Pulpit

Ensinamentos da Igreja Expostos em Uma Carta

Stephen L Richards

1945 April General Conference·First Day Morning Session·1945-04-06

RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA DA IGREJA

O Élder Orval W. Adams leu o seguinte relatório do Comitê de Auditoria da Igreja:

Salt Lake City, Utah, 4 de abril de 1945

47 East South Temple Street, Salt Lake City, Utah

Prezados Irmãos:

Vosso Comitê revisou o relatório financeiro anual da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias referente ao ano encerrado em 31 de dezembro de 1944. Esse relatório revela que a Igreja se encontra na mais forte posição financeira de sua história.

A despesa de administração é muito conservadora. A Igreja está livre de toda dívida. As Autoridades sustentadas estão administrando com grande cuidado os fundos sagrados dos membros, fundos esses contribuídos por dezenas de milhares de membros devotados, a maioria dos quais são pessoas de renda limitada.

Respeitosamente submetido,

Orval W. Adams A. E. Bowen George S. Spencer Harold W. Bennett

Comitê de Auditoria da Igreja

Proponho-me a usar a oportunidade que me é dada nesta conferência geral da Igreja para ler uma carta que preparei. Meu pensamento, ao apresentá-la aqui, é que a mensagem de minha carta possa ter melhores perspectivas de alcançar aqueles a quem é dirigida, e também que os sentimentos que nela expressei possam servir a algum propósito útil para meus irmãos e irmãs em um empenho semelhante ao meu. Ficarei muito grato se este pensamento se mostrar justificável. A carta é dirigida:

A meus amigos e colegas em vários ramos de atividade que não estão identificados com a Igreja que tenho a honra de representar.

Ensinamentos da Igreja Expostos em Uma Carta

Meus caros amigos:

Há muitos anos tenho tido em mente o desejo de abordar-vos sobre o assunto da religião. Acho difícil justificar minha demora e descobrir qualquer boa razão pela qual tenho sido tão hesitante em falar convosco

sobre assuntos espirituais. Suponho que seja principalmente porque me permiti supor que a religião de cada pessoa deve ser considerada algo tão pessoal e privado que me senti mais ou menos constrangido a evitar o assunto, exceto quando perguntas casuais surgiram e provocaram breves conversas. Perguntar- vos-eis, talvez, diante de tal hesitação em falar-vos, por que escolho agora este meio de uma carta aberta para abordar o assunto e expressar-vos meus sentimentos. A única resposta que posso dar, e não é muito boa, é que parece ser o modo mais fácil de expressar-me a vós sem invadir a privacidade de vossas opiniões sem vosso consentimento.

Espero que não vos ressintais de minha preocupação com vosso bem-estar espiritual. Devo admitir francamente, e espero que essa admissão não afete demasiadamente seriamente vossa consideração pelo que tenho a dizer, que sou movido em parte por um desejo sincero de disseminar aquilo que considero princípios vitais de verdade entre todos os homens. Estareis inclinados a rotular isto imediatamente de "propaganda," e infelizmente essa palavra passou a carregar o estigma da imposição das opiniões de um homem sobre outro. Espero que aceiteis minha declaração de que não pretendo forçar minhas ideias sobre vós, e espero também que acrediteis em mim quando vos digo, de antemão, que minha estima pessoal por vós é o principal fator motivador na redação desta carta.

Sem afetação, expresso minha admiração pelas esplêndidas virtudes que tenho visto em muitos de vós. Vossa integridade, honra impecável, generosidade, cortesia e capacidade merecem minha estima. Frequentemente penso em vós como representantes dos melhores tipos de cavalheiros e senhoras cristãos. Tenho ganhado muito com vosso convívio. Estou certo de que grande parte de vosso pensamento e de vossas boas obras é motivada por ideais cristãos. Não tenho dúvida de que muitos de vós fostes instruídos em, e aceitais, as doutrinas cristãs quase universais da Paternidade de Deus e da fraternidade do homem, a expiação do Salvador, a imortalidade da alma, e a vida boa de virtude e altruísmo ensinada e exemplificada por nosso Senhor.

Reconheço, com alegria e gratidão, a beleza e a eficácia dessas grandes doutrinas e ensinamentos, e a distribuição universal do espírito de Deus na terra. Estou certo de que a doutrina e a fé cristãs, ao longo dos séculos, têm sido as molas mestras dos processos civilizadores que trouxeram beleza, cultura, ciência e educação a seu presente elevado estado de realização. A doutrina cristã é também responsável pelos mais nobres conceitos de liberdade e justiça que prevalecem no mundo. Tenho profunda gratidão pelas grandes irmandades e congregações que ela fomentou, e por toda boa causa que dela emanou.

É desnecessário dizer também que tenho a mais profunda admiração por muitos cristãos individuais que se associam às várias denominações cristãs do mundo. Não questiono a sinceridade de incontáveis milhares que se entregam a Deus -- que se esforçam com todo o poder e conhecimento que possuem para servi-lo e guardar seus man-

damentos. Sinto-me certo de que ele aceita a devoção deles; que ele responde a suas orações de fé e humildade, e que recompensa cada um de seus bons atos.

Julguei desejável expor assim minha apreciação da doutrina e fé cristãs em geral, a fim de deixar claro para vós que não se trata de uma substituição desses elevados princípios cristãos que têm sido disseminados por todo o mundo ao longo de tantos séculos, os quais temos a oferecer, mas sim, em essência, de um refinamento, uma extensão, uma ampliação e um aperfeiçoamento deles, que tomo a liberdade de trazer à vossa atenção. Perdoai-me, espero, se me aventuro a observar que muitos de vós, de cuja capacidade de investigação e pesquisa normais na descoberta de fatos tenho a mais alta opinião, tendes sido distraídos do alcance de um verdadeiro entendimento e conceito da obra em que labuto, por terdes a atenção voltada para alguns aspectos dela que parecem diferir dos ensinamentos e práticas predominantes em outras denominações cristãs. Por exemplo, todos vós estais bastante familiarizados com o que chamamos a Palavra de Sabedoria, e com o sistema de dízimos da Igreja. Estas e outras práticas um tanto singulares da Igreja têm, muitas vezes temo, sobressaído tão proeminentemente em vossa observação e contemplação da Igreja e de sua doutrina, que talvez não vos tenhais dado ao trabalho -- por não vos sentirdes particularmente atraídos por essas coisas singulares -- de aprofundar-vos nos conceitos e princípios fundamentais subjacentes não apenas a esses ensinamentos e práticas especiais, mas a todo o corpo da verdadeira doutrina cristã que temos a dar ao homem. É verdade que consideramos importante abster-nos do uso de bebidas alcoólicas e tabaco e pagar o dízimo, mas a adesão a esses padrões não constitui, por si só, a conversão e o entendimento completos da obra dos últimos dias, embora geralmente sejam evidências muito aceitáveis dela. Gostaria, se puder, ao menos, de vos oferecer um vislumbre daquilo que considero serem os princípios fundamentais mais básicos expostos na interpretação e apresentação dos últimos dias do evangelho de Jesus Cristo. Espero poder fazer-vos ver que esses conceitos e interpretações não são de modo algum antagônicos aos verdadeiros princípios cristãos aos quais muitos de vós aderis, mas que servem para tornar as doutrinas cristãs que aceitastes mais vitais e reais, e mais potentes na realização da esperança e da fé que vossa experiência cristã vos trouxe.

Agora devo prosseguir partindo do pressuposto de que, se tendes algum interesse pela religião, e pela religião cristã em particular, esse interesse vos leva a querer a verdade e a assegurar para vossa vida o melhor que se possa obter. Estou certo de que concordareis que os principais objetivos de toda a doutrina cristã são melhorar a vida aqui e alcançar uma vida boa e eterna no além. Talvez esses dois objetivos sejam, na realidade, um só, pois creio ser seguro dizer que a maioria dos cristãos contempla uma relação entre a vida aqui e a vida no além. Ora, uma das primeiras contribuições que a interpretação dos últimos dias tem a oferecer está justamente nesta questão.

Não pretendo ser tão versado na exposição da doutrina cristã ao longo dos séculos a ponto de poder afirmar com segurança que a distinção entre a salvação geral e a exaltação individual jamais foi exposta nos ensinamentos cristãos antes do advento da obra dos últimos dias, mas tenho certeza de que ela não tem sido enfatizada nas manifestações cristãs recentes. Consideramos esta distinção entre salvação e exaltação indispensável a um verdadeiro entendimento das verdades cristãs. Nós, como muitos de vós, estamos persuadidos de que os ensinamentos de Cristo justificam plenamente a conclusão de que ele veio à terra como o Salvador para expiar as transgressões de nossos primeiros pais terrenos, as quais afastaram os homens, na mortalidade, da presença e da associação com Deus, nosso Pai eterno. Talvez não sejamos capazes de explicar o método pelo qual o sacrifício expiatório deste único homem pôde realizar a redenção de todos os homens da queda original, mas sabemos que esse foi o propósito e o efeito da expiação, e temos plena justificativa para crer que a expiação trouxe vida após a morte a toda a humanidade, independentemente da bondade ou da maldade dos indivíduos. A ressurreição da sepultura é tão universal quanto a morte, e a salvação geral, no sentido de que todos são salvos dos efeitos do pecado original e de que todos serão almas imortais, é o dom universal do Filho de Deus. A exaltação individual, contudo, é algo diferente. Por meio de uma revelação dos últimos dias veio a informação de que há posições e gradações de posição na vida futura, assim como nesta vida, e naturalmente há lugares de preferência. Essas várias posições são referidas na revelação como reinos ou graus de glória, e sua exposição serve para ampliar e esclarecer a referência do Salvador às "muitas moradas" na casa de seu Pai, e outras passagens escriturísticas. Por exaltação entende-se o alcance da posição mais elevada, a posição mais preferencial no mundo futuro dos vários reinos e glórias. O lugar ou reino mais elevado é chamado celestial, e é no reino celestial que as mais altas aspirações do cristão se realizam. Isto é exaltação.

Não posso dizer-vos nesta carta tudo o que a exaltação compreende. Nosso conceito do céu é um estudo de proporções não pequenas, e pressupõe considerável conhecimento de outros princípios teológicos revelados. Deve bastar, para este escrito, dizer-vos que ele contempla não apenas a condição preferencial no além -- um retorno à presença do Pai e do Filho --, mas projeta para o futuro um estado de perfeição da alma humana. A alma imortal, que é a união do corpo e do espírito, torna-se investida da natureza divina de nosso Pai eterno e de nosso Irmão Mais Velho, Jesus Cristo. Os poderes de realização de cada um são incessantemente multiplicados pela aquisição eterna de conhecimento. Como companheiro do Pai e do Filho, ele se une a eles e os auxilia em sua obra. Embora seja impossível à mente finita visualizar concretamente o alcance e a natureza das operações divinas, temos conhecimento suficiente para nos ensinar que elas são da mais alta ordem e satisfazem o mais idealista anseio e aspi-

ração da alma humana. Em propósito e alcance, é uma experiência sem fim de progresso eterno e realização.

Aprendemos também das revelações que, neste elevado estado de exaltação, havemos de desfrutar de uma perpetuação dos laços de parentesco que nos uniram a nossos entes queridos na vida terrena. Temos a garantia de que as coisas que mais prezamos aqui nesta vida -- o lar e a família -- não nos serão negadas quando passarmos da mortalidade. Marido e mulher continuarão a ser companheiros, filhos e filhas serão para sempre nossos filhos, e os sagrados estabelecimentos do lar em que foram criados e educados serão espiritualmente perpetuados. E então aprendemos também de um princípio profundamente sagrado, e de uma promessa reservada àqueles que alcançam a exaltação, que menciono a vós com um pouco de hesitação, porque ainda não lancei o fundamento para isso, e que é este: que esses lares eternos da vida futura serão abençoados com aumento eterno, de modo que as famílias jamais cessem de crescer em número, em virtude e em poder, continuando sempre a servir aos eternos e benéficos propósitos e desígnios do Criador do universo.

Estou plenamente consciente de que muito disto pode parecer-vos altamente teórico e etéreo, e algo disso eu não vos mencionaria nesta fase da discussão, se não julgasse necessário para o entendimento do que se segue. Embora possa ter posto à prova vossa credulidade e fé, de algum modo, o considerar em vosso pensamento as ideias que me esforcei por transmitir a respeito da exaltação no reino celestial de Deus, pergunto-me se muitos cristãos devotos, não de nossa convicção, não esperam e oram reverentemente, em seu coração, por alguma condição semelhante à que descrevi, como a personificação de seu estado futuro, quer tenham conscientemente formulado ou não suas ideias em palavras. Ver o Pai Eterno e seu Filho; desfrutar de algo de sua associação e orientação; adquirir cada vez mais conhecimento e cada vez mais capacidade; usar talento crescente na prossecução da obra de Deus; continuar a desfrutar dos mais caros relacionamentos que conhecemos na terra; construir um lar eterno com posteridade sem fim -- não serão estas a personificação das esperanças e das justas aspirações de um cristão, ainda que ele nunca tenha tentado visualizá-las concretamente antes?

Se porventura nunca vos perguntastes: O que me reserva o céu, a mim, um cristão? O que espero assegurar na vida após a morte? Gostaria que vos fizésseis esta pergunta e fôsseis francos convosco mesmos ao respondê-la. Se concluirdes honestamente que nunca tentastes qualquer visualização de um estado futuro, pode ser que os conceitos que vos dei, provenientes da revelação moderna, vos ajudem a formular vossas ideias. Pode ser também que, se já tínheis anteriormente alimentado opiniões sobre o assunto, a condição que descrevi, que se dá no além, possa abranger em grande parte as esperanças e aspirações que tínheis em termos mais vagos e incertos.

Em todo caso, vou pedir-vos que concordeis, por um momento, que na teologia cristã existe um estado preferencial no além. Isto

parece-me não ser difícil, para os cristãos que aceitam os ensinamentos de Cristo sobre as recompensas para a boa vida, fazer esta concessão. Se, portanto, o objetivo final do verdadeiro seguidor de Cristo é alcançar a exaltação no reino celestial, não apenas a salvação geral e a ressurreição dos mortos que vêm a todos por meio da expiação do Salvador, nem a imortalidade que é o destino de toda pessoa, queira ou não, mas esta glória suprema, esta bênção incomparável que tão fracamente tentei descrever; se esse é o objetivo final, como pode ser alcançado?

Ao responder a esta pergunta, sou obrigado a fazer uma distinção. Seria uma resposta muito fácil e simples, e uma que estou certo seria aceitável para muitas pessoas, dizer que nada mais é necessário do que viver uma vida cristã boa e virtuosa, o que é, sem dúvida, necessário e indispensável para a obtenção da exaltação. Em certo sentido, a vida cristã é tudo o que é necessário, mas não no sentido em que costuma ser interpretada. Por meio da revelação dos últimos dias, aprendemos que os verdadeiros seguidores de Cristo não apenas incorporam à vida todas as chamadas virtudes cristãs, mas também aceitam, adotam e se conformam a toda lei, princípio e ordenança do Evangelho de Cristo. Eles creem que o evangelho, em sua totalidade, foi concebido e divinamente instituído com o único propósito de conduzir os filhos e as filhas de Deus a seu reino celestial. Reconhecem que tem sido, através das eras passadas, e é agora, e continuará a ser, um imenso ganho para as pessoas adotarem as virtudes cristãs como padrão de vida, mas sabem que a exaltação, a bênção suprema, só pode ser obtida por meio da obediência a cada requisito específico estabelecido para isso.

Entre os requisitos formais, além da vida boa, estão a filiação à Igreja de Cristo, o batismo, a imposição de mãos para o dom do Espírito Santo, o recebimento do sacerdócio e das sagradas ordenanças do templo, reveladas e realizadas somente para aqueles que se preparam para a iniciação nas belezas e bênçãos da ordem celestial. Podeis perguntar-vos por que essas cerimônias e ordenanças formais são exigidas. Nesta breve correspondência, só posso dizer-vos que são prescritas pelo Senhor em suas revelações aos homens, tanto antigas quanto modernas, e que são consistentes com os princípios e práticas estabelecidos pelo Salvador, que é o Autor do plano do evangelho durante seu ministério na carne. Há muito que se poderia dizer, a título de explicação e argumento, em apoio a essas ordenanças e a seu simbolismo e vitalidade essenciais no plano do evangelho. Estou certo de que uma investigação imparcial vos persuadiria de sua razoabilidade e conveniência, mas, em última análise, sua aceitação deve basear-se na fé na palavra revelada de Deus.

Mesmo neste breve esboço, há mais um princípio básico ao qual devo chamar vossa atenção. Estou certo de que o considerareis uma omissão grave se eu não o apresentasse, pois, se déreis alguma consideração à essencialidade das ordenanças que mencionei como necessárias para a exaltação, certamente quereríeis saber sobre a autoridade para administrá-las. Está esta autoridade disponível?

Lamento não ter tempo, neste escrito, de dar-vos um relato completo de sua concessão por mensageiros autorizados e de sua transmissão até os dias atuais. Terei de contentar-me em dar-vos uma opinião jurídica. Acontece que tive alguma formação em direito, e tenho algum conhecimento da competência e admissibilidade de provas para sustentar uma alegação em um tribunal judicial. Não hesito em dar-vos, como minha opinião, que tem havido, em várias ocasiões desde a origem desta obra dos últimos dias, provas jurídicas competentes disponíveis para apresentação em qualquer tribunal, para o estabelecimento e a verificação das alegações apresentadas por aqueles escolhidos para originar o evangelho restaurado quanto à autoridade divina a eles conferida, e quanto à transmissão dessa autoridade até os dias de hoje. Não posso razoavelmente esperar que confieis nesta opinião. O máximo que posso esperar é que ela sirva para estimular a investigação.

Há outros fatores inerentes à natureza desta comissão divina que trazem a mim e a meus colegas uma certeza irrefutável de sua autenticidade. Creio que alguns deles vos atrairiam.

Agora, meus amigos, sou forçado a um resumo rápido. Ao tomar a liberdade de escrever-vos, presumi vosso interesse pela religião cristã e vossa aceitação de Cristo como o Autor do evangelho. Revisei, ainda que de modo muito breve, a expiação do Salvador e seu efeito em trazer salvação geral e redenção à família humana. Todos serão ressuscitados e assegurarão a bênção da imortalidade. Há uma ordem na ressurreição sobre a qual, algum dia, gostaria de vos falar. Apontei a diferença entre a salvação geral e a exaltação individual no reino celestial, que é concebida para ser o objetivo mais alto e final do cristão fiel. Mencionei os requisitos para a admissão neste estado preferencial e a autoridade essencial para a administração das ordenanças. Isto é apenas um esboço, em linhas gerais, de alguns princípios básicos que vieram nestes últimos dias com o evangelho restaurado de Jesus Cristo. Há inúmeros outros conceitos fascinantes resultantes desta nova interpretação, que fazem contribuições inestimáveis à doutrina cristã. Por causa de minha amizade por vós, tenho grande desejo de que possais ouvir esses conceitos, desfrutar deles e adotá-los. Sei que eles trarão riqueza a vossas vidas, como trouxeram à minha, e sei que são bons para o mundo na solução de seus problemas, mas isso é outro assunto, no qual não devo entrar.

Espero que aceiteis esta carta no espírito em que a escrevo, como de um amigo a outro. Se ela servir para despertar vosso interesse, ainda que em pequeno grau, na causa que me é tão querida, ficarei extremamente grato.

Há apenas mais uma coisa. Se sois levados a considerar as coisas sobre as quais escrevi, espero que não sejais dissuadidos de aceitá-las pelas deficiências que possais observar na vida de alguns de nós que abraçamos esta nobre causa. Confessamos nossas fraquezas. Estamos procurando desenvolver força para superá-las. Peço-vos que procureis olhar para a excelência da mensagem e

que passeis por alto as falhas de alguns de seus adeptos. Julgai-a, por favor, por aquilo que ela tem feito na elevação da vida de milhares dos filhos de nosso Pai, e por sua verdade inerente.

Com as mais cordiais saudações e os melhores votos, sou

Sincera e fraternalmente vosso,

Meus irmãos desta assembleia:

Stephen L Richards

Agradeço-vos muito por terdes ouvido pacientemente minha leitura desta carta. Se porventura ela contiver algum pensamento que vos possa ser útil para levar a mensagem do evangelho a alguns de vossos amigos, sentirei que vossa indulgência foi, em alguma medida, justificada. Que todos nós tenhamos o impulso e a coragem de levar a verdade ao entendimento de nossos vizinhos e colegas é minha oração sincera. Peço-o humildemente em nome daquele de quem somos servos, o Senhor Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoStephen L Richards, “Ensinamentos da Igreja Expostos em Uma Carta”, 1945 April General Conference, First Day Morning Session (1945-04-06). Pulpit Vault, 1945-04-stephen-l-richards-teachings-of-the-church-set-forth-in-a-letter. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).