As Tradições dos Índios Quiché Maia e o Livro de Mórmon
Milton R. Hunter
Meus queridos irmãos e irmãs: É com profunda humildade que ocupo esta posição nesta manhã. Peço sinceramente um interesse em vossa fé e orações, e que o espírito de Deus dirija as coisas que eu possa dizer. ¶
Durante os últimos onze anos em que servi como membro do Primeiro Conselho dos Setenta, tive a maravilhosa oportunidade, o privilégio e a bênção de participar da obra missionária tanto nas estacas de Sião quanto nas missões estrangeiras. Estou de fato grato pelas numerosas bênçãos daí derivadas e expresso humildemente sinceros agradecimentos a meu Pai Celestial. Aproveito também esta oportunidade para expressar profunda gratidão ao Presidente David O. McKay, a seus Conselheiros e ao Presidente Joseph Fielding Smith, e a quaisquer outros que tenham tido parte em me dar minhas designações, porque amo muito a obra missionária e tenho um forte testemunho da veracidade do evangelho de Jesus Cristo. ¶
Sei que o programa missionário é uma das maiores designações que Deus deu à Igreja nesta dispensação. Aprecio profundamente o fato de que a responsabilidade recai sobre vós e sobre mim de levar o evangelho a toda nação, tribo, língua e povo, em preparação para a vinda do Filho do Homem. É minha firme convicção de que, quando tivermos feito essa tarefa suficientemente bem, o Senhor aceitará nossos sacrifícios, nossos esforços e nossas realizações, e dará início ao reinado milenar. O Salvador disse a seus apóstolos que . . . este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. ¶
(Mat. 24:14.) Ao permanecer aqui hoje, meus pensamentos voltam às numerosas experiências maravilhosas que desfrutei ao percorrer várias missões. Talvez o ponto alto dessas experiências sejam as reuniões de testemunho e relatório missionário que frequentei. Essas reuniões constituem alguns dos pontos altos de minha vida, e especialmente de minha participação na obra missionária. Nessas reuniões, os élderes e as missionárias derramaram seus mais profundos sentimentos a Deus. Em numerosas ocasiões, nessas reuniões, missionário após missionário, em profunda humildade, testificou que Deus vive, que Jesus é o Cristo — o Salvador do mundo, que Joseph Smith foi um profeta de Deus, e que o evangelho está novamente na terra; e então, com a mais profunda gratidão, cada missionário, por sua vez, agradeceu a Deus pelo privilégio de servir na grande obra missionária, expressando até mesmo gratidão pelo privilégio de pagar suas próprias despesas ou de seus pais as pagarem. ¶
Em todas essas ocasiões, a sala se enchia do espírito de Deus, e o Espírito Santo testificou a mim que o evangelho de Jesus Cristo era verdadeiro e que o programa missionário era de suprema importância. Meu coração se encheu a transbordar, além de qualquer expressão; e silenciosamente agradeci a Deus pelo evangelho de Jesus Cristo, por minha condição de membro da Igreja, por meu sagrado testemunho e por meu privilégio de participar da obra missionária. ¶
Em muitas dessas ocasiões, o pensamento me veio à mente: "Se os pais desses élderes e missionárias pudessem estar aqui hoje e pudessem sentir, ouvir e ver o que estamos experimentando, seriam plenamente recompensados por terem enviado seus filhos em missão." ¶
Além do propósito principal da obra missionária, isto é, encontrar os honestos de coração, ensinar-lhes o evangelho e, com isso, trazer almas a Deus, creio verdadeiramente que uma missão é uma das maiores escolas do mundo para o desenvolvimento pessoal dos missionários. Aqueles humildes obreiros que colocam o coração e a alma na obra e se perdem no serviço aos outros recebem naturalmente um crescimento e desenvolvimento individual além de suas maiores expectativas. Penso que não há universidade que possa preparar melhor nossos filhos e filhas para posições de liderança e para a vida em geral, desenvolvendo mais plenamente suas personalidades, do que o serviço nos campos missionários. ¶
Sob esse ponto de vista, bem como sob muitos outros, o programa missionário é maravilhoso e uma grande bênção para os membros do reino de Deus. ¶
Além do desenvolvimento pessoal que os missionários recebem, eles alcançam o enriquecimento de um dos maiores dons de Deus — um testemunho aumentado do evangelho de Jesus Cristo. Ao fazê-lo, recebem tesouros ocultos de conhecimento — uma certeza absoluta de que Deus vive, de que Jesus é o Cristo, o Salvador do mundo, e de que o evangelho foi restaurado novamente à terra — conhecimento que supera qualquer coisa que pudessem receber de forma material. ¶
Regozijo-me nas numerosas oportunidades que tive de participar das várias fases da obra da igreja, e especialmente aprecio o privilégio que tive de percorrer vinte e uma missões, o que me deu a oportunidade de testificar da veracidade do evangelho restaurado e da divindade de Jesus Cristo em praticamente todas as principais cidades desde o Alasca ao norte até o Canal do Panamá ao sul. Agradeço sinceramente a meu Pai Eterno por essas oportunidades e mais uma vez expresso profunda gratidão à Primeira Presidência e ao Conselho dos Doze, sob cuja liderança sirvo. ¶
Recentemente tive o privilégio de percorrer a Missão da América Central. Sua sede fica na Cidade da Guatemala. Estou plenamente convencido de que há perspectivas de sucesso incomum nessa missão. Tenho a alegria de relatar que, sob a hábil liderança do Presidente e da Irmã Wagner, a obra de proselitismo avança rápida e satisfatoriamente. Os missionários estão trabalhando fiel e entusiasticamente. Houve uma frequência média de 229 por cento em toda a missão durante a excursão, o que indica que os missionários realizaram um trabalho de sucesso incomum na preparação dos Santos e dos pesquisadores para as conferências realizadas durante a excursão missionária. Felicito o Presidente e a Irmã Wagner, bem como os missionários da Missão da América Central, por seus esforços inteligentes e pela alta qualidade do trabalho que está sendo realizado. Que as bênçãos de Deus continuem a acompanhá-los. ¶
Também felicito todos os presidentes de missão e suas esposas em todas as missões do mundo pelas realizações incomuns que estão alcançando. Sei que os presidentes de missão são homens notáveis e suas esposas são mulheres maravilhosas. ¶
Talvez em nenhum período da história da igreja a liderança tenha sido melhor nos campos missionários do que no presente. ¶
Felicito também todos os missionários do mundo pelo alto padrão de trabalho de proselitismo que está sendo realizado. Não conheço época na história da Igreja em que o programa missionário tenha sido levado adiante num plano tão enérgico, inteligente e elevado, em geral, como está ocorrendo no presente. ¶
Fiquei especialmente grato pelo privilégio de percorrer a Missão da América Central por causa de meu intenso interesse no Livro de Mórmon e nos lamanitas ou índios. Talvez não haja parte de nenhuma das Américas que tenha tantos índios de sangue puro residindo nela quanto alguns dos países da América Central. Esse fato é especialmente verdadeiro na Guatemala. Naquele país, aproximadamente sessenta por cento das pessoas são índios de sangue puro. ¶
São, primordialmente, da raça quiché maia. Esses povos evitaram o casamento com povos brancos, principalmente porque acreditam que seu sangue indígena e seu povo em geral são iguais, senão superiores, às raças brancas. ¶
Os pais entre o povo quiché maia regulam os casamentos de seus filhos e filhas, assim como faziam os pais no antigo Israel. É seu propósito assegurar que seus filhos se casem dentro de sua própria raça e preservem, tanto quanto possível, sua própria religião e cultura. Os índios quiché maias têm uma grande herança e uma cultura incomum. ¶
São um povo muito religioso. Sua religião se tornou definitivamente pagã após o período do Livro de Mórmon; entretanto, um estudo de suas crenças e práticas religiosas facilmente revela o fato de que as raízes de muitas de suas práticas religiosas remontam aos tempos do Livro de Mórmon, quando o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo foi tido por seus antepassados. ¶
Após a conquista espanhola dos quiché maias durante o século dezesseis, os padres católicos logo constataram que não conseguiam extirpar a religião dos índios; assim, sobrepuseram à religião indígena tantas crenças e práticas católicas quanto os nativos aceitassem, tornando a religião quiché maia de hoje um conglomerado. ¶
É minha crença pessoal que os quiché maias da Guatemala são tão diretamente descendentes dos povos do Livro de Mórmon quanto quaisquer dos índios do Hemisfério Ocidental. Por meio de minha pesquisa e contato pessoal com esse povo, aprendi que eles têm muitas tradições que guardam parentesco com os ensinamentos do Livro de Mórmon. Esse fato se comprova nas obras escritas, tais como o Título dos Senhores de Totonicapán, o Popol Vuh, e os Anais dos Cakchiqueles, bem como em suas tradições orais, muitas das quais têm sido transmitidas de geração em geração até os dias de hoje. O fato de que muitos dos quiché maias não falam espanhol, mas conservaram sua língua nativa, tornou possível que suas tradições fossem transmitidas sem contaminação até nossos dias. ¶
Eu havia sido informado de que os quiché maias da Guatemala ainda conservavam muitas de suas tradições antigas, algumas das quais evidentemente tinham suas raízes nos tempos do Livro de Mórmon, e assim, quando recebi a designação de percorrer a Missão da América Central, escrevi ao Presidente Wagner e pedi que seus missionários providenciassem para que eu entrevistasse alguns dos velhos índios quiché maias em Totonicapán. Aconselhei ao presidente que os missionários fizessem os arranjos para que eu entrevistasse alguém bem informado sobre as tradições daquele povo. De acordo com meu pedido, quando cheguei a Totonicapán, descobri que os missionários haviam contratado os serviços de um homem chamado Jesus Caranza Juarez. O Sr. Juarez era uma pessoa muito inteligente. Não apenas falava quiché maia, mas também era bastante hábil no uso da língua espanhola. Ele havia sido iniciado em todos os ritos e rituais da religião quiché maia e tinha um conhecimento profundo das tradições daquele povo. ¶
Por essas razões, ele era a pessoa ideal para ser entrevistada. ¶
Como eu não falo espanhol, pedi a um dos missionários que atuasse como intérprete. Disse ao missionário: "Não faça ao Sr. Juarez nenhuma pergunta induzida que possa indicar-lhe o tipo de resposta que desejamos receber. Quero conhecer as tradições exatas e precisas de seu povo; assim, sugiro que faça perguntas simples e diretas; por exemplo, a primeira pergunta que sugiro que faça é: 'Quais são as práticas e ensinamentos quiché maias a respeito do casamento?'" ¶
Mais uma vez adverti o missionário a não fazer nenhuma explicação ao Sr. Juarez, mas apenas a lhe apresentar a pergunta direta, como eu havia sugerido. O missionário seguiu esse procedimento. Em resposta à pergunta anterior, o Sr. Juarez respondeu imediatamente: ¶
"O casamento é a mais sagrada, a mais reverenciada, a mais santa e a maior de todas as práticas e ensinamentos religiosos da religião quiché maia. Temos duas espécies de casamento. Numa delas, a cerimônia é realizada pelo sacerdote. Somente as pessoas boas se casam nesse tipo de casamento. Por pessoas boas, quero dizer aquelas que não se embriagam, que não roubam nem mentem, e que são moralmente limpas — em resumo, as pessoas que vivem de acordo com todos os ensinamentos da religião quiché maia." ¶
Então ele disse: "O sacerdote realiza a cerimônia de casamento para essas pessoas boas; e quando ele as casa, elas se casam não apenas para esta vida, mas também para o próximo mundo. Permanecem marido e mulher para sempre." ¶
Fiquei surpreso, de fato pasmo, ao receber tal explicação a respeito do costume de casamento dos índios quiché maias, e assim inseri uma pergunta nesse ponto. Disse ao missionário: "Pergunte ao Sr. Juarez onde o povo quiché maia obteve tal ensinamento e prática em sua religião. Pergunte-lhe se a obtiveram da Igreja Católica." ¶
A razão pela qual fiz essa pergunta é que a religião católica é praticamente a única que fez muitos progressos na Guatemala. Os índios quiché maias tiveram algumas das crenças e práticas católicas sobrepostas à sua antiga religião indígena paganizada. ¶
O missionário fez ao Sr. Juarez a pergunta conforme indicado, e o Sr. Juarez respondeu imediatamente: ¶
"Oh, não! Certamente que não! Não obtivemos esse ensinamento dos católicos. ¶
Os católicos não têm esse tipo de casamento, e nunca o tiveram." ¶
Então o Sr. Juarez explicou: "Obtivemos esse tipo de casamento de nossos antepassados. Foi transmitido de geração em geração pela tradição. Nosso povo praticava esse tipo de casamento e tinha crença em casamento após a morte muitos, muitos anos antes da conquista espanhola. De fato, remonta tão longe quanto vão as nossas tradições." ¶
Nunca li nos escritos de arqueólogos ou outros estudiosos dos quiché maias que esses índios realizam casamentos que acreditam perdurar após a morte. Talvez o fato de que esses índios acreditam que seus casamentos continuam para o próximo mundo não fosse de interesse para a maioria das pessoas que entram em contato com eles, e assim os autores deixariam de registrar essa prática mesmo que lhes tivesse sido dito que ela existia. ¶
Embora tenha ficado grandemente surpreso ao descobrir que os índios quiché maias praticam uma forma de casamento que acreditam perdurar por todo o próximo mundo, fiquei satisfeito em saber que essa era sua tradição, porque tenho compreendido que, sempre que o evangelho de Jesus Cristo esteve na terra em sua plenitude, a verdadeira lei de Deus do casamento celestial constituía parte desse evangelho. Sei também que o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo foi tido na antiga América nos dias do Livro de Mórmon, e certamente os nefitas teriam tido a verdadeira ordem do casamento celestial. ¶
Assim, os índios quiché maias da Guatemala, sendo descendentes dos povos do Livro de Mórmon, preservaram em seu sistema de casamento certas coisas que guardam semelhança com a verdadeira ordem de casamento tal como dada pelo Senhor aos nefitas. ¶
O Sr. Juarez continuou sua descrição do costume quiché maia de casamento, descrevendo o outro tipo de casamento numa terminologia bastante interessante. ¶
Ele disse: ¶
"O outro tipo de casamento nosso povo chama de casamento renegado. Aqueles que recebem esse tipo de casamento são as pessoas que os sacerdotes se recusam a casar, porque não são pessoas boas. ¶
Não vivem de acordo com os ensinamentos da religião quiché maia." ¶
Então ele explicou por que não eram pessoas boas, salientando que suas vidas eram opostas às vidas das pessoas que eram casadas pelos sacerdotes para esta vida e para o mundo por vir. ¶
Ele disse: ¶
"Essas pessoas que recebem o casamento renegado se embriagam. Não são honestas. São imorais, e não são pessoas de boa integridade. Seus casamentos duram apenas até a morte. Não são casadas para o mundo por vir." ¶
O Sr. Juarez também nos descreveu as várias ordens do sacerdócio quiché maia. Declarou que os sacerdotes eram selecionados entre os meninos de mente espiritual ou psíquica, justamente quando entravam na adolescência; e então explicou como esses meninos eram treinados para suas designações como sacerdotes. Descreveu-nos também o sistema de batismo dos quiché maias e os vários outros ritos de sua religião, bem como a tradição de sua origem. ¶
Como já deveis saber, os quiché maias têm uma tradição de que são descendentes de Abraão e de Jacó, sendo da casa de Israel. Suas tradições sustentam que seus antepassados vieram de além-mar e que foram trazidos à América pelo Senhor, sendo conduzidos por um profeta de Deus. Sustentam também que aquele profeta possuía um instrumento peculiar que os guiava até aqui, instrumento esse que operava de acordo com a fé do povo. ¶
Certamente reconhecemos facilmente esse instrumento como a Liahona, descrita no Livro de Mórmon. ¶
(Alma 37:38.) Todas essas alegações feitas pelos índios quiché maias estão registradas em seus primeiros escritos e, é claro, correlacionam-se bastante estreitamente com o relato dado no Livro de Mórmon. ¶
No dia seguinte à entrevista com o Sr. Juarez em Totonicapán, o presidente de missão, sua esposa, alguns missionários e eu fomos de carro até Chichicastenango, na Guatemala, com o propósito de assistir a um serviço religioso quiché maia. Às oito horas da manhã, na Catedral de São Tomás, erguida para os índios pela Igreja Católica, o sacerdote católico conduziu a missa para os índios, sendo esse um serviço religioso católico. ¶
Assim que a missa católica terminou, os índios conduziram seus próprios serviços religiosos, que em geral eram definitivamente pagãos, mas nos quais também pude facilmente reconhecer alguns fatores que evidentemente tinham sua origem nos dias do Livro de Mórmon. ¶
Fiquei intensamente interessado ao ver doze homens quiché maias no estrado à frente da catedral, presidindo os serviços indígenas. Perguntei a um jovem quiché maia que nos servia de guia quem eram aqueles doze homens. Ele respondeu: ¶
"São os doze sumos sacerdotes que estão encarregados da religião quiché maia." ¶
Então perguntei: "Por que doze?" ¶
A resposta que recebi foi: "Costume, tradição!" E então o guia explicou que os doze homens eram os melhores homens que se podiam encontrar entre seu povo. Disse que foram escolhidos para presidir a igreja por causa de seu bom caráter, de suas habilidades de liderança e de várias outras boas qualificações que enumerou. ¶
Esse jovem que nos servia de intérprete falava inglês fluentemente, bem como espanhol e quiché. ¶
Informou-nos que tivera muito pouca escolaridade e que havia aprendido inglês e espanhol com os turistas. Esse fato me indicou que ele era muito inteligente. ¶
Numa conversa recente com o Presidente Edgar Wagner, da Missão da América Central, declarei que era minha opinião que, se seus missionários pudessem converter esse guia quiché maia e vários outros jovens de habilidades semelhantes — jovens que pudessem falar espanhol, inglês e também quiché — e então, se fossem chamados a fazer obra missionária entre o povo quiché maia, talvez fizessem uma contribuição maravilhosa em levar o evangelho a esse povo. Alguns dos élderes vindos dos Estados Unidos poderiam ser designados a servir de companheiros dos missionários quiché maias, com o propósito principal de lhes dar uma compreensão básica do evangelho. Então esses missionários quiché, que sem dúvida seriam bem recebidos por seu próprio povo, poderiam facilmente obter admissão nos lares das melhores famílias quiché maias, talvez até mesmo nos lares dos doze sumos sacerdotes que presidem sua igreja. ¶
Dessa forma, o evangelho de Jesus Cristo, com ênfase especial no Livro de Mórmon, poderia ser levado aos índios que falam somente quiché. Creio que esses índios reconheceriam prontamente que o Livro de Mórmon era o seu livro, já que as tradições que consideram tão sagradas se ajustam tão bem aos ensinamentos daquele livro. ¶
No presente, não somos capazes de fazer obra missionária com a grande maioria dos índios quiché maias, porque eles não falam espanhol ou inglês, e nossos missionários não falam quiché. Esses índios são um povo muito religioso, praticando sua própria religião de acordo com suas tradições muito estimadas. Creio que virá o dia em que a obra missionária avançará com muito poder e sucesso entre esse povo. Nessa época, veremos resultados semelhantes àqueles sobre os quais lemos no Livro de Mórmon, quando os filhos do rei Mosias realizaram uma obra tão fenomenal entre os lamanitas. ¶
Por fim, chegará o dia dos lamanitas, quando todas as predições a seu respeito, feitas pelos santos profetas e registradas no Livro de Mórmon, se cumprirão. É minha opinião que, nesse tempo, milhares e milhares dos índios quiché maias se filiarão à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e se tornarão valorosos na fé. ¶
Ao encerrar, peço humildemente que as escolhidas bênçãos de Deus venham sobre os missionários da Missão da América Central e também sobre a obra missionária em todo o mundo. Que o programa de proselitismo avance com muita força, para que os honestos de coração sejam encontrados rapidamente. Isso peço humildemente, em nome de Jesus Cristo. ¶
Amém. ¶