Relato da Viagem às Missões da América do Sul
Stephen L Richards
Fui profundamente comovido por esta conferência, meus irmãos e irmãs, e minha inclinação seria dedicar o tempo que me foi designado a apoiar e sancionar as grandes mensagens que nos foram trazidas. Tenho, porém, outra obrigação que sinto que devo cumprir. ¶
Relato da Viagem à América do Sul ¶
Minha esposa e eu voltamos da América do Sul na primavera passada, apenas um dia ou dois tarde demais para assistir à conferência de abril. Embora eu tenha falado sobre algumas de minhas experiências em algumas conferências de estaca, penso que devo apresentar um relato à Igreja sobre nossas visitas a essas missões no continente sul. ¶
Talvez seja bom, de início, refrescar um pouco vossa memória geográfica. A América do Sul não fica apenas ao sul da América do Norte, mas está quase inteiramente a leste dos Estados Unidos, de modo que, durante quase todo o tempo em que estivemos fora, estávamos quatro horas, ou fusos horários, a leste de Salt Lake City, e apenas dois fusos horários a oeste de Londres. Nossas viagens somaram cerca de dezoito mil milhas, de modo que vedes que nós, aqui em casa, estamos muito longe de nossos irmãos membros nas missões da América do Sul, e, por causa dessa distância e do fato de que haviam se passado cerca de vinte e dois anos desde que aquele país fora visitado por Autoridades Gerais, compreendereis facilmente que fomos recebidos com uma acolhida real. ¶
Deixamos Salt Lake City no último dia de dezembro do ano passado. Passamos cerca de duas semanas em Washington DC e em Nova York, obtendo cartas de apresentação para pessoas de negócios proeminentes no sul, e também em entrevistas nas embaixadas dos países que pretendíamos visitar, onde fomos apresentados por cortesia de nossos representantes no Congresso. Nunca conseguimos tempo suficiente para apresentar todas essas cartas, mas tivemos a satisfação de apresentar nossos presidentes de missão a alguns homens proeminentes que talvez possam ser de alguma ajuda no futuro. ¶
Fazia um frio intenso quando deixamos o porto de Nova York, com alguns dos canos d'água do navio congelados; portanto, garanto-vos que foi bastante agradável, depois de alguns dias, chegar a um clima mais quente. Descobrimos, porém, que muitas vezes se pode ter excesso até de uma coisa boa, e, quando chegamos ao Rio de Janeiro no meio do verão de lá, comparável ao nosso mês de julho, numa onda de calor mais intensa do que haviam tido em quatro anos, sentimos saudade da neve e do gelo que havíamos deixado tão recentemente. Sabeis que geralmente se pode proteger contra o frio, mas não se pode contra o calor, e tenho certeza de que prolonguei minha visita aos poucos escritórios com ar condicionado onde apresentei cartas de apresentação, além dos limites da estrita conveniência. Espero que não tenha sido óbvio demais. Lá em São Paulo, sede da Missão Brasileira, o clima era um pouco mais temperado, porque essa cidade tem certa elevação acima do nível do mar, e Montevidéu e Buenos Aires ficam mais ao sul, numa zona mais temperada. ¶
Realização de "Cultos Religiosos" ¶
Pouco depois de embarcarmos, ficamos felizes em saber que havia sete missionários a bordo, e um membro da Igreja empregado do navio. Com a ajuda dessas boas pessoas, a pedido do comando do navio, dirigimos o que se chamava de "cultos religiosos" nos dois domingos da viagem. Os missionários eram todos jovens esplêndidos. Tenho certeza de que causaram excelente impressão. Na viagem de volta, no mesmo navio e num navio irmão, fomos convidados a dirigir mais três cultos dominicais, de modo que comecei a sentir que deveria ter sido posto na folha de pagamento do navio. Essa esperança, porém, logo se desfez, quando se soube que não pregávamos por salário. O capitão, contudo, recompensou-me de certa forma, dando-me o raro privilégio de subir ao passadiço do navio com um oficial-guia para explicar-me os mistérios da pilotagem automática e do radar, e, quando fui conduzido à enorme sala de máquinas, onde inspecionei uma das maiores usinas de força que já vi, senti-me bastante recompensado por minhas pregações. ¶
Chegamos a Buenos Aires, sede da Missão Argentina, pela manhã. Pudemos ver, do convés do navio, o presidente da missão, sua esposa, os missionários e os Santos reunidos para nos receber. Foi, porém, ao meio-dia que finalmente pudemos cumprimentá-los. O tempo consumido para tirar a bagagem da alfândega e na inspeção de vistos e obtenção de licenças médicas é bastante considerável, garanto-vos. ¶
Inconveniente de Receber Encomendas ¶
A esse respeito, gostaria de transmitir a todos os pais e amigos de missionários nas missões da América do Sul, em toda a Igreja, o conselho de não enviarem aos missionários encomendas no Natal, ou em qualquer outra época, contendo artigos que não sejam essenciais para o seu trabalho. Muitas vezes são necessárias muitas horas, e às vezes dias, do precioso tempo dos missionários, ou do pessoal da missão, para tirar as encomendas da alfândega, e uma caixa de biscoitos velhos que passou dois ou três meses a caminho, ainda que carregue muito amor e sentimento das pessoas de casa, não vale a pena. Uma carta por via aérea, em papel fino, com um selo de dez centavos, é uma mensagem muito mais rápida e satisfatória de vosso afeto e encorajamento, dadas as circunstâncias que prevalecem na América do Sul. ¶
Há uma palavra de uso frequente na América do Sul que expressa uma qualidade totalmente necessária à paz de espírito. É a palavra paciencia, que significa paciência. Todos ali levam seu tempo para fazer as coisas, especialmente o governo e seus órgãos. Quanto mais cedo se aprende isso, mais feliz se fica. ¶
Recepção Hospitaleira ¶
Bem, finalmente passamos pela alfândega para desfrutar das boas-vindas e saudações de nossos pacientes amigos. Direi apenas uma palavra sobre nossa recepção no Ramo Laniers da Missão Argentina, em Buenos Aires, porque isso foi típico da hospitalidade e das saudações dos Santos e missionários em todas as missões. O Ramo Laniers é o maior de todos os ramos da Igreja na América do Sul, e é um dos pouquíssimos que possui sua própria capela, que é bem modesta. Nessa ocasião, reuniram-se cerca de quatrocentos membros da Igreja e amigos. O salão estava lotado. Havia sido decorado com flores e serpentinas, e apresentava uma aparência atraente. Fora preparado um programa elaborado, com talentos amadores e profissionais, consistindo em discursos, cânticos e danças folclóricas apresentadas em espanhol e em trajes nativos, com algumas interpretações em nosso benefício. As crianças participaram amplamente. Alguns dos esquetes e canções haviam sido escritos especialmente para a ocasião, e todo o programa representou o dispêndio de grande quantidade de tempo e esforço em sua preparação. Como clímax, a irmã Richards recebeu belas flores que crescem em abundância naquele país. Numa ocasião, as orquídeas que lhe deram pendiam de seu ombro quase até o joelho. Sei que as senhoras hão de reparar nisso. ¶
Deram-me um bolo lindamente ornamentado, feito por algumas das boas irmãs. Não devo comer bolo, mas logo descobri que os missionários têm bom apetite, sem muitas restrições, e garanto-vos que nada do bolo que me deram foi desperdiçado. ¶
Foi nessa recepção social que sentimos, pela primeira vez, de fato, o sentimento e o espírito de nossos irmãos membros da Igreja naquelas terras distantes. Eram respeitosos e reverentes quase a ponto de constranger. Não estou acostumado a ter minha mão beijada, um costume remanescente que algumas das pessoas mais idosas conservam, das tradições e práticas de suas afiliações anteriores. Eram calorosos e, em sua maioria, demonstrativos e impulsivos. Era evidente que a fraternidade promovida pela Igreja havia encontrado lugar em suas vidas, e, particularmente entre as irmãs, notei aquela consideração afetuosa umas pelas outras que tão frequentemente vemos em casa. Era evidente que quase todos viviam em circunstâncias humildes, embora muitos estivessem vestidos com bom gosto e um tanto elegantemente. Isso era particularmente verdade quanto às moças. Estavam, porém, um pouco atrasadas quanto às últimas modas. As saias compridas ainda não haviam chegado até elas. ¶
Muitas Nacionalidades Representadas ¶
Era evidente que muitas nacionalidades estavam representadas, com predominância de pessoas morenas vindas da Espanha, da Itália e dos países mediterrâneos. Havia alguns de ascendência alemã e inglesa, mas muito mais do sul da Europa do que do norte. Esse grupo de pessoas que conhecemos primeiro era típico, em sua composição racial, dos grupos que encontramos em todas as missões. Predominam as raízes do sul da Europa. O espanhol é o idioma nacional na Argentina e no Uruguai, e, no Brasil, o português. Conversei com várias famílias no Brasil que se orgulhavam de seu sangue português puro. Acontece, porém, que nosso trabalho, tanto na Argentina quanto no Brasil, começou em língua alemã, entre imigrantes vindos da Alemanha. Ainda temos alguns grupos alemães de Santos, onde se fala alemão, mas essa prática está sendo abandonada. ¶
Deve-se dizer aqui, para conhecimento da Igreja, que nossas missões sul-americanas praticamente não realizam trabalho algum entre o povo lamanita, e, até onde sei, não temos membros indígenas da Igreja nessas missões. Conheci alguns rapazes indígenas que estudavam numa das universidades da Argentina, vindos do Peru. Os missionários haviam feito amizade com eles, e eles participaram de um de nossos programas. Eram de estatura pequena, mas pareciam inteligentes e bem-dispostos, e talvez algum dia nosso trabalho possa ser levado ao país deles. ¶
Desconfiança Evidente ¶
Minha observação de que os latino-americanos são predominantemente descendentes do sul da Europa levou-me a indagar quão suscetíveis são essas pessoas aos ensinamentos e à influência do evangelho. Lembrei-me de que, em mais de cem anos, fizemos pouco ou nenhum trabalho missionário na Espanha, na Itália, em Portugal e nos países vizinhos. Talvez isto venha a ser, na América do Sul, o meio de um dia se aproximar desses países. Pensei poder ver, na disposição, nos costumes e nas práticas desses sul-americanos, algumas das razões que têm impedido a obra do evangelho entre eles. São pessoas que sofreram muitas imposições. Não foram educadas e criadas no tipo de liberdades de que gozaram os europeus do norte e os norte-americanos, em consequência do que, talvez, tenham se tornado, por natureza, suspicazes e desconfiadas. Homens de negócios americanos me disseram que, depois de muitos anos de negociações, não conseguiam construir aquela confiança e amizade mútuas com os sul-americanos nativos que se pode estabelecer em algumas semanas ou meses entre o nosso próprio povo. Os edifícios e as casas do povo são indicativos dessa desconfiança. Tudo é cercado por muros. Até uma pequena casa costuma estar cercada por um muro de seis, dez, doze pés de altura, quase inescalável, com um portão trancado e, às vezes, vidro quebrado no topo do muro, como proteção contra vizinhos e outros que deveriam ser considerados amigos. ¶
Tudo isso tem influência sobre nosso trabalho missionário, como facilmente perceberão. As casas não são de fácil acesso. As entrevistas são difíceis, e leva muito tempo para se construir aquela confiança essencial à amizade e ao entendimento mútuo. O proselitismo enfrenta dificuldades, não só por causa dos muros e portões trancados, mas porque os costumes são novos e estranhos para nossos missionários. Durante o dia, os homens não estão em casa, exceto talvez durante o período da sesta, quando não devem ser perturbados. Essa sesta consome boa parte do dia. Os estabelecimentos comerciais fecham do meio-dia às três horas, e nossos missionários ficam muito limitados em suas oportunidades de fazer contatos. Em algumas regiões, começavam a fazer proselitismo à noite, na esperança de encontrar as famílias em horários que a nós pareceriam tardios. Ainda não soube que sucesso tiveram essas experiências. ¶
Em geral, nosso trabalho missionário é realizado por meio dos chamados locais [locales]. Um local é geralmente um pequeno prédio alugado que serve de lar para os missionários e de local de reunião para as atividades da Igreja dos grupos que o frequentam. Um cômodo do local é preparado para servir de pequena capela, modestamente equipada com um púlpito, um pequeno órgão e bancos. Por causa da escassez de moradia que prevalece na América do Sul, como também entre nós, tem sido muito difícil conseguir locais em boas localizações nas cidades, e frequentemente temos sido obrigados a ficar em locais de bairros pobres. ¶
A Civilização Centrada nas Cidades ¶
Deve-se observar que toda a vida civilizada na América do Sul se concentra nas grandes cidades. Há muito pouca vida agrícola ou rural, como a conhecemos. As vastas fazendas de gado da Argentina e as plantações de café do Brasil pertencem a famílias abastadas que vivem nas grandes cidades e que dominam todo o setor agrícola. O pequeno proprietário e operador rural independente é quase desconhecido. Essa situação afeta diretamente nosso trabalho missionário. Não fazemos trabalho no interior. Nossos missionários não visitam lares de fazendas, tão produtivos em investigadores e conversos em outros países. Eles não têm permissão, sem autorização especial, sequer para entrar nas grandes fazendas e plantações. Uma das maiores necessidades evidentes nos países que visitamos é uma divisão das terras para uma produtividade muito maior e para o aproveitamento dos vastos recursos desses países, e, mais importante ainda, para o estabelecimento de uma classe média independente e vigorosa de proprietários e trabalhadores. ¶
A América do Sul é uma terra de contrastes violentos — o muito belo e o muito feio; o muito rico e o muito pobre; o muito intelectual e sofisticado, e o muito ignorante. É claro que os países diferem nesses aspectos, mas em toda parte falta, de modo notável, aquela forte classe média que é a espinha dorsal de nosso próprio país e de outros países progressistas. Vi alguns indícios de que essa classe pode estar crescendo. Em alguns centros industriais, como São Paulo, no Brasil, quando e se ela crescer, nosso trabalho missionário terá mais garantia de sucesso. É preciso humildade e inteligência para compreender e receber o evangelho restaurado. À aristocracia falta a humildade, e aos pobres e necessitados falta, muitas vezes, boa parte da inteligência. ¶
Perspectivas Promissoras entre os Jovens ¶
Nossas perspectivas mais promissoras estão entre os jovens, em todos os países. Eles têm visão de futuro e estão se libertando de parte da desconfiança e da suspeita que tanto têm retardado o progresso de seus mais velhos. Esses jovens admiram muitas coisas da América. Aprendem sobre nós, em grande parte, por meio do cinema. Infelizmente, por esse meio, nem sempre recebem impressões corretas do que há de melhor em nossa vida norte-americana. É lamentável que sejamos anunciados pela publicidade mais eficaz que existe pelo nosso gangsterismo, nossa infidelidade, nossa frivolidade e nosso humor barato. Esses jovens, porém, veem nossos automóveis, nossas roupas, nossas belas casas nos filmes, e pensam que gostariam de ter algumas dessas coisas. Querem aprender inglês, e nossos missionários aproveitam esse desejo e ensinam inglês a muitos deles. Aulas de inglês são ministradas nos locais. Os jovens que entram em contato com nossos missionários desenvolvem grande admiração por eles — por seu caráter viril e íntegro, por sua amizade e por seu trabalho sério. Iniciam-se Associações de Melhoramentos Mútuos, e, gradualmente, o plano do evangelho se revela a essas pessoas, dando-lhes uma visão inteiramente nova de uma vida farta e rica, com propósito e incentivo, mesmo em sua pobreza. ¶
Vi alguns ramos da missão constituídos e sustentados inteiramente por jovens. Há, é claro, pessoas mais velhas também, que se mostraram receptivas aos ensinamentos do evangelho, mas, em geral, sinto que nossa esperança está nos jovens. ¶
A América do Sul precisa desesperadamente do evangelho restaurado. As nações daquela terra precisam, mais do que qualquer outra coisa, dos verdadeiros conceitos de liberdade que surgem de uma correta compreensão do relacionamento do homem com Deus e com seu semelhante. Precisam de uma compreensão da justiça, da equidade e da igualdade. Precisam compreender mais perfeitamente a dignidade do trabalho e, é claro, precisam do esclarecimento da educação. Como disse um homem que me deu uma carta de apresentação para associados de negócios na América do Sul: "A América do Sul precisa daquilo que a Igreja Mórmon tem a oferecer." ¶
Nossos missionários estão se esforçando ao máximo para dar essas coisas ao povo que tanto delas necessita. O trabalho deles é realizado a grande custo. Custa mais de mil dólares somente em transporte para colocar um missionário em uma dessas missões e trazê-lo de volta para casa. O custo de vida é muito alto, mesmo em dinheiro americano, que se vende com ágio. O idioma é difícil, particularmente o português, e passam-se muitos meses antes que um missionário consiga se expressar adequadamente diante do povo. No entanto, eles, nossos missionários, levam consigo um espírito, e o testemunho da verdade que, mesmo expresso de forma imperfeita na língua do povo, toca o coração de muitos que os ouvem. ¶
Missionários e Santos Fiéis ¶
Encontrei, em todas as missões, grande entusiasmo entre os missionários por seu trabalho. Desenvolveram um amor pelo povo, que está na base de toda boa obra missionária, e, sob a direção de seus presidentes de missão, estão se organizando e planejando para enfrentar as condições existentes. Temos também alguns Santos muito fiéis, que são grande auxílio para promover nosso trabalho. Vi um trabalho muito bom sendo realizado por pequenos ramos das missões — Escolas Dominicais e Primárias onde as criancinhas são ensinadas; classes do sacerdócio onde homens e rapazes aprendem seus deveres; Sociedades de Socorro e trabalhadores do bem-estar realizando projetos louváveis. Em geral, os grupos eram pequenos e dependiam bastante dos missionários, mas havia promessa neles. Talvez os exercícios mais estimulantes que vi tenham sido as cerimônias de batismo. Tivemos o privilégio de estar presentes em duas, uma na Argentina e outra no interior do Brasil. Nada é mais encorajador para os missionários e para os membros da Igreja do que ver os frutos de seu trabalho e a felicidade que vem àqueles que se aliam à obra do Senhor. Em cada culto, de seis a dez pessoas foram batizadas na Igreja. ¶
Se o tempo permitisse, eu vos contaria alguns aspectos bastante interessantes desses cultos batismais, mas não permite. Afinal, este é o grande encorajamento para nossos missionários. A certeza de saber que podem ter sido o instrumento de trazer paz — paz de espírito e paz ao coração e à alma de algum dos filhos de Deus que se humilhou para buscar a verdade. Não sei dizer quantos, na América do Sul, responderão ao espírito e à mensagem que levamos, mas tenho certeza de que estamos cumprindo nosso dever, realizando o mandamento divino, quando levamos a palavra do Senhor a todas as terras e povos. ¶
Gratidão pela Visita ¶
Reconheço minha gratidão à Primeira Presidência por me conceder a oportunidade de fazer esta viagem, e reconheço também as inúmeras cortesias e gentilezas demonstradas a mim e a minha esposa pelos presidentes de missão e suas esposas, pelos missionários, pelos Santos e pelos amigos das missões da América do Sul. Foi uma experiência inesquecível. Se algum bem vier dela para a causa nobre que amo, ficarei muito grato. ¶
Oro para que o Senhor abençoe nossos missionários em todas as terras, e os Santos que estão espalhados pela face da terra. Confio que todos eles sintam, como procuramos fazê-los sentir na América do Sul, que somos todos um só na Igreja de Cristo, que, embora possamos estar amplamente separados, podemos alcançar por sobre as terras e os oceanos e estender o aperto de mãos da fraternidade e da boa irmandade a nossos membros em todo o mundo. Creio que essa foi a mensagem que eles, no hemisfério sul, mais apreciaram do que qualquer outra. Queriam ter a certeza de que eram um conosco, e nós com eles. Chegará o dia, meus irmãos e irmãs, em que a causa poderosa à qual temos a honra de estar associados trará essa unidade a um mundo dividido e aflito. Que Deus conceda que isso venha em breve, oro humildemente, em nome de Jesus. Amém. ¶