Aceitação de um Novo Apóstolo
Richard L. Evans
É emocionante para mim, meus irmãos e irmãs, ver este tabernáculo novamente repleto numa conferência geral da Igreja. É um espetáculo glorioso de se contemplar. ¶
Aceitação de um Novo Apóstolo
Gostaria de expressar, antes de tudo, meu sincero apreço pela nomeação do Irmão Matthew Cowley como membro do Quórum dos Doze Apóstolos. Ouvi-o expressar seu testemunho anteontem no templo, com os presidentes de missão, e fiquei emocionado com a convicção dele. Devo confessar que, há vários meses, eu tinha o nome dele numa lista que estava preparando para outro propósito. ¶
Uma Homenagem ao Presidente da Igreja Visto que este é um dia incomum na história da Igreja, um dia em que nos reunimos em assembleia solene e sustentamos um Presidente da Igreja, gostaria de expressar-vos minha convicção e declarar-vos minha aceitação dele como profeta do Deus vivo, e de todos os seus predecessores; e, do mesmo modo, meu testemunho da divindade desta obra e da divindade de Jesus, o Cristo. Gostaria também de ecoar algumas das coisas que já foram ditas a respeito do Presidente George Albert Smith, confirmadas em minha própria experiência com ele, quanto à sua bondosa consideração por todos os seus irmãos e por todos os seus semelhantes. Ele é atencioso, amoroso e bondoso em todas as circunstâncias, e em todas as ocasiões de minha experiência, e sou grato pelo privilégio de conviver com ele. ¶
Uma frase tem passado por minha mente — uma frase sobre a natureza perecível das oportunidades de ensinar nossos filhos. Digo perecível porque são oportunidades que passam rapidamente e que nunca mais voltam. Em muitas ocasiões, fiquei impressionado com o fato de que alguns dos que eram mestres, e até diáconos, quando a recente guerra irrompeu na Europa, desde então lutaram e morreram por seu país. Seria impossível dizer qual é o ano crítico na vida de um rapaz ou de uma moça. De fato, seria impossível dizer qual é o ano crítico na vida de um homem. Todos os anos são, ou podem ser, anos críticos em nossas vidas; mas sinto-me seguro de que, como pais, se em algum ano nos tornarmos demasiado ocupados ou demasiado preocupados para nos mantermos próximos de nossos filhos, para aconselhá-los, poderemos descobrir que aquele foi um ano crítico, e que perdemos uma oportunidade perecível. Crescem tão depressa, estes nossos jovens, e o ensino não pode ser adiado com segurança, e o conselho amoroso e o contato próximo com eles são essenciais em todos os momentos. ¶
O Conhecimento do Passado É Importante para a Juventude
Muitas vezes penso que presumimos que nossos filhos sabem mais do que realmente sabem a respeito dos ideais que tanto significam em nossas vidas, e a respeito dos princípios e das razões para eles. Porque vivemos mais tempo e aprendemos as razões de algumas dessas coisas, podemos presumir que eles também conhecem essas razões, mas, com frequência, não conhecem. Fiquei particularmente impressionado com esse fato, certo dia, ao ter um encontro casual com um jovem numa loja onde havia fotografias expostas de cenas antigas de Salt Lake City. Era um jovem que eu havia apartado para o serviço missionário, que havia retornado, estava casado, criando uma família, e então usava o uniforme do exército, servindo a seu país. Por acaso, vi uma fotografia do antigo Teatro de Salt Lake e fiz alguns comentários a respeito, quanto às minhas próprias impressões e lembranças dele, e apareceu em seu rosto uma expressão bastante indiferente. Por fim, ele disse: "Sabeis, Irmão Evans, não me lembro do Teatro de Salt Lake." ¶
Bem, isso me surpreendeu. Ali estava um jovem que já havia assumido seu lugar no mundo, que já havia assumido suas obrigações na vida, e que não tinha nenhuma lembrança de algo que, por longos anos, foi uma das grandes instituições desta comunidade, mesmo até a minha própria chegada à idade adulta — e, no entanto, ele havia crescido nesta comunidade. Comecei a refletir e a contar os anos até a época em que aquela gloriosa e antiga estrutura foi demolida, e descobri que, de fato, era bem possível que ele não se lembrasse dela. Provavelmente não tinha mais do que três ou quatro anos de idade quando foi removida. ¶
Assim como acontece com as estruturas físicas, assim também acontece com os princípios, com as tradições, com os acontecimentos da história. As coisas que moldam nossas crenças e dão fundamento, estabilidade e significado às verdades gloriosas e às salvaguardas na vida de nossos pais e avós, e em nossas próprias vidas, muitas vezes presumimos que, de algum modo, automaticamente, serão compreendidas por nossos filhos assim como nós as compreendemos; mas, a menos que cumpramos nosso dever de transmitir o conhecimento dessas coisas, descobriremos que a próxima geração cresceu sem conhecê-las. ¶
E isso não é verdade apenas quanto aos princípios, tradições e verdades do evangelho de Jesus Cristo, mas também é verdade quanto aos princípios que regem esta nação, e às razões pelas quais foram estabelecidos, e às dificuldades com que foram estabelecidos — por que se lutou e se morreu por eles, e quão preciosos são, e por que devemos ser eternamente vigilantes para preservá-los. Estes nossos jovens já ouviram falar, é claro, da Constituição dos Estados Unidos. Sabem que se trata de um documento histórico de considerável importância, mas, a menos que encontremos um modo de ensiná-los, poderão crescer sem compreender algo de seu significado como instrumento vivo de liberdade, e poderão, infelizmente, ser levados a pensar que algumas das velhas falácias e antigos males são princípios novos e habilmente modernos, a serem experimentados e seguidos. Podem não saber que tais falácias já foram experimentadas repetidas vezes por povos tolos e insensatos em gerações passadas, para grande pesar e arrependimento deles. ¶
Um Apelo pela Unidade no Lar
Apelo não apenas pelo ensino constante de nossos filhos e pela convivência próxima com eles, mas pela unidade em nossos lares quanto ao que lhes ensinamos, para que os pais não fiquem divididos diante de seus filhos. Nossa juventude crescerá em confusão se os pais estiverem de algum modo divididos quanto ao que defendem e quanto ao que apresentam aos filhos em seus anos mais impressionáveis. Não é incomum ver uma criança "escolher" entre a mãe e o pai, aproveitando o momento e o propósito em que acha que encontrará a maior tolerância. E, embora deva haver uma compreensão solidária quanto ao ponto de vista de nossos jovens, não devemos nos inclinar a ceder a eles em coisas que sabemos serem impróprias ou imprudentes — nem mesmo se nos confrontarem com o velho argumento de que todas as outras mães e todos os outros pais estão deixando seus filhos fazerem aquilo. É um argumento difícil de enfrentar, mas que precisa ser enfrentado com firmeza e sabedoria. ¶
Sou grato, meus irmãos e irmãs, por minha condição de membro desta Igreja, por minha comunhão convosco. Que as bênçãos de Deus estejam conosco em nossos lares e em tudo o que empreendermos na vida, e que não deixemos perecer, sem tirarmos delas o melhor proveito, as oportunidades que temos de aconselhar nossos filhos, peço, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. ¶