What Music Must Our Father Have Provided...
William J. Critchlow Jr.
"Que música deve nosso Pai ter proporcionado para os Seus santos no Céu, quando Ele nos concedeu tal música aqui na terra." ¶
Tomei essas palavras de Izaak Walton para expressar minha apreciação pela música deste grande coro. Se a música fosse a linguagem dos anjos, ouvi anjos falarem esta manhã. ¶
Há cerca de cento e quarenta anos, um antigo historiador americano dirigiu um jovem, Joseph Smith, a um depósito oculto de placas de ouro sobre as quais estava gravada uma história dos primeiros habitantes das Américas. As gravações, posteriormente traduzidas por Joseph Smith pelo dom e poder de Deus, constituem o Livro de Mórmon. O historiador era Morôni — um profeta ressuscitado. ¶
Em uma entrevista com um jovem candidato a missionário, perguntei-lhe, como de costume: ¶
"Credes que Joseph Smith foi um profeta de Deus?" ¶
"Senhor," disse ele, "sei que Joseph Smith foi um profeta de Deus." ¶
"Qual é o vosso sentimento a respeito do Livro de Mórmon?" ¶
"Sei que o Livro de Mórmon é verdadeiro," respondeu ele. ¶
Sua resposta rápida e enfática levou-me a dizer: "Como podeis ter tanta certeza disso?" ¶
Sua resposta foi novamente enfática, impressionante e breve. Três palavras curtas a expressaram: "Eu o li." ¶
Sem dúvida há muitos de vós, membros da Igreja, que me escutais neste momento e que poderíeis testificar da mesma forma da veracidade do Livro de Mórmon, porque o lestes. ¶
Um homem erudito disse-me que não conseguia se dispor a ler o Livro de Mórmon por causa da história fantástica a respeito de sua origem. ¶
"Deixai-me ver essas placas de ouro — ver é crer —" disse ele. ¶
"Talvez," admiti eu, apressando-me a explicar que Joseph Smith as devolveu ao Anjo Morôni, que lhe havia dito que uma parte ou seção selada das placas seria traduzida em época futura, quando o mundo estivesse mais bem preparado para receber sua mensagem. ¶
"Pois bem," sorriu ele, respondendo jocosamente, "quando Morôni as devolver para tradução, avisai-me. Gostaria de lhe fazer algumas perguntas." ¶
Suponho que há críticos e céticos cujas atitudes para com o Livro de Mórmon refletem a filosofia desse homem — "ver é crer." Suponho também que alguns de nossos jovens missionários tenham desejado que Morôni tivesse deixado as placas com Joseph Smith, para que este pudesse tê-las depositado em algum lugar público, um museu talvez, onde os pesquisadores pudessem ir vê-las por si mesmos e assim se convencer, já que ver é crer. ¶
Pergunto-me! E minha indagação inclina-me a duvidar — a questionar até mesmo a ideia de que — "ver é crer" — particularmente em sua aplicação às placas de ouro. ¶
Algum de nossos primeiros missionários, ou qualquer outra pessoa, jamais conseguiu sustentar "ver é crer" com evidência de que as pessoas que viram os rolos de papiro com as múmias egípcias aceitaram prontamente a tradução que Joseph Smith fez de um dos rolos como divinamente inspirada? O livro de Abraão, na Pérola de Grande Valor, constitui essa tradução. Essas múmias e rolos foram exibidos por um período de dois anos, por vilas e cidades a leste dos Montes Apalaches. Por mais nove anos estiveram em posse de Joseph Smith, e depois de sua morte teriam repousado em museus; primeiro em St. Louis e depois em Chicago, onde teriam sido destruídos no grande incêndio de 1871. Milhares de pessoas devem tê-los visto. Ninguém, até onde consigo determinar, jamais questionou sua autenticidade, mas quantos, por sentirem que "ver é crer," aceitaram a tradução de Joseph Smith como obra de Deus e requereram filiação em sua (de Deus) Igreja? Bem poucos — tenho certeza. Que razão temos, então, para suspeitar que ver as placas do Livro de Mórmon seria diferente? Estivessem elas disponíveis para inspeção, as pessoas, ao vê-las, poderiam admitir que placas de ouro existem, e que há gravações sobre elas — que os estudiosos não conseguem traduzir —, mas será que esse conhecimento silenciaria os ataques dos céticos, que certamente as tachariam de espúrias? Isso abateria as intermináveis disputas sobre sua origem, o anjo e a tradução pelo dom e poder de Deus? Novamente, pergunto-me. Quanto mais medito sobre a sugestão de que "ver é crer," mais me convenço de que o caminho do Senhor foi o melhor — ele guardou as placas. Disse ele a seu profeta Isaías: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55:8-9.) ¶
Sim, o caminho do Senhor foi o melhor. ¶
(1) Seu caminho — guardar as placas — preserva-as com segurança até a época em que o mundo estiver preparado para uma tradução da parte delas que está selada. Joseph Smith não teve permissão para traduzir essa parte selada porque os corações do povo não estavam suscetíveis à verdade divina nela contida. A esse respeito, o profeta-historiador Morôni escreveu: ¶
". . . nunca foram reveladas coisas maiores do que as que . . . o Senhor ordenou-me que as escrevesse; . . . E ele ordenou-me que as selasse; e também ordenou que eu selasse a sua interpretação; . . . até o dia em que os gentios se arrependerem de sua iniquidade e se tornarem limpos perante o Senhor." (Éter 4:4-6.) ¶
Suponhamos, em imaginação, que as placas tivessem sido depositadas com as múmias e os rolos egípcios no museu de Chicago. Ambos teriam então sido destruídos pelo fogo. Joseph Smith nunca chegou a encontrar tempo para traduzir o segundo rolo, o qual, segundo ele disse, continha os escritos de José, neto de Abraão. Seu conteúdo parece estar perdido para o mundo. Assim, sem a intervenção do Senhor, "as coisas maiores reveladas" na parte selada das placas de ouro poderiam ter-se perdido de maneira semelhante para o mundo. Certamente os "caminhos" de Deus "são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos do que os vossos pensamentos." Sou grato por o Senhor ter guardado as placas. Algum dia, espero ler as "coisas maiores" ali seladas. ¶
(2) Seu caminho — guardar as placas — cumpriu e satisfez sua própria lei divina de testemunhas, que é: "Pela boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda palavra." (2 Coríntios 13:1.) Ele deu essa lei a Moisés para os filhos de Israel; (Deuteronômio 17:6.) ensinou essa lei a seus discípulos quando andou com eles na terra (Mateus 18:15-16); inspirou seu servo Paulo a ensinar essa lei aos coríntios (2 Coríntios 13:1); e literalmente conformou-se a essa lei nesta última dispensação, provendo doze testemunhas das placas de ouro, Joseph Smith e onze outros. ¶
(3) Seu caminho — guardar as placas — satisfaz adequadamente as leis civis da terra no que diz respeito a testemunhas. Doze testemunhas, em qualquer tribunal civil, constituem um júri cujo veredito deveria satisfazer plenamente as exigências da lei civil. O veredito do júri foi: "As placas existem — nós as vimos." Essa evidência é incontestável. ¶
Ouvi por um momento as testemunhas: "Seja conhecido de todas as nações, tribos, línguas e povos, a quem esta obra chegar: Que nós . . . vimos as placas . . . , e também sabemos que foram traduzidas pelo dom e poder de Deus, pois sua voz no-lo declarou; . . . E também testificamos que vimos as gravações que há nas placas; . . . E declaramos com palavras de sobriedade que um anjo de Deus . . . trouxe e pôs diante de nossos olhos, de modo que vimos e contemplamos as placas e as gravações nelas; . . ." Assim falaram três delas. ¶
Outras oito falaram desta forma: "Seja conhecido de todas as nações, tribos, línguas e povos, a quem esta obra chegar: Que Joseph Smith, Jún., . . . nos mostrou as placas . . . que têm a aparência de ouro; . . . e também vimos as gravações nelas, . . . E disto damos testemunho com palavras de sobriedade, que . . . vimos e pesamos, e sabemos com certeza que o referido Smith tem as placas de que temos falado. . . ." ¶
Omiti, por brevidade, dessas declarações muitas afirmações interessantes que todo pesquisador desta obra deveria ler. Podem ser encontradas em uma das páginas do prefácio do Livro de Mórmon. ¶
Nenhuma das testemunhas jamais negou seu testemunho. Cada uma delas, até seu último suspiro, e algumas com seu último suspiro, declarou em substância: "Eu vi as placas — a obra é verdadeira." Duas das doze testemunhas selaram seus testemunhos com seu sangue; cinco foram excomungadas da Igreja; outras duas se retiraram da Igreja; mas, apesar do desafeto para com a Igreja, da inimizade para com o Profeta, da adversidade e da perseguição, nenhuma delas jamais negou seu testemunho. ¶
(4) Seu caminho — guardar as placas — deixou ao mundo, em lugar das placas, que o homem não podia ler, uma tradução verdadeira delas, que o homem pode ler, porque agora está traduzida em vinte e quatro idiomas. É o Livro de Mórmon. Joseph Smith o traduziu pelo dom e poder de Deus. ¶
O valor intrínseco das placas não está em seu conteúdo de ouro, mas em seu conteúdo de mensagem. O Senhor deixou essa mensagem ao mundo. ¶
Diz-se: "A prova do pudim está em comê-lo." Assim também a prova do Livro de Mórmon está em lê-lo. O jovem missionário que disse: "Sei que o Livro de Mórmon é verdadeiro porque o li," não é diferente de milhares de vós que me escutais e que também podeis testificar que sabeis que é verdadeiro porque o lestes. ¶
E quando o ledes, descobristes uma chave que vos abriu uma fonte de evidência que provou, além de qualquer sombra de dúvida, a origem divina de sua procedência. ¶
Essa chave foi vossa recompensa por ler o livro de capa a capa, pois somente aqueles que perseveram na leitura até as últimas páginas a encontrarão. Esta é a chave: ¶
"E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo." (Morôni 10:4.) ¶
Essa promessa não é diferente de uma promessa feita por nosso Senhor e Mestre há mil novecentos anos, quando ele estava sobre um monte na Galileia e falou: ¶
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." (Mateus 7:7.) ¶
Em outra ocasião ele disse: "E se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, sem repreensão, e ser-lhe-á dada." (Tiago 1:5.) ¶
Joseph Smith, o jovem, "pediu," "buscou" e "bateu," e foi-lhe "aberto" — placas de ouro — entregues por um tal Morôni, um antigo historiador-profeta americano; as quais Joseph traduziu pelo dom e poder de Deus. E agora, por esse mesmo poder, ou pelo poder do Espírito Santo, ele (Deus) prometeu especificamente a todos os que lerem o livro "com um coração sincero, com real intenção, tendo fé em Cristo," que "manifestará a verdade dele a vós." ¶
(5) O caminho de Deus — guardar as placas — proporcionou uma chave preciosa — uma chave divina que, se usada como muitos de vós a usastes, abrirá a porta para: ¶
— O conhecimento de que "o Livro de Mórmon é verdadeiro." Assim disse o jovem missionário. Acrescento meu testemunho. ¶
— O conhecimento de que a Bíblia contém a palavra de Deus — o Livro de Mórmon é sua testemunha. ¶
— O conhecimento de que Joseph Smith foi um profeta de Deus. ¶
— O conhecimento de que Jesus Cristo é o Filho do Deus Vivo — o Livro de Mórmon é sua testemunha. ¶
Creio que Joseph Smith foi um profeta de Deus, que foi visitado por um tal Morôni, um antigo historiador-profeta americano que o dirigiu a um depósito oculto de placas de ouro. As gravações nelas contidas, ele [Joseph Smith], traduziu pelo dom e poder de Deus, produzindo assim o Livro de Mórmon. ¶
Este é meu humilde testemunho. Presto-o com alegria, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶