É Sempre uma Grande Emoção...
Mark E. Petersen
É sempre uma grande emoção estar aqui neste púlpito, onde os profetas de Deus se colocam. É profundamente humilhante estar na presença de nosso grande presidente, profeta, vidente e revelador. É maravilhoso que o amemos como amamos e que o sustentemos e o apoiemos, e oro humilde e fervorosamente para que cada um de nós assim o faça todos os dias de nossa vida. ¶
É um privilégio glorioso poder viver num dia em que há profetas na terra, e sou humildemente grato pelo privilégio de conviver com o Presidente McKay e com todos esses homens maravilhosos que o rodeiam. Gostaria que soubésseis que eles são profetas de Deus, que o Senhor os guia, que são homens sem dolo e que têm todo o seu propósito voltado para servir ao Senhor. ¶
Assim, cada um de nós, como Santos dos Últimos Dias, pode depositar neles plena e completa confiança, e certamente espero e oro para que assim o façamos, guardando os mandamentos e mantendo os elevados padrões que o Senhor nos deu. ¶
Minha esposa e eu tivemos uma experiência gloriosa no último mês, ou seis semanas. Foi um grande fortalecimento espiritual para nós. Uma dessas grandes experiências espirituais começou quando acompanhamos o Irmão e a Irmã John Longden até a casa da missão em Samoa, certa manhã, há cerca de três semanas. Ali fomos recebidos pela pequena filha de cinco ou seis anos do Presidente e da Irmã [J. Phillip] Hanks, que presidem em Samoa. ¶
Essa adorável criancinha, tomada de entusiasmo, correu até nós e disse: "Vou a Sauniatu." Sorrimos com ela e nos alegramos com seu entusiasmo, mas estávamos tão entusiasmados quanto ela, porque nós também iríamos a Sauniatu. Mal podíamos esperar para chegar lá, assim como ela. ¶
Enquanto seguíamos de automóvel rumo a Sauniatu, o presidente da missão contou novamente a história de uma tremenda experiência espiritual ocorrida em Sauniatu havia cerca de quarenta anos. O Presidente David O. McKay foi a figura central dessa experiência. Ao nos aproximarmos da aldeia, vimos o marco que assinala o lugar onde ele esteve, quando invocou do céu uma grande bênção sobre aquela aldeia e sobre toda a Samoa. ¶
Depois seguimos até a aldeia, e ali vimos o monumento maior, que foi erguido em comemoração a esse glorioso acontecimento e em reconhecimento ao amor do povo de Samoa por este grande homem, que se tornou o presidente, o profeta, vidente e revelador desta Igreja. ¶
Fomos cercados pelo povo. ¶
Fomos até o monumento e ali nos foi novamente relatada a maravilhosa experiência que o tornara significativo. Veio-nos a percepção de que esse monumento era também um monumento à grande espiritualidade que caracteriza tantos dos povos polinésios. ¶
Recordamo-nos das experiências do Irmão Matthew Cowley entre aquele povo. Lembrai-vos de como ele nos emocionava com suas histórias, promotoras de fé, sobre as experiências que teve entre eles. ¶
Tudo isso nos voltou à memória, enquanto nós mesmos estávamos profundamente comovidos, e reconhecemos as coisas maravilhosas que haviam permanecido vivas na mente e no coração daquele povo. ¶
Ao nos reunirmos com o povo em Sauniatu, oramos com eles, falamos-lhes, cantamos com eles e reconhecemos novamente que aquele povo era apenas representativo de todos os Santos polinésios, e que os Santos polinésios se caracterizam por uma fé tremenda. ¶
Por que têm eles essa grande fé? ¶
É porque esse povo é do sangue de Israel. São herdeiros das promessas do Livro de Mórmon. Deus está agora despertando-os para seu grande destino. ¶
Como Santos dos Últimos Dias, sempre acreditamos que os polinésios são descendentes de Leí e parentes de sangue dos índios americanos, apesar das teorias contrárias de outros homens. Por essa razão, desde o início da história de nossa Igreja, temos por eles mais do que um interesse comum, como povo. ¶
Mas agora esse interesse é ainda mais vivo. Pesquisas recentes, feitas por cientistas e estudiosos de renome mundial, lançaram uma nova luz sobre eles, e escritos de exploradores antigos, tanto na América quanto na Polinésia, tornaram-se agora disponíveis para estudo detalhado. ¶
O novo conhecimento que se desenvolveu mostra que os polinésios, sem qualquer dúvida razoável, vieram da América, que estão intimamente relacionados aos índios americanos em muitos aspectos, e que até mesmo suas tradições e genealogias confirmam isso. ¶
Tão pronunciado é esse sentimento entre os estudiosos mundiais de hoje que um deles, Thor Heyerdahl, o amplamente conhecido antropólogo norueguês que navegou com a jangada Kon-Tiki da América até as Ilhas da Polinésia, intitulou um de seus livros American Indians in the Pacific. ¶
É uma obra notável, de grande interesse para os Santos dos Últimos Dias. ¶
Com ele estão outros escritores que confirmam e reconfirmam os fatos agora revelados, de que há todos os motivos para crer que os polinésios estão diretamente relacionados aos índios americanos, que vieram das costas americanas e navegaram para o oeste, rumo às suas ilhas do Pacífico, e que levaram consigo seus costumes, seu alimento e sua religião, tudo o que deixou uma marca permanente na Polinésia. ¶
Por mais pronunciados que sejam esses pontos de vista que estabelecem a relação entre polinésios e índios americanos, há dados igualmente impressionantes hoje disponíveis para refutar a teoria de que os polinésios se originaram no Oriente e vieram para o leste, a partir da Indonésia, da Malásia e de terras vizinhas. Mencionemos apenas alguns dos pontos convincentes de evidência. ¶
A maioria de vós já viu as grandes pirâmides de pedra, ou fotografias delas, descobertas por arqueólogos no México, na América Central e na América do Sul. Pirâmides de estrutura quase idêntica, tanto em planta quanto em material, senão em tamanho, foram encontradas na Polinésia. Eu mesmo vi algumas delas no último mês. ¶
Estradas de pedra, tão características do período pré-inca na América, encontram-se duplicadas em algumas das ilhas do Pacífico. Estátuas gigantes de pedra, como as encontradas nas terras da América do Sul e entre os incas, são agora descobertas nas Ilhas da Polinésia, com características e marcas tão semelhantes que poucos podem duvidar de sua origem comum. ¶
Isso inclui muitas das estruturas encontradas na Ilha de Páscoa. ¶
A batata-doce das Ilhas do Pacífico, conhecida na Polinésia como kumara, ou kumalla, como é chamada em Tonga, é agora reconhecida por botânicos como a planta idêntica que é nativa da América do Sul, com evidências impressionantes quanto à maneira pela qual foi transportada do Peru até as Ilhas do Pacífico. ¶
O algodão, os cocos, os abacaxis e o mamão estão igualmente sendo rastreados, da Polinésia até a América, por botânicos que agora anunciam que as variedades polinésias dessas plantas são apenas ramificações das plantas originais da América. ¶
As correntes oceânicas têm sido observadas, em nosso tempo, transportando objetos à deriva para a Polinésia a partir de dois pontos da América, um deles sendo o noroeste do Pacífico, e o outro a região central e sul-americana. Grandes troncos de pinheiro do noroeste do Pacífico foram rastreados nas correntes marítimas do Oceano Pacífico, desde a região de Vancouver, na América do Norte, até as Ilhas Havaianas, Marshall e Carolinas. Os havaianos e outros polinésios fizeram canoas com esses troncos de pinheiro trazidos pela corrente, e neles viajaram de ilha em ilha. Não existem tais árvores crescendo na Polinésia. Elas vieram pelas correntes oceânicas do noroeste do Pacífico da América. ¶
Isso é ainda mais notável quando se observa que costumes e utensílios domésticos característicos dos índios do noroeste do Pacífico da América foram encontrados em grande escala na Polinésia. ¶
Descrições escritas de fortificações construídas em algumas das Ilhas da Polinésia lembram capítulos do Livro de Mórmon que retratam as fortificações construídas pelo grande general Morôni aqui na América antiga. Kivas, características dos índios americanos de hoje, são encontradas na Polinésia. ¶
Palavras e nomes de lugares na língua dos polinésios dos vários grupos de ilhas são agora reconhecidos como idênticos aos comuns entre os primeiros povos do Peru. Muitas dessas palavras são, de fato, idênticas em grafia e pronúncia. ¶
Não resisto a mencionar uma delas. É Kanakana, o nome de uma das divindades tanto dos incas quanto dos polinésios. A razão pela qual esse nome me interessa tanto é que significa brilho, ou luz, ou conhecimento, ou inteligência. Eles acreditavam que a glória de Deus era inteligência, e por isso assim o nomearam. Isso é notado tanto na religião pré-inca quanto na polinésia. ¶
Há muitos outros ensinamentos religiosos que são os mesmos em ambas as áreas. Ambos os povos creem na criação pelo Todo-Poderoso. Ambos creem que o primeiro homem foi o pai de todos os viventes, e que a primeira mulher foi a mãe de todos os viventes, usando essas mesmas expressões. Creem no Dilúvio. Aceitam uma expiação por um Salvador. Ambos creem num Deus Branco que veio entre seus antepassados e realizou grandes milagres. Creem na água da vida, ou água viva, dada pelo Salvador. ¶
Os ilhéus dizem que seus antepassados vieram do leste, de uma terra de altas montanhas e planaltos nos céus, o que corresponde à descrição da costa ocidental da América do Sul. As genealogias dos ilhéus do Pacífico remontam a antepassados americanos. ¶
Grandes pias, que os arqueólogos afirmam terem sido pias batismais, foram encontradas em ambas as áreas. Os costumes funerários são semelhantes. Ambos os grupos creem numa Trindade de Deuses onipotente e governante. Há uma história na Polinésia que nos lembra a história do irmão de Jarede. ¶
Um dos mais interessantes de todos os relatos apresentados por Heyerdahl e outros cientistas que fizeram um sério estudo dos polinésios e de sua relação com os americanos é este, e ele me surpreendeu tremendamente: ¶
Esses antropólogos aprenderam que, antes da chegada dos espanhóis, havia na América tanto povos brancos quanto pardos, que os brancos eram brancos como a neve, segundo suas descrições, e que tinham cabelo castanho, louro ou ruivo. O cabelo não era tingido nem tratado de forma alguma. ¶
Assim ele nascia. Ora, para nosso grande espanto, dizem-nos também que tanto os brancos quanto os pardos emigraram da América para a Polinésia, e que alguns desses brancos viviam nas ilhas na época dos primeiros exploradores no Pacífico, que os viram e escreveram a respeito deles. Pensai no significado desse fato em relação ao Livro de Mórmon. ¶
Repito: os antropólogos agora dizem que povos brancos, mais claros do que os espanhóis, e povos pardos, como os polinésios de hoje, viviam lado a lado na América em tempos pré-hispânicos. ¶
Tanto brancos quanto pardos emigraram da América para as Ilhas do Pacífico. ¶
Foram vistos pelos primeiros exploradores naquelas ilhas. Os brancos eram louros e ruivos, e alguns tinham cabelo castanho e macio. Sua pele era branca como a neve, mais branca do que a dos espanhóis. Tudo isso, segundo os antropólogos! ¶
É significativo que esses homens brancos que viviam nas ilhas usassem barba, e que seus rostos se assemelhassem aos rostos dos europeus. Os antropólogos agora dizem que esses ilhéus brancos eram, sem dúvida, de ascendência caucasiana, e lembrai-vos de que já estavam ali quando os primeiros exploradores chegaram e os encontraram. ¶
Tais povos brancos foram de fato vistos na Ilha de Páscoa, bem como em outras Ilhas do Pacífico, e, embora já não sobrevivam, as tradições dos nativos falam deles, assim como os escritos autênticos dos primeiros historiadores. ¶
Na Ilha de Páscoa, o próprio Heyerdahl ouviu do prefeito da comunidade principal que havia inicialmente dois tipos de povo naquela ilha, brancos e pardos, e que os brancos eram realmente brancos, de cabelo claro. Os antropólogos há muito abandonaram a ideia de que pudessem ser albinos. ¶
O Capitão Cook viu alguns desses nativos brancos em suas viagens e escreveu a respeito deles. Um deles subiu a bordo de seu navio. Os outros nativos disseram ao Capitão Cook que esse nativo branco era o líder deles e que era de descendência divina, sendo por isso tido em grande respeito. ¶
É notável que o ideal mais elevado de beleza entre esses ilhéus fosse a pele branca. Era considerada um sinal de descendência das melhores linhagens antigas e um símbolo de chefia de sangue puro. ¶
Mas de onde vieram esses povos brancos, e como chegaram a essas ilhas? ¶
As evidências recentemente reunidas dizem que vieram da América. ¶
Mas havia homens brancos na América antiga, antes da chegada dos espanhóis? ¶
Registros recentemente publicados do espanhol Pizarro relatam povos brancos semelhantes encontrados no Peru. ¶
Pedro Pizarro, cronista dos conquistadores espanhóis, escreveu que, ao passo que a maioria dos índios nas Montanhas dos Andes eram baixos e de tez parda, os membros da família reinante inca eram altos e tinham pele mais branca do que a dos próprios espanhóis. ¶
Pizarro diz que esses incas brancos do Peru eram de fato brancos, não albinos, mas povos brancos de cabelo louro, castanho ou ruivo, e macio. ¶
Arqueólogos já encontraram múmias do período inca que confirmam esse fato. Eram múmias bem preservadas, de cabelo macio, louro, ruivo ou castanho. Fotografias coloridas dessas múmias foram publicadas e amplamente distribuídas. Estão disponíveis em livros vendidos aqui mesmo em Salt Lake City. São obra de antropólogos e arqueólogos sem qualquer ligação com a Igreja. ¶
Pizarro perguntou aos incas de sua época quem eram esses povos brancos, e foi-lhe dito que eram os últimos descendentes de uma raça divina de homens brancos e barbados. A esses homens foi dado o nome de Viracocha, ou "espuma do mar", porque eram tão brancos. ¶
Vivemos hoje num tempo de pesquisa, descoberta e conhecimento. O novo conhecimento testifica que tanto nefitas quanto lamanitas viveram na América antiga. Independentemente dos nomes que lhes deram os cientistas ou os antigos incas, para nós eram nefitas e lamanitas. Esse novo conhecimento também testifica que tanto nefitas quanto lamanitas emigraram da América para a Polinésia, que foram vistos por exploradores e navegadores modernos, que escreveram a respeito deles, e que seus costumes e crenças se relacionam com o Livro de Mórmon. ¶
Para mim, tudo isso se soma a um renovado testemunho de que o Livro de Mórmon é verdadeiro, de que Joseph Smith foi um Profeta de Deus, de que o evangelho é verdadeiro e de que, de fato, Jesus de Nazaré é o Cristo, o Deus Branco conhecido tanto pelos polinésios quanto pelos antigos americanos, e de que sua vinda à América, após sua ressurreição na Palestina, é a base da religião tanto dos antigos americanos quanto dos antigos polinésios, agora transmitida até os tempos modernos junto com o restante de suas tradições. ¶
É glorioso ver a evidência confirmadora surgir de fontes inesperadas, sustentando, princípio após princípio, nossa santa fé. Não dependemos dela, de forma alguma, para nossa fé, mas ainda assim acolhemos seu poder de sustentação. ¶
O evangelho é verdadeiro. O Livro de Mórmon é verdadeiro. Jesus é o Cristo, e Joseph Smith é seu Profeta. Esse é o testemunho que vos deixo, em nome do Salvador Jesus Cristo. Amém. ¶