Os Dois Grandes Mandamentos: Amar a Deus e ao Próximo
Milton R. Hunter
Meus queridos irmãos e irmãs, gostaria de reconhecer minha profunda gratidão a meu Pai celestial nesta tarde pelo privilégio que tenho de pertencer à verdadeira Igreja de Jesus Cristo junto convosco, boas pessoas. Desejo também expressar a cada um de vós minha gratidão por vossa bondade para conosco quando vamos às vossas conferências de estaca. Peço humildemente a nosso Pai celestial que guie o que direi nesta tarde. ¶
Os Dois Grandes Mandamentos Quando o Filho do Homem estava sobre a terra, há cerca de dois mil anos, ensinando o evangelho, certo doutor da lei veio a ele e fez uma pergunta. Perguntou: "Mestre, qual é o grande mandamento na lei?" O Salvador respondeu, dizendo: ¶
. . . Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ¶
Este é o primeiro e grande mandamento. ¶
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. ¶
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. ¶
(Mateus 22:36-40.) O Filho do Homem, naquela ocasião, declarou que o próprio fundamento de toda a vida religiosa, o próprio fundamento e o coração da adoração a Deus, era o amor — um amor por Deus e um amor por nosso semelhante. De fato, toda a sua mensagem ao longo de seus três anos de ministério sobre esta terra estava centrada na grande lei do amor. ¶
A Lei e os Profetas A última parte da declaração de Jesus ao doutor da lei, "destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas," pode ser explicada da seguinte maneira. Nos dias do Salvador, as escrituras hebraicas eram divididas em três divisões principais. A primeira divisão era chamada de "Torá" ou "Lei." Era composta pelos cinco livros de Moisés. ¶
A segunda divisão era chamada de "Profetas." Consistia nos ensinamentos dos profetas maiores e menores e em alguns dos livros históricos. A terceira divisão era chamada de "Escritos." Era composta pelo restante dos livros do Antigo Testamento tal como os temos hoje. ¶
A Lei e os Profetas eram muito canonizados, ou, em outras palavras, aceitos como escritura ou como a Palavra de Deus nos dias do Salvador. Os Escritos ainda estavam em processo de canonização naquela época. Portanto, quando Jesus Cristo disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas," ¶
ele estava dizendo: "Destes dois mandamentos dependem todos os ensinamentos das Sagradas Escrituras." De fato, em resposta à pergunta do doutor da lei, "Qual é o grande mandamento na lei?", Jesus citou: "Amarás o Senhor teu Deus..." de Deuteronômio 6:5, e "amarás o teu próximo como a ti mesmo," de Levítico 19:18. ¶
O Mandamento do Amor Bem no início, o Filho Unigênito de Deus deu o mandamento do amor ao Pai Adão e tem revelado repetidamente, ao longo das gerações, que devemos amar a Deus e que devemos amar nosso semelhante. De fato, esta dispensação em que vivemos é a Dispensação da Plenitude dos Tempos, na qual todas as coisas hão de ser restauradas; portanto, o Senhor disse ao Profeta Joseph Smith: Portanto, dou-lhes um mandamento que diz assim: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todo o teu poder, mente e força; e em nome de Jesus Cristo servi-lo-ás. ¶
Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (D&C 59:5-6.) Penso que a revelação moderna está declarada de maneira ainda mais bela do que a que se encontra registrada no Novo Testamento. ¶
Critérios do Amor Como sabemos quando amamos a Deus com todo o nosso coração? ¶
Que critérios temos para julgar? O próprio Salvador nos deu o critério. Ele disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos." (João 14:15.) Portanto, somente na medida em que guardamos os mandamentos que Deus nos deu é que amamos o Pai Eterno e seu Filho Unigênito. ¶
Na noite anterior à crucificação do Salvador, ele proferiu seu grande e último discurso e instruções conhecidos a seus Apóstolos. Alguns dos sentimentos mais belos encontrados no Novo Testamento foram registrados por João em seu relato do que ocorreu naquela ocasião. Gostaria de citar apenas algumas linhas daquele maravilhoso discurso. ¶
Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei neste meu amor. ¶
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. ¶
Tenho-vos dito essas coisas, para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa. ¶
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. ¶
Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. ¶
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. ¶
Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. (João 15: ¶
9-14, 17.) O Senhor também revelou novamente, em dias modernos, o critério pelo qual podemos saber se amamos a Deus ou não. Ele disse ao Profeta Joseph Smith — e, é claro, esse mandamento nos chega por meio do Profeta — Se me amares, servir-me-ás e guardarás todos os meus mandamentos. ¶
(D&C 42:29.) Observai a frase, "guardarás todos os meus mandamentos." Nossa promessa de exaltação na presença de Deus baseia-se nessa frase. ¶
Os Mandamentos Ora, os mandamentos são muito numerosos, e não temos tempo para discuti-los em detalhe nesta ocasião. Vós os conheceis tão bem quanto eu. Mas gostaria apenas de trazer à mente alguns dos mandamentos de Deus para conosco. Temos a grande lei do dízimo, na qual o Senhor declarou que, se não pagarmos um décimo de tudo o que possuímos a ele, roubamos a Deus. Entre os outros grandes mandamentos estão a lei de castidade e a Palavra de Sabedoria. Essas leis dizem respeito a manter nossos corpos limpos e puros. Há também as leis e mandamentos referentes à honestidade, ao amor, à caridade, à paciência, à bondade, à reverência, e a numerosos outros. De fato, o Senhor disse que, se recebermos a exaltação em seu reino, só o faremos sob condição de prestarmos obediência a "toda palavra que sai da boca de Deus." (Idem, 84:44.) Gostaria de enfatizar o fato de que hoje é o dia para os Santos dos Últimos Dias se prepararem para encontrar Deus, guardando todos os seus mandamentos, para que não venha a noite em que não possamos nos arrepender. Se não prestarmos obediência agora, poderíamos nos encontrar, no dia do juízo, na condição em que se encontrou a senhora num sonho, conforme relatado por um dos presidentes de estaca numa conferência a que assisti em Salt Lake City há cerca de um ano. Não me recordo de qual estaca, e por isso não sei a qual presidente de estaca dar crédito por esta história. ¶
A História do Bule de Chá Ele relatou que havia certa senhora que vivia em sua ala, que se filiara à Igreja na Europa quando era menina; e, como muitas pessoas europeias, ela havia formado o hábito de tomar chá. Depois de se filiar à Igreja de Jesus Cristo, como bastantes mórmons (lamento dizer), ela continuou o hábito de tomar chá. Criou uma grande família. Seus filhos se casaram. ¶
Seu marido morreu, e ela se tornou viúva. E então se tornou oficiante do templo. Dia após dia ia ao templo, e sem dúvida a consciência do hábito de tomar chá que possuía pesava bastante em sua mente ou em sua consciência. Certa noite, teve um sonho. Sonhou que morrera e que passara para o outro mundo. Ali chegou à presença do Salvador, do Profeta Joseph Smith, e de muitas outras pessoas grandiosas e boas que haviam vivido nesta terra e cujas vidas haviam sido tais que agora eram dignas de se tornarem seres celestiais. Muito doces, serenos e felizes eram os sentimentos que ela experimentava ali. De fato, não havia palavras para descrever quão belas eram as condições ali, até que ela olhou para baixo, para sua mão, e viu seu velho bule de chá, sujo e preto. Então sua felicidade se transformou em tristeza e vergonha. Imediatamente olhou ao redor, em todo o reino celestial, à procura de algum lugar onde esconder aquele bule, mas não conseguiu encontrar nenhum lugar. ¶
Teve de continuar segurando-o. Então acordou. Gotas frias de suor escorriam por seu rosto. Levantou-se da cama, acendeu a luz, vestiu-se e foi para o outro cômodo. Ali, em seu fogão, estava seu velho bule de chá sujo. Pegou-o, foi até os fundos do terreno e o jogou no rio Jordão, e disse: "Pronto! Não vou te levar comigo para o céu." ¶
Meus irmãos e irmãs, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, agora é o momento para vós e para mim nos livrarmos de todos os nossos velhos bules de chá, sujos e pretos. Em outras palavras, devemos nos livrar de todos os nossos pecados. Devemos nos arrepender, como o Irmão Romney acabou de apontar em seu discurso, e mostrar a Deus que o amamos com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com toda a nossa força. ¶
O Amor ao Próximo Voltaremos agora nossa atenção ao segundo grande mandamento, "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Não sei se cada um de nós já pensou muito nesta ideia. ¶
Um homem não pode amar a Deus com todo o seu coração a menos que ame todos os seus semelhantes com todo o seu coração. Se um homem diz que ama a Deus e não ama seus semelhantes, segundo os ensinamentos dos profetas, esse homem é mentiroso. Não está dizendo a verdade. Por exemplo, João fez esta declaração tão incomum e maravilhosa: ¶
Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. ¶
Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. ¶
Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? ¶
E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus ame também seu irmão. (I João 4:7-8, 20-21.) Analisai o Coração Ora, gostaria de pedir a cada um de nós, nesta tarde, que analise seu coração por um momento ou dois e veja se realmente amamos nosso semelhante. Se o amamos, vejamos quão profundo é nosso amor por ele. O mandamento é amar o próximo tanto quanto amamos a nós mesmos. Sei que isso é dificílimo de fazer. ¶
A primeira lei da natureza é a lei da autopreservação, e as pessoas, de modo geral, seguem essa primeira lei. De fato, penso que a pessoa mais importante para quase todos, neste mundo, é ele ou ela mesmo. ¶
Um bom marido Santo dos Últimos Dias pode pensar que ama sua esposa com todo o seu coração. Pode pensar que a ama mais do que a si mesmo, mas, se por acaso ele expressa uma ideia com a qual ela não concorda e ela manifesta seu desacordo, então seus cabelos imediatamente se arrepiam. Ele constrói toda sorte de argumentos contra ela, defendendo sua própria posição. De fato, sente ressentimento em seu coração. ¶
Pessoas demais — e refiro-me, definitivamente, a Santos dos Últimos Dias demais — regozijam-se com os pecados de seus infelizes semelhantes. De fato, parece que isso os fortalece um pouco, saber que outra pessoa cometeu erros piores do que os seus. Se o telefone toca e a pessoa do outro lado da linha conta a história que ouviu sobre um pecado cometido na noite anterior por um de seus vizinhos, aquele que recebeu o telefonema imediatamente vai até seu vizinho ao lado e diz: "Ouviste o que aconteceu ontem à noite?" Então repete o relato do infeliz acontecimento e exagera muito a história. Será isso verdadeiro amor? Será isso caridade? Não é! ¶
O amor verdadeiro e puro e a caridade encontram-se onde há uma mãe e um pai preocupados. Nos casos em que estão em jogo pais de filhos pecadores, os pais não vão ao telefone contar aos vizinhos, mas vão a seus aposentos privados. Ali molham seus travesseiros com lágrimas, e oram a Deus para que salve seu filho ou sua filha do pecado e dos caminhos de erro nos quais caiu. ¶
A Letra da Lei Muitas vezes, vós e eu já encontramos membros de nossa Igreja que parecem viver toda a letra da lei. Pagam seus dízimos e ofertas, guardam a Palavra de Sabedoria, e frequentam a Igreja regularmente. De fato, poder-se-ia pensar que fossem excelentes Santos dos Últimos Dias. No entanto, muitas dessas pessoas têm inveja profissional corroendo seus corações. Têm inveja, contenda, malícia, e até mesmo ódio em seus corações. Deixam de tratar com amor e com caridade aqueles com quem convivem. Não expressam a Regra de Ouro na maneira como tratam aqueles com quem trabalham e convivem. E, no entanto, alegam amar a Deus. João declarou que tais indivíduos são mentirosos, e que não podem amar a Deus e, ao mesmo tempo, odiar seu semelhante. Ora, até que ponto somos culpados? ¶
Amor aos Inimigos O Salvador não apenas ensinou que devemos amar nossos amigos, mas também ensinou que devemos amar nossos inimigos. Para citar: ¶
E eis que também foi escrito que amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo; Mas eis que eu vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e perseguem. (III Néfi 12:43-44.) Estará esse ensinamento indo longe demais? Podemos realmente amar nossos inimigos? ¶
Eu responderia que, se tivermos aquela santidade em nossos corações, o puro amor de Jesus Cristo que devemos ter, podemos amar nossos inimigos. ¶
Muitos dos grandes profetas demonstraram que podiam amar seus inimigos. Jesus Cristo demonstrou, muito além de qualquer sombra de dúvida, que podia amar seus inimigos. Por exemplo, poucos dias antes de sua crucificação, recordai-vos de que o Filho de Deus e seus Apóstolos estavam em Jerusalém. Ele sabia que os judeus iriam traí-lo e que ele seria crucificado. Naquela ocasião, sentiu-se profundamente preocupado com o que aconteceria aos judeus, porque haviam rejeitado a ele e ao evangelho que ele havia proclamado. Profetizou a respeito das calamidades que viriam sobre seu povo, e então lamentou da seguinte maneira: ¶
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e vós não quisestes! ¶
Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta. (Mateus 23:37-38.) O Exemplo de Jesus E então Jesus contou a seus Apóstolos sobre as grandes calamidades que viriam sobre seu povo e sobre o restante dos habitantes da terra antes de sua segunda vinda. As escrituras relatam que o Filho de Deus foi tocado tão profundamente, em certas ocasiões, por causa dos pecados do povo e das calamidades que os haveriam de acometer, que "Jesus chorou." ¶
Quantos de nós estamos tão preocupados com os pecados do povo de nossas próprias cidades que, depois de termos feito tudo o que podíamos para lhes ensinar o caminho da vida eterna, sentamo-nos então sobre uma colina, olhando para nossa cidade, e choramos? Receio que muito poucos de nós façam isso. Não temos tanta caridade; não temos tanto sentimento; não temos tanto amor em nossos corações por aqueles que caem em transgressão. ¶
Creio firmemente que, quando Jesus Cristo estava pendurado na cruz, ele mostrou a maior expressão de amor já demonstrada na história. Estava sofrendo a dor terrível que acompanha a crucificação. A multidão zombeteira estava abaixo da cruz, dizendo: "Se és Filho de Deus, desce da cruz." (Idem, 27:40.) O homem comum teria amaldiçoado os que o escarneciam e injuriavam, mas o Filho Unigênito de Deus, ao sofrer uma dor e injúrias tão excruciantes, apenas ergueu os olhos ao céu e orou: . . . Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lucas 23:34.) Este grande exemplo de amor lembra-me o martírio de Estêvão. Enquanto os judeus o apedrejavam até a morte, a escritura relata: ¶
E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E tendo dito isso, adormeceu. (Atos 7:60.) Qualidades Necessárias Todos os Santos dos Últimos Dias que trabalham na Igreja e ocupam qualquer posição na Igreja devem amar a Deus; e, se quisermos ser aceitáveis perante ele, devemos amar nosso semelhante. De fato, recebemos uma comissão divina em nossos dias. Ela se aplica às Autoridades Gerais da Igreja, a todos os presidentes de estaca, bispos de alas, e a todos os oficiais e professores de estaca, ala e ramo. ¶
Esta é a palavra do Senhor: ¶
E ninguém pode auxiliar nesta obra a menos que seja humilde e cheio de amor, tendo fé, esperança e caridade, sendo temperante em todas as coisas, em tudo o que lhe for confiado. (D&C 12:8.) O maior poema que conheço, dedicado ao tema do amor ou da caridade, foi escrito pelo Apóstolo Paulo. Encontra-se em Primeira Coríntios, capítulo treze. O tempo não permitirá uma discussão desse grande poema aqui. Basta dizer que Paulo mencionou muitos atributos piedosos que poderíamos possuir. E então resumiu dizendo que, se possuirmos todos esses atributos piedosos e não tivermos caridade, nada somos. Ele colocou a caridade e o amor como o maior de todos os atributos. ¶
Os Ensinamentos de Mórmon Gostaria de citar os grandes ensinamentos que Mórmon deu sobre o amor e a caridade. Ele escreveu: ¶
E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração. ¶
Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto, ele precisa ter caridade. ¶
E a caridade é sofredora e é benigna e não é invejosa e não se ensoberbece; não busca seus interesses, não se irrita facilmente, não suspeita mal e não se regozija com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. ¶
De modo que, meus amados irmãos, se não tendes caridade, nada sois, porque a caridade nunca falha. Portanto, apegai-vos à caridade, que é, de todas, a maior, porque todas as coisas hão de falhar — Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem. ¶
Portanto, meus amados irmãos, rogai ao Pai, com toda a energia de vosso coração, que sejais cheios desse amor que ele concedeu a todos os que são verdadeiros seguidores de seu Filho, Jesus Cristo; que vos torneis os filhos de Deus; que quando ele aparecer, sejamos como ele, porque o veremos como ele é; que tenhamos esta esperança; que sejamos purificados, como ele é puro. (Morôni 7:43-48.) Em conclusão, meus amados irmãos e irmãs, peço humildemente a nosso Pai celestial que permita que uma rica abundância de seu Espírito Santo entre em nossos corações; que o puro amor de Jesus Cristo habite em nossos corações; que nos livremos de toda inveja e contenda; que sejamos cheios de amor; que realmente amemos o Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, poder, mente e força; que realmente e verdadeiramente sirvamos a Deus em nome de Jesus Cristo e amemos nosso próximo como a nós mesmos. Isto peço em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém. ¶