So The Translators May Be Forewarned I...
S. Dilworth Young
Para que os tradutores fiquem avisados, vou dizer duas coisas que não estão no papel diante de mim. A primeira é que apoio total e completamente o Presidente Tanner e o Irmão Monson em suas posições. Tenho certeza de que já o sabem. Mas, para quaisquer outros que tenham alguma dúvida a respeito, quero que também saibam que eu os apoio. ¶
A segunda coisa diz respeito a alguns atributos desejáveis mencionados agora há pouco pelo Irmão Brockbank. Ele mencionou várias coisas que devemos ensinar aos nossos jovens, se esperamos que permaneçam fiéis na Igreja e tenham aceitação apropriada perante o Senhor em seu reino. Tem sido minha observação, como líder de jovens, que não se ensina a juventude em "blocos", se me permitem usar a palavra — por atacado. Cada coisa que se ensina a um rapaz deve ser ensinada separadamente das demais. Permiti-me ilustrar: ¶
Posso ensinar um rapaz a fazer fogo com dois fósforos, a cuidar dele e a apagá-lo. Este era um dos testes que costumavam estar no Manual dos Escoteiros quando eu fazia parte daquele movimento. Posso ensiná-lo de tal forma que possa deixá-lo sozinho enquanto o faz, e ter confiança de que ele realizará o teste sem que eu o tenha visto fazê-lo. Mas o fato de eu lhe ter ensinado tanta honra não se transfere necessariamente ao seu trabalho escolar, e no dia seguinte ele pode colar numa prova. Preciso então retroceder e ensinar aquele rapaz a não colar em provas, e, tendo-lhe ensinado a não colar em provas, devo tomar qualquer outra virtude que deseje que ele possua, concentrar-me nela e ensiná-la a ele. Não posso presumir que, por ter generalizado sobre o código de conduta pelo qual espero que ele viva, ele incorporará algo desse código em si mesmo, exceto na medida em que eu o detalhe item por item. Esta tem sido minha experiência ao ensinar rapazes. ¶
Isso explica, ao menos para mim, por que ensinamos minuciosamente a Palavra de Sabedoria, e depois descobrimos, para nossa tristeza, que muitas vezes a pessoa que não desobedeceria a um aspecto da Palavra de Sabedoria às vezes não tem muita noção do código moral. Ou lhe ensinamos o código moral, e ela não parece ter nenhuma noção da Palavra de Sabedoria. Não podemos permitir-nos presumir que um rapaz, ou também uma moça, vá aprender mais de uma coisa de cada vez. ¶
Henry Van Dyke, autor muito lido pela geração passada, mas pouco conhecido por esta, certa vez escreveu uma história a respeito de um homem que perdeu a palavra que poderia salvá-lo. Até que pudesse lembrá-la, dizê-la e colocá-la novamente em sua vida, não encontrava paz — assim se desenrolava a história. ¶
Pois bem, há uma palavra que muitos da geração atual ainda não aprenderam a conhecer, para começar. Ela não está perdida, pois ainda não foi aprendida. Contudo, sem ela, não podemos ir muito longe em nosso progresso rumo ao reino dos céus. ¶
Assim como o Sr. Van Dyke, deixarei essa palavra para a última parte do que vou dizer — mas falarei a respeito dela. ¶
Encontrei uma sugestão dela nas palavras do Presidente Heber C. Kimball, quando escreveu sobre seus sentimentos ao ouvir pela primeira vez o evangelho. Ele escreveu: "A família de John Young, sênior," (que, por sinal, é meu tataravô) "de cinco filhos e cinco filhas e dois genros, John P. Greene e Joel Sanford, havia se mudado para Mendon poucos anos antes." O Irmão Kimball estava em Mendon nessa época. "Tinham em seu peito os mesmos princípios que eu tinha no meu; a verdade era o que queríamos e teríamos; e a verdade é o que recebemos." ¶
Chamo a vossa atenção para estas palavras: ¶
"A verdade era o que queríamos e teríamos." Nada poderia mudar isso. ¶
Suas vidas foram uma testemunha daquilo que "teriam", pois, apesar da perseguição, da perda de propriedades — várias vezes seguidas —, a verdade que encontraram, eles a "teriam" — apesar de todos os obstáculos. ¶
Ao explicar o princípio do segundo consolador, o Profeta Joseph Smith disse estas palavras: ". . . Depois que uma pessoa tem fé em Cristo, arrepende-se de seus pecados e é batizada para a remissão de seus pecados e recebe o Espírito Santo (pela imposição das mãos), que é o primeiro Consolador, que ela então continue a humilhar-se diante de Deus, tendo fome e sede de retidão e vivendo por cada palavra de Deus, e o Senhor logo lhe dirá: Filho, serás exaltado. Quando o Senhor a tiver provado plenamente e verificar que o homem está determinado a servi-lo a todo risco, então o homem descobrirá seu chamado e sua eleição feita segura; então será seu privilégio receber o outro Consolador. . . ." ¶
(DHC 3, 380.) Chamo a vossa atenção para as palavras "verifica que um homem está determinado a servi-lo a todo risco". Essa é a palavra, e é isso de que precisamos hoje — determinação — determinação voluntária de servi-lo a todo risco. Esta é a palavra perdida que não está perdida, mas que muitos de nós não temos conhecido. ¶
Isso envolve o homem também em sua natureza superior, no âmbito de seu livre-arbítrio para fazer conforme quiser. ¶
Esta geração de jovens, e nós, os pais, encontraremos a chave que abre a porta para a solução de seus problemas pela prática desta palavra simples, porém poderosa — determinação. Sem ela, o evangelho não nos afetará muito. ¶
As gerações passadas, às quais apontamos com solene orgulho, estavam determinadas a permanecer puras diante do Senhor. ¶
Cada geração deve, por sua vez, mostrar igual determinação, se quiser ser aceita. Nossa geração atual, jovens e adultos, está agora fazendo essa escolha. Oro para que, por nossa vez, estejamos determinados a obedecer aos mandamentos e a ensinar a cada um de nossos filhos, um a um, cada mandamento, tanto pelo preceito quanto pelo exemplo, e a permanecer fiéis ao profeta de nossa geração, a respeito de quem dou testemunho de que é um profeta. Também dou testemunho de que o Senhor Jesus Cristo é o nosso Salvador e nos deu o seu evangelho para ver se o obedeceremos. Que o Senhor nos ajude a fazê-lo, oro em seu nome. ¶
Amém. ¶