Pulpit

Tenho Certeza De Que, Ao Nos Aproximarmos Do Encerramento...

LeGrand Richards

1955 April General Conference·Fourth Day — Afternoon Meeting·1955-04-06

Tenho certeza de que, ao nos aproximarmos dos momentos finais desta grande conferência, nossos corações se enchem de gratidão ao Senhor pelas bênçãos que ela trouxe a cada um de nós individualmente, e à Igreja. Recebemos maravilhosos conselhos e orientações e instruções. A música foi deliciosa. As orações destes presidentes de missão nos comoveram e, no conjunto, tenho certeza de que sentimos em nossos corações uma rededicação de nossas vidas e de nossos talentos e de tudo o que temos à edificação do reino de Deus na terra.

Lembro-me de há cinquenta anos, quando, com os missionários e o Presidente Grant, que era então o presidente da Missão Europeia, participei de uma conferência na Holanda que durou o dia inteiro. Muitas lágrimas foram derramadas naquele dia. Ao encerramento da conferência, o Presidente Grant disse: "Hoje nos banqueteamos com as coisas gordas do Espírito do Senhor. Agora, irmãos, ide e dai-as de presente. Quanto mais derdes, mais tereis." Esse deveria ser o sentimento no coração de cada membro que teve o privilégio de assistir a esta conferência. Devemos levar seu espírito para onde quer que formos — em nossas oficinas, em nossos negócios, em nossas fazendas, e em todas as nossas atividades na Igreja, e naquilo a que formos chamados a fazer, devemos levar conosco este maravilhoso espírito ao mundo.

Sou grato pela presença aqui destes presidentes de missão e pela grande obra que estão realizando. São homens nobres. Têm grande responsabilidade. Foram-lhes confiados vossos filhos e filhas, a juventude de Sião, que saíram como missionários, e, quando novos conversos entram na Igreja, cabe-lhes a responsabilidade de zelar para que todos sejam postos a trabalhar, que usem os dons e talentos com que o Senhor os dotou para a edificação de seu reino, e para a honra e glória de seu nome, e para a bênção de seus filhos, de modo que não haja força de trabalho desperdiçada, assim como os bispos, nestas alas, compartilham também dessa grande responsabilidade.

Enquanto o Irmão Bennion e o Irmão Evans falavam sobre alegria e felicidade, meus pensamentos voltaram-se às experiências que tive durante o ano passado. Foi meu privilégio, além de conviver com os Santos nas estacas de Sião, ir a quatro das missões da Igreja. Fiz um giro por duas delas. No Havaí, com o Presidente Nelson, realizamos uma reunião de testemunhos que durou das sete horas da manhã às cinco horas da tarde, e tivemos apenas quinze minutos de intervalo. Estávamos todos ali em jejum, e oitenta e oito de nós prestamos nosso testemunho, e o Espírito do Senhor se manifestou em rica medida.

Depois visitei duas missões e entrevistei individualmente oitenta e cinco missionários em uma delas e sessenta e cinco na outra. Estive em outra missão onde um jovem disse: "Bispo, por que os irmãos não mandam alguém ensinar o evangelho a nossos pais, da mesma forma que o estamos ensinando a estas pessoas aqui no campo missionário?" Cheguei a sentir que, se quisermos encontrar as pessoas mais felizes deste mundo, aquelas cujo coração realmente foi tocado pela alegria divina, devemos ir ao campo missionário. Encontrareis estes jovens rapazes e jovens moças que dedicam todo o seu tempo à obra do Senhor, e um por um testificarão que este é o tempo mais feliz de toda a sua vida. Reuni-me por horas com os missionários no campo missionário, e eles diziam: "Quando estávamos em casa, ouvíamos os missionários que haviam retornado dizerem que sua missão fora o período mais feliz de suas vidas, e não acreditávamos numa só palavra, e agora sabemos do que eles estavam falando." Um jovem disse: "Não há corporação nem empresa neste mundo que pudesse me pagar um salário grande o bastante para me fazer deixar minha missão." Outro jovem disse: "Não aceitaria um cheque de um milhão de dólares pela experiência de minha missão," e, ao ouvir tais declarações, pensei nas palavras de Alma, quando disse que gostaria de ter a voz de um anjo para clamar arrependimento a todo o mundo. Certamente o Senhor é o melhor pagador de salários em todo o mundo. Ele sabe como fazer seus filhos felizes quando estão realizando sua grande obra.

Já disse, e repito aqui, que, enquanto o Senhor puser tal fé, sentimentos, satisfação e alegria nos corações de seus missionários, não podereis deter esta obra de continuar rolando pela terra, e agradeço ao Senhor pela grande obra que está sendo realizada nos campos missionários da Igreja, não somente nos campos estrangeiros, mas também aqui nas estacas de Sião.

No ano passado, segundo os relatórios, 18.573 pessoas decidiram lançar sua sorte com esta grande Igreja, deixando os ensinamentos que lhes haviam sido dados, por causa dos esforços dos missionários em levar-lhes o evangelho do Senhor Jesus Cristo, e agradeço ao Senhor por cada um deles, e oro para que eles próprios se tornem unidades de trabalho e testemunhas das grandes verdades que o Senhor estabeleceu na terra.

Temos uma grande responsabilidade, nós que temos o privilégio de estar aqui em Sião. Vós vos lembrais das palavras do Profeta Jeremias de antigamente, quando disse:

Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor; pois eu vos desposei comigo; e vos tomarei, um de uma cidade, e dois de uma família; e vos levarei a Sião:

E vos darei pastores segundo o meu coração. (Jer. 3:14-15.)

Ora, quando somos reunidos a Sião, seja aqui ou em suas estacas ou missões, temos uma grande responsabilidade. Penso nas palavras do salmista, que viu o nosso dia. Citando do quinquagésimo Salmo:

O Deus poderoso, o Senhor, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até o seu ocaso.

Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus. (Salmos 50:1-2.)

Ora, eu vos pergunto, como o Senhor "resplandeceu" desde Sião a perfeição da formosura? Ele os reuniu um de uma cidade e dois de uma família, e os ensinou com pastores segundo o seu próprio coração, e então os envia novamente, chamando a terra desde o nascimento do sol até o seu ocaso, e Deus não pode chamar a terra, clamando arrependimento para trazer seus filhos ao conhecimento da verdade, sem instrumentos para fazer esse chamado. É aí que reside nossa grande responsabilidade, e, como indiquei, mais de 18.000 durante o ano passado atenderam a esse chamado e desceram às águas do batismo, nascendo de novo, tomando sobre si o nome de Cristo, e, como disse Paulo,

Nisso não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (Gál. 3:28.)

Isso sentimos ao viajarmos pelas missões, como acaba de fazer o Presidente McKay, lá nas ilhas do Pacífico Sul, e lá na América Central, onde acabo de estar; entrevistei alguns dos missionários que são conversos à Igreja, que nunca estiveram aqui entre nós, e quando nos dizem que não tinham por que viver até que o evangelho os encontrasse, e que agora realmente têm por que viver, e testificam que o tempo em que estiveram na Igreja é o mais feliz de toda a sua vida, isso nos faz sentir gratos a Deus por a Igreja ter crescido a tais proporções, que já pode começar a alcançar todos estes campos estrangeiros, e levar-lhes a mensagem da verdade eterna, tal como o Senhor a revelou.

Disse àquelas boas pessoas naquela terra que, se eu tivesse vindo até elas dos Estados Unidos com dinheiro suficiente para dar a cada uma delas um milhão de dólares, isso não valeria nem a centésima parte da mensagem que eu tinha a trazer-lhes. Isso representa a importância de nossa mensagem. É o que Jesus chamou de "pérola de grande valor."

Ele disse que, quando um homem negociante, buscando boas pérolas, encontrou a "pérola de grande valor," ele foi, vendeu tudo quanto tinha e a comprou. (Mateus 13:45-46.) E, quando alguém a adquire, é algo que traz alegria, paz, felicidade e satisfação à alma, como não se pode encontrar de nenhuma outra forma no mundo.

Tenho grande fé nas palavras dos profetas. Creio, como disse Isaías, que conhecidas de Deus são todas as suas obras desde o princípio, e ele permitiu a seus profetas falar dessas coisas, e, quando paramos para analisar o que realmente é a profecia, nenhum homem mortal, por si só, poderia captar, por assim dizer, a inteligência de Deus e conhecer os acontecimentos futuros do mundo e retratá-los ao mundo, exceto pelo poder do Espírito Santo.

Foi isso o que Pedro quis dizer quando disse:

Temos muito firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da alva surja em vosso coração:

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação.

Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. (II Pedro 1:19-21.)

Quando reunis as profecias e vedes o que o Senhor permitiu a seus profetas ver, percebeis que estamos vivendo na Dispensação da Plenitude dos Tempos, à qual todos os profetas anteciparam, a maior dispensação do evangelho que o mundo já conheceu. Nas palavras do Senhor, pelo Profeta Joseph Smith, vivemos "à luz do sol do meio-dia," e sabeis que esse é o período mais brilhante de todo o dia. Vivemos no dia em que a mais brilhante luz espiritual está disponível a todos os homens, e, se o mundo soubesse o que temos, testifico-vos que não há homem honesto, nem mulher honesta, em todo este mundo, que realmente ame o Senhor, e que esteja disposto a sacrificar amigos e entes queridos a fim de se identificar com sua Igreja, que não aceitaria a mensagem do evangelho tal como lhes é trazida pelos élderes desta Igreja, porque é, em muito verdade, a verdade eterna de Deus.

Portanto, disse ao povo na América Central que, se eu pudesse trazer-lhes um milhão de dólares, isso não valeria tanto quanto a mensagem que temos a levar.

Alguns anos atrás, um de nossos grandes comentaristas teria feito esta declaração, segundo se relata. Ele disse que lhe perguntaram que mensagem poderia ser transmitida ao mundo que fosse considerada de maior valor do que qualquer outra mensagem que pudesse ir ao ar. Disse que, após refletir sobre isso, chegou à conclusão de que a maior mensagem que poderia ser transmitida a este mundo seria dizer que um homem que havia vivido sobre a terra e morrido havia retornado novamente com uma mensagem de Deus. Se isso for verdade, temos a maior mensagem que possivelmente poderia ser transmitida ao mundo. Não só testificamos que um homem que viveu sobre a terra e morreu retornou com uma mensagem de Deus, mas também que Deus, o Pai Eterno, apresentou seu próprio Filho, em seu corpo ressuscitado de carne e osso, ao rapaz Profeta, Joseph Smith, evento que celebraremos no próximo domingo, sendo este a Páscoa, e a partir dele, este rapaz Profeta, Joseph Smith, aprendeu que não deveria filiar-se a nenhuma das igrejas.

Ora, isso é algo difícil de dizer à maioria das pessoas, porque elas pensam que todas as igrejas são boas. E há bondade nelas, assim como há no Kiwanis Club e no Rotary Club, e no Exchange Club, e em outras organizações cívicas, mas não há povo, nem organização, nem indivíduo, que possa tomar sobre si ou sobre si mesmos o poder do Santo Sacerdócio, o poder de ligar na terra e ser ligado nos céus. Esse poder tem de vir de Deus, o Pai Eterno.

Quando vemos a perfeição da natureza e como são maravilhosas as obras do Senhor, é difícil crer que ele possa ser o autor de toda a confusão que existe no mundo hoje em assuntos espirituais. Alguns de nossos maiores líderes prestaram testemunho da necessidade de o cristianismo vir novamente como fora antigamente. Gostaria de ler algumas palavras do Dr. Harry Emerson Fosdick, que sabeis ser um de nossos grandes líderes espirituais nos Estados Unidos. Ele disse:

Uma reforma religiosa está em curso, e, em seu âmago, é o esforço de recuperar, para nossa vida moderna, a religião de Jesus, contra as vastas, intrincadas, largamente inadequadas e muitas vezes positivamente falsas religiões acerca de Jesus. O cristianismo hoje largamente abandonou a religião que ele pregou, ensinou e viveu, e substituiu-a por outro tipo de religião inteiramente diferente. Se Jesus pudesse voltar à terra agora, ouvir as mitologias construídas em torno dele, ver o credalismo, o denominacionalismo, o sacramentalismo, levados a cabo em seu nome, ele certamente diria: "Se isto é cristianismo, eu não sou cristão."

Esta não é uma declaração dos mórmons, mas em substância é a mesma declaração que o Redentor do mundo fez a este rapaz Profeta, Joseph Smith, quando o Pai o apresentou, e o Salvador indagou de Joseph o que ele queria saber. Disse-lhe que não deveria filiar-se a nenhuma das igrejas. O Presidente McKay se referiu aqui hoje àquela grande promessa de que uma obra maravilhosa e um assombro estavam para vir. Essa foi também a declaração feita há quase três mil anos, registrada por Isaías, quando disse:

Porque este povo se aproxima de mim com a sua boca, e com os seus lábios me honra, porém o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído:

Portanto, eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro: porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá. (Isaías 29:13-14.)

Pergunto-me como, na mente do mundo, ao lerem tais promessas como esta, podem permanecer ociosos e não crer que, um dia, o Deus dos céus cumpriria essa promessa, porque, como disse Pedro, temos uma palavra mais firme de profecia, e aqui o Senhor declarou que traria uma obra maravilhosa e um assombro. Por que não haveria o mundo de abrir seu coração e estar disposto a investigar quando lhes trazemos o anúncio de que o Deus dos céus se revelou, e com ele, seu Filho Unigênito? Tal conhecimento certamente vale mais do que toda a riqueza do mundo, e é a maior mensagem que possivelmente poderia ser transmitida ao mundo.

Tomai as outras profecias das escrituras. Penso nas palavras de Jesus, ao caminhar e encontrar os dois discípulos a caminho de Emaús, após sua crucificação, e, ao ouvi-los, lembrar-vos-eis de que ele disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer em tudo o que os profetas disseram:

Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? (Lucas 24:25-26.)

Então ele começou a explicar-lhes as escrituras e abriu-lhes o entendimento para que compreendessem as escrituras.

Assim hoje, se o Salvador estivesse aqui entre nós, diria a este mundo em que vivemos: Não permiti eu que os profetas vos falassem? Não lhes dei eu os sinais dos tempos, nos últimos dias, pelos quais deveríeis saber que uma nova verdade seria revelada à terra, no dia em que os homens ensinariam como doutrina os mandamentos dos homens? Por que não haveríeis de orar ao Deus de Israel para que essa grande mensagem prometida pelos profetas viesse, assim como Israel deveria ter orado pela vinda do grande Redentor do mundo quando ele veio no Meridiano dos Tempos?

Hoje somos, como os profetas de antigamente indicaram, falando do mundo em geral, como aqueles que têm olhos que não veem, e ouvidos que não ouvem, e corações que não entendem nem compreendem as coisas maravilhosas que o Senhor tem feito.

Temos aqui hoje o testemunho do fato de que o Pai e o Filho são personagens reais, com corpos. Vós vos lembrais, alguns de vós, do livro escrito pelo Senador Beveridge, no qual ele dedicou um capítulo ao jovem e o púlpito. Ele contou de sua experiência entrevistando ministros e outros durante suas férias, e como as pessoas queriam crer. Queriam crer que existe um Deus que é um Personagem real, e então disse que um grande magnata ferroviário disse que daria toda a riqueza dos Estados Unidos para saber que, depois de morrer, viveria novamente com identidade consciente, sabendo quem era e quem eram as outras pessoas.

Para todo Santo dos Últimos Dias, por meio da restauração do evangelho, isso se torna uma verdade comum e óbvia em nossa Igreja, e, no entanto, aqui havia um homem que teria dado toda a riqueza dos Estados Unidos a fim de conhecer essa única grande verdade que temos a ensinar.

Quero dizer algumas palavras sobre a vinda de Morôni, que trouxe as placas das quais o Livro de Mórmon foi traduzido. Não podeis crer nas palavras dos profetas, não podeis crer na Sagrada Bíblia, sem saber que existe um volume complementar de escritura para acompanhá-la. Quanto vale isso? Para alguns de nós, tem sido uma grande inspiração em nossas vidas.

Ouvi um jovem militar, recém-chegado do serviço, falando numa reunião de jovens não faz muito tempo. Ele ergueu o Livro de Mórmon e disse: "Este livro me manteve puro e me trouxe de volta puro aos meus entes queridos. Eu o lia todos os dias em que estive no serviço."

Alguns anos atrás, contou-se a história de um irmão de mais idade que foi enviado numa missão. Escreveu cartas de volta ao Presidente Joseph F. Smith, chamando sua atenção para esta ou aquela declaração no Livro de Mórmon, tão maravilhosa que ele pensava que a Presidência da Igreja jamais as tivesse lido, apenas porque ele mesmo não as havia lido.

Pergunto-me quantos exemplares do Livro de Mórmon há em nossas bibliotecas que nunca são lidos.

Há pouco tempo, apareceu um artigo no jornal, dizendo que William A. Kennedy estava aqui, vindo de Lima, no Peru, para arrecadar dinheiro a fim de estabelecer uma universidade de pesquisa lá em Lima, no Peru, para estudar os primeiros habitantes das Américas, especialmente lidando com as civilizações maia e inca. Esse artigo dizia que, com as promessas que já havia recebido, quando igualadas pelos pequenos países americanos, como haviam prometido, isso lhes daria mais de trinta milhões de dólares, com a garantia de que, dentro de cinco anos, esse valor seria aumentado para entre sessenta e setenta milhões de dólares, e que o Presidente Hoover havia concordado em servir naquela diretoria.

Nunca soube o que foi feito disso, mas este foi o pensamento que tive. Estavam dispostos a contribuir com sessenta a setenta milhões de dólares para aprender algo sobre os primeiros habitantes daquela terra, e, quando o tivessem gasto todo, não saberiam nem a milésima parte do que poderiam aprender lendo o Livro de Mórmon, que poderiam obter por cinquenta centavos, e, se não tivessem os cinquenta centavos, nós lhes daríamos um exemplar de graça.

O Livro de Mórmon não apenas nos conta a história do povo e o que fez, mas também nos dá as palavras de seus profetas, e não somente isso, também nos diz que esta é uma terra escolhida acima de todas as outras terras. Sobre esta terra será edificada a Nova Jerusalém do Senhor nosso Deus, e não é provável que encontrem isso registrado em nenhuma relíquia que encontrem naqueles montículos no sul e centro da América, muitos dos quais vi recentemente.

Fiquei emocionado com o testemunho do Irmão Hunter a respeito destes registros que fazem paralelo com os registros do Livro de Mórmon. Nunca vi isso impresso, mas ouvi o Presidente Callis fazer esta declaração: que, depois que o Livro de Mórmon veio a lume, o Profeta Joseph estava terrivelmente preocupado com o que o mundo diria, e ele disse: "Ó Senhor, o que dirá o mundo?" E a resposta veio: "Não temas, farei a terra testificar da verdade destas coisas," e desde aquele dia até hoje, e somente o Senhor sabe o que ainda está por vir, evidências externas têm sido trazidas à luz da divindade daquele livro.

Mas mais do que tudo isso é a promessa contida no último capítulo, de Morôni, de que, se alguém o ler com um coração em oração, o Senhor lhe manifestará a verdade dele pelo poder do Espírito Santo.

Quando eu era menino, conduzi nossa Escola Dominical na recitação do testemunho das três testemunhas, e suas palavras têm ecoado em meu coração desde aquele dia até este, quando aqueles homens testificaram que um anjo de Deus desceu do céu e trouxe e depôs diante de seus olhos as placas das quais o Livro de Mórmon foi traduzido, e testificaram que foi traduzido pelo dom e pelo poder de Deus.

Dou-vos hoje esse testemunho. Gostaria que houvesse tempo para discutir outras coisas maravilhosas que o Senhor nos deu na restauração do evangelho. Então saberíeis por que é a maior mensagem que poderia ser transmitida ao mundo e por que vale mais do que toda a riqueza deste mundo.

Dou-vos meu solene testemunho de que sei que esta obra é de Deus. Sei que a maior alegria que pode encher a alma e o peito humano é o testemunho do Espírito de Deus, e digo-vos, irmãos e irmãs, devemos sair e compartilhá-lo com nossos vizinhos e amigos, e que Deus abençoe todo esforço que está sendo empreendido pelos membros desta Igreja nessa direção, oro, e deixo-vos meu amor e bênção, em nome do Senhor, Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoLeGrand Richards, “Tenho Certeza De Que, Ao Nos Aproximarmos Do Encerramento...”, 1955 April General Conference, Fourth Day — Afternoon Meeting (1955-04-06). Pulpit Vault, 1955-04-legra-they-had-nothing-to-live-for-until. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).