreas ultramarinas, começando na década de 1950, até a segunda vinda do Filho do Homem, um período de duração desconhecida.

Fase III — Desde a segunda vinda de nosso Senhor até que o reino seja aperfeiçoado e o conhecimento de Deus cubra a terra como as águas cobrem o mar, e desde então até o fim do Milênio, um período de mil anos.

Vivemos na era da restauração. Pedro a chama de "os tempos da restituição," significando o período ou tempo na história da terra em que aquilo que outrora existiu será restaurado em toda a sua glória e perfeição original. Ele diz que as coisas a serem restauradas incluem "todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio do mundo." (Atos 3:21.) E há poucas coisas das quais os profetas de Israel falaram com mais fervor e zelo do que o ajuntamento dos últimos dias da casa de Jacó e o papel que aquele povo favorecido desempenhará na edificação de Sião novamente na terra.

Muitas coisas já foram restauradas, e muitas ainda estão por restaurar. Israel tem sido ajuntado em parte, mas, em muitos aspectos, a maior parte do ajuntamento de Israel ainda está por vir. Os alicerces de Sião foram lançados, mas a prometida Cidade da Santidade ainda está por construir. Já fizemos algumas das coisas destinadas a se cumprirem nesta dispensação; estamos agora empenhados em fazer justamente as coisas reservadas para o nosso tempo; e há muitas coisas ainda por fazer, por nossos filhos e netos e por todos aqueles que edificarão sobre o alicerce que agora estamos lançando.

Em vista desses princípios, e para que os membros da Igreja que vivem fora dos Estados Unidos e do Canadá soubessem por que agora são aconselhados a permanecer em suas próprias nações e não se ajuntarem a uma Sião americana, proferi o seguinte discurso na Conferência de Área de Lima, no Peru:

Somos gratos, além de qualquer medida de expressão, pelo excelente trabalho que está sendo realizado pela Igreja aqui na América do Sul. Estendemos nosso elevado reconhecimento aos nobres homens que servem como Representantes Regionais dos Doze, como presidentes de estaca, como bispos e em outros cargos de responsabilidade nas estacas e alas. Sentimos que um alicerce foi lançado para grande progresso e desenvolvimento. Prevemos um dia em que a Igreja será uma influência muito substancial em todas essas grandes nações. É motivo de grande satisfação que estacas de Sião tenham sido organizadas aqui. Esperamos ver as estacas aumentarem em número e em eficácia.

Falarei do ajuntamento de Israel e da edificação de Sião nos últimos dias. Como todos sabemos, o Senhor espalhou Israel entre todas as nações da terra porque O abandonaram e quebraram Seus mandamentos. Como também sabemos, Ele está agora ajuntando as ovelhas perdidas de Israel e lhes impondo a obrigação de edificar Sua Sião dos últimos dias.

Esse ajuntamento de Israel e essa edificação de Sião nos últimos dias ocorrem em etapas. A primeira parte da obra, que envolvia o ajuntamento nos Estados Unidos e a edificação de estacas de Sião na América do Norte, já foi realizada. Estamos agora empenhados em ajuntar Israel dentro das várias nações da terra e em estabelecer estacas de Sião até os confins da terra. Esta é a obra que agora avança em todas as nações da América do Sul, e da qual falarei agora.

Pela boca de um profeta antigo, e dos lábios de alguém que viveu há três mil anos, o Senhor nos enviou uma mensagem. O santo homem da antiguidade, que falou movido pelo Espírito Santo, disse estas palavras: "Isso se escreverá para a geração futura"; ela é enviada "ao povo que se criar," a um povo que "louvará ao Senhor." (Salmos 102:18.)

Somos esse povo, um povo que uma vez mais recebe revelação, um povo a quem Deus deu novamente a plenitude de Seu evangelho eterno, em consequência do que louvamos Seu santo nome para sempre.

A mensagem que nos chegou é a de que o Senhor "terás piedade de Sião, pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou." A mensagem é que "quando o Senhor edificar Sião, aparecerá na sua glória." (Salmos 102:13, 16.)

Ora, se eu puder ser devidamente guiado pelo poder do Espírito — coisa que devotamente desejo —, falarei da maneira pela qual o Senhor edificará Sião, da maneira pela qual o Senhor está tendo piedade de Sião, e do papel que se espera que desempenhemos na edificação de Sião.

Como fica claro no relato inspirado, Sião será edificada — ela obterá a perfeição e a glória que lhe pertencem — quando o Senhor aparecer em Sua glória. Ela se tornará então como outrora foi. Isso ocorrerá durante o Milênio, quando se completar a restauração de todas as coisas. Sião será aperfeiçoada depois da segunda vinda de Cristo.

Mas, enquanto isso, e a partir de agora, o Senhor nos impôs a responsabilidade de lançar o alicerce daquilo que há de ser. Fomos comissionados a preparar um povo para a segunda vinda do Filho do Homem. Fomos chamados a pregar o evangelho a toda nação, tribo, língua e povo. Fomos ordenados a lançar os alicerces de Sião e a preparar todas as coisas para o retorno dAquele que novamente coroará a Cidade Santa com Sua presença e glória. Nosso chamado a todos os homens, em toda parte, é: "Vinde a Sião, vinde a Sião, e alegrai-vos dentro de seus muros." (Hinos, n.º 81.)

Ora, o que é Sião, e onde ela será estabelecida? Sobre que terreno edificaremos seus muros? Onde colocaremos seus portões e suas torres fortes? Quem habitará dentro de seus portais? E que bênçãos repousarão sobre seus habitantes?

Verdadeiramente diz a escritura: "O Senhor ama as portas de Sião, mais do que todas as habitações de Jacó. Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus. … E de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; e o próprio Altíssimo a estabelecerá." (Salmos 87:2–3, 5.)

Sião tem sido estabelecida muitas vezes entre os homens. Desde os dias de Adão até o momento presente — sempre que o Senhor teve um povo próprio; sempre que houve os que deram ouvidos à Sua voz e guardaram Seus mandamentos; sempre que Seus santos O serviram com pleno propósito de coração — ali houve Sião.

Nosso primeiro relato bíblico relativo a Sião diz respeito a Enoque e sua cidade. Aquele profeta de fé e poder transcendentes viveu enquanto o pai Adão ainda habitava na mortalidade. Era um dia de iniquidade e maldade, um dia de trevas e rebelião, um dia de guerra e desolação, um dia que conduzia à purificação da terra pelas águas.

Enoque, porém, foi fiel. Ele "viu o Senhor" e falou com Ele "face a face," como um homem fala com outro. (Moisés 7:4.) O Senhor o enviou para clamar arrependimento ao mundo, e o comissionou a "batizar em nome do Pai e do Filho, que é cheio de graça e verdade, e do Espírito Santo, que presta testemunho do Pai e do Filho." (Moisés 7:11.) Enoque fez conversos e reuniu uma congregação de verdadeiros crentes, todos os quais se tornaram tão fiéis que "o Senhor veio habitar com seu povo e eles viveram em retidão," e foram abençoados do alto. "E o Senhor chamou seu povo Sião, porque eram unos de coração e vontade e viviam em retidão; e não havia pobres entre eles." (Moisés 7:18.)

Observem bem: Sião é pessoas; Sião são os santos de Deus; Sião são os que foram batizados; Sião são os que receberam o Espírito Santo; Sião são os que guardam os mandamentos; Sião são os justos; ou, em outras palavras, como diz nossa revelação: "Isto é Sião — os puros de coração." (D&C 97:21.)

Depois que o Senhor chamou Seu povo de Sião, a escritura diz que Enoque "edificou uma cidade que foi chamada Cidade da Santidade, sim, Sião"; que Sião "foi arrebatada ao céu," onde "Deus a recebeu em seu próprio seio"; e que "daí em diante se começou a dizer: Sião Fugiu." (Moisés 7:19, 21, 69.)

Depois que o povo do Senhor foi transladado — pois foram pessoas que foram arrebatadas ao céu, não tijolos, argamassa e pedra, pois já existem no céu moradas melhores do que os homens podem construir na terra —, depois que esses santos justos foram habitar além do véu, outros, convertendo-se e desejando a retidão, buscaram uma cidade que tem fundamentos, cujo edificador e criador é Deus, e eles também "foram arrebatados, pelos poderes do céu, a Sião." (Moisés 7:27.)

Esta mesma Sião, que foi arrebatada ao céu, retornará durante o Milênio, quando o Senhor trouxer novamente Sião; e seus habitantes se unirão à Nova Jerusalém que então será estabelecida. (Vide Moisés 7:62–63.)

Que muitas dessas verdades a respeito de Sião eram conhecidas e ensinadas no antigo Israel fica claro pelas muitas referências em Isaías, nos Salmos e em outros lugares. Isaías fez menção particular às estacas de Sião que seriam estabelecidas no dia da restauração.

Como é bem sabido, o antigo Israel foi espalhado entre todas as nações da terra porque abandonou o Senhor e adorou deuses falsos. Como também é bem sabido, o ajuntamento de Israel consiste em receber a verdade, obter novamente um verdadeiro conhecimento do Redentor e voltar ao verdadeiro rebanho do Bom Pastor. Na linguagem do Livro de Mórmon, consiste em ser "restituído à verdadeira igreja e rebanho de Deus," e então ser "coligado" e "estabelecido" em várias "terras de promissão." (2 Néfi 9:2.) "Quando tiverem conhecimento do seu Redentor, sejam novamente coligados nas terras de sua herança." (2 Néfi 6:11.)

Duas coisas são realizadas pelo ajuntamento de Israel: Primeira, aqueles que assim escolheram Cristo como seu Pastor; aqueles que tomaram sobre si o Seu nome nas águas do batismo; aqueles que buscam desfrutar de Seu Espírito aqui e agora e ser herdeiros da vida eterna no futuro — essas pessoas precisam ser ajuntadas para se fortalecerem mutuamente e se ajudarem a aperfeiçoar sua vida.

E, segunda, aqueles que buscam as maiores recompensas na eternidade precisam estar onde possam receber as bênçãos da casa do Senhor, tanto para si mesmos como por seus antepassados em Israel que morreram sem conhecimento do evangelho, mas que o teriam recebido de todo o coração, se lhes tivesse sido dada a oportunidade.

Nos primeiros dias desta dispensação, isso significava evidentemente ajuntar-se ao monte da casa do Senhor, no cume dos montes da América do Norte. Somente ali havia congregações fortes o suficiente para que os santos se fortalecessem mutuamente. Somente ali estavam os templos do Altíssimo, onde se realiza a plenitude das ordenanças da exaltação.

Contudo, nas providências dAquele que tudo sabe, nas providências dAquele que espalhou Israel e que agora está novamente ajuntando aquele povo favorecido, chegou agora o dia em que o rebanho de Cristo se estende até os confins da terra. Não estamos estabelecidos em todas as nações, mas certamente estaremos antes da segunda vinda do Filho do Homem.

Como diz o Livro de Mórmon, nos últimos dias, "os santos de Deus" serão encontrados "sobre toda a face da Terra." Também: "Os santos da igreja do Cordeiro e … o povo do convênio do Senhor" — dispersos como estão "sobre toda a face da Terra" — estarão "armados com retidão e com o poder de Deus, em grande glória." (1 Néfi 14:12, 14.)

Estamos vivendo um novo dia. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está rapidamente se tornando uma igreja mundial. As congregações de santos são agora, ou em breve serão, fortes o suficiente para apoiar e sustentar seus membros, não importa onde residam. Templos estão sendo construídos onde quer que a necessidade justifique. Podemos prever muitos templos na América do Sul, com o passar do tempo.

Estacas de Sião também estão sendo organizadas até os confins da terra. Nesse sentido, ponderemos estas verdades: uma estaca de Sião é parte de Sião. Não se pode criar uma estaca de Sião sem criar uma parte de Sião. Sião são os puros de coração; obtemos a pureza de coração pelo batismo e pela obediência. Uma estaca tem limites geográficos. Criar uma estaca é como fundar uma Cidade da Santidade. Cada estaca na terra é o lugar de ajuntamento para as ovelhas perdidas de Israel que vivem em sua área.

O lugar de ajuntamento para os peruanos está nas estacas de Sião no Peru, ou nos lugares que em breve se tornarão estacas. O lugar de ajuntamento para os chilenos está no Chile; para os bolivianos, na Bolívia; para os coreanos, na Coreia; e assim por diante, por todo o comprimento e largura da terra. Israel disperso, em cada nação, é chamado a se ajuntar ao rebanho de Cristo, às estacas de Sião, à medida que estas forem estabelecidas em suas nações.

Isaías profetizou que o Senhor: "Dias virão em que Jacó lançará raízes, e Israel florescerá e brotará, e encherão de fruto a face do mundo." A promessa do Senhor é: "e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um." (Isaías 27:6, 12.)

Isto é — Israel será ajuntado um a um, família por família, às estacas de Sião estabelecidas em todas as partes da terra, para que toda a terra seja abençoada com os frutos do evangelho.

Este é, pois, o conselho dos Irmãos: Edifiquem Sião, mas edifiquem-na na região em que Deus lhes deu nascimento e nacionalidade. Edifiquem-na onde Ele lhes deu cidadania, família e amigos. Sião está aqui na América do Sul, e os santos que compõem esta parte de Sião são e devem ser uma influência benéfica e transformadora em todas essas nações.

E saibam disto: Deus abençoará a nação que ordenar seus assuntos de modo a promover a Sua obra.

Sua obra inclui a edificação de Sião nos últimos dias. Ele nos comissionou para realizar essa obra por Ele. Os alicerces de Sião já foram lançados na América do Norte, na América do Sul, na Europa, na Ásia, no Pacífico Sul e em todos os lugares onde há estacas de Sião. Mas Sião ainda não está aperfeiçoada em nenhum desses lugares. Quando ela for aperfeiçoada, será como foi com a Sião antiga — o Senhor virá e habitará com Seu povo.

Nossa décima Regra de Fé diz: "Cremos no ajuntamento literal de Israel." Esse ajuntamento ocorre quando as ovelhas perdidas de Israel vêm para a Igreja. Ocorre quando seus pecados são lavados nas águas do batismo, de modo que, mais uma vez, tenham poder para se tornarem puros de coração; e Sião são os puros de coração.

Nossa Regra de Fé diz que "Cremos … na restauração das Dez Tribos." Isso está no futuro. Ocorrerá quando o Senhor trouxer novamente Sião, segundo as promessas.

Nossa Regra de Fé diz "que Sião (a Nova Jerusalém) será edificada neste continente [o americano]." Isso também é futuro e ocorrerá depois que o povo do Senhor tiver ganhado força, influência e poder em todas as nações para onde Ele o espalhou.

Nossa Regra de Fé diz "que Cristo reinará pessoalmente sobre a terra; e que a terra será renovada e receberá sua glória paradisíaca." Isso também é futuro, um dia que devotamente desejamos e buscamos. (Regras de Fé 1:10)

Cada um de nós pode edificar Sião em sua própria vida sendo puro de coração. E a promessa é: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." (Mateus 5:8.) Cada um de nós pode estender as fronteiras de Sião, ajuntando nossos amigos e vizinhos ao rebanho de Israel.

Estas coisas de que falamos fazem parte de um grande plano e programa do Senhor. Ele conheceu o fim desde o princípio. Ele ordenou e estabeleceu o sistema que agora está em operação. Ele espalhou Seu povo escolhido por todas as nações da terra. E agora, por Sua bondade e graça, neste, nosso dia, pela abertura dos céus, pelo ministério de santos anjos enviados de Sua presença, por Sua própria voz falando do céu, pelo derramamento do Espírito Santo — por todos esses meios —, Ele restaurou novamente a plenitude de Seu evangelho eterno. Ele nos chamou das trevas para a maravilhosa luz de Cristo. Ele nos ordenou edificar Sião de novo. Ele nos ordenou vencer o mundo. Ele nos ordenou abandonar toda coisa má. Ele nos fez Seus agentes e representantes. Ele nos comissionou a sair e encontrar as ovelhas perdidas de Israel. Ele quer que as convidemos a se ajuntar com a verdadeira Igreja e com os santos de Deus.

Esta é uma obra de grande magnitude e importância. Não há obra semelhante em todo o mundo. O evangelho do Senhor Jesus Cristo é a maior coisa no céu ou na terra. Regozijamo-nos nas gloriosas verdades do céu que recebemos. Louvamos o Senhor por Sua bondade e graça. E sabemos, dentro de nós mesmos, da verdade e da divindade dessas coisas.

Pelas revelações do Espírito Santo à minha alma, sei que esta obra em que estamos empenhados é verdadeira. Sei que a mão do Senhor está nela. Sei que o êxito acompanhará nossos labores. Virá o dia em que o conhecimento de Deus cobrirá a terra como as águas cobrem o mar. Somos o povo mais abençoado e favorecido da terra. Que Deus nos conceda a sabedoria, que Deus nos conceda o fervor e a devoção, que Deus nos conceda o zelo e o bom senso para irmos em Seu recado, vivendo nós mesmos o evangelho e salvando nossa própria alma, e oferecendo estes gloriosos princípios de salvação a Seus outros filhos. Esta é a obra do Senhor. Ela é verdadeira, e assim testifico, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoBruce R. McConkie, “Vinde: Que Israel Edifique Sião”, Conferência Geral de Abril de 1977, Welfare Services Session (1977-04-01). Pulpit Vault, 1977-04-mcconkie-come-let-israel-build-zion. Tradução desta edição, por método de glossário, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).