Pulpit

Pode um Homem Ser Cristão Sem Pertencer a uma Igreja?

Stephen L Richards

1959 April General Conference·Second Day Morning Meeting·1959-04-05

Meus queridos irmãos e irmãs e amigos, asseguro-vos que compareço diante desta vasta assembleia sem autoconfiança, e com profunda humildade, e com uma oração fervorosa de que o Senhor me abençoe, e a vós, com um vínculo de compreensão simpática.

Há algum tempo, ouvi pelo rádio um pastor iniciar o seu discurso com a seguinte pergunta: "Pode um homem ser cristão sem pertencer a uma igreja cristã?" A sua discussão sobre o assunto foi muito interessante. Se interpretei corretamente o seu argumento, a sua resposta foi: "Não — um homem não pode verdadeiramente ser cristão sem pertencer a uma igreja cristã."

Não me proponho, nesta ocasião, nem a apoiar nem a contestar a conclusão a que chegou o reverendo cavalheiro. As razões que apresentou pareceram-me plausíveis, e não tenho dúvida de que pareceram assim a muitos de seus ouvintes.

Gostaria de usar o tema de seu instigante discurso para apresentar alguns pensamentos e conceitos que tenho sobre a natureza e a vitalidade da religião cristã.

O que é exatamente o cristianismo, e o que significa ser cristão? Ao pretender comentar essas importantes questões, desejo que se compreenda que não faço nenhuma pretensão a erudição ou formação acadêmica no assunto envolvido. Creio que a formação acadêmica não é, em si, essencial para que eu, ou qualquer outro homem, chegue a algumas conclusões importantes. Diz-se-nos que as coisas do Espírito, na revelação divina, são tão claras e simples para os que têm fé e entendimento, que aquele "que corre pode ler."

Certamente, a maioria, senão todos os cristãos, concordará que qualquer conceito adequado do Mestre deve envolver uma interpretação espiritual. Quando o Salvador proferiu aquelas grandes palavras, "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida," é inteiramente claro que ele não tinha a intenção de definir meramente um código moral do qual ele era o exemplo, pois, após essas palavras, ele declarou uma grande verdade espiritual que está na base de toda a fé cristã, ao dizer: ". . . ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6.) Aqui está o próprio cerne da questão que o pastor propôs: Pode um homem ser cristão sem se aliar a uma igreja cristã? Basta que alguém adote as virtudes cristãs em sua vida — ser desprendido, bondoso, atencioso, longânime, paciente, manso, servindo ao seu próximo segundo o padrão estabelecido pelo Salvador? Isso, por si só, é suficiente? Não há dúvida de que um homem que assim vive angaria o máximo respeito e estima das pessoas boas.

Não há dúvida de que uma vida assim é repleta de felicidade e satisfações — satisfações que perduram. Será que toda essa boa vida, por si só, é suficiente?

Neste ponto, devo apresentar aos meus amigos — os meus irmãos de fé na Igreja já a conhecem bem — uma escritura da revelação moderna, que traz clareza ao nosso pensamento. Estas são as palavras do Senhor ao seu Profeta: "E em verdade, em verdade eu te digo: Aquele que recebe o meu evangelho, a mim me recebe; e o que não recebe o meu evangelho, não me recebe a mim." (D&C 39:5.) Ora, se é essencial receber o evangelho para receber o Cristo, o que se segue? Para responder a isso, devemos compreender e definir o evangelho. Será o evangelho, em si mesmo, algo mais do que a soma total dos atributos e qualidades divinas do Salvador? Penso que todos os que consideram cuidadosamente as escrituras e as obras do Mestre concordarão que sim. Talvez a mais famosa de todas as definições do evangelho seja a que Paulo deu, quando disse:

". . . não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação a todo aquele que crê; . . ." (Romanos 1:16.) Certamente não é difícil depreender das palavras "poder de Deus para salvação" um significado que vai além de um código moral de vida baseado nos atributos do Salvador. O evangelho, como poder para a salvação, deve abranger não apenas todas as características de vida semelhantes às de Cristo, mas também os meios essenciais à salvação. Esses meios ou requisitos indispensáveis para a salvação foram claramente estabelecidos pelo Salvador em numerosas ocasiões e em termos inequívocos. Ele prescreveu ordenanças e proclamou a sua natureza indispensável. Ele declarou a João Batista, que protestou contra o seu pedido de batismo, que o batismo "nos convém para cumprir toda a justiça." (Mat. 3:13-16.) Repetidas vezes, ele e seus apóstolos depois dele exortaram a todos ao arrependimento e ao batismo, e à fé, fé firme e constante nele e no santo evangelho.

E Paulo, seu apóstolo, certificou que havia apenas um evangelho autêntico.

Estas são as suas palavras: "Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho, além do que já vos anunciamos, seja anátema." (Gál. 1:8.) E, além disso, ele declara: "Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.

"Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." (Idem, 11-12.) E as escrituras cristãs estão repletas da ordem de que o evangelho de nosso Senhor deve ser pregado ". . . a toda nação, e tribo, e língua, e povo." (Apoc. 14:6.) Se houver alguma incerteza na mente de qualquer um que professe ser cristão quanto à essencialidade do evangelho e de suas ordenanças, parece-me que ela deveria ser completamente resolvida pela última incumbência a seus discípulos, dada quase nas horas finais de sua vida mortal, quando proferiu estas palavras portentosas: "E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

"Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;

e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." (Mateus 28:18-20.)

Ora, se as ordenanças do evangelho são essenciais, elas devem ser administradas, e, em sequência lógica, segue-se que devem ser administradas por aqueles que têm uma delegação de autoridade para tanto. Segue-se também que a delegação de autoridade deve vir de uma única fonte — o Autor do plano do evangelho, o Cristo, que derivou a sua autoridade do Pai Eterno. Aqueles que detinham e exerciam tal autoridade no antigo Israel, como na Meridiana dos Tempos, foram dotados do que se chama "sacerdócio," sendo esta uma comissão divinamente outorgada para representar o Pai e o Filho e realizar as ordenanças do evangelho.

Esta autoridade divina é um tipo especial de poder, diferindo amplamente, em muitos aspectos, de outras formas de autoridade delegada. Devo a descrição de sua natureza e constituição a uma revelação moderna, única, tanto quanto sei, em todo o campo do saber teológico. Esta é a revelação:

". . . os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu, e . . . os poderes do céu não podem ser controlados nem exercidos a não ser de acordo com os princípios da retidão.

"Que eles nos podem ser conferidos, é verdade; mas quando nos propomos a encobrir nossos pecados ou satisfazer nosso orgulho, nossa vã ambição ou exercer controle ou domínio ou coação sobre a alma dos filhos dos homens, em qualquer grau de iniquidade, eis que os céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa e, quando se afasta, amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem." (D&C 121:36-37.)

Eis aqui um dote divino, um dom maravilhoso ao homem, que pode ser perdido pela falha em exercer esse poder em seu verdadeiro sentido e espírito. Ele tem sido perdido, meus irmãos e irmãs e amigos, tanto pelos homens de outrora quanto nos tempos modernos, pela falha tanto em compreender a sua verdadeira natureza quanto em exercer as suas funções de maneira compatível com o espírito e a essência do próprio poder.

Ouvi estas belas palavras, que definem ainda mais a natureza deste poder sagrado. "Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido;

"Com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo —

"Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu." (Idem, 41-42, 45.)

O sacerdócio, que as revelações assim definem, foi perdido pelos que sucederam aos seus apóstolos, quando estes deixaram de preservar o espírito e os elementos essenciais deste poder divino, exatamente como o Senhor disse na revelação que aconteceria: "Amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem," (Idem, 37) são as palavras do Senhor. Quando foi perdido, teve de ser restaurado, e teve de ser restaurado de maneira autêntica.

Os poderes do sacerdócio jamais podem ser assumidos por si mesmos. Devem sempre ser conferidos, e, naturalmente, por alguém que tenha o poder de conferi-los. Meus amigos, desejo que saibais — e espero que não considereis presunçoso da minha parte informar-vos — que os poderes do Santo Sacerdócio foram conferidos autenticamente nos tempos modernos. O tempo não me permitirá detalhar todas as circunstâncias que acompanharam esta outorga do poder divino, mas dou-vos, como meu julgamento ponderado e minha firme convicção, que há evidências — evidências críveis e confiáveis — para apoiar e verificar o relato de tal outorga, tal como consta nos registros da Igreja Restaurada de nosso Senhor. E, além dessas evidências críveis, creio que um investigador de mente aberta descobrirá, nas operações deste poder divino, resultados, benefícios e bênçãos que corroboram a autenticidade divina do Santo Sacerdócio, tal como ele existe hoje neste triste mundo que tanto dele necessita.

Voltemos agora ao tema específico com que começamos — a relação de um cristão com uma igreja. Talvez seja melhor começar com algumas afirmações que podem parecer bastante triviais. O reino de Deus é um reino, não uma democracia. O rei é o autor e a fonte da lei, o juiz e o administrador onipotente. Somente ele prescreve as regras que regem a elegibilidade para a filiação em seu reino. Admito que isso possa soar arbitrário e dogmático. Em organizações formadas pelos homens, tal poder autocrático não seria tolerado. Mas o reino de nosso Senhor não é uma organização formada pelos homens. Homens amantes da liberdade só podem aceitar tal poder onipotente porque têm fé e completa confiança na benevolência desse poder.

Qual é, então, a posição de um assim chamado cristão em relação ao reino de Deus? Será ele corretamente classificado como cristão, a menos que tenha dado os passos necessários para receber o evangelho de nosso Senhor e entrar em seu reino? Creio, meus amigos, que um exame cuidadoso de todas as escrituras pertinentes, bem como de toda a história da obra de Cristo entre os homens, demonstrará que somente pela aceitação completa do Cristo como nosso Senhor, e subscrevendo todas as condições e requisitos de seu santo evangelho, incluindo suas sagradas ordenanças que regem a admissão em seu reino, pode um homem justificar plenamente a reivindicação da honrosa distinção de ser cristão. Assim, parece-me que a questão crucial não é tanto se um homem deve pertencer a uma igreja para ser cristão, mas se ele se preparou e deu os passos necessários para entrar no reino de Deus.

Parece estar acima de qualquer dúvida que não poderia haver mais de um reino do Senhor. Portanto, a preocupação de todos os que buscam a salvação cristã deve ser: Onde está esse reino? Onde ele está estabelecido na terra, para que os homens possam chegar a ele e receber as suas bênçãos transcendentes? Esta é uma questão delicada, porque os sentimentos das pessoas em relação à religião são profundos e sensíveis. Ninguém gosta de ofender. Asseguro-vos que eu não gosto, mas seria infiel ao meu chamado se não empreendesse, com o melhor de minha capacidade, dar a todos os homens as revelações do Senhor sobre esta questão: Onde está estabelecido na terra o reino de Deus?

Primeiro, devo levar-vos de volta a uma antiga profecia com a qual muitos estão familiarizados. Lembrar-vos-eis de que, quando Daniel foi solicitado a interpretar o sonho do rei sobre a grande imagem cuja cabeça era de ouro, cujo peito e braços eram de prata, cujo ventre e coxas eram de bronze, com pernas de ferro e pés de barro, ele proferiu estas palavras portentosas:

"Estavas vendo, até que uma pedra foi cortada, sem mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

"Então foram juntamente esmiuçados o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, e se fizeram como pragana das eiras do verão; e o vento os levou. . . ." (Dan. 2:34-35.)

Segue-se então uma descrição dos reinos representados pelas partes da imagem que o rei viu, e, finalmente, após a descrição dos reinos do mundo, estas palavras:

"Mas nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não será deixado a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo estará estabelecido para sempre." (Idem 44.)

Esta e outras profecias de dias antigos predizem com certeza o estabelecimento de um reino de Deus na terra. Na mente e no coração dos profetas, não se prediz um mero reino místico, mas um poder institucional real, que não somente exercerá domínio entre os homens, mas entre os reinos e as instituições do mundo.

Em dia posterior, depois que o Salvador houve completado o seu ministério na terra, veio ao seu amado apóstolo João a seguinte revelação:

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,

"Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." (Apoc. 14:6-7.)

É verdade que, nessas revelações, não se estabelecem tempos para o cumprimento das profecias nelas contidas, mas todos concordarão que elas contemplavam um tempo de cumprimento. Esse tempo chegou, meus amigos, há mais de um século, na terra livre da América, com garantias de liberdade suficientes para proteger os homens na livre expressão de suas convicções religiosas. Penso que, em nenhuma outra terra, na época do cumprimento, as grandes experiências espirituais que estão na base de uma grande causa poderiam ter sido toleradas o suficiente para chegar à fruição.

Nesta terra de liberdade veio o cumprimento. As predições de outrora se realizaram. Os profetas foram justificados. Por meio de um jovem inteligente, simples, de grande fé, por meio de homens humildes, o reino do Senhor foi estabelecido na terra, sua verdadeira Igreja foi estabelecida com o poder do Santo Sacerdócio para administrar as ordenanças do evangelho, e com a mesma organização que o próprio Cristo deu aos homens quando ministrou em carne entre eles.

Espero que compreendais, meus amigos, que é impossível, neste curto período de tempo, apresentar com qualquer detalhe e com uma medida suficiente de adequação as circunstâncias que justificam a declaração que fiz em vossa presença. Tudo o que posso fazer nestes poucos minutos é dar-vos a garantia de que existem provas — provas não apenas para a certeza mental, mas também para a convicção da alma — que, em meu humilde julgamento, são suficientes para satisfazer o buscador da verdade.

Portanto, se quiserdes ser verdadeiramente cristãos, se quiserdes ser classificados como discípulos de nosso querido Salvador, ofereço-vos o único caminho seguro para alcançar essa grande distinção. Vinde ao seu reino pela porta que está aberta a todos os que guardarem a sua lei e o seu evangelho. Vinde participar de bênçãos e altos privilégios que superam até mesmo a visão de vossas mais elevadas esperanças e ambições.

Tenho mais um pensamento a dar-vos, temendo que alguns possam avaliar as minhas palavras como demasiado fanáticas e visionárias. Lembro-me de, anos atrás, ter lido um livro escrito por Walter Lippmann, que, penso eu, tem a reputação de ser um analista bastante perspicaz dos assuntos humanos. Escrevendo sobre o homem e a religião, ele disse, em substância, que os que refletem seriamente sobre a religião se dividem em duas classes — os humanistas e os autoritaristas. Um ou outro deve interpretar o espiritual e o religioso em termos de origem, atributos e características humanas, ou em termos de um Deus de revelação, poder e autoridade.

Pois bem, pertenço a esta última classe. Creio em Deus implicitamente. Creio na divindade de nosso Senhor e Salvador como o Filho de Deus. Creio que o Senhor se revelou aos homens nos dias passados, e que não negou a seus filhos das gerações posteriores a bênção e o benefício de suas revelações. Estou convencido, sem sombra de dúvida, de que o seu evangelho foi restaurado em sua plenitude, com todas as suas ordenanças, e os poderes para administrá-las autenticamente nestes últimos dias. Dou-vos o meu solene testemunho de que o seu reino está estabelecido na terra, e que está estabelecido para sempre; que aqueles a quem ele escolheu para serem seus representantes especiais, de período em período, não têm sido impostores. Vivi o suficiente para ter conhecido pessoalmente quatro, e mais dois à distância, dos nove Presidentes que têm presidido a Igreja desde o seu início, e tive íntima associação com o nosso líder que guia a Igreja hoje há mais de cinquenta anos. Por conhecimento próprio, testifico que esses reverenciados líderes e seus colegas nos Conselhos Presidentes da Igreja, agindo sob a autoridade do Santo Sacerdócio, têm administrado os assuntos do reino com o temor de Deus em seus corações, temendo ofendê-lo em qualquer grau, e procurando servi-lo, a ele e a seus filhos, com humildade e completa dedicação.

E devo pedir a todos vós, meus amigos, que não vos esqueçais de que a verdade não é determinada pelos números, nem pelo número de seus adeptos. Cristo começou sozinho. Então, como sempre, segundo o velho ditado, "Deus e um homem são maioria." Com ele estamos seguros.

Oro para que o entendimento espiritual venha a todos os nossos queridos irmãos e irmãs neste mundo, para que os homens saibam em seus corações o que verdadeiramente significa ser cristão, um discípulo de Cristo. Que o Senhor nos abençoe a todos, peço humildemente em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoStephen L Richards, “Pode um Homem Ser Cristão Sem Pertencer a uma Igreja?”, 1959 April General Conference, Second Day Morning Meeting (1959-04-05). Pulpit Vault, 1959-04-richards-my-dear-brethren-and-sisters-and-friends. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).