Pulpit

Designações para o Sacerdócio

Joseph L. Wirthlin

Conferência Geral de Outubro de 1945·Reunião Geral do Sacerdócio·1945-10-06

Confio sinceramente, meus irmãos, que possa desfrutar do espírito do Senhor durante os poucos minutos em que estiver diante deste magnífico corpo do sacerdócio do Senhor Jesus Cristo. Ao ouvir a oração de abertura desta sessão de nossa conferência esta noite, houve um pensamento expresso que causou em mim profunda impressão: o de que devemos envolver com nossos braços aqueles que se tornaram inativos e indiferentes na Igreja. Nossa responsabilidade para com aqueles que se tornam indiferentes traz à mente a escritura apresentada pelo Élder Mark E. Petersen em seu discurso tão inspirador. Encontra-se em Efésios 4:11-13.

Designações para o Sacerdócio

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito.

Ao analisar estas palavras de Paulo, elas parecem dividir-se em duas partes distintas. A primeira parte trata daqueles que são os servos designados do Senhor. A segunda parte delineia as atribuições dadas a esses servos: primeira, a atribuição de aperfeiçoar os santos; segunda, a obra do ministério; terceira, a edificação do corpo de Cristo até que todos cheguemos à unidade da fé; e quarta, o conhecimento do Filho de Deus até um homem perfeito.

Os Deveres do Mestre

Estamos todos familiarizados com a responsabilidade de cada grupo desses servos do Senhor, mas gostaria de fazer referência particular ao grupo que Paulo chama de mestres. Considerando primeiro o ofício de mestre na Igreja, e em segundo lugar a atribuição de aperfeiçoar os santos, estabelecer fé em seus corações e dar-lhes um conhecimento completo da missão, do sacrifício e da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, parece que nas escrituras deveria haver um plano ou fórmula pela qual esses mestres pudessem alcançar os objetivos delineados na declaração de Paulo. A fórmula ou plano encontra-se em uma revelação dada ao Profeta Joseph Smith na seção 20, versículo 53, da Doutrina e Convênios, onde o Senhor disse:

O dever do mestre é zelar sempre pela igreja, estar com os membros e fortalecê-los; e certificar-se que não haja iniquidade na igreja nem aspereza entre uns e outros nem mentiras, maledicências ou calúnias; e certificar-se que a igreja se reúna amiúde e também certificar-se que todos os membros cumpram seus deveres.

Este é o plano do Senhor, e nele encontram-se cinco passos distintos: primeiro, o dever do mestre é zelar sempre pela igreja, o que indica que a atribuição de ensinar o povo não é uma atribuição por um período específico de tempo, mas que pode ser a missão de uma vida inteira, pois o Senhor usou a palavra "sempre". O segundo passo envolve o mestre estar com os membros e fortalecê-los. O terceiro passo é verificar que não haja iniquidade na Igreja, nem dureza uns para com os outros, nem mentira, maledicência nem falar mal; quarto, verificar que a Igreja se reúna frequentemente; quinto, e também verificar que todos os membros cumpram seu dever.

Ao analisar esta grande designação sacerdotal de aperfeiçoar os santos, será necessária motivação constante, ensino, e particularmente resguardar os santos daqueles que vêm como lobos em pele de ovelha, ensinando as doutrinas dos homens, que são sempre doutrinas falsas. O esforço incansável, as orações e a presença do mestre, o guardião do rebanho, são necessários para fortalecer os santos no conhecimento, em sua fé e em seus testemunhos, a fim de que saibam com certeza que o evangelho restaurado de Cristo está sendo ensinado pelo mestre do Senhor, e para desfrutar de um testemunho que lhes sussurre constantemente que o evangelho, tal como restaurado ao

Profeta Joseph Smith, é o plano do Senhor pelo qual podem desfrutar da salvação e exaltação no reino de nosso Pai Celestial.

Segue-se logicamente que, se os santos devem ser aperfeiçoados, é necessário que a iniquidade, a dureza uns para com os outros, a mentira, a maledicência e o falar mal sejam eliminados de sua vida diária. Se pensardes em iniquidade, se pensardes em dureza, se pensardes em mentira, maledicência e falar mal, inevitavelmente pensareis em Satanás, que é a fonte desses pecados que causaram e causam tristeza e morte. As emoções de ódio, crítica e maledicência que ele incute no coração dos homens são as causas da apostasia, pois sempre que um homem nesta Igreja encontra defeitos, pratica a maledicência e o falar mal, seu coração se endurece, e o espírito de Deus se afasta dele. A menos que haja uma mudança, esse caminho leva à apostasia e à degradação. Os mestres da Igreja, sendo as sentinelas nas torres de Sião, deveriam ter como um de seus objetivos ensinar os santos de tal forma que tenham força para vencer esses vícios e males, a fim de que a perfeição de que fala Paulo venha, por fim, a ser sua conquista e bênção.

O dever do mestre de verificar que a Igreja se reúna frequentemente é de suma importância, pois, ao reunirem-se com frequência, o Senhor prometeu que seu espírito estará presente em rica abundância; e onde estiver seu espírito, verdade, amor e luz serão as bênçãos daqueles que estiverem presentes. O mestre deve encorajar os santos a reunirem-se no dia do Senhor, a descansar de seus trabalhos e, o mais importante, a participar dos emblemas da Última Ceia, a fim de que o corpo do Redentor crucificado seja edificado de tal forma que o povo saiba que o corpo partido que pendeu na cruz e o sangue derramado trouxeram a expiação e tornaram a ressurreição possível. Além disso, por meio da edificação do corpo do Salvador, representado no sacramento, os santos terão um testemunho de seu chamado divino e estarão sempre dispostos a lembrar-se dele e a guardar seus mandamentos.

O mestre deve inspirar os santos de tal forma que todos cumpram seu dever, como o Senhor ordenou, pois é do dever que vêm o desenvolvimento pessoal e o progresso espiritual, pois "a fé sem obras é morta". O desenvolvimento pessoal e o progresso espiritual conduzem à perfeição do caráter, dos feitos nobres e do cumprimento da vontade de nosso Pai Celestial, e a recompensa, portanto, é dada divinamente na forma de um testemunho — um testemunho da missão divina do Salvador, um testemunho da missão de Joseph Smith, um testemunho de que aqueles que agora guiam e dirigem os destinos desta obra o fazem sob a inspiração do santo espírito de nosso Pai Celestial e com o manto de autoridade sobre seus ombros, restaurado por meio de João Batista, Pedro, Tiago e João. A atividade é o mais forte baluarte contra as tentações e ciladas do maligno. A atividade é o sangue vital desta grande organização. É o fundamento de um testemunho duradouro, que pode perder-se quando um indivíduo não cumpre seu dever e se torna inativo e indiferente.

Os servos do Senhor, esses mestres, foram designados para zelar sempre pela Igreja e para estar com seus membros e fortalecê-los, sendo escolhidos pelo representante do Senhor, o bispo. Mas quem deve ser escolhido para esta grande designação sacerdotal? Esta pergunta não é difícil de responder, pois o bispo e seus conselheiros têm o direito de chamar todo sumo sacerdote, todo setenta, todo élder, todo sacerdote e todo mestre que seja digno deste grande e santo chamado.

Muitas vezes se ouve o comentário: "Tenho ensinado por dez ou quinze anos e sinto que, por causa dessa longa permanência no cargo, já me formei nesse campo de atividade." Quero dizer enfaticamente, irmãos, que qualquer homem que faça tal declaração poderia igualmente acrescentar: "Formei-me no sacerdócio que possuo." Espera-se que o homem que possui o sacerdócio de Deus preste serviço enquanto viver, pois seu sacerdócio é sem fim. Além disso, espera-se que ele responda a todos os chamados que lhe forem feitos pela autoridade competente. Qualquer coisa aquém disso equivale a renunciar ao próprio sacerdócio.

Não há honra com mais distinção do que a honra de ensinar o povo. O Salvador deu o exemplo próprio. Todo o seu ministério foi dedicado ao bem-estar do povo e, em particular, a ensinar-lhe as doutrinas do reino. Certamente ninguém que possua o sacerdócio renunciará ao privilégio de seguir o exemplo do grande Mestre. O Senhor ordenou a Joseph Smith que ensinássemos uns aos outros as doutrinas do reino, e não há forma melhor de fazê-lo do que visitar o povo e ensinar-lhe as doutrinas do evangelho restaurado. Há aqueles que sentem que deveriam ser dispensados de ensinar o povo por causa de outros deveres, mas entende-se que, embora os membros do sacerdócio estejam engajados em outras atividades, como as auxiliares, a designação de ensinar o povo deve ter precedência, pois é uma atividade sacerdotal, e o sacerdócio vem em primeiro lugar. Há apenas uma exceção a esta regra, feita pela Primeira Presidência e pelo Conselho dos Doze: no caso das presidências de estaca e dos sumos conselhos, eles estão isentos de ensinar porque constituem um tribunal da Igreja, e considera-se necessário que suas mentes estejam livres de tendência ou preconceito. Se visitassem o povo como mestres ou árbitros, esses homens que constituem o tribunal do sumo conselho poderiam encontrar-se em situações em que suas mentes ficassem prejudicadas por contatos com pessoas envolvidas em controvérsias. Mas a presidência de estaca e o sumo conselho são responsáveis pelo trabalho dos mestres orientadores em sua estaca, para verificar que seja feito em todas as alas e que o mandamento do Senhor, revelado ao Profeta Joseph, seja plenamente cumprido.

Qualificações dos Mestres

Quais são as qualificações de um mestre? Um mestre deve ser um homem que ensina pelo exemplo e que vive todas as doutrinas e princípios que defende. Não hesito em dizer-vos que, quando um homem sai para ensinar os princípios do evangelho, tendo a consciência tranquila e sabendo em seu íntimo que está obedecendo e vivendo os princípios do evangelho segundo o melhor de sua capacidade, ele pode saber com certeza que ensinará os santos com a inspiração do espírito de Deus repousando poderosamente sobre ele. Ele pode ensinar com espírito de sinceridade, e a impressão que causará naqueles que o ouvirem será duradoura e semeará as sementes da fé e da obediência. Um mestre deve estar sempre preparado. Minhas observações indicam que, muitas vezes, o ensino é feito sem a devida preparação, e que a mensagem mensal dos mestres orientadores da ala, preparada pelo Escritório do Bispado Presidente, é a muleta em que muitos de nossos irmãos se apoiam. A mensagem pode ser lida antes de visitar o povo, mas há muitos casos em que é lida pela primeira vez na casa de algum Santo dos Últimos Dias, o que é uma confissão de que os mestres vieram despreparados, e a impressão causada em tais circunstâncias é muito desfavorável. A devida preparação é de suma importância, pois dela depende o sucesso.

Os mestres devem conhecer as famílias que compõem seu rebanho. Mais importante ainda, devem conhecer cada indivíduo, a fim de poderem fornecer o pão da vida necessário, não apenas coletivamente, mas individualmente, dando o conselho que encoraje e estimule maior atividade. Ensinar nesses moldes eliminará a necessidade de usar uma mensagem impressa, estando os mestres preparados e inspirados a dar a mensagem que for necessária em cada lar em particular. Estou certo de que se aproxima o tempo, e não está muito distante, em que a mensagem impressa, que tem sido colocada em vossas mãos e é conhecida como a mensagem mensal dos mestres orientadores, poderá ser eliminada inteiramente, e voltaremos a ensinar o povo, confiando no espírito do Senhor e fazendo uma preparação cuidadosa e em oração, a fim de estarmos plenamente qualificados a cumprir o mandato de aperfeiçoar os santos, de trazê-los à unidade da fé por meio da eliminação da iniquidade, da maledicência, do falar mal e da dureza uns para com os outros. Os servos do Senhor devem estar em constante comunicação com ele no cumprimento do dever a ser realizado. Nada é mais importante do que ajoelhar-se com um companheiro júnior, um mestre ou um sacerdote, e suplicar ao Senhor suas bênçãos e assistência nesta grande designação. Não hesito em prometer a qualquer dupla de mestres que se ajoelhe e peça a Deus sua ajuda, depois de fazer a devida preparação, que serão impressionados a fazer aquilo que for mais eficaz na vida de seu rebanho.

Ensinar o povo requer regularidade. Em outras palavras, devemos estabelecer na Igreja a prática de ensinar o povo na primeira e na segunda quinta-feira de cada mês. Assim, dentro de pouco tempo o povo se acostumaria a receber a visita dos mestres em uma noite definida, de modo que, em toda a Igreja, essas duas noites se tornariam conhecidas como noites de trabalho dos mestres orientadores, e a maioria das pessoas as reservaria antecipando a visita dos mestres.

Deve-se sempre lembrar que os mestres visitam o povo com objetivos definidos em mente: fortalecê-lo, verificar que cumpra seu dever. Portanto, todo assunto estranho a esta importante designação deve ser eliminado da conversa. Grande parte de nosso tempo e do tempo do povo é gasta discutindo temas como o clima, a política e a guerra, e, ao fazê-lo, estamos desperdiçando nosso tempo, o tempo do povo e, o mais importante, o tempo do Senhor, porque os mestres estão a seu serviço, e ele espera que dediquemos o tempo envolvido ao bem-estar e ao bem do povo.

Treinamento dos Membros do Sacerdócio Aarônico

Gostaria de chamar a atenção de vós, homens mais velhos, para a responsabilidade que tendes e o privilégio de que desfrutais na companhia de um membro do Sacerdócio Aarônico. Esse jovem olha para vós em busca de liderança, e com razão, e, se o decepcionardes ao não cumprir os compromissos marcados, se falhardes em assumir a responsabilidade de liderança no ensino, se falhardes em dar-lhe a oportunidade de se expressar, segue-se logicamente que o jovem passará a considerar o ensino algo de pouca importância. Por outro lado, com o tipo certo de liderança, esse jovem recebe um treinamento e uma experiência que o qualificarão para o campo missionário e, mais importante ainda, gravarão em seu coração um testemunho de que é um servo do Senhor. Recordo minha experiência como mestre. Meu primeiro companheiro era um velho irmão escandinavo que mal conseguia falar o inglês com clareza e correção. Quando o bispo me designou para ir com ele, tive muitas reservas e consenti com certa relutância. Esse grande homem veio até mim e disse: "Estou feliz em ter-vos como meu companheiro. Vinde à minha casa em tal noite, para que façamos a devida preparação." Fui à casa dele na noite marcada com certa apreensão. Fui convidado a ajoelhar-me com ele em seu humilde lar e a pedir as bênçãos do Senhor, e, irmãos, testifico que, embora esse irmão escandinavo falasse um inglês entrecortado, ele desfrutava do espírito de Deus em rica abundância, e logo descobri, nas treze famílias que visitamos, entre as quais havia ricos e humildes, que esse bom homem era recebido com o mais alto grau de respeito.

Peço a vós, irmãos mais velhos, que manifesteis vivo interesse pelos sacerdotes e mestres da Igreja, a fim de que cheguem não apenas a saber, mas a sentir em seu coração, que estão a serviço do Mestre, a serviço de aperfeiçoar os seus santos e de trazê-los à unidade da fé.

Zelando pela Igreja

A declaração do Senhor de zelar sempre pela Igreja implica a responsabilidade de estar disposto a visitar e estar com os santos sempre que necessário, o que deve eliminar de nosso pensamento a ideia de que ensinar o povo requer apenas uma noite por mês. Pode requerer duas noites; pode requerer três noites; pode requerer tantas noites quantas forem necessárias para cumprir a designação e estar sempre vigilante contra quaisquer influências prejudiciais ao bem-estar espiritual e temporal do povo. É essencial que o mestre orientador compareça a todas as suas reuniões, por duas razões: primeira, por seu próprio benefício; e segunda, para cumprir seu dever de zelar sempre pela Igreja, o que implica que fará uma contagem mental de todo o seu pequeno rebanho presente. Aqueles que estiverem ausentes devem ser contatados com o propósito de estimulá-los à atividade e cumprir o mandato do Senhor de que a Igreja se reúna frequentemente.

Pode haver aqueles que estejam em dificuldades temporais. Se estiverdes zelando sempre pela Igreja, sereis capazes e suficientemente qualificados para relatar as circunstâncias temporais de tais famílias ao bispo. Se estiverdes zelando sempre pela Igreja, estareis disponíveis para prestar assistência aos que estiverem doentes e à casa em que houver morte. Certamente, o interesse sincero do verdadeiro pastor do rebanho lhe trará de volta as ricas bênçãos de apreço, gratidão e amor por suas atenciosas e bondosas ministrações aos que se encontram em dificuldade.

Recebendo os Mestres no Lar

Chamei vossa atenção para algumas das responsabilidades do mestre, mas há outras responsabilidades. Há outra fase desta grande e importante designação que se relaciona diretamente convosco e comigo, que somos e seremos ensinados por esses servos do Senhor. Faço a pergunta: "Recebo esses homens, recebeis vós esses homens, com o mais alto grau de respeito e hospitalidade, ou apenas os toleramos por cortesia superficial?" É meu sentimento, irmãos, que assumimos uma atitude de indiferença. Muitas vezes deixamos de largar o jornal da noite, desligar o rádio, chamar a família para receber a mensagem dos servos do Senhor. Se esperamos ser edificados em nossa fé, alcançar a perfeição em nossa vida, como disse Paulo, esses homens devem ser recebidos com toda a cortesia e respeito ao nosso alcance. Certamente, se o Presidente da Igreja viesse à nossa porta, ou o presidente da estaca, ou o bispo da ala, sentir-nos-íamos muito honrados em fazer tudo que estivesse ao nosso alcance para demonstrar-lhe a devida deferência. O mestre vem à nossa porta possuindo o mesmo sacerdócio do Presidente da Igreja, ou do presidente da estaca, ou do bispo da ala, e, sendo o representante do Senhor, deve receber acolhida cordial. Se abrirmos nosso coração e nossa mente, esses homens, como instrumentos do Senhor, nos alimentarão com o pão da vida, e, se jamais houve tempo em que precisássemos de direção divina e do pão da vida, é neste dia de distração e dificuldade. Além disso, a visita dos mestres proporciona uma excelente oportunidade para que nossos filhos e filhas entrem no círculo familiar na presença dos servos do Senhor, sentindo-se livres para fazer qualquer pergunta que tenham. Estou convencido de que a juventude de Israel tem muitas perguntas que ficam sem resposta porque não havia oportunidade nem o lugar certo para respondê-las, mas, na presença do pai e da mãe e dos mestres, os pastores do rebanho, essas perguntas podem ser discutidas livre e abertamente, a fim de que esses jovens sejam edificados em sua fé e em seus testemunhos.

Salvando os Fracos na Fé

É meu dever, no Escritório do Bispado Presidente, considerar os nomes daqueles que solicitam que seus nomes sejam excluídos dos registros da Igreja. Apenas ontem chegaram ao meu conhecimento seis desses nomes, nomes de indivíduos que solicitaram ser dispensados da associação com a Igreja porque alguns deles haviam se filiado a outras religiões e sentiam ter encontrado a verdade. Não pode haver maior falácia do que crer que alguém encontrou a igreja do Senhor quando já estava nela e a deixa pela organização de algum homem, mas é minha convicção que algumas dessas pessoas abandonam o rebanho, algumas são excomungadas, porque vós e eu, as sentinelas nas torres, os pastores do rebanho, não estamos cumprindo plenamente nosso dever. Quero dizer-vos que nenhum homem abandonará sua fé, abandonará o evangelho restaurado do Senhor Jesus Cristo ou abandonará sua associação com esta Igreja em favor de qualquer outra fé ou organização se tiver pleno entendimento e compreensão do evangelho tal como restaurado neste dia. As razões pelas quais o abandonam são que não o compreendem plenamente e que muitos deles se tornam críticos e desobedientes, o que exige de nossa parte maior atividade e maior vigilância, uma maior disposição de zelar sempre pela Igreja e estar com eles e fortalecê-los. Muitas dessas pessoas poderiam ser salvas para a Igreja se o mestre estivesse cumprindo plenamente seu dever.

É como disse o Salvador a Pedro:

E depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe ele: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe uma segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe ele: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe ele: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe uma terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito uma terceira vez: Amas-me? e disse-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. (João 21:15-17.)

Irmãos, tendes a grande honra, sim, a grande responsabilidade de apascentar as ovelhas do Senhor Jesus Cristo. Se eu vos perguntasse: "Amais a Jesus Cristo?", estou certo de que, unanimemente, responderíeis afirmativamente, e, em resposta a isso, sinto-me seguro de que as palavras de Cristo desceriam através dos séculos, declarando novamente: "Apascenta as minhas ovelhas; apascenta os meus cordeiros."

Que Deus abençoe cada um de nós para que nos sintamos altamente honrados de ensinar o povo, a fim de que possamos ter parte na maior obra e plano do Senhor, tão bem declarado em suas palavras:

Pois eis que esta é minha obra e minha glória: levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem. (Moisés 1:39.)

o que humildemente rogo que cada um de nós se empenhe em fazer, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoJoseph L. Wirthlin, “Designações para o Sacerdócio”, Conferência Geral de Outubro de 1945, Reunião Geral do Sacerdócio (1945-10-06). Pulpit Vault, 1945-10-joseph-l-wirthlin-assignments-for-the-priesthood. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).