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Reunião Matutina do Terceiro Dia. A Conferência Reconvocou-se no Domingo...

Legrand Richards

Conferência Geral de Abril de 1966·Reunião Matutina do Terceiro Dia·1966-04-10

REUNIÃO MATUTINA DO TERCEIRO DIA. A conferência reconvocou-se às 10h.

O Presidente David O. McKay estava presente e presidiu. O Presidente N.

Eldon Tanner, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência, conduziu o serviço a pedido do Presidente McKay.

O Coro do Tabernáculo de Salt Lake, sob a direção do Élder Richard P. Condie, forneceu a música coral desta sessão. O Élder Alexander Schreiner estava ao console do órgão.

Presidente N. Eldon Tanner:

Somos abençoados nesta manhã por termos conosco, na tribuna, o Presidente David O. McKay. Ele me pediu que conduzisse esta sessão. É de fato um grande prazer darmos as boas-vindas a todos os presentes nesta bela manhã de Páscoa, no histórico tabernáculo e no Salão de Assembleias na Praça do Templo, juntamente com a vasta audiência de televisão e rádio, nesta a sexta sessão da 136ª Conferência Geral Anual de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

O Coro do Tabernáculo, sob a direção de Richard P. Condie, com Alexander Schreiner ao órgão, abrirá estes cultos executando "Galilean Easter Carol". Após o canto, a invocação será oferecida pelo Élder Keith W. Wilcox, presidente da Estaca Weber Heights.

Canto pelo Coro: "Galilean Easter Carol".

Invocação, Élder Keith W. Wilcox, presidente da Estaca Weber Heights.

Presidente N. Eldon Tanner:

O Coro do Tabernáculo cantará agora "Hosanna to God", após o que o Élder LeGrand Richards, do Conselho dos Doze, nos falará.

Canto pelo Coro, "Hosanna to God".

Presidente N. Eldon Tanner:

Nosso primeiro orador nesta manhã é o Élder LeGrand Richards, do Conselho dos Doze.

Élder Richards.

Regozijo-me convosco, meus irmãos e irmãs, pela presença de nosso profeta nesta manhã, e por podermos, nesta manhã de Páscoa, comemorar a ressurreição do Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Em meu coração, agradeço-lhe por ter restaurado seu reino à Terra em nossos dias, e por termos, nós que estamos reunidos aqui hoje, um testemunho por meio do Espírito Santo de que o Senhor estabeleceu sua Igreja na Terra.

A fidelidade dos Santos dos Últimos Dias. É meu privilégio, como uma das Autoridades Gerais, viajar às várias estacas de Sião e a algumas das missões, e sempre retorno com gratidão no coração pela fé e fidelidade dos Santos dos Últimos Dias, evidenciadas de tantas maneiras, provando seu amor pelo Senhor e seu desejo de ajudar a edificar seu reino e de trazer honra e crédito a seu santo nome, e bênção a seus filhos.

O apóstolo Tiago disse: ". . . mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras."

(Tiago 2:18.) Quero dizer-vos que tenho orgulho da maneira como os Santos dos Últimos Dias estão demonstrando sua fé em Deus e seu amor por ele por meio das obras que realizam.

O dom do Espírito Santo. Ora, pensei que, nos poucos momentos que tenho para me dirigir a vós nesta manhã, gostaria de usar como texto o que o Profeta Joseph Smith disse numa entrevista com o Presidente dos Estados Unidos, quando o Presidente perguntou ao Profeta em que nossa religião diferia das demais religiões da época.

A resposta do Profeta foi: ". . . diferíamos no modo de batismo, e no dom do Espírito Santo pela imposição das mãos. Considerávamos que todas as demais considerações estavam contidas no dom do Espírito Santo" (Documentary History of the Church, Vol.

4, p. 42.) Agradeço ao Senhor que, na restauração do evangelho, essa promessa foi dada a todos os que entram nas águas do batismo pelo modo que ele especificou, e que, pelas mãos daqueles que têm autoridade para administrá-lo, e pela imposição das mãos, tornam-se recipientes do Espírito Santo. Eu preferiria que meus filhos e os filhos de meus filhos desfrutassem da companhia do Espírito Santo a qualquer outra companhia neste mundo, porque, se derem atenção às sugestões desse Espírito, ele os guiará a toda a verdade e os levará em segurança de volta à presença de seu Pai celestial. Essa declaração do Profeta é simplesmente uma repetição, em certo sentido, do que o Salvador disse a Nicodemos. Lembrai-vos de quando ele disse: "Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5.) e, portanto, a importância de termos nesta Igreja o mesmo alicerce e o mesmo poder para nos guiar e dirigir.

"Outro Consolador"

A promessa do Salvador a seus apóstolos, antes de sua crucificação, era que ele enviaria outro Consolador.

Não há tempo para entrar em detalhes de tudo o que ele prometeu que esse Consolador faria: mas ele os guiaria a toda a verdade; ele lhes daria a conhecer as coisas presentes, as coisas passadas, as coisas que hão de vir; ele tomaria do Pai e do Filho e lhes revelaria. E assim disse o Salvador:

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito da Verdade. "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." (João 14:16-17.) Penso que uma das demonstrações mais positivas e poderosas daquilo que esse Espírito Santo, o Consolador, pode fazer por um homem, tal como registrado nas sagradas escrituras, é a experiência do grande apóstolo Pedro. Lembrai-vos de que, pouco antes da crucificação do Salvador, Pedro disse: "Ainda que todo o mundo te abandone, eu não te abandonarei." (Ver Mateus 26:

33.) E vos lembrais de que o Salvador disse que, antes que o galo cantasse, ele o negaria três vezes. Mas, depois que ele permaneceu em Jerusalém, conforme o mandamento do Salvador, e recebeu o Espírito Santo, temos um Pedro diferente. Quando lhe foi ordenado que não mais pregasse Cristo e ele crucificado nas ruas de Jerusalém, sua resposta foi: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens."

(Atos 5:29.) Se o Senhor não tivesse colocado em sua Igreja de hoje o seu Espírito Santo, não seríamos a Igreja que somos; não teríamos podido realizar o que realizamos; os santos não teriam podido suportar todas as privações, dificuldades e perseguições pelas quais passaram; nem poderíamos levar adiante o grande programa missionário da Igreja como o estamos fazendo, porque o Senhor insuflou em sua obra o fôlego de vida, e nosso povo está disposto a fazer todo sacrifício ao chamado da Igreja, a fim de provar seu amor pelo Senhor e seu desejo de edificar seu reino e de partilhar a verdade com o próximo.

Quando os apóstolos perguntaram ao Salvador quais seriam os sinais de sua segunda vinda e

do fim do mundo, depois de lhes declarar o que aconteceria — que haveria guerras e rumores de guerras, que nação se levantaria contra nação e povo contra povo, e que seu evangelho seria pregado em todo o mundo para testemunho a todas as nações (e é isso que estamos fazendo como povo hoje) — o Salvador disse:

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados por todas as nações por causa do meu nome." (Mateus 24:9.) A história registrou quão literalmente essa predição do Salvador se cumpriu por meio da restauração do evangelho em nossos dias. O Profeta Joseph Smith e seu irmão Hyrum, o patriarca, foram mortos por seus inimigos, juntamente com centenas de Santos dos Últimos Dias. O irmão de meu avô foi morto a sangue-frio no Massacre de Haun's Mill, e nosso povo foi perseguido de um lugar a outro até chegar a estes vales das montanhas. Mas o Senhor não pretendia que sofressem perseguição para sempre. Ele disse ao Profeta Joseph e a seus companheiros que lhes daria poder para lançar o alicerce de sua Igreja e que tiraria das trevas e da obscuridade a única igreja verdadeira e viva na face de toda a Terra, "com a qual eu, o Senhor, me deleito, falando à igreja coletivamente e não individualmente."

(D&C 1:30.) Fiquei muito intrigado e interessado na experiência que o Irmão Marion D. Hanks, do Primeiro Conselho dos Setenta, teve há alguns anos, quando o Presidente Eisenhower convocou em Washington uma conferência da juventude, à qual compareceram mais de 7.000 delegados para discutir o que poderia ser feito para ajudar os jovens desta grande terra da América. Pediram ao Irmão Hanks que proferisse o discurso principal — não apenas para dar uma palestra, mas para lançar a base da discussão naquela grande convenção. Quando o Irmão Hanks se sentou, o homem que conduzia a convenção fez a seguinte declaração:

"Ao sentar-me aqui, refleti que o Sr.

Hanks vem de um povo que foi expulso de nossa região do país por causa daquilo em que acreditavam, que sofreu amarga perseguição por seus ideais, que finalmente foi para os confins do país, onde pensavam estar afastados de tudo isso.

"Agora convidamos um líder desse povo para vir aqui falar-nos dos mesmos ideais e princípios pelos quais nós os expulsamos."

A verdade percorre um longo caminho. A verdade leva muito tempo para se espalhar.

Crucificaram nosso Senhor, mas pensai no que o mundo faz hoje em reconhecimento a seu ministério. E assim, esta obra que Deus, o Pai Eterno, estabeleceu na Terra em nossos dias, foi proclamada pelos profetas como algo que jamais será derrubado nem entregue a outro povo, mas rolará adiante até se tornar como um grande monte e encher toda a Terra.

O espírito de sacrifício. Esse espírito de sacrifício existe na Igreja. Apesar das perseguições que se abateram sobre nosso povo, ele continuou a enviar seus representantes, em sua maioria homens casados, ao campo missionário nos primeiros dias. Sabemos que, depois que o Presidente Brigham Young aceitou o evangelho, ele passou quase todo o seu tempo, pelos dez anos seguintes, no campo missionário, e, quando saiu em sua primeira missão, nem sequer tinha um sobretudo. Levou uma colcha de sua cama de rodinhas, e sua esposa fez-lhe um boné de um par de calças velhas. Ao fim dos dez anos, ele disse que tudo o que jamais recebera como recompensa por seu serviço foi metade de um leitãozinho que o Profeta Joseph dividiu com ele, e que lhe fora dado por um dos irmãos. O que, além do testemunho do Espírito Santo, poderia ter levado um grande líder como Brigham Young a passar dez anos sem nenhuma remuneração para partilhar com o mundo as maravilhosas verdades do evangelho? Meu avô, dos primeiros catorze anos de seu casamento, passou dez deles no campo missionário, longe de sua família. Nesta Igreja hoje há muitas, muitas famílias em que não há um membro do sexo masculino com idade suficiente para servir uma missão que não a tenha cumprido. Meu avô, meu pai, meus irmãos, meus filhos, o pai de minha esposa, os irmãos dela — ora! somos um povo missionário. Hoje temos mais de 12.000 no campo missionário, às suas próprias custas, apenas para partilhar as verdades do evangelho com aqueles que não sabem o que o Senhor fez na restauração de sua Igreja à Terra em nossos dias. Entre eles há muitas famílias que têm dois e três missionários no campo ao mesmo tempo. Esse espírito de sacrifício ainda está presente na Igreja. Homens abrem mão de seus negócios. Tive um amigo que veio a meu escritório; ele já servira duas missões. Homem casado, disse ele: "Irmão Richards, se eu vender minha casa e meu automóvel, poderei servir outra missão." Ele estava disposto a ir pela terceira vez e depois voltar e recomeçar tudo de novo.

Serviço missionário. Depois que nossos santos foram expulsos do Leste para estes vales das montanhas, cinco anos após sua chegada aqui, realizou-se uma convenção no antigo tabernáculo neste quarteirão para os élderes de Israel, na qual 98 deles foram chamados para servir missões. Todos eram homens casados. Naqueles dias, não se lhes perguntava se queriam ir.

Disseram-lhes naquela reunião que suas missões não seriam muito longas — que estariam separados de suas famílias apenas de três a sete anos. Muitos deles foram enviados tão longe que nem sequer conseguiam notícias de suas famílias em menos de seis meses. E então o irmão encarregado, Heber C. Kimball, disse: "Se algum de vós, homens, recusar-se a ir, não haverá esposa que permaneça convosco, porque não há mulher mórmon que viva com um homem um ano, ou um dia sequer, se ele se recusar a servir uma missão."

Ora, esse mesmo espírito perdura até hoje.

Aqui, há apenas alguns anos, quando ainda permitíamos que jovens casados servissem missões, entrevistei um jovem para sua missão; e, ao ver a recomendação de seu bispo, notei que ele era casado.

Perguntei: "Vossa esposa quer que servísseis esta missão?"

Ele disse: "Certamente que sim."

Eu disse: "Por que não a trouxestes para que eu pudesse perguntar-lhe?"

Ele disse: "Não pude; ela está no hospital. Deu à luz nosso primeiro filho esta manhã."

Eu disse: "Então vamos ao hospital." Fomos ao hospital, e lá estava aquela jovem esposa com seu bebezinho nos braços. Eu disse: "Quereis que este vosso marido sirva uma missão?"

Ela disse: "Certamente que sim. Quando nos casamos, decidimos que nosso casamento não seria um obstáculo à missão dele. Meus pais podem cuidar de mim e de nosso bebê, e estão dispostos a isso, e eu quero que ele vá."

Ele cumpriu uma missão honrosa.

Percorremos as missões, e passamos horas com esses missionários em suas reuniões missionárias, sem um único olho seco ali. Eles dão seus testemunhos e dizem que, antes de saírem em missão, ouviram missionários dizerem que sua missão fora o período mais feliz de sua vida. "Não acreditávamos numa palavra sequer disso. Agora sabemos do que estavam falando."

Conheci um homem no Noroeste que era um converso à Igreja, e que acabara de retornar de sua missão.

Ele disse: "Não aceitaria um cheque de um milhão de dólares pela experiência de minha missão."

Entrevistei ali outro jovem que servira vários anos nas forças armadas. Ele disse: "Não há empresa neste mundo que pudesse me oferecer um salário grande o bastante para me fazer deixar minha missão."

Poderá alguém no mundo plantar tais sentimentos no coração das pessoas, senão por meio do testemunho do Espírito Santo? Não é de admirar que o Profeta tenha indicado que, de todas as considerações, o dom do Espírito Santo era a mais importante.

Vemos isso em tudo ao nosso redor.

Tomai o Coro aqui — durante todos estes anos — não precisamos pagar-lhe. Não podem fazer isso em outras igrejas. E não é só isso, há tantas outras coisas.

O dízimo. Tomai, por exemplo, a lei do dízimo, sobre a qual o Bispo Simpson falou outro dia. Enquanto eu servia na Missão dos Estados do Sul, um pregador itinerante chegou ao Sul dizendo às igrejas como poderiam se livrar de suas dívidas. Fui ouvi-lo. Ele lhes disse que, se pagassem o dízimo por dez meses, poderiam livrar suas igrejas das dívidas. Então citou as palavras de Malaquias, indicando que aquela era a lei do Senhor para abençoar seu povo. Fui até ele depois da reunião e fui apresentado, e disse: "Reverendo, gostaria de dar-lhe meu testemunho de que o senhor está chegando perto da verdade. Sou um élder mórmon. Temos pago o dízimo durante toda a nossa vida. Uma coisa não consigo entender — o senhor diz que é a lei do Senhor para abençoar seus filhos. Se é assim, por que não lhes pede que paguem o dízimo durante toda a vida? Se seria bom ser abençoado por dez meses, não seria melhor ser abençoado durante toda a vida?"

Ele disse: "Ah, Sr. Richards, não podemos ir tão longe. Se conseguirmos que paguem por dez meses, já estaremos indo muito bem."

O que sustenta a colonização?

Falando agora do dom do Espírito Santo, quero contar-vos outra experiência. O Irmão [Melvin J.] Ballard estava no Noroeste como presidente da missão. Naqueles dias, aquela região não era tão colonizada quanto hoje. Um colonizador de lá tinha ouvido falar de como os mórmons eram colonizadores, de como haviam colonizado essas cidades por todos esses vales das montanhas. Ele veio até aqui e escreveu um resumo do programa da Igreja Mórmon. Depois voltou, mas não conseguiu fazê-lo funcionar, de modo que trouxe seu resumo ao Irmão Ballard e pediu-lhe que o lesse e lhe dissesse o que havia de errado com ele.

O Irmão Ballard o leu e disse: "Tendes aqui um cadáver perfeito; se alguém apenas soprasse nele o fôlego de vida, então funcionaria para vós." Agradeço ao Senhor por ter soprado nesta Igreja o fôlego de vida.

Serviço na Igreja?

Tivemos aqui não faz muito tempo uma convenção — uma convenção de pastores. No domingo, levaram os pastores a nossas várias alas para assistir à Escola Dominical. Aqui, numa certa ala onde há cerca de vinte departamentos, levaram um determinado pastor por todos os departamentos. No caminho de volta à assembleia geral, o pastor disse: "Deve custar-vos muito dinheiro administrar uma instituição como esta."

O irmão que o acompanhava chamou o zelador e disse: "Diga a este homem quantos estão na folha de pagamento."

Ele disse: "Sou o único. Mantenho os edifícios limpos." Bem, eles simplesmente não conseguem fazer isso, e já tive experiências com eles para saber.

Falando da lei do dízimo como lei de bênção do povo, o Senhor disse: ". . . e provai-me nisto . . . se eu não vos abrir as janelas do céu. . . ." (Malaquias

3:10.) Creio que tenho tempo de contar-vos uma experiência de quando eu servia numa missão nos Estados do Leste. Um de nossos presidentes de ramo era um grande pagador de dízimo — pagava todo mês, tão regularmente quanto o tique-taque de um relógio — e eu lhe disse: "Deveis ter um maravilhoso testemunho da lei do dízimo."

Ele disse: "Tenho."

Eu disse: "Poderíeis dizer-me qual é?"

Ele me contou que sua esposa e filhos haviam se filiado à Igreja na Inglaterra, poucos anos antes daquilo; e, quando me disse quem fora o missionário, descobri que era um antigo professor meu da AMM, lá de Tooele.

Então ele disse: "Eu não me filiei à Igreja, porque não tinha fé para pagar o dízimo. Então, um dia, um jovem missionário que estava sendo desobrigado veio até mim e disse: 'Irmão, quero batizar-vos antes de ir para casa!' Eu lhe disse: 'Não podeis.' 'Por que não posso?'

"Porque não tenho fé para pagar o dízimo."

E então aquele missionário disse: "Se me deixardes batizar-vos antes de eu ir para casa, prometo-vos que, dentro de um ano a partir de agora, estareis na América com vossa família, ganhando três vezes o que ganhais agora."

Ele disse: "Essa é uma promessa boa o bastante para mim." E foi batizado.

Ele disse que não via como aquilo poderia acontecer — estava sob contrato com sua empresa para trabalhar por três anos, e sabia que não quebraria seu contrato. Mas conseguiu que seu contrato fosse comprado, e a empresa o liberou. Dentro de um ano, ele estava na América com sua família, ganhando quatro vezes mais do que ganhava quando aquele missionário mórmon lhe prometera três vezes mais. Contei essa história há alguns anos deste púlpito. Ao final da reunião, um dos presidentes de missão, sentado bem à frente, veio até mim e disse: "Irmão Richards, eu fui o jovem que fez a promessa."

Irmãos e irmãs, digo-vos que, se amardes o Senhor, o servirdes e guardardes seus mandamentos, jamais podereis sair do vermelho — sempre estareis devendo algo ao Senhor.

Ele tem uma forma de pagar e de recompensar que vale mais do que toda a riqueza deste mundo. E este é o meu testemunho para vós. Sei que esta é a obra de Deus, o Pai Eterno. Sei que Deus vive, que Jesus é o Cristo. Tenho tanto orgulho de ser uma de suas testemunhas. Deixo-vos meu testemunho em nome do Senhor Jesus Cristo.

Amém.

Como citar este discursoLegrand Richards, “Reunião Matutina do Terceiro Dia. A Conferência Reconvocou-se no Domingo...”, Conferência Geral de Abril de 1966, Reunião Matutina do Terceiro Dia (1966-04-10). Pulpit Vault, 1966-04-richards-third-day-morning-meeting-conference-reconvened-sunday. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).