O Espírito Progressivo do Arrependimento
Stephen L Richards
No espírito da fraternidade e do amor que o evangelho de nosso Senhor inspira, eu vos saúdo nesta manhã, meus irmãos e minhas irmãs e amigos. O sol brilha em Salt Lake City, trazendo consigo boa disposição para os que aqui estão reunidos nesta conferência. Espero que aqueles que estão longe de nós, e que nos ouvem, estejam igualmente felizes e bem, regozijando-se nas bênçãos que o Senhor tão generosamente concedeu a todos. ¶
Desejo trazer-vos nesta manhã uma mensagem de encorajamento. Preciso do auxílio de nosso Pai e de seu espírito para fazê-lo, e confio que ele vos abençoará igualmente. ¶
Diz-se que a Dispensação do Meridiano do Tempo se abriu com as palavras: "Arrependei-vos: porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3:2), pronunciadas primeiramente por João Batista e depois pelo Salvador, após sua provação de jejum e tentação, quando "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 4:17.) ¶
É interessante contemplar a entonação de voz usada na pronúncia dessas primeiras e portentosas palavras. Já as ouvi repetidas em tons de proclamação penetrante, para transmitir a impressão de um comando severo e uma exortação autoritária. ¶
Sem dúvida, elas eram destinadas a ser as três coisas — uma pronúncia penetrante, um comando e uma exortação. Mas gosto de pensar que havia também, na voz de nosso Senhor, ao pronunciar essas palavras, uma entonação indicativa de súplica e de terna solicitude para com os que erravam, a quem as palavras eram dirigidas. ¶
Parte da missão de nosso Salvador foi trazer o elemento da misericórdia ao povo rigoroso, exigente e de coração endurecido entre o qual sua missão começou. Quando ele ensinou a paciência e a consideração bondosa e misericordiosa para com a fraqueza e a debilidade humana, foi acusado de violar e dispensar a lei. Sua resposta a essa acusação foi: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruir, mas para cumprir." (Mateus 5:17.) ¶
O arrependimento sempre foi, e é, parte da lei e do plano do evangelho, e a misericórdia que o Salvador trouxe é essencial à doutrina do arrependimento e à administração das leis de Deus. O fino equilíbrio entre as duas nos é preservado no grande princípio de que a misericórdia não roubará a justiça (Alma 42:25), nem a justiça, a misericórdia. ¶
Antes de comentar mais sobre o princípio do arrependimento, desejo deixar claro que considero todas as leis do evangelho essenciais no plano de salvação, e que nenhum de seus filhos pode esperar obter a mais alta exaltação no reino celestial sem cumprir cada lei e cada mandamento dado pelo Senhor para que os homens sigam. Creio também que o Senhor reconhece plenamente as fraquezas e as debilidades de seus filhos enquanto passam pela provação mortal. Ele os submeteu às provas da mortalidade. Deu-lhes seu livre-arbítrio para lidar com suas tentações e problemas. Plantou neles um senso do que é certo e os cercou com seu Espírito Santo para ajudá-los a traçar o curso de suas vidas, mas sabia desde o princípio que nem todos teriam a visão e a força de caráter para seguir o caminho estreito e apertado. Ele sabia que muitos sucumbiriam às sedutoras tentações do adversário, a quem permitiu estar no mundo com seus filhos para pôr à prova, e por fim fortalecer, sua fé e determinação. ¶
Assim, o arrependimento foi desde o princípio uma parte necessária do plano. Não foi a única parte do plano indicativa do amor e da misericórdia do Senhor. ¶
As leis e os mandamentos são, em si mesmos, generosas e amorosas providências, formuladas por nosso Pai para trazer a maior felicidade e bênção possíveis à sua vasta família, a quem ele ama. Todo mandamento, por mais severo que possa parecer a alguns, é, na realidade, um caminho para o glorioso reino da paz e da felicidade. Mas o arrependimento é um princípio notável de misericórdia, amor e bondade, que atesta a preocupação e o amor do Pai por seus filhos, pois, em última análise, ele deu seu Filho Amado, não apenas para nos redimir do efeito das transgressões que pesam sobre toda a raça humana, mas também para nos dar a inexprimivelmente gloriosa oportunidade de nos arrependermos de nossas próprias transgressões individuais, para que possamos voltar à sua presença, limpos e perdoados, por meio do precioso dom do arrependimento. ¶
Nunca considerei o arrependimento algo estático. É difícil imaginar como os homens possam se arrepender de uma vez por todas, para toda uma vida de experiência. ¶
Considero-o um princípio progressivo, aplicável a cada um de nós dia após dia. Entre aqueles a quem foram dados os nobres conceitos de uma vida perfeita, deve haver muito poucos, se algum, que não sintam que a cada dia possam ter ficado aquém do ideal de perfeição; assim, a cada dia, trabalhando em direção a esse elevado objetivo, mas não conseguindo alcançá-lo plenamente, cada um deve sentir a necessidade do arrependimento — e assim cada um, com tal sentimento de insuficiência, buscará o perdão de seu Pai celestial e também de seus semelhantes, se a estes tiver ofendido. É esse constante pesar e esforço que constitui o princípio progressivo e constantemente aplicável do arrependimento. Esse reconhecimento sempre recorrente da fraqueza e do erro, e a busca e a vida pelo que é mais elevado e melhor, nos conduzirão à perfeição. ¶
Temos a tendência de classificar e avaliar os erros da vida, nisso tendo apoio das revelações. ¶
Alguns desvios classificamos como sérios, chegando ao ponto de imperdoáveis. Outros vemos com maior tolerância. Em alguns casos, a gravidade da ofensa e a extensão da culpabilidade são assuntos para determinação judicial por parte daqueles designados para serem juízes na Igreja de nosso Pai. Todos esses julgamentos são autoritativos, e cremos, quase sem exceção, que são julgamentos justos. ¶
As penalidades devem ser observadas. Mas mesmo tais infrações sérias não afastam o princípio misericordioso do arrependimento, e não conheço nenhum tribunal judicial na Igreja que não admoeste e suplique uniformemente aos que são condenados por ofensas que se arrependam, que não pequem mais, e que, por suas vidas, busquem e se tornem dignos de perdão. ¶
Há as chamadas ofensas menores, que não são levadas à atenção dos tribunais da Igreja, mas que frequentemente chegam diante dos oficiais presidentes que são juízes em Israel, com relação ao progresso de homens e mulheres nos cargos e privilégios da Igreja. Surgem questões relacionadas ao progresso no sacerdócio, aos recomendados para o templo e à aptidão para cargos nas organizações. Gostaria que cada um que sinta que seu progresso está sendo retardado, e que não é reconhecido como gostaria de ser, se perguntasse a si mesmo o que há em sua vida que provoca esse retardamento. Tenho certeza de que cada um, se for franco consigo mesmo, encontrará a resposta. Há um remédio — um remédio universal — que nunca falha. É o arrependimento, afastar-se daquilo que prejudica o progresso e priva alguém do verdadeiro Espírito do Senhor. Embora tenha mencionado ofensas classificadas como sérias e outras menos sérias, gostaria que todos entendessem que não há afastamento dos caminhos apontados pelo Salvador que não seja sério e que não prejudique o pleno desenvolvimento de um filho de Deus. ¶
Disse essas coisas sobre a grande e salutar doutrina do arrependimento como princípio de vida constantemente aplicável e progressivo. Gostaria agora de dedicar um pouco de atenção ao encorajamento que podemos dar uns aos outros, e a todos os nossos amigos, na adoção desse princípio. Somos exortados pelas revelações que nos vêm com o evangelho restaurado a chamar todos os homens ao arrependimento. Com efeito, o trabalho missionário é a primeira obrigação imposta à Igreja restaurada. ¶
Gostaríamos que todos os nossos amigos entendessem que, quando fazemos esse chamado ao arrependimento, nós mesmos nos incluímos nele. Espera-se que não haja implicação de uma atitude vanglória de nossa parte, e de nossos missionários, de que estamos livres da necessidade do arrependimento. É verdade que há inconsistência em pedir a nosso próximo que se arrependa e se afaste de uma prática que transgride as leis do Senhor, a qual nós mesmos praticamos. Tal exemplo não dá peso ao chamado; mas, apesar dessa inconsistência, ainda estamos sob o comando divino de pregar o arrependimento ao povo deste mundo, pois o arrependimento é indispensável. Àqueles que criticam por encontrarem, entre nossas fileiras, desvios das puras leis do evangelho que procuramos ensinar a outros, faço esta pergunta trivial, porém pertinente: Uma ofensa apaga outra? A fraqueza de um, mesmo de alguém que recebeu um testemunho da verdade, justifica a transgressão da lei ou a recusa de ouvir seus preceitos? ¶
Disse no início que penso que deve ter havido muita súplica e apelo naquele chamado inicial do Salvador a seus semelhantes, no princípio de seu ministério: "Arrependei-vos: porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 4:17.) Ele conhecia as fraquezas daqueles a quem dirigiu esse chamado. Conhecia seu orgulho e arrogância, seu amor pelas coisas do mundo. Sabia que não o receberiam pelo que ele era. Sabia que seria necessária paciência, bondade e misericórdia infinitas para ensinar-lhes os princípios do amor e da fraternidade encerrados no santo evangelho. Sabia que teriam de mudar seus caminhos e transformar suas vidas e conceitos antes de poderem verdadeiramente entrar em seu rebanho. Assim, a primeira coisa que lhes ensinou foi o arrependimento, para fazê-los entender que podiam mudar suas vidas, que podiam abandonar suas práticas tradicionais, sua intolerância e sua arrogância, e ser conduzidos ao reino mais elevado do amor — amor a Deus e a seus semelhantes. Aqueles que se tornaram conscientes do poder e da beleza de seus ensinamentos devem ter recebido o glorioso princípio do arrependimento com grande alegria. Ele os encorajou. Jesus ensinou seus discípulos a doutrina por exemplo e parábola. ¶
Houve a mulher apanhada em pecado. ¶
Penso que nunca vi um espetáculo mais impressionante exibido na tela do que aquele retratado, anos atrás, quando os filmes eram sem som, no filme intitulado "Os Dez Mandamentos." ¶
Havia a mulher lançada ao pó, envergonhada, desesperada. Ao seu redor, homens de semblante endurecido, pedras erguidas nas mãos, prontos, ao que parecia ansiosos, para executar a penalidade da lei. A situação da mulher era lastimável, desesperada. Então, subitamente, apareceu na cena a figura de Cristo. Em sua presença, silenciaram-se e retiveram as pedras, e então o relato bíblico se cumpriu: ¶
"E pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. ¶
"E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? ¶
"Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. ¶
"E como insistissem em perguntar-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. ¶
"E tornando a inclinar-se, escreveu na terra. ¶
"Porém, ouvindo eles isso, e acusados pela consciência, saíram um a um, começando pelos mais velhos até os últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. ¶
"E endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? ¶
"E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais." (João 8:4-11.) ¶
Ele encorajou todos ao arrependimento. Para isso, contou uma das maiores de todas as suas parábolas, a do homem que tinha dois filhos, um mais velho e outro mais moço. O filho mais velho era devotado a seu pai, obediente a suas ordens, servindo-o fielmente. O filho mais moço tinha, aparentemente, uma disposição diferente, com um desejo pelas coisas do mundo e seus prazeres. Pediu e recebeu uma parte dos bens do pai que herdaria, renunciando assim à sua herança, tão preciosa para os judeus. ¶
Tomou o que recebeu e foi para um país distante, e ali gastou o que lhe fora dado em vida devassa. Presume-se que cometeu muitas ofensas e que sua vida se afastou totalmente dos ideais de seu lar, mas pagou pesada penalidade por suas transgressões. ¶
Quando havia gastado tudo o que tinha, veio uma grande fome sobre a terra, e ele se viu em grande necessidade. Foi obrigado a procurar trabalho, e seu senhor o mandou aos campos apascentar porcos, talvez a mais baixa, mais servil e degradante de todas as tarefas que poderiam recair sobre um judeu. Diz-se que sua fome e desespero eram tão grandes que de bom grado teria comido as vagens que os porcos comiam. ¶
Reduzido assim, em força corporal e espírito, ele caiu em si. Temos razão para crer que ele foi tomado pelo espírito do arrependimento, e em seu desespero disse a si mesmo: "Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu pereço de fome! ¶
"Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; ¶
"Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. ¶
"E levantando-se, foi para seu pai; e quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. ¶
"E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho." (Lucas 15:17-21.) ¶
Mas o pai, aparentemente cheio de alegria com o retorno do filho, não respondeu à sua exclamação, mas chamou seus servos: "Trazei depressa a melhor túnica, e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado." (Ver Lucas 15:22-24.) ¶
Sempre senti que o Salvador pretendia que o pai na parábola representasse o Pai Eterno de todos nós. Ele conhecia a rigidez da lei judaica. Sabia que ofensa terrível era renunciar à própria herança — uma ofensa imperdoável, presumo, no lar judaico. Assim, fez com que esse filho pródigo voltasse ao pai, não para ser rejeitado, mas para ser recebido e amado. Não fez com que o filho mais moço fosse restituído a todos os privilégios que havia perdido. O filho mais velho, mais dedicado, queixou-se da festa que se fez pelo retorno de seu irmão mais moço, mas o pai o consolou com a afirmação: "Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;" e então repetiu a seu filho mais velho as palavras que dissera ao mais moço: "Portanto, era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e foi achado." (Lucas 15:31-32.) ¶
Penso ser significativo que o Senhor deixou claro, na parábola, que o filho mais moço havia perdido muito por seu caminho errante, mas, em certa medida, ao menos, pagou por isso, com seu sofrimento e degradação. A justiça exige isso. Mas, quando a penalidade fora exigida, o coração do afetuoso pai se alegrou com o arrependimento e o retorno do filho. Que encorajamento para o arrependimento! Como é bom saber da misericórdia e do perdão do Pai! Melhor seria não ter transgredido, mas maravilhoso é ser recebido de volta! ¶
Assim como o arrependimento é um princípio divino, também o é o perdão. O Senhor disse: "Eu, o Senhor, perdoarei a quem desejo perdoar, mas de vós é exigido que perdoeis a todos os homens." (D&C 64:10.) Se fôssemos mais liberais em nosso perdão, seríamos mais encorajadores ao arrependimento. Alguém disse que a suprema caridade do mundo está em obedecer ao mandamento divino: "Não julgueis." Quando o Salvador deu esse mandamento, estava bem ciente das limitações do entendimento e da simpatia humanos. Podemos ver atos manifestos, mas não podemos ver sentimentos íntimos nem ler intenções. Uma Providência todo-sábia, ao julgar, vê e conhece todas as fases da conduta humana. Nós conhecemos apenas poucas dessas fases, e nenhuma muito bem. Ser ponderado e bondoso no julgamento é um atributo de Cristo. ¶
Assim, possamos apresentar o misericordioso e salvador princípio do arrependimento a nós mesmos e a todos os filhos de nosso Pai. Façamos o chamado como nos foi ordenado fazer, mas que ele seja tão temperado com amor e humildade que todos possam recebê-lo como um convite sincero para partilhar dos gloriosos princípios do evangelho que vieram à terra por meio da revelação nestes últimos dias. Que nenhum irmão ou irmã em toda a família de Deus sinta que foi além do ponto em que o erro e o pecado possam ser deixados para trás, e o verdadeiro arrependimento ilumine a alma com esperança e fé. ¶
Há muitos anos, ao visitar uma das missões da Igreja, um homem perguntou se poderia me levar de carro até meu próximo compromisso. Falei com o presidente da missão, e ele disse que achava que estaria tudo bem. Durante a viagem, esse homem descreveu, dolorosamente, para mim, o curso de sua vida. Contou-me algo de seu lar e de sua juventude, e então, em profunda tristeza, confessou suas transgressões. Eram muito sérias, e sua consciência de culpa quase o dominava, e então, quase sufocado pela emoção, fez a pergunta que havia premeditado ao buscar minha companhia: "Irmão Richards, há alguma esperança para mim? Agora que aprendi o evangelho com os missionários e cheguei a compreender o tipo de vida que o Senhor espera que seus filhos vivam, a consciência de minhas ofensas me domina. Poderei algum dia ser perdoado?" Ele tremia tanto com os soluços que temi um pouco por sua segurança no banco do motorista. ¶
Sua profunda e comovente contrição tocou meu coração. Fiz uma oração silenciosa para que eu pudesse consolá-lo e ajudá-lo. E então lhe apresentei as coisas que tentei apresentar-vos neste dia. Dei-lhe os mesmos exemplos do princípio misericordioso do arrependimento e do perdão, e, quando lhe estendi esperança e encorajamento, ele se consolou, recuperou a compostura e, com voz vibrante de determinação, exclamou: "Com a ajuda do Senhor, tornar-me-ei digno e recuperarei o que perdi." Tive certeza de que o Senhor o ajudaria em seu esforço. ¶
Esse homem não sabia, embora deva ter ouvido os sussurros de sua consciência, quão graves eram suas transgressões, até ouvir o verdadeiro evangelho, mas os membros da Igreja que foram ensinados sabem, e seu conhecimento traz responsabilidade e prestação de contas. ¶
Para eles, o arrependimento tem significado especial. São líderes e instrutores dos não iluminados. Sobre seus ombros carregam o peso do reino. Seu progresso é retardado não tanto pela falta de esforço, mas pela insuficiência de arrependimento — arrependimento individual — que é essencial para torná-los servos proveitosos. ¶
Assim, meus irmãos e minhas irmãs, no amor e no respeito que vos tenho, apelo, suplico e ofereço encorajamento para o arrependimento de todos os erros, seja por comissão ou omissão, que retardam nosso progresso rumo à vida e ao destino perfeitos que o Senhor tão graciosamente nos oferece para nos atrair. E a meus amigos e a nossos amigos que não são da Igreja, possa eu, humilde e sinceramente, oferecer esta gloriosa doutrina como o verdadeiro caminho para a felicidade e a paz. Faço um apelo a todos, em tons de súplica e preocupação, para que deixem de amaldiçoar a Deus, para que se abstenham de julgamento intemperante, para que sejam honestos e virtuosos. Se quiserdes paz e felicidade, se cometestes erros, podeis arrepender-vos se assim o quiserdes. O Senhor vos ajudará, e vos recompensará mil vezes por vosso esforço. O que o mundo precisa é de um mundo arrependido, e podeis ter certeza de que não há felicidade duradoura em nada além da bondade. ¶
Invoco as bênçãos do Senhor sobre todos, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶