Presidente McKay e Meus Amados Irmãos E...
Richard L. Evans
Presidente McKay e meus amados irmãos e irmãs: ¶
Desde a hora do discurso de abertura do Presidente McKay até este momento, fomos fortalecidos e revigorados em espírito. Ouvimos o apelo de nosso Presidente contra hábitos perniciosos e escravizantes e em favor de preservar a integridade do lar e manter os padrões morais. Ontem à noite, tarde, reli o discurso de abertura do Presidente, o qual sinto ter sido um dos melhores dele. ¶
Estas frases eu tirei de seu texto: ¶
". . . que nossos lares se conservem impolutos e inquebrantados pela infidelidade; que os filhos neles sejam treinados a guardar os mandamentos do Senhor, a serem honestos, verdadeiros, castos, benevolentes e virtuosos, e a fazer o bem a todos os homens." ¶
". . . a Palavra de Sabedoria . . . vai além dos maus efeitos sobre o corpo e atinge a própria raiz do caráter. . . ." ¶
"Nenhum outro êxito pode compensar o fracasso no lar." ¶
"O inimigo mais vicioso da vida no lar é a imoralidade. ¶
"A palavra do Senhor à sua Igreja é: 'Conservai-vos sem mácula dos pecados do mundo!' " ¶
Ouvimos o apelo do Irmão Lee para que não sejamos apenas "quase", mas inteiramente aquilo que devemos ser. ¶
E ouvimos a análise mais interessante do Irmão Hunter sobre a obrigação e o privilégio do dízimo. Recordo-me, nesse sentido, de uma citação do Presidente Moyle, feita no Templo de Manti não muitos meses antes de ele nos deixar, na qual ele citava, tanto quanto me lembro, parte a si mesmo e parte o Presidente McKay. Ele disse: "O dízimo é tanto uma lei quanto o próprio batismo. Não somos mais obrigados a guardar um do que o outro." E então, citando o Presidente McKay: "Temos orado por este dia há cem anos, e se tivermos fé para atender às necessidades do crescimento da Igreja, o Senhor proverá um modo de fazê-lo. ¶
O Senhor determina os tempos e as épocas deste grande crescimento." ¶
Cada um dos irmãos que falou, a seu próprio modo e em seu próprio tempo, acrescentou a nossa lembrança da posição fundamental da Igreja e de sua missão entre os homens, e nos lembrou de nossas obrigações e oportunidades. ¶
Fomos lembrados dos princípios que resolverão os problemas da humanidade e que nos levarão à vida eterna. ¶
O Arrependimento — o Princípio do Progresso Ora, por que todo este esforço e exortação? Porque o tempo se move rapidamente e é curto, e porque as pessoas têm importância eterna, e porque nunca chega um momento em que não precisemos ser ensinados! Nunca chega um momento em que não precisemos saber que o arrependimento é o grande princípio do progresso e que há espaço para que todos nós melhoremos. ¶
E, uma vez que estas coisas são assim, aquilo em que uma pessoa crê torna-se sumamente importante, porque aquilo em que ela crê determina como ela vive. Uma pessoa se preparará de modo muito diferente para uma viagem curta do que para uma longa, e se preparará de modo muito diferente para uma viagem eterna do que para uma que termina depois de uma curta estação. ¶
Ora, uma vez que a eternidade é para sempre, e uma vez que a vida será vivida eternamente de um modo ou de outro, e uma vez que o que fazemos aqui tem seu efeito sobre nossas oportunidades eternas, devemos frequentemente fazer algum autoexame — e é isso que temos feito nestes últimos três dias. ¶
Uma das maiores lições da vida é aprender que há causas e consequências. Deus nos deu nosso livre-arbítrio e não o violará, mas tudo o que fazemos tem seu efeito sobre nossa vida eterna. Como disse Samuel Johnson: "O futuro é comprado com o presente." ¶
O Presidente McKay e vários outros mencionaram o relatório do cirurgião-geral sobre o tabaco e seus efeitos adversos sobre a saúde humana e a duração da vida. ¶
Podemos agora esperar ver muita manobra para deixar de lado os efeitos dessas descobertas. ¶
Quando o mal de uma indulgência sem restrições é atacado, haverá um apelo à moderação, a meias medidas, como que a dizer que um pouco de algo que não é correto é aceitável. Isso se reduz, em outro sentido, a este "quase" ¶
de que falou o Irmão Lee. Para citar algumas palavras de Néfi: "E também haverá muitos que dirão: ¶
. . . não há mal nisso; . . ." ¶
(2 Néfi 28:8.) Isso é um erro. Se não é bom — deixai-o. Se não é correto — evitai-o, não "quase", mas totalmente. ¶
Já se passaram mais de 130 anos desde que a resposta foi dada sobre este assunto e sobre muitos outros assuntos. Por que vagamos tanto no deserto? ¶
Ora, há aqueles que perguntariam o que tudo isso tem a ver com a religião. ¶
Na Igreja e no reino de Deus, o prático e o físico estão entrelaçados com o espiritual. Somos uma Igreja prática. A vida é uma questão prática. Assim também é a vida eterna. Há leis e mandamentos e fatos físicos que dizem respeito à paz, ao progresso, à saúde e à felicidade, e não consigo conceber que um Pai Amoroso não esteja interessado em tudo o que diz respeito a seus filhos — o que fazem, o que comem, o que pensam, o que aprendem, como vivem, sua saúde, sua felicidade, seu caráter, sua conduta. ¶
Pais conscienciosos se interessam por todas essas coisas, ou deveriam interessar-se, e assim também nosso Pai nos céus. Isso faz parte do evangelho. Faz parte da vida. Faz parte da religião — dar-nos paz, saúde e felicidade, e qualificar-nos para as mais elevadas oportunidades da vida eterna. ¶
Para Ampliar a Vida Em toda a vida, como disse Phillips Brooks, há os "realizadores" e os "destruidores" — aqueles que edificam e aqueles que derrubam, e a medida do que é bom para o homem é o que isso faz por ele. O que não é bom não é bom. O que é bom é bom. E por que deveríamos vacilar entre os dois? ¶
Ouvi o Presidente Brown fazer esta pergunta não faz muito tempo. Não me lembro da ocasião, mas me lembro das palavras. ¶
Espero que ele me perdoe por usá-las dele. "Quereis vos arrepender ou racionalizar? Arrepender-se significa erguer-se a um conjunto de padrões, e racionalizar significa rebaixar sua conduta aos seus apetites e a uma inclinação menos digna." ¶
Devemos voltar nossa atenção para as coisas que ampliam e realizam a vida, e não para aquelas que escravizam e destroem. ¶
"O sucesso ou o fracasso do homem, sua felicidade ou desdita," disse o Presidente McKay, "dependem daquilo que ele busca e daquilo que escolhe." ¶
Em junho passado, em St. Louis, numa Convenção do Rotary Internacional, Willy Brandt, prefeito de Berlim, veio falar ali a nosso convite, e num discurso significativo e desafiador fez, entre outras, esta observação: "Ninguém, nenhum sistema, nenhuma ideologia pode prevalecer sobre o futuro, a menos que o interesse central seja a humanidade. ¶
. . . O mundo não será conquistado desprezando-se as pessoas." ¶
O que ele estava dizendo, a seu próprio modo, era, ao falar do comunismo como fazia, que, a menos que este mude para servir às mais elevadas possibilidades da humanidade, não poderá sobreviver, e se mudar para fazer isso, não seria mais comunismo. ¶
O que isso me diz é que, aqui e no além, o que é bom para o homem é a medida do que é bom e o objetivo último nos planos e propósitos de nosso Pai, e devemos ter a sabedoria, a força, o discernimento para moldar nossas vidas para este fim e para escolher entre o que é e o que não é bom. ¶
"Outro anjo . . ." ¶
Em nosso local da Feira Mundial em Nova York, há alguns dias, com os Irmãos Lee, Stapley, Brockbank e outros, vimos erguida no alto da torre central do templo uma bela réplica dourada do Anjo Morôni. Solicitamos com empenho uma variância no código de construção da Feira Mundial para que os pináculos de nosso templo pudessem alcançar uma altura que fosse simbólica e significativa e que aparecesse em proporção — e ao vermos o anjo colocado em seu lugar e contemplarmos nossa exposição com todo o seu planejamento (produto de muitas mentes e muitos homens, aos quais deveria ser prestada homenagem pessoal, e eles receberão seu crédito eterno onde este conta, ainda que tenham trabalhado um tanto nos bastidores), não pudemos deixar de recordar estas palavras do livro do Apocalipse, já mais de uma vez citadas nesta conferência: ¶
"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, "Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." ¶
(Apocalipse 14:6-7.) Ao cumprimento literal deste acontecimento, damos testemunho, e temos a obrigação de viver de acordo com o testemunho que damos. ¶
José Smith Disse a Verdade Há alguns dias eu pesquisava numa autobiografia do Dr. John A. Widtsoe, um de meus amados presidentes de missão de muitos anos atrás — cientista, erudito, educador e Apóstolo. E neste livro, chamado In a Sunlit Land, publicado pouco antes de sua morte, ele relembra seus primórdios numa terra distante, numa ilha rochosa ao largo da costa do Mar do Norte, na Noruega; seu nascimento em outra igreja; a vinda dos missionários; a conversão de sua mãe e, mais tarde, sua própria conversão; sua ida a Harvard como jovem imigrante; sua ida, mais tarde, à Alemanha para obter seu doutorado em química; seu estudo das ciências e das religiões e filosofias dos homens; seu serviço como reitor de duas universidades. E então, quase na última página desse livro, ele diz: ¶
"Durante esta longa vida, tive ocasião de comprovar, vez após vez, a veracidade dos fundamentos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A resposta sempre foi a mesma: José Smith disse a verdade." ¶
(Salt Lake City: Deseret News Press, 1952, pp. 243-244.) José Smith de fato disse a verdade. Este é o testemunho que eu gostaria de deixar convosco, meus amados irmãos e irmãs, minha amada família e amigos, juntamente com o testemunho de que Jesus é o Cristo e de que Deus nosso Pai realmente nos fez à sua própria imagem, e de que é seu propósito realizar nossa imortalidade e vida eterna, e isto faço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶