Levar a Verdade a Todas as Almas
Joseph Fielding Smith
Muitos séculos atrás, antes do nascimento de nosso Senhor, um profeta que estava cheio do Espírito do Senhor e do desejo de que as verdades do evangelho fossem levadas a todos os homens, em seu justo zelo proferiu as seguintes palavras: ¶
Oh! eu quisera ser um anjo e poder realizar o desejo de meu coração de ir e falar com a trombeta de Deus, com uma voz que estremecesse a terra, e proclamar arrependimento a todos os povos! ¶
Sim, declararia a todas as almas, com voz como a do trovão, o arrependimento e o plano de redenção, para que se arrependessem e viessem ao nosso Deus, a fim de não haver mais tristeza em toda a face da Terra. (Alma 29:1-2.) ¶
Então, refletindo, ele chegou à conclusão de que estava pedindo demais, que talvez estivesse pecando em seu desejo de ser como um anjo, com uma voz de trovão, para alcançar os confins da terra; mas se Alma estivesse aqui hoje, sei que ele estaria muito grato pelos recursos e pelas oportunidades que temos de alcançar os povos, não somente os que estão reunidos, mas também os que estão dispersos pelo mundo. ¶
Desejo de Alcançar as Pessoas ¶
Sinto-me muito como Alma nesta tarde. Não desejo falar como um anjo, nem desejo estremecer a terra, mas o desejo dele era justo, ao ter o anseio de alcançar as pessoas. Tenho esse mesmo anseio, e sou grato pelas oportunidades que se apresentam, não apenas de alcançar os membros da Igreja aqui reunidos e os que talvez estejam ouvindo, mas espero também que haja multidões de pessoas que não são membros da Igreja e que estejam ouvindo os conselhos e as instruções dados nesta conferência, não somente em benefício dos Santos dos Últimos Dias, mas também dos povos de toda a terra. ¶
Depois de afirmar que estava pedindo demais, ele acrescentou estas palavras: ¶
Não deveria perturbar com os meus desejos o firme decreto de um Deus justo, porque sei que ele concede aos homens segundo os seus desejos, sejam estes para a morte ou para a vida; sim, sei que ele concede aos homens, sim, dá-lhes decretos inalteráveis segundo seus desejos, sejam eles para salvação ou para destruição. ¶
Sim, e que o bem e o mal se apresentam a todos os homens; e aquele que não distingue o bem do mal não é culpado, mas aquele que distingue o bem do mal, a ele será dado segundo seus desejos, deseje ele o bem ou o mal, a vida ou a morte, a alegria ou o remorso de consciência. (Idem, 4-5.) ¶
Livre-Arbítrio ¶
O presidente Smith, em suas observações iniciais, falou do livre-arbítrio, o grande dom que o Senhor concedeu a cada alma de agir por si mesma, de fazer sua própria escolha, de ser um agente com o poder de crer e aceitar a verdade e receber a vida eterna, ou de rejeitar a verdade e receber o remorso de consciência. Este é um dos maiores dons de Deus. O que seríamos sem ele, se fôssemos compelidos, como algumas pessoas gostariam que seus semelhantes fossem compelidos, a fazer a vontade deles? Não poderia haver salvação; não poderia haver recompensas de retidão; ninguém poderia ser punido pela infidelidade, porque os homens não seriam responsáveis perante seu Criador. ¶
Joseph Smith, um Profeta ¶
Tendo feito estas observações, quero dizer a todos os que estão ouvindo neste momento que tenho o testemunho de que Joseph Smith foi um Profeta de Deus, e é, pois sua obra não cessou, porque a obra de um homem justo não cessa: Joseph Smith era um homem justo quando morreu; sei que ele foi chamado, designado por nosso Pai Celestial; que recebeu revelação e orientação do Filho de Deus, que seriam de benefício e bênção para todos os homens, se as recebessem. ¶
Agora, no que tenho a dizer, desejo dirigir minhas palavras àqueles que não são membros da Igreja, se houver algum destes ouvindo. Quero que saibam que creio nisso sincera e absolutamente. Essa é a minha fé. Creio poder dizer com segurança que é o meu conhecimento, pelo dom de Deus, de que Joseph Smith, no ano de 1820, viu de fato o Pai e o Filho; que o Pai apresentou seu Filho; que o Filho lhe falou, perguntou-lhe o que desejava saber e lhe deu conselho; disse-lhe o que fazer, com a promessa de que, eventualmente, viria mais luz e a plenitude do evangelho, que então não estava sobre a face da terra, seria restaurada. ¶
Isto é verdadeiro ou é falso. Para mim, não pode ser falso. Para vós que aqui estais sentados, olhando para mim, não pode ser falso. É tão verdadeiro quanto o fato de que o sol brilha. Vós o sabeis, e eu o sei. E toda alma sobre a face da terra que tenha o desejo de sabê-lo tem o privilégio — pois toda alma que se humilhar e, nas profundezas da humildade e da fé, com espírito contrito, se apresentar perante o Senhor, receberá esse conhecimento tão certamente quanto ele vive, de modo que também possa saber que esta história é verdadeira. ¶
A Veracidade do Livro de Mórmon ¶
Estou tão firmemente convencido de que este Livro de Mórmon, do qual li, é a palavra de Deus e foi revelado, como Joseph Smith declarou que foi revelado, quanto estou convencido de que me encontro aqui, olhando para vossos rostos. Toda alma sobre a face da terra que tenha inteligência suficiente para compreender pode saber essa verdade. Como pode sabê-la? Tudo o que precisa fazer é seguir a fórmula dada pelo próprio Senhor quando declarou aos judeus que aqueles que fizessem a vontade de seu Pai conheceriam a doutrina, se ela era de Deus ou se ele falava de si mesmo. Meu testemunho a todo o mundo é que este livro é verdadeiro. Já o li muitas, muitas vezes. Não o li o suficiente. Ainda contém verdades que ainda posso buscar e encontrar, pois ainda não o dominei por completo, mas sei que é verdadeiro. ¶
Sei que o testemunho dessas testemunhas registrado em cada exemplar do Livro de Mórmon é verdadeiro, que elas estiveram na presença de um anjo de Deus, que lhes declarou que o registro, tal como foi traduzido, era correto, que é verdadeiro o testemunho delas de que Deus lhes falou dos céus, chamando-as a testemunhar desse fato, e não há alma que não possa receber esse testemunho, se o desejar, lendo este livro com oração e fidelidade, com o desejo de conhecer a verdade, como Morôni declarou por revelação. Conhecerá a verdade a respeito da restauração desta escritura, dada aos antigos habitantes deste continente. ¶
A Importância de Aceitar a Verdade ¶
Ora, esta declaração ou testemunho que dei é vital para toda alma vivente, pois quero dizer que, se um homem a quem chega o conhecimento deste registro, e a quem é dado o testemunho de que Joseph Smith viu o Pai e o Filho, e de que o evangelho foi restaurado por mandamento de Deus e pela vinda de anjos, rejeita esse testemunho e não o segue até o fim, terá de enfrentá-lo perante o tribunal de Deus e responder por que se recusou a dar ouvidos — por isso é uma mensagem vital para toda alma. ¶
Todo homem que rejeita este registro, que rejeita o testemunho de Joseph Smith, que o declara falso profeta e este livro uma fraude, tendo-lhe sido dado o testemunho que ele contém, comparecerá perante o tribunal de Deus condenado, porque a verdade lhe foi apresentada. Teve a oportunidade de ouvir e receber, e, ao rejeitá-la, colocou-se em desfavor perante seu Pai Celestial. ¶
Vou ler um ou dois versículos do testemunho de Néfi, dado ao final do registro que ele manteve. Não tenho tempo para lê-lo todo. Vós o encontrareis no Capítulo 33 de Segundo Néfi. Lerei os últimos quatro versículos. ¶
E oro ao Pai, em nome de Cristo, para que muitos de nós, senão todos, sejamos salvos no seu reino no grande e último dia. ¶
E agora, meus amados irmãos, todos os que são da casa de Israel e todos vós, confins da Terra, falo-vos com a voz de quem clama do pó: Adeus, até que chegue aquele grande dia. ¶
E vós outros, que não quereis participar da bondade de Deus nem respeitar as palavras dos judeus nem tampouco minhas palavras nem as que sairão da boca do Cordeiro de Deus, eis que vos dou um eterno adeus, porque estas palavras vos condenarão no último dia. ¶
Porque o que eu selo na Terra será apresentado contra vós no tribunal; porque assim me ordenou o Senhor e devo obedecer. Amém. ¶
Que o Senhor vos abençoe, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶