Em Consonância com o Espírito de...
Ezra Taft Benson
Em consonância com o espírito do magistral discurso proferido por nosso grande líder, o Presidente David O. McKay, no início desta conferência, declaro-vos nesta manhã que a liberdade humana é a mola mestra do progresso humano. ¶
A única grande revolução no mundo é a revolução pela liberdade humana. Esta foi a questão primordial no grande Conselho no Céu antes desta vida terrena. ¶
Tem sido a questão através dos tempos. É a questão de hoje. ¶
É difícil para os americanos compreender o perigo que ameaça nossa liberdade. "Isso está geralmente fora do alcance de nossa experiência." Mas hoje vivemos numa era de perigo. Estamos ameaçados de perder não apenas a riqueza material, mas algo muito mais precioso — a própria liberdade. ¶
Nunca antes na história de nosso país houve maior necessidade de que todo o nosso povo tomasse tempo para descobrir o que está acontecendo no mundo. ¶
Todos os dias tomam-se decisões que afetam a vida de milhões de seres humanos. ¶
Nós, como povo, jamais conhecemos a escravidão. A liberdade sempre foi nossa sorte abençoada. Poucos de nós já viram pessoas que perderam sua liberdade. E, ao sermos lembrados do perigo de perder nossa liberdade e independência, nossa atitude tem sido geralmente: Isso não pode acontecer aqui. ¶
Não devemos jamais esquecer que as nações podem, e geralmente o fazem, semear as sementes de sua própria destruição enquanto desfrutam de prosperidade sem precedentes. ¶
Os filhos de Israel, dispostos a sacrificar a liberdade, quiseram que Moisés fosse seu rei. Gerações depois, seus descendentes suplicaram ao profeta Samuel que lhes desse um rei. Ele apontou a falácia de seu raciocínio. Samuel, como outros grandes líderes espirituais, antigos e modernos, viu os resultados que decorreriam da entrega da liberdade. ¶
Naquele sagrado volume de escritura, o Livro de Mórmon, notamos a grande e prolongada luta pela liberdade. Notamos também a complacência do povo e sua frequente disposição de abrir mão de sua liberdade pelas promessas de um pretenso provedor. ¶
O registro revela que um homem "de astutos ardis . . . e . . . muitas palavras lisonjeiras" . . . procurou . . . "destruir o alicerce de liberdade que Deus lhes concedera . . ." (Alma 46:10.) Então Morôni, o comandante-chefe dos exércitos, dramaticamente ". . . rasgou sua túnica e, pegando um pedaço dela, nele escreveu: Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos — e amarrou-o na ponta de um mastro. ¶
". . . (a que ele chamou estandarte da liberdade) e inclinou-se até o solo e orou fervorosamente a seu Deus, a fim de que as bênçãos da liberdade repousassem sobre seus irmãos . . ." (Ver ibid., 46:12-13.) Esse grande general, Morôni, como os profetas cujas palavras estão registradas no Livro de Mórmon, falou das Américas como uma terra escolhida — a terra da liberdade. Ele conduziu à batalha o povo que estava disposto a lutar para "manter sua liberdade." ¶
E o registro declara: ". . . fez com que o estandarte da liberdade fosse hasteado em todas as torres de toda a terra . . . e assim Morôni plantou o estandarte da liberdade entre os nefitas." ¶
(Ibid., 46:36.) Esta é nossa necessidade hoje — plantar o estandarte da liberdade entre nosso povo em toda a extensão das Américas. ¶
Embora este episódio tenha ocorrido cerca de setenta anos antes de Cristo, a luta prosseguiu ao longo de mil anos abrangidos por este sagrado registro do Livro de Mórmon. ¶
Com efeito, a luta pela liberdade é contínua — ela está conosco de maneira bem real hoje, aqui mesmo, nesta terra escolhida das Américas. Sim, numa ilha estrategicamente situada a apenas noventa milhas de nossas costas. ¶
Há pouco tempo, Fidel Castro transmitiu ao mundo sua jactanciosa confissão de que fora um comunista convicto durante toda a sua vida adulta. Ele se vangloriou do fato de ter conseguido confundir e enganar muitas pessoas simplesmente dizendo que não era comunista. E, porque havia pessoas crédulas neste e em outros países que acreditaram em suas falsas afirmações, ele conseguiu estabelecer uma cabeça de praia soviética — "Um satélite comunista sob ativo controle russo." ¶
Os americanos precisam encarar o fato frio e duro de que Fidel Castro foi encorajado e apoiado em sua tomada de Cuba. ¶
Por quê? Simplesmente porque muitos americanos foram levados a crer na falsidade de que ele resistiria à influência soviética e restauraria a plena liberdade básica do povo cubano. Alguns de nós emitimos advertências precoces baseadas em provas inquestionáveis. ¶
Dois embaixadores dos Estados Unidos advertiram repetidamente que Castro fazia parte da conspiração comunista e que trabalhava para a conquista comunista de Cuba. Essas vozes não foram atendidas. ¶
Isto é meramente uma repetição do mesmo padrão enganoso usado após a Segunda Guerra Mundial para que tolerássemos os comunistas revolucionários na China — para aceitá-los como "reformadores agrários" e permitir que se apoderassem e escravizassem cerca de 450.000.000 de pessoas no continente chinês. ¶
Este é o mesmo padrão enganoso que nos foi pedido aceitar no Congo, em Laos, na Guiana Britânica, etc. Com efeito, em toda parte onde o maquinário conspiratório comunista se prepara para uma tomada de poder, somos assegurados de que não há perigo imediato do comunismo. ¶
Em menos de meio século esse sistema perverso ganhou controle sobre um terço da humanidade, e persegue firmemente sua meta viciosa de controlar todo o restante do mundo. É hora, e há tempo passado, de nos alarmarmos. ¶
Levantei uma voz de advertência há dois anos, após meu regresso da América do Sul. E agora, hoje, Cuba está sendo usada como base para espalhar a subversão e a revolução armada por toda a América Latina. Cuba está sendo usada como funil pelo qual os comunistas se infiltram em outras repúblicas americanas. Não pode haver estabilidade na América Latina enquanto "A sombra do martelo e da foice escurecer o Hemisfério Ocidental." O objetivo comunista é isolar a América do Norte. ¶
Há menos de quinze anos, o comunismo não era uma força poderosa na América Latina. Hoje, não apenas está fortemente presente ali como inimigo a ser enfrentado — está abertamente aliado a um governo situado numa ilha a apenas cerca de 90 milhas ao sul de Key West, na Flórida. ¶
O único partido político hoje em funcionamento em Cuba é o Partido Socialista Popular — o Partido Comunista sob outro nome. ¶
Relata-se, com autoridade, que, até o fim de 1958, havia 316 publicações comunistas ou pró-comunistas conhecidas na América Latina, sendo o maior número, 55, no México. Cerca de metade são jornais e outros periódicos. ¶
Havia mais de 150 editoras e livrarias comunistas. Essas atividades aumentaram acentuadamente desde 1958. (South Wind Red, de Ray, p. 17.) Fiel à tradição comunista e ditatorial, o governo cubano privou seu povo dos direitos de uma imprensa livre, de eleições livres e da proteção de outros direitos humanos fundamentais. ¶
Como surgiu essa situação? ¶
Como é possível que o comunismo esteja aqui e agora avançando sobre a África, pressionando toda a Ásia, ameaçando o Oriente Médio e tornando-se cada vez mais um perigo no Hemisfério Ocidental? ¶
Há, é claro, muitas razões. ¶
Nossa apatia — nossa indiferença complacente é uma causa principal. Permitimos que fôssemos apaziguados e embalados numa segurança carnal, como predisseram os profetas do Livro de Mórmon. (Ver 2 Néfi 28:21.) Como foi enfatizado desta tribuna há dois anos, temos uma rica história para nos guiar. Voltemos comigo um momento ao ano de 1823. Naquele ano, James Monroe, da Virgínia, era Presidente. John Quincy Adams, de Massachusetts, era Secretário de Estado. Esses dois homens formularam e anunciaram uma política — a Doutrina Monroe — que influenciou profundamente o desenvolvimento de todo o nosso hemisfério. (Esta era a situação que motivou essa política — conhecida como Doutrina Monroe — em 1823.) Várias das que hoje são repúblicas latino-americanas haviam recém-conquistado, pela força das armas, sua independência da Espanha e de Portugal. Entre elas estavam a Colômbia, o México, o Chile e o Brasil. ¶
Enquanto isso, vários soberanos da Europa procuravam impor o "direito divino dos reis" com o propósito expresso de "pôr fim ao sistema de governo representativo . . ." ¶
Nosso governo recusou-se a permitir isso. Disse-o claramente na célebre Doutrina Monroe. O cerne da Doutrina Monroe consistia nestas palavras: ". . . os continentes americanos, pela condição livre e independente que assumiram e mantêm, doravante não devem ser considerados como sujeitos a futura colonização por qualquer potência europeia . . ." A Doutrina Monroe, que deveria ser, e é, uma pedra angular perene e princípio vivo da política nacional, declarava ainda: ¶
"O sistema político das potências aliadas é essencialmente diferente . . . do da América . . ." ¶
Certamente, se era verdade um século e meio atrás que a monarquia europeia era essencialmente diferente de nosso sistema americano de governo representativo, é ainda mais verdadeiro hoje que o sistema comunista é totalmente diferente, totalmente incompatível, totalmente hostil ao nosso modo de vida livre. ¶
Este é um tempo de decisão. Mais vacilação servirá apenas para empurrar toda a América Latina diretamente às mãos dos comunistas. Se não se tomarem medidas contra o bandido embriagado de poder e seus cúmplices, chegará em breve o dia em que isso não poderá mais ser feito. ¶
A Doutrina Monroe foi invocada pela primeira vez contra o czar russo Alexandre. A ameaça cubana representa a primeira vez em cem anos que uma potência estrangeira hostil estabeleceu uma sólida cabeça de praia nas Américas. ¶
O povo americano está profundamente perturbado, frustrado e indignado com o que teme ser uma retirada da consagrada Doutrina Monroe — uma retirada que agora poderia terminar em guerra. ¶
O Presidente J. Reuben Clark, Jr., cuja obra erudita sobre a Doutrina Monroe, como Subsecretário de Estado, é bem conhecida, ao traçar nosso destino, disse isto: ¶
"Então veio nossa GRANDE Doutrina Monroe, que nos colocou, a nós dos Estados Unidos, firmemente ao lado dos esforços da América Latina para conquistar a liberdade e contra aqueles Estados europeus que a frustrariam. ¶
"Deus novamente nos impeliu adiante rumo ao destino que Ele planejou para nós. Ele estava preservando as bênçãos que nos concedera." (Memorandum on the Monroe Doctrine, Dept. of State Publication #37, 17 de dezembro de 1928.) O Presidente Joseph Fielding Smith, em seu sempre oportuno volume, The Progress of Man, ao discutir a fortificação da América contra outras nações, faz esta significativa declaração: ¶
"A maior e mais poderosa fortificação na América é a 'Doutrina Monroe.' ... Parece ao observador casual que esta doutrina surgiu por acaso . . . mas não é assim. Foi a inspiração do Todo-Poderoso que repousou sobre John Quincy Adams, Thomas Jefferson e outros estadistas, e que finalmente encontrou expressão autorizada na mensagem do Presidente James Monroe ao Congresso no ano de 1823 . . . ¶
"Compreende-se geralmente ... na Igreja que o maior e mais significativo princípio pelo qual esta terra está fortificada contra as incursões e invasões das potências europeias e asiáticas se encontra na Doutrina Monroe . . ." (Joseph Fielding Smith, pp. ¶
357, 466-467.) Essa Doutrina Monroe, amplamente aceita pelas repúblicas do sul, tem sido a política contínua de nossa nação por quase um século e meio. ¶
Ela foi reafirmada por muitos presidentes americanos. Estamos em terreno tradicional americano sólido ao exigir que os comunistas não tentem estender seu sistema político a este lado do Oceano Atlântico. ¶
Se o tempo permitisse, poderíamos mostrar que, em anos recentes, os princípios da Doutrina Monroe foram reforçados por vários acordos conjuntos entre as nações americanas: Esses deveriam ser invocados. Quanto mais esperarmos, mais difícil será a tarefa. ¶
É quase impensável que qualquer povo assumisse, consciente e voluntariamente, o jugo da opressão comunista. Nenhuma nação jamais o fez até agora. Se grandes massas do povo cubano o fizeram, foi porque foram enganadas ou coagidas. ¶
Como povo que só conheceu a liberdade, tendemos a sentir que isso não pode acontecer aqui. Deixamo-nos embalar numa falsa segurança. ¶
Uma brilhantíssima análise do problema latino-americano, publicada na edição de maio de 1961 da revista American Opinion, concluiu com estas palavras: ¶
". . . a história nos dá mais uma chance. ¶
Se o povo americano for cego demais ou covarde demais para aproveitar essa chance, então, mereçamo-lo ou não como indivíduos, vós e eu e tudo o que temos por precioso . . . deveremos sofrer o destino que a história impõe implacavelmente aos tolos." ¶
Por que somos tão tímidos em enfrentar um Estado policial comunista e ímpio, que nem sequer consegue alimentar seu próprio povo, e cuja economia, sabem eles, não sustentaria uma guerra de grande porte? Eles "lideram a partir da fraqueza e nós recuamos a partir da força." ¶
Digo-vos que isso pode acontecer aqui. Está acontecendo aqui. Recuamos da Doutrina Monroe. Nossa liberdade está em perigo. Mas seguimos alegre e crédula nosso caminho. Alguns de nós caem na linha do Kremlin, tal como planejada pelo assassino em massa Khrushchev, e chamam os patriotas de "extremistas" e acusam cidadãos corajosos, amantes da liberdade, de "dividir nosso povo." ¶
Como disse o Presidente McKay ao encerrar a conferência geral de abril, citando J. Edgar Hoover, "Não há lugar aqui na América para patriotas de meio expediente. ¶
Esta nação está diante do maior perigo que já a confrontou, uma conspiração sinistra e mortal que só pode ser vencida por uma cidadania alerta e informada. É, de fato, alarmante que alguns membros de nossa sociedade continuem a lamentar e criticar os que enfatizam o perigo comunista. A indiferença pública a esta ameaça equivale ao suicídio nacional. A letargia só conduz ao desastre . . ." ¶
Devemos estar vigilantes. Unamo-nos. ¶
Unamo-nos em nossa luta contra as forças do anticristo. ¶
Perdoai-me por ser tão franco, mas sinto profundamente estas coisas. Talvez seja porque vi, de perto, muito desta conspiração ímpia e traiçoeira nos últimos anos, em mais de quarenta nações. ¶
Sei que quem traz más notícias é sempre impopular. Como povo, amamos a doçura e a luz — especialmente a doçura. Ralph Waldo Emerson disse que toda mente deve fazer uma escolha entre a verdade e o repouso. Aqueles que nada aprenderem com a história estão condenados a repeti-la. É isso o que estamos fazendo nas Américas hoje. ¶
Como Igreja, temos uma mensagem mundial de salvação a entregar aos filhos de nosso Pai. O evangelho restaurado só pode prosperar numa atmosfera de liberdade. Estamos num conflito mundial. É o primeiro de seu tipo na história. ¶
É entre a luz e as trevas; entre a liberdade e a escravidão. É uma luta pelas almas dos homens. Devemos vencer esta guerra. ¶
Em 1946 estive na Tchecoslováquia. ¶
As entorpecentes filosofias socialista-comunistas já então se infiltravam naquele encantador país. Nossa missão da igreja prosperava entre esse povo amante da liberdade. Eles também diziam que ali não poderia acontecer. Apenas dois anos depois, havia acontecido. Haviam perdido sua liberdade. ¶
Ao término da Segunda Guerra Mundial, enquanto servia como Presidente da Missão Europeia, visitei Stanislaw M. Mikolajczyk em Varsóvia, líder do povo polonês amante da liberdade e ex-primeiro-ministro do Governo Polonês no Exílio. Eu tinha esperança de que pudéssemos fazer obra missionária na Polônia. Embora Mikolajczyk fosse o líder da inquestionável maioria do eleitorado, teve de fugir da Polônia para salvar a vida do insidioso Estado policial comunista que se aproximava. ¶
Também conversei com nosso embaixador na Polônia, Arthur Bliss Lane. Ele me contou o trágico curso de apaziguamento que nosso governo seguia ao entregar o povo polonês aos comunistas. ¶
Finalmente, incapaz de suportar mais, Lane renunciou voluntariamente para poder contar essa história. Intitulou seu livro I Saw Poland Betrayed. ¶
E assim o padrão se repetiu país após país. ¶
Em vez de impedir o comunismo, nossas políticas, em seu efeito total, aparentemente ajudaram a promovê-lo. E assim os sinceros de coração, muitos dos quais provavelmente já foram assassinados, são privados da mensagem do evangelho restaurado — pessoas boas que teriam respondido às palavras de verdade de nossos missionários. ¶
Quem, então, é o culpado? O que, então, pode ser feito? ¶
Em certa medida, nós, Santos dos Últimos Dias, e os americanos em toda parte, devemos compartilhar alguma culpa, pois não estivemos despertos para as advertências dos profetas. ¶
Não exercemos nossa influência justa como cidadãos para deter esse curso desastroso. Nossas vestes não estão inteiramente limpas. Muitos de nós temos dormido em Sião — o Hemisfério Ocidental. ¶
"Mas," dizem alguns, "por que deveríamos estar tão preocupados? Afinal, se o Senhor quer que recebam a mensagem do evangelho, eles a receberão." ¶
Certamente, se o Senhor desejasse, poderia neste instante pregar o evangelho a cada alma e realizar toda a nossa obra genealógica. Ele também poderia corrigir toda injustiça, alimentar os famintos, plantar nossas colheitas, educar nossos filhos, etc. Mas sua doutrina exige que façamos nosso melhor por nós mesmos nessas áreas e peçamos a ajuda do Senhor em nossos empreendimentos. Depois de termos feito tudo o que podemos, então o Senhor suprirá o restante por nós. ¶
Agora, o que pode ser feito? Temos missionários e Santos na América do Sul. Aqueles países se enquadram no âmbito da Doutrina Monroe. Esses países estão agora sendo empurrados na direção da servidão — a perda da liberdade. ¶
O que podemos fazer para ajudar a enfrentar esse grave desafio de um sistema ímpio, ateu e cruelmente materialista — para preservar nossa liberdade dada por Deus? ¶
Podemos encorajar nosso governo, onde quer que vivamos, a manter-se firme, a qualquer custo, contra qualquer nova expansão do comunismo despótico. ¶
Podemos apoiar nosso governo em manter viva a chama da liberdade nas almas dos oprimidos — onde quer que estejam pelo mundo. ¶
Podemos atentar às palavras de homens como Edward Hunter, que, por vinte anos, tem relatado do exterior a conspiração comunista e a lavagem cerebral, e que recentemente escreveu isto: ¶
"Em Washington, nestes dias, ouve-se muito a palavra escalada, mas nunca a palavra honra. ¶
"A escalada foi a razão pela qual os americanos tiveram de ficar parados e assistir, de mãos atadas, a um jovem sangrar até a morte a cem metros deles no muro da vergonha em Berlim, embora tivéssemos todo o direito de intervir e estancar seu sangramento sob acordo em tempo de guerra. ¶
"Imaginai alguém dizendo a um americano, há apenas poucos anos, que ficaríamos parados, ociosos, testemunhando um homem morrer desnecessariamente porque queria ser livre! . . . ¶
"A escalada é a razão pela qual ficamos parados, torcendo as mãos, quando os alemães orientais começaram a construir o muro, ao passo que, como agora se sabe, suas ordens eram parar se mostrássemos qualquer resistência séria. ¶
"A escalada, se continuada, completará nosso amolecimento, até que 'nos enterremos', como prevê Khrushchev . . . ¶
"Esta suave política de escalada em Cuba, iniciada em 1958, permitiu que 'um pequeno bando de arruaceiros, sob a liderança de Fidel Castro' conduzisse 'guerra aberta contra o governo estabelecido de Cuba, que era amistoso para com os Estados Unidos . . .' Já passamos, portanto, do tempo para ações suaves e fáceis para nos proteger," diz o Sr. Hunter. ¶
"Só nos resta um curso de ação: ¶
destruir o poder comunista em Cuba pela força das armas." ¶
Ao visitar o bom povo de Cuba em 1955, tive a esperança secreta de que em breve pudéssemos levar-lhes as verdades do evangelho restaurado. Quais são nossas perspectivas agora? As pessoas diziam em Cuba, em 1955: Isso não pode acontecer aqui. ¶
Amamos a liberdade. ¶
A insidiosa, porém rápida, tomada da América Latina se aproxima cada vez mais do confronto final. ¶
A menos que o comunismo ímpio seja erradicado de Cuba, é apenas questão de tempo até que, como na Tchecoslováquia, outras missões provavelmente se fechem, e mais filhos de nosso Pai sejam privados de sua liberdade e da plenitude do evangelho eterno. ¶
A mensagem de salvação deve avançar. Que Deus conceda que todo esforço para deter seu crescimento seja frustrado. ¶
Coragem e habilidade de estadista são hoje imperativamente necessárias. Devemos arriscar-nos pela liberdade. Que Deus abençoe nosso PRESIDENTE DAVID O. McKAY e os líderes nacionais neste tempo de crise. ¶
Sim, a pregação eficaz do evangelho só pode prosperar numa atmosfera de liberdade. Sim, todos dizemos que amamos a liberdade. Mas isso não basta. Devemos proteger e resguardar aquilo que amamos. Devemos salvar a liberdade. ¶
Que Deus nos conceda a sabedoria e a coragem para fazê-lo, antes que seja tarde demais, oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶