Pulpit

Dou o Mais Humilde Respeito e Amor...

Alvin R. Dyer

1964 April General Conference·Second Day (Sunday, April 5) — Morning Meeting·1964-04-05

Dou o mais humilde respeito e amor ao Presidente McKay e a todas as Autoridades Gerais, e aos Santos aqui e no exterior, e a todos os que estão ouvindo e assistindo a este culto.

Enquanto testemunhamos as turbulências da natureza, como foi predito, guerras, rumores de guerras, terremotos em diversos lugares, o mar saltando além de seus limites, é, contudo, nas simples veredas da vida que se encontra a nobreza do homem, ou a falta dela.

Convicção, uma Necessidade Moderna Uma das grandes necessidades de nossa civilização moderna, talvez a mais importante de todas, é um senso de convicção — convicção numa causa motivada pela verdade divina; uma convicção maior do que o mero conhecimento físico que ela possa conter.

Por meio da convicção, Deus pode falar à alma de cada indivíduo, dando direção em todas as fases da vida, com coragem espiritual e moral para enfrentar qualquer situação sem abandonar ideais e objetivos. Qualquer outro tipo de religião ficará repleto da apatia e das falsas concepções da sabedoria humana.

Aqui está um poder que pode conduzir ao mais alto pináculo da realização na mortalidade e à exaltação na imortalidade.

O mundo hoje busca a tentas essa direção que o Apóstolo Paulo chamou de:

". . . não . . . o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação." (2 Timóteo 1:7.) Nossa civilização hoje é frequentemente chamada de ímpia, principalmente por causa da ascendência do saber mundano e da influência minguante da fé ou da convicção; mas não é uma perda total da fé que devemos temer, mas antes um enfraquecimento da convicção, o diluir da devoção que está ocorrendo.

"Philip E. Jacob, professor de Ciência Política na Universidade da Pensilvânia e autor de 'Changing Values in College', diz: 'A grande maioria dos universitários de hoje professa fé em Deus. Mas há uma "qualidade fantasmagórica"

em sua religião. Ela está divorciada das preocupações do dia a dia, carecendo de responsabilidade social.' Outra pesquisa, o Cornell University Values Study, constatou:

'. . . pouca ou nenhuma evidência de "convicção ou adesão absoluta" e concluiu chamando a fé estudantil de "religião secular".' "

(This Week, James DeFoe, "God on the Campus," 8 de março de 1964, p. 6.) "O tabaco não é bom para o homem"

Em fevereiro de 1833, o Profeta José Smith fez uma declaração ao mundo que cremos ter sido inspirada por Deus. Essa declaração dizia respeito aos efeitos nocivos do uso do tabaco sobre o corpo humano. Sua declaração não foi feita com malícia contra ninguém, mas simplesmente como um benefício para a humanidade.

Agora, depois de 130 anos, nós, em nossa civilização atual, chegamos progressivamente a um veredicto sobre o efeito mortal deste narcótico.

Como Profeta de Deus, José Smith foi guiado pela inspiração divina e pela direção celestial para fazer outras declarações, muitas das quais têm alcance ainda maior do que a que foi mencionada. Todas foram para o benefício da humanidade.

Uma em particular, intimamente relacionada com a fé e a convicção, ele reiterou muitas vezes, como registrado na Doutrina e Convênios da Igreja. Em junho de 1829, quase quatro anos antes de fazer a declaração sobre o efeito mortal do tabaco, ele proclamou estas palavras, tal como lhe foram reveladas pelo Senhor:

". . . a coisa de maior valor para ti será declarar arrependimento. . . ." (D&C 16:6.) Reconhecendo o Certo e o Errado Esta é a necessidade da América! Esta é a necessidade do mundo! Diante de tal urgência, é oportuno perguntar: como devemos enfrentar este problema? Primeiro, há necessidade de uma atitude mudada no reconhecimento da diferença entre o certo e o errado. Se não conseguimos reconhecer essa diferença, então não podemos saber do que nos arrepender. Viver numa sociedade que não reconhece o direito volitivo de escolha entre dois opostos, de escolher o certo em vez do errado, só pode levar as massas a um estado de decadência. Não há dúvida de que é vontade do "maligno" que nossas escolhas na vida, ou o exercício do livre-arbítrio, sejam em favor de um dos dois males, em vez de o certo sobre o errado. Cito um editorial desafiador de uma importante revista semanal:

". . . um dos principais jornais de Londres — publicou em 8 de agosto um notável editorial intitulado 'A Nova Moralidade'. Foi motivado pelos escândalos de sexo e espionagem que agitaram a indignação não apenas do povo da Grã-Bretanha, mas também do povo de outros países. [Principalmente porque tal comportamento moderno não se limita, em seu alcance, a esses escândalos.] "O que é significativo, contudo, é a maneira pela qual 'The Telegraph' questiona a atitude entre tantos intelectuais em relação ao certo e ao errado.

"Na América hoje, por exemplo, dizem-nos que, se o fim buscado é bom, não é imoral quebrar a lei." (Com permissão de U.S. News and World Report, 26 de agosto de 1963, David Lawrence, p. 104.) Mas Tomás de Aquino escreveu que uma boa intenção não justifica um mal.

Ele disse: "Um homem não pode legitimamente roubar porque pretende usar o dinheiro para um bom propósito — para ajudar os pobres."

Exemplificando a tendência moderna, o Cônego Rhymes, da Inglaterra, clama explicitamente por um "novo código moral" baseado na simpatia pelas diferentes necessidades dos indivíduos. Essas necessidades podem exigir que os indivíduos "precisem quebrar todos os Dez Mandamentos". Por sua vez, a velha moralidade, tal como agora se fala dela, teria condenado tais necessidades; a nova moralidade, diz ele, deve respeitá-las em sua própria essência.

Da sala de aula, de alguns púlpitos cristãos e do palanque do político, ouvimos hoje — "tudo é certo", ou melhor, o que quer que seja feito deve ser certo. Vemos a evidência manifesta disso, endossando incansavelmente tudo o que de fato ocorre. Lord Silkin, por exemplo, aparentemente aflito com o número de "casamentos irregulares", recentemente buscou remediar a situação chamando-os de regulares. Um médico oficial de um Ministério de Educação descreve a incastidade como não sendo, a seu ver, "incasta".

Assim, esta suposta moralidade recém-descoberta em nossos dias modernos destrói a eficácia do bem sobre o mal, ou do certo sobre o errado. A lei imutável de Deus, de que o homem se torna semelhante a ele ao conhecer a diferença entre o certo e o errado, ou o bem e o mal, perde-se no subterfúgio da relutância do homem em se arrepender.

A este respeito, William Hard escreve sobre uma "personalidade dividida" na América. Cito:

"Claramente alcançamos uma personalidade dividida. Estamos tendo um reavivamento religioso e um declínio moral.

"Considero claro que não conseguimos fundir adequadamente a 'adoração' e o 'mundo'. Não conseguimos fundir adequadamente o ritual e a retidão.

76 GENERAL C Sunday, April 5 "Se uma nação quisesse alcançar a retidão," desafia William Hard, "que primeiro alcançasse o arrependimento." (Reader's Digest, William Hard, "How Law Abiding Are We — Really?" maio de 1959, pp. 39-41.) Numa convicção diluída, vemos a imagem do membro inconverso da igreja de que fala Samuel Miller, Reitor da Faculdade de Teologia de Harvard:

"Os homens que querem ter certeza de que sua bondade compensa, ou de que haverá uma notícia de jornal sobre seu heroísmo, ou de que há algum lucro em crer em Deus, simplesmente não sabem o que é a fé." (Look, Samuel Miller, "What Can I Believe," 19 de dezembro de 1961, p. 90.) Qual é, então, a maior necessidade de nossos dias atuais? Não é aquilo que um profeta de Deus proclamou ser, que a coisa que será de maior valor para nós neste dia moderno é reconhecer e assimilar o princípio do arrependimento?

Nas áreas da doença mental, O. Hobart Mowrer, da Universidade de Illinois, faz esta declaração sobre o benefício derivado do arrependimento em pessoas que estão emocionalmente frustradas.

Ele diz que quando uma pessoa "começa a aceitar sua culpa e sua condição pecaminosa, abre-se a possibilidade de uma reforma radical; e, com isso, o indivíduo pode legitimamente, embora não sem dor e esforço, passar da profunda e generalizada auto-rejeição e autotortura para uma nova liberdade, de autorrespeito e paz." (The American Psychologist, O. Hobart Mowrer, "Sin: the Lesser of Two Evils,"

p. 304.) Primeiros Princípios; Primeiras Ordenanças Um de nossos Artigos de Fé, cujo conteúdo estabelece os primeiros princípios do evangelho de Jesus Cristo, diz o seguinte:

"Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo por imersão para a remissão dos pecados; quarto, Imposição das mãos para o dom do Espírito Santo." (Quarto Artigo de Fé.

Itálico acrescentado.) Que possamos ocupar-nos brevemente com aquela fase deste artigo que o Profeta José Smith declarou repetidamente ser de maior valor para nós, a do arrependimento, que é o precursor da convicção.

O livre-arbítrio do homem não é um poder para ser deixado dormente, ou para ser movido apenas por forças exteriores, para o bem ou para o mal. O homem, se compreendermos o verdadeiro significado e propósito do livre-arbítrio, deve ser um agente para si mesmo, assumindo a prerrogativa de agir como resultado de sua própria vontade. Falando disso, o Senhor disse:

"Pois eis que não é conveniente que em todas as coisas eu mande; pois o que é compelido em todas as coisas . . . é . . .

servo indolente e não sábio. . . .

"Em verdade eu digo: Os homens devem ocupar-se zelosamente numa boa causa, e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade; . . .

"Pois neles está o poder, e nisso são seus próprios árbitros."

(D&C 58:26-28.) Para que o homem conheça o bem e o mal, o que o caracteriza como estando a caminho de tornar-se semelhante a Deus, e então, em virtude da escolha ou do livre-arbítrio, escolha o bem em vez do mal, ele experimenta a suprema conquista do domínio interior. No exercício do verdadeiro arrependimento, reivindicamos para nós mesmos o chamado e a obra de Jesus Cristo, pois sem o arrependimento não há propósito real em sua missão. Aqui está a régua de medida da conquista na vida terrena de provação.

Arrependimento, Princípio Básico do Crescimento O arrependimento, portanto, é um princípio básico de nossa fé cristã; pois, se um homem tem em seu coração o desejo de conhecer a verdade, a reação normal e positiva o leva a saber que participou de atos errados e, portanto, pecaminosos. A este respeito, todos precisam de arrependimento. O Apóstolo Tiago diz que, se dissermos que não temos necessidade de arrependimento, somos mentirosos, e a verdade não está em nós. Pode ser nossa desgraça se falharmos em reconhecer a diferença entre o certo e o errado.

O arrependimento leva à convicção, mas também está inalteravelmente ligado ao perdão; e quando o perdão flui em nossa consciência, experimentamos um sentimento de grande alegria, um alívio da tensão e da frustração. O Senhor supriu o simples remédio para a felicidade por meio do arrependimento.

"Desta maneira sabereis se um homem se arrepende de seus pecados — eis que ele os confessará e abandonará." (D&C 58:43. Itálico acrescentado.) Não deveria haver discriminação contra o homem ou a mulher que possa ter feito o mal em sua vida.

Por mais errado que possa ser, a menos que seja o pecado imperdoável, não é sempre a tragédia. A verdadeira tragédia é quando alguém deixa de superar uma fraqueza — de expor essa fraqueza à luz, para que o estresse emocional e a desonra do pecado possam ser banidos para sempre. As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas que tentam esconder seus pecados e então, obstinadamente, não se arrependem nem abandonam seus caminhos de erro.

Perdão Lembro-me de, há vários anos, em conformidade com minhas responsabilidades como bispo da Igreja, ter aconselhado um casal de meia-idade. Suas vidas não eram felizes. Eles queriam progredir na Igreja, mas algo parecia atrapalhar o caminho. Finalmente decidi conversar com cada um separadamente.

Depois de um curto tempo, com grande dificuldade, a esposa me contou de uma transgressão em sua vida, ocorrida durante a primeira semana de seu casamento. Depois deste erro terrível, ela resolutamente tentou salvar seu casamento escondendo seu pecado, e por todos esses anos não havia contado a alma alguma deste único episódio. Ela conseguiu manter o casamento, em grande parte por causa do sólido valor de seu excelente marido; mas dentro dela, por causa do pecado que mantivera oculto, havia se acumulado tal tensão emocional que ela não conseguia encontrar felicidade.

Ali, então, determinei, estava a causa da falta de felicidade completa. O que ela deveria fazer? Eu lhe disse que, quando se sentisse pronta, deveria confiar completamente em seu marido e buscar seu perdão. A princípio ela exclamou: "Eu nunca poderia fazer isso!"

Mas de algum modo ela reuniu coragem para fazê-lo, depois de esperar o momento certo. O marido, é claro, ficou chocado; mas ele a perdoou; e isso trouxe paz e felicidade a esse lar.

Mais tarde, esta mulher me procurou para expressar sua gratidão. Ela disse, tanto quanto me lembro: "Nunca fui tão tranquila e feliz em minha vida." E o marido, como ele se sentiu? Bem, não sei ao certo; mas me lembro de suas palavras a mim, numa ocasião posterior, quando ele disse:

"O que me incomoda é que ela não me contou isso há anos. Eu a teria perdoado então, exatamente como faço agora."

Sempre fui impressionado pela fina sensibilidade quanto ao que é certo que existia num homem que conheci, o qual, em seu leito de morte, procurou não enfrentar seu Criador com uma mentira em seus lábios, ainda que aquela falsidade que ele havia perpetrado contra um amigo tivesse sido em sua juventude. Este erro permaneceu com ele por toda a vida.

Quando pecados são cometidos, o resultado é o estresse emocional. O mecanismo interior é desregulado.

Há somente um modo de obter alívio disso — e este é por meio do arrependimento.

O verdadeiro arrependimento, permiti-me repetir, é: "Quando um homem se arrepende . . . eis que ele confessará [seus pecados] e os abandonará." (D&C 58:43. Itálico acrescentado.) "Não mais me lembrarei deles"

Sob estas circunstâncias, onde o elemento de abandono é positivo e seguro, o Senhor disse: "Eis que aquele que se arrependeu de seus pecados, [e os abandonou,] o mesmo é perdoado, e eu, o Senhor, deles não mais me lembro."

(Idem, 58:42.) Convicção da Verdade Para concluir minhas palavras, permiti-me dizer: o que os homens precisam hoje é de convicção — sim, convicção numa causa de verdade. Isto podemos alcançar pela porta do arrependimento, que conduz à vida nobre. Aquela pessoa que não consegue reconhecer o certo sobre o errado, e então, pelo livre-arbítrio, escolher o certo, não verá a face de Deus, nosso Pai Celestial.

Edward Martin escreveu um poema que poderia nos ajudar a tomar essa decisão. Ele o chamou "My Name Is Legion" ("Meu Nome É Legião").

"Dentro de meu templo terreno há uma multidão; Há um de nós que é humilde, um que é orgulhoso, Há um que está com o coração partido por seus pecados, Há um que, impenitente, se senta e sorri; Há um que ama o próximo como a si mesmo, E um que não se importa com nada além da fama e do vil metal.

De tanto cuidado corrosivo eu estaria livre Se pudesse uma vez determinar qual sou eu."

(Masterpieces of Religious Verse, New York, Harper Brothers, 1948, p. 274.) Walter Malone, falando sobre a esperança, que poderia ser a oportunidade sempre presente de conhecer a diferença entre o bem e o mal e então buscar, com desejo positivo, escolher o bem, disse:

"Erram aqueles que dizem que não volto mais Quando uma vez bato e falho em vos encontrar em casa; . . . Cada noite queimo os registros do dia, Ao amanhecer toda alma renasce!"

("Opportunity," A Book of Living Poems, New York: Albert Whitman, 1934, p. 55. Itálico acrescentado.) Esta é uma mensagem que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem para o mundo. Nossos missionários, desde os tempos mais remotos, seguindo a sagrada consulta que Deus o Pai e seu Filho Jesus Cristo tiveram com José Smith, o Profeta, no Bosque Sagrado, perto de Palmyra, Nova York, têm proclamado a necessidade do arrependimento. Isto eles têm feito e estão fazendo hoje em quase todos os países do mundo, pelo poder da convicção e pela voz do testemunho.

Espera-se e ora-se para que a civilização de hoje atenda a este chamado, e que não sejam necessários mais 130 anos para proferir um veredicto a seu favor.

Falei hoje de apenas uma fase do quarto Artigo de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

"Cremos . . . no arrependimento . . ."

tal como está associado à fé e ao batismo por imersão para a remissão dos pecados e à imposição das mãos para o dom do Espírito Santo.

Testifico de que precisamos de fortes convicções e de ação positiva em abandonar os caminhos do erro, em reconhecer a questão do certo e do errado, e então, por meio do arrependimento, em escolher o certo. E faço isto em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoAlvin R. Dyer, “Dou o Mais Humilde Respeito e Amor...”, 1964 April General Conference, Second Day (Sunday, April 5) — Morning Meeting (1964-04-05). Pulpit Vault, 1964-04-dyer-i-most-humbly-give-respect-and-love. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).