Profitable Investments Encouraged
J. Reuben Clark Jr.
Confio que me seja permitido referir-me às minhas observações na última Conferência de abril (1937), e reafirmar o que então disse, na mesma linguagem em que o disse. Não fiz então, nem faço agora, qualquer previsão. Apenas dei, a título de admoestação, o proveito daquilo que muitos homens responsáveis, ligados aos negócios, diziam à época. Até onde estou informado, esses homens não mudaram de opinião. Em minha própria visão, pelo que possa valer, as condições não me parecem estar em melhor caminho. ¶
Investimentos Rentáveis São Incentivados
Depois daquela Conferência, pessoas escreveram perguntando se deveriam vender esta ou aquela propriedade que possuíam. Foi-lhes dito que eu não havia oferecido conselho de comércio ou de mercado, nenhum conselho sobre vender ou comprar, mas advertira contra a especulação, isto é, o jogo de azar. Outros escreveram perguntando se deveriam contrair dívidas para este ou aquele propósito. ¶
A estes últimos foi respondido que a Igreja sempre aconselhara contra contrair dívidas, que isso ainda parecia um conselho sensato, e que, se alguma vez fosse sabiamente posto de lado, seria em conexão com a compra de uma casa, ou de uma fazenda, ou o abastecimento de um rancho, ou para a condução de alguma linha de negócio. Acrescentou-se a sugestão de que, mesmo nesses casos, toda a proposta deveria ser cuidadosamente examinada, de modo a garantir, tanto quanto possível, que o investimento a ser feito seria rentável. ¶
Contrair Dívidas Traz Fardos
Gostaria agora de falar um pouco mais sobre essa questão da dívida. Não direi nada novo. Todos conhecem as coisas que mencionarei. Minha única desculpa por citá-las é que, por vezes, alguns de nós esquecem o que, em sabedoria, deveria ser lembrado. O que direi não dirá respeito tanto aos homens de negócios, dos quais se supõe que saibam quando e como tomar empréstimos. Falo à grande maioria de nós, que temos pouca ou nenhuma formação e experiência em negócios, e talvez não muita habilidade para eles. Pertenço a essa maioria, e tive uma experiência aleccionadora com dívidas. ¶
É uma regra de nossa vida financeira e econômica, em todo o mundo, que se deve pagar juros sobre dinheiro emprestado. Permiti-me dizer algo sobre os juros? ¶
Os juros nunca dormem, nunca adoecem, nunca morrem; nunca vão ao hospital; trabalham aos domingos e feriados; nunca tiram férias; nunca visitam nem viajam; não têm prazer algum; nunca são dispensados do trabalho, nem demitidos do emprego; nunca trabalham em horário reduzido; nunca têm colheita fraca nem seca; nunca pagam impostos; não compram alimento; não vestem roupa; não têm teto nem lar, e por isso não têm reparos, nem substituições, nem telhado, nem encanamento, nem pintura, nem caiação; não têm esposa, filhos, pai, mãe, nem parentes para cuidar e zelar; não têm despesas de subsistência; não têm casamentos, nascimentos nem mortes; não têm amor, nem compaixão; são tão duros e sem alma quanto um penhasco de granito. Uma vez em dívida, os juros são vosso companheiro a cada minuto do dia e da noite; não podeis evitá-los nem escapar deles; não podeis dispensá-los; não cedem a súplicas, exigências, nem ordens; e sempre que vos atravessardes em seu caminho, ou cruzardes seu curso, ou deixardes de atender às suas exigências, eles vos esmagam. ¶
Isso, quanto aos juros que pagamos. Quem quer que contraia empréstimos deveria compreender o que são os juros; estão com eles a cada minuto do dia e da noite. ¶
Estatísticas sobre Hipotecas Agrícolas
Quanto a contrair dívidas para comprar uma fazenda, particularmente pela maior parte do preço de compra, ou para qualquer empréstimo considerável sobre uma fazenda, gostaria de vos apresentar os seguintes fatos. ¶
Durante a recente depressão, uma grande companhia de seguros teve de executar hipotecas sobre propriedades rurais que lhe haviam sido hipotecadas por cerca de $65.000.000. O valor real presumido dessas terras executadas era superior a $100.000.000, o que corresponde, aproximadamente, ao valor de todas as terras agrícolas do estado de Utah. As terras executadas estavam entre as mais ricas terras agrícolas deste país. ¶
Depois que a companhia adquiriu as terras, ela as depreciou em cerca de 10 por cento do valor real estimado, de modo que agora constam nos livros em cerca de $55.000.000. ¶
O lucro líquido do ano passado, considerando todas essas terras em conjunto, foi de 3,03 por cento sobre o valor depreciado de $55.000.000. Isso equivaleria a cerca de 1,6 por cento sobre o valor integral, na data da hipoteca. ¶
A quantia muito grande envolvida, e a localização das fazendas, parecem indicar que este é um exemplo justo dos rendimentos sobre as melhores terras agrícolas do país. ¶
Permiti-me sugerir a vós, agricultores e futuros agricultores, que dificilmente podeis esperar tomar emprestado dinheiro, somas relativamente grandes de dinheiro, a 5 por cento, ou 3 por cento, ou mesmo 2 por cento, e depois pagar, principal e juros, num empreendimento que vos renderá apenas 1,6 por cento. Essa é a matemática mais simples. ¶
Dinheiro Fácil Não É uma Bênção
Permiti-me dizer, de passagem, que me parece que a pior maldição que o agricultor já teve — pior do que pragas, ou secas, ou geadas, ou mesmo mercados fracos — é o dinheiro fácil que lhe foi lançado no caminho. O que o agricultor precisa não é dinheiro fácil, mas mercados bons e rentáveis. ¶
Esses mesmos princípios valem para todos os empreendimentos, de todos os tipos. ¶
Gostaria também de dizer algo sobre dívidas de longo prazo, digamos, de 20 ou 30 anos, para reformar e melhorar residências. Não me são estranhos os argumentos habituais e o raciocínio usados para justificar esse tipo de empréstimo. Mas precisamos considerar plenamente isto: qualquer melhoria, como banheiros, sistemas modernos de aquecimento e refrigeração, e coisas semelhantes, estará, no espaço de dez anos, provavelmente antiquada, fora de moda, e em grande parte obsoleta. Se a família for uma família comum, ao fim de dez anos clamará por novos mobiliários, atualizados, por outra reforma moderna. Quando chegar esse momento, a família terá de perceber que precisará continuar pagando principal e juros por mais dez ou vinte anos pela banheira e pela pia gastas, pela pia de cozinha manchada e rachada, pelo fogão enfumaçado, e por tudo o mais. Isso supõe, evidentemente, que tenhamos conseguido manter em dia nossos pagamentos durante os primeiros dez anos, e não tenhamos perdido toda a propriedade antes desse tempo — tanto o que investimos na casa quanto a própria casa. ¶
Compras a Prestação Desencorajadas
Digo isto não obstante, em minha opinião, nenhuma casa seja boa demais, nenhum conforto grande demais, nenhum luxo rico demais para a mais humilde das famílias que possa arcar com eles; mas, quanto aos confortos menos essenciais, e a todos os luxos, permiti-me insistir para que paguem à vista. ¶
Desejo acrescentar algo sobre a compra a prestação — aquele popular método de contrair dívidas por coisas e pagá-las enquanto as desgastais pelo uso. A compra a prestação é irmã gêmea dos empréstimos de longo prazo para reformas e mobiliário. Parte de um plano de prestações bem-sucedido é uma taxa de juros muito alta, geralmente oculta. ¶
Sei que, ao falar disso, estou pisando em terreno controverso. Contudo, sinto que algo sábio pode ser dito a esse respeito, a título de advertência. ¶
Estima-se que, em 1929, as compras a prestação totalizaram 6,5 bilhões de dólares. O Dr. Wilford L. White, chefe da divisão de comercialização do Departamento de Comércio Exterior e Interno, é citado dizendo que "os contratos de prestação firmados durante, ou imediatamente antes de, 1929 contribuíram para a última depressão." ¶
Estatísticos dizem que, em 1935, houve 3,6 bilhões de dólares em compras a prestação; para 1936, as estimativas variam de 4,5 bilhões de dólares a 13,5 bilhões de dólares; para 1937, as compras a prestação foram estimadas em mais de 5 bilhões de dólares. ¶
O sistema tem sido defendido como justificando-se "por proporcionar os luxos de ontem a famílias de renda limitada hoje, permitindo que essas famílias comprem tais bens ao empenhar parte de seus ganhos futuros." ¶
Seu valor foi avaliado nestes termos: "Ele incentiva a produção de bens de luxo, reduzindo assim o consumo de itens de primeira necessidade. Promove a extravagância, baseada nas chances de rendas contínuas e crescentes, e assim aumenta a escassez num momento em que o comércio está encolhendo. Cria um conjunto de dívidas que representa, em parte, algo já consumido. Leva à superprodução de bens de luxo, e, como a inflação monetária, conduz a uma condição que exige, para sua manutenção, doses cada vez maiores do mesmo estimulante, o que se evidencia por sua extensão a artigos que se depreciam rapidamente." ¶
Um economista britânico afirma: "Fez muito mal na América; foi drasticamente limitada em muitas partes da Europa; é inimiga da verdadeira poupança; é a mais tentadora para os menos previdentes." ¶
Comprar a prestação significa hipotecar vossos rendimentos futuros. Se, por doença, morte, ou perda de emprego, os rendimentos cessarem, a propriedade comprada se perde, juntamente com o que foi investido nela. ¶
Ouso fazer uma sugestão — até que os tempos se tornem mais certos, a família comum fará bem em comprar a prestação apenas as verdadeiras necessidades da vida, deixando os luxos para serem comprados à medida que possam ser pagos no momento da compra. ¶
Não tentarei traçar uma linha entre necessidades e luxos, além de dizer que um artesão ou mecânico que pode ir ao trabalho de trem ou de bonde dificilmente se justificaria em comprar um avião para essa finalidade a prestação; nem se justificaria um agricultor que já possui um cavalo de pastoreio para trazer as vacas do pasto em comprar um automóvel a prestação para o mesmo fim. ¶
Só posso mencionar aqui, novamente a título de advertência, outro elemento contribuinte de perigo em nossa vida econômica, isto é, aquelas operações financeiras sazonais, de safra, ou outras de curto prazo, que baseiam imprudentemente sua operação em lucros futuros sobre dinheiro emprestado. ¶
Os Contribuintes Devem Arcar com as Dívidas Públicas
Se me for permitido, gostaria de acrescentar mais uma palavra sobre dois assuntos intimamente relacionados, que mencionei ou a que me referi em quase toda, senão em toda, Conferência desde abril de 1933; refiro-me aos enormes gastos do dinheiro do povo, e ao sentimento e à crença sempre crescentes de que um grande grupo do povo pode viver às custas do público, sem trabalhar. ¶
Gostaria de dizer novamente que nem o Estado nem o Governo Federal têm quaisquer fundos, exceto os fundos que obtêm do povo. Nenhum deles tem, em lugar algum, uma grande pilha de ouro à qual possa recorrer para obter seu dinheiro. Vós, contribuintes, deveis fornecê-lo todo; e todo cidadão é contribuinte, seja por tributação direta, seja indireta. Sempre que os governos tomam empréstimos, tomam-nos dos contribuintes, que deverão pagar de volta ou repudiar a dívida. Pagar de volta grandes empréstimos causa grandes dificuldades e sacrifícios opressivos; repudiá-los traz caos econômico e, por vezes, político. ¶
As Despesas da Igreja São Cuidadosamente Administradas
Alguns de nossos próprios membros parecem pensar que a Igreja também tem uma pilha de ouro. Não tem. Tudo o que a Igreja possui é a renda moderada que recebe de investimentos que fez a partir das economias de vossas contribuições passadas, e o dízimo e as doações que vós, membros fiéis — geralmente não os críticos e os que encontram defeitos — fazeis para o sustento da obra. Recebestes um relatório de como esse dinheiro foi gasto durante o ano passado. Asseguro-vos que não há gastos secretos ou ocultos. Todos são registrados, e todos são auditados. A Igreja não tem um único centavo a ser gasto por quem quer que seja, para qualquer propósito, exceto mediante uma prestação de contas feita após a realização do gasto, sob uma autorização concedida para tal gasto. Permiti-me dizer aqui: a Igreja não está endividada; nenhuma de suas propriedades está hipotecada; nenhuma de suas garantias está empenhada. ¶
Ora, quanto ao outro ponto — o sustento de um grande grupo, sem trabalho, à custa da indústria, da poupança e do sacrifício do restante do povo. Repito: isto é, na prática, escravidão para aqueles que fornecem o sustento dos ociosos. Sei muito bem que serei acusado de ser duro, cruel, insensível. Não sou. Mas considero o bem-estar de todo o povo superior à ociosidade confortável ou luxuosa de uma parte. ¶
A esse tipo de gasto pertencem essas gratificações de velhice, ou esmolas, que, para acalmar a consciência de alguém, são chamadas de pensões. Menciono este assunto porque está crescendo a tais proporções, e porque terá um efeito tão profundo e destrutivo sobre o caráter do povo, tanto jovem quanto idoso. ¶
Posso começar dizendo que estas não são propriamente pensões, termo que sempre implicou uma de duas coisas, ou ambas: ou um serviço notável, prestado a todo o povo, que merece do povo um reconhecimento especial diante da fragilidade da idade ou de outra causa; ou um plano pelo qual o próprio pensionista contribuiu para a formação do fundo de pensão que recebe. Essas assim chamadas pensões de velhice não têm nenhum desses elementos. ¶
Onde essas gratificações são honestamente devidas por lei, não há objeção legal em recebê-las. Mas advirto a vós que as recebeis para não contardes demais com elas, pois não podem continuar a ser pagas indefinidamente. Além disso, onde essas gratificações são obtidas mediante falsificação da verdadeira condição — ocultando propriedade, transferindo-a por escritura para se qualificar à esmola, ou usando qualquer artifício para ocultar ou distorcer a situação real —, isso é pura desonestidade. ¶
Honro e respeito a velhice. Não a gostaria de ver sofrer por carência, nem por doença que se possa remediar. Ela faz jus a todo cuidado, a todo ato de bondade, a todo carinho amoroso que uma comunidade grata e uma família dedicada possam oferecer. ¶
Tenho toda a compaixão pela idade avançada. Conheço as dificuldades que a idade encontra para se ajustar à vida econômica moderna. Muitos homens maduros e notáveis vieram até mim, em Nova York, buscando trabalho. Alguns haviam sido dispensados de empregos que haviam conquistado ao longo de uma longa vida de serviço. A depressão os havia substituído por homens jovens, que tinham maior resistência e que trabalhariam por menos dinheiro. Ao menos na América, o desperdício humano na depressão foi muito maior do que o desperdício humano da Guerra Mundial. O homem idoso sem trabalho é uma das mais patéticas e dilacerantes tragédias de hoje. ¶
Algum plano deve ser concebido que garanta que nenhuma pessoa idosa passe frio, fome ou falta de vestimenta. Mas a responsabilidade primária de sustentar um pai ou uma mãe idosos recai sobre sua família, não sobre a sociedade. O nosso não é um Estado socialista ou comunista, onde o povo é mero vassalo, a ser conduzido como animais de um curral a outro. Somos homens livres. Assim, ainda entre nós, a família tem seu lugar, e suas responsabilidades e deveres, que são dados por Deus. A família que se recusa a cuidar dos seus não está cumprindo seus deveres. Quando um pai idoso não tem família, ou quando a própria família não tem meios, então a sociedade deve, por mera humanidade, vir em socorro. Isto é perfeitamente claro. ¶
Mas vai longa distância desse sábio princípio até dizer que toda pessoa que alcance certa idade fixa deva, dali em diante, ser sustentada pelo Estado na ociosidade. A sociedade não deve a ninguém uma vida de ociosidade, seja qual for sua idade. Nunca vi uma linha sequer nas Sagradas Escrituras que exija, ou sequer sancione, isso. No passado, nenhuma sociedade livre foi capaz de sustentar grandes grupos na ociosidade e permanecer livre. ¶
A Obra de Bem-Estar da Igreja
Desejo, ao concluir, dizer algumas palavras sobre nossa Obra de Bem-Estar da Igreja. Ouvistes um relatório detalhado sobre seu trabalho. Ela vem operando há apenas dois anos. Por trás dela está apenas a contribuição puramente voluntária dos membros da Igreja — cerca de 767.000 homens, mulheres e crianças — e alguns outros que, por amor à humanidade, também fizeram contribuições gratuitas. ¶
Desse número de membros da Igreja, mais de 172.000 fizeram doações voluntárias em dinheiro, além de seu dízimo e outras contribuições, durante 1937. Isto significa que até 60 por cento da membresia adulta da Igreja, tanto homens quanto mulheres, fizeram contribuições em dinheiro a este Plano de alívio da necessidade humana. Isto, por si só, é uma grande realização espiritual e cristã. Durante este ano, a partir dessas Ofertas de Jejum e de outras receitas da Igreja, foi dada assistência a cerca de 44.000 pessoas. ¶
Não resolvemos plenamente nosso problema, mas este é apenas nosso segundo ano. Sentimos que fizemos um bom começo. Ganhamos experiência. Estamos conduzindo uma operação orçamentária em toda a Igreja, baseada nos relatórios dos Bispos quanto às suas necessidades estimadas para este ano, de modo que, não obstante as dificuldades econômicas que pairam sobre a nação, possamos resolver mais plenamente nosso problema. ¶
A Igreja nunca disse que forneceria emprego a todos os membros desempregados da Igreja. Disse que faria o que pudesse, para esse fim. E o fez. Encontrou emprego para cerca de 6.000 de seus membros, o que pode representar até 30.000 membros de famílias. ¶
A Igreja nunca disse que tentaria retirar seus membros dos projetos de trabalho governamentais. Mas a Igreja tem exortado repetidamente todo membro da Igreja empregado pelo governo a prestar um dia de trabalho honesto e completo, por um dia de salário. ¶
Há certos elementos na situação geral de assistência, nesta região do interoeste onde vive a maior parte de nossos membros, que nem sempre são levados em conta. Em primeiro lugar, pelo menos metade da população desta área não é membro da Igreja. Uma parcela muito grande desses não membros está empregada em ocupações industriais, particularmente afetadas pelo atual declínio econômico. Em segundo lugar, por uma razão ou outra, que não é necessário considerar agora, parece bastante claro que não é pequeno o número dos que são classificados como membros da Igreja nos registros governamentais, mas que ou não constam de todo nos registros da Igreja, ou estão inteiramente inativos há anos, muitos deles desde a infância. Com demasiada frequência, essas pessoas demonstram uma relutância fixa em abandonar a ajuda governamental pela assistência da Igreja. O elemento básico do programa da Igreja é o trabalho em troca de assistência. ¶
O primeiro esforço da Igreja foi conscientemente dirigido a suprir as necessidades dos membros dignos da Igreja, cuja atividade anterior merece consideração de toda a membresia da Igreja. Mas a Igreja não voltou as costas aos demais; ela dá boas-vindas ao seu retorno à atividade; ela cuidará deles tão rapidamente quanto puderem ser alcançados. ¶
Assim, em suma, desejo prestar minha sincera gratidão, minhas sinceras felicitações, à Sociedade de Socorro — a cada oficial e a cada mulher dela — ao Bispado Presidente, aos quóruns do Sacerdócio, ao Comitê Geral, aos Bispos das alas e aos Presidentes das estacas, às organizações regulares e auxiliares da Igreja, estacas e alas, aos nossos periódicos da Igreja, a todo homem e mulher que tenha ajudado de qualquer forma neste grande empreendimento, e particularmente àquelas centenas que, um tanto negligentes de seus deveres no passado, avançaram nestes tempos críticos, e assumiram este novo trabalho, lutando como veteranos contra nosso inimigo comum — a carência. Nós vos damos as boas-vindas, irmãos e irmãs. Sei que a todo homem, mulher e criança que deu de sua abundância, ou que ofereceu a moeda da viúva para ajudar seus irmãos menos afortunados e sofredores, veio uma paz e uma alegria que trouxeram ao seu coração mais amor altruísta pelo próximo do que qualquer outra coisa que já tenha feito. Perceberam a verdade do grande princípio anunciado por Tiago: ¶
A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se imaculado do mundo. ¶
Depois de tudo, e acima de tudo, como foi declarado no relatório financeiro, embora o objetivo do Bem-Estar da Igreja seja, evidentemente, ajudar os necessitados, seu verdadeiro propósito não é meramente substituir por gratificações da Igreja aquelas fornecidas por agências de caridade ou governamentais, mas reconstruir o caráter de seus membros, e promover e fomentar as qualidades patrióticas, cívicas e espirituais do povo. ¶
Discorrendo no Templo, no segundo dia da semana do sacrifício expiatório, Jesus declarou o destino daqueles que estivessem à sua esquerda no dia do juízo. ¶
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; ¶
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; ¶
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; enfermo, e na prisão, não me visitastes. ¶
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? ¶
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos não o fizestes, não o fizestes a mim. ¶
E estes irão para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna. ¶
O Cristo ressuscitado, tomando o café da manhã com os sete discípulos nas margens do mar de Tiberíades, de manhã cedo, disse três vezes a Pedro: "Pedro, amas-me?" Pedro respondeu três vezes: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo;" e Cristo ordenou três vezes: "Apascenta as minhas ovelhas." ¶
O Coro e a congregação cantaram o hino "O Espírito de Deus". ¶