O Assunto Que Devo Discutir Esta Noite...
Harold B. Lee
O assunto que devo discutir esta noite não foi escolhido por mim, mas por designação da Presidência da Igreja. ¶
Portanto, sinto uma tremenda responsabilidade, particularmente a de permanecer dentro dos limites do que compreendi ser o desejo deles quanto a esta apresentação. Para esse fim, busco, com a maior humildade, um interesse em vossa fé e orações, para que eu seja guiado de tal forma que possa, esta noite, tentar retratar algo que vos ajude a compreender os desenvolvimentos daquilo que o Presidente chamou de "o Programa de Correlação", tal como agora foi desenvolvido. ¶
Como introdução a essa apresentação, com algum detalhe, parte dela por revisão e parte por extensão, gostaria de fazer algumas observações introdutórias. Há alguns meses, participei de uma reunião de jejum e testemunhos em que o Dr. Harvey Fletcher prestou um notável testemunho. Ele contou a experiência de seu pai, chamado para uma missão quando o Dr. Fletcher era ainda menino. Havia cinco ou seis filhos, se bem me lembro, na família, e o pai foi chamado a sair com pouco apoio de casa. Não fazia muito tempo que estava fora quando foi chamado a voltar para casa em razão da morte de um membro da família. ¶
Enquanto estava em casa e se preparava para voltar à sua missão, foi acometido de surdez, alguma doença que o deixou totalmente surdo, o que, naturalmente, tornou necessário o cancelamento de sua missão. ¶
Foi algo perturbador para a família, e embora o pai não se permitisse tornar-se amargurado, houve alguns que se esforçaram ao máximo para ter pena dele ou fazê-lo sentir pena de si mesmo. Nessa época os godbeítas, dos quais os mais idosos aqui presentes se lembrarão como um grupo dissidente que tentava confundir a Igreja, estavam bastante ativos, e na ala em que moravam, um deles, membro do bispado da ala, havia tentado influenciar o pai e conseguira causar alguma confusão. ¶
O pai, com pensamentos dessa confusão em mente, caminhando pela estrada um dia, ouviu distintamente uma voz atrás de si, que lhe disse: ¶
"Fica com o velho navio. Ele te levará em segurança para casa." Ele se virou para olhar, porque não estava acostumado a ouvir vozes audíveis, e não viu ninguém falando, mas a mensagem que lhe chegou é a mensagem com que eu gostaria de começar — que devemos lembrar que é nossa responsabilidade "ficar com o velho navio" se quisermos ser levados em segurança de volta para casa. ¶
Gostaria de trazer-vos uma declaração de três antigos líderes da Igreja sobre os fundamentos daquilo que este orador chamou de "o velho navio", ¶
isto é, o reino de Deus, que deve ser sempre mantido em mente quanto aos elementos essenciais na edificação do reino. ¶
Parley P. Pratt, naquilo que foi chamado de "declaração" ou "proclamação", ¶
sob o título "Ordem de Governo", fez esta declaração muito clara: ¶
"O poder legislativo, judicial e executivo está investido nele (referindo-se ao Presidente da Igreja); ele revela a lei, ele elege, escolhe e nomeia os oficiais e detém o direito de repreender, corrigir, ou mesmo destituí-los à vontade. Daí a necessidade de um intercâmbio constante, por revelação direta, entre o Senhor e sua Igreja. ¶
Como precedente para os fatos anteriores, referimo-nos aos exemplos de todas as épocas, tal como registrados nas Escrituras. ¶
"Esta ordem de governo começou no Éden — Deus designou Adão para governar a terra e deu-lhe leis. ¶
"Foi perpetuada numa sucessão regular de Adão a Noé; de Noé a Melquisedeque, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Samuel, os Profetas, João, Jesus e seus apóstolos. Todos e cada um deles foram escolhidos pelo Senhor, e não pelo povo. ¶
"É verdade que o povo tem voz no governo do reino de Deus, . . . ¶
"Mas não é ele quem confere a autoridade em primeiro lugar, nem pode retirá-la; por exemplo, o povo não elegeu os doze apóstolos de Jesus Cristo, nem poderia, por voto popular, privá-los de seu apostolado. Assim como o governo do reino existia antigamente, assim é agora restaurado." (Millennial Star, 5:150; março de 1845.) A responsabilidade que recai sobre todo portador do sacerdócio é exposta em outra declaração muito clara e simples do Presidente Wilford Woodruff, e foi isto que ele disse: ¶
"Todo líder, em seu lugar, é responsável por sua mordomia. Estes discípulos de Cristo receberam o Santo Sacerdócio, o evangelho de Cristo e as chaves do Reino de Deus, e Jesus os considerou responsáveis até o dia de sua morte pelo rumo que seguiram. ¶
Contudo, foram desprezados pelo mundo, foram considerados responsáveis por prestar um testemunho fiel e verdadeiro, ao judeu e ao gentio, de que Jesus Cristo era o verdadeiro pastor e Salvador do mundo. Ele deu a ele, Joseph Smith, o Sacerdócio, sob as mãos de Pedro, Tiago e João. O Senhor Todo-Poderoso o considerou responsável até o dia em que ele selou o seu testemunho com seu sangue, pelo rumo que seguiu com estas coisas. E ele prestou seu testemunho, deixou seu registro e o selou com seu sangue e deu sua vida, e esse testemunho está em vigor hoje sobre todo o mundo, e assim permanecerá até o fim. Quando digo isto de Joseph Smith, digo-o de todo outro homem (e este é agora o ponto que quero que noteis particularmente). ¶
O Presidente Young liderou esta Igreja por muitos anos, e o Senhor o considerou responsável, e assim o considerará até o dia de sua morte, pelo rumo seguido por ele na condução dos negócios de Sua Igreja e Reino. E também pelo uso que ele fez do Santo Sacerdócio e do Reino de Deus. ¶
"Assim é com todos os seus conselheiros, os Doze Apóstolos, e cada um de nós; todos seremos considerados responsáveis até o dia de nossa morte. Teremos de prestar contas perante o Deus dos céus quando entrarmos no mundo espiritual e O encontrarmos ali, pelo uso deste Sacerdócio e das chaves do reino que foram estabelecidas na terra pela última vez, foram confiadas às mãos deste povo, e Deus nos considerará responsáveis pelo uso que fizermos destas bênçãos, privilégios e poderes que desfrutamos em conexão com elas. Os olhos de Deus e de seus anjos, e de todo homem que habita no Mundo Celestial, estão nos observando e observando os rumos que seguimos." ¶
O Presidente Joseph F. Smith define a relação de cada ordem do sacerdócio com todas as demais, em contraste, permita-me dizer, com aquele conceito de ter um só ministro para uma congregação, que praticamente dirige toda a atividade da congregação. ¶
O Presidente Smith disse: ¶
"O Senhor nunca teve a intenção de que um só homem tivesse todo o poder, e por essa razão ele colocou em Sua Igreja os presidentes, apóstolos, sumos sacerdotes, setentas, élderes e os vários oficiais do sacerdócio menor, todos os quais são essenciais em sua ordem e lugar, de acordo com a autoridade que lhes foi conferida. O Senhor nunca fez nada que não fosse essencial ou que fosse supérfluo. Há uso para cada ramo do sacerdócio, e ele o estabeleceu em sua Igreja. Queremos que todo homem aprenda seu dever, e esperamos que todo homem cumpra seu dever tão fielmente quanto souber, e leve adiante sua parte da responsabilidade de edificar Sião nos últimos dias." ¶
O resumo destas declarações é apresentado em um ou dois incidentes que gostaria agora de mencionar, e digredir por um momento, e depois resumir lendo um de nossos cursos de estudo do Sacerdócio de Melquisedeque. ¶
Conta-se a história dos primeiros dias da Igreja — particularmente, penso, em Kirtland — em que alguns dos irmãos líderes nos conselhos presidentes da Igreja se reuniram secretamente e tentaram tramar como poderiam livrar-se da liderança do Profeta Joseph. Cometeram o erro de convidar Brigham Young para uma dessas reuniões secretas. Ele os repreendeu, depois de ouvir o propósito da reunião. Parte do que ele disse foi: "Não podeis destruir a nomeação de um profeta de Deus, mas podeis cortar o fio que vos liga ao profeta de Deus e afundar-vos no inferno." ¶
Nesse mesmo tom, ouvi o Presidente Clark, pouco depois de entrar na Primeira Presidência, fazer uma interessante declaração pública. Disse que, quando o Presidente Grant o chamou para ser Conselheiro na Primeira Presidência, ele ficou preocupado. Sempre havia pensado no Presidente da Igreja como o "porta-voz" do Senhor, e se perguntava quanto conselho deveria dar ao "porta-voz" do Senhor. Mas não passara muito tempo na Presidência até descobrir seu lugar. ¶
O Presidente Grant costumava dizer a cada um de seus Conselheiros, quando discutiam um assunto sério: "O que pensas a respeito disto?" e "O que pensas a respeito disto?" E os Conselheiros respondiam. Às vezes suas opiniões estavam em contradição ou em conflito com o que o Presidente havia pensado. ¶
Havia então a tarefa de resolver os diferentes pontos de vista, mas sempre chegava um momento, depois de discussão suficiente, em que o Presidente dizia: "Bem, irmãos, sinto que isto é o que devemos fazer." Então o Presidente Clark comentou: "Quando ele dizia isso, eu parava de aconselhar, porque, para mim, aquilo era o profeta do Senhor falando, e senti que não deveria tentar dissuadi-lo." ¶
Na história da Igreja tem havido épocas ou casos em que Conselheiros na Primeira Presidência e outros de posição elevada procuraram reverter uma decisão ou persuadir o Presidente contra seu juízo inspirado, e sempre, se lerdes com atenção a história da Igreja, tais oposições trouxeram não apenas resultados desastrosos para aqueles que resistiram à decisão do Presidente, mas quase sempre tais persuasões temporárias foram chamadas de volta para reconsideração, ou uma reversão de uma ação apressada, não de acordo com os sentimentos, os sentimentos inspirados, do Presidente da Igreja. E isto, submeto a vós, é uma das coisas fundamentais que nunca devemos perder de vista na edificação do reino de Deus. ¶
Agora, então, o resumo que gostaria que retivésseis, a fim de reunir todas estas declarações como introdução: ¶
"Uma ideia significativa e básica no significado do Sacerdócio é esclarecida, isto é, que embora o Presidente da Igreja possa deter e dispensar os poderes e as responsabilidades administrativas desse cargo, o poder do Sacerdócio é descentralizado, primeiro, de acordo com os ofícios e a jurisdição desses respectivos ofícios. Segundo, de acordo com os portadores individuais do Sacerdócio. Isto significa que, embora a Igreja como um todo seja delicadamente responsável perante a autoridade central para fins de âmbito eclesiástico, as relações locais centrais nas organizações não restringem a plena iniciativa e o livre desenvolvimento, seja da divisão territorial da Igreja, dos quóruns individuais, de grupos de quóruns, ou do membro como indivíduo." Como disse, essa citação é de um de nossos cursos de estudo recentes para o Sacerdócio de Melquisedeque. ¶
Agora, então, para que tenhais uma noção do que queremos apresentar, vou referir-me e repetir o que já foi dito antes, pois, como alguém disse, "a repetição é a alma da aprendizagem". ¶
O Presidente Brigham H. Roberts tinha uma declaração clássica: "O retorno aos fundamentos é essencial para a perpetuidade." ¶
Se conseguirdes entender essas palavras difíceis, é isso que vou tentar fazer nos próximos minutos — voltar, ou levar-vos de volta a um retorno aos fundamentos, para que possais perpetuar em vossas mentes aquilo de que estamos falando no Programa de Correlação. ¶
A chave para todo o movimento de correlação, que nos foi dada por nossos atuais líderes, ao definirem o lugar das organizações auxiliares e do lar e do sacerdócio, está exposta nesta declaração feita pela Presidência há alguns anos. Cito: ¶
"O lar é a base de uma vida justa, e nenhum outro instrumento pode tomar seu lugar nem cumprir suas funções essenciais; o máximo que as organizações auxiliares podem fazer é ajudar o lar em seus problemas, dando auxílio e amparo especiais onde isso for necessário, de modo que, ao ajudar o lar, as organizações auxiliares bem podem considerar a vida familiar das pessoas como tendo três períodos: o primeiro, do nascimento aos doze anos de idade, ou o período da infância; depois o período da juventude, dos doze anos até o início dos vinte anos; e depois a idade adulta, do início dos vinte anos até o fim da vida." ¶
Ora, é sobre estes fundamentos, simplesmente expostos, que temos sido guiados em nossos estudos de correlação dos currículos e atividades de todas as organizações do sacerdócio e auxiliares. A fim de expor mais claramente aquilo que nos foi agora designado a fazer neste novo olhar sobre a correlação, a Primeira Presidência, com data de 24 de março de 1960, isto é, pouco mais de três anos atrás, escreveu esta carta ao comitê geral do sacerdócio: ¶
"Nós, da Primeira Presidência, ao longo dos anos, sentimos a necessidade de uma correlação entre e dentre os cursos de estudo publicados pelo Comitê Geral do Sacerdócio e pelos chefes responsáveis dos outros Comitês das Autoridades Gerais, para a instrução do Sacerdócio da Igreja. ¶
"Também sentimos a necessidade muito urgente de uma correlação de estudos entre as Organizações Auxiliares da Igreja. Notamos o que pareceu ser uma tendência a um conceito orientador fundamental, particularmente entre certas Organizações Auxiliares, de que deve haver todo ano um novo curso de estudo para cada uma das Organizações Auxiliares assim procedendo. Questionamos se o conjunto de todos eles não tenderia a afastar-se do desenvolvimento de uma dada linha de estudo ou atividade que tenha por objetivo final e desejado edificar o conhecimento do Evangelho, um poder de promulgá-lo, uma promoção do crescimento, da fé e de um testemunho mais forte dos princípios do Evangelho entre os membros da Igreja. ¶
"Às vezes fomos levados a questionar se havia uma observância adequada do campo de uma determinada Organização Auxiliar, do que se poderia chamar sua jurisdição. Não esteve ausente de nossa mente a questão de que poderia haver um conceito, entretido por algumas delas, de incluir dentro de sua jurisdição todo o escopo da atividade da Igreja, e ter como seus membros toda a membresia da Igreja. ¶
"Pensamos que o estudo contemplado pelo Comitê agora constituído deve ter em mente as questões acima. Estamos convencidos de que, se todo o currículo da Igreja fosse visto do ponto de vista daquilo que poderíamos chamar o propósito total de cada uma e de todas estas organizações, isso traria uma tal reunião e limitação de assuntos e matérias elaborados nos vários cursos das Organizações Auxiliares que tenderia à construção de eficiência nas próprias Organizações Auxiliares, no que se refere ao cumprimento dos propósitos subjacentes à sua criação e função. ¶
"Recomendamos, portanto, a vós, Irmãos do Comitê Geral do Sacerdócio, que comeceis um estudo e uma consideração exaustivos e em espírito de oração de todo este assunto, com a assistência cooperativa das próprias Organizações Auxiliares, de modo que a Igreja possa colher a máxima colheita da devoção da fé, da inteligência, da habilidade e do conhecimento de nossas várias Organizações Auxiliares e Comitês do Sacerdócio. ¶
"Esta é vossa autoridade para empregar a ajuda técnica necessária que possais precisar para conseguir isto. Aguardaremos vosso relatório." ¶
Suponho que não precise dizer-vos que designação exigiu tanto exame de alma. Descobrimos, em nosso estudo, que em 1912 e novamente em 1920, desde que o Presidente McKay se tornou uma das Autoridades Gerais, ele foi membro de um comitê dos Doze pelo qual estudos semelhantes foram empreendidos. Isto significa que, por um período de pelo menos quarenta anos, este assunto da correlação esteve próximo da mente do Presidente e em seus pensamentos como algo muito essencial e desejável. ¶
Ora, ao começarmos a cumprir esta designação, foi nossa primeira conclusão que deveria ser estabelecido um conselho coordenador, o que assim recomendamos, e que foi aprovado. ¶
Vamos mostrar-vos esse conselho em alguns momentos. Haveria três comitês estabelecidos, e em harmonia com a carta que acabo de ler-vos, um para a juventude, um para as crianças e um para os adultos, e sentiu-se que a Primária e a Escola Dominical provavelmente seriam a organização para ensinar as crianças. As duas organizações da AMM e a Escola Dominical e o sistema educacional e o Sacerdócio Aarônico implementariam o programa para a juventude. Os adultos seriam ensinados pela Escola Dominical, pelo sistema educacional, pela Sociedade de Socorro e pelo sacerdócio, incluindo os membros do Sacerdócio Aarônico com mais de 21 anos, e naturalmente seria preciso alguma flexibilidade nestas áreas e atividades em que não se pudessem traçar linhas nítidas. ¶
Quando fizemos nosso primeiro relatório preliminar, o que temos feito passo a passo à medida que avançamos desde aquela primeira designação, o Presidente McKay disse, numa reunião com a Presidência e o Conselho dos Doze: "Isto vai na direção certa, e deve seguir adiante." ¶
Encorajados por isso, então, demos o passo seguinte. ¶
Vamos empreender esta noite algo que será bastante difícil. Vamos mostrar-vos oito gráficos, que agora projetaremos numa tela. Como dois terços de nossa audiência esta noite não está ao alcance da tela, pediremos àqueles que não estão aqui, ou onde a televisão não está disponível, que prestem atenção cuidadosa, e tentarei explicar suficientemente para que possais formar ao menos algum tipo de imagem mental, e se vós que estais aqui e podeis ver observardes estes gráficos, talvez eu possa mostrar-vos mais rapidamente a organização e o que foi feito até o presente momento. ¶
Para que as Autoridades Gerais possam ver os gráficos sem ter de se virar, preparamos cópias destes gráficos, que os irmãos agora vos distribuirão, e podereis então acompanhar sem a necessidade de virar vossas cadeiras. ¶
Numeramos estes gráficos, como notareis, irmãos, no canto superior esquerdo, Número 1, 2, 3, 4, e assim por diante, para que possais acompanhar com mais facilidade. Agora, se pudermos apagar as luzes e projetar o primeiro gráfico na tela. Deixamos estas luzes aqui reduzidas, penso, o suficiente, Presidente McKay, para que os irmãos na tribuna possam ver e, ainda assim, isso não tire a eficácia da projeção na tela. ¶
Agora vamos mostrar-vos o primeiro gráfico e ver se funciona. ¶
O Gráfico nº 1 mostra a organização geral para a coordenação de toda a Igreja, com, naturalmente, a Primeira Presidência à cabeça. Sob sua direção, o Conselho dos Doze e as Autoridades Gerais associadas a eles, e então notareis, no lado esquerdo do gráfico, o Comitê de Correlação, atualmente composto de quatro membros dos Doze. No lado direito notareis os conselheiros auxiliares. Estes são conselheiros nomeados pela Primeira Presidência para cada uma das organizações auxiliares, dois ou três ou mais para cada uma delas. ¶
Gráfico nº 2. Este gráfico mostra-vos o Comitê de Correlação. Então notareis um Conselho Coordenador de Toda a Igreja, como é chamado neste gráfico. ¶
Isto inclui os quatro membros dos Doze, representando o Sacerdócio de Melquisedeque, o Bispo Presidente, que representa o Sacerdócio Aarônico, o presidente da Sociedade Genealógica, e os presidentes e/ou superintendentes de cada junta geral auxiliar, e um representante do sistema escolar da Igreja. Este conselho tem um secretário executivo. Sob o Conselho Coordenador de Toda a Igreja temos três comitês — o Comitê das Crianças; o Comitê da Juventude; e o Comitê dos Adultos. O presidente de cada um destes três comitês, o Comitê dos Adultos, o Comitê da Juventude e o Comitê das Crianças, é um membro dos Doze. Cada comitê tem seu próprio secretário executivo. ¶
Ora, como indicava a carta que vos li, os três períodos no curso da vida, tal como estabelecidos, são: crianças até doze anos de idade, juventude dos doze anos até o início dos vinte anos, e adultos por toda a vida. O grupo executivo, ou de planejamento, que trabalha com cada presidente, tem de dois a quatro membros que constituem um comitê executivo. Além disso, temos vinte e cinco irmãos e irmãs bem qualificados, escolhidos para os comitês adicionais de "tarefa". ¶
Eles estão trabalhando agora revisando os cursos de estudo atuais e os cursos anteriores que foram usados, e onde for necessário recomendarão novos cursos, a fim de seguir um esboço predeterminado e aceito para crianças dos três anos de idade até a idade adulta. Este esboço completo dos assuntos a serem ensinados em todas as idades foi revisado e apresentado à Presidência e aos Doze, e agora se torna o plano que estes comitês de "tarefa" seguirão. ¶
Com cada um destes comitês, gostaria de fazer uma menção especial aos quatro irmãos que servem como nossos secretários executivos, que fizeram um trabalho tão tremendo: o Irmão Antone K. Romney, o Irmão Reed L. Bradford, o Irmão B. West Belnap, o Irmão Vaughn E. Hansen, e anteriormente o Irmão Dan Ludlow, tendo Carol H. ¶
Cannon como secretária deles. Noite e dia, ao longo destes anos, foram dispensados de todas as outras designações eclesiásticas, e enquanto realizavam seu próprio trabalho escolar como professores profissionais em suas várias universidades, prosseguiram, e com seus grupos de planejamento nos trouxeram seu excelente trabalho para nossa consideração e desenvolvimento posterior, cujo relatório de progresso estamos tentando apresentar-vos esta noite. ¶
Nos grupos de planejamento, ou comitês executivos, temos nove membros ao todo. Temos o mesmo tipo de dedicação, como expliquei, em mais vinte e cinco que trabalham nos comitês de tarefa, com a mesma atenção total às suas designações específicas. Se o Irmão Wendell Ashton me perdoar, gostaria de fazer referência a ele como ilustração. Estávamos sentados numa reunião, outra noite, onde ele, representando o grupo dos adultos, estava em sessão conosco, quando o telefone tocou. Era uma mensagem de sua casa, dizendo que sua adorável esposa acabara de falecer. ¶
Doente como ela estava, ele havia deixado o leito dela para aconselhar-se conosco, preparando esta conferência. Desta reunião ele voltaria para casa, para sua família enlutada. Cito este serviço completamente desinteressado do Irmão Ashton como exemplo do serviço plenamente devotado destes membros do comitê, enquanto trabalham nos bastidores. Gostaria que o tempo permitisse nomeá-los a todos. ¶
Ao pensar na dedicação destes irmãos e irmãs, tenho pensado com frequência em algo que se relata ter sido dito pelo falecido Presidente J. Golden Kimball. Perguntaram-lhe certa vez quantas pessoas trabalhavam no Edifício dos Escritórios da Igreja, e sua resposta foi: "Ah, mais ou menos um terço delas." Ao menos, podemos dizer-vos que estas pessoas representam o "terço" de que o Irmão Kimball falava — um "terço trabalhador" completamente dedicado. ¶
Gráfico nº 3. Neste próximo gráfico notareis os conselheiros auxiliares mostrados no topo, e abaixo dos conselheiros auxiliares, no gráfico, as quatro organizações auxiliares, ou cinco, se contardes a AMMJ e a AMMR como organizações separadas: as juntas gerais da Sociedade de Socorro, Escola Dominical, AMM e Primária. ¶
Enquanto os comitês de correlação estudam os cursos de estudo, preparando-os e escrevendo-os, quando designados a fazê-lo, os conselheiros auxiliares com suas juntas gerais agora se dedicarão primariamente ao treinamento de liderança, de modo que notareis no centro daquele gráfico "Treinamento de Liderança" retratado como a grande tarefa das juntas gerais auxiliares com seus conselheiros. Isto é feito primeiro em sua conferência anual, como acaba de ser realizada pela junta geral da Associação Primária, e está agora em processo de ser realizada pela junta geral da Escola Dominical. Nestas conferências anuais haverá uma prévia dos cursos de estudo e atividades, e depois, na conferência trimestral da estaca (notareis do lado direito), uma vez por ano, cada organização auxiliar enviará um representante que trará a cada estaca um programa de treinamento e instrução dos líderes locais. ¶
A maioria de vós já recebeu visitas de representantes da Sociedade de Socorro e da Primária, e quase uniformemente não ouvimos senão elogios dos presidentes de estaca pelo excelente serviço que estes representantes auxiliares prestaram nas conferências de estaca. A Escola Dominical e a AMM comparecerão às conferências durante o terceiro e o quarto trimestres do ano. Estes representantes auxiliares darão treinamento de liderança aos líderes de estaca, em reuniões separadas ao longo do sábado, e depois aos líderes do sacerdócio à noite, e depois participarão, sob a direção dos presidentes de estaca, nas sessões gerais de domingo, para trazer seus respectivos programas auxiliares ao corpo da Igreja. Estas conferências de estaca, com a presença de representantes auxiliares, tomarão o lugar do que até agora se chamou as convenções auxiliares anuais. ¶
Gráfico nº 4. O próximo gráfico mostra outras quatro fases do trabalho, como notareis. Sob a Primeira Presidência e os Doze, Autoridades Gerais serão enviadas às conferências de estaca, alternando com as juntas gerais auxiliares, e notareis, na parte inferior do gráfico, as quatro fases do trabalho que serão enfatizadas quando as Autoridades Gerais comparecerem. ¶
Nos dois primeiros trimestres deste ano, o trabalho de bem-estar e o trabalho genealógico foram enfatizados e o serão até o fim do segundo trimestre. Na última metade do ano, o trabalho missionário e o que estamos chamando de "Ensino Familiar" ¶
serão enfatizados pelas Autoridades Gerais e seus associados. ¶
Falaremos do "Ensino Familiar" ¶
daqui a pouco. ¶
Gráfico nº 5. Agora, com este próximo gráfico, quero fazer uma pausa por um momento para ilustrar algo de nosso procedimento, à medida que desenvolvemos o programa de correlação, passo a passo. Notareis aqui novamente, e a vós que estais ouvindo, a Primeira Presidência no topo do gráfico, e sob a Presidência, as Autoridades Gerais, e depois notareis, numa posição subordinada, as palavras "junta geral do sacerdócio" entre parênteses, e derivando-se da caixa que mostra as Autoridades Gerais ou (junta geral do sacerdócio), vereis quatro comitês que auxiliarão as Autoridades Gerais: um comitê missionário do sacerdócio, um comitê de bem-estar do sacerdócio, um comitê de ensino familiar do sacerdócio e um comitê genealógico do sacerdócio. Todos estes programas, portanto, devem ser centrados no sacerdócio. ¶
Quando trouxemos esta recomendação à Primeira Presidência, designando uma junta geral do sacerdócio numa posição de supervisão, o Presidente McKay fez uma declaração muito significativa, no sentido de que, anos atrás, quando o comitê dos Doze em que ele então trabalhava, com um problema semelhante, havia sugerido a criação de uma junta geral do sacerdócio, o Presidente Joseph F. ¶
Smith havia dito: "Vós tendes uma junta geral do sacerdócio. Vós, como o Quórum dos Doze Apóstolos, constituís a junta do sacerdócio." ¶
Ao nomear os Doze como a junta geral do sacerdócio, o Presidente da Igreja estava apenas repetindo, em essência, o que o Senhor havia dito. Permiti-me ler-vos três breves versículos. "Os Doze constituem um Sumo Conselho Presidente Viajante, que tem por fim oficiar em nome do Senhor, sob a direção da Presidência da Igreja, conforme as instituições do céu; e edificar a igreja e regular todos os seus negócios em todas as nações, primeiro junto aos gentios e depois junto aos judeus." ¶
Depois esta referência aos Setenta: ¶
"Os Setenta agirão em nome do Senhor, sob a direção dos Doze, ou seja, do sumo conselho viajante, edificando a igreja e regulando todos os seus negócios em todas as nações, primeiro junto aos gentios e depois junto aos judeus;" ¶
Depois, finalmente: "Ao passo que outros oficiais da igreja, não pertencentes aos Doze nem aos Setenta, não têm a responsabilidade de viajar por todas as nações, mas viajarão como lhes permitir sua situação, embora possam ocupar ofícios tão elevados e de igual responsabilidade na igreja." ¶
(D&C 107:33-34, 98.) E se pensardes no lugar dos Assistentes dos Doze, começareis a ver como o Senhor, muito claramente, nesta última citação, abriu a possibilidade daquele exato tipo de nomeação, assim como o Senhor havia dito que haveria "outros oficiais, não dos Doze nem dos Setenta — embora possam ocupar ofícios tão elevados e de igual responsabilidade na Igreja." ¶
Trabalhando com os Doze, então, servindo como uma junta geral do sacerdócio, auxiliada por outras Autoridades Gerais, estarão estes quatro subcomitês, centrados no sacerdócio, dirigidos pela junta geral do sacerdócio, que é, como o Presidente Joseph F. Smith descreveu, a responsabilidade sacerdotal dos Doze. Um membro dos Doze será o presidente de cada um destes comitês, com um Assistente dos Doze como diretor administrativo, e outros formando um quadro administrativo, com membros de comitê que servirão como membros em cada um destes comitês, que se poderiam considerar como representantes de campo. ¶
Provavelmente haverá até vinte ou vinte e cinco em cada comitê. (Estes serão associados de tempo integral a serviço da Igreja, mas não obrigados a dedicar tempo integral como os Assistentes dos Doze e as outras Autoridades Gerais, isto é, serão dispensados de outras designações eclesiásticas que entrem em conflito com esta designação. Funcionarão sob a direção das Autoridades Gerais, de certo modo como fazem as juntas auxiliares na questão de chamado e desobrigação.) O comitê de bem-estar do sacerdócio terá como presidente o Bispo Presidente da Igreja, como foi anunciado hoje pelo Presidente Moyle, quando os oficiais gerais da Igreja foram sustentados, com um Assistente dos Doze como diretor administrativo, e outros como quadro administrativo e comitê que trabalharão com ele. ¶
Ao estudarmos as designações destes irmãos, pensamos que, em algumas conferências de estaca, em países estrangeiros, um irmão poderá dar atenção a ambos os programas, chegando antes e permanecendo um dia depois da conferência. Podemos encontrar alguns membros de comitê que podem ensinar um programa na primeira metade do ano e outro programa na segunda metade, se seus assuntos pessoais permitirem. Tudo isto está sendo estudado pelos Doze, para ver o que se pode fazer a fim de aumentar a eficiência e manter os custos de viagem ao mínimo. ¶
Gráfico nº 6. Aqui, agora, vamos mostrar-vos a introdução daquilo que estamos chamando de programa de Ensino Familiar do sacerdócio. Este é um programa que agora estudaremos em grande detalhe, à medida que formos às vossas conferências de estaca, de modo que esta noite falarei apenas em manchetes. Para vós que estais ouvindo, no topo da página dizemos "Correlação do Sacerdócio". É um gráfico organizacional do Ensino Familiar. ¶
Este novo programa deve ser introduzido e ensinado durante os últimos dois trimestres de 1963 e será inaugurado em escala plena em 1º de janeiro de 1964. Esta fase do trabalho é conhecida como "Ensino Familiar". ¶
Esta designação foi feita após discussão em espírito de oração pelo Conselho Coordenador e pela Primeira Presidência e os Doze, para enfatizar uma ampliação do escopo de responsabilidade anteriormente contido naquilo que temos chamado "Ensino de Ala". Ênfase nas responsabilidades de todo o sacerdócio de "vigiar sobre a Igreja", como ordenado nas primeiras revelações — de preocupar-se com toda a família, como grupo e como indivíduos. ¶
Em cada estaca será estabelecido um comitê de Ensino Familiar, como vereis no topo do gráfico, que consistirá da presidência da estaca, do secretário geral do Ensino Familiar, que será um dos conselheiros do sumo conselho, também membro do comitê do Sacerdócio de Melquisedeque da estaca, e um secretário assistente de estaca para o Ensino Familiar. ¶
Sob a supervisão do comitê de estaca do Ensino Familiar, como mostra o gráfico, em cada ala haverá um comitê de ala do Ensino Familiar, consistindo do bispado da ala, um secretário assistente de ala para o ensino de ala, e um líder de grupo de sumos sacerdotes, o presidente ou líder de grupo dos setentas, e o presidente dos élderes. Ora, este será o núcleo daqueles que agora sairão para "vigiar sobre a Igreja". ¶
Os líderes de grupo do sacerdócio conferenciarão com o bispo, e o bispo, por sua vez, determinará quem será designado para trabalhar com certas famílias. Estes mestres familiares então relatarão de volta a seu líder ou presidente de grupo do sacerdócio, que, por sua vez, relatará ao bispo. ¶
Gráfico nº 7. Este gráfico mostrar-vos-á os sumos sacerdotes, que, como companheiros seniores, na medida do possível, trabalharão com sumos sacerdotes. Poderão, em alguns casos, ser acompanhados por um membro do Sacerdócio Aarônico, e visitarão os lares de sumos sacerdotes ou de viúvas de sumos sacerdotes. ¶
Os setentas, no topo da página, ou líderes de grupo, serão designados, na medida do possível, a trabalhar com setentas como companheiros seniores, possivelmente com um companheiro júnior do Sacerdócio Aarônico. Visitarão os lares de setentas e suas viúvas, e assim com os élderes. ¶
Gráfico nº 8. Agora, na próxima página, vereis o Sacerdócio Aarônico. O secretário geral para os maiores de 21 anos trabalhará com os mestres familiares, conselheiros do Sacerdócio Aarônico com mais de 21 anos como companheiros seniores, e visitará os lares dos portadores do Sacerdócio Aarônico com mais de 21 anos e dos não ordenados. ¶
Do lado oposto notareis, no texto, algo muito significativo. Os líderes auxiliares auxiliarão os líderes do sacerdócio no programa de Ensino Familiar, conforme dirigido pela liderança do sacerdócio de estaca e de ala. Esta reunião de líderes do sacerdócio e auxiliares constituirá o que se chamará o Conselho da Ala. Vós, presidentes de estaca, tendes realizado uma reunião mensal com este grupo de líderes de ala. Esta reunião tem sido conhecida por diferentes nomes — reunião de oficiais de ala, reunião de corpo docente de ala, reunião de correlação de ala, etc. ¶
— mas agora será conhecida como uma reunião do Conselho da Ala, onde representantes de todas as organizações auxiliares poderão ser convidados a reunir-se com os representantes do sacerdócio. ¶
Em casos de necessidade especial, este gráfico explica que o bispo fará ajustes nas designações conforme necessário; por exemplo, poderá haver mulheres designadas a acompanhar seus maridos em alguma ocasião, ou poderão ser chamados especialistas do sacerdócio ou de organizações auxiliares onde houver um problema particular com um menino ou uma menina, ou um homem ou uma mulher, conforme o caso. ¶
Agora, com estes poucos gráficos em mente, se as luzes puderem ser acesas, permiti-me fazer apenas um ou dois comentários finais. No livro de instrução, que será colocado nas mãos de todos os líderes, o Presidente McKay preparou um prefácio no qual enfatizou justamente estas coisas de que estamos falando. É isto que o Presidente McKay dirá em seu prefácio: "Um Serviço Divino." ¶
"O Ensino Familiar é uma de nossas oportunidades mais urgentes e mais gratificantes de nutrir e inspirar, de aconselhar e dirigir os filhos de nosso Pai em tudo o que diz respeito à vida. Por meio dos quóruns do sacerdócio, e sob a direção do Bispo, o Ensino Familiar leva a mensagem do evangelho, a mensagem de vida e salvação e amor fraternal, ao lar, onde está a primeira e mais importante oportunidade de ensino na Igreja. ¶
"Três coisas devem ser mantidas em mente numa preparação completa para o Ensino Familiar: ¶
"Primeiro, um conhecimento daqueles a quem se vai ensinar. Assim como cada família é diferente de outra, também cada indivíduo na família difere dos demais. Os métodos e as mensagens devem variar de acordo com cada indivíduo, e de acordo com seus problemas e necessidades. ¶
"Para cumprirmos plenamente nosso dever como Mestre Familiar, precisaríamos estar continuamente conscientes das atitudes, das atividades e interesses, dos problemas, do emprego, da saúde, da felicidade, dos planos e propósitos, das necessidades físicas, temporais e espirituais e das circunstâncias de todos — de cada criança, cada jovem e cada adulto nos lares e famílias que nos foram confiados como portadores do sacerdócio e representantes do bispo. ¶
"Segundo, um conhecimento daquilo que se vai ensinar. É dever do Mestre Familiar ensinar que Jesus, o Cristo, é o Redentor do Mundo, e que Joseph Smith e seus sucessores são profetas de Deus, e que o evangelho foi restaurado, e que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é divinamente conduzida e oferece felicidade, vida eterna e exaltação a todos os que estiverem dispostos a aprender e a viver seus princípios. A sinceridade de vosso testemunho e a sinceridade de vosso serviço ajudarão a dar vida, propósito e desejo de plena comunhão na Igreja àqueles a quem ensinardes. ¶
"Terceiro, um conhecimento de como vamos ensinar. Se pudermos tomar emprestada alguma linguagem da Doutrina e Convênios e aplicá-la a este propósito: o Mestre Familiar deve 'visitar a casa de cada membro' e 'ensinar, expor', e exortá-los a orar em voz alta e em secreto e a cumprir todos os deveres familiares e 'vigiar sempre sobre a Igreja, e estar com eles e fortalecê-los' — e isto significa sempre — como quer que seja e sempre que for necessário. ¶
"O Ensino Familiar é um serviço divino, um chamado divino. É nosso dever, como Mestres Familiares, levar o espírito divino a cada lar e a cada coração. Amar a obra e fazer o melhor possível trará a paz, a alegria e a satisfação sem limites de um Mestre nobre e dedicado aos filhos de Deus." ¶
Aqui, então, vereis uma responsabilidade centrada no lar e centrada no sacerdócio, na qual se espera que cada membro do sacerdócio atue. ¶
Ninguém que possua o sacerdócio deve ser isento de uma designação do bispo para trabalhar neste programa. ¶
O Presidente Joseph F. Smith deve ter sido da mesma opinião, pois disse: "O Irmão Charles W. Penrose tem oitenta e dois anos de idade. Estou chegando aos setenta e seis . . . e quero dizer-vos . . . ¶
que não somos velhos demais para atuar como mestres, se nos chamardes para isso, nenhum de nós. . . . Enquanto a vida durar, e enquanto possuirmos capacidade para fazer o bem, para trabalhar na edificação de Sião em benefício da família humana, devemos, com boa vontade, com prontidão, ceder às exigências que nos são feitas de cumprir nosso dever. . . ." ¶
Só mais um pensamento final. Quando este plano de correlação, até aqui desenvolvido, foi finalmente apresentado, o Presidente McKay fez esta declaração: "Isto não é apenas um passo maravilhoso à frente, mas um salto à frente. Minha alma se regozija! Penso que a coisa toda é gloriosa! Todos podemos ver oportunidades para o sacerdócio tornar-se ativo, também como quóruns: penso que isto é crescimento. Isso aquece minha alma!" ¶
E todos nós, que temos tido o privilégio de trabalhar nos estudos de correlação, sentimos como o Presidente se expressou. Cada passo à frente, contudo, abre uma nova perspectiva de nova responsabilidade, de modo que sentimos algo semelhante ao grande construtor de impérios, Sir Cecil John Rhodes, que disse, em suas últimas palavras, no leito de morte, depois de uma vida inteira de grandes realizações: "Tão pouco feito, tanto ainda por fazer." ¶
É assim que nos sentimos a respeito disto. "Tão pouco feito, e tanto ainda por fazer." Devemos esperar oposição, e às vezes essa oposição pode vir de dentro, mas lembrai-vos do que disse o Profeta Joseph Smith, nosso primeiro líder: "Quanto mais uma pessoa se aproxima do Senhor, maior será o poder manifestado pelo Adversário para impedir a realização de seus propósitos." Um dos irmãos, o Presidente John Taylor, disse ter ouvido o Profeta dizer: "Tendes toda sorte de provações a passar, e é bastante necessário que sejais provados, tal como Abraão e outros homens de Deus", e disse ele: "Deus sondará vosso íntimo, ele vos tomará e arrancará as próprias cordas de vosso coração, e se não puderdes suportá-lo, não estareis aptos para uma herança no Reino de Deus." ¶
Bem, agora permiti-me encerrar com uma declaração, parafraseando o que o Senhor disse, por meio do Profeta Joseph Smith, a seus associados no sacerdócio da Igreja: "Irmãos, não iremos avante numa causa tão grande? Ide avante e não para trás. Coragem, irmãos, e avante, avante para a vitória", pelo que oro, humilde e fervorosamente, para que possamos fazê-lo, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. ¶