Pulpit

Dore M. Burton, Um Dos Assistentes...

Theodore M. Burton

1967 October General Conference·Second Day Afternoon Meeting·1967-09-30

dore M. Burton, um dos Assistentes dos Doze.

Élder Theodore M. Burton Assistente do Conselho dos Doze Meus irmãos e irmãs, desejo hoje falar-vos sobre a importância dos templos. Quando os santos de Deus se reuniram em Nauvoo, Illinois, o Senhor lhes deu uma revelação, ordenando-lhes que lhe construíssem um templo. Estas são suas palavras:

Revelação para construir um templo "E enviai mensageiros rápidos, sim, mensageiros escolhidos, e dizei-lhes:

Vinde com todo o vosso ouro e vossa prata e vossas pedras preciosas e com todas as vossas antiguidades; e todos os que tiverem conhecimento de antiguidades e estiverem dispostos a vir, que venham e tragam o álamo e a faia e o pinheiro, junto com todas as árvores preciosas da Terra;

"E com ferro, com cobre e com latão; e com zinco e com todas as vossas coisas preciosas da Terra; e construí uma casa ao meu nome, para que nela habite o Altíssimo.

"Porque não há na Terra um lugar a que ele possa vir e restaurar aquilo que perdestes, ou seja, aquilo que ele tirou, sim, a plenitude do sacerdócio." (D&C 124:26-28.) Ordenanças do sacerdócio A fim de obter a plenitude do sacerdócio de Deus, devemos ter templos onde essas sagradas ordenanças do sacerdócio possam ser reveladas às pessoas dispostas e dignas de recebê-las. O Senhor continua:

"E também, em verdade vos digo: Como me serão aceitáveis vossas abluções, se não as fizerdes em uma casa construída ao meu nome?

"Pois, por essa razão, mandei Moisés construir um tabernáculo que deveriam carregar consigo pelo deserto; e construir uma casa na terra da promissão para que se revelassem as ordenanças que estiveram ocultas desde antes da fundação do mundo.

"Portanto, em verdade vos digo, que vossas unções e vossas abluções; e vossos batismos pelos mortos; e vossas assembleias solenes e memoriais dos vossos sacrifícios feitos pelos filhos de Levi por vós; e os vossos oráculos nos lugares santíssimos, onde recebeis conhecimento; e os vossos estatutos e juízos, para o início das revelações e do alicerce de Sião, e para a glória, honra, e investidura de todos os seus munícipes são prescritos pela ordenança de minha casa santa, a qual meu povo sempre recebe ordem de construir a meu santo nome.

"E em verdade vos digo: Que essa casa seja construída ao meu nome, a fim de que nela eu revele minhas ordenanças a meu povo;

"Pois digno-me revelar à minha igreja coisas que têm sido mantidas ocultas desde antes da fundação do mundo, coisas pertinentes à dispensação da plenitude dos tempos." (D&C 124:37-41.) Templo de Nauvoo Este templo foi construído em Nauvoo, Illinois, e dedicado ao Senhor. Foi usado pelos santos para receberem ali essas sagradas ordenanças mencionadas na revelação. Em meu livro de recordações tenho um registro da realização das ordenanças no Templo de Nauvoo por meus antepassados de minhas linhagens Burton e Garr. Sou humildemente grato por terem estado entre os primeiros membros da Igreja a receber tais bênçãos do sacerdócio. Por meio de sagradas ordenanças do templo, proporcionaram uma herança patriarcal de justiça para todos os seus descendentes que permanecerem fiéis ao Senhor Jesus Cristo e continuarem a obedecer a seus mandamentos após tomarem sobre si seu santo nome.

Penalidades pela desobediência Naquela mesma revelação de que citei, há uma passagem que me causa considerável preocupação:

"E se meu povo der ouvidos à minha voz, e à voz de meus servos que designei para guiar meu povo, eis que, em verdade vos digo, não serão removidos do seu lugar.

"Mas se não derem ouvidos à minha voz, nem à voz desses homens que designei, não serão abençoados, porque profanam o meu solo santo, e as minhas santas ordenanças, e os estatutos, e as minhas santas palavras que lhes dou.

"E acontecerá que, se construirdes uma casa ao meu nome e não fizerdes as coisas que eu disser, não observarei o juramento que vos faço nem cumprirei as promessas que esperais de minhas mãos, diz o Senhor.

"Pois em vez de bênçãos, vós, com vossas obras, trazeis maldições, ira, indignação e julgamentos sobre a própria cabeça, com vossa insensatez e com as abominações que cometeis perante mim, diz o Senhor." (D&C 124:45-48.) Frutos da fidelidade A Igreja de Jesus Cristo construiu muitas casas ao Senhor desde então, mas estamos fazendo tudo o que o Senhor deseja de nós? Sei que há milhares de santos fiéis que vão aos templos e ali realizam ordenanças de salvação em favor de seus parentes falecidos. Aqueles que fazem essa obra e aceitam suas obrigações e guardam seus convênios são abençoados pelo Senhor.

Há uma gentileza de espírito e uma doce influência pacífica que os acompanha em sua vida diária. Há luz em seus olhos e paz em sua alma que reflete a bondade de Deus. Fomentam a fraternidade do homem como filhos de Deus e são bons cidadãos nas terras em que vivem. São lentos para brigar e rápidos para perdoar. Estão de fato tentando ser santos.

Atitude O que me preocupa é que nem todos os que vão aos templos o fazem com a atitude correta. Alguns vão para cumprir um dever, quase num espírito de "Vamos e vamos acabar logo com isso!" Não fazem esforço algum para se prepararem por meio de oração e estudo para tal obra sagrada. Levam consigo ao templo seus problemas e preocupações e pecados secretos. Ficam tensos e, muitas vezes, egoístas. Estão com pressa de sair novamente e, assim, não levam o espírito pacífico do templo de volta para sua vida diária. Não encontram a felicidade e a alegria dentro do templo que ali deveriam encontrar. Uma pessoa nunca pode dar o que não recebe. A menos que vamos à casa do Senhor levando conosco a influência e o espírito de Deus, não podemos esperar que Deus cumpra o juramento e a promessa que fez àqueles que realmente o amam e o servem com a abundância de seu coração.

Convênios patriarcais Aqueles que compreendem a natureza patriarcal dos convênios de selamento feitos no templo percebem a grandeza e o valor dessas bênçãos do templo. Não podem descansar até terem reunido as informações sobre seus antepassados que os identificam. Vão então ao templo para que essas ordenanças de selamento sejam realizadas em favor de seus antepassados, pelas quais os lugares de seus antepassados e os seus próprios lugares na família de Deus se tornam seguros. Tais pessoas guardam por si mesmas esses sagrados convênios, pelos quais podem reter sua herança como filhos de Deus.

Malaquias, terceiro capítulo Li novamente as palavras do Anjo Morôni quando apareceu para dar uma revelação de instrução ao Profeta Joseph Smith, usando estas palavras:

"Depois de me dizer essas coisas, começou a citar as profecias do

Velho Testamento. Primeiro citou parte do terceiro capítulo de Malaquias; e citou também o quarto ou último capítulo da mesma profecia, embora com pequena variação do modo como aparece na Bíblia. Em vez de citar o primeiro versículo conforme está em nossos livros, citou-o assim:

"Porque eis que vem o dia que arderá como fornalha e todos os soberbos, sim, e todos os que cometem impiedade, queimarão como a palha; e aqueles que hão de vir os abrasarão, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixarão nem raiz nem ramo.

"E também citou o quinto versículo assim: Eis que eu vos revelarei o Sacerdócio, pela mão de Elias, o profeta, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.

"Citou também o versículo seguinte diferentemente: E ele plantará no coração dos filhos as promessas feitas aos pais; e o coração dos filhos voltar-se-á para seus pais.

Se assim não fosse, toda a terra seria totalmente devastada na sua vinda."

(Joseph Smith 2:36-39.) A primeira instrução que Morôni deu dizia respeito à meta final rumo à qual estamos trabalhando. Quando Malaquias profetizou sobre a segunda vinda de Cristo, falou dos "soberbos, sim, e todos os que cometem impiedade." De quem estava falando? Primeiro, dos que rejeitaram Cristo por causa do orgulho de seu coração, e segundo, dos que, tendo aceitado Jesus, não foram valorosos em guardar seus mandamentos.

Malaquias prossegue dizendo que "queimarão como a palha." Isso significa que serão destruídos. Por quem?

Malaquias explica: "Aqueles que hão de vir os abrasarão, diz o Senhor dos Exércitos."

A sorte dos indiferentes Aqueles que hão de vir são as hostes justas do céu e as pessoas justas arrebatadas da terra que virão e retornarão com o Salvador glorificado e ressuscitado para purificar a terra. Mas o que significa a expressão "de sorte que lhes não deixarão nem raiz nem ramo"? Esta expressão simplesmente significa que as pessoas ímpias e indiferentes que rejeitam o evangelho de Jesus Cristo não terão herança familiar nem linhagem patriarcal — nem raiz (ancestrais ou progenitores) nem ramo (filhos ou posteridade). Tais pessoas não podem ser recebidas no reino celestial de glória dos seres ressuscitados, mas devem contentar-se com uma bênção menor.

O profeta assim enfatizou a necessidade de voltar o coração dos filhos para seus pais e o coração dos pais para seus filhos. Essa volta dos corações às relações familiares significa estabelecer e selar a linhagem patriarcal dentro dos sagrados limites do templo e levar essa herança familiar para nossa vida diária. É por isso que, mesmo que construamos templos, se não guardarmos os convênios neles feitos, seremos rejeitados como povo.

Por que Jesus foi tão severo com os escribas e fariseus de seu tempo, que rejeitaram sua mensagem? Ele os denunciou vigorosamente com estas palavras:

"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

"Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas;

e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade;

"Para que sobre vós caia todo o sangue justo que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o templo e o altar.

"Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração." (Mat. 23:33-36.) Permiti-me citar a explicação dessa escritura dada pelo Profeta Joseph Smith. Ao falar sobre o evangelho sendo pregado aos espíritos daqueles cujos corpos jazem na sepultura, e citando a necessidade do batismo pelos e em favor dos mortos, o Profeta disse:

"Por isso é que recaiu tão grande responsabilidade sobre a geração em que viveu o Salvador. . . . Assim, como possuíam maiores privilégios do que qualquer outra geração [por terem o Salvador em pessoa ali para os ensinar], não somente relativos a si mesmos, mas a seus mortos, seu pecado foi maior, pois não somente negligenciaram sua própria salvação, mas também a de seus progenitores [por causa de sua falta de poder e do privilégio de ajudar aqueles que dependiam deles para a libertação da servidão] e, portanto, seu sangue [isto é, de seus progenitores] foi exigido de suas mãos." (Teachings of the Prophet Joseph Smith, pp. 222-223.) Se isto foi verdade para aqueles que negligenciaram sua herança nos dias do Salvador, não é igualmente verdadeiro hoje para nós, que vivemos no período conhecido como a plenitude dos tempos? Em nossos dias, o evangelho foi revelado em sua totalidade, e nosso dever e obrigação estão claramente diante de nós. Não é de admirar, então, que o Senhor nos tenha instruído, como já li antes, que mesmo que construamos templos, se também não realizarmos ali uma obra de amor, seremos rejeitados. O sangue de nossos justos antepassados recairá sobre nossas cabeças, e, em vez de bênçãos, traremos sobre nós maldições, ira, indignação e julgamentos. O Senhor chamou tal negligência tanto de loucura quanto de abominação.

Tempo de arrependimento Que momento é este, então, para o arrependimento! É um tempo de buscar humildemente o Senhor, batendo às portas de sua santa casa com os feixes de nossas ofertas em nossas mãos. Esses feixes de ofertas são os nomes de nossos progenitores, a serem apresentados diante do Senhor, para que nós e eles sejamos salvos por meio de um selamento naquela relação familiar característica da ordem patriarcal do sacerdócio.

Presto-vos meu testemunho da divindade desta obra que nos foi dada por Deus, nosso Pai Celestial, por meio de profetas viventes. Este privilégio de ter este conhecimento nos vem apenas pela graça de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Dele testifico que ele vive! Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoTheodore M. Burton, “Dore M. Burton, Um Dos Assistentes...”, 1967 October General Conference, Second Day Afternoon Meeting (1967-09-30). Pulpit Vault, 1967-10-burton-dore-m-burton-one-of-the-assistants. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).